Indicação: Erguei-vos, Senhor
Indicação: Erguei-vos, Senhor
Publicado em Apologética | Tagged casamento, casamento gay, gayzismo, homossexualismo, matrimônio, vida | Deixar um comentário »
Agora tudo é claro e transparente. Perante a acusação dos sacerdotes, Jesus revela que se trata doutro tipo de realeza, uma realeza divina e espiritual. Pilatos pergunta de novo: “Então Tu és rei?” (Jo 18, 37). A este ponto Jesus, excluindo qualquer forma de interpretação errada da Sua dignidade real, indica a verdadeira: “Tu estás a dizer que Eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para dar testemunho da verdade. Todo aquele que está com a verdade ouve a Minha voz” (Jo 18, 37).
Ele não é rei no sentido que pensavam os representantes do Sinédrio: com efeito, não aspira a nenhum poder político em Israel. O Seu reino, pelo contrário, ultrapassa em grande medida os confins da Palestina. Todos os que estão com a verdade ouvem a Sua voz (cf. Jo 18, 37) e reconhecem n’Ele um Rei. Eis o âmbito universal do Reino de Cristo e a sua dimensão espiritual.
Papa João Paulo II, Homilia na Solenidade de Cristo Rei
23 de novembro de 1997
* * *
Mas qual é a “verdade” que Cristo veio testemunhar no mundo? Toda a sua existência revela que Deus é amor: portanto, é esta a verdade da qual Ele deu testemunho pleno com o sacrifício da sua própria vida no Calvário. A Cruz é o “trono” do qual manifestou a sublime realeza de Deus-Amor: oferecendo-se em expiação pelos pecados do mundo, Ele derrotou o domínio do “príncipe deste mundo” (Jo 12, 31) e instaurou definitivamente o Reino de Deus. Reino que se manifestará em plenitude no fim dos tempos, quando todos os inimigos, e por fim a morte, tiverem sido submetidos (cf. 1 Cor 15, 25-26). Então o Filho entregará o Reino ao Pai e finalmente Deus será “tudo em todos” (1 Cor 15, 28). O caminho para chegar a esta meta é longo e não admite atalhos: de fato, é necessário que cada pessoa acolha livremente a verdade do amor de Deus. Ele é Amor e Verdade, e quer o amor quer a verdade nunca se impõem: batem à porta do coração e da mente e, onde podem entrar, trazem paz e alegria. É este o modo de reinar de Deus; este é o seu projeto de salvação, um “mistério” no sentido bíblico da palavra, isto é, um desígnio que se revela pouco a pouco na história.
Com a realeza de Cristo foi associada de maneira muito singular a Virgem Maria. A ela, humilde jovem de Nazaré, Deus pediu que fosse a Mãe do Messias, e Maria correspondeu totalmente a esta chamada unindo o seu “sim” incondicionado ao do Filho Jesus e tornando-se obediente com Ele até ao sacrifício. Por isto Deus a exaltou acima de cada criatura e Cristo coroou-a Rainha do Céu e da Terra. Confiamos à sua intercessão a Igreja e a humanidade inteira, para que o amor de Deus possa reinar em todos os corações e se cumpra o seu desígnio de justiça e de paz.
Papa Bento XVI, Ângelus
26 de novembro de 2006
Publicado em Pregação | Tagged angelus, cristo rei, domingo, evangelho, homilia, papa bento xvi, papa joão paulo ii, solenidade de cristo rei, verdade | Deixar um comentário »
Fonte: Zenit
Dia de estudo em Roma sobre comunicação e sacerdócio
ROMA, sexta-feira, 20 de novembro de 2009 (ZENIT.org). – “Para a evangelização, não servem os sacerdotes showman que vão à televisão”, declarou o secretário da Congregação para o Clero, arcebispo Mauro Piacenza.
O prelado falou nessa quarta-feira em um Dia de Estudo sobre “A comunicação na missão do sacerdote”, organizado pela Faculdade de Comunicação da Universidade Pontifícia da Santa Cruz, em Roma.
Ele afirmou que “a comunicação deve favorecer a comunhão na Igreja, que, do contrário, converte-se em protagonismo individual ou, o que ainda é mais grave, introduz divisão”.
Também indicou que “o sacerdote não deve improvisar quando utiliza os meios de comunicação, nem deve comunicar a si mesmo, mas os dois mil anos de comunhão na fé”, uma mensagem que “só pode ser transmitida através da experiência própria e da vida interior”.
Também interveio o professor Philip Goyret, professor de eclesiologia e teologia sacramental na Universidade Santa Cruz.
Ele explicou que, de alguma maneira, a dimensão comunicativa pertence à essência de todo sacerdote, “seja em si mesmo enquanto que sacramentalmente representa Jesus Cristo e portanto deve viver conforme aquilo que representa, ou enquanto portador de graça e ministro da Palavra de Deus”.
Portanto, acrescentou, “consagração e missão são correlativas: a Palavra dá sentido ao testemunho e o testemunho dá credibilidade à Palavra”.
O professor Sergio Tapia-Velasco, docente na Faculdade de Comunicação da Santa Cruz, afirmou que a homilia dominical pode-se converter em um momento privilegiado da transmissão da Palavra.
E lamentou que em contrapartida se assista frequentemente a “tantas homilias longas e chatas”.
Publicado em Notícias | Tagged ano sacerdotal, fama, sacerdócio, sacerdote, showman, sucesso | Deixar um comentário »
Pergunta: Se Deus é verdadeiramente Suma Bondade, por que deixa que seus servos morram e deixem tantas tristezas nas famílias?
Em verdade, caríssimos irmãos, a morte é uma realidade que o ser humano experimentou a partir do momento em que pecou a primeira vez. Então, ele nada mais é do uma conseqüência da desobediência humana. Com efeito, a morte não vem de Deus. Com o pecado arraigado na natureza humana, arraigada também está a realidade da morte. Assim sendo, dela ninguém escapa, uma vez que todos nós pecamos. O apóstolo dos gentios diz que “o salário do pecado é a morte” (Rm 6, 23). É essa a mais pura verdade.
A morte não é da vontade de Deus. Deus quer que todos tenham vida e a tenham em abundância, então não quer que morram seus servos. Mas não depende d’Ele estabelecer isso. Nós podemos muito bem – apesar de não devermos – entrar na frente de um carro na rua. Aí seremos mortos. Não quer dizer que Deus quis a nossa morte. Fomos nós que a quisemos. Ora, qual a ação de Deus na morte das pessoas? Nenhuma morte acontece sem o consentimento do Pai. Com efeito, consentir e cometer são verbos diferentes, com significados também diferentes. E aí podemos compreender por que: Santo Agostinho dizia que Deus é tão bom que consegue tirar um bem daquilo que é mau.
Ora que bem pode haver na morte de um ente querido? Em primeiro momento, nenhum, mas as superações que vêm depois desse acontecimento são, sem dúvida, um reflexo dessa frase de Santo Agostinho. E isso acontece graças à fé que os fiéis têm na escatologia exposta pela Igreja Católica. Ela traz ao coração dos abatidos pela morte de seus parentes o conforto e principalmente a esperança. Enxergar a morte como uma possibilidade para uma vida melhor junto de Deus traz, de certo modo, apoio àquele que perdeu alguém importante.
Mas a pergunta principal é por que então Deus consente na morte de seus filhos? É uma realidade – confessemos – difícil de explicar. Sabemos bem que a morte é inevitável, mas quando ela bate em nossa porta esquecemos totalmente disso e nos deleitamos em buscar explicações para o nosso infortúnio. A primeira afirmação, então, é essa: todos nós, vivos, estamos sujeitos à morte. Que ninguém se surpreenda se amanhã perder uma pessoa querida ou um familiar próximo. Existe um ditado popular que diz que ‘para morrer, basta estar vivo’. A pergunta, na verdade é: Por que comigo?
Os desígnios de Deus são insondáveis. Nenhum ser humano pode penetrar nas profundezas de Sua imensa sabedoria. Mas sabemos bem que Deus não permitiria de modo algum o mal se dele não pudesse tirar um bem. Deus sempre quer o nosso bem, de uma forma ou de outra e tudo que em nossa vida acontece, seja bom ou ruim, tem um propósito de felicidade, projetado pelo Senhor. A morte de alguém que amamos muito pode ser um impulso que Deus dá para que possamos nos converter, para que possamos olhar mais para Ele e deixar de olhar diretamente para o ser enquanto matéria. Pode ser também uma oportunidade que Deus nos dá de superarmos as dificuldades e sairmos vitoriosos, enfim, os “frutos” de uma perda podem nos ensinar muito e nos trazer muita superação.
A morte: convivamos com ela e nos conformemos com essa triste realidade que todos nós, humanos, teremos de enfrentar. Ao mesmo tempo, preparemo-nos constantemente para esse momento em que nos encontraremos face a face com o Altíssimo.
Graça e paz.
Publicado em Apologética | Tagged céu, escatologia, inevitabilidade, morte | Deixar um comentário »
Saiu na ACI Digital: Perito pede que mexicanos não acreditem em falsas profecias maias sobre o fim do mundo. Falando sobre o filme “2012”, Carlos Vila Roiz, em artigo publicado pelo jornal “Impacto El Diario”, afirmou: “[E]mbora haja diferentes interpretações das equivalências das datas maias com nosso calendário, isto foi aproveitado pelo diretor do filme para inventar que em 2012 será o fim de uma era, e sua fantasia foi adornada com o suicídio de uma comunidade de maias (já mestiços), que estavam desolados porque chegava o tempo no que se cumpririam as ‘profecias’ maias”.
Com efeito, Jesus Cristo deixou bem claro que, “quanto àquele dia e àquela hora, ninguém o sabe, nem mesmo os anjos do céu, mas somente o Pai” (Mt 24, 36). Assim sendo, tentar adivinhar, seja por meio de falsas profecias seja através de conduções erradas de interpretação bíblica, o dia em que Jesus virá em sua glória para julgar os povos é presunçoso e esconde um desejo, mesmo que oculto, de se tomar a dimensão da onisciência que é característica somente de Deus. A condenação de Carlos Roiz a esse pseudo-profetismo vem em hora oportuna. Muitas correntes que surgiram justamente desse engano, movidas pelo proselitismo, se empenham arduamente em propagar essas idéias anti-bíblicas e falsas.
É verdade que os sinais que precederiam o fim, dos quais Jesus falou aos seus discípulos, são evidentes. Mas daí se usar disso como pretexto para arriscar uma data para o fim do mundo baseando-se em uma suposta “profecia” maia – que na verdade nem é profecia – definitivamente é incompatível com o espírito bíblico. Ah, mas qual é o problema de se contrariar a Bíblia quando o assunto é “fim do mundo”? Ora, é justamente a Bíblia a responsável por formar no homem a mentalidade de que esse mundo terreno passa… Logo, devemos lembrar sempre dos estabelecimentos da Sagrada Escritura. E eles são claros: proíbem o profetismo.
A intenção dos autores sagrados ao falarem do final dos tempos, além de exprimir a verdade de Cristo, era deixar claro para as pessoas que devemos sempre estar preparados para o momento da vinda de Cristo. Isso supõe dúvida, incerteza. Não sabemos quando o Senhor virá. Essa profecia que afirma que em 2012 o mundo pode acabar nada mais é do que mais uma frustrante tentativa de infiltrar na cabeça do homem que ele pode aproveitar da vida carnal bastante, mas quando 2012 chegar, bem, aí ele deve se converter. Esquece-se que não serão aqueles que se converterem no fim que se salvarão. Salvar-se-ão os que perseverarem até o fim (cf. Mt 24, 13). Conversão não é algo que acontece do dia para a noite. É algo que exige um processo longo e demorado. Se quisermos, pois, nos salvar, precisamos converter-nos imediatamente…
Quando o adventismo surgiu no século XIX pregando o fim dos tempos, muitos acreditaram. Nada aconteceu. Quando disseram que o século XXI não chegaria e o mundo acabaria antes, as igrejas encheram e muitos acreditaram. De novo insistem em proclamar falsas profecias. Até quando o povo vai cair nessa insidiosa armadilha do demônio?
Graça e paz.
Publicado em Apologética, Notícias | Tagged adventismo, conversão, fim do mundo, fim dos tempos, maias, perseverança, profecia, profetismo | 1 Comentário »
Deus sempre pediu que nos amássemos. Mas a Sagrada Escritura é clara quando fala de más amizades. Uma coisa é amar, outra é ter a pessoa amada como companhia. Devemos, sem dúvida nenhuma, amar a todos. Jesus nos pede isso. Mas Ele nunca disse que devêssemos andar com más companhias. Por exemplo, Ele mesmo nunca andou com fariseus. E São João é claro e objetivo ao falar dessas pessoas que adulteram a fé: não devemos delas nos aproximar, caso estejam firmes no propósito de apedrejar a Igreja e a Jesus Cristo:
“Muitos sedutores têm saído pelo mundo afora, os quais não proclamam Jesus Cristo que se encarnou. Quem assim proclama é o sedutor e o Anticristo. Acautelai-vos, para que não percais o fruto de nosso trabalho, mas antes possais receber plena recompensa. Todo aquele que caminha sem rumo e não permanece na doutrina de Cristo, não tem Deus. Quem permanece na doutrina, este possui o Pai e o Filho. Se alguém vier a vós sem trazer esta doutrina, não o recebais em vossa casa, nem o saudeis. Porque quem o saúda toma parte em suas obras más” (2 Jo 1, 7-11).
A Igreja já deixou bem claro que o aborto é indefensável, independente de qualquer fator exterior: estupro, anencefalia etc. Logo, aquele que defende o aborto está indo contra o Magistério da Santa Sé, contra a vida, contra Jesus Cristo. São boas companhias os defensores dessa ignomínia? São bons políticos aqueles que defendem a legalização dessa infâmia? Acho que são perguntas com respostas claras. Mas outros não têm tanta certeza assim…
* * *
Oriunda de família de classe média alta e tendo recebido uma educação tradicional, interessou-se pelos ideais socialistas durante a juventude, logo após o Golpe Militar de 1964. Iniciando na militância, logo passou a integrar organizações que executavam atividades ilícitas, o que a levou para a clandestinidade. (…) Finalmente capturada, passou quase três anos presa, entre 1970 e 1972 (…). (via Wikipédia)
“É um absurdo que não há a descriminalização do aborto no Brasil, pois esta não é uma questão de foro íntimo, mas sim de saúde pública, e precisa ser regulamentada” (Dilma Rousseff).
Adepto da Teologia da Libertação, é militante de movimentos pastorais e sociais, tendo ocupado a função de assessor especial de Luiz Inácio Lula da Silva, Presidente da República, entre 2003 e 2010. (via Wikipédia)
“Admito a despenalização [do aborto] em certos casos e sou favorável ao mais amplo debate pois se trata de um problema real e grave que afeta à vida de milhares de pessoas e deixa seqüelas físicas, psíquicas e morais.”
“Descobrir que a mulher ocupa na Bíblia lugar e importância iguais aos do homem é questionar as igrejas que, às vésperas do terceiro milênio, insistem em reservar aos homens as funções de poder. E, por tabela, subverter os valores desta sociedade que considera a direção política um talento masculino e a questão social um derivativo da primeira dama, e ilustra sua publicidade televisiva e as páginas das revistas com mulheres que se prestam a ser reificadas, reduzidas ao mero apelo de consumo material e simbólico e, no entanto, queixam-se quando tratadas pelos homens como objetos descartáveis.”
(Frei Betto)
* * *
Resta-nos dizer com São Paulo: “Más companhias corrompem bons costumes” (1 Cor 15, 33). Que o grande Gabriel Chalita e o saudoso Pe. Joãozinho não caiam nessa armadilha de Satanás.
Graça e paz.
Publicado em Notícias | Tagged aborto, comunismo, dilma rousseff, frei betto, gabriel chalita, más companhias, padre joãozinho, twitter | 2 Comentários »
Há muitos dias iniciou-se aqui no Ecclesia Una uma discussão, mais especificamente na página Mentiras Adventistas, entre adventistas e católicos: os representantes da Igreja, Carlos, Angélica e Ancião do blog Jornadas Espirituais, combatendo contra os representantes da seita adventista, Marcelo Damm e Francisco Alves de Pontes. Debates são muito bons, primeiro porque são capazes de nos levar a refletir a posição daqueles que estão do outro lado; segundo, porque exercita a nossa capacidade crítica de contra-argumentar ou de concordar com alguma tese do outro. Existem muitas outras dimensões importantes em um debate, as quais demoraria dias para citar aqui nesse post.
O que quero enfatizar é que algumas funções essenciais presentes num debate não estiveram presentes aqui nessa discussão do blog, não por falta de esforço dos nossos amigos católicos, mas pela insistência adventista em apresentar repetidamente os mesmos argumentos sem articulá-los devidamente. Por esse motivo e por outros que apresentarei ao longo desse post, decidi, não depois de muito pensar, BANIR qualquer tipo de comentário que apareça na já citada página. Exatamente no dia 30 de novembro de 2009 a página Mentiras Adventistas não poderá mais receber comentários de nenhuma pessoa e isso permanecerá vigente por tempo indeterminado.
Por que fazer isso? Primeiramente porque a intenção desse blog é clara: promover e defender a fé católica. Já o fizemos. Carlos, Angélica e o Ancião do blog Jornadas já combateram devidamente – com ótimos argumentos, diga-se de passagem – as heresias ideológicas pregadas pelo adventismo. Então a nossa missão como católicos já foi feita. A conversão dos fautores de heresia é missão do Espírito Santo de Deus e é a Ele que entregamos as almas desses miseráveis inimigos do Sagrado Magistério da Igreja, Corpo Místico de Cristo.
Tentamos – não negamos – de todas as formas mostrar aos adventistas a verdade pregada pela Madre Igreja. Explicamos que a “pedra” a qual Jesus se refere em Mt 16, 18 é Pedro e que isso não exclui o fato de que Jesus é a “pedra angular” da qual as Escrituras tanto falam. Explicamos que Pedro, como homem, era falível e pecador, mas como primeiro Papa, em matéria de fé e moral, não podia errar, afinal no versículo seguinte ao anteriormente citado Jesus dava ao bispo de Roma a autoridade de “ligar” e “desligar”: “Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mt 16, 19). Explicamos também que a alma do ser humano é imortal e que, muito embora nossa carne pereça, a nossa alma, na morte, vai para junto de Deus. Comprovamos isso biblicamente, mas os adventistas que aqui debatiam sempre desconversavam e mudavam de assunto.
Não pretendo, com essa proibição, impedir que os nossos amigos católicos que tanto defenderam a Verdade parem de evangelizar. Longe de mim fazer isso! Mas os adventistas deram clara demonstração de que não estão abertos a aceitarem a Verdade da Igreja. Entregamo-los à Misericórdia de Deus. Damos o debate por encerrado. Poderemos sim voltar a permitir comentários na página, mas somente quando os adventistas tiverem o propósito de argumentar de maneira racional e esquematizada – muito embora pense eu que para se defender uma mentira só mesmo recorrendo a métodos de repetição de palavras vãs. Por enquanto isso não aconteceu. É como disse o Ancião do Jornadas em um comentário:
[Santo Inácio de Loyola] recomenda ser caridosos com os hereges que não são obstinados. Foi da mesma maneira que São Paulo recomenda a Tito. Confesso que fiquei pensando a luz da recomendação do apóstolos e do confessor… Mas estes SÃO obstinados.
Um debate que não leva a lugar nenhum, que só traz desconforto, ira e indignação para ambas as partes, não é um bom debate. Um debate onde os mentirosos tentam vencer os outros pelo cansaço e pela repetição é vergonhoso.
Esperamos sinceramente que o Espírito Santo, que guia a Igreja Católica à Verdade, possa guiar os adventistas teimosos à Igreja. E também esperamos que aqueles que nesse debate tanto se empenharam em defender a Igreja – e aí faço alusão ao Carlos, à Angélica e ao Ancião – continuem firmes no caminho da fé e que estejam de acordo com as proposições desse post.
Graça e paz.
Publicado em 1 | Tagged adventismo, adventistas, anúncio, aviso, debate, mentiras, obstinação, papa, pedro | 21 Comentários »
Dica do blog A capela
Fonte: Santa Sé
Papa João Paulo II
O sopro da vida divina, o Espírito Santo, exprime-se e faz-se ouvir, da forma mais simples e comum, na oração. É belo e salutar pensar que, onde quer que no mundo se reze, aí está presente o Espírito Santo sopro vital da oração. É belo e salutar reconhecer que, se a oração se encontra difundida por todo o universo, igualmente difundida é a presença e a ação do Espírito Santo, que «insufla» a oração no coração do homem em toda a gama incomensurável das mais diversas situações e das condições, umas vezes favoráveis, outras vezes contrárias à vida espiritual e religiosa. Em muitos casos, sob a ação do Espírito, a oração sobe do coração do homem, apesar das proibições e das perseguições, e mesmo malgrado as proclamações oficiais, afirmando o caráter a-religioso ou até ateu na vida pública! A oração continua a ser sempre a voz de todos os que aparentemente não têm voz; e nesta voz ecoa, sem cessar, aquele «forte clamor» atribuído a Cristo pela Epístola aos Hebreus (cf. Hb 5, 7). A oração é também a revelação do abismo que é o coração do homem: uma profundidade que vem de Deus e que somente Deus pode preencher, precisamente pelo Espírito Santo! Lemos em São Lucas: «Se vós, portanto, embora sendo maus, sabeis oferecer coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o vosso Pai celeste dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem!» (Lc 11, 13).
O Espírito Santo é o Dom, que vem ao coração do homem ao mesmo tempo que a oração. Na oração Ele manifesta-se, antes de mais e acima de tudo, como o Dom, que «vem em auxílio da nossa fraqueza». É o magnífico pensamento desenvolvido por São Paulo na Epístola aos Romanos, quando escreve: «Nós nem sequer sabemos o que devemos pedir como nos convém; mas o próprio Espírito Santo intercede por nós, com gemidos inexprimíveis» (Rm 8, 26). Assim o mesmo Espírito Santo não só nos leva a rezar, mas também nos guia «de dentro» na oração, suprindo à nossa insuficiência e remediando a nossa incapacidade de rezar: está presente na nossa oração e confere-lhe a dimensão divina (cf. Orígenes, De orctione, 2). «Aquele que perscruta os corações (Deus) sabe quais são os desejos do Espírito, porque Ele intercede pelos santos em conformidade com Deus» (Rm 8, 27). A oração, por obra do Espírito Santo, torna-se a expressão cada vez mais amadurecida do homem novo que, através dela, participa na vida divina.
A nossa época difícil tem particular necessidade da oração. Se no decorrer da história, ontem como hoje, homens e mulheres em grande número deram testemunho da importância da oração — consagrando-se ao louvor de Deus e à vida de oração, sobretudo nos mosteiros, com grande proveito para a Igreja — nestes últimos anos vai crescendo também o número das pessoas que, em movimentos e grupos cada vez mais desenvolvidos, põem a oração em primeiro lugar e nela procuram a renovação da vida espiritual. Trata-se de um sintoma significativo e consolador, uma vez que desta experiência tem derivado uma contribuição real para a retomada da oração entre os fiéis, os quais, desse modo, foram ajudados a melhor considerarem o Espírito Santo como Aquele que suscita nos corações uma profunda aspiração à santidade.
Em muitas pessoas e em muitas comunidades amadurece a consciência de que, mesmo com todo o progresso vertiginoso da civilização técnico-científica e não obstante as reais conquistas e as metas alcançadas, o homem está ameaçado, a humanidade está ameaçada. Diante deste perigo, e mais ainda ao experimentar a inquietude perante uma real decadência espiritual do homem, pessoas individualmente e comunidades inteiras, como que guiados por um sentido interior da fé, buscam a força capaz de erguer de novo o homem, de o salvar de si mesmo, dos seus próprios erros e das ilusões que tornam nocivas, muitas vezes, as suas próprias conquistas. E assim descobrem a oração, na qual se manifesta o «Espírito que vem em auxílio da nossa fraqueza». Deste modo, os tempos em que vivemos aproximam do Espírito Santo muitas pessoas, que retornam à oração. E eu confio que todas possam encontrar no ensino da presente Encíclica alimento para a sua vida interior e consigam fortalecer, sob a ação do Espírito Santo, o seu empenho de oração, em consonância com a Igreja e com o seu Magistério.
Papa João Paulo II, Dominum et Vivificantem, n. 65
18 de maio de 1986
Publicado em Pregação | Tagged encíclica, espíritio santo, laicismo, oração, papa joão paulo ii | Deixar um comentário »
Indicação: @reinada no Twitter
* * *
(…)
Há pelo menos dois tipos de mortes que as sociedades modernas permitem – a guerra e o aborto. A guerra é quando as pessoas (principalmente homens) arriscam a sua vida para matar outras pessoas (principalmente homens) para o benefício da sua comunidade. Aborto é quando as mulheres arriscam muito pouco para matar uma pessoa indefesa para o seu próprio benefício. Isto ilustra claramente como as sociedades modernas ocidentais giram à volta das necessidades das mulheres, chegando ao ponto de descriminalizar o assassínio.
Um livro de texto de introdução à criminologia de Haskell e Yablonsky (1974) contém uma secção apenas sobre a descriminalização do aborto que mostra claramente o domínio do feminismo sobre o poder intelectual nos países ocidentais. Eles escreveram o texto pouco depois da decisão sobre o aborto do Supremo Tribunal dos Estados Unidos em 1973. Este estabeleceu que as mulheres tinham direito ao aborto nas primeiras seis semanas de gravidez, e que nos primeiros três meses de gravidez a decisão dependia apenas da mulher e do seu médico.
Mesmo antes disto, no entanto, apenas quinze dos cinquenta estados dos EUA punia uma mulher que procurasse um médico para matar o “seu” feto. Geralmente, apenas o médico levava a pancada. Comparemos isto com o cenário de um assassínio por contrato, em que a maioria dos países e estados condenam quer o contratante quer o contratado pelo crime. Como as coisas mudaram:
Razões médicas, violação e incesto são responsáveis por relativamente poucos abortos. As mulheres procuram abortar porque estão relutantes na interrupção dos seus planos de carreira, porque têm falta de dinheiro, porque temem perder a liberdade individual, ou porque têm dúvidas sobre a sua relação com o homem com que estão envolvidas (Haskell e Yablonsky 1974, p. 366).
Peter Zohrab, Sexo, Mentiras e Feminismo
Capítulo 11, Aborto e direito de optar
Publicado em Apologética | Tagged aborto, assassinato, crueldade, feminismo, vida | Deixar um comentário »
Audiência do Papa Bento XVI no dia 18 de novembro de 2009
Fonte: Santa Sé
Queridos irmãos e irmãs,
Nas catequeses das semanas anteriores, apresentei alguns aspectos da teologia medieval. Mas a fé cristã, profundamente enraizada nos homens e nas mulheres daqueles séculos, não somente deu origem a obras-primas da literatura teológica, do pensamento e da fé. Inspirou também uma das criações artísticas mais elevadas da civilização universal: as catedrais, verdadeira glória da Idade Média cristã. De fato, durante quase 3 séculos, a partir do século XI, assistiu-se na Europa um fervor artístico extraordinário.
Um antigo cronista descreve assim o entusiasmo e a laboriosidade daquele tempo: “Aconteceu que, no mundo inteiro, mas especialmente na Itália e nas Gálias, começaram a reconstruir as igrejas, ainda que muitas delas, ao estarem em boas condições, não tiveram necessidade desta restauração. Era como uma competição entre um povoado e outro; parecia que o mundo, limpando-se dos velhos trapos, queria revestir-se por todas as partes da veste branca de novas igrejas. Em suma, quase todas as igrejas catedrais, um grande número de igrejas monásticas e inclusive capelas de povos, foram então restauradas pelos fiéis” (Rodolfo o Glabro, Historiarum 3,4).
Vários fatores contribuíram para este renascimento da arquitetura religiosa. Antes de mais nada, condições históricas mais favoráveis, como uma maior segurança política, acompanhada por um constante aumento da população e pelo progressivo desenvolvimento das cidades, dos intercâmbios e da riqueza. Além disso, os arquitetos encontravam soluções técnicas cada vez mais elaboradas para aumentar a dimensão dos edifícios, assegurando ao mesmo tempo sua firmeza e a majestosidade.
Contudo, foi principalmente graças ao ardor e ao zelo espiritual do monaquismo em plena expansão que se levantaram igrejas abaciais, em que a liturgia podia ser celebrada com dignidade e solenidade e os fiéis podiam permanecer em oração, atraídos pela veneração das relíquias dos santos, meta de incessantes peregrinações. Nasceram assim as igrejas e as catedrais românicas (foto), caracterizadas pelo seu desenvolvimento longitudinal, ao longo das naves para acolher numerosos fiéis; igrejas muito sólidas, com muros espessos, abóbadas de pedra e linhas simples e essenciais.

Abadia de Saint Georges de Boscherville, na Normandia
Uma novidade é representada pela introdução de esculturas. Sendo as igrejas românicas o lugar da oração monástica e do culto dos fiéis, os escultores, mais que preocupar-se pela perfeição técnica, cuidaram sobretudo da finalidade educativa. Era necessário suscitar nas almas impressões fortes, sentimentos que pudessem incitar a fugir do vício, do mal e praticar a virtude, o bem. O tema recorrente era a representação de Cristo como juiz universal, rodeado dos personagens do Apocalipse. São em geral as portadas românicas que oferecem esta representação, para sublinhar que Cristo é a porta que conduz ao céu.
Os fiéis, atravessando o limiar do edifício sagrado, entram em um tempo e em um espaço diferentes dos da vida ordinária. Muito além do portal da igreja, os crentes em Cristo, soberano, justo e misericordioso, na intenção dos artistas, podiam provar uma antecipação da felicidade eterna na celebração da liturgia e nos atos de piedade levados a cabo dentro do edifício sacro.

Abadia de Saint Denis, na França
Nos séculos XII e XIII, a partir do norte da França, difundiu-se outro tipo de arquitetura na construção dos edifícios sagrados, a gótica, com duas características novas com relação ao românico, e são o impulso vertical e a luminosidade. As catedrais góticas mostravam uma síntese de fé e de arte harmonicamente expressada através da linguagem universal e fascinante da beleza, que ainda hoje suscita estupor.
Graças à introdução das abóbadas ogivais, que se apoiavam sobre robustos pilares, foi possível subir notavelmente sua altura. O impulso ao alto queria convidar à oração e era em si mesmo uma oração. A catedral gótica queria traduzir, assim, em suas linhas arquitetônicas, o desejo das almas por Deus. Além disso, com as novas soluções técnicas adotadas, os muros perimetrais podiam ser cobertos e embelecidos por vidreiras policromadas. Em outras palavras, as janelas se convertiam assim em grandes figuras luminosas, muito adaptadas para instruir o povo na fé. Nelas – cena a cena – se narrava a vida de um santo, uma parábola ou outros acontecimentos bíblicos. Das vidreiras pintadas se derramava uma cascata de luz sobre os fiéis para narrar-lhes a história da salvação e envolvê-los nesta história.
Outro mérito das catedrais góticas é o fato de que, em sua construção e decoração, de modo diferente, mas coordenado, participava toda a comunidade cristã e civil; participavam os humildes e os poderosos, os analfabetos e os doutos, porque nesta casa comum, todos os crentes eram instruídos na fé. A escultura gótica fez das catedrais uma “Bíblia de pedra”, representando os episódios do Evangelho e ilustrando os conteúdos do ano litúrgico, desde o Natal até a Glorificação do Senhor.
Naqueles séculos, além disso, difundia-se cada vez mais a percepção da humanidade do Senhor, e os sofrimentos da sua Paixão eram representados de forma realista: o Cristo sofredor (Christus patiens) se converteu em uma imagem amada por todos e capaz de inspirar piedade e arrependimento pelos pecados. Não faltavam os personagens do Antigo Testamento, cuja história se converteu em familiar para os fiéis de tal modo, que frequentavam as catedrais como parte da única e comum história da salvação. Com seus rostos repletos de beleza, de doçura, de inteligência, a escultura gótica do século XIII revela uma piedade feliz e serena, que se compraz em emanar uma devoção sentida e filial pela Mãe de Deus, vista às vezes como uma jovem mulher, sorridente e maternal, e principalmente representada como a soberana do céu e da terra, potente e misericordiosa. Os fiéis que lotavam as catedrais góticas queriam encontrar nelas também expressões artísticas que recordassem os santos, modelos de vida cristã e intercessores diante de Deus. E não faltavam as manifestações “leigas” da existência; daí que aparecessem, em um lugar ou outro, representações do trabalho nos campos, das ciências e das artes. Tudo estava orientado e oferecido a Deus no lugar em que se celebrava a liturgia.
Podemos compreender melhor o sentido que se atribuía a uma catedral gótica, considerando o texto da inscrição escrita sobre a porta principal de Saint-Denis, em Paris: “Transeunte, que queres louvar a beleza destas portas, não te deixes deslumbrar nem pelo ouro nem pela magnificência, mas pelo trabalho fatigoso. Aqui brilha uma obra famosa, mas queira o céu que esta obra famosa que brilha faça resplandecer os espíritos, para que, com as verdades luminosas, eles se encaminhem rumo à luz verdadeira, onde Cristo é a verdadeira porta”.
Queridos irmãos e irmãs, quero agora sublinhar dois elementos da arte românica e gótica úteis também para nós.
O primeiro: as obras de arte nascidas na Europa nos séculos passados são incompreensíveis quando não se leva em consideração a alma religiosa que as inspirou. Um artista, que sempre deu testemunho do encontro entre estética e fé, Marc Chagall, escreveu que “os pintores, durante séculos, tingiram seu pincel nesse alfabeto colorido que era a Bíblia”. Quando a fé, de modo particular celebrada na liturgia, encontra-se com a arte, cria-se uma sintonia profunda, porque ambas podem e querem falar de Deus, tornando visível o Invisível. Eu gostaria de compartilhar isso no encontro com os artistas no dia 21 de novembro, renovando-lhes essa proposta de amizade entre a espiritualidade cristã e a arte, augurada pelos meus venerados predecessores, em particular pelos servos de Deus Paulo VI e João Paulo II.
O segundo elemento: as forças do estilo românico e o esplendor das catedrais góticas nos recordam que a via pulchritudinis, a via da beleza, é um percorrido privilegiado e fascinante para aproximar-se do Mistério de Deus. O que é a beleza, que escritores, poetas, músicos, artistas contemplam e traduzem em sua linguagem, senão o reflexo do esplendor do Verbo eterno feito carne?
Santo Agostinho afirma: “Interroga a beleza da terra, interroga a beleza do mar, interroga a beleza do ar amplo e difuso; interroga a beleza do céu, interroga a ordem das estrelas; interroga o sol, que com o seu esplendor ilumina o dia; interroga a lua, que com sua claridade modera as trevas da noite; interroga as feras que se movem na água, que caminham sobre a terra, que voam no ar: almas que se escondem, corpos que se mostram; visível que se deixa guiar, invisível que guia. Interroga-os! Todos te responderão: Vê-nos: somos belos! Sua própria beleza se dá a conhecer. Esta beleza imutável, quem a criou, senão a Beleza imutável?” (Sermão CCXLI, 2: PL 38, 1134).
Queridos irmãos e irmãs: que o Senhor nos ajude a redescobrir o caminho da beleza como um dos caminhos – talvez o mais atraente e fascinante – para chegar a encontrar e amar a Deus.
Papa Bento XVI
“Audiência Geral”, 18/11/09
Publicado em Apologética | Tagged arquitetura, arquitetura medieval, audiência, beleza, catedrais góticas, catedral, catequese, idade média, igrejas românicas, papa bento xvi | Deixar um comentário »