Fumaça no Sínodo

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O tão esperado Sínodo sobre as Famílias veio pôr às claras a grande rachadura que há muito existe na Igreja. Sem medo de ser tachado de maniqueísta, está claro que é uma divisão entre o joio e o trigo, as trevas e a luz, o bem e… o mal. Nesses dias difíceis – em que os católicos fiéis à Igreja e ao Papa chegam a temer receber qualquer notícia de Roma –, tem-se experimentado em toda a sua crueza estas duras palavras do Papa Paulo VI: as de que, por alguma brecha, a fumaça de Satanás entrou no templo de Deus. Nesses dias turbulentos, é preciso ter esperança sobrenatural. A instituição familiar não pode ser deformada arbitrariamente pelos homens – nem que sejam homens aparentemente “de Igreja” –, assim como – é promessa de Nosso Senhor! – portae inferi non praevalebunt: as portas do inferno não prevalecerão contra a Sua Igreja (cf. Mt 16, 18). Nem quando, sob a máscara de uma falsa misericórdia, aqueles que deveriam zelar pelo rebanho de Deus alargam as portas para os que são de fora, obrigando a sair, no entanto, os que estão dentro.

A demagogia esquerdista: um deus que fala pela barriga

Começo pedindo perdão aos leitores pela falta de tempo para escrever no blog, mas tenho me consumido totalmente com o TCC. Quem já fez faculdade sabe o que é passar por isso, mas enfim… Não queria tanto entrar em questões políticas, mas convenhamos que este é o momento em que isso é mais que necessário.

O lugar do cérebro sempre foi na cabeça… Mas nem todos pensam assim! Para muitos, o cérebro está nada mais nada menos que no estômago. Não se admirem do que falo, mas São Paulo já tivera advertido àqueles cidadãos de Filipos cujo deus era a barriga (Fl 3,19) e que não se diferem muito da realidade atual. Também hoje há os que fazem da barriga o centro dos seus pensamentos e da vida política do país. Vivem depositando sua confiança no poder. É tão presente isso nesta eleição que chega a tomar proporções avassaladoras comprometendo o bom desempenho das campanhas. Aliás, comprometendo a dos outros para salvar suas imundícies.

Mas, poderíeis pensar-me como rigoroso em minhas colocações, entretanto, é óbvio que com a política de “sporcizia” petista não podemos oscilar. Há um dito popular em que dizem ter pegado o “peixe pela boca”. O PT, contudo, pega eleitores pelo estômago. Sim, caro leitor, eles atingem estrategicamente o ponto crucial do povo brasileiro – ou ao menos de sua maioria. Isto porque não são pelas ideias que eles desejam cativar, senão pelo temor de uma queda na economia, um “full time” do Bolsa Família e um aumento da inflação, temor em vão se visto do cenário econômico que o Brasil já contemplou e contempla no crepúsculo deste governo.

Dilma ontem afirmou no debate da Band que o governo petista mantinha 56 milhões com o Bolsa Família. Ora, é inverdade afirmar, então, que o PT erradicou a pobreza no Brasil e conseguiu elevar o nível da classe média, afinal, receber uma determinada quantia por mês para manutenção da família não é garantia de emprego e de estabilidade nenhuma. E se num acaso viesse o Bolsa família a ter um fim, seriam 56 milhões na pobreza novamente? Trabalho mal feito, caminho mal pensado. Não basta dar Bolsa família se não existem condições dignas para o trabalho. Isso é tão mentiroso quanto afirmar que a construção do Porto de Cuba seria uma ação benéfica para as empresas brasileiras. Se há realmente um benefício vocês não acham que pelo menos poderia ser explanado à população brasileira, que tem o direito de saber onde o seu dinheiro está sendo investido?

É muito fácil e cômodo justificar que o candidato adversário dará um fim ao Bolsa Família, ou que a inflação irá retornar ao cenário da economia brasileira. A propósito: poderá voltar aquilo que nunca foi? Quem afirmou que o Brasil tem controle sobre a inflação? E onde está o imposto de valor dobrado da gasolina, dos alimentos, da energia e do que se consome diariamente no Brasil? O Brasil é um dos países que mais paga altas taxas de impostos e ainda nos vem falar de um controle da inflação? O impostômetro da Associação Comercial de São Paulo falta espaço para tanto número, ou melhor, para tanto dinheiro arrancado do bolso do povo brasileiro em condições tão miseráveis de vida que vocês oferecem e chamam de “classe média”. O País vive a decadência da “classe baixa”, baixíssima por sinal. Não apenas em quesitos econômicos, infra estruturais e de assistência ao povo, mas a decadência maior é a moral e ética, que o mesmo Partido dos Trabalhadores faz quando incentiva nos livros escolares a prática da masturbação, da união de pessoas do mesmo sexo e da prática de relações sexuais descontroladas.

Avilta-se a população brasileira, desde a mais tenra idade, como consequência dessa expressão insensível e oportunista que não pensa no bem comum. Vocês fazem-me recordar a expressão profética de Isaias: “Esperávamos a paz, mas não chegou nada de bom” (Jr 14,19). O anseio do povo de doze anos atrás transformou-se na ojeriza daqueles que foram ludibriados pelas intenções de um Brasil “para todos”. Essas intenções – mecanismos esquerdistas – não passam de uma já apresentável ditadura do proletariado.

Mas pensar com a barriga já é – segundo dissera o próprio Lula – uma realidade do povo brasileiro. E é precisamente armado com este argumento que ele apropria-se do Bolsa família (criação do governo FHC) para utilizar como favorecimento no acréscimo de votos que é a expressão máxima da enganação do povo brasileiro. Quanta indecência, não é mesmo, caro leitor? Indecência esta que não pode ser compactuada pelo povo brasileiro, tampouco pelos católicos. Aprendamos a votar por decência, não por conveniência. Voto por conveniência é voto vendido, vendido por um Bolsa família, por um “minha casa, minha vida”.

Cuidado com o deus de barro que o PT anda apregoando! Aliás, o salmista já dizia: “Os ídolos pagãos são prata e ouro, obra de mãos humanas” (Sl 135, 15). Não pode um católico levantar-se em favor de um partido que pensa o aborto como moralmente correto; que pensa num País sem Deus; que acena positivamente à união ilegítima de pessoas do mesmo sexo e que usa a mentira como sua principal forma de defesa.

Não outorguemos a ninguém um direito que é nosso: defender a nossa fé, pensar em uma sociedade melhor para os vindouros, destruir essa ditadura comunista que sorrateiramente espalha raízes no Brasil. Quem não é ético não pode falar de ética. Deixemos de lado a leviandade e partamos aos fatos. Ou: Dilma falar em ética é como Leonardo Boff falando de Tradição.

De gafe a profecia: Bento XVI e as proféticas palavras de Regensburg

1166616002448Depois de oito anos as palavras de Bento XVI tornaram-se tão reais e proféticas que nenhum jornalista poderia prever. Recordamos aquele dia tão assombroso para os muçulmanos, e mesmo para os muitos fiéis que professam a fé católica. 12 de setembro de 2006, precisamente oito anos faz que o mundo viu assustado as reações islâmicas contra a Igreja e o Papa Bento XVI por apenas uma razão: a verdade.

Todos sabemos que Papa Bento nunca foi de sustentar meia palavra, tampouco de procurar dar “jeitinho” nas coisas. Sempre pôs-se como fiel Cooperador da Verdade, lema que norteou e norteia todo o seu Pontificado e a sua vida. A questão central era uma aula magna que o Pontífice dava num encontro com representantes da ciência na Universidade de Regensburg, onde lecionou durante longos anos. Aliás, parece-nos que aqui o ditado mais uma vez foi comprovado: santo de casa não faz milagre. Após o discurso o Papa foi usado como bode expiatório da imprensa internacional. Lembro-me como se fosse hoje: Papa Bento retrógrado; Papa comente gafe; Papa não sabe dialogar; Bento XVI: O Papa que vai acabar com o ecumenismo e blá, blá… Isto porque uma citação pôs em chave todo o magnânimo discurso do Papa e, para muitos jornalistas, foi grave a “gafe” que Sua Santidade tivera cometido.

Gafe ou não as palavras não deixaram de ser proféticas e, portanto, mais que necessárias para uma melhor compreensão do que hoje se sucede no mundo com o avassalador avanço da comunidade muçulmana. Não impressiona que esta advertência tenha partido justamente de Bento XVI, que tão bem conhece as realidades que circundam o homem pós-moderno. Pregar a fé pela espada era o ideal maometano para a divulgação e o crescimento da religião que fundara. O que Maomé não compreendeu e os seus seguidores não compreendem é que o homem, mesmo que esteja encurralado a abandonar sua fé, haverá de preferir morrer por seus ideais a renegar aquilo que toda a vida lhe constitui como que uma parte imprescindível, isto porque a fé não é fruto do corpo, mas da alma.

Em determinado momento do seu discurso, o Papa afirma:

“O imperador [Manuel II Paleólogo] sabia seguramente que, na sura 2, 256, lê-se: ‘Nenhuma coação nas coisas de fé’. Esta é provavelmente uma das suras do período inicial – segundo uma parte dos peritos – quando o próprio Maomé se encontrava ainda sem poder e ameaçado. Naturalmente, sobre a guerra santa, o imperador conhecia também as disposições que se foram desenvolvendo posteriormente e se fixaram no Alcorão. Sem se deter em pormenores como a diferença de tratamento entre os que possuem o «Livro» e os «incrédulos», ele, de modo surpreendentemente brusco – tão brusco que para nós é inaceitável –, dirige-se ao seu interlocutor simplesmente com a pergunta central sobre a relação entre religião e violência em geral, dizendo: «Mostra-me também o que trouxe de novo Maomé, e encontrarás apenas coisas más e desumanas tais como a sua norma de propagar, através da espada, a fé que pregava» (Controvérsia VII 2c: Khoury, pp. 142-143; Förstel, vol. I, VII Dialog 1.5, pp. 240-241)”.

A citação é pertinente pois faz uma condenação severa à doutrina da fé pela espada, doutrina esta que a comunidade muçulmana obstina-se a pregar e vivenciar até os dias atuais, destruindo inúmeras vidas e lacerando comunidades inteiras de cristãos. Vale ressaltar que não é o Pontífice quem faz esta condenação, mas o imperador bizantino Manuel II Paleólogo, que via os estragos que os mesmos viam causando desde aquela época. Sobre isto abateu-se a indignação da comunidade católica, que, com uma abertura ao diálogo, quis mostrar que o respeito, embora não signifique concordância, expressa a liberdade que o outro tem de manifestar sua fé.

O crescente conflito com o califado faz com que muitos que se opuseram ao discurso de Bento oito anos atrás, façam agora um reconhecimento póstumo de que em suas palavras não havia a prepotência de um líder espiritual desacreditando outras religiões, mas que continham um verdadeiro aviso, um sinal vermelho para um futuro que não seria muito distante.

Ainda uma frase de Bento XVI definiria muito bem o conceito de liberdade: “Nada impomos, tudo propomos”. Propor é a via única para aderir à fé. Quando se há uma intimidação, uma imposição, a fé não é vivida legitimamente e convictamente, mas é tão somente usada para mascarar o medo e a incompreensão. Em resumo: tamparam os ouvidos à verdade, agora são massacrados pela mentira.

É Bento… sempre profeta, sempre profeta…

Reforma política ou oportunismo político?

Ultimamente temos visto desvencilhar-se uma verdadeira aventura com relação à dita Reforma política que vem sendo apoiada pelo PT e por companheiros de sua alçada, que sabem bem o perigo que esta constitui para o bom desempenho da democracia e do respeito à população brasileira e, contudo, insistem em sua aprovação. Mas estes mesmos que litigam o direito do povo sob seus comandos, são os que, de forma ignominiosa, cuidam rapidamente de esfacelar a democracia e reter oportunamente o dinheiro do povo para seus cofres e bolsos, enquanto a miséria assola o País e a taxa de juros reais absurdamente chega a ser a mais alta do mundo. Além disso, bem sabemos que esta reforma está inserida estrategicamente num contexto de interesses e oportunismos, oportunismo esse que o PT conhece desde os tempos pretéritos, quando o ex-presidente Lula conjugou religião e política, levando alguns membros da Igreja a serem capachos de seu partidarismo vazio e, logo após, deixando-os à margem.

O Partido dos Tolos Trabalhadores está tentando fazer uma inserção política no Brasil que nada mais é do que uma tentativa escancarada de golpe, que só não percebe quem não lê e por isso é tapado, ou quem já é tapado de natureza e por isso não lê (geralmente os que balburdiam junto a estes partidos).

O que está no plano de fundo deste projeto não passa de um golpe à democracia. Sim, estes mesmos senhores que brigaram para derrubar a ditadura militar, para conseguirem o tão grande direito a “liberdade de expressão” agora querem privar o povo desta mesma liberdade pela qual disseram lutar. Ou acaso financiar com dinheiro público as campanhas eleitorais não é um ataque a democracia? O povo já é obrigado a ver lixo sem pagar, imagine ter que pagar para ver o lixo, com dinheiro de impostos que certamente irão aumentar mais e mais, a ponto de chegarmos numa realidade já presenciada há um tempo neste País, onde se trabalhava somente para pagar impostos porque tínhamos uma economia instável, variando dia após dia.

O voto em lista pré-ordenada que vocês viram acima consiste em perdermos o direito da escolha do vereador e dos deputados estaduais e federais. Em quem votaremos então? No partido! Como serão escolhidos os candidatos? O partido escolherá quem ele quiser. Esse projeto não é de forma alguma de “iniciativa popular”, como notamos em seu enunciado, mas sim um embuste daqueles que não estão centrados no bem do povo e do país, propagadores de ideologias que tendem a beneficiar o próprio grupo ou o próprio bolso.

Quanto a Igreja, acho que ela já sabe bem a que ventos seríamos conduzidos se este plebiscito fosse aprovado. Esta panaceia do PT pode ser o prenúncio de um governo movido pelo poder ditatorial, mas também de um laicismo marcado pela falsa intolerância, que costumeiramente denomino “tolerância intolerante”, onde eles dizem tolerar toda a manifestação da fé, mas repudiam e execram os nossos símbolos religiosos e as nossas manifestações públicas.

Quem sabe se a CNBB se manifestasse em favor da liturgia, tão dilacerada até mesmo por sacerdotes, fizesse frutos maiores e mais necessários do que se posicionar a favor de uma reforma que poda a liberdade e faz recair sobre os ombros do povo um capricho dum partido de esquerda?

Prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém, ou “Quem espera que o diabo ande pelo mundo com chifres será sempre sua presa.” (Schopenhauer)

Do “Templo de Salomão” à engenhosidade de Satanás

“Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; vós, porém, a fazeis covil de salteadores” (Mt 21,13).

Jesus não hesita em taxar aqueles que comercializavam no templo como “salteadores, ladrões, vendilhões”. No dia 31 de julho foi inaugurado em São Paulo o “Templo de Salomão”, mantido e construído com recursos financeiros da “Igreja” Universal do Reino de Deus. Diversos são os aspectos que chamam a atenção com relação a esta engenhosidade, mas não gostaria apenas de me ater ao espaço físico do templo, com toda a sua grandeza, senão de fazer uma leitura evangélica e histórica com relação a este feito desnecessário.

Jesus fez duras advertências contra aqueles que pretendiam fazer do Templo um local de comércio. Infelizmente esta cena se repete ainda em nossos dias, sem qualquer pudor às palavras de Nosso Senhor, endereçadas contra estes que deturpam a fé cristã. O bem-aventurado Pedro apóstolo já advertira: “Assim como houve entre o povo falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos doutores que introduzirão disfarçadamente seitas perniciosas. Eles, renegando assim o Senhor que os resgatou, atrairão sobre si uma ruína repentina. Muitos os seguirão nas suas desordens e serão deste modo a causa de o caminho da verdade ser caluniado. Movidos por cobiça, eles vos hão de explorar por palavras cheias de astúcia. Há muito tempo a condenação os ameaça, e a sua ruína não dorme” (2Pe 2,1-3). 

Estas palavras, não obstante a distância que nos encontramos de quando foram cunhadas, perpassaram o tempo e a história, porque constituída como Palavra de Deus, não cessa de denunciar as heresias e tentativas de destruição da fé verdadeira. É sabido que o senhor Edir Macedo não é um homem que vive para Deus, e tampouco trabalha pelo Reino de Deus. Ele inclui-se entre aqueles que o bem-aventurado apóstolo Paulo denunciara à comunidade de Filipos, pessoas cujo deus é a barriga (cf. Fl 3,18). A única Igreja fundada por Cristo não possui “filiais” e nem trabalha com possibilidades. A fé é certeza (cf. Hb 11,1), e na Igreja de Cristo quem não tem certeza não tem fé verdadeira, pode até ter “opinião” – que de nada lhe valerá! – mas não possui convicção.

Mas este templo, denominado “Templo de Salomão”, não é apenas um sinal de um empreendimento grandioso e de potencial econômico do grupo Macedo. É também um preclaro sinal de confusão religiosa e de desnorteamento da fé cristã. O que é a Igreja Universal do Reino de Deus? Um grupo proselitista que usa o nome de Cristo para propagar a sua doutrina e aumentar consideravelmente sua potencialidade econômica? Ou um grupo de reminiscência judaica que “aderiu” ao cristianismo? Não saberia responder diante de tamanha mistura e confusão causada na cabeça dos fiéis. 

Antes de entrar num viés teológico aguçado, devo ainda fazer uma crítica ao arquiteto da obra. O Templo feito ali não é o de Salomão, mas o Segundo Templo dos Judeus. O primeiro templo, sabemo-lo, foi incendiado pelos babilônios no ano de 587 a.C. Contudo, findado o cativeiro em Babilônia, os judeus reconstruíram o Templo sobre o Monte Moriá, que posteriormente fora embelezado por Herodes, o Grande, com o intuito de agradar a César. Os judeus tomaram isso como uma profanação por parte do rei. Em 70 d.C. todo o edifício veio abaixo com a invasão e o saque de Jerusalém.

Agora, adentremos no aspecto teológico da questão: Qual o símbolo de um Templo de Salomão ou do Templo judeu para o Cristianismo? Embora seja profunda a ligação entre judeus e cristãos, e temo-los em todo respeito, como nossos “irmãos mais velhos”, segundo denominou São João Paulo II, contudo não podemos negar que o verdadeiro e novo Templo é o próprio Cristo, segundo Ele mesmo dissera: “Destruí esse Templo e em três dias eu o reerguerei” (Jo 2,19). Embora isso não descaracterize a necessidade das Igrejas, as mesmas devem associar os homens a Cristo não a Salomão, por Ele a redenção foi concedida. O Segundo Templo é de Deus, é a casa de Deus, o lugar por excelência da oração.

Diante de tantas misturas de ritos, do desrespeito ao Cristianismo, do desrespeito ao judaísmo, podemos nos perguntar: Há alguma seriedade nesse seguimento religioso? São essas doutrinas diabólicas (1 Tm 4,4) que traem a percepção de fé do povo. Se o povo erra em segui-las, vós errais ainda mais, que a estimulais e iludis os que sem instrução aderem a esta mentalidade. O Templo citado é, enfim, um desrespeito, uma obra sem fundamento e que não deve ser vista como vínculo nenhum a realidade cristã ou judaica.

Lembra-te, Macedo, do que o Salmo diz: “Se o Senhor não construir a nossa casa, em vão trabalharão seus construtores” (127,1). A verdadeira construção se fundamenta no Senhor. Ele solidifica as bases daqueles que sobre ele construírem. Não me venha a vossa pessoa dizer que preza por um templo material se o verdadeiro templo para ti não faz diferença: “Vós sois a construção de Deus” (1Cor 3,9). Como um templo majestático de Salomão valerá mais que o templo da vida humana, dom sagrado e inestimável, que você negligencia quando se propõe a apoiar a prática do aborto? 

Por fim, recordo-me do Evangelho de São Marcos, no capítulo 13, que serve de admoestação a este grupo que tenta atraiçoar a verdadeira fé: “E, saindo ele do templo, disse-lhe um dos seus discípulos: Mestre, olha que pedras, e que edifícios! E, respondendo Jesus, disse-lhe: Vês estes grandes edifícios? Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído” (vv. 1-2). A mentira, por si, nunca se sustenta! No fim, prevalecerá a verdade!

A mídia e o silêncio constrangedor de tantas palavras

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A princípio o leitor poderia interrogar-me dizendo que o texto parece paradoxal, entretanto não é uma afirmação falsa. Essa é a plena e triste realidade que circunda os meios de comunicação, sobretudo os que deveriam ser reflexo de uma clarividência mundial e desenrolarem a dramática situação de muitos povos.

“Se alguém quer seguir-Merenuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me” (Mt 16,24).

Seguir a Jesus Cristo desde os primórdios tornou-se algo exigente e que requer uma grande disponibilidade de coração. Hoje, não menos que ontem, nosso coração conturba-se com as dificuldades para a vivência da fé em vários países do mundo, sobretudo no Médio Oriente. Temos visto o número de cristãos que por não negarem a sua fé e não cederem às pressões inimigas, são julgados, torturados e até mortos.

Recentemente fomos acometidos pela triste notícia que cristãos haviam sido crucificados por terroristas sírios. O que acontece é que os muçulmanos extremistas do grupo jihadista são cruéis perseguidores e leais imagens do Inimigo primeiro de Deus, precipitado do alto dos céus, num mundo tomado pela tribulação daqueles que sequer podem viver sua fé. Vislumbra-se o cenário da Igreja primitiva, da perseguição dos judeus, de Nero e dos demais imperadores romanos. O Demônio, feliz com tudo isso, conta e canta as suas aparentes vitórias, sem saber que novamente será essa peste infernal esmagada pela Cruz de Cristo.

Em Maalula, na Síria, dois jovens cristãos foram crucificados por terem rejeitado a shahada, isto é, a profissão de fé mulçumana. Esta denuncia foi feita por uma freira à Rádio Vaticano na Sexta-feira Santa. Além deste ato ela denunciou que os mesmos jihadistas “pegaram as cabeças das vítimas e jogaram futebol com elas”, e levaram “os bebês das mulheres e os penduraram em árvores com os seus cordões umbilicais” (com informações da Rádio Vaticano).

Revolta-me tal notícia. Quanta mediocridade e interpretação egoísta e irracional da fé! Mas não é de hoje que esta raiz floresce. Desde a época do Maomé, que afirmou: “Mostra-me também o que trouxe de novo Maomé, e encontrarás apenas coisas más e desumanas tais como a sua norma de propagar, através da espada, a fé que pregava” (Controvérsia VII 2c: Khoury, pp. 142-143; Förstel, vol. I, VII Dialog 1.5, pp. 240-241).

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Com esta afirmação nós poderíamos considerar obsoleta a ideia de uma liberdade religiosa para os muçulmanos. Maomé certamente por meio deste ensinamento de uma conversão forçosa e que culminaria nas tragédias revoltosas àqueles que não aderissem a tal mentalidade, tende a querer impor o islamismo como forma única de travar uma realidade com o divino.

Contudo, ainda que nos revoltem essas atitudes, chama-nos atenção o silêncio conturbador que a mídia faz com relação a crimes tão nefastos e que na maioria das vezes são negados ou incompreendidos aos olhos de muitos, sendo até mesmo desconhecido por grande parte do povo que fica subjugado ao mercado da manipulação de informações e do interesse econômico ou político que isso viria causar.

Essa atitude revestida por uma covardia e um interesse tanto medíocre como a atitude dos muçulmanos propositalmente, assim cremos, oculta a verdade da perseguição cristã que não menos que outrora tornou-se uma forma de forçar uma conversão ou conter o crescimento da fé, já como afirmei, propagado pelos filhos das trevas.

Poderíamos indagar-nos o que leva a mídia a silenciar-se de forma tão grotesca com tais gestos que saltam aos olhos da humanidade, não somente como uma ferida aos direitos humanos mas como uma ferida ao Coração do próprio Cristo? Lembro-me das palavras do Senhor a Saulo: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” (At 9, 4). Perseguindo a Igreja perseguia também a Cristo, porque Cristo e a Sua Esposa são uma só coisa. Ele é a Cabeça, nós os membros. Contudo, quem não se interessa pelos direitos do homem, pela base da sua dignidade, pela direito a vida, tampouco irá mover-se para defender a sua fé e a sua liberdade de crer.

Os muçulmanos não entendem que não basta crer, mas é preciso saber crer. Os cristãos o entendem, e para que o cristianismo seja vivenciado na sua totalidade é necessário assumi-lo de forma destemida e concreta, mesmo que isso leve ao derramamento de sangue.

A omissão da ONU e de demais países, bem como a supressão deste assunto pela mídia, é mais uma vez prova de que esses valores apregoados ao vento são um misto de interesse e poder, descaracterizando a essencialidade da fé e da vida. Não se viu um veículo de televisão (que não fosse cristão, ao menos não eu!) denunciar o acontecido, mas vê-se a torto e a direito promoverem campanhas fúteis, propagarem a mentalidade de “direitos” gays, divórcio, aborto, pensamentos comunistas, ideologias contrárias à fé.

Fala-se muito, mas não se fala nada. Os casos são diversos, mas não difundidos. Recordamos as palavras do Servo de Deus Papa Pio XII, que na Encíclica Miranda Prorsus, procurou evidenciar que estes meios não devem ser caracterizados pela difusão do mal, mas estar a disposição do bem: “Servir a verdade significa não só apartar-se da falsidade e do engano, mas evitar também aquelas atitudes tendenciosas e parciais que poderiam favorecer no público conceitos errôneos da vida e do comportamento humano” (8 de setembro de 1957).

Bananas aos macacos; sabedoria aos homens!

Uma das coisas mais esdrúxulas e bestas que escutei nos últimos dias foi essa campanha infame: “Somos todos macacos“. Impressiona-me a capacidade de redutividade e bestialidade que o ser humano pode levar consigo, a ponto de criar uma campanha tão desnecessária e de dar uma divulgação tão ampla a uma coisa tão redutiva. Mas, antes de tudo, perguntemo-nos de onde advém tal campanha? Sim, dele, o “gênio” do futebol, o “espetáculo” irresistível de muitas garotas: Neymar. Isso, meus caros, ele mesmo! Não acredita? Pois então veja!

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Viram?? Ótimo! Mas então,depois disseram que isso não passa de uma campanha publicitária com a agência Loducca. De qualquer forma o ato surgiu depois que alguns torcedores atiraram uma banana para o jogador Daniel Alves num determinado estádio na Espanha, ele pegou-a e comeu. Interessante… Mas ainda mais interessante é que a própria campanha, ao mesmo tempo em que traja-se de uma luta contra o racismo, já carrega consigo mesmo uma concepção preconceituosa e sem qualquer nexo.

Agora eu pergunto: Somos todos macacos? Não! Eu mesmo não sou! Talvez quem tenha aderido a campanha se ache macaco, uma chita, um chimpanzé, então saiam coçando a cabeça e pulando como um. Agora, ainda mais que isso, constitui-se um grave problema (e seríssimo!), a onda de moda e fama que as pessoas deixam-se levar. Os alvoroços desprendidos de uma capacidade de racionalização que mitigam a verdade e empenham-se a confundir a mente dos demais com ideologias que aparentemente são atraentes, mas no fundo não passam de uma marketing ou pior: de uma redutividade do ser humano, levado à sua maior profundeza: a de não pensar, questionar e raciocinar.

Nesta mentalidade do “politicamente correto” o homem tem se desdobrado nas mais diversas aberrações que poderíamos imaginar (ou não). De transsexualismo a imposição da ditadura gay; de macacos a deuses; de sensatos a insensatos, como recorda São Paulo. É incompreensível e inaceitável o racismo, e este deve ser repreendido de todas as formas justas e inteligentes. O Daniel Alves protestou da melhor forma ao comer a banana. Mas me parece ser incompreensível também a forma como se combate o racismo se não for bem elaborada e planejada, levando em conta sobretudo o direito inalienável do ser humano e a sua integridade como “imagem e semelhança de Deus”. Certamente, ao ser criado pelo homem como sua “imagem” a Bíblia não quis fazer uma referência à aparência de Deus, até porque Ele não possui forma, no entanto somente Espírito. Este mesmo Deus é aquele que insufla nas narinas do homem o sopro da vida, a ânima, que sustenta o ser por Ele criado, moldado pelas suas mãos. Me pergunto, porém, se Deus cria o homem à Sua imagem e lhe dá sabedoria, inteligência, ratio, como então poderiam os darwinistas defenderem a concepção de que viera este mesmo ser do macaco? Seria meio sem nexo acharmos que Deus daria uma inteligência aos macacos, fazendo com que estes se desenvolvessem com a vicissitude dos tempos e chegassem ao estágio de seres humanos. Evidente que se os macacos fossem passíveis de uma racionalidade os homens em nada seriam diferentes e os macacos seriam criados à imagem e semelhança de Deus… Enfim, pensamento já fez muito devaneio, voltemos ao tema.

Neymar além disso expôs a figura do coitado (e coitado mesmo!) do filho dele segurando um bananão de pelúcia como se a criança estivesse também aderindo a campanha, aliás… o menino pela idade nem sabe o que é banana. Não seja patético Neymar! Use a inteligência uma vez. Seja tão bom em pensar quanto é em jogar. O mundo está enfadonho desses pensamentos redutivos e marcados por um preconceito embusteiro que vem acarretado de oportunismo e propagandas. Aplaudo o Daniel que não tinha intenção nenhuma de começar um movimento, mas o faz como uma resposta ao ato cometido por um cabeça vazia, contudo repreendo o Neymar que encabeça uma campanha tão retardada desta.

Dizer não ao preconceito é dizer sim às diversas nações e povos: brancos, negros, índios, asiáticos. Todos são, sim, filhos de Deus e criados como imagem do Criador. 

Ainda como se não bastasse encontro uma frase da Presidente Dilma (aliás, as frases dela são sempre irreverentes: “Neymar lançou a campanha Somos Todos Macacos para mostrar que todos temos a mesma origem”… Bom, Presidente, se a senhora descende dos macacos eu não sei (mas um dia paro para olhar a sua fisionomia melhor), eu, porém, descendo do meu Criador, aquele que me formou do barro e em mim soprou o espírito da vida.

Essa é uma epidemia das graves! Parece que tem gente que prefere o sopro da burrice dos astros do que o sopro da sabedoria divina… E, como canta Lulu Santos, “assim caminha a humanidade”.

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Enquanto isso: Lula teria dito que quer voltar à Presidência em 2014

- Lula diz que o julgamento do mensalão foi 80% político

- Cristãos são mortos no Oriente Médio

- E o Brasil caindo num Comunismo sem precedentes

“Questão de Gênero?”

NOTA PASTORAL DE S.E.R DOM JOSÉ RUY, 
BISPO DA DIOCESE DE JEQUIÉ, 
SOBRE A IDEOLOGIA DE GÊNERO


“Questão de Gênero?”

Enquanto nestes dias as redes sociais, com estardalhaço, publicavam as mais variadas opiniões sobre uma mal fadada pesquisa do IPEA a respeito do estupro, em Brasília, deputados se mobilizavam para votar um projeto de lei que regulamenta no Plano Nacional de Educação “respeito pela questão de gênero”.

Ao mesmo tempo, na Capital da República, outra novela se desvela alheia aos olhos de milhões de cidadãos brasileiros que são as investigações a respeito de corrupção na outrora maior empresa de petróleo do mundo (orgulho de ser patrimônio nacional).

Dentro deste contexto, a Igreja Católica nesta porção do Povo de Deus na Diocese de Jequié, vem se manifestar peremptoriamente contrária a esta ideologia do partido que governa a nação que deseja “impor” pela maioria de sua base aliada um projeto que quer eliminar a ideia de que os seres humanos se dividem em dois sexos, afirmando que as diferenças entre homem e mulher não correspondem a uma natureza fixa, mas são produtos da cultura de um país, de uma época. Algo convencional, não natural, atribuído pela sociedade, de modo que cada um pode inventar-se a si mesmo e o seu sexo.

A consequência desse nefasto projeto é a mais completa dissolução do grande valor da dignidade do ser humano e da família. Imaginemos tantas crianças e adolescentes em escolas públicas ou particulares “aprendendo” que tudo é apenas uma questão de escolha.Tudo isso baseado na análise marxista da história como luta de classes, dos opressores contra os oprimidos, sendo o primeiro antagonismo aquele que existe entre o homem e a mulher no casamento monogâmico. Uma ideologia que procura desconstruir a família e o matrimônio como algo natural.

A voz que clama dentro de nós, é a da nossa consciência, reta, sincera e verídica a gritar: o ser humano possui dignidade. Devemos nos atribuir o real valor que possuímos,mesmo que seja isso politicamente incorreto e contrariando o modismo imposto pela mídia e pelo governo. Recordando as palavras de Santo Anastácio: “se o mundo for contra a verdade, eu serei contra o mundo”.

Jequié, 04 de abril de 2014.

Dom José Ruy G. Lopes, OFMCap
Bispo Diocesano de Jequié

Fonte: Fanpage da Mitra Diocesana de Jequié

Tão espontâneas quanto um rojão

Santiago Andrade

A confusão dos últimos dias no Rio, que culminou com um assassinato, fez a mídia, finalmente, recobrar a sanidade. Já que não se sabe por quanto tempo será isso, é importante aproveitar a oportunidade… deixar claras algumas coisas. Primeira de todas: os tais “black blocs” – que eu não sou o único em apelidar de “black bostas” – são criminosos. O direito à manifestação livre e pacífica é garantido pela Constituição; manifestar-se com foguetes e pedaços de pau e depredando o patrimônio público não é direito nenhum. No começo, decidiram ignorar isso, mas, agora que a irresponsabilidade custou uma vida, foram forçados a abrir os olhos. Segundo: o Estado detém o chamado “monopólio legítimo da violência física”, quer se goste, quer não. A polícia ainda é a melhor forma de exercer aquilo que Rachel Sheherazade lembrou como “legítima defesa da sociedade”. Mi, mi, mi, dirão que estou sendo maniqueísta. Que digam. É preferível uma polícia com abusos e omissões, servindo à população brasileira, que o permanente estado de barbárie causado pelos rebeldes mascarados, servindo a interesses espúrios. Agora “a polícia é truculenta e antidemocrática”, mas quando a tal de Sininho (não a do Peter Pan) começar a ser linchada pela população – como já está sendo –, é à polícia – e não aos “black bostas” – que ela vai recorrer. Por fim, é forçoso admitir (e aqui vem o terceiro ponto): as manifestações das ruas foram espontâneas mesmo. Tão espontâneas quanto o rojão que matou Santiago Andrade: acendido, apontado e… fogo.

Um artista e suas artes

favo_de_mel

“Sempre me senti artista”: é a frase de uma chamada no site da Caras. E é atribuída a ninguém menos que Fábio de Melo. Caso alguma boa alma não conheça esta peça rara – difícil, os seus livros estão vendendo a torto e a direito nas seções de autoajuda e análogas –, serei eu o estraga-prazeres a apresentá-la: favo de mel é professor, escritor, cantor, compositor, apresentador de televisão e, por último, padre. Currículo extenso, mas sempre tem espaço para mais alguma coisa. Antes de partir a conclusões: nem sempre quem diz uma heresia é herege. Pode tratar-se apenas de ignorância. Heresia é a negação pertinaz de uma verdade de fé. Pertinazmente ou não, favo de mel negou uma verdade de fé. Nos passos do modernista Alfred Loisy, que dizia: “Jesus Cristo anunciou o Reino, porém o que veio foi a Igreja”, o artista fez mais uma de suas artes: “Jesus não queria a Igreja, queria o Reino de Deus, mas a Igreja foi o que conseguimos dar a Ele”. O sacerdote também não se diz adepto “de uma fé que idiotiza”. Leia-se: a fé católica. Muitos de seus detratores têm-na apelidado de diversos nomes: bitolada, retrógrada, romana… e, agora, “que idiotiza”. Trocando em miúdos: nas palavras de Fábio de Melo – pelo menos da maneira como estão dispostas no site da Caras –, quem crê que a Igreja Católica foi fundada por Jesus é idiota. Ofensivo, não? Mas eu aposto que não faltarão arremedos de católicos dizendo que ofensivos somos eu e as linhas que escrevi. Triste. Ou, para trazer à lembrança o nome de um decreto famoso de São Pio X: lamentável*.

* Explicando: o erro de Loisy, repetido pelo padre Fábio de Melo, foi condenado pelo decreto Lamentabili, de São Pio X, em 1907. Diz: “Foi alheio à mente de Cristo constituir a Igreja como sociedade que devia durar sobre a terra por longo decurso de anos; mais, na mente de Jesus estava prestes a chegar o reino do céu juntamente com o fim do mundo”. Para quem tem o Denzinger, número 3452.

Leiam também: “Quanto mal fazem à Igreja os padres untuosos!” – sobre o pe. Fábio de Melo e suas más colocações, no blog Deus lo Vult!.