Por que Deus não me escuta?

[Complemento da postagem 'Por que Deus não me ouve?' nas palavras de Márcio Mendes, profeta do Senhor e membro da Comunidade Canção Nova, de Cachoeira Paulista. O original se encontra na página de formação da Canção Nova. O que eu não disse naquela postagem está respondido por esse servo de Deus - graças sejam dadas ao Pai, Filho, Espírito Santo pela vida desse homem]

[Aliás, aqui ele vem nos explicar que essa pergunta está errada porque Deus sabe das nossas necessidades. A explicação dele foi perfeita. Boa leitura!]

A oração é necessária não para que Deus conheça as nossas necessidades, mas para que fiquemos conhecendo a necessidade que temos de recorrer a Deus, para receber oportunamente os socorros da salvação

Esta pergunta é tão antiga quanto a religião e ainda hoje insiste em ressoar no coração do homem; é este, inclusive, o motivo da revolta de muitos contra Deus: “O Senhor não me ouve… Deus não quer saber de mim!” Dizer “O Senhor não escuta a minha oração!” equivale a quase dizer: “O Senhor não me ama!” 

As pessoas se revoltam porque lhes custa crer que Deus as ame e que lhes queira bem. Não acreditam que o Senhor as ame o suficiente para atendê-las. Mas Deus nos ama e ama muito! Bem diz o salmista: “A palavra ainda não me chegou à língua, e já, Senhor, a conheceis toda” (Sl 138,4). Ele sabe tudo, sabe do que você necessita e pode lhe conceder muito além do que você pede ou pensa. 

São Basílio Magno ensinava: “Pedes e não recebes, porque a tua oração foi malfeita ou sem fé, sem devoção ou desejo, ou porque pediste coisa que não se referia à tua salvação eterna, ou pediste sem perseverança”. 

A oração é necessária não para que Deus conheça as nossas necessidades, mas para que fiquemos conhecendo a necessidade que temos de recorrer a Deus, para receber oportunamente os socorros da salvação. [é engano, pois, pensar que Deus não nos ouve,, já que Ele sabe até o que pensamos em pensar] Quem pede a Deus, humilde e confiantemente, coisas necessárias para esta vida, ora é ouvido por misericórdia, ora não é atendido por misericórdia; porque o médico, melhor que o doente, sabe do que realmente o paciente necessita. Deus sabe o que é melhor para você mais que você mesmo: “Os pensamentos de Deus são muito mais altos que os meus”. Deus quer o melhor para você porque o ama. [Deus sabe a hora certa de nos atender]

O que acontece então? Por que nem sempre somos atendidos? 

Em primeiro lugar, Deus sabe quando deve nos dar aquilo que lhe pedimos; por isso temos de aprender a esperar e a ser pacientes e perseverantes. [não acontece tudo na hora não. Não porque Deus é lerdo, mas porque Ele sabe o momento certo de nos mandar o maná] Sofre as demoras de Deus, dedicaste a Deus, espera com paciência, a fim de que no derradeiro momento tua vida se enriqueça“. (Eclo 2,3). 

O fato de a nossa oração não ser atendida imediatamente não quer dizer que Deus nos tenha esquecido. Quem n’Ele espera, não se decepciona! 

Uma máxima latina diz que nossa oração é por vezes ineficaz porque nós mali, mala, male petimus, pedidos sendo maus (mali), o que é mau (mala), e de maneira má (male). Queremos que Deus nos atenda, mas não pretendemos abandonar nossas más ações, continuamos com um coração de pedra, cheios de rancor, ódios, invejas… “Um homem guarda rancor contra outro homem e pede a Deus a sua cura! Ele, que é apenas carne, guarda rancor e pede a Deus que lhe seja propício! Quem, então, lhe conseguirá o perdão de seus pecados?” (cf. Eclo 28, 3-5). [Convertamo-nos, pois]

Pedimos também coisas más, por exemplo: pedimos justiça quando, na verdade, queremos vingança, que a pessoa pague pelo mal que nos fez, e tantas outras coisas… Coisas que se Deus nos concedesse, provavelmente, comprometeriam nossa salvação.

E pedimos de maneira má, não como filhos, mas como empregados interesseiros, que se aproximam apenas pelo fato de saberem que seu patrão pode beneficiá-los. [pior que é verdade: oramos a Deus pedindo a desgraça do outro e a prosperidade na nossa casa, na nossa família. Jesus nos ensinou a amar-nos uns aos outros. Se não cumprimos seus preceitos, fica difícil de Ele nos atender porque Deus não vai fazer mal ao outro só porque pedimos...]

Artigo extraído do livro: “Quando só Deus é a resposta”.

Vaticano II, eixo do Magistério de Bento XVI

Rejeita que o Concílio tenha suposto “uma ruptura” na história da Igreja

bertoneROMA, sexta-feira, 30 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- “Alguns sustentam que o Concílio Vaticano II supôs uma nova ‘Constituição’ na Igreja, mas isso é absurdo”, como manifestaram todos os papas até agora, inclusive Bento XVI: assim explicou o cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado Vaticano, em uma conferência sobre o pensamento do Papa Bento XVI, por ocasião do 60º aniversário da fundação do Círculo de Roma, segundo recolhe L’Osservatore Romano em sua edição de ontem. 

O cardeal Bertone afirmou que a tese que uma ruptura entre a Igreja anterior e posterior ao Concílio é “falsa”, pois “a constituição essencial da Igreja vem do Senhor, que se entregou a nós para que pudéssemos alcançar a vida eterna e, partindo desta perspectiva, estamos em situação de iluminar também a vida no tempo e o próprio tempo”. 

Para o purpurado, o Vaticano II gerou “duas interpretações opostas: a da descontinuidade e a ruptura, que obteve simpatia da mídia e de uma parte da teologia moderna”, e “a da reforma e a renovação na continuidade da única Igreja que o Senhor deu, e que é a que está, silenciosamente, mas cada vez de modo mais visível, dando fruto”. 

Portanto, o Papa atual, acrescentou, “inscreve-se a título pleno no grupo de pontífices que disse ‘não’ à hermenêutica da descontinuidade e ‘sim’ à da reforma, tal como explicou João XXIII na abertura do Concílio e confirmou Paulo VI no discurso de conclusão”. 

O cardeal Bertone explicou que o pontificado de Bento XVI é uma “obra ainda em construção” e que é prematuro “fazer um balanço”. Contudo, assinalou que este papa “soube retomar com profundidade e sabedoria pastoral o que o Concílio afirma na Lumen Gentium e na Gaudium et spes sobre a missão da Igreja”. 

Neste sentido, destacou os esforços no serviço à unidade que o atual Papa está levando a cabo, tanto no relativo à reconciliação e à unidade interna da Igreja Católica, como no relativo ao ecumenismo. 

Quanto à unidade interna da Igreja, o cardeal Bertone destacou a transcendência de sua carta aos católicos chineses, o motu proprio Summorum Pontificum e “seu recente gesto com relação aos seguidores de Lefebvre”, explicou. 

Com relação à unidade entre os cristãos, destacou o “diálogo sereno e paciente” que Bento XVI, seguindo o caminho empreendido por João Paulo II, “está levando a cabo com os líderes das igrejas ortodoxas e das demais confissões e comunidades eclesiais”. 

Contudo, acrescentou, “o Papa insiste em que para poder dialogar com a modernidade, é necessário que a fé do cristão seja sólida, e que não se reduza a um mero sentimento privado. Entende-se a importância que tem em seu magistério o fundamento racional da fé e a relação entre fé e razão”. 

Também explicou que no centro de seu pensamento e obra está a constante referência a Cristo, como manifesta sua obra Jesus de Nazaré. 

“Em uma época na qual proliferam publicações sobre Jesus com visões opostas, algumas das quais inclusive retomando antigas teorias esotéricas, Bento XVI nos convida a conhecer a Cristo em sua verdade histórica, para poder encontrá-lo em seu mistério de salvação”, acrescentou. 

Por último, ele se referiu às encíclicas Deus caritas est e Spe salvi e a outros documentos de caráter ético e social, “nos quais surge continuamente a questão da dignidade humana, a defesa da vida, a tutela da família baseada no matrimônio”, como “base de qualquer diálogo sobre valores”. 

O Círculo de Roma foi fundado em 1949 pelo então substituto da Secretaria de Estado, Dom Giovanni Battista Montini, futuro Paulo VI. Esta associação, que tem sua sede na Igreja de Santa Maria in Cosmedin, tem como objetivo favorecer o contato com o mundo cultural e diplomático, assim como impulsionar iniciativas que promovam o diálogo espiritual na cultural atual.

Original em http://www.zenit.org/article-20685?l=portuguese

A fé em Cristo – penhor da salvação

De tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus não enviou o Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por ele. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado; porque não crê no nome do Filho único de Deus (Jo 3,16-18).

jesus54Caríssimos irmãos e irmãs em Cristo Jesus Nosso Senhor, aquele que nos conduz a vida eterna, que a graça e o amor do Pai e o Espírito Santo estejam sempre conosco! Que o Paráclito possa nos ajudar a compreender o que a Sagrada Escritura hoje tem a nos anunciar. Bom, esse trecho da Bíblia é o fundamento principal do cristianismo porque é nele que está o mistério de Cristo, penhor da nossa salvação. Como entender isso? Ora, a resposta está nesses versículos que Jesus declara a Nicodemos. Quem não crê em Jesus não pode ser salvo. A primeira condição e, porque não dizer seleção para a vida eterna está baseada nessa pergunta: ‘Você crê no nome do Filho Único de Deus?’. Se não, então, já estamos condenados, porque não cremos no próprio Deus, o que nega completamente a virtude salvífica da religião.

De tal modo Deus amou o mundo. O Catecismo da Igreja Católica fala sobre o amor de Deus designando sua finalidade na encarnação do Verbo Divino: “O Verbo se fez carne para que, assim, conhecêssemos o amor de Deus” (CIC 458). O amor de Deus por nós é uma realidade, mas muitos, como Tomé, pedem prova desse amor. Durante toda a história da busca do homem por Deus o amor de Deus se manifestou ao povo que lhe era fiel. De fato, a maior prova do amor de Deus é a encarnação do Verbo, mas não é a única. O desejo de Deus de criar o homem já constitui um ato de amor. O apócrifo da Criação do Universo, os manuscritos de Qumran (Mar Morto), dizem o seguinte sobre a criação: “Perfeito em sabedoria, amor e glória, viveu o Eterno uma eternidade, antes de concretizar o Seu lindo sonho, na criação do Universo. Os incontáveis seres que compõem a criação foram, todos, idealizados com muito carinho” (Cap. 1). Tudo o que Deus criou foi tecido com carinho, constituído num belo plano da criação do Universo. Essa atitude cuidadosa demonstra um grande amor de Deus por todas as criaturas.

O próprio fato de Deus cultivar um jardim para colocar o primeiro homem e a primeira mulher designa um ato de um amor muito grande. Se Deus pôs suas criaturas em um lugar tão belo, é porque ele as amava muito. Assim, na caminhada do homem, a presença de Deus é evidente e mostra que Ele está no meio de nós: acontece assim com Noé, Abraão, Judá, Moisés, Josué, Samuel etc. Todos esses homens puderam testemunhar o amor de Deus. Davi, por exemplo, escreveu mais de 150 salmos em honra do amor de Deus: “Louvai ao Senhor porque ele é bom, porque a sua misericórdia é eterna” (Sl 105,1); “Lembrou-se de sua bondade e de sua fidelidade em favor da casa de Israel. Os confins da terra puderam ver a salvação de nosso Deus” (Sl 97,3).

…que lhe deu seu filho único. Um pai que dá o seu filho único para a salvação da humanidade tem que amar muito. É no mistério da encarnação e crucifixão do Verbo Divino que se manifesta por completo o amor de Deus. Dar o filho único (se Ele tivesse mais de um, que teria de extraordinário?) é chegar ao extremo realmente. O apóstolo João ainda conclui: “Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco” (1 Jo 4,9). São João não quer dizer que esta seja a única prova do amor de Deus para conosco. Ele quer nos afirmar que nesse mistério profundo o seu amor se completa, mostrando que não há fronteiras no amor do Pai pelo seu filho.

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Para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. E a plenitude do amor de Deus está contida na fé em Jesus Cristo. Deus envia seu Filho ao mundo para mostrar seu amor e, ao mesmo tempo, dar a salvação àqueles que crerem em seu amor, manifestado em Jesus. Por isso, João chega a afirmar: “Que saibais que tendes a vida eterna, vós que credes no nome do Filho de Deus” (1 Jo 5,13). Para sermos salvos, precisamos crer em Jesus Cristo, a manifestação humana do amor de Deus e a mais pura realização do carinho e do afeto que Deus tem por nós. De fato, se desprezamos o mistério de Jesus, desprezamos o amor de Deus e a sua misericórdia, perdemos, dessa maneira, a nossa salvação. Quem crê em Cristo tem, pois, a vida eterna.

Mas o que é crer em Jesus? “Eis como sabemos que o conhecemos: se guardamos os seus mandamentos” (1 Jo 2,3). Crer em Cristo abrange um amplo campo de definições. Em seu sentido mais superficial, a fé em Cristo não significa nada. Essa fé só passa a ter valor quando demonstramos crer verdadeiramente nele. E isso é um exercício de prática dos mandamentos, não vivendo pela lei, mas pelo Espírito Santo. Não são, pois, os nossos pecados que nos afastam de Deus, mas a nossa insistência em viver uma vida antiga. Ora, Jesus Cristo já morreu por expiação pelos nossos pecados. Isso não significa que devemos pecar deliberadamente. São João nos dá as palavras de perfeita reflexão: “isto vos escrevo para que não pequeis. Mas, se alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1 Jo 2,1). E por que João diz isso? Porque todos somos pecadores. Mas por Jesus Cristo somos purificados! E assim começamos a entender que a fé em Cristo exige a nossa cooperação com o Reino dos céus e isso só é totalmente possível com o Espírito de Deus. Não vivemos pela lei, mas pelo Espírito. Contudo, aquele que vive pelo Espírito, sem perceber, se encaminha à lei. E assim mostramos que cremos em Jesus: quando praticamos os seus ensinamentos.

Deus não enviou seu Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por ele. O mundo, pela falta de Adão, já estava condenado a viver escravo pelo pecado porque deu brechas à entrada do Maligno na vida humana. Mas, em Jesus Cristo, o que era condenação pode virar motivo de regozijo e alegria: basta que creiamos. Deus não enviou Jesus ao mundo para condená-lo, pois, o mundo em si já está, de certa forma, condenado. Ele agora quer converter a condenação em salvação, mas para que isso aconteça é preciso crer nele. E nem todos crêem nele, por isso, já estão condenados. É como se, sem Jesus, já estivéssemos condenados, mas quem crê perde essa condenação e ganha a salvação. Ao que quem não crê, pelo contrário, continua na mesmice e será condenado. Isso não quer dizer que quem viveu antes de Jesus foi condenado. Eles viveram pela lei segundo o que haviam aprendido de Deus naquele tempo, quando o Senhor ainda não lhes enviara um Salvador. Quem vivia pela lei era salvo. A partir de Jesus, tudo muda. A vida ganha um novo sentido, principalmente com a vinda do Paráclito porque, a partir daí, vive-se uma vida nova e é na renovação que acontece a conquista da vida eterna.

É nesse sentido que precisamos analisar e refletir a nossa vida: será que eu creio no amor de Deus e na sua manifestação, Jesus, penhor da minha salvação e a do mundo inteiro? Que Deus nos ajude e ilumine a nossa mente para que compreendamos o seu plano de amor para cada um de nós, sabendo que se não crermos na sua vontade, tampouco nosso anseio de céu será completado. A construção do céu começa em nosso coração, através de nossas atitudes e de nossa fidelidade.

Graça e paz.

Oração do Filho Pródigo

Louvor inicial: Senhor, Deus do Universo, criador do visível e do invisível, o único cheio de amor e de plena bondade, conceda-nos bons olhos para enxergar o que é agradável, boa boca para falar o que é conveniente, bons ouvidos para escutar o que é importante e bom coração para amar ao nosso irmão. Dá-nos, pela graça da misericórdia, não do merecimento, a alegria da esperança concreta que tanto buscamos nesse mundo. Porque és, Senhor, santo e digno de toda adoração, todo louvor e toda veneração. Bem sabemos nós, humildes e pequeninos servos do teu amor, que não temos nada senão muita vontade de agradecer todas as maravilhas que fizeste aos nossos olhos. Sim, Senhor, Deus de Abraão, Isaac e Jacó e Davi, tende misericórdia de mim porque sou pecador.

-Tende piedade de mim, Senhor, porque não sou digno de amor

-Tende piedade de mim, Cristo, porque fui contra a vontade do Senhor

-Tende piedade de mim, Senhor, porque não soube agradecer sua misericórdia!

Dá-me a graça de, em busca da santidade, alcançar graça aos vossos olhos, não por minha conduta, maldita e abominável, mas pela tua infinita bondade, honesta e justa. Amém.

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Louvor da reconciliação: E agora, ó Senhor, Deus Criador, de magnificência extremamente incomparável, dai-nos também deitar-nos em seu colo e termos a graça de sentir um abraço forte de Pai, de um Deus que não analisa mais os nossos pecados que cometemos outrora, mas vê o nosso arrependimento e nos dá outra chance. Quando cheguei-me a ti, meu Deus, pedi que me tratasse segundo a minha abominável conduta, mas, Tu, cheio de bondade, não me perguntaste nem por onde andei, mas abraçaste-me e chamaste-me a uma vida nova, apesar de tudo aquilo que tinha vivido. Agora, Senhor, nada tenho senão vosso amor. Agradecer-te-ei eternamente, meu Deus, porque trataste vosso servo não segundo nossa rebeldia, mas conforme nosso arrependimento. Rendemos-te graças, Senhor, Deus do impossível, glória e louvor a ti!

Louvor da Realidade Divina:

Senhor, Pai Eterno
Perfeitamente Santo
Dai-me a graça de tomar-me
debaixo de teu glorioso manto.

Porque quando bati à porta
Acolheste-me sem pedir identificação
Tu conheces teus filhos, Senhor
Mesmo quando estes caem na perdição.

Conheces minha realidade
E humilhas-me conforme meu orgulho cresce
Enquanto o santo é cumulado de honras
O ímpio, pelo contrário, perece.

Tomas pela mão aqueles que O invocam
E chama a comunhão aqueles que O seguem
Confia sua Igreja aos pecadores
Mesmo que esses, infelizmente, Te neguem.

Exaltas os humildes,
Como a Santíssima Virgem Maria,
Que por uma graça esplendida
Vive em perfeita alegria.

Somos nós, Senhor, os teus servos
Do mundo que hoje te nega
Perdoa-nos, ó Pai, não sabemos o que fazemos
É o pecado que nos cega.

Cuida sempre, Senhor, dos pequeninos
E dos adultos também
Abençoa nossas famílias
Por todo o sempre, amém.

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São João Bosco

Dai-me almas e ficai com o resto, o que importa é juventude santa

Dai-me almas e ficai com o resto, o que importa é juventude santa

Nasceu perto de Turim, na Itália, em 1815. Muito cedo conheceu o que significava a palavra sofrimento, pois perdeu o pai tendo apenas 2 anos. Sofreu incompreensões por causa de um irmão muito violento que teve.

Dom Bosco quis ser sacerdote, mas sua mãe o alertava: “Se você quer ser padre para ser rico, eu não vou visitá-lo, porque nasci na pobreza e quero morrer nela”. Logo, Dom Bosco foi crescendo diante do testemunho de sua mãe Margarida, uma mulher de oração e discernimento. Ele teve que sair muito cedo de casa, mas aquele seu desejo de ser padre o acompanhou. Com 26 anos de idade, ele recebeu a graça da ordenação sacerdotal.

Um homem carismático, Dom Bosco sofreu. Desde cedo, ele foi visitado por sonhos proféticos que só vieram a se realizar ao longo dos anos. Um homem sensível, de caridade com os jovens, se fez tudo para todos. Dom Bosco foi ao encontro da necessidade e da realidade daqueles jovens que não tinham onde viver, necessitavam de uma nova evangelização, de acolhimento. Um sacerdote corajoso, mas muito incompreendido. Foi chamado de louco por muitos devido à sua ousadia e à sua docilidade ao Divino Espírito Santo.

Dom Bosco, criador dos oratórios. Catequeses e orientações profissionais foram surgindo para os jovens. Enfim, Dom Bosco era um homem voltado para o céu e, por isso, enraizado com o sofrimento humano, especialmente, dos jovens. Grande devoto da Santíssima Virgem Auxiliadora, foi um homem de trabalho e oração. Exemplo para os jovens, foi pai e mestre, como encontramos citado na liturgia de hoje.

São João Bosco foi modelo, mas também soube observar tantos outros exemplos. Fundou a Congregação dos Salesianos dedicado à proteção de São Francisco de Sales, que foi o santo da mansidão. Isso que Dom Bosco foi também para aqueles jovens e para muitos, inclusive aqueles que não o compreendiam.

Para a Canção Nova, a Igreja e para todos nós, é um grande intercessor, porque viveu a intimidade com Nosso Senhor.

Homem orante, de um trabalho santificado, em tudo viveu a inspiração de Deus. Deixou uma grande família, um grande exemplo de como viver na graça, fiel a Nosso Senhor Jesus Cristo.

Em 31 de janeiro de 1888, tendo se desgastado por amor a Deus e pela salvação das almas, ele partiu. Mas está conosco no seu testemunho e na sua intercessão.

São João Bosco, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova.

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Prestação de Contas – Janeiro

Saudações! Hoje é dia 31 de janeiro, último dia do mês. Queremos nos despedir desse período tão marcante do catolicismo com nossos mais sinceros agradecimentos a Deus, nosso Pai, que nos dá sempre a graça de mãos para digitar, boca para anunciar, ouvidos para escutar e paciência para pregar o Evangelho magnífico de Deus, à luz do Magistério infalível da Igreja. Mãe querida, roga por nós junto a Jesus para que alcancemos sempre a meta maior: não o maior número de visitas, nem o maior número de comentários, mas a conversão daqueles que nos acompanham. Dá-nos sempre essa bondosa graça.

Mas, hoje é dia de prestação de contas. E é esse o nosso dever como representantes do que era Bein’Better Blog há alguns dias atrás e hoje é o tão querido Deus lux est. Esse mês alcançamos várias vitórias. A primeira delas foi o anúncio da campanha do ano, com o título “Não a discriminação”, além da campanha do mês, adoração e louvor a Deus. No dia 12 desse mês, a nossa hospedagem veio para o WordPress e inauguramos essa nova era do blog com muita alegria. O site no Blogger ainda está lá, mas as atualizações estão aqui. Mais vitórias do que esse mês, difícil. O maior número de postagens: até agora 58 e creio que ainda nesse mês chegaremos aos 60, o que está bem ao nosso alcance. Tivemos também nesse mês o maior número de comentários: eram apenas 7 até chegarmos aqui. Mas do dia 12 até o dia 31 foram mais 13 – alguns pingbacks, mas definitivamente esse mês foi contemplado da graça de Deus.

Em relação às visitas, alcançamos esse mês quase 400 acessos – uma maravilha aos nossos olhos. Os índices e recordes do mês estão abaixo.

Estatísticas computadas do dia 12/01 ao dia 30/01 (22:43pm)

Número de visitas: 384

Dia com a maior ocorrência de visitas: 14 de janeiro – 66 visitas.

Dia com menor ocorrência de visitas: 16 e 17 de janeiro – 1 visita.

Postagens mais populares: Ateísmo e BBB: fontes de corrupção (53); No colo de Jesus (29); Em defesa da Bíblia e da fé – Respostas a um ateu (22); Por que Deus não me ouve? (20); Segundo Fedeli, excomunhão de Lefebvre foi nula (19); Sexo oral e anal – pecado? (12); Obama no poder (11).

Pessoas entraram nesses sites e acessaram nosso blog: Deus lo vult! (50); Ateus do Brasil (43); Contra o aborto (15).

Termos de motor de busca: os nossos visitantes buscaram muito pelos assuntos: “por que Deus não me ouve?” e “sexo oral e anal – o que a Igreja ensina”.

Só temos a agradecer a você, que faz esse blog crescer. Muita graça e paz a toda a sua família. “O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor te mostre a sua face e conceda-te sua graça! O Senhor volva o seu rosto para ti e te dê a paz!” (Num 6,24-26). Queremos continuar pregando a Palavra. Infelizmente, nossas postagens sofrerão uma queda mui significativa pelo fato dos meus estudos recomeçarem. Mas, farei o que puder para não abandonar essa obra de evangelização. Vamos a luta porque Deus é luz e Ele nos guia – Deus lux est.

Graça e paz.

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A caridade, segundo o Papa João Paulo I

Amar significa viajar, correr com o coração para o objeto amado

Amar significa viajar, correr com o coração para o objeto amado

Audiência Geral do Papa João Paulo I do dia 27 de setembro de 1978, sobre a caridade

“Meu Deus, com todo o coração e acima de todas as coisas Vos amo, bem infinito e nossa eterna felicidade, e por vosso amor amo o meu próximo como a mim mesmo e perdôo as ofensas recebidas. Ó Senhor, ame-vos eu cada vez mais”. É oração conhecidíssima, com expressões bíblicas embutidas. Foi minha mãe que me ensinou. Rezo-a várias vezes por dia, mesmo agora, e procuro explicar-vo-la, palavra por palavra, como faria um catequista de paróquia. Estamos na “terceira lâmpada de santificação” do Papa João: a caridade.

Amo. Na aula de filosofia dizia-me o professor: – Tu conheces a torre de São Marcos? – Conheço. – Isso significa que ela entrou dalgum modo na tua mente: fisicamente ficou onde estava, mas no teu íntimo ela imprimiu quase um retrato seu, intelectual. Mas tu, por tua vez, amas a torre de São Marcos? Significa isto que aquele retrato te impele de dentro e te inclina, quase te leva e te faz ir, com o espírito, até à torre que está fora.

Numa palavra: amar significa viajar, correr com o coração para o objeto amado. Diz a Imitação de Cristo: quem ama “currit, volat, laetatur”: corre, voa e alegra-se (Imitação de Cristo, 1. III, c. V, n. 4). Amar a Deus é portanto um viajar com o coração para Deus. Viagem belíssima, embora comporte por vezes sacrifícios. Mas estes não nos devem fazer parar. [O Papa quer nos ensinar que o caminho da cruz é como o Calvário, ou seja, cheio de dificuldades, mas mesmo nessas horas, somos chamados a persistir e continuar assim como Jesus fez] Jesus está na cruz: queres beijá-lo? Não o podes fazer sem te debruçares sobre a cruz e deixar que te fira algum espinho da coroa, que está na cabeça do Senhor (Cfr. Sales, Oeuvres, Annecy, t. XXI. p. 153). Não podes fazer a figura do bom São Pedro, que foi valente em gritar “Viva Jesus” no monte Tabor, onde havia alegria, mas não deixou sequer que o vissem ao lado de Jesus no monte Calvário, onde havia risco e dor (Ibidem:. t. XV, p. 140). O amor a Deus é também viagem misteriosa: isto é, eu não parto se Deus não toma primeiro a iniciativa. Ninguém – disse Jesus – pode vir a mim, se o Pai… o não atrair (Jo. 6, 44). Perguntava Santo Agostinho a si mesmo: Mas, então, a liberdade humana? Deus, que decidiu que ela existisse e construiu essa liberdade, sabe muito bem como respeitá-la, levando embora os corações ao ponto que tinha em vista: “parum est voluntate, etiam voluptate traheris”; Deus atrai-te não só de modo que tu mesmo venhas a querer, mas até de modo que tu gostes de ser atraído (Augustinus, In Io. Evang. Tr. 26, 4).

Com todo o coração. Faço notar, aqui, o adjetivo “todo”. O totalitarismo, em política, é feio. Na religião, pelo contrário, um totalitarismo nosso, quanto a Deus, está muitíssimo bem. Foi escrito:

Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. Estes mandamentos, que hoje te imponho, serão gravados no teu coração. Ensiná-los-ás aos teus filhos e meditá-los-ás quer em tua casa, quer em viagem, quer ao deitar-te ou ao levantar-te. Atá-los-ás, como símbolo, no teu braço, e usá-los-ás como um frontal entre os teus olhos. Escrevê-los-ás sobre os pilares da tua casa e sobre as tuas portas (Deut. 6, 5-9).

Aquele “todo”, repetido e levado à prática com tanta insistência, é com toda a verdade a bandeira do maximalismo cristão. E é justo: Deus é demasiado grande, demasiado merece de nós, para que baste deitar-lhe, como a um pobre Lázaro, unicamente algumas migalhas do nosso tempo e do nosso coração. Bem infinito e será a nossa felicidade eterna: dinheiro, prazeres e felicidades deste mundo, em comparação com Ele, são apenas fragmentos de bem e momentos fugidios de felicidade. Não seria acertado dar muito de nós a estas coisas e dar pouco a Jesus. [é preciso dar-se inteiro a Jesus, não oferecendo-lhe, como lembra nosso santíssimo Papa, somente as migalhas, mas dando-lhe tudo aquilo que podemos lhe dar, pois, ele nos deu a vida, e a vida em abundância - merece muito mais do que lhe damos]

Acima de todas as coisas. Agora entra-se numa comparação direta entre Deus e o homem, entre Deus e o mundo. Não seria justo dizer: “Ou Deus ou o homem”. Deve-se amar “não só a Deus mas também o homem”; este último, porém, nunca mais do que Deus ou contra Deus ou tanto como Deus. Por outras palavras: O amor de Deus é certamente dominador, mas não exclusivo. [perfeitas palavras! Ele quer dizer que não podemos deixar de amar ninguém, apenas devemos saber que acima de tudo aquilo que amamos, no topo do topo está o Nosso Senhor] A Bíblia declara Jacob santo (Dan. 3, 35) e amado por Deus (Mal. 1, 2; Rom. 9, 13), mostra-o comprometido a sete anos de trabalho para conquistar Raquel como esposa; e pareceram-lhe poucos dias aqueles anos, tão grande era o amor que por ela sentia (Gén. 29, 20). Francisco de Sales tece sobre estas palavras um comentariozinho: “Jacob – escreve – ama Raquel com todas as suas forças, e, com todas as suas forças ama a Deus; mas nem por isso ama Raquel como a Deus, nem a Deus como a Raquel. Ama a Deus como seu Deus sobre todas as coisas e mais que a si mesmo; ama Raquel como sua esposa acima de todas as outras mulheres e como a si mesmo. Ama a Deus com amor absolutamente e soberanamente sumo, e Raquel com sumo amor marital; um amor não é contrário ao outro, porque o de Raquel não inutiliza as vantagens supremas do amor de Deus” (Sales, Oeuvres, t. V, p. 175). [perfeitas colocações]

E por vosso amor amo o meu próximo. Estamos aqui diante de dois amores que são “irmãos gêmeos” e inseparáveis. Algumas pessoas é fácil amá-las. Outras, é difícil: não nos são simpáticas, ofenderam-nos e fizeram-nos mal. Só se amo Deus a sério, chego a amá-las, como filhas de Deus e porque Deus me pede. [amar ao que não nos ama só é possível quando conhecemos verdadeiramente a Deus] Jesus fixou também como há-de o próximo ser amado: quer dizer, não só com o sentimento, mas com obras. Este é o modo, disse: Perguntar-vos-ei: Tinha fome, e vós destes-me de comer quando assim estava faminto? Visitastes-me quando estava doente? (Cfr. Mt. 25, 34 ss.). O catecismo traduz estas e outras palavras da Bíblia no duplo catálogo das sete obras de misericórdia corporais e sete espirituais. O catálogo não é completo e convinha atualizá-lo. Entre os famintos, por exemplo, hoje não se trata só deste ou aquele indivíduo; são povos inteiros. Todos nos lembramos das notáveis palavras do Papa Paulo VI: “Os povos da fome dirigem-se hoje de modo dramático aos povos da opulência. A Igreja estremece perante este grito de angústia e convida cada um a responder com amor ao apelo do seu irmão” (Populorum Progressio, 3). Neste ponto, à caridade junta-se a justiça, porque – diz ainda Paulo VI – “a propriedade privada não constitui para ninguém um direito incondicional e absoluto. Ninguém tem direito de reservar para seu uso exclusivo aquilo que é supérfluo, quando a outros falta o necessário” (Ibid., 23). Por conseguinte, “torna-se escândalo intolerável… qualquer recurso exagerado aos armamentos” (Ibid., 53). [essa união - caridade e justiça - é a que constitui verdadeiramente as obras de caridades, pois, mostram a semelhança e a união profunda do amor de Deus e do amor humano]

À luz destas vigorosas expressões vê-se quanto indivíduos e povos estão ainda longe de amar os outros “como a si mesmos”, que é mandamento de Jesus.

Outro mandamento: perdôo as ofensas recebidas. A este perdão quase parece que o Senhor dá precedência sobre o culto:

Se fores, portanto, apresentar uma oferta sobre o altar e ali te recordares que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão; depois, volta para apresentar a tua oferta (Mt. 5, 23-24).

As últimas palavras da oração são estas: ó Senhor, ame-vos eu cada vez mais. Também aqui há obediência a um mandamento de Deus, que estabeleceu no nosso coração a sede do progresso. Das palafitas, das cavernas e das primeiras cabanas passámos às casas, aos palácios e aos arranha-céus; das viagens a pé, e sobre o dorso de mula ou de camelo, aos carros, aos combóios e aos aviões. E deseja-se progredir ainda com meios cada vez mais rápidos, atingindo metas mais e mais altas: Mas amar a Deus – já o vimos – é também uma viagem: Deus quer que ela seja cada vez mais decidida e perfeita. Disse a todos os seus: Vós sois a luz do mundo, o sal da terra (Ibid.. v. 8); sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito (Ibid. v. 48). Isto significa: amar a Deus não pouco, mas muito; não parar no ponto a que se chegou, mas, com o Seu auxílio, progredir no amor. [e isso porque ainda não chegamos a perfeição do amor. Essa plenitude só é alcançada quando concluimos a nossa caminhada terrestre e vamos para junto do Pai porque amamos o nosso irmão e progredimos no amor. Que Deus nos ajude a, como o Papa João Paulo I, nos ensina, fazer caridade não só em palavras, mas em obras, pois o mundo necessita]

[Graça e paz.]

Sábado ou domingo?

Os apócrifos respondem àqueles que ainda vivem segundo a Antiga Lei

O sábado de Deus (Palavras de Barnabé, apóstolo, respondendo porque eles – os primeiros cristãos – guardam o domingo e não o sábado)

Ainda, sobre o sábado, está escrito no Decálogo que Deus o entregou pessoalmente a Moisés sobre o monte Sinai: “Santificai o sábado do Senhor com mãos puras e coração puro.” Em outro lugar, ele diz: “Se meus filhos guardarem o sábado, então estenderei sobre eles a minha misericórdia.” Ele menciona o sábado no princípio da criação: “Em seis dias, Deus fez as obras de suas mãos e as terminou no sétimo dia, e nele descansou e o santificou.” Prestai atenção, filhos, sobre o que significa: “terminou no sétimo dia”. Isso significa que o Senhor consumará o universo em seis mil anos, pois um dia para ele significa mil anos. Ele próprio o atesta, dizendo: “Eis que um dia do Senhor será como mil anos.” Portanto, filhos, em “seis dias”, que são seis mil anos, o universo será consumado. “E ele descansou no sétimo dia.” Isso quer dizer que seu Filho, quando vier para pôr fim ao tempo do Iníquo, para julgar os ímpios e mudar o sol, a lua e as estrelas, então ele, de fato, repousará no sétimo dia. Por fim, ele diz: “Tu o santificarás com mãos puras e coração puro.” Contudo, se alguém atualmente pudesse santificar, de coração puro, esse dia que Deus santificou, então nós nos teríamos enganado completamente. Porém, se este agora não é o caso, ele o santificará verdadeiramente no repouso, quando nós formos capazes disso, isto é, quando tivermos sido justificados e tivermos recebido o objeto da promessa, quando não houver mais iniqüidade, e o Senhor tiver renovado tudo. Então, poderemos santificá-lo, tendo sido primeiro nós mesmos santificados. Ele finalmente lhes disse: “Não suporto vossas neomênias e vossos sábados”. Vede como ele diz: não são os sábados atuais que me agradam, mas aquele que eu fiz e no qual, depois de ter levado todas as coisas ao repouso, farei o início do oitavo dia, isto é, o começo de outro mundo. Eis por que celebramos como festa alegre o oitavo dia, no qual Jesus ressuscitou dos mortos e, depois de se manifestar, subiu aos céus (Evangelho Apócrifo de Barnabé, capítulo 15).

Discurso de Jesus Cristo sobre o domingo (o qual não está contido na Bíblia, mas nos escritos apócrifos)

Vede e considerai que vos entreguei o dia santo de domingo, mas vós não o haveis apreciado nem guardado. Então enviei nações bárbaras, as quais derramaram vosso sangue, e operei coisas terríveis em grande quantidade. Mas nem assim vos arrependestes. Não escutastes o que diz o Evangelho: O Céu e a terra passarão, mas minhas palavras não passarão? Enviei-vos tempestades, geadas, pestes, terremotos, granizo, pragas de gafanhotos, lesmas e muitas outras calamidades por causa do dia santo de domingo, e não vos arrependestes nem um pouco. Depois dei-vos trigo, vinho, azeite e toda a espécie de bens. Mas, enquanto vos saciastes, voltastes a fazer pior. E tomei a decisão de aniquilar todo homem por causa do dia santo de domingo, mas fui movido novamente à misericórdia diante da súplica de minha imaculada Mãe [Jesus Cristo confessa que Maria é imaculada, sem mácula, sem mancha] e dos santos anjos, apóstolos e mártires e também do Precursor e Batista. Eles afastaram minha cólera de vós. Por intermédio de Moisés, dei aos judeus uma lei, e vós a infringem. Dei-vos o santo Evangelho, minha lei e meu batismo, e não os tendes observado.

Não sabeis que no primeiro dia fiz o céu e a terra e o princípio dos dias e dos termos e que lhe dei o nome de domingo radiante, grande páscoa e ressurreição? Por isso, todo aquele que foi batizado deve venerá-lo e honrá-lo, freqüentando a santa igreja de Deus. [que é inclusive a Igreja Católica] Não sabeis também que a formação de Adão, o primeiro que foi criado, e de Eva aconteceu numa sexta-feira e que neste mesmo dia eu fui crucificado e sepultado e que no domingo seguinte ressuscitei para a salvação do mundo? Por isto mandei que todo cristão se abstivesse de carne, queijo e azeite nas quartas e sextas-feiras. Não sabeis que foi no dia santo de domingo que a hospitalidade de Abraão me reteve em sua casa e ele sacrificou um novilho para obsequiar a Santa Trindade? Também no domingo apareci a Moisés no Monte Sinai, e, depois de jejuar durante quarenta dias, entreguei-lhe as tábuas escritas com a mão divina, ou seja, a lei. E no dia santo de domingo meu arcanjo Gabriel veio trazer-me a mensagem do “Deus te salve”. E no domingo recebi o batismo das mãos do Precursor, para dar-vos o exemplo e para que não vos tornásseis soberbos aos serdes batizado por sacerdotes pobres. Não sejais altaneiros. Não desprezeis nem sequer ao pobre, pois João, aquele que batizou, não vestia senão peles de camelo e não comia pão nem bebia vinho. Ai daquele que não respeita seu padrinho e seus próprios filhos! Ai daqueles que espezinham a cruz! Não sabeis que no dia santo do domingo haverei de julgar toda a terra e que serão trazidos à minha presença reis de chefes, ricos e pobres, nus e desavergonhados? Juro pelo meu excelso trono que, se não guardardes o dia santo do domingo, as quartas-feiras e sextas-feiras e as santas e solenes festas, hei de enviar bestas venenosas para que devorem os peitos das mulheres que não amamentam as crianças e lobos selvagens arrancarão seus filhos. [Ai de nós se não guardamos o domingo!] Maldito o homem que não respeita o dia santo de domingo desde a hora nona do sábado anterior até a alvorada da segunda-feira e que não observa a prescrição do jejum e da abstinência toda quarta e sexta-feira. Glorificai meu excelso nome.

E se não fizerdes isto, não acrediteis que vos enviarei outra carta, mas que abrirei os céus e farei chover fogo, granizo, água fervente, porque o homem continua na sua inconsciência. Provocarei espantosos terremotos. Farei chover sangue e azeite em abril. Farei desaparecer toda semente, videira e planta. Finalmente, acabarei com vossas ovelhas e animais. E tudo isto, por causa do dia santo do domingo. Hei de enviar, além disso, bestas aladas para que devorem vossas carnes e digais: Abri os sepulcros, vós que repousais por toda a eternidade, e abrigai-nos da ira do Senhor Deus Todo-Poderoso. Escurecerei a luz do sol e farei sobrevir as trevas, como fiz uma vez com os egípcios, valendo-me do meu servo Moisés. Enviarei o povo dos ismaelitas para que vos escravizem, e com a espada acabarão conosco, dando-vos uma morte cruel. Então chorareis e arrepende-vos-ei. Mas eu virarei meu rosto para não ouvir-vos, por causa do dia santo do domingo. Homens malfeitores, mentirosos, adúlteros, rebeldes, ímpios, injustos, odiosos, traidores, insidiosos, blasfemos, hipócritas, abomináveis, falsos profetas, ateus, inimigos de vossos próprios filhos, espezinhadores da cruz, cobiçosos do mal, desobedientes, charlatães, inimigos da luz e amantes das trevas. Vós que dizeis: Amamos a Cristo, mas desonramos ao próximo e continuamos devorando os pobres. De quantas coisas aqueles que operam tais maldades se arrependerão no dia do juízo! Como a terra não se lhes irá abrir e devorar vivo? Porque executam as obras do diabo e herdarão a condenação juntamente com Satã. E seus filhos desaparecerão da face da terra como o povo. Por minha Mãe imaculada e pelos querubins de muitos olhos e por João, aquele que me batizou, saibas que não foi a mão do homem que escreveu esta carta, mas que ela saiu inteiramente das mãos do meu Pai invisível. [Então essa carta que Jesus discursa sobre o domingo não pode ser, de maneira alguma, desprezada, pois, é a verdade] Se há algum maldoso ou maledicente que negue a origem divina desta carta, terá por herança, tanto ele quanto a sua casa, a condenação, igual à de Sodoma e Gomorra, e sua alma irá ao fogo eterno por não ter dado crédito. O que é impossível para os homens é possível diante de Deus.

Ai do homem que zomba e deprecia o sacerdote, pois não estará desprezando o sacerdote, mas sim a igreja de Deus, bem como sua fé e seu batismo. [e o livro do testemunho da Glória Polo fala disso. Veja como tudo confirma o que aprendemos da Igreja - é preciso respeitar os sacerdotes] O sacerdote, com efeito, roga por todo o povo: por aqueles que o odeiam e aqueles que o amam. Ai daqueles que conversam entre si durante a missa e escandalizam o sacerdote que está orando pelos seus pecados, pois o sacerdote e o diácono rogam pelo pontífice e pelo povo cristão! Ai dos que não honram seus padrinhos, pois ele levou a cruz à tua casa e foi para ti um segundo pai através do batismo! Ai daqueles que não acreditam nas santas escrituras! [ixe] Ai daqueles que ajuntam casa com casa e propriedade com propriedade para não deixar que elas se estendam até o próximo! Ai daqueles que privam os operários de seu salário! Ai daqueles que emprestam seu dinheiro com usura, pois serão julgados juntamente com Judas. Ai do monge que não permanece no seu mosteiro e na Santa Igreja de Deus! Ai do monge que se permite a fornicação! Ai daquele que deixa a sua mulher e se junta com outra! Ai daquele que oferece donativos no templo e está em guerra com o próximo! Ai do sacerdote que celebra a missa estando em briga com seu irmão, pois não está somente celebrando e elevando os santos dons, mas os anjos estão celebrando com ele. Eu, Deus, sou o primeiro. Eu estou também depois de todas estas coisas, e além de mim não há outro. Para onde fugireis da minha face? Onde vos ocultareis? Eu esquadrinho os corações e os rins e conheço bem os ardis dos homens e descobrirei o que está oculto. Mando que todo homem confesse fielmente ao seu pai espiritual o quanto fez desde a sua juventude, pois isto foi dado por mim e por minha santa Igreja para deter os pecados dos homens. Feliz aquele que observou o santo dia do domingo. Eu, Cristo, sou aquele que o abençoou, e será bendito.

Não vos conformeis com este mundo

Saudações a vós, irmãos e irmãs em Cristo Jesus Nosso Senhor! Que a paz e a graça de Maria Santíssima, nossa Mãe e Rainha, possam estar sempre conosco, nos acompanhando na caminhada de pregação do Evangelho, combatente às heresias do mundo moderno e tolerantes na tribulação, já que Jesus também sofreu e nos chama a sofrer com ele e alcançar, no final do caminho, uma vitória esplendida, recompensa da nossa boa conduta. Não nos deixemos enganar. Hoje em dia, é preciso mais do que nunca descobrir a verdade, pois Jesus disse: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos livrará” (Jo 8,32). E a verdade, como já nos ensinava São Tomás de Aquino, é “a conformidade da coisa com a inteligência”.

E São Paulo nos ensinava: “Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito” (Rm 12,2). As palavras dele hoje são como um alarme: NÃO VOS CONFORMEIS COM ESTE MUNDO! Isso quer dizer que não podemos ficar calados diante das aberrações que o mundo prega ao homem e o conduz ao caminho da perdição. Para que saibamos distinguir a vontade de Deus, precisamos da renovação do nosso espírito. É preciso, pois, procurar não a nossa verdade, não o nosso desejo, mas a obediência a Deus. Se fizermos isso, a frase de São Paulo vai se cumprir porque vamos saber diferenciar o que é deste mundo e o que é divino.

É uma coleta seletiva: aquilo que passa, ou seja, as coisas do mundo, e aquilo que não passa, aquilo que é eterno, que vem de Deus. Sobre isso a Bíblia nos ensina muito:

O mundo passa com as suas concupiscências, mas quem cumpre a vontade de Deus permanece eternamente (1 Jo 2,17)

São João nos fala aqui da imortalidade da alma no mundo e na eternidade junto a Deus. Quem cumpre os preceitos do Senhor é eterno na memória de quem vive e eterno porque permanecerá no céu junto a Deus. O mundo, como nos diz São Paulo, passa. As concupiscências passam. Mas aquele que pratica os mandamentos permanece. Abraão, Isaac, Jacó, Judá, José, Davi, Salomão, Judas Macabeu, Isaías, Maria, São Paulo são exemplos de personalidades bíblicas imortais: exemplos de vida para nós e símbolos de eternidade na vida eterna. O sentido do Não vos conformeis com este mundo pode parecer até inútil, já que o mundo passa. ‘Então para que se preocupar com o mundo?’ Para que cumpramos a vontade de Deus. Se nos conformamos com o mundo, vamos passar junto com ele e definitivamente, não é isso que queremos para o nosso futuro.

Caríssimos, nesse sentido, é preciso fazer o que Paulo nos ensina. Muitos me perguntam porque sou tão radical quando se fala de novela ou de Big Brother Brasil. Vamos analisar o conteúdo de uma novela. Nela, acontecem assassinatos, traições, adultérios, roubos, vinganças etc. Inclusive gostaria de citar algo que vi na nova novela das 8, aquela que fala sobre a Índia. A professora e a diretora estavam de frente para mãe e filho. A professora relatava que o menino agredira-a. Mas ele desmentia e dizia que havia sido um acidente. A mãe, acreditando no filho, disse: “Ah, está vendo?! Foi só um acidente… Não vai acontecer de novo. O que vocês querem que eu faça?” Então, a diretora pediu a mãe que conversasse com o filho, ao que ela saiu zombando delas e revoltada com a educação que a escola dava a seu filho.

Chegando em casa, a mãe dizia ao seu marido que o povo da escola era incompetente e blá-blá-blá. Aí o pai confirmava. De repente, alguém vem à porta e diz que tem uma intimação. Provavelmente para o filho do rapaz, aquele mesmo que havia agredido a professora. Aí o pai diz que ele não está, viajou para cuidar da sua avó que está muito doente. De repente, o filho chega e o pai pergunta para ele: “Não é verdade que ele está viajando e tal?”. E ele confirma. Assim, o homem sai. Quando ele bate a porta, o pai abraça o filho e comemora, com um ar de Parabéns! A gente enganou ele direitinho!

A responsabilidade da educação medíocre que o pai dá aos seus filhos cai nas costas da escola. Hoje em dia é assim. Mas, querendo cumprir o que Paulo nos chama a fazer, não podemos cair no conformismo. A realidade que a novela mostra nos induz ao conformismo e isso é errado. NÃO VOS CONFORMEIS! Não se conformar é agir para mudar. Se ficarmos sentados no nosso sofá vendo as novelas e dizendo para a nossa esposa ou para o nosso marido: Ai, o mundo tá assim mesmo, né, Maria? – É, fazer o que, né, João?, tudo vai continuar como está.

O Big Brother Brasil é a maior pouca vergonha que existe hoje. Só se vê sexo, intrigas e discussão. Por que ninguém sintoniza a Canção Nova na TV? Por que ninguém prefere ver a Rede Vida ou a TV Século 21? O que São Paulo vem hoje nos dizer é uma ordem: NÃO VOS CONFORMEIS COM ESTE MUNDO! Não podemos nos deixar amoldar a tanta falcatrua, a tanto escândalo, a tanta hipocrisia.

Que Deus nos ajude a, nessa caminhada junto ao Pai, cumprir o que Paulo nos manda e saber que esse mundo, suas concupiscências e seus absurdos, passam. Só Deus não passará. Só Deus permanecerá. Só Deus… Seu amor deve viver hoje em nós. Não conformemo-nos com o que acontece, mas evangelizemos e tornemos novo tudo aquilo que era velho.

Graça e paz.

Adoro te devote

A Igreja ontem celebrava a memória de São Tomás de Aquino, o mais sábio dos santos e o mais santo dos sábios, um homem de intelecto magnífico, que deu a sua vida a favor da fé. Resta-nos proclamar: São Tomás de Aquino, rogai por nós!

São Tomás de Aquino, o mais sábio dos santos, o mais santo dos sábios

São Tomás de Aquino, o mais sábio dos santos, o mais santo dos sábios

A oração abaixo é um hino de louvor e adoração ao Santíssimo Sacramento escrito pelo mestre São Tomás. Que possamos, ao meditar nessa oração a nossa caminhada, proclamar a sabedoria que Deus concede às suas criaturas.

Adóro te devóte, latens Déitas, Quae sub his figúris vere látitas: Tibi se cor meum totum súbiicit, Quia te contémplans totum déficit. Visus, tactus, gustus in te fállitur, Sed audítu solo tuto créditur. Credo, quidquid dixit Dei Fílus: Nil hoc verbo Veritátis vérius. In cruce latébat sola Déitas, At hic latet simul et humánitas; Ambo tamen credens atque cónfitens, Peto quod petívit latro paénitens. Plagas, sicut Thomas, non intúeor; Deum tamen meum te confíteor. Fac me tibi semper magis crédere, In te spem habére, te dilígere. O memoriále mortis Dómini! Panis vivus, vitam praestan hómini! praesta meae menti de te vívere. Et te illi semper dulce sápere. Pie pellicáne, Iesu Dómine, me immúndum munda tuo sánguine. Cuius una stilla salvum fácere Totum mundum quit ab omni scélere. Iesu, quem velátum nunc aspício, Oro fiat illud quod tam sítio; Ut te reveláta cernens fácie, Visu sim beátus tuae glóriae. Amen.

Eu te adoro com afeto, Deus oculto, que te escondes nestas aparências. A ti sujeita-se o meu coração por inteiro e desfalece ao te contemplar. A vista, o tato e o gosto não te alcançam, mas só com o ouvir-te firmemente creio. Creio em tudo o que disse o Filho de Deus, nada mais verdadeiro do que esta Palavra da Verdade. Na cruz estava oculta somente a tua divindade, mas aqui se esconde também a humanidade. Eu, porém, crendo e confessando ambas, peço-te o que pediu o ladrão arrependido. Tal como Tomé, também eu não vejo as tuas chagas, mas confesso, Senhor, que és o meu Deus; faz-me crer sempre mais em ti, esperar em ti, amar-te. Ó memorial da morte do Senhor, pão vivo que dás vida ao homem, faz que meu pensamento sempre de ti viva, e que sempre lhe seja doce este saber. Senhor Jesus, terno pelicano, lava-me a mim, imundo, com teu sangue, do qual uma só gota já pode salvar o mundo de todos os pecados. Jesus, a quem agora vejo sob véus, peço-te que se cumpra o que mais anseio: que vendo o teu rosto descoberto, seja eu feliz contemplando a tua glória. Amém.

Fonte: Associação Cultural Santo Tomás