Prestação de Contas – Janeiro

Saudações! Hoje é dia 31 de janeiro, último dia do mês. Queremos nos despedir desse período tão marcante do catolicismo com nossos mais sinceros agradecimentos a Deus, nosso Pai, que nos dá sempre a graça de mãos para digitar, boca para anunciar, ouvidos para escutar e paciência para pregar o Evangelho magnífico de Deus, à luz do Magistério infalível da Igreja. Mãe querida, roga por nós junto a Jesus para que alcancemos sempre a meta maior: não o maior número de visitas, nem o maior número de comentários, mas a conversão daqueles que nos acompanham. Dá-nos sempre essa bondosa graça.

Mas, hoje é dia de prestação de contas. E é esse o nosso dever como representantes do que era Bein’Better Blog há alguns dias atrás e hoje é o tão querido Deus lux est. Esse mês alcançamos várias vitórias. A primeira delas foi o anúncio da campanha do ano, com o título “Não a discriminação”, além da campanha do mês, adoração e louvor a Deus. No dia 12 desse mês, a nossa hospedagem veio para o WordPress e inauguramos essa nova era do blog com muita alegria. O site no Blogger ainda está lá, mas as atualizações estão aqui. Mais vitórias do que esse mês, difícil. O maior número de postagens: até agora 58 e creio que ainda nesse mês chegaremos aos 60, o que está bem ao nosso alcance. Tivemos também nesse mês o maior número de comentários: eram apenas 7 até chegarmos aqui. Mas do dia 12 até o dia 31 foram mais 13 – alguns pingbacks, mas definitivamente esse mês foi contemplado da graça de Deus.

Em relação às visitas, alcançamos esse mês quase 400 acessos – uma maravilha aos nossos olhos. Os índices e recordes do mês estão abaixo.

Estatísticas computadas do dia 12/01 ao dia 30/01 (22:43pm)

Número de visitas: 384

Dia com a maior ocorrência de visitas: 14 de janeiro – 66 visitas.

Dia com menor ocorrência de visitas: 16 e 17 de janeiro – 1 visita.

Postagens mais populares: Ateísmo e BBB: fontes de corrupção (53); No colo de Jesus (29); Em defesa da Bíblia e da fé – Respostas a um ateu (22); Por que Deus não me ouve? (20); Segundo Fedeli, excomunhão de Lefebvre foi nula (19); Sexo oral e anal – pecado? (12); Obama no poder (11).

Pessoas entraram nesses sites e acessaram nosso blog: Deus lo vult! (50); Ateus do Brasil (43); Contra o aborto (15).

Termos de motor de busca: os nossos visitantes buscaram muito pelos assuntos: “por que Deus não me ouve?” e “sexo oral e anal – o que a Igreja ensina”.

Só temos a agradecer a você, que faz esse blog crescer. Muita graça e paz a toda a sua família. “O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor te mostre a sua face e conceda-te sua graça! O Senhor volva o seu rosto para ti e te dê a paz!” (Num 6,24-26). Queremos continuar pregando a Palavra. Infelizmente, nossas postagens sofrerão uma queda mui significativa pelo fato dos meus estudos recomeçarem. Mas, farei o que puder para não abandonar essa obra de evangelização. Vamos a luta porque Deus é luz e Ele nos guia – Deus lux est.

Graça e paz.

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A caridade, segundo o Papa João Paulo I

Amar significa viajar, correr com o coração para o objeto amado

Amar significa viajar, correr com o coração para o objeto amado

Audiência Geral do Papa João Paulo I do dia 27 de setembro de 1978, sobre a caridade

“Meu Deus, com todo o coração e acima de todas as coisas Vos amo, bem infinito e nossa eterna felicidade, e por vosso amor amo o meu próximo como a mim mesmo e perdôo as ofensas recebidas. Ó Senhor, ame-vos eu cada vez mais”. É oração conhecidíssima, com expressões bíblicas embutidas. Foi minha mãe que me ensinou. Rezo-a várias vezes por dia, mesmo agora, e procuro explicar-vo-la, palavra por palavra, como faria um catequista de paróquia. Estamos na “terceira lâmpada de santificação” do Papa João: a caridade.

Amo. Na aula de filosofia dizia-me o professor: – Tu conheces a torre de São Marcos? – Conheço. – Isso significa que ela entrou dalgum modo na tua mente: fisicamente ficou onde estava, mas no teu íntimo ela imprimiu quase um retrato seu, intelectual. Mas tu, por tua vez, amas a torre de São Marcos? Significa isto que aquele retrato te impele de dentro e te inclina, quase te leva e te faz ir, com o espírito, até à torre que está fora.

Numa palavra: amar significa viajar, correr com o coração para o objeto amado. Diz a Imitação de Cristo: quem ama “currit, volat, laetatur”: corre, voa e alegra-se (Imitação de Cristo, 1. III, c. V, n. 4). Amar a Deus é portanto um viajar com o coração para Deus. Viagem belíssima, embora comporte por vezes sacrifícios. Mas estes não nos devem fazer parar. [O Papa quer nos ensinar que o caminho da cruz é como o Calvário, ou seja, cheio de dificuldades, mas mesmo nessas horas, somos chamados a persistir e continuar assim como Jesus fez] Jesus está na cruz: queres beijá-lo? Não o podes fazer sem te debruçares sobre a cruz e deixar que te fira algum espinho da coroa, que está na cabeça do Senhor (Cfr. Sales, Oeuvres, Annecy, t. XXI. p. 153). Não podes fazer a figura do bom São Pedro, que foi valente em gritar “Viva Jesus” no monte Tabor, onde havia alegria, mas não deixou sequer que o vissem ao lado de Jesus no monte Calvário, onde havia risco e dor (Ibidem:. t. XV, p. 140). O amor a Deus é também viagem misteriosa: isto é, eu não parto se Deus não toma primeiro a iniciativa. Ninguém – disse Jesus – pode vir a mim, se o Pai… o não atrair (Jo. 6, 44). Perguntava Santo Agostinho a si mesmo: Mas, então, a liberdade humana? Deus, que decidiu que ela existisse e construiu essa liberdade, sabe muito bem como respeitá-la, levando embora os corações ao ponto que tinha em vista: “parum est voluntate, etiam voluptate traheris”; Deus atrai-te não só de modo que tu mesmo venhas a querer, mas até de modo que tu gostes de ser atraído (Augustinus, In Io. Evang. Tr. 26, 4).

Com todo o coração. Faço notar, aqui, o adjetivo “todo”. O totalitarismo, em política, é feio. Na religião, pelo contrário, um totalitarismo nosso, quanto a Deus, está muitíssimo bem. Foi escrito:

Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. Estes mandamentos, que hoje te imponho, serão gravados no teu coração. Ensiná-los-ás aos teus filhos e meditá-los-ás quer em tua casa, quer em viagem, quer ao deitar-te ou ao levantar-te. Atá-los-ás, como símbolo, no teu braço, e usá-los-ás como um frontal entre os teus olhos. Escrevê-los-ás sobre os pilares da tua casa e sobre as tuas portas (Deut. 6, 5-9).

Aquele “todo”, repetido e levado à prática com tanta insistência, é com toda a verdade a bandeira do maximalismo cristão. E é justo: Deus é demasiado grande, demasiado merece de nós, para que baste deitar-lhe, como a um pobre Lázaro, unicamente algumas migalhas do nosso tempo e do nosso coração. Bem infinito e será a nossa felicidade eterna: dinheiro, prazeres e felicidades deste mundo, em comparação com Ele, são apenas fragmentos de bem e momentos fugidios de felicidade. Não seria acertado dar muito de nós a estas coisas e dar pouco a Jesus. [é preciso dar-se inteiro a Jesus, não oferecendo-lhe, como lembra nosso santíssimo Papa, somente as migalhas, mas dando-lhe tudo aquilo que podemos lhe dar, pois, ele nos deu a vida, e a vida em abundância - merece muito mais do que lhe damos]

Acima de todas as coisas. Agora entra-se numa comparação direta entre Deus e o homem, entre Deus e o mundo. Não seria justo dizer: “Ou Deus ou o homem”. Deve-se amar “não só a Deus mas também o homem”; este último, porém, nunca mais do que Deus ou contra Deus ou tanto como Deus. Por outras palavras: O amor de Deus é certamente dominador, mas não exclusivo. [perfeitas palavras! Ele quer dizer que não podemos deixar de amar ninguém, apenas devemos saber que acima de tudo aquilo que amamos, no topo do topo está o Nosso Senhor] A Bíblia declara Jacob santo (Dan. 3, 35) e amado por Deus (Mal. 1, 2; Rom. 9, 13), mostra-o comprometido a sete anos de trabalho para conquistar Raquel como esposa; e pareceram-lhe poucos dias aqueles anos, tão grande era o amor que por ela sentia (Gén. 29, 20). Francisco de Sales tece sobre estas palavras um comentariozinho: “Jacob – escreve – ama Raquel com todas as suas forças, e, com todas as suas forças ama a Deus; mas nem por isso ama Raquel como a Deus, nem a Deus como a Raquel. Ama a Deus como seu Deus sobre todas as coisas e mais que a si mesmo; ama Raquel como sua esposa acima de todas as outras mulheres e como a si mesmo. Ama a Deus com amor absolutamente e soberanamente sumo, e Raquel com sumo amor marital; um amor não é contrário ao outro, porque o de Raquel não inutiliza as vantagens supremas do amor de Deus” (Sales, Oeuvres, t. V, p. 175). [perfeitas colocações]

E por vosso amor amo o meu próximo. Estamos aqui diante de dois amores que são “irmãos gêmeos” e inseparáveis. Algumas pessoas é fácil amá-las. Outras, é difícil: não nos são simpáticas, ofenderam-nos e fizeram-nos mal. Só se amo Deus a sério, chego a amá-las, como filhas de Deus e porque Deus me pede. [amar ao que não nos ama só é possível quando conhecemos verdadeiramente a Deus] Jesus fixou também como há-de o próximo ser amado: quer dizer, não só com o sentimento, mas com obras. Este é o modo, disse: Perguntar-vos-ei: Tinha fome, e vós destes-me de comer quando assim estava faminto? Visitastes-me quando estava doente? (Cfr. Mt. 25, 34 ss.). O catecismo traduz estas e outras palavras da Bíblia no duplo catálogo das sete obras de misericórdia corporais e sete espirituais. O catálogo não é completo e convinha atualizá-lo. Entre os famintos, por exemplo, hoje não se trata só deste ou aquele indivíduo; são povos inteiros. Todos nos lembramos das notáveis palavras do Papa Paulo VI: “Os povos da fome dirigem-se hoje de modo dramático aos povos da opulência. A Igreja estremece perante este grito de angústia e convida cada um a responder com amor ao apelo do seu irmão” (Populorum Progressio, 3). Neste ponto, à caridade junta-se a justiça, porque – diz ainda Paulo VI – “a propriedade privada não constitui para ninguém um direito incondicional e absoluto. Ninguém tem direito de reservar para seu uso exclusivo aquilo que é supérfluo, quando a outros falta o necessário” (Ibid., 23). Por conseguinte, “torna-se escândalo intolerável… qualquer recurso exagerado aos armamentos” (Ibid., 53). [essa união - caridade e justiça - é a que constitui verdadeiramente as obras de caridades, pois, mostram a semelhança e a união profunda do amor de Deus e do amor humano]

À luz destas vigorosas expressões vê-se quanto indivíduos e povos estão ainda longe de amar os outros “como a si mesmos”, que é mandamento de Jesus.

Outro mandamento: perdôo as ofensas recebidas. A este perdão quase parece que o Senhor dá precedência sobre o culto:

Se fores, portanto, apresentar uma oferta sobre o altar e ali te recordares que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão; depois, volta para apresentar a tua oferta (Mt. 5, 23-24).

As últimas palavras da oração são estas: ó Senhor, ame-vos eu cada vez mais. Também aqui há obediência a um mandamento de Deus, que estabeleceu no nosso coração a sede do progresso. Das palafitas, das cavernas e das primeiras cabanas passámos às casas, aos palácios e aos arranha-céus; das viagens a pé, e sobre o dorso de mula ou de camelo, aos carros, aos combóios e aos aviões. E deseja-se progredir ainda com meios cada vez mais rápidos, atingindo metas mais e mais altas: Mas amar a Deus – já o vimos – é também uma viagem: Deus quer que ela seja cada vez mais decidida e perfeita. Disse a todos os seus: Vós sois a luz do mundo, o sal da terra (Ibid.. v. 8); sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito (Ibid. v. 48). Isto significa: amar a Deus não pouco, mas muito; não parar no ponto a que se chegou, mas, com o Seu auxílio, progredir no amor. [e isso porque ainda não chegamos a perfeição do amor. Essa plenitude só é alcançada quando concluimos a nossa caminhada terrestre e vamos para junto do Pai porque amamos o nosso irmão e progredimos no amor. Que Deus nos ajude a, como o Papa João Paulo I, nos ensina, fazer caridade não só em palavras, mas em obras, pois o mundo necessita]

[Graça e paz.]

Sábado ou domingo?

Os apócrifos respondem àqueles que ainda vivem segundo a Antiga Lei

O sábado de Deus (Palavras de Barnabé, apóstolo, respondendo porque eles – os primeiros cristãos – guardam o domingo e não o sábado)

Ainda, sobre o sábado, está escrito no Decálogo que Deus o entregou pessoalmente a Moisés sobre o monte Sinai: “Santificai o sábado do Senhor com mãos puras e coração puro.” Em outro lugar, ele diz: “Se meus filhos guardarem o sábado, então estenderei sobre eles a minha misericórdia.” Ele menciona o sábado no princípio da criação: “Em seis dias, Deus fez as obras de suas mãos e as terminou no sétimo dia, e nele descansou e o santificou.” Prestai atenção, filhos, sobre o que significa: “terminou no sétimo dia”. Isso significa que o Senhor consumará o universo em seis mil anos, pois um dia para ele significa mil anos. Ele próprio o atesta, dizendo: “Eis que um dia do Senhor será como mil anos.” Portanto, filhos, em “seis dias”, que são seis mil anos, o universo será consumado. “E ele descansou no sétimo dia.” Isso quer dizer que seu Filho, quando vier para pôr fim ao tempo do Iníquo, para julgar os ímpios e mudar o sol, a lua e as estrelas, então ele, de fato, repousará no sétimo dia. Por fim, ele diz: “Tu o santificarás com mãos puras e coração puro.” Contudo, se alguém atualmente pudesse santificar, de coração puro, esse dia que Deus santificou, então nós nos teríamos enganado completamente. Porém, se este agora não é o caso, ele o santificará verdadeiramente no repouso, quando nós formos capazes disso, isto é, quando tivermos sido justificados e tivermos recebido o objeto da promessa, quando não houver mais iniqüidade, e o Senhor tiver renovado tudo. Então, poderemos santificá-lo, tendo sido primeiro nós mesmos santificados. Ele finalmente lhes disse: “Não suporto vossas neomênias e vossos sábados”. Vede como ele diz: não são os sábados atuais que me agradam, mas aquele que eu fiz e no qual, depois de ter levado todas as coisas ao repouso, farei o início do oitavo dia, isto é, o começo de outro mundo. Eis por que celebramos como festa alegre o oitavo dia, no qual Jesus ressuscitou dos mortos e, depois de se manifestar, subiu aos céus (Evangelho Apócrifo de Barnabé, capítulo 15).

Discurso de Jesus Cristo sobre o domingo (o qual não está contido na Bíblia, mas nos escritos apócrifos)

Vede e considerai que vos entreguei o dia santo de domingo, mas vós não o haveis apreciado nem guardado. Então enviei nações bárbaras, as quais derramaram vosso sangue, e operei coisas terríveis em grande quantidade. Mas nem assim vos arrependestes. Não escutastes o que diz o Evangelho: O Céu e a terra passarão, mas minhas palavras não passarão? Enviei-vos tempestades, geadas, pestes, terremotos, granizo, pragas de gafanhotos, lesmas e muitas outras calamidades por causa do dia santo de domingo, e não vos arrependestes nem um pouco. Depois dei-vos trigo, vinho, azeite e toda a espécie de bens. Mas, enquanto vos saciastes, voltastes a fazer pior. E tomei a decisão de aniquilar todo homem por causa do dia santo de domingo, mas fui movido novamente à misericórdia diante da súplica de minha imaculada Mãe [Jesus Cristo confessa que Maria é imaculada, sem mácula, sem mancha] e dos santos anjos, apóstolos e mártires e também do Precursor e Batista. Eles afastaram minha cólera de vós. Por intermédio de Moisés, dei aos judeus uma lei, e vós a infringem. Dei-vos o santo Evangelho, minha lei e meu batismo, e não os tendes observado.

Não sabeis que no primeiro dia fiz o céu e a terra e o princípio dos dias e dos termos e que lhe dei o nome de domingo radiante, grande páscoa e ressurreição? Por isso, todo aquele que foi batizado deve venerá-lo e honrá-lo, freqüentando a santa igreja de Deus. [que é inclusive a Igreja Católica] Não sabeis também que a formação de Adão, o primeiro que foi criado, e de Eva aconteceu numa sexta-feira e que neste mesmo dia eu fui crucificado e sepultado e que no domingo seguinte ressuscitei para a salvação do mundo? Por isto mandei que todo cristão se abstivesse de carne, queijo e azeite nas quartas e sextas-feiras. Não sabeis que foi no dia santo de domingo que a hospitalidade de Abraão me reteve em sua casa e ele sacrificou um novilho para obsequiar a Santa Trindade? Também no domingo apareci a Moisés no Monte Sinai, e, depois de jejuar durante quarenta dias, entreguei-lhe as tábuas escritas com a mão divina, ou seja, a lei. E no dia santo de domingo meu arcanjo Gabriel veio trazer-me a mensagem do “Deus te salve”. E no domingo recebi o batismo das mãos do Precursor, para dar-vos o exemplo e para que não vos tornásseis soberbos aos serdes batizado por sacerdotes pobres. Não sejais altaneiros. Não desprezeis nem sequer ao pobre, pois João, aquele que batizou, não vestia senão peles de camelo e não comia pão nem bebia vinho. Ai daquele que não respeita seu padrinho e seus próprios filhos! Ai daqueles que espezinham a cruz! Não sabeis que no dia santo do domingo haverei de julgar toda a terra e que serão trazidos à minha presença reis de chefes, ricos e pobres, nus e desavergonhados? Juro pelo meu excelso trono que, se não guardardes o dia santo do domingo, as quartas-feiras e sextas-feiras e as santas e solenes festas, hei de enviar bestas venenosas para que devorem os peitos das mulheres que não amamentam as crianças e lobos selvagens arrancarão seus filhos. [Ai de nós se não guardamos o domingo!] Maldito o homem que não respeita o dia santo de domingo desde a hora nona do sábado anterior até a alvorada da segunda-feira e que não observa a prescrição do jejum e da abstinência toda quarta e sexta-feira. Glorificai meu excelso nome.

E se não fizerdes isto, não acrediteis que vos enviarei outra carta, mas que abrirei os céus e farei chover fogo, granizo, água fervente, porque o homem continua na sua inconsciência. Provocarei espantosos terremotos. Farei chover sangue e azeite em abril. Farei desaparecer toda semente, videira e planta. Finalmente, acabarei com vossas ovelhas e animais. E tudo isto, por causa do dia santo do domingo. Hei de enviar, além disso, bestas aladas para que devorem vossas carnes e digais: Abri os sepulcros, vós que repousais por toda a eternidade, e abrigai-nos da ira do Senhor Deus Todo-Poderoso. Escurecerei a luz do sol e farei sobrevir as trevas, como fiz uma vez com os egípcios, valendo-me do meu servo Moisés. Enviarei o povo dos ismaelitas para que vos escravizem, e com a espada acabarão conosco, dando-vos uma morte cruel. Então chorareis e arrepende-vos-ei. Mas eu virarei meu rosto para não ouvir-vos, por causa do dia santo do domingo. Homens malfeitores, mentirosos, adúlteros, rebeldes, ímpios, injustos, odiosos, traidores, insidiosos, blasfemos, hipócritas, abomináveis, falsos profetas, ateus, inimigos de vossos próprios filhos, espezinhadores da cruz, cobiçosos do mal, desobedientes, charlatães, inimigos da luz e amantes das trevas. Vós que dizeis: Amamos a Cristo, mas desonramos ao próximo e continuamos devorando os pobres. De quantas coisas aqueles que operam tais maldades se arrependerão no dia do juízo! Como a terra não se lhes irá abrir e devorar vivo? Porque executam as obras do diabo e herdarão a condenação juntamente com Satã. E seus filhos desaparecerão da face da terra como o povo. Por minha Mãe imaculada e pelos querubins de muitos olhos e por João, aquele que me batizou, saibas que não foi a mão do homem que escreveu esta carta, mas que ela saiu inteiramente das mãos do meu Pai invisível. [Então essa carta que Jesus discursa sobre o domingo não pode ser, de maneira alguma, desprezada, pois, é a verdade] Se há algum maldoso ou maledicente que negue a origem divina desta carta, terá por herança, tanto ele quanto a sua casa, a condenação, igual à de Sodoma e Gomorra, e sua alma irá ao fogo eterno por não ter dado crédito. O que é impossível para os homens é possível diante de Deus.

Ai do homem que zomba e deprecia o sacerdote, pois não estará desprezando o sacerdote, mas sim a igreja de Deus, bem como sua fé e seu batismo. [e o livro do testemunho da Glória Polo fala disso. Veja como tudo confirma o que aprendemos da Igreja - é preciso respeitar os sacerdotes] O sacerdote, com efeito, roga por todo o povo: por aqueles que o odeiam e aqueles que o amam. Ai daqueles que conversam entre si durante a missa e escandalizam o sacerdote que está orando pelos seus pecados, pois o sacerdote e o diácono rogam pelo pontífice e pelo povo cristão! Ai dos que não honram seus padrinhos, pois ele levou a cruz à tua casa e foi para ti um segundo pai através do batismo! Ai daqueles que não acreditam nas santas escrituras! [ixe] Ai daqueles que ajuntam casa com casa e propriedade com propriedade para não deixar que elas se estendam até o próximo! Ai daqueles que privam os operários de seu salário! Ai daqueles que emprestam seu dinheiro com usura, pois serão julgados juntamente com Judas. Ai do monge que não permanece no seu mosteiro e na Santa Igreja de Deus! Ai do monge que se permite a fornicação! Ai daquele que deixa a sua mulher e se junta com outra! Ai daquele que oferece donativos no templo e está em guerra com o próximo! Ai do sacerdote que celebra a missa estando em briga com seu irmão, pois não está somente celebrando e elevando os santos dons, mas os anjos estão celebrando com ele. Eu, Deus, sou o primeiro. Eu estou também depois de todas estas coisas, e além de mim não há outro. Para onde fugireis da minha face? Onde vos ocultareis? Eu esquadrinho os corações e os rins e conheço bem os ardis dos homens e descobrirei o que está oculto. Mando que todo homem confesse fielmente ao seu pai espiritual o quanto fez desde a sua juventude, pois isto foi dado por mim e por minha santa Igreja para deter os pecados dos homens. Feliz aquele que observou o santo dia do domingo. Eu, Cristo, sou aquele que o abençoou, e será bendito.