Por que Deus não me escuta?

[Complemento da postagem 'Por que Deus não me ouve?' nas palavras de Márcio Mendes, profeta do Senhor e membro da Comunidade Canção Nova, de Cachoeira Paulista. O original se encontra na página de formação da Canção Nova. O que eu não disse naquela postagem está respondido por esse servo de Deus - graças sejam dadas ao Pai, Filho, Espírito Santo pela vida desse homem]

[Aliás, aqui ele vem nos explicar que essa pergunta está errada porque Deus sabe das nossas necessidades. A explicação dele foi perfeita. Boa leitura!]

A oração é necessária não para que Deus conheça as nossas necessidades, mas para que fiquemos conhecendo a necessidade que temos de recorrer a Deus, para receber oportunamente os socorros da salvação

Esta pergunta é tão antiga quanto a religião e ainda hoje insiste em ressoar no coração do homem; é este, inclusive, o motivo da revolta de muitos contra Deus: “O Senhor não me ouve… Deus não quer saber de mim!” Dizer “O Senhor não escuta a minha oração!” equivale a quase dizer: “O Senhor não me ama!” 

As pessoas se revoltam porque lhes custa crer que Deus as ame e que lhes queira bem. Não acreditam que o Senhor as ame o suficiente para atendê-las. Mas Deus nos ama e ama muito! Bem diz o salmista: “A palavra ainda não me chegou à língua, e já, Senhor, a conheceis toda” (Sl 138,4). Ele sabe tudo, sabe do que você necessita e pode lhe conceder muito além do que você pede ou pensa. 

São Basílio Magno ensinava: “Pedes e não recebes, porque a tua oração foi malfeita ou sem fé, sem devoção ou desejo, ou porque pediste coisa que não se referia à tua salvação eterna, ou pediste sem perseverança”. 

A oração é necessária não para que Deus conheça as nossas necessidades, mas para que fiquemos conhecendo a necessidade que temos de recorrer a Deus, para receber oportunamente os socorros da salvação. [é engano, pois, pensar que Deus não nos ouve,, já que Ele sabe até o que pensamos em pensar] Quem pede a Deus, humilde e confiantemente, coisas necessárias para esta vida, ora é ouvido por misericórdia, ora não é atendido por misericórdia; porque o médico, melhor que o doente, sabe do que realmente o paciente necessita. Deus sabe o que é melhor para você mais que você mesmo: “Os pensamentos de Deus são muito mais altos que os meus”. Deus quer o melhor para você porque o ama. [Deus sabe a hora certa de nos atender]

O que acontece então? Por que nem sempre somos atendidos? 

Em primeiro lugar, Deus sabe quando deve nos dar aquilo que lhe pedimos; por isso temos de aprender a esperar e a ser pacientes e perseverantes. [não acontece tudo na hora não. Não porque Deus é lerdo, mas porque Ele sabe o momento certo de nos mandar o maná] Sofre as demoras de Deus, dedicaste a Deus, espera com paciência, a fim de que no derradeiro momento tua vida se enriqueça“. (Eclo 2,3). 

O fato de a nossa oração não ser atendida imediatamente não quer dizer que Deus nos tenha esquecido. Quem n’Ele espera, não se decepciona! 

Uma máxima latina diz que nossa oração é por vezes ineficaz porque nós mali, mala, male petimus, pedidos sendo maus (mali), o que é mau (mala), e de maneira má (male). Queremos que Deus nos atenda, mas não pretendemos abandonar nossas más ações, continuamos com um coração de pedra, cheios de rancor, ódios, invejas… “Um homem guarda rancor contra outro homem e pede a Deus a sua cura! Ele, que é apenas carne, guarda rancor e pede a Deus que lhe seja propício! Quem, então, lhe conseguirá o perdão de seus pecados?” (cf. Eclo 28, 3-5). [Convertamo-nos, pois]

Pedimos também coisas más, por exemplo: pedimos justiça quando, na verdade, queremos vingança, que a pessoa pague pelo mal que nos fez, e tantas outras coisas… Coisas que se Deus nos concedesse, provavelmente, comprometeriam nossa salvação.

E pedimos de maneira má, não como filhos, mas como empregados interesseiros, que se aproximam apenas pelo fato de saberem que seu patrão pode beneficiá-los. [pior que é verdade: oramos a Deus pedindo a desgraça do outro e a prosperidade na nossa casa, na nossa família. Jesus nos ensinou a amar-nos uns aos outros. Se não cumprimos seus preceitos, fica difícil de Ele nos atender porque Deus não vai fazer mal ao outro só porque pedimos...]

Artigo extraído do livro: “Quando só Deus é a resposta”.

Vaticano II, eixo do Magistério de Bento XVI

Rejeita que o Concílio tenha suposto “uma ruptura” na história da Igreja

bertoneROMA, sexta-feira, 30 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- “Alguns sustentam que o Concílio Vaticano II supôs uma nova ‘Constituição’ na Igreja, mas isso é absurdo”, como manifestaram todos os papas até agora, inclusive Bento XVI: assim explicou o cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado Vaticano, em uma conferência sobre o pensamento do Papa Bento XVI, por ocasião do 60º aniversário da fundação do Círculo de Roma, segundo recolhe L’Osservatore Romano em sua edição de ontem. 

O cardeal Bertone afirmou que a tese que uma ruptura entre a Igreja anterior e posterior ao Concílio é “falsa”, pois “a constituição essencial da Igreja vem do Senhor, que se entregou a nós para que pudéssemos alcançar a vida eterna e, partindo desta perspectiva, estamos em situação de iluminar também a vida no tempo e o próprio tempo”. 

Para o purpurado, o Vaticano II gerou “duas interpretações opostas: a da descontinuidade e a ruptura, que obteve simpatia da mídia e de uma parte da teologia moderna”, e “a da reforma e a renovação na continuidade da única Igreja que o Senhor deu, e que é a que está, silenciosamente, mas cada vez de modo mais visível, dando fruto”. 

Portanto, o Papa atual, acrescentou, “inscreve-se a título pleno no grupo de pontífices que disse ‘não’ à hermenêutica da descontinuidade e ‘sim’ à da reforma, tal como explicou João XXIII na abertura do Concílio e confirmou Paulo VI no discurso de conclusão”. 

O cardeal Bertone explicou que o pontificado de Bento XVI é uma “obra ainda em construção” e que é prematuro “fazer um balanço”. Contudo, assinalou que este papa “soube retomar com profundidade e sabedoria pastoral o que o Concílio afirma na Lumen Gentium e na Gaudium et spes sobre a missão da Igreja”. 

Neste sentido, destacou os esforços no serviço à unidade que o atual Papa está levando a cabo, tanto no relativo à reconciliação e à unidade interna da Igreja Católica, como no relativo ao ecumenismo. 

Quanto à unidade interna da Igreja, o cardeal Bertone destacou a transcendência de sua carta aos católicos chineses, o motu proprio Summorum Pontificum e “seu recente gesto com relação aos seguidores de Lefebvre”, explicou. 

Com relação à unidade entre os cristãos, destacou o “diálogo sereno e paciente” que Bento XVI, seguindo o caminho empreendido por João Paulo II, “está levando a cabo com os líderes das igrejas ortodoxas e das demais confissões e comunidades eclesiais”. 

Contudo, acrescentou, “o Papa insiste em que para poder dialogar com a modernidade, é necessário que a fé do cristão seja sólida, e que não se reduza a um mero sentimento privado. Entende-se a importância que tem em seu magistério o fundamento racional da fé e a relação entre fé e razão”. 

Também explicou que no centro de seu pensamento e obra está a constante referência a Cristo, como manifesta sua obra Jesus de Nazaré. 

“Em uma época na qual proliferam publicações sobre Jesus com visões opostas, algumas das quais inclusive retomando antigas teorias esotéricas, Bento XVI nos convida a conhecer a Cristo em sua verdade histórica, para poder encontrá-lo em seu mistério de salvação”, acrescentou. 

Por último, ele se referiu às encíclicas Deus caritas est e Spe salvi e a outros documentos de caráter ético e social, “nos quais surge continuamente a questão da dignidade humana, a defesa da vida, a tutela da família baseada no matrimônio”, como “base de qualquer diálogo sobre valores”. 

O Círculo de Roma foi fundado em 1949 pelo então substituto da Secretaria de Estado, Dom Giovanni Battista Montini, futuro Paulo VI. Esta associação, que tem sua sede na Igreja de Santa Maria in Cosmedin, tem como objetivo favorecer o contato com o mundo cultural e diplomático, assim como impulsionar iniciativas que promovam o diálogo espiritual na cultural atual.

Original em http://www.zenit.org/article-20685?l=portuguese

A fé em Cristo – penhor da salvação

De tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus não enviou o Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por ele. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado; porque não crê no nome do Filho único de Deus (Jo 3,16-18).

jesus54Caríssimos irmãos e irmãs em Cristo Jesus Nosso Senhor, aquele que nos conduz a vida eterna, que a graça e o amor do Pai e o Espírito Santo estejam sempre conosco! Que o Paráclito possa nos ajudar a compreender o que a Sagrada Escritura hoje tem a nos anunciar. Bom, esse trecho da Bíblia é o fundamento principal do cristianismo porque é nele que está o mistério de Cristo, penhor da nossa salvação. Como entender isso? Ora, a resposta está nesses versículos que Jesus declara a Nicodemos. Quem não crê em Jesus não pode ser salvo. A primeira condição e, porque não dizer seleção para a vida eterna está baseada nessa pergunta: ‘Você crê no nome do Filho Único de Deus?’. Se não, então, já estamos condenados, porque não cremos no próprio Deus, o que nega completamente a virtude salvífica da religião.

De tal modo Deus amou o mundo. O Catecismo da Igreja Católica fala sobre o amor de Deus designando sua finalidade na encarnação do Verbo Divino: “O Verbo se fez carne para que, assim, conhecêssemos o amor de Deus” (CIC 458). O amor de Deus por nós é uma realidade, mas muitos, como Tomé, pedem prova desse amor. Durante toda a história da busca do homem por Deus o amor de Deus se manifestou ao povo que lhe era fiel. De fato, a maior prova do amor de Deus é a encarnação do Verbo, mas não é a única. O desejo de Deus de criar o homem já constitui um ato de amor. O apócrifo da Criação do Universo, os manuscritos de Qumran (Mar Morto), dizem o seguinte sobre a criação: “Perfeito em sabedoria, amor e glória, viveu o Eterno uma eternidade, antes de concretizar o Seu lindo sonho, na criação do Universo. Os incontáveis seres que compõem a criação foram, todos, idealizados com muito carinho” (Cap. 1). Tudo o que Deus criou foi tecido com carinho, constituído num belo plano da criação do Universo. Essa atitude cuidadosa demonstra um grande amor de Deus por todas as criaturas.

O próprio fato de Deus cultivar um jardim para colocar o primeiro homem e a primeira mulher designa um ato de um amor muito grande. Se Deus pôs suas criaturas em um lugar tão belo, é porque ele as amava muito. Assim, na caminhada do homem, a presença de Deus é evidente e mostra que Ele está no meio de nós: acontece assim com Noé, Abraão, Judá, Moisés, Josué, Samuel etc. Todos esses homens puderam testemunhar o amor de Deus. Davi, por exemplo, escreveu mais de 150 salmos em honra do amor de Deus: “Louvai ao Senhor porque ele é bom, porque a sua misericórdia é eterna” (Sl 105,1); “Lembrou-se de sua bondade e de sua fidelidade em favor da casa de Israel. Os confins da terra puderam ver a salvação de nosso Deus” (Sl 97,3).

…que lhe deu seu filho único. Um pai que dá o seu filho único para a salvação da humanidade tem que amar muito. É no mistério da encarnação e crucifixão do Verbo Divino que se manifesta por completo o amor de Deus. Dar o filho único (se Ele tivesse mais de um, que teria de extraordinário?) é chegar ao extremo realmente. O apóstolo João ainda conclui: “Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco” (1 Jo 4,9). São João não quer dizer que esta seja a única prova do amor de Deus para conosco. Ele quer nos afirmar que nesse mistério profundo o seu amor se completa, mostrando que não há fronteiras no amor do Pai pelo seu filho.

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Para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. E a plenitude do amor de Deus está contida na fé em Jesus Cristo. Deus envia seu Filho ao mundo para mostrar seu amor e, ao mesmo tempo, dar a salvação àqueles que crerem em seu amor, manifestado em Jesus. Por isso, João chega a afirmar: “Que saibais que tendes a vida eterna, vós que credes no nome do Filho de Deus” (1 Jo 5,13). Para sermos salvos, precisamos crer em Jesus Cristo, a manifestação humana do amor de Deus e a mais pura realização do carinho e do afeto que Deus tem por nós. De fato, se desprezamos o mistério de Jesus, desprezamos o amor de Deus e a sua misericórdia, perdemos, dessa maneira, a nossa salvação. Quem crê em Cristo tem, pois, a vida eterna.

Mas o que é crer em Jesus? “Eis como sabemos que o conhecemos: se guardamos os seus mandamentos” (1 Jo 2,3). Crer em Cristo abrange um amplo campo de definições. Em seu sentido mais superficial, a fé em Cristo não significa nada. Essa fé só passa a ter valor quando demonstramos crer verdadeiramente nele. E isso é um exercício de prática dos mandamentos, não vivendo pela lei, mas pelo Espírito Santo. Não são, pois, os nossos pecados que nos afastam de Deus, mas a nossa insistência em viver uma vida antiga. Ora, Jesus Cristo já morreu por expiação pelos nossos pecados. Isso não significa que devemos pecar deliberadamente. São João nos dá as palavras de perfeita reflexão: “isto vos escrevo para que não pequeis. Mas, se alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1 Jo 2,1). E por que João diz isso? Porque todos somos pecadores. Mas por Jesus Cristo somos purificados! E assim começamos a entender que a fé em Cristo exige a nossa cooperação com o Reino dos céus e isso só é totalmente possível com o Espírito de Deus. Não vivemos pela lei, mas pelo Espírito. Contudo, aquele que vive pelo Espírito, sem perceber, se encaminha à lei. E assim mostramos que cremos em Jesus: quando praticamos os seus ensinamentos.

Deus não enviou seu Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por ele. O mundo, pela falta de Adão, já estava condenado a viver escravo pelo pecado porque deu brechas à entrada do Maligno na vida humana. Mas, em Jesus Cristo, o que era condenação pode virar motivo de regozijo e alegria: basta que creiamos. Deus não enviou Jesus ao mundo para condená-lo, pois, o mundo em si já está, de certa forma, condenado. Ele agora quer converter a condenação em salvação, mas para que isso aconteça é preciso crer nele. E nem todos crêem nele, por isso, já estão condenados. É como se, sem Jesus, já estivéssemos condenados, mas quem crê perde essa condenação e ganha a salvação. Ao que quem não crê, pelo contrário, continua na mesmice e será condenado. Isso não quer dizer que quem viveu antes de Jesus foi condenado. Eles viveram pela lei segundo o que haviam aprendido de Deus naquele tempo, quando o Senhor ainda não lhes enviara um Salvador. Quem vivia pela lei era salvo. A partir de Jesus, tudo muda. A vida ganha um novo sentido, principalmente com a vinda do Paráclito porque, a partir daí, vive-se uma vida nova e é na renovação que acontece a conquista da vida eterna.

É nesse sentido que precisamos analisar e refletir a nossa vida: será que eu creio no amor de Deus e na sua manifestação, Jesus, penhor da minha salvação e a do mundo inteiro? Que Deus nos ajude e ilumine a nossa mente para que compreendamos o seu plano de amor para cada um de nós, sabendo que se não crermos na sua vontade, tampouco nosso anseio de céu será completado. A construção do céu começa em nosso coração, através de nossas atitudes e de nossa fidelidade.

Graça e paz.

Oração do Filho Pródigo

Louvor inicial: Senhor, Deus do Universo, criador do visível e do invisível, o único cheio de amor e de plena bondade, conceda-nos bons olhos para enxergar o que é agradável, boa boca para falar o que é conveniente, bons ouvidos para escutar o que é importante e bom coração para amar ao nosso irmão. Dá-nos, pela graça da misericórdia, não do merecimento, a alegria da esperança concreta que tanto buscamos nesse mundo. Porque és, Senhor, santo e digno de toda adoração, todo louvor e toda veneração. Bem sabemos nós, humildes e pequeninos servos do teu amor, que não temos nada senão muita vontade de agradecer todas as maravilhas que fizeste aos nossos olhos. Sim, Senhor, Deus de Abraão, Isaac e Jacó e Davi, tende misericórdia de mim porque sou pecador.

-Tende piedade de mim, Senhor, porque não sou digno de amor

-Tende piedade de mim, Cristo, porque fui contra a vontade do Senhor

-Tende piedade de mim, Senhor, porque não soube agradecer sua misericórdia!

Dá-me a graça de, em busca da santidade, alcançar graça aos vossos olhos, não por minha conduta, maldita e abominável, mas pela tua infinita bondade, honesta e justa. Amém.

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Louvor da reconciliação: E agora, ó Senhor, Deus Criador, de magnificência extremamente incomparável, dai-nos também deitar-nos em seu colo e termos a graça de sentir um abraço forte de Pai, de um Deus que não analisa mais os nossos pecados que cometemos outrora, mas vê o nosso arrependimento e nos dá outra chance. Quando cheguei-me a ti, meu Deus, pedi que me tratasse segundo a minha abominável conduta, mas, Tu, cheio de bondade, não me perguntaste nem por onde andei, mas abraçaste-me e chamaste-me a uma vida nova, apesar de tudo aquilo que tinha vivido. Agora, Senhor, nada tenho senão vosso amor. Agradecer-te-ei eternamente, meu Deus, porque trataste vosso servo não segundo nossa rebeldia, mas conforme nosso arrependimento. Rendemos-te graças, Senhor, Deus do impossível, glória e louvor a ti!

Louvor da Realidade Divina:

Senhor, Pai Eterno
Perfeitamente Santo
Dai-me a graça de tomar-me
debaixo de teu glorioso manto.

Porque quando bati à porta
Acolheste-me sem pedir identificação
Tu conheces teus filhos, Senhor
Mesmo quando estes caem na perdição.

Conheces minha realidade
E humilhas-me conforme meu orgulho cresce
Enquanto o santo é cumulado de honras
O ímpio, pelo contrário, perece.

Tomas pela mão aqueles que O invocam
E chama a comunhão aqueles que O seguem
Confia sua Igreja aos pecadores
Mesmo que esses, infelizmente, Te neguem.

Exaltas os humildes,
Como a Santíssima Virgem Maria,
Que por uma graça esplendida
Vive em perfeita alegria.

Somos nós, Senhor, os teus servos
Do mundo que hoje te nega
Perdoa-nos, ó Pai, não sabemos o que fazemos
É o pecado que nos cega.

Cuida sempre, Senhor, dos pequeninos
E dos adultos também
Abençoa nossas famílias
Por todo o sempre, amém.

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São João Bosco

Dai-me almas e ficai com o resto, o que importa é juventude santa

Dai-me almas e ficai com o resto, o que importa é juventude santa

Nasceu perto de Turim, na Itália, em 1815. Muito cedo conheceu o que significava a palavra sofrimento, pois perdeu o pai tendo apenas 2 anos. Sofreu incompreensões por causa de um irmão muito violento que teve.

Dom Bosco quis ser sacerdote, mas sua mãe o alertava: “Se você quer ser padre para ser rico, eu não vou visitá-lo, porque nasci na pobreza e quero morrer nela”. Logo, Dom Bosco foi crescendo diante do testemunho de sua mãe Margarida, uma mulher de oração e discernimento. Ele teve que sair muito cedo de casa, mas aquele seu desejo de ser padre o acompanhou. Com 26 anos de idade, ele recebeu a graça da ordenação sacerdotal.

Um homem carismático, Dom Bosco sofreu. Desde cedo, ele foi visitado por sonhos proféticos que só vieram a se realizar ao longo dos anos. Um homem sensível, de caridade com os jovens, se fez tudo para todos. Dom Bosco foi ao encontro da necessidade e da realidade daqueles jovens que não tinham onde viver, necessitavam de uma nova evangelização, de acolhimento. Um sacerdote corajoso, mas muito incompreendido. Foi chamado de louco por muitos devido à sua ousadia e à sua docilidade ao Divino Espírito Santo.

Dom Bosco, criador dos oratórios. Catequeses e orientações profissionais foram surgindo para os jovens. Enfim, Dom Bosco era um homem voltado para o céu e, por isso, enraizado com o sofrimento humano, especialmente, dos jovens. Grande devoto da Santíssima Virgem Auxiliadora, foi um homem de trabalho e oração. Exemplo para os jovens, foi pai e mestre, como encontramos citado na liturgia de hoje.

São João Bosco foi modelo, mas também soube observar tantos outros exemplos. Fundou a Congregação dos Salesianos dedicado à proteção de São Francisco de Sales, que foi o santo da mansidão. Isso que Dom Bosco foi também para aqueles jovens e para muitos, inclusive aqueles que não o compreendiam.

Para a Canção Nova, a Igreja e para todos nós, é um grande intercessor, porque viveu a intimidade com Nosso Senhor.

Homem orante, de um trabalho santificado, em tudo viveu a inspiração de Deus. Deixou uma grande família, um grande exemplo de como viver na graça, fiel a Nosso Senhor Jesus Cristo.

Em 31 de janeiro de 1888, tendo se desgastado por amor a Deus e pela salvação das almas, ele partiu. Mas está conosco no seu testemunho e na sua intercessão.

São João Bosco, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova.

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