Só tem mulher tarada?


Saudações a vós, irmãos, cristãos que conviverão com as impurezas propostas por essa festa abominável chamada ‘carnaval’. A nossa análise nessa semana será embasada em todos os aspectos dessa comemoração e o que ela nos induz a praticar. Hoje, dia 20 de fevereiro, iniciamos a nossa ‘caça às bruxas – Ecclesiae Una’, uma série que vai mostrar a realidade porca do carnaval e as suas tristes origens. Começamos com uma reflexão acerca de uma música que está tocando aí nessa época do ano.

Foi a vez da banda ‘Banana com Cevada’, uma imitação fútil do ‘Chiclete com Banana’ (fútil também), proclamar as músicas que vão tocar nessa festa. Em primeiro lugar, quando se copia alguma coisa de uma futilidade, então, podemos saber que o resultado não pode ser bom. Claro! Jesus nos alertava: “Pelos seus frutos os conhecereis” (Mt 7,20). Bem, você me questiona: Que frutos são esses? Ouça você mesmo.

A música – para não dizer uma palavra mais pesada – se chama: Só tem mulher tarada. A finalidade dela está no seu título. Ela quer dizer que nesse mundo, não há outro tipo de mulher que não seja tarada, ou seja, a mulher (isso, em seu sentido geral) desprezou totalmente a castidade. Bom, é isso que a música fala: que só existe esse tipo de mulher. Mas a música já é, em si, uma falsidade, pois, mente, generalizando essa qualidade para todas as mulheres do mundo.

Não tô entendendo nada, não tô entendendo nada…
Só tem mulher tarada, só tem mulher tarada.

As mulheres do mundo têm uma história de conquistas muito bonita. Desde o direito de votar, o direito de trabalhar até hoje, muitas coisas elas alcançaram, apoiadas pelo nosso bom Deus que, com muito amor e dedicação, concedeu às mulheres mais liberdade, paz, justiça e fraternidade. Por mais que hoje o movimento feminista tenha ganhado um princípio anticristão (o aborto), não podemos desprezar a luta, a raça e o empenho que muitas mulheres tiveram ao longo dos tempos para alcançar suas metas profissionais, conjugais, e até mesmo vitais. Com certeza, elas batalharam muito para chegar até aqui.

Nessa música, tudo o que a mulher é, como pessoa, mãe, mulher, exemplo de personalidade e garra, é minimizado a um adjetivo defeituoso: a mulher é tarada. Resume-se a mulher não ao que ela realmente é, que inclusive não pode ser diminuído, resumido, nem desprezado, mas a um objeto sexual simples, que tem a única finalidade de promover a satisfação sexual masculina.

Vivemos, hoje, infelizmente, num mundo em que algumas mulheres não sabem respeitar seu corpo, sua alma, templos do Espírito Santo de Deus. Existe sim, algumas mulheres que não têm vergonha na cara e, infelizmente, acham que seu corpo é para ser mostrado, usado, desfrutado do prazer carnal, e, por isso, fazem insinuações sexuais, com rebolados sensuais que menosprezam as suas reputações e suas qualidades. Mas, generalizar dessa forma, dizendo que ‘a mulher é tarada’ nos dá uma idéia totalmente desregrada da mulher: ela foi feita para o sexo. Meu Deus! Que loucura!

O que mais me dá raiva não é o que eles dizem das mulheres em geral nessa música. O que me deixa realmente aborrecido é a falta de coragem ou até conformidade que as mulheres criaram com esse seu ‘suposto’ aspecto, a ponto de dançarem essa música e comprovarem o que ela [a canção] critica nelas. É lamentável! Percebo muitas vezes que a culpa dessas letras em músicas não é dos homens que a criam, mas das próprias mulheres! É isso mesmo.

Porque quando lançaram aquela música ‘Ela é dog’, da banda De Corpo Inteiro, as mulheres a dançavam achando normal o fato da canção chamá-las de cachorra, tarada e vadia. Não adianta nada eu aqui reclamar sobre as músicas se as mulheres mesmo, que são o alvo dessa letra, aprovam o tipo de música que ouvem. Pior do que chamar algumas mulheres de taradas, a música fala que ‘só tem mulher tarada’, ou seja, não existe mais mulher casta! Veja que absurdo! Infelizmente, quem pode calar a boca da Banana com Cevada são somente as mulheres. E como elas podem fazer isso? Dançando essa música é que não vai ser…

É preciso, então, parar de aprovar essa música, ou seja, parar de dançá-la e parar de ouvi-la. É preciso tirar o mal pela raiz e isso começa quando as mulheres decidirem recomeçar uma revolução que mostre o que há de bonito na mulher, contanto, que ela mude, para que assim, os homens não tenham nada a falar a seu respeito.

Rezemos pelas mulheres do mundo inteiro que, no dia 8 de março próximo, celebram o dia internacional delas. Rezemos pelo mundo inteiro.

Graça e paz.

7 comentários sobre “Só tem mulher tarada?

  1. O senhor me desculpe mais tudo isso é grosseiro… A banda não ofende a igreja e nem blasfema o nome de Deus! Pra q isso tudo então! Se a Mulher se dá ao respeito, não vai ser uma musica tocada por uma banda “fútil” como o sr mesmo disse! O que é interessante pra vc pra outra pessoa pode ser Fútil! Então com tanta gente precisando de ajuda, passando fome…o sr vai se importar com uma música que “ofende” a mulher! Ah…

  2. Não é calar irmãozinho… é respeitar o “livre arbítrio”…
    Respeitar as pessoas, vc pode pregar a santidade sem sequer denegrir a imagem de alguém!

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