Campanha “Escolhe a VIDA”

Lançamos hoje, dia 6 de março de 2009, a Campanha Escolhe a VIDA, que tem a função de promover, por meio de posts e de protestos, a vida, condenando, dessa forma, todos os tipos de aborto. Convidamos vocês, de todos os blogs desse país a levantar essa bandeira conosco para proclamar que TODOS TÊM DIREITO A VIDA. Vamos lutar por essa conquista!

escolhe-a-vidaRegulamento da Campanha:

1. Para que seu blog ou seu site participe dessa Campanha, basta que ele poste essa imagem em um dos seus posts e que faça uma campanha contínua contra o aborto.

2. “Escolhe a vida” é apenas um rótulo e não significa que todos os defensores da vida devam usá-lo. Só usa quem quer formalizar seu protesto contra o aborto de uma forma coletiva, juntando os bloggeiros desse país numa corrente pelo amor e pela vida! 

Ao mais, estamos promovendo sempre a paz e buscamos continuar nessa caminhada.

Grato,

Everth Queiroz Oliveira.

A máscara dos tradicionalistas

Os tradicionalistas anti-Vaticano II insistem em dizer que o Concílio Vaticano II promoveu uma ruptura com o Magistério da Igreja e afirmam que nele há heresias. Sabemos que quem incentiva heresias é um herege. Existem, então, no mundo católico, segundo os tradicionalistas, muitos hereges; entre eles, o próprio Papa Bento XVI, defensor do Magistério da Igreja e, consequentemente, do Concílio Vaticano II.

Por trás desse discurso tradicionalista há um sedevacantismo disfarçado. Sim, porque Joseph Ratzinger, sua Santidade o Papa é claramente pró-Vaticano II, o que não poderia ser diferente, já que ele está do lado da Igreja. Provas? Abaixo:

“Ainda que seja verdade que a Igreja Católica não nasce com o Concílio, é verdade também que a Igreja, renovada pelo Concílio, não é uma Igreja diferente, mas a mesma Igreja de Cristo, fundada sobre os apóstolos, garantida pelo sucessor de Pedro e, portanto, parte viva da tradição” (Bento XVI defende Concílio Vaticano II e condena negacionismo antissemita).

O Veritatis Splendor também já mostrou muitas opiniões do Papa sobre o Vaticano II:

“Por conseguinte, também eu, ao preparar-me para o serviço que é próprio do Sucessor de Pedro, desejo afirmar com vigor a vontade decidida de prosseguir no compromisso de actuação do Concílio Vaticano II, no seguimento dos meus Predecessores e em fiel continuidade com a bimilenária tradição da Igreja.” (Primeira mensagem de Sua Santidade Bento XVI no final da Concelebração Eucarística com os Cardeais Eleitores na Capela Sistina, Quarta-feira, 20 de Abril de 2005)

“Exorto-vos a rezar juntamente comigo à Virgem Maria, para que ajude todos os crentes em Cristo a manter sempre vivo o espírito do Concílio Vaticano II, a fim de contribuir para instaurar no mundo aquela fraternidade universal que responde à vontade de Deus sobre o homem, criado à imagem de Deus.” (Angelus, Domingo, 30 de Outubro de 2005)

Leia o artigo para ver ainda o que o Papa fala sobre o Vaticano II: só coisas boas. O Papa é, portanto, e obviamente a favor do Concílio Vaticano II. Só não vê quem não quer. Ora essa, as palavras do Papa nesses discursos podem até não ter sido infalíveis, mas será que o Papa ia insistir tanto no mesmo assunto com a mesma opinião se isso não fosse verdade? Será que o Papa ia persistir num erro? Certeza que não.

Assim sendo, aquele que vai contra o Vaticano II, ou que afirma que ele foi herético, afirma também que o Papa, apoiando o CV II, é um herege, logo é um sedevacantista.

Vamos abrir os olhos com o que esses tradicionalistas, ‘lobos disfarçados’, querem nos propor como catolicismo. Ser católico é obedecer ao que nos propõe a Santa Sé e o Papa. Será que indo contra um Concílio da Igreja e contra o que o Papa diz alguém está sendo católico? Não. Pelo contrário, quem pratica essa heresia sedevacantista é um herege. Professor Orlando Fedeli explica isso:

O sedevacantismo é condenável sempre, porque necessariamente todo sedevacantista é cismático, se não herege. (Sedevacantismo – Montfort)

Saúde promove palestra sobre Aids e uso de preservativos na CNBB

Sabendo que a CNBB é a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, poder-se-ia esperar que ela condenasse o uso de preservativos e indicasse à população uma sexualidade na vida cristã. Mas, o que infelizmente tive que ver foi isso:

No próximo dia 07 de março, a Secretaria de Saúde de Cuiabá, fará palestra sobre DST/Aids na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), no bairro Alvorada. A palestra será ministrada por Soraia Maciel, coordenadora do programa DST/Aids no Município de Cuiabá. A atividade é dirigida aos representantes da Pastoral da Aids, um núcleo que abre espaço para discussão sobre prevenção e o uso de preservativos, hoje condenado pela igreja católica.

Durante o evento, será apresentado um balanço geral da Aids em Cuiabá, com retrospectiva a partir de 2005, e as estratégias da Secretaria para combater a doença. Além disso, haverá uma apresentação de estatísticas sobre as doenças e o perfil das populações vulneráveis.

Fonte: 24 horas news

Ora essa, se é condenado pela Igreja Católica, o que a CNBB está fazendo no meio dessa palestra? Espero que esteja lá para promover um debate e tentar mudar a idéia dos que defendem o uso de preservativos. Se não for, é uma atitude realmente lamentável por parte da CNBB. Acho que pastoral é ligada a Igreja. A Pastoral da AIDS então deveria estar ligada ao pensamento da Igreja, mas essa pastoral infeliz “abre espaço para discussão sobre prevenção e o uso de preservativos”. Vamos orar pela CNBB e pela tão ‘instruída’ pastoral da AIDS.

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Estado de Washington legaliza amanhã suicídio assistido

Um novo e perigoso assalto à cultura da vida, segundo os bispos

WASHINGTON, quinta-feira, 5 de março de 2009 (ZENIT.org).- «Um novo e perigoso assalto à cultura da vida»: assim reagiram os bispos do Estado de Washington à introdução prevista para amanhã, 6 de março, da Initiative 1000, a legalização do suicídio assistido para pacientes terminais.

Washington se converte assim no segundo Estado americano, depois de Oregon, a legalizar esta prática, que «permite aos pacientes com uma expectativa de vida diagnosticada inferior a seis meses, que seja prescrita uma dose mortal de medicamentos». 

A lei foi aprovada por referendum popular em 4 de novembro passado e exige que o paciente seja maior de idade, esteja em posse de suas faculdades mentais e resida no Estado. 

Prevê também que se estabeleça um registro anual de suicídios por este procedimento, assim como regula a objeção de consciência de médicos e hospitais, que podem, por razões éticas, negar-se a realizá-lo. 

Os bispos católicos de Washington mostraram reiteradamente sua oposição à Initiative 1000, especialmente através da carta Respecting Life at the End of Life, que foi publicada por ocasião do referendum. 

Nela advertem que esta lei supõe uma ameaça «especialmente para as pessoas vulneráveis, que estão em risco de marginalização por causa da concepção individualista e utilitarista da vida», sobretudo «as pessoas idosas, os que carecem de assistência médica adequada, os deficientes e os que não têm apoio familiar».  

«Converter o suicídio em uma opção médica que pode exercer-se sem consultar a família e os amigos altera radicalmente a relação médico-paciente» e também «pode colocar a decisão sobre a vida e a morte nas mãos das companhias de seguros, que poderiam ser motivadas apenas pelo lucro, e não pelo interesse do paciente», acrescentam.

Bispo esclarece que aborto é causa de excomunhão automática

Dom José Cardoso Sobrinho - Arcebispo metropolitano de Olinda e Recife

Dom José Cardoso Sobrinho - Arcebispo metropolitano de Olinda e Recife

Da Redação

O arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, se pronunciou hoje, 5, sobre o caso da menina que ficou grávida aos 9 anos violentada pelo padrasto em Recife e que por autorização da mãe, teve a gestação interrompida. Internada na última terça-feira, 3, ela recebeu doses de um medicamento para interromper a gravidez.

Em entrevista à Canção Nova, o arcebispo mostrou-se mais uma vez contrário ao aborto, já que o Código de Direito Canônico diz que todos aqueles que conscientemente se envolvem num processo de interrupção da vida, como neste caso, estão automaticamente excomungados da Igreja Católica.

Dom José também ressaltou que a excomunhão não é algo irreversível. Basta que a pessoa se arrependa e procure se confessar com um bispo.

noticias.cancaonova.com - O que é a excomunhão?

Dom José Cardoso - A excomunhão é uma penalidade grave e significa que a pessoa que cometeu determinado delito está excluída, não está em comunhão com a Igreja. Ou seja, não pode receber os sacramentos antes de se arrepender e pedir perdão. E não é uma expulsão da Igreja para sempre. Existem tantos pecados graves pelo mundo inteiro e não é aplicada a excomunhão. Por exemplo: um homicídio, como acontece todos os dias, é um pecado gravíssimo, mas não está excomungado.

A Igreja, pensando nos bens espirituais, considera o aborto gravíssimo e, então, estabeleceu essa penalidade. É importante recordar que se trata de uma penalidade automática, uma sentença já proferida. Estou insistindo isso porque, infelizmente, difundiram pelo Brasil afora, que Dom José Cardoso excomungou a menina de 9 anos. Tudo é falso. Eu não excomunguei ninguém. Quem excomungou foi a Lei da Igreja.

Está escrito no Código de Direito Canônico que qualquer pessoa que comete o aborto está automaticamente excomungada. Então, simplesmente eu expus isso para lembrar que não é somente esse caso aqui de Recife. Nós sabemos que, no Brasil, infelizmente acontecem, a cada ano, 1 milhão de abortos. É um absurdo. Eu simplesmente relembrei esta lei.

noticias.cancaonova.com - Em quais casos a excomunhão é prevista pela Igreja?

Dom José Cardoso - A Doutrina Moral da Igreja procura catequizar e preparar os fiéis para viverem de acordo com a Lei de Deus. Nós estudamos o Catecismo da Igreja Católica, aprendemos os Dez Mandamentos e o 5º Mandamento diz “Não matar”. Isto é, nenhum ser humano tem direito de tirar a vida de outro.

Agora tratando-se de tirar a vida de um inocente que ainda não nasceu, o caso do aborto, a Igreja diz que é um delito muito mais grave e, por isso, a Igreja estabeleceu para este delito esta pena de excomunhão, que se chama “master sentença”, quer dizer é automática, já incorreu.

Quando alguém na sociedade comete um crime, digamos um assalto, um homicídio, não está na mesma hora punido, não. Ele vai ser colocado na prisão, vai ser um processo e, no final, o juiz determina e aplica a pena. Isto na sociedade do mundo inteiro.

Agora, dentro da Igreja, porque nós acreditamos na vida espiritual, a autoridade eclesiástica tem este direito de aplicar uma pena automática, que se chama excomunhão, quer dizer, excluído da comunhão com a Igreja. Mas também, esta penalidade não é para a vida eterna, não, a pessoa tem possibilidade de voltar, de se converter e a Igreja absolve.

Quer dizer, é uma lei da Igreja que, eu gostaria de lembrar, também está escrita no Código de Direito Canônico e está explicada no Catecismo da Igreja Católica* (CIC), este livro tão importante que o Papa João Paulo II colocou em nossas mãos. Qualquer pessoa, bem instruída em religião, vai encontrar no Catecismo da Igreja Católica o que estou dizendo agora, escrito para todos os fiéis do mundo.

noticias.cancaonova.com - Como o senhor avalia a interpretação dada pela imprensa sobre este caso?

Dom José Cardoso - Estão dando uma interpretação errônea. Estão dizendo que eu excomunguei e, isso é totalmente errôneo. Eu simplesmente expliquei, declarei o que aconteceu: “Que quem comete o delito do aborto, está automaticamente excomungado”. Mesmo que ninguém soube, está excomungado.

Quando ele se aproximar da Igreja para receber o perdão e confessar o cometido, o padre ou o bispo poderá absolver primeiro da excomunhão e depois do pecado. Este é o sistema da Igreja desde o começo, desde o primeiro século**. E está tão bem explicado neste livro maravilhoso chamado Catecismo da Igreja Católica.

Quem está contra o Vaticano II

Retirado do Blog do Padre Elílio

Hans Küng, famoso e controvertido teólogo suíço, volta a contestar e criticar amargamente o Sucessor de Pedro. Suas invectivas contra Roma são já conhecidas desde tempos remotos. Recentemente (25/2/2009), publicou-se uma entrevista sua no jornal Le Monde, em que diz que a Igreja, com Bento XVI, corre o risco de se tornar uma seita.

Não quero dizer que é ilegítima toda e qualquer crítica à autoridade eclesiástica. Conhecemos já pelo texto bíblico a contestação que São Paulo fez à atitude discriminatória de São Pedro para com os pagãos em Antioquia. A crítica, pois, desde que seja justa, criteriosa, movida por amor à Igreja e com o devido respeito, é possível. Mesmo em se tratando do Papa, pois que a infalibilidade papal, na qual a fé católica nos manda crer, requer condições bem definidas para se exercer, de modo que o Papa não é infalível sempre e em qualquer ato seu.

Entretanto, sinceramente, não vi na entrevista de Küng nem respeito, nem justiça, nem muito menos amor. O teólogo suíço parece mostrar todo seu rancor contra a instituição eclesiástica, que, a justo título, proibiu-lhe, nos tempos de João Paulo II, o ensino em nome da Igreja, pois que já não representava a teologia católica.

O problema central que move as acerbas críticas de Küng é relativo à concepção de Igreja. É um problema eclesiológico. É relativo, para colocar o dedo na ferida, à interpretação do Concílio Vaticano II. Sua irritação, em última análise, não se deve simplesmente ao fato de o Papa ter levantado a excomunhão dos quatro bispos lefebvrianos, entre eles o polêmico Dom Williamson. Deve-se, antes, ao que isso manifesta e representa.

E o que o levantamento da excomunhão representa? Na visão de Hans Küng, representa a desvalorização do Vaticano II, tal como interpretado por ele:

Para mim é escandaloso que, no cinqüentenário do lançamento do Concílio por João XXIII (janeiro de 1959), o Papa não tenha feito o elogio de seu predecessor, mas tenha optado por suspender a excomunhão de pessoas opostas a esse Concílio”, disse. Küng vê em Bento XVI um opositor da modernidade e da reforma que o concílio trouxera à Igreja: “No fundo, Bento XVI tem uma posição ambígua sobre os textos do Concílio, porque ele não se sente cômodo com a modernidade e a reforma. Ora, o Vaticano II representou a integração do paradigma da reforma e da modernidade na Igreja católica. O Mons. Lefebvre nunca a aceitou, e seus amigos na Cúria também não. E nisso Bento XVI tem uma certa simpatia pelo Mons. Lefebvre.

A meu ver, tudo se resume na questão: Qual o verdadeiro Concílio Vaticano II? Tanto os lefebvrianos quanto Küng consideram que o concílio significou uma ruptura na vida da Igreja. Nisso eles estão de acordo. Com uma grande diferença, é claro. Enquanto Küng vê essa ruptura como algo bom e desejável, os lefebvrianos a vêem como uma traição à mais legítima Tradição católica. Na verdade, ver o concílio como ruptura, como introdução de uma nova Igreja, é o grande erro de ambas as partes.

Nenhum concílio pode, por natureza, transformar-se simplesmente numa Assembléia Constituinte, porque a Igreja não está entregue aos Padres conciliares como se eles fossem deputados da vontade popular e tivessem, assim, autonomia para legislar e provocar rupturas fundamentais. São, antes, administradores do que vem do Senhor. A Igreja possui uma constituição fundamental imutável que lhe foi dada por Cristo mesmo. Assim, os Padres conciliares jamais poderiam mudar a Igreja, provocando uma ruptura com o passado, como querem tanto os lefebvrianos como os progressistas ao estilo de Küng; ninguém lhes podia ter dado esse mandato. É o que ensinou Bento XVI quando, em seu discurso à Cúria, em 2005, por ocasião das festas natalinas, falava sobre os 40 anos do encerramento do concílio:

Os Padres não tinham tal mandato e ninguém lhos tinha dado; ninguém, afinal, podia dá-lo porque a constituição essencial da Igreja vem do Senhor e nos foi dada para que pudéssemos chegar à vida eterna e, partindo desta perspectiva, conseguimos iluminar também a vida no tempo e o próprio tempo.

Hans Küng quer que a Igreja se transforme cada vez mais ao sabor dos tempos e dos gostos. Não lhe interessa muito perguntar se algo nos vem do Senhor e, por isso, deve permanecer inalterado. E o atual Papa é muito cioso da Tradição da Igreja, porque tem a clara consciência de que nem tudo na Igreja é obra e decisão humana. Há algo colocado pelo Senhor mesmo. Por isso, disse uma vez, quando ainda era Cardeal:“Reforma verdadeira não significa tanto um atarefar-se para erigir novas fachadas, e sim procurar fazer desaparecer, por todos os modos, aquilo que é nosso, para que apareça melhor o que é Seu, do Cristo”.

Do fato de que a constituição fundamental da Igreja vem do Senhor, segue-se o seguinte: Se houver na Igreja um evento fundador de uma nova religião, ou que pretenta anular a Igreja de sempre para colocar uma nova, totalmente distinta, em seu lugar, esse evento não deve contar com a aquiescência dos católicos, ainda que ele seja um concílio. Seria um falso concílio.

Nesse, sentido, Bento XVI tem combatido grandemente uma mentalidade, que se instalou em muitos ambientes eclesiais e que tem feito grande mal à causa do Evangelho, segundo a qual o Vaticano II deu-nos carta branca para fazer da Igreja o que julgarmos melhor. E é essa posição clara e firme do Santo Padre que lhe atrai tanto ódio daqueles que vêem na Igreja, antes de tudo, um grande canteiro de obras simplesmente humanas. E essa mesma justa posição o faz, evidentemente, mais próximo dos lefebvrianos do que de Küng, uma vez que os lefebvrianos, embora tenham dificuldades com o Vaticano II (que se quis simplesmente pastoral) – o que precisa ser superado-, não chegam a negar dogmas da fé, enquanto Küng já o fez (veja-se o questionamento lançado pelo estudioso contra a infalibilidade papal). O levantamento da excomunhão, além de ser um ato de misericórdia do Santo Padre para com os lefebvrianos, mostra que Bento XVI sabe ver onde existe um profundo amor sobrenatural pela Igreja, Esposa de Cristo, ainda que esse amor precise ser corrigido em certos aspectos.

Quanto ao verdadeiro Concílio Vaticano II, tanto Bento XVI como seus predecessores que governaram a Igreja nos tempos pós-conciliares, a saber, João Paulo II e Paulo VI (que, sucedendo a João XXIII, deu continuidade ao concílio e conduziu três de suas quatro sessões), nunca o viram como uma ruptura na vida da Igreja, mas, sim, como uma renovação na continuidade da Tradição. O concílio quis apresentar de maneira nova a doutrina de sempre, sem alteração ou modificação de significado. Das atas conciliares pode-se colher a intenção dos Padres, que não era a de negar o passado nem a de fundar uma nova Igreja. Nenhum ensinamento autorizado da Igreja apresentou o Vaticano II como ruptura. E como vimos, nenhum concílio, por natureza, pode apresentar-se como ruptura. Quem é, então, que está sendo infiel ao concílio? Bento XVI ou Küng?

Padre Elílio de Faria Matos Júnior 

Jabor e os excomungados de Olinda

Arnaldo Jabor não conseguiu respeitar nem um minuto de silêncio pelo assassinato das duas crianças. Assim como Pelajo, a apresentadora do Jornal da Globo, ele preferiu chamar o aborto, que é um assassinato, de ‘interrupção da gravidez’ e nem considerou a vida dos gêmeos, frutos de um estupro, mas filhos de Deus. A atitude criminosa do pai (o estuprador) não pode justificar a morte de duas crianças. Infelizmente, Jabor não entendeu isso e chegou ao extremo de dizer que Deus não está do lado de Dom José Cardoso Sobrinho, ou seja, ele disse, em outras palavras que Deus não está do lado da Igreja, o que é lamentável de se ouvir.

Esse caso de aborto que aconteceu em Pernambuco, por mais raro que seja, é muito complicado e polêmico e deve sempre ser levado em conta tanto pelas ONGs feministas, quanto pela própria Igreja. É momento de reflexão para ambos: para aqueles católicos pelo direito de decidir e às feministas abortistas. O valor de uma vida não pode ser desprezado só porque essa vida foi fruto do mal ou da corrupção. Jabor, infelizmente, esqueceu-se disso (o que não é surpresa) e veio novamente atacar a Santa Igreja. E foi com as seguintes palavras que mais uma vez Jabor se mostrou ignorante:

Lá do fundo da Idade Média, esse arcebispo (Dom José Cardoso) declarou: “A lei de Deus está acima de qualquer lei humana”. Mas quem fez as leis de Deus senão homens, como bispos e papas…? Foi uma lei de Deus como quando queimaram mulheres vivas como a Santa Joana D’Arc? Esse pensamento dogmático, inquisitorial, só afasta a Igreja Católica do mundo moderno. Nós tivemos papas progressistas e bons, como João XXIII ou João Paulo II, que era conservador, mas amava os desvalidos. Logo agora que a história está tão cruel, agora que os homens precisam de uma religião protetora, agora que precisávamos da doçura da igreja, temos os olhos frios de Bento XVI. Daí o sucesso de exploradores dos pobres, como tantos bancos de dízimos, os supermercados da fé… A Igreja é contra anticoncepcionais, é contra o homossexualismo, é desatenta para tantos casos de pedofilia que surgiram entre padres, assim como foi vacilante no caso daquele bispo que disse outro dia que não houve holocausto de judeus. Os excomungados de Olinda não devem ter medo. Deus está vendo e está com eles. Certamente não está com esse inquisidor, o arcebispo José Cardoso Sobrinho.

Segundo Jabor, a idéia de que a lei de Deus está acima de qualquer lei humana é algo antigo, retrógrado e atrasado, ‘da Idade Média’, algo ruim, do tipo idade das Trevas. Aí muitos imaginam o Papa com uma colher de pau na mão misturando a sua ‘poção maligna’ e soltando aquela risada fantasmagórica e dizendo: A lei humana é completamente inferior à Lei de Deus – Mua-ha-ha. É importante sempre lembrar o que Deuteronômio nos pregava (e ainda prega): “Escolhe a vida” (30,19). Escolher a vida, Arnaldo Jabor, é decidir entre deixar os gêmeos viver ou morrer. Bem que o arcebispo da idade das Trevas tentou induzir os familiares da criança a escolherem a vida, mas foi inútil porque a ignorância do homem e a sua lei é bem inferior (mesmo!) à lei de Deus.

Ele diz: Quem fez as leis de Deus senão homens, como bispos e papas? Sem querer (ou com a finalidade de se contradizer) Jabor diz que a lei de Deus está na Igreja Católica, que proíbe o aborto em todas as suas formas. Depois diz que Deus não está com a Igreja, ou seja, se diverge totalmente. Este pensamento só afasta a Igreja do mundo moderno. Errado: o que afasta a Igreja do mundo moderno não é o pensamento divino da Igreja, mas o pecado fraudulento do mundo, que impede o homem de se achegar a Deus. E quem disse que a Igreja quer se aproximar das canalhices que essa sociedade anda pregando por aí, com discursos ideológicos totalmente errados e distorcidos e que só sabem incentivar a morte? A Igreja quer se aproximar é do povo, mas enquanto o povo não mudar de conceitos, então, o povo vai se afastar cada vez mais da Igreja.

Depois, lamentavelmente, Jabor diz que João Paulo II e João XXIII foram progressistas, pessoas conservadoras, mas que amavam os desvalidos, ao contrário de Bento XVI. Jabor diz que o Papa atual é frio, malvado, rancoroso, enfim, atribui a Bento XVI características que definitivamente não lhe são merecidas. Mas, já que a intenção é falar mal do Papa, por que não aumentar um ponto, não é? Já que a intenção é, apesar de cair em contradição logo no começo de seu fútil discurso, a de falar que Deus não está com a Igreja, por que não mentir um pouquinho? Só que isso custa caro, assim como custa caro afirmar que a camisinha é uma beleza, que o homossexualismo não é nada demais e que a Igreja não se preocupa com os casos de pedofilia que acontecem no clero.

Os excomungados de Olinda não precisam ter medo se arrependerem-se. Se isso não acontecer, Deus, que tudo vê, estará com aquele que está a favor da vida, e não da morte.

É preciso levantar aqui um fato interessante: os excomungados de Olinda sofreram excomunhão latae setenciae, ou seja, automática. Quem excomungou os familiares e os médicos não foi o arcebispo Dom José, mas as suas atitudes. Então, se tem alguém que é inquisidor, esse alguém é a Igreja, aquela que você afirmou, caro Jabor, há algumas linhas atrás, ser responsável pela escrita da lei de Deus. É… Deus está a favor não só da vida, mas da verdade. E, sem dúvida, a verdade não é essa que você indevidamente prega ‘em nome de Deus’.