Estatísticas do mês de Abril

Esse mês só posso agradecer a Deus as graças que esse blog recebeu. Pelo poder do nome do Nosso Senhor Jesus, alcançamos metas inesperadas e que serviram para nós de grande aprendizado. Foi o mês que tivemos mais visitas – estamos só aumentando: 5312 visitas! É um recorde que nunca esperávamos alcançar. Senhor, obrigado por isso. O dia em que tivemos mais visitas foi em 2 de abril, com 233 visitas.

Chegamos, enfim, no total geral de visitas tanto do blog Ecclesia Una quanto do Mater Misericordiae (antigo Bein’Better Blog), de 12718 visitas (E.U.) + 7222 (M.M.), ou seja, 19940 visitas! Estamos chegando às 20000 visitas! Isso é uma vitória de Deus que hoje proclamamos com fervor. Continuem visitando – imploro – e divulguem essa obra de evangelização.

* * *

Posts mais visitados no blog: O mistério da Última Ceia, com 203 visitas; A Igreja e a Eutanásia, com 191 visitas; A vaidade de Fábio de Melo, com 190 visitas; Imagens de Crianças abortadas, com 181 visitas; A vaidade de Fábio de Melo – considerações, com 159 visitas; Maria, peregrina na fé, estrela do 3º milênio, com 135 visitas.

Artigo mais popular na Internet: Católico pode ser demolay? (disponível em vários sites católicos).

Abraços.

Postado em Sem categoria | Marcado

Virtudes sacerdotais – Sta. Catarina de Sena

[Aproveitando a ocasião do Ano Sacerdotal, conclamado pelo Papa Bento XVI nesse Dia Mundial das Vocações, e do dia em que celebramos Santa Catarina de Sena - hoje :D - posto aqui uma carta de Santa Catarina falando sobre a pureza dos sacerdotes de Deus. É importante notar o quanto Deus, ao revelar à Catarina a necessidade das virtudes sacerdotais, enfatiza que "os sacerdotes sejam santos". Ele chega a dizer que possuem maior dignidade que os anjos! Oh, faço o apelo que publiquei há alguns dias atrás para os padres uma verdadeira urgência nos dias de hoje: "MUDAI DE VIDA, SACERDOTES!"]

(28.6.4 – Visão de Catarina sobre a impureza)

Virtudes sacerdotais

“Filha querida, disse tais coisas para que melhor compreendas a dignidade dos meus ministros e chores com mais amargor os seus pecados. Se os ministros meditassem sobre a própria dignidade, não viveriam em pecado mortal, não manchariam sua alma. Se eles não me ofendessem, se não pecassem contra a própria dignidade, se não entregassem até o corpo para ser queimado, mesmo assim não me agradeceriam suficientemente pelo dom que receberam. Neste mundo é impossível uma dignidade maior. São ungidos meus, meus cristos, postos por mim na função de ministros, flores perfumadas na hierarquia da santa Igreja. Nem os anjos possuem dignidade igual a esta concedida aos homens, na pessoa dos sacerdotes.

Coloquei-os como anjos na terra, e como tais devem viver. De todos os homens exijo pureza e amor; todos devem amar-me e amar o próximo; todos devem socorrer o irmão naquilo que lhes for possível com orações e obras de caridade, assim como já disse em outro lugar, ao tratar desse assunto. Mas dos meus ministros peço pureza maior, maior amor por mim e pelos homens. Que distribuam o corpo e sangue do meu Filho com grande desejo da salvação da humanidade, para glória do meu nome. Da mesma forma como eles querem limpo o cálice usado no sacrifício eucarístico, também eu quero que sejam puros os seus corações, suas almas, seus pensamentos. Igualmente seus corpos – instrumentos da alma – hão de ser possuídos em perfeita pureza. Não quero que se envolvam na lama da luxúria, nem que se mostrem inflados de orgulho na procura de cargos prelatícios ou cheios de rancor por si mesmos e pelos outros. A insatisfação pessoal costuma manifestar-se sobre os outros; quando impacientes, os ministros terminarão dando maus exemplos, não se preocuparão em livrar os homens das mãos do demônio, não se dedicarão com esforço ao ministério do corpo e sangue do meu Filho, não distribuirão a luz da eucaristia na forma explicada.

Filha querida, compreendes quanto o pecado contra a natureza me desagrada em qualquer pessoa; mas entenderás também que muito mais me desgosta quando é praticado por aqueles que escolhi para a vida de continência. Uns abandonaram o mundo e se fizeram religiosos; outros são diocesanos.  Entre eles acham-se os ministros. Jamais entenderás como tal vício, cometido por eles, ofende-me muito mais do que quando feito pelos leigos em geral e pelos leigos consagrados. Os ministros são lâmpadas colocadas sobre o candelabro e devem iluminar pelo ministério eucarístico, pela virtude, pelo bom exemplo. Mas de fato espalham a escuridão. Vivem na escuridão. Por causa de sua soberba e impureza, nada entendem das Escrituras, a não ser em sua veste exterior, literária.

[Santa Catarina de Sena, rogai por nós!]

Amar o semelhante

Amar o outro: eis a maior dificuldade que o cristão encontra em sua caminhada. Entre grandes experiências de amizades, descobrimos muitas vezes eternos amigos, pessoas com quem podemos realmente contar. Mas, ao mesmo tempo, encontramos aqueles com quem não muito simpatizamos muito principalmente por causa das barreiras ideológicas que existem entre nós e nossos amigos. Dessa forma, o mandamento de Jesus – Amai-vos uns aos outros – torna-se o maior desafio do cristianismo.

Só que, para amarmos, existe a necessidade de conhecer o conceito de amor. É preciso questionar: o que é amar? O amor, em um sentido mais superficial, significa “gostar muito de uma pessoa”. Mas, para descobrir o verdadeiro valor desse sentimento, é preciso aprofundar-se principalmente no que um grande especialista sobre o assunto, Jesus Cristo, pregava. Vamos iluminar o amor do sentido cristão. Amar, no cristianismo, é dar a vida pelo irmão, não se preocupando com o que ele estritamente é ou deixa de ser. Jesus morreu por todos nós, sem exceção, quando ainda éramos pecadores.

Porém, é preciso identificar que o amor e a verdade estão ligadas de tal forma que uma não tem consistência sem a outra. Amar sem dizer a verdade não é amar, mas querer preservar a imagem da amizade, e isso não é amor. Amor exige sinceridade, respeitando sempre – e obviamente – os limites do respeito. É preciso pregar a verdade ao nosso semelhante, no entanto, sem obrigá-lo ou deixar de gostar dele caso não aceite nossa ideologia. Porque gostamos do outro não por aquilo que ele é, mas por aquilo que Jesus nos propõe a sermos: construtores da justiça social e da fraternidade.

Se amamos o outro pelos seus defeitos ou qualidades, pelo que o irmão nos tem a oferecer ou pelo que ele representa em nossa vida, amamos não a pessoa que está ao nosso lado, mas a sua imagem. Tanto é que, quando acontece algo ruim relacionado àquela pessoa e ficamos decepcionados, ou seja, nossa consciência rompe com aquela imagem que tínhamos do outro, acabamos, infelizmente, “desamando”, como se isso fosse possível. O amor é muito mais que isso e deve ser especialmente vivido por nós, que somos cristãos porque, se nós, católicos, vivermos o que nos pede Jesus e Santa Sé aqueles que não seguem o que prega o Rabi verão o nosso exemplo e converter-se-ão.

Mundo mais feliz depende de cada um de nós, que constituímos parte dessa imensa criação do Senhor. Invoquemos sua misericórdia para que derrame sobre nós o seu amor.

Graça e paz.

E quando bate o desânimo espiritual?

Por Denis Duarte (disponível na Canção Nova Formação)

Encontramo-nos novamente para conversar um pouco mais sobre a vida espiritual. No texto anterior vimos que, para que haja uma vida espiritual, é preciso que aconteça uma luta. Vimos a importância dessa luta e que sem ela não há espiritualidade. Elas – a vida e a luta espiritual – estão ligadas.

Seguindo esse raciocínio, vamos pensar sobre os momentos nos quais desanimamos na nossa vida espiritual, na maioria das vezes, justamente por causa dessas lutas interiores que precisamos travar e porque, às vezes, somos derrotados nesses duelos.

São Paulo nos diz na Carta aos Filipenses no capítulo 3 versículo 16: “Contudo, seja qual for o grau a que chegamos, o que importa é prosseguir decididamente”.

Vemos que o próprio apóstolo por vezes também era derrotado nas suas lutas espirituais quando lemos na Carta aos Romanos: “Não faço o bem que quero e faço o mal que não quero” (Rm 7,19). Mas é ele também que nos encoraja para seguirmos adiante: “importa prosseguir decididamente”!

Lá em Minas Gerais conheço um sacerdote que faz um trabalho maravilhoso com os jovens. E com frequência ele diz aos que ele orienta: o importante é que na nossa caminhada o saldo seja positivo. O sacerdote ensina que pode acontecer, por exemplo, de na nossa caminhada darmos cinco passos para frente e dois para trás. Então o saldo é de três passos adiante, ou seja, saldo positivo de três.

Também aprendemos com o apóstolo dos gentios que não somos perfeitos: erramos, pecamos e, por vezes, fazemos o mal que não queremos fazer, ou como nos ensina o sacerdote de que lhes falei: damos alguns passos para trás. Mas isso não pode fazer com que desanimemos ou com que desistamos da vida espiritual. Pelo contrário, tem de nos tornar mais fortes e determinados.

Precisamos agir como São Paulo, que mesmo não conseguindo fazer sempre o bem, ainda assim, nos encoraja a prosseguir e a não fazê-lo de qualquer jeito, mas de modo decidido. Sendo assim, mesmo que erremos, que pequemos, que andemos alguns passos para trás, como ensina o grande apóstolo, não podemos desistir de perseguir o alvo, rumo ao prêmio celeste, ao qual Deus nos chama, em Jesus Cristo.

Para pensar

“A moral da Igreja Católica não é retrógrada, mas sim, atual. Ela investe os valores teológicos em um mundo eticamente corrompido pelo pecado e pelas concupiscências. Não fosse a Madre Igreja, o mundo viveria uma crise muito pior do que a que estamos vivendo hoje: a fome insaciável de Deus vivo. Graças a Ela podemos dizer: ‘Sim, eu conheço o Senhor, caminho, verdade e vida’.”

Porque não é possível seguir um caminho e chegar ao lugar onde queremos sem que saibamos a verdade. A verdade, por sua vez, precisa da atitude viva da pessoa que a quer conhecer. O homem precisa se abrir ao Espírito Santo; só assim entenderá os dogmas da nossa Igreja.

Porque Ela é divina. A linguagem de Deus, para nós humanos, só nos é possível conhecer graças ao Paráclito.”

Everth Queiroz Oliveira

Postado em Sem categoria | Marcado

Viver a moralidade

Por trás de tudo o que fazemos, há uma finalidade. Na maioria das vezes, nossas metas são boas. Outras vezes nossas metas são ruins. Para alcançar algo ruim, a pessoa sempre se usa de meios ruins, que prejudicam senão ele, o próximo. Para alcançar o bem, no entanto, o homem pode usufruir de dois caminhos: o do bem e o do mal. Para chegar à felicidade, sem dúvida, só é possível ir pelo bem. Mas, para alcançar algo bom a pessoa pode ser capaz tanto do mal quanto do bem.

O cristão vive a responsabilidade de praticar o bem para alcançar o bem. Ou seja, aquele que quer realmente seguir a Jesus Cristo deve ter a consciência de que os fins nunca justificam os meios, no sentido de que para alcançar algo bom, não vale tudo. Para chegarmos ao que queremos, precisamos nos usar de uma ‘competitividade sadia’, onde saibamos buscar as nossas metas sem precisar de trapacear com os outros. Isso não é só na vida religiosa. Todos têm motivo para buscar o bem por meio do amor e da paz, da verdade e da justiça.

Isso só é possível quando usarmos da pureza em nossas ações, nos lembrando sempre que não somos melhores que ninguém e que Deus nos ama, sem distinção alguma.

Façamos da nossa vida um motivo de alegria e amor.

Graça e paz.

Maria, singular cooperadora da Redenção

Audiência do Santo Papa João Paulo II, no dia 9 de abril de 1997

Queridos Irmãos e Irmãs

1. No decurso dos séculos a Igreja refletiu sobre a cooperação de Maria na obra da salvação, aprofundando a análise da sua associação ao sacrifício redentor de Cristo. Já Santo Agostinho atribui à Virgem a qualificação de «cooperadora » da Redenção (cf. De Sancta Virginitate, 6; PL 40, 399), título que põe em relevo a ação conjunta e subordinada de Maria a Cristo Redentor.

Neste sentido se desenvolveu a reflexão, sobretudo a partir do século XV. Temeu-se que se quisesse pôr Maria no mesmo plano de Cristo. Na realidade, o ensinamento da Igreja sublinha com clareza a diferença entre a Mãe e o Filho na obra da salvação, ilustrando a subordinação da Virgem, enquanto cooperadora, ao único Redentor.

De resto, o apóstolo Paulo, quando afirma: «Somos cooperadores de Deus» (1 Cor. 3, 9), sustenta a efetiva possibilidade para o homem de cooperar com Deus. A colaboração dos crentes que, obviamente, exclui qualquer igualdade com Ele, exprime-se no anúncio do Evangelho e no contributo pessoal ao seu arraigamento no coração dos seres humanos.

2. Aplicado a Maria, o termo «cooperadora » assume, porém, um significado específico. A colaboração dos cristãos na salvação atua-se depois do evento do Calvário, cujos frutos eles se empenham em difundir mediante a oração e o sacrifício. O concurso de Maria, ao contrário, atuou-se durante o evento mesmo e a título de mãe; estende-se, portanto, à totalidade da obra salvífica de Cristo. Somente Ele esteve associada deste modo à oferta redentora, que mereceu a salvação de todos os homens. Em união com Cristo e submetida a Ele, colaborou para obter a graça da salvação à humanidade inteira.

O particular papel de cooperadora, desempenhado pela Virgem, tem como fundamento a sua maternidade divina. Dando à luz Aquele que estava destinado a realizar a redenção do homem, nutrindo- O, apresentando-O no templo, sofrendo com Ele que morria na Cruz, «cooperou de modo singular na obra do Salvador» (LG, 61). Embora a chamada de Deus a colaborar na obra da salvação se refira a cada ser humano, a participação da Mãe do Salvador na Redenção da humanidade representa um fato único e irrepetível.

Não obstante a singularidade dessa condição, também Maria é destinatária da salvação. É a primeira remida e resgatada por Cristo, «da maneira mais sublime» na sua imaculada conceição (cf. Bula «Ineffabilis Deus», em Pio IX, Acta I, 605) e cumulada pela graça do Espírito Santo.

3. Esta afirmação conduz-nos agora a perguntar-nos: qual é o significado desta singular cooperação de Maria no plano da salvação? Ele deve ser procurado numa particular intenção de Deus em relação à Mãe do Redentor, a qual em duas ocasiões solenes, isto é, em Caná e junto da Cruz, é chamada por Jesus com o título de «Mulher» (cf. Jo. 2, 4; 19, 26). Maria, enquanto mulher, é associada à obra salvífica. Tendo criado o homem «varão e mulher» (cf. Gn. 1, 27), o Senhor quer, também na Redenção, pôr ao lado do Novo Adão a Nova Eva. O casal dos progenitores empreendera a via do pecado; um novo casal, o Filho de Deus com a colaboração da Mãe, haveria de restabelecer o gênero humano na sua dignidade originária.

Maria, Nova Eva, torna-se assim ícone perfeito da Igreja. Ela, no desígnio divino, representa aos pés da Cruz a humanidade remida que, necessitada de salvação, se torna capaz de oferecer um contributo ao desenvolvimento da obra salvífica.

4. O Concílio tem bem presente esta doutrina e fá-la própria, ressaltando o contributo da Virgem Santíssima não só no nascimento do Redentor, mas também na vida do seu Corpo místico, ao longo dos séculos e até ao «escaton»: na Igreja Maria «cooperou» (cf. LG, 53) e «coopera» (cf. LG, 63) na obra da salvação. Ao ilustrar o mistério da Anunciação, o Concílio declara que a Virgem de Nazaré «abraçou de todo o coração o desígnio salvífico de Deus, se consagrou totalmente, como escrava do Senhor, à pessoa e à obra de seu Filho, subordinada a Ele e juntamente com Ele, servindo pela graça de Deus omnipotente o mistério da Redenção» (LG, 56).

O Vaticano II, além disso, apresenta Maria não só como a «mãe do Redentor », mas como «companheira generosa deveras excepcional», que coopera «de modo singular, com a sua obediência, fé, esperança e ardente caridade, na obra do Salvador». Recorda, além disso, que o fruto sublime desta cooperação é a maternidade universal: «É por esta razão nossa mãe na ordem da graça» (LG, 61).

À Virgem Santa podemos, então, dirigir- nos com confiança, implorando-lhe o auxílio, na consciência do papel singular a Ela confiado por Deus, o papel de cooperadora da Redenção, por Ela exercido durante toda a vida e, de modo particular, aos pés da Cruz.

Estadunidenses aprovam trabalho de Obama

[Deus tenha misericórdia dos Estados Unidos da América]

Obama tem a popularidade mais alta dos 20 últimos anos (pesquisa)

Fonte: Yahoo!

WASHINGTON, EUA (AFP) – O presidente americano, Barack Obama, que está se aproximando de seus 100 dias de governo, já goza da aprovação mais alta dos últimos 20 anos nesta altura do mandato, segundo pesquisa divulgada sábado.

A pesquisa da ABC News e do The Washington Post revelou que 69% dos americanos aprovam seu trabalho, a melhor avaliação das duas últimas décadas.

Mas o presidente enfrentou uma divisão partidária: 93% dos democratas aprovam sua gestão, mas apenas 36% dos republicanos concordam, segundo a pesquisa.

Entre os entrevistados, 54% afirmaram que Obama está fazendo trabalho melhor que o esperado, muito à frente dos ex-presidentes George W. Bush e Bill Clinton em seus 100 primeiros dias, com 39% e 35% de aprovação respectivamente.

Ao todo, 63% dos americanos acreditam que Obama conseguiu fazer bastante em seus três primeiros meses de gestão. Segundo a pesquisa, 37% acham que ele fez o mesmo tanto que Clinton.

Além disso, 60% dos americanos disseram que Obama está cumprindo a maior parte de suas promessas de campanha, superando Clinton, que neste critério obteve 42%.

Se antes do juramento de Obama, 19% achavam que o país estava indo por um bom caminho, agora este percentual é de 50%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 21 e 24 de abril, com 1.072 adultos, e tem uma margem de erro de três pontos.

Divini Redemptoris – Visão da Igreja sobre o comunismo II

DEPLORÁVEIS CONSEQÜÊNCIAS

Rússia e México

19. Entretanto, aí estão à vista os deploráveis frutos dessa propaganda fanática. Porque, onde quer que os comunistas conseguiram radicar-se e dominar, – e aqui pensamos com particular afeto paterno nos povos da Rússia e do México, – aí, como eles próprios abertamente o proclamam, por todos os meios se esforçaram por destruir radicalmente os fundamentos da religião e da civilização cristãs, e extinguir completamente a sua memória no coração dos homens, especialmente da juventude. Bispos e sacerdotes foram desterrados, condenados a trabalhos forçados, fuzilados, ou trucidados de modo desumano; simples leigos, tornados suspeitos por terem defendido a religião, foram vexados, tratados como inimigos, e arrastados aos tribunais e às prisões. [Mas disso a TV não fala. Ela fala do comunismo como um simples movimento revolucionário e renovador e se esquece dos extermínios dos cristãos nos países onde foi implantado esse regime socioeconômico. Afinal, é mais conveniente a ela omitir os sofrimentos da Igreja na mídia]

Horrores do comunismo em Espanha

20. Até em países, onde – como sucede na Nossa amadíssima Espanha – não conseguiu ainda a peste e o flagelo comunista produzir todas as calamidades dos seus erros, desencadeou contudo, infelizmente, uma violência furibunda e irrompeu em funestíssimos atentados. Não é esta ou aquela igreja destruída, este ou aquele convento arruinado; mas, onde quer que lhes foi possível, todos os templos, todos os claustros religiosos, e ainda quaisquer vestígios da religião cristã, posto que fossem monumentos insignes de arte e de ciência, tudo foi destruído até os fundamentos! E não se limitou o furor comunista a trucidar bispos e muitos milhares de sacerdotes, religiosos e religiosas, alvejando dum modo particular aqueles e aquelas que se ocupavam dos operários e dos pobres; mas fez um número muito maior de vítimas em leigos de todas as classes, que ainda agora vão sendo imolados em carnificinas coletivas, unicamente por professarem a fé cristã, ou ao menos por serem contrários ao ateísmo comunista. E esta horripilante mortandade é perpetrada com tal ódio e tais requintes de crueldade e selvajaria, que não se julgariam possíveis em nosso século.

Ninguém de são critério, quer seja simples particular, quer homem de Estado, cônscio da sua responsabilidade, ninguém absolutamente, repetimos, pode deixar de estremecer de sumo horror, se refletir que tudo quanto hoje está sucedendo na Espanha, pode amanhã repetir-se também em outras nações civilizadas. [O comunismo foi uma praga literalmente: assassinou a fé cristã de modo a matar os filhos da Igreja e a ir contra os valores divinos da religião, proclamando o ateísmo da maneira mais corrupta possível: através da imposição, da ditadura]

Frutos naturais do sistema

21. Nem se pode asseverar que semelhantes atrocidades são conseqüências fatais de todas as grandes revoluções, como excessos esporádicos de exasperação, comuns a qualquer guerra: não, são frutos naturais do sistema, cuja estrutura não obedece a freio algum interno. Um freio é necessário ao homem, tanto individualmente como socialmente considerado; e é por isso que até os povos bárbaros reconheceram o vínculo da lei natural, esculpida por Deus na alma de cada homem. E, quando a observância dessa lei foi tida por todos como um dever sagrado, viram-se nações antigas atingir um tal esplendor de grandeza, que espanta, ainda mais até do que é razão, aqueles que só superficialmente compunham os documentos da história humana. Mas quando se arranca das mentes dos cidadãos a própria idéia de Deus, necessariamente os veremos precipitar-se na crueldade mais selvagem, e na ferocidade dos costumes. Luta contra tudo o que é divino. [O mundo hoje está vivendo essa "falta de Deus", não pela ação de Deus de se afastar dele, mas pela própria ação de mentes ateístas que vão difundindo cada vez mais na cabeça das pessoas o valor de que Ele não existe. É a pior praga do mundo moderno]

Luta contra tudo o que se chama Deus

22. É este o espetáculo que atualmente com suma dor contemplamos: pela primeira vez na história estamos assistindo a uma insurreição, cuidadosamente preparada e calculadamente dirigida contra “tudo o que se chama Deus” (cfr. 2 Tess 1, 4). Efetivamente, o comunismo por sua natureza opõe-se a qualquer religião, e a razão por que a considera como o “ópio do povo“, é porque os seus dogmas e preceitos, pregando a vida eterna depois desta vida mortal, apartam os homens da realização daquele futuro paraíso, que são obrigados a conseguir na terra.[Entre comunismo e cristianismo, a oposição é radical. E acrescenta não se poder admitir de maneira alguma que os católicos adiram ao socialismo moderado: tanto porque ele foi constituído sobre uma concepção da vida fechada no temporal, com o bem-estar como objetivo supremo da sociedade; como porque fomenta uma organização social da vida comum tendo a produção como fim único, não sem grave prejuízo da liberdade humana; como ainda porque lhe falta todo o princípio de verdadeira autoridade social (cf. Comunismo)]

O terrorismo

23. Mas não é impunemente que se despreza a lei natural e o seu autor, Deus; a conseqüência é que os esforços dos comunistas, assim como nem sequer no campo econômico puderam até hoje realizar o seu desígnio, assim também no futuro jamais o poderão conseguir. Não negamos que esses esforços na Rússia contribuíram não pouco para sacudir os homens e as suas instituições, daquela longa e secular inércia em que jaziam, e que puderam, empregando todos os meios e processos; ainda mesmo ilegitimamente, fazer alguma coisa para promover o progresso material; mas sabemos por testemunhos absolutamente insuspeitos, e alguns bem recentes ainda, que de fato nem sequer neste ponto se conseguiu o que tanto se prometera. E não se esqueça, que aquela ditadura, toda terrorismo e crueldade, impôs a inumeráveis cidadãos o jugo da escravidão. Porque é de notar que também no terreno econômico é imprescindível alguma norma de probidade a que se conforme, por dever de consciência, quem exerce algum cargo; ora isso é indiscutível que o não podem dar os princípios comunistas, nascidos dos sofismas do materialismo. Por conseguinte, nada mais resta do que aquele pavoroso terrorismo que se está vendo na Rússia, onde os antigos camaradas de conspiração e de luta se vão dando a morte uns aos outros; mas esse terrorismo criminoso, longe de conseguir pôr um dique à corrupção dos costumes, nem sequer pode evitar a dissolução da estrutura social. Um pensamento paternal para os povos oprimidos da Rússia.

UM PENSAMENTO PATERNAL AOS POVOS OPRIMIDOS, NA RÚSSIA

24. Com isto, porém, não é nossa intenção condenar em massa os povos da União Soviética, aos quais, pelo contrário, consagramos o mais vivo afeto paterno. É que, de fato, sabemos que muitos deles gemem sob o jugo da mais iníqua escravidão, que lhes foi imposta por homens, pela maior parte estranhos aos verdadeiros interesses daquele povo; e que muitos outros foram enganados por promessas e esperanças falazes. O que Nós condenamos é o sistema e seus autores e fautores que consideraram aquela nação como o terreno mais apto para lançarem a semente do seu sistema, há muito tempo preparada, e de lá a disseminarem por todas as regiões do globo. [O Papa deixa claro que não quer condenar ninguém, mas julgar esse socialismo que tanto oprimiu e oprime o povo, enganando massas inteiras, levadas pela conversa de uma ditadura do proletariado]

III – LUMINOSA DOUTRINA DA IGREJA, OPOSTA AO COMUNISMO

25. Depois de termos focado os erros e os processos sedutores e violentos do comunismo bolchevista e ateu, é já tempo, Veneráveis Irmãos, de opor-lhe sumariamente a verdadeira noção da “Cidade humana”, que é tal como perfeitamente sabeis, qual no-la ensinam a razão humana e a revelação Divina, por intermédio da Igreja, Mestra dos povos.

SUPREMA REALIDADE: DEUS!

26. E antes de mais nada importa observar que acima de todas as demais realidades, está o sumo, único e supremo Espírito, Deus, Criador onipotente de todo o universo, Juiz sapientíssimo e justíssimo de todos os homens. Este Ser supremo, que é Deus, é a refutação e condenação mais absoluta das impudentes e mentirosas falsidades do comunismo. E na verdade, não é porque os homens crêem em Deus, que Deus existe; mas porque Deus existe realmente, por isso crêem nele e lhe dirigem as suas súplicas todos quantos não cerram pertinazmente os olhos do espírito à luz da verdade. [Aqui a real incompatibilidade entre Igreja e comunismo: enquanto uma crê na soberania absoluta de Deus, o socialismo permanece nas trevas do ateísmo]

QUE SÃO O HOMEM E A FAMÍLIA, SEGUNDO A RAZÃO E A FÉ

27. Quanto ao homem, o que a fé católica e a nossa razão ensinam, já Nós, ao explanarmos os pontos fundamentais desta doutrina, o propusemos na Encíclica sobre a educação cristã da juventude (Encíclica Divini illius Magistri, 31 de dezembro de 1929: A.A.S., vol. XXII (1930), págs. 49-86). O homem tem uma alma espiritual e imortal; e, assim como é uma pessoa, dotada pelo supremo Criador de admiráveis dons de corpo e de espírito assim se pode chamar, como diziam os antigos, um verdadeiro “microcosmo“, isto é, um pequeno mundo, por isso que de muito longe transcende e supera a imensidade dos seres do mundo inanimado. Não somente nesta vida mortal, mas também na que há de permanecer eternamente, o seu fim supremo é unicamente Deus; e, tendo sido elevado pela graça santificante à dignidade de filho de Deus, é incorporado no Reino de Deus, no corpo místico de Jesus Cristo. Conseqüentemente, dotou-o Deus de múltiplas e variadas prerrogativas, tais como: direito à vida, à integridade do corpo, aos meios necessários à existência; direito de tender ao seu último fim, pelo caminho traçado por Deus; direito enfim de associação, de propriedade particular, e de usar dessa propriedade. [Direito à liberdade...]

28. Além disso, assim como o matrimônio e o direito ao seu uso natural são de origem divina, assim também a constituição e as prerrogativas fundamentais da família derivam, não do arbítrio humano, nem de fatores econômicos, senão do próprio Criador supremo de todas as coisas. Este assunto tratamo-lo já com suficiente desenvolvimento na Encíclica sobre a santidade do matrimônio (Encíclica Casti Connubii, 31 de dezembro de 1930: A.A.S., vol. XXII (1930), págs. 539-582), e na Encíclica acima citada sobre a educação. [A deturpação que o comunismo faz da família, da liberdade, da religião é absurda e mostra o erro que foi a criação desse modelo socioeconômico. Não basta ir contra os valores da ética e da moral cristã; ferem a dignidade humana de uma forma disfarçada em palavras como fraternidade, revolução]

A concupiscência é o fruto da ruptura da aliança com Deus

Audiência Geral do Papa João Paulo II, do dia 30 de abril de 1980

1. (…) As palavras de Cristo no Sermão da Montanha têm relação direta com o «desejo» que nasce imediatamente do coração humano; indiretamente, porém, essas palavras orientam-nos para compreender uma verdade sobre o homem, que é de universal importância.

Esta verdade, sobre o homem «histórico», de universal importância, para a qual nos orientam as palavras de Cristo tiradas de Mt. 5, 27-28, parece estar expressa na doutrina bíblica sobre a tríplice concupiscência. Referimo-nos aqui ao conciso enunciado da primeira Carta de São João 2, 16-17: “Tudo o que há no mundo – a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida — não vem do Pai mas do mundo. Ora o mundo passa e a sua concupiscência, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece eternamente. É óbvio que, para compreender estas palavras, se torna necessário atender muito ao contexto em que elas estão incluídas, a toda a «teologia joanina», sobre a qual tanto se tem escrito. Todavia, as mesmas palavras inserem-se, ao mesmo tempo, no contexto de toda a Bíblia: pertencem ao conjunto da verdade revelada sobre o homem, e são importantes para a teologia do corpo. Não explicam a concupiscência em si mesma na sua tríplice forma, pois parecem pressupor que «a concupiscência do corpo, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida», são, em certo modo, um conceito claro e conhecido. Explicam, pelo contrário, a gênese da tríplice concupiscência, indicando que provém não «do Pai» mas «do mundo».

2. A concupiscência da carne e, juntamente com ela, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, estão «no mundo» e ao mesmo tempo «vêm do mundo», não como fruto do mistério da criação, mas como fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal (cfr. Gên. 2, 17) no coração do homem. O que frutifica na tríplice concupiscência não é porém o «mundo» criado por Deus para o homem, cuja «bondade» fundamental encontramos repetidamente em Gên. 1: “Deus viu que isto era bom…, que era muito bom”. Na tríplice concupiscência frutifica pelo contrário, a ruptura da primeira aliança com o Criador, com Deus-Eloim, com Deus-Javé. Esta aliança foi quebrada no coração do homem. Seria necessário fazer uma análise conscienciosa dos acontecimentos descritos em Gên. 3, 1-6. Todavia, referimo-nos em geral só ao mistério do pecado, aos inícios da história humana. Na verdade, só como consequência do pecado, como fruto da ruptura da aliança com Deus no coração humano – no íntimo do homem – o «mundo» do Livro do Gênesis se tornou o «mundo» das palavras joaninas (1 2, 15-16): lugar e fonte de concupiscência.

Assim, portanto, o enunciado segundo o qual a concupiscência «não vem do Pai, mas do mundo», parece dirigir-nos, uma vez mais, no sentido «do princípio» bíblico. A gênese da tríplice concupiscência, apresentada por João, encontra neste princípio o seu primeiro e fundamental deslustramento, uma aplicação que é essencial para o teologia do corpo. Para entender aquela verdade de importância universal sobre o homem «histórico», encerrada nas palavras de Cristo durante o Sermão da Montanha (Mt. 5, 27-28), devemos de novo voltar ao Livro do Gênesis, deter-nos ainda «no limiar» da revelação do homem «histórico». Isto é tanto mais necessário, quanto esse limiar da história da salvação se apresenta ao mesmo tempo como limiar de autênticas experiências humanas, segundo verificaremos nas análises seguintes. Nelas reviverão os mesmos significados fundamentais, que deduzimos das precedentes análises, como elementos constituitivos de uma antropologia adequada e de um profundo substrato da teologia do corpo.

3. Pode surgir ainda a pergunta se é lícito transpor os conteúdos típicos da «teologia joanina» encerrados em toda a primeira carta, particularmente em 1, 2, 15-16, sobre o assunto do Sermão da Montanha segundo Mateus, e precisamente da afirmação de Cristo tirada de Mt. 5, 27-28 («Ouvistes que foi dito: não cometerás adultério. Eu porém digo-vos que todo aquele que olhar para uma mulher, desejando-a, já cometeu adultério com ela no seu coração»). Retomaremos este assunto várias vezes: apesar disto, fazemos referência desde já ao contexto bíblico geral, ao conjunto da verdade sobre o homem, nele revelada e expressa. Exatamente em nome desta verdade, procuramos compreender até ao fundo o homem, indicado por Cristo no texto de Mt. 5, 27-28: isto é, o homem que «olha para» a mulher «para a desejar». Tal olhar não se explica, afinal, com o fato de o homem ser precisamente um «homem de desejo», no sentido da primeira carta de São João, mas antes de ambos, isto é o homem que olha para desejar e a mulher que é o objeto de tal olhar, se encontrarem na dimensão da tríplice concupiscência, que «não vem do Pai, mas do mundo»? E necessário, portanto, entender o que vem a ser aquela concupiscência ou, antes, quem é aquele bíblico «homem de desejo», para se descobrir a profundidade das palavras de Cristo segundo Mt. 5, 27-28, e para se explicar o que significa a referência delas ao «coração» humano, referência tão importante para a teologia do corpo.

4. Regressemos de novo à narrativa javista, em que o mesmo homem, varão e mulher, aparece no princípio como homem de inocência original – anteriormente ao pecado original – e depois como aquele que perdeu esta inocência, violando a aliança original com o seu Criador. Não pretendemos fazer aqui uma análise completa da tentação e do pecado, segundo o mesmo texto de Gên. 3, 1-5 e segundo a doutrina da Igreja e a teologia a este propósito. Convém unicamente observar que a mesma descrição bíblica parece colocar em especial evidência o momento-chave, em que no coração do homem é posto em ouviu’, Dom. O homem, que recolhe o fruto da «árvore do conhecimento do bem e do mal», faz, ao mesmo tempo, uma escolha fundamental e põe-na em prática contra a vontade do Criador, Deus-Javé, aceitando a motivação que lhe é sugerida pelo tentador: “Não, não morrereis; mas Deus sabe que, no dia em que comerdes, abrir-se-ão os vossos olhos e sereis como Deus, ficareis a conhecer o bem e o mal”; segundo antigas tradições: “Sereis como deuses, conhecendo o bem e o mal”. Nesta motivação inclui-se claramente pôr em dúvida o Dome o Amor, nos quais se origina a criação como dádiva. No que diz respeito ao homem, este recebe como presente o «mundo» e ao mesmo tempo a «imagem de Deus», isto é a humanidade mesma em toda a verdade do seu duplo ser, masculino e feminino. Basta ler atentamente todo o trecho de Gên. 3, 1-5, para descobrir o mistério do homem que volta as costas ao «Pai» (embora não encontremos na narrativa este apelativo de Deus). Pondo em dúvida, no seu coração, o significado mais profundo da doação, ou seja o amor como motivo específico da criação e da Aliança original (cfr. em particular Gên. 3, 5), o homem volta as costas ao Deus-Amor, ao «Pai». Em certo sentido põe-n’O fora do próprio coração. Ao mesmo tempo alheia, portanto, o seu coração e quase lhe tira aquilo que «vem do Pai»: assim fica nele o que «vem do mundo».

5. “Então, abriram-se os olhos aos dois e, reconhecendo que estavam nus, prenderam folhas de figueira umas às outras e colocaram-nas, como se fossem cinturões, à volta dos seus rins” (Gên. 3, 6). Esta é a primeira frase da narrativa javista, que se refere à «situação» do homem depois do pecado e mostra o novo estado da natureza humana. Não sugere acaso esta frase o início da «concupiscência» no coração do homem? Para dar resposta mais profunda a tal pergunta, não podemos deter-nos nessa primeira frase mas é necessário ler o texto completo. Todavia, vale agora a pena recordar o que, nas primeiras análises, foi dito sobre o tema da vergonha como experiência «do limite» (3). O Livro do Gênesis refere-se a esta experiência para demonstrar o «confim» existente entre o estado de inocência original (cfr. em especial Gên. 2, 25) e o estado de pecaminosidade do homem logo no «princípio». Enquanto Gên. 2, 25 insiste em que «estavam nus… mas não sentiam vergonha», Gên. 3, 6 fala explicitamente do nascimento da vergonha em relação com o pecado. Essa vergonha é quase a primeira origem de se manifestar no homem – em ambos, varão e mulher – aquilo que «não vem do Pai, mas do mundo».