Inquieta muito mais ainda os erros gravíssimos encontrados em matéria de Fé e de doutrina e a mínima preocupação para a defesa da Fé. Abraça sem escrúpulos teses modernistas, afirma e difunde erros gravíssimos e dá essa bebida envenenada ao seu leitor. (Padre Joël Danjou, sobre o Professor Orlando Fedeli, em artigo da FSSPX)
Professor Orlando Fedeli, muito conhecido no meio católico da Internet, é ‘comandante’ da Associação Montfort. É um ultra-tradicionalista que, com alguns de seus textos, demonstra ser uma pessoa totalmente anti-Vaticano II, ou seja, ele não aceita a reforma litúrgica proposta pelo Concílio Ecumênico da Igreja. Já falei aqui no blog que, por trás dessa não-aceitação ao Concílio está um sedevacantismo disfarçado e também já mostrei os motivos. Senhor O. Fedeli dizia: O sedevacantismo é condenável sempre, porque necessariamente todo sedevacantista é cismático, se não herege.
Sr. O. Fedeli não se contenta apenas em classificar o sedevacantismo ou em ser contra o Vaticano II – coisas que até aí não estão erradas – ele prega a heresia aos seus seguidores e ainda tem a coragem de deturpar o sentido de coisas que o próprio Papa já declarou e se pronunciou. Ora essa, todos sabem que aquele que aceita o Magistério da Igreja, consequentemente aceita também o venerável Concílio Vaticano II e sabe que a Igreja não começa no concílio, mas sim há quase 2000 anos atrás, quando Jesus a fundou. Fedeli ousou dizer o que posto embaixo:
O “retorno” dos Bispos de Dom Lefebvre à plena comunhão da Igreja – e sem terem aderido ao Vaticano II! – mostra o que o Papa Bento XVI está querendo fazer e o que está fazendo: a restauração completa da Igreja como era antes do destrutivo Concílio Vaticano II.
Ao contrário do que o professor pensa, a atitude de Bento XVI em remover as excomunhões não teve o sentido de apoiar o ato ‘anti-Vaticano II’ dos bispos, mas sim de incentivá-los a aceitar o CV II. O Papa inclusive deixou bem claro que a FSSPX só receberá reconhecimento canônico quando reconhecer o Concílio Vaticano II, algo necessário para que esteja em legalidade com a Santa Igreja, que é o que – que fique bem claro – a Montfort não está fazendo. O Papa disse, em sua Carta sobre a remoção das excomunhões, o seguinte:
Alguns grupos acusavam abertamente o Papa de querer voltar atrás, para antes do Concílio.
Será que não estão incluídos nesses grupos a Associação Montfort e derivados? Claro. Pois, Fedeli disse bem que essa atitude do Papa era de tentar ‘restaurar’ a Igreja, como se o Vaticano II tivesse promovido uma ruptura com a história da Igreja. Isso não é verdade! O Santo Papa continua sua análise:
A remissão da excomunhão tem em vista a mesma finalidade que pretende a punição: convidar uma vez mais os quatro Bispos ao regresso. Este gesto tornara-se possível depois que os interessados exprimiram o seu reconhecimento, em linha de princípio, do Papa e da sua potestade de Pastor, embora com reservas em matéria de obediência à sua autoridade doutrinal e à do Concílio. (…) Enquanto as questões relativas à doutrina não forem esclarecidas, a Fraternidade não possui qualquer estado canônico na Igreja, e os seus ministros – embora tenham sido libertos da punição eclesiástica – não exercem de modo legítimo qualquer ministério na Igreja.
E ele proclama em alto e bom tom: Não se pode congelar a autoridade magisterial da Igreja no ano de 1962: isto deve ser bem claro para a Fraternidade. Pronto! Não precisa ser teólogo para ver que O. Fedeli errou em suas conclusões. Aliás, como sempre faz, dá opiniões erradas e distorcidas sobre o que Papa faz e promove um auê no meio católico, querendo sempre causar confusão. É um lobo na pele de cordeiro. Vamos orar pela unidade da Igreja e, sempre que possível, condenar essas heresias que o professor Orlando Fedeli infelizmente prega “em nome da Igreja”.
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Autor: Everth Queiroz Oliveira

