3º domingo da Páscoa

Celebrávamos há uma semana atrás a festa da Misericórdia Divina e, ao mesmo tempo, aquela prolongação pascal, que se estende em 40 dias de muita alegria e festa, pois, Cristo, nossa Páscoa, foi imolado. Ele ressuscitou! É esse o motivo de regozijo para todas as nações cristãs e para todos os povos. Além disso, nesse tempo comemoramos o início do cristianismo, a base apostólica que constitui a Igreja, aquela que segue não só a Bíblia, mas a tradição dos seguidores de Cristo e o Magistério onde fundamenta a moral que todos os cristãos deviam seguir.

Hoje é o 3º domingo da Páscoa. E a liturgia se concentra basicamente nas palavras do primeiro Papa da Igreja: “Arrependei-vos (…) e convertei-vos, para que vossos pecados sejam perdoados” (At 3,19). Somos convidados ainda a testemunhar o Ressuscitado (cf. Lc 24,48). Dessa forma, a nossa análise basear-se-á tanto na Primeira Leitura, dos Atos dos Apóstolos (At 3,13-15.17-19), na Segunda Leitura, da Epístola de São João (1 Jo 2,1-5a), quanto no Evangelho de São Lucas (Lc 24,35-48). São contextos que, a priori, parecem diferentes, mas que, quando relacionados, formam frutos importantíssimos para que alcancemos uma base sólida de fé e caridade.

Na primeira leitura, vemos o apóstolo Pedro falando aos judeus e escribas a verdade de Jesus Cristo. De fato, celebramos nesses dias o mistério essencial de nossa fé. E São Pedro vem lembrar-nos que o mesmo Deus que glorificou Abraão, que glorificou seu filho Isaac e seu neto Jacó é o mesmo que nos dá o servo Jesus Cristo, seu próprio filho. Portanto, queria persuadi-los – e é importante analisar isso: Pedro não queria só convencê-los, mas utilizava-se da persuasão para convertê-los – que se eles cressem realmente em Deus, aceitariam Jesus Cristo. E com esse discurso que para nós pode parecer banal, São Pedro, primeiro Papa, converteu muitos judeus. Sim, porque o Messias veio fazendo milagres, curando pessoas, manifestando o Espírito Santo e, quanto a sua morte, cumprindo as Escrituras e mostrando que o filho de Deus não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para a salvação de muitos.

Esse dar a vida é o que Pedro proclama: “Vós matastes o autor da vida, mas Deus o ressuscitou dos mortos” (At 3,15). Sim, porque Aquele que tem o poder de fazer a vida tem o poder de tê-la novamente e não porque pode, mas porque quer a salvação da humanidade. A sua ressurreição, que se estende até o fim da Páscoa, quando enfim celebramos sua Ascensão aos Céus, tem agora um novo sentido: restituir a vida àqueles que hoje não mais a tem, pois vivem um verdadeiro “Calvário” na busca da santificação da família e do mundo. Jesus não é só mais um caso de sofrimento, mas um exemplo de superação para todos nós, cristãos, que também sofremos com Ele as dores da perseguição, das chicotadas, dos pregos perfurando-lhe as mãos, do sangue e água que por nós Ele derramou. E disso – conclui Pedro – nós somos testemunhas. Mas, de fato, o que é ser testemunha?

Porque é muito fácil dizer eu sou cristão ou eu sou católico. Isso não é testemunhar Jesus. O Reino dos Céus não se resume em palavras, mas em ações concretas. Logo, testemunhar Jesus Cristo exige de nós um compromisso porque, como o Pe. Fernando nos lembrou na homilia de hoje, todos temos o dever, mas nem todos assumem o compromisso. Ou seja, todos nós necessitamos testemunhá-lo, só que nem sempre fazemos isso, porque não queremos um compromisso sério com Ele. Assim como existem os cristãos “não-cristãos”, existem aqueles que teriam o prazer de morrer por Jesus Cristo. Testemunhá-Lo é viver a sua Palavra. Provas? É São João mesmo quem o diz: “Para saber que o conhecemos, vejamos se guardamos os seus mandamentos” (1 Jo 2,3).

São palavras duras, mas é a verdade. Porque, de fato, nós não somos cristãos se não praticamos o que Jesus nos pede pela Palavra e não somos também católicos se não obedecemos a voz do Magistério da Igreja. Nós já estamos cansados de ouvir aquela ladainha: “Ai, eu sou católico. Mas, eu não concordo com o que o Papa fala sobre a camisinha…” ou, se não, “Ah, aquele papa não tem cara de papa e é muito radical”. É melhor dizer que não é católico. Eu prefiro dizer que eu não sou católico do que ficar falando que sou e não cumprir o que a Igreja manda. Ser católico é seguir a Igreja Católica, é cumprir o que Ela manda. Se não estamos fazendo isso, não estamos sendo católicos, mas mentirosos, que é o que bem designa São João sobre esses ditos cristãos que não querem compromisso com nada.

E não precisamos inventar a desculpa que somos muito pecadores e nunca vamos cumprir realmente o que Ele nos pede à risca. Ora, esse pensamento ‘conformista’ gera em nós um comodismo. Isso afeta a nossa cristandade. Aí, não se vê mais esforço algum em praticar o PHNPor Hoje Não Vou Mais Pecar. Ora, São João Evangelista afirma claramente: “… não pequeis” (1 Jo 2,1). Ou seja, ele está ordenando que façamos de tudo para não pecar, para fugirmos do mal. No entanto – diz ele – se alguém pecar, temos junto do Pai um defensor: Jesus Cristo o justo. E precisamos de mais alguém como advogado nosso? Jesus está conosco! Não há necessidade de temer. Esforcemo-nos para não pecarmos. Se cairmos, levantemo-nos e ergamos a cabeça para recomeçar.

É um exercício que todo o cristão deve fazer para poder testemunhar, de fato, Jesus Cristo, morto e Ressuscitado. É preciso que ele pratique sem cessar o arrependimento e  a conversão, pois são eles que vão nos encaminhar a Deus. Arrepender-se não é prometer não pecar novamente, mas saber que, como fomos fracos na oração, caímos. E, desse modo, imploramos a Deus que nos ajude a não mais fazer isso. Ele ajuda! Só que a carne é sempre fraca e, enquanto formos humanos, o pecado não afastar-se-á de nós. Todos somos pecadores, mas, ao mesmo tempo, temos um intercessor no Céu, que é Cristo, o Justo. Então, a pergunta de Jesus hoje soa em nosso ouvido sem parar: “Por que estais preocupados, e por que tendes dúvidas no coração?” (Lc 24,38).

Somos filhos de Deus! Não precisamos ficar tristes. Temos um intercessor junto a Deus. É ele o caminho, é Ele a verdade, é Ele a vida. Acheguemo-nos a Jesus, verdadeira fonte de amor. Que Ele nos ajude a testemunharmos sua Palavra em meio a um mundo tão corrompido pelas concupiscências enganadoras. Afinal, “estamos neste mundo, mas não somos dele”. Pelo contrário, somos cidadãos do Céu. Façamo-nos dignos de sermos chamados de tais.

Graça e paz.

Máquina Mortífera

Por Rogério Curtt (disponível em seu blog)

Strangerson era um cidadão logófago, alimentava-se de palavras, literal e vorazmente: seu corpo hidratava-se com a seiva discursiva de uma prosa consistente e elaborada, por isso frequentava simpósios, congressos e participava de qualquer conversa em que das palavras brotasse um fluido energizante e criador; lia compulsivamente os clássicos, os gênios da literatura universal, os teóricos e a crítica especializados; seu corpo se fortalecia com o novo e com o fundamento.

O óbvio entediava-o; o blá-blá-blá e a mesmice em diálogos eram o seu tendão de Aquiles. Exposto a eles por um tempo prolongado, morreria por inanição.

Strangerson tinha lá os seus caprichos, sentia prazer em implodir as colunas da certeza com sua acidez implacável e contundente. Seu discurso minava os argumentos com avidez e racionalismo instintivos, inatos e incontroláveis.

Por isso tinha inimigos, muitos: os que viviam do “lugar comum”, os que enriqueciam com a pregação das falsas verdades, os que reescreviam o reescrito e tantos outros seres e suas vacuidades maravilhosas.

Strangerson foi capturado. No cativeiro, submeteram-no à exposição continuada da programação televisiva. Foi vítima da crueldade. Imobilizado, tentou resistir, mas a sucessão de programas degenerou sua mente e roubou-lhe a vitalidade corpórea. Sem consciência, seus olhos perderam o movimento e fixaram-se na tela; a partir daí a morte foi rápida: sem a capacidade de filtrar informações, entrou em transe e atingiu a catatonia. Nesse momento, começou Big Brother Brasil: não teve chance – nem precisava tanto! -, foi o golpe de misericórdia.

Obama é maçom

Novo Presidente americano Barack Obama é maçom

22.01.2009 – Obama, segundo fontes maçônicas confiáveis, pertence à Prince Hall Freemasonry, Grande Loja – reconhecida pela Grande Loja da Inglaterra – de afro-americanos. Seu padrinho seria o pastor Jessie Jackson, o mesmo que se viu chorando durante a cerimônia de posse de Obama.

Prince Hall é o nome de um negro nascido em Bridgetown, Barbados, nas Índias Ocidentais em 1748.

Filho de Thomas Hall, um inglês, mercador de couro que teria como esposa uma mulher negra livre, de descendência francesa.

Teria vindo para a Nova Inglaterra durante a metade do século XVIII, estabelecendo-se em Boston, na colônia de Massachusetts, onde teria se tornado pastor da Igreja Metodista.

Prince Hall foi o primeiro americano negro a receber os graus da Maçonaria nos Estados Unidos.

Ele demonstrou sua combatividade como ativista do direitos civis em diversas ocasiões. Em 13 de janeiro de 1777, junto com outros companheiros de luta – maçons ou não – endereçou uma petição ao legislativo de Massachussets protestando contra a existência da escravidão na Colônia.

Documentos demonstram que, novamente, em 27 de fevereiro de 1788, redigiu outra petição protestando contra o seqüestro e subsequente venda como escravos de numerosos negros que foram levados de Boston para um navio em direção às Índias Ocidentais.

Esses negros retornaram a Boston depois de detidos pelo governador do Maine que concordou com o pedido de auxílio do governador de Massachusets.

Prince deixou vários escritos, inclusive um livro de cartas, grande manancial para os historiadores. Ele faleceu em 4 de dezembro de 1807 na glória de ter sido o primeiro americano negro a receber os graus da maçonaria nos EEUU.

Sua morte foi noticiada em inúmeros jornais de Boston. Foi enterrado em Copps Hill ao lado de uma de suas esposas.

A maçonaria Prince Hall honra a memória de seu fundador em uma cerimônia pública – Prince Hall Americanism Day – que acontece, todo mês de setembro, numa igreja em Boston.

A cada dez anos a Conferência dos Grãos Mestres Prince Hall realiza uma peregrinação à Boston, no seu memorial, em Copps Hill.

Fonte: Reporter Net

Obama classifica movimento pró-vida como “terrorista”

[Obama continua mostrando para que veio. O "salvador do mundo", considerado como o homem que ia salvar o mundo da crise e ia trazer de volta as esperanças ao povo americano, mostra as garras e - pasmem! - classificou de "potenciais terroristas" todos aqueles que são contra o aborto. Quer dizer agora que aqueles que defendem a vida são terroristas? Quer dizer então que a Igreja é terrorista? Essa é mais uma prova de que quem quer ser realmente católico não pode dar nenhum apoio a esse inescrupuloso e anticristão presidente chamado Obama]

Paranóia esquerdista: Governo de Obama classifica de “potenciais terroristas” pessoas que são contra o aborto

Por Julio Severo (disponível no seu site)

Mal entrou no poder, com suas idéias de aborto e jorrando dinheiro de impostos americanos para financiar a promoção mundial do aborto, Obama já mostra que não está disposto a tolerar opiniões diferentes.

Qual o governante que não sonha em amedrontar e silenciar a oposição? Obama achou a solução ideal para esse incômodo: Classificar de “terrorista” quem se opõe ao aborto.

Bush nunca teve tal inspiração. Durante seu governo, os defensores do aborto, que eram seus inimigos atrozes, o criticavam por todo e nenhum motivo. Mesmo assim, ele nunca pensou em usar medidas anti-terrorismo para perseguir seus inimigos amantes do aborto.

Para Bush, governar com tal oposição era a essência da democracia. Ele, que era contra o aborto, sabia conviver com quem era a favor.

Mas Obama não teve aulas para esse tipo de convivência. Para ele, governar com uma oposição que não aceita o aborto é… intolerável.

Sob o governo de Obama, oposição ao aborto é problema de segurança nacional

Para resolver esse problema, o Ministério de Segurança Nacional (Department of Homeland Security) elaborou um relatório que está sendo distribuído para agentes de polícia em todo o território americano. Esse relatório tem como alvo a oposição ao aborto, entre outros pontos de vista conservadores, como sintomas de “extremismo direitista potencialmente violento”.

O documento de nove páginas, intitutado “Extremismo de Direita: Presente Clima Econômico e Político Incentivando o Ressurgimento em Radicalização e Recutamento”, coloca como ameaça terrorista os “grupos e indivíduos que são dedicados a uma única questão, tal com a oposição ao aborto”.

O documento afirma que tais grupos têm “explorado uma variedade de questões sociais e temas políticos para aumentar a visibilidade do grupo e recrutar novos membros”, inclusive a “exploração de questões sociais como o aborto e o casamento homossexual”.

A ministra Janet Napolitano, do Ministério de Segurança Nacional, já era conhecida como extrema defensora do aborto muito antes de participar do governo de Obama. Quando era governadora do Arizona, Napolitano vetou vários projetos de lei contrários ao aborto, inclusive uma proibição ao aborto feito na época do nascimento e um projeto de lei que protege os direitos de consciência de farmacêuticos que não querem distribuir ou vender produtos abortivos.

“É preocupante que aqueles que elaboraram o relatório consideram como potenciais terroristas as pessoas que querem proteger a vida inocente de mortes violentas”, disse Wendy Wright, presidente de Concerned Women of America (CWA), grupo evangélico americano de 400.000 membros que luta contra o aborto, o casamento gay, etc. “Se as pessoas pró-vida são cegamente rotuladas de ‘grupo suspeito’, então o Ministério de Segurança Nacional pode estar preparando o terreno para ações mais sérias contra nós”, completou Wright.

A diferença entre o “anticristo” e o “messias”

Os tiranos e os ditadores detestam críticas e não medem esforços para suprimi-las. Em contraste, Bush demonstrou, durante vários anos, paciência extraordinária, enquanto seus opositores nos EUA e ao redor do mundo não lhe poupavam um minuto de ataques. Até mesmo a revista evangélica Ultimato, que nunca publicou uma única matéria de capa sobre Lula e sua corrupção, já teve um longo artigo de capa contra Bush, inclusive vários outros textos repetindo as rotineiras acusações dos papagaios esquerdistas: Bush é mentiroso.

O longo artigo anti-Bush da Ultimato foi escrito pelo fanático esquerdista Paul Freston, que por muitos anos admirou e lutou pelo PT. Há esperança de Ultimato, ou outra revista brasileira, publicar agora um longo artigo de capa criticando Obama por seu apoio alucinado ao aborto? Dificilmente. Sua objetividade e imparcialidade jornalística são só da boca para fora. Sua configuração ideológica de fábrica os manda cegamente apoiar a esquerda e atacar tudo o que é contrário à agenda esquerdista.

Ao contrário de Bush, que só recebeu críticas, sendo considerado o “anticristo” por cristãos liberais, Obama é o “messias” dos esquerdistas ateus e cristãos, só recebendo elogios desde o começo de sua campanha presidencial. E no que depender dele e de sua grande amiga imprensa, quem não se prostrar diante da onda de louvores obâmicos terá de enfrentar a acusação de terrorista.

Se Bush tivesse tentado igualmente rotular os defensores do aborto de “potenciais terroristas” – e é difícil imaginar que aqueles que são capazes de destruir crianças inocentes sejam melhores do que terroristas -, a mídia esquerdista internacional nunca o perdoaria, chamando-o de “ditador” e exigindo imediatamente seu impeachment. Mas o “messias” Obama pode fazer tudo isso e muito mais sem nunca precisar se preocupar com a oposição da sua amiga imprensa, sem que os “defensores” da livre expressão dêem um pio sequer.

Aliás, são exatamente os esquerdistas que se julgam os maiores defensores da liberdade de expressão – de si mesmos, é claro. Mas, com sua vida e governo, foi Bush quem demonstrou verdadeiro e incrível respeito ao direito de livre expressão.

Os terroristas são bons e os bons são terroristas

Com sua nova medida anti-terrorismo que visa os opositores do aborto, Obama, como esquerdista convicto, está demonstrando o que o direito de livre expressão significa para os próprios esquerdistas e para o restante dos cidadãos que ousa pensar e se expressar de maneira livre e democrática.

Essa medida de Obama é digna de Hugo Chavez e Evo Morales. Por falar neles, Obama os cumprimentou na semana passada.

Quando os maus são cumprimentados como se fossem bons, os verdadeiramente bons é que acabam sendo tratados como maus.

É de estranhar então que cristãos pacíficos que defendem o direito à vida de inocentes bebês em gestação estejam sendo rotulados como potenciais terroristas? É a paranóia esquerdista, com sua habitual desonestidade e intolerância, impondo a inversão da realidade.

“É com pesar que eu tomar a decisão de não participar no início deste ano no Exercícios Xavier University, em função da universidade da decisão de convidar a Sra. Donna Brazile ser a oradora Início e receber um doutoramento honoris causa”, escreveu Arcebispo Hughes em a carta ao presidente Norman Francis Xavier University quarta-feira.

Provas e mais provas

Hoje tivemos prova de redação. E minhas suspeitas se confirmaram. O tema era aborto. Não perguntei para o professor, nem ele me contou sobre qual era o tema. Eu suspeitei. E nas minhas suspeitas confirmei a fé católica – glórias a Deus. Ele está sempre a nos testar. Quer ver se estamos prontos e fortes para combater a fé principalmente em provas, onde sabemos que estamos sendo avaliados por nossas opiniões.

Saí da escola. No caminho para minha casa comecei a rezar o terço como normalmente faço. Só que em dia de sábado, o centro de Ituiutaba está muito mais movimentado mesmo. Agora imagine só: um jovem andando na rua com o terço na mão. Essa atitude gera as mais diversas reações: na face das pessoas vemos, na maioria das vezes, o desprezo.

Mas a pergunta que muitas vezes me faço é: Estou querendo aparecer rezando o terço andando na rua? Não. Especialmente no caso dos jovens. O normal de um jovem católico rezando um terço na rua não é se sentir superior, mas sim com vergonha (Era assim que me sentia no começo). Quando o objetivo da oração do terço é também o de vencer essa vergonha, ele já não é mais aquele sentido de “aparecer” ou “ser elogiado pelos homens”; muito pelo contrário: para podermos testar a nossa fé e nos mostrarmos realmente católicos.

Diz Jesus: “Quem der testemunho de mim diante dos homens, também eu darei testemunho dele diante de meu Pai que está nos céus” (Mt 10,32). Isso é um convite! Já chega de ser católico só no papel! È ora de pôr em prática a sã doutrina da Igreja, seja na prova de redação, seja na oração do rosário. Pois, dessa maneira, será possível vencer debates maiores e alcançar a misericórdia do Senhor. E se pensarmos que muito estamos fazendo, ainda não é o suficiente. Não precisamos fazer tudo, mas tudo o que pudermos. Sejamos construtores do Reino de Deus.

Graça e paz.

Pecado entre aspas

O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, assumiu nesta segunda-feira (13) que é pai de um garoto de dois anos. A criança foi concebida quando Lugo ainda era um bispo católico.

É certo que houve uma relação com Viviana Carillo. Diante disso, assumo todas as responsabilidades que possam derivar de tal feito, reconhecendo a paternidade do menino,” disse Lugo em uma mensagem pela TV.

Fonte: G1

Todos sabem – até os que têm o menor conhecimento sobre Igreja – que “sacerdote não pode casar”, ou melhor, sacerdote não pode ter relações sexuais. Ótimo. É lei da Igreja. Todos deviam cumprir. Mas (essa adversidade está me dando um nervo), como existem heresias e hereges, fiéis e infiéis, existem aqueles que não cumprem o que manda a Mãe, Corpo de Cristo. Fernando Lugo, “ex”(como se isso anulasse o famoso Tu és sacerdote pra sempre segundo a ordem de Melquisedec)-bispo da Igreja Católica, assumiu que engravidou uma mulher quando ainda era bispo.

Além de ser uma tremenda falta de respeito com o sacramento da Ordem, Lugo desrespeitou a castidade que todo homem é convidado a seguir a partir de seu batismo. E não é só Lugo que fez isso não. Se fosse um caso isolado, estava razoável. Mas, o mundo está cheio de Lugos, não só no aspecto celibatário, mas na questão doutrinária – tanto é que um bispo alemão afirmou que Cristo não nos remiu (agonizante!) – também. Os casos de padres pedófilos, ou que tem relações sexuais com mulheres e, pasmem, até homens, são grandes. Mas, isso não pode ser motivo para que a Igreja não mais conserve o conceito do celibato clerical.

Esse princípio de que se uma lei não mais estiver sendo cumprida por todos, ela deve ser anulada ou mudada é algo absurdamente errado. Bom, pensando assim, já que tantas pessoas matam, vamos legalizar o aborto, o homicídio etc. Não é assim que o Estado, muito menos a Igreja deve agir. O que deve ser tratado é o problema, não a lei. Ora, se os padres andam por aí pecando dessa forma, a culpa é da Igreja que instituiu o celibato dos padres? Não, ora essa. O que deve mudar é a conduta dos padres e não a lei da Igreja. Só que isso só é possível com muita oração e perseverança na fé, pois, não é fácil manter a castidade, ainda mais quando se ocupa um cargo tão importante como o sacerdócio em que devemos ser exemplo em todos os momentos em todas as ocasiões, em todos os lugares.

Mas, o que nos deixa mais entristecidos é a Globo escrever a frase que transcrevo:

Igreja pede perdão por ‘pecado’ cometido por presidente paraguaio (leia matéria aqui)

Fico triste não pelo fato da Igreja pedir perdão. Isso não é motivo de tristeza, mas de alegria: a Igreja se mostra humilde e preocupada em ‘consertar’ os erros dos seus filhos, pecadores. O que me deixou com dúvidas foi o pecado entre aspas. É como se a Globo estivesse reduzindo a gravidade moral do erro do padre e dizendo assim: Ah, isso não pode ser considerado pecado. A Igreja católica é muito atrasada e tem que mudar essa lei do celibato dos padres. Por trás desse pecado entre aspas, há um desejo de desprezar o sentido dos pecados. Ora, um pecado é um pecado e ponto final! Não existe “pecado” e nem pecadinho, ou pecadão. É pecado e não “pecado”.

Contudo, esse é, sem dúvida, o tempo dos contrários. Rezemos pela Igreja e façamos, como lembrou Jorge, penitência pelos pecados abomináveis praticados por alguns padres do clero. Façamos como Jesus, que tomou sobre si as dores do mundo inteiro. Rezemos incessantemente pela Santa Sé.

Paz.

“O casamento deveria ser entre um homem e uma mulher”

Ela seria Miss Estados Unidos. Ela poderia concorrer ao “grande” Miss Universo, só que graças à sua coragem, fonte da verdade que aprendeu em sua família, ficou só com o Miss Califórnia mesmo. Estou falando de Carrie Prejean. A mulher – muito bonita por sinal – não teve medo nenhum de expor sua idéia, contrária ao casamento de homossexuais. Ao responder a uma pergunta dum jurado gay, respondeu: “Em meu país, em minha família, acredito que o casamento deveria ser entre um homem e uma mulher. Isso não é nenhuma ofensa às outras pessoas, mas é como eu fui criada”. Sim, ela foi criada na reta educação cristã e não teve medo de expor sua opinião frente a um questionamento polêmico.

Mas, onde estava o problema na sua resposta? Nenhum mesmo. O jurado perguntou o que ela achava sobre o assunto. Bom, ela respondeu o que realmente pensava e isso estava certo. O que não está certo é o júri avaliar a miss por causa de uma opinião sobre um assunto – digamos – meio nada a ver com beleza. A sua resposta, pelo que me pareceu, foi um fator determinante para que ela fosse campeã ou não do concurso, quando o que devia ser levado em consideração de fato era a beleza e a personalidade da garota. No entanto, o mundo está vivendo esse “tempo de contrários”, não só em relação a essa troca de conceitos quanto à avaliação de quem ganharia o concurso, mas também quando tratamos especificamente do termo homossexualismo.

A Igreja não foi, não é, não pode, nunca poderá ser a favor do casamento de homossexuais, nem do homossexualismo porque são relações anormais – que não são naturais. Deus criou Adão e Eva para que, assim, o homem se unisse à mulher e a mulher ao homem. A Santa Sé desempenha, no mundo de hoje principalmente, esse papel de promover a moralidade social, coisa que a sociedade mostra não ter. Portanto, ela não pode ser a favor de algo que vai totalmente contra a natureza, que são as relações entre homem e homem, mulher e mulher – depravações sexuais graves. Indo contra o homossexualismo, a Igreja está sendo homofóbica?, pergunto. Não. Ela está promovendo sua função de “promover o moral, o natural“, de evangelizar os povos de acordo com o que Cristo e os apóstolos ensinavam.

È preciso diferenciar o preconceito da verdade. O preconceito é a pessoa criar uma barreira com uma pessoa homossexual, só porque ela é daquela forma; e deixemos bem claro: não é isso que a Igreja prega! A verdade é que as relações homossexuais são contra a lei de Deus e a lei natural, portanto, não podem ser aprovadas. Só que, como disse, estamos no “tempo dos contrários”. E tudo isso é o sinal maior que o fim dos tempos está chegando. O tempo está se afunilando. A hora é agora. “Eis o tempo de conversão!” Só vai ser possível mudar de vida quando aprendermos a cumprir a lei de Deus, que diz claramente: “Não te deitarás com um homem, como se fosse mulher: isso é uma abominação(Lv 18,22).