Celebrávamos há uma semana atrás a festa da Misericórdia Divina e, ao mesmo tempo, aquela prolongação pascal, que se estende em 40 dias de muita alegria e festa, pois, Cristo, nossa Páscoa, foi imolado. Ele ressuscitou! É esse o motivo de regozijo para todas as nações cristãs e para todos os povos. Além disso, nesse tempo comemoramos o início do cristianismo, a base apostólica que constitui a Igreja, aquela que segue não só a Bíblia, mas a tradição dos seguidores de Cristo e o Magistério onde fundamenta a moral que todos os cristãos deviam seguir.
Hoje é o 3º domingo da Páscoa. E a liturgia se concentra basicamente nas palavras do primeiro Papa da Igreja: “Arrependei-vos (…) e convertei-vos, para que vossos pecados sejam perdoados” (At 3,19). Somos convidados ainda a testemunhar o Ressuscitado (cf. Lc 24,48). Dessa forma, a nossa análise basear-se-á tanto na Primeira Leitura, dos Atos dos Apóstolos (At 3,13-15.17-19), na Segunda Leitura, da Epístola de São João (1 Jo 2,1-5a), quanto no Evangelho de São Lucas (Lc 24,35-48). São contextos que, a priori, parecem diferentes, mas que, quando relacionados, formam frutos importantíssimos para que alcancemos uma base sólida de fé e caridade.
Na primeira leitura, vemos o apóstolo Pedro falando aos judeus e escribas a verdade de Jesus Cristo. De fato, celebramos nesses dias o mistério essencial de nossa fé. E São Pedro vem lembrar-nos que o mesmo Deus que glorificou Abraão, que glorificou seu filho Isaac e seu neto Jacó é o mesmo que nos dá o servo Jesus Cristo, seu próprio filho. Portanto, queria persuadi-los – e é importante analisar isso: Pedro não queria só convencê-los, mas utilizava-se da persuasão para convertê-los – que se eles cressem realmente em Deus, aceitariam Jesus Cristo. E com esse discurso que para nós pode parecer banal, São Pedro, primeiro Papa, converteu muitos judeus. Sim, porque o Messias veio fazendo milagres, curando pessoas, manifestando o Espírito Santo e, quanto a sua morte, cumprindo as Escrituras e mostrando que o filho de Deus não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para a salvação de muitos.
Esse dar a vida é o que Pedro proclama: “Vós matastes o autor da vida, mas Deus o ressuscitou dos mortos” (At 3,15). Sim, porque Aquele que tem o poder de fazer a vida tem o poder de tê-la novamente e não porque pode, mas porque quer a salvação da humanidade. A sua ressurreição, que se estende até o fim da Páscoa, quando enfim celebramos sua Ascensão aos Céus, tem agora um novo sentido: restituir a vida àqueles que hoje não mais a tem, pois vivem um verdadeiro “Calvário” na busca da santificação da família e do mundo. Jesus não é só mais um caso de sofrimento, mas um exemplo de superação para todos nós, cristãos, que também sofremos com Ele as dores da perseguição, das chicotadas, dos pregos perfurando-lhe as mãos, do sangue e água que por nós Ele derramou. E disso – conclui Pedro – nós somos testemunhas. Mas, de fato, o que é ser testemunha?
Porque é muito fácil dizer eu sou cristão ou eu sou católico. Isso não é testemunhar Jesus. O Reino dos Céus não se resume em palavras, mas em ações concretas. Logo, testemunhar Jesus Cristo exige de nós um compromisso porque, como o Pe. Fernando nos lembrou na homilia de hoje, todos temos o dever, mas nem todos assumem o compromisso. Ou seja, todos nós necessitamos testemunhá-lo, só que nem sempre fazemos isso, porque não queremos um compromisso sério com Ele. Assim como existem os cristãos “não-cristãos”, existem aqueles que teriam o prazer de morrer por Jesus Cristo. Testemunhá-Lo é viver a sua Palavra. Provas? É São João mesmo quem o diz: “Para saber que o conhecemos, vejamos se guardamos os seus mandamentos” (1 Jo 2,3).
São palavras duras, mas é a verdade. Porque, de fato, nós não somos cristãos se não praticamos o que Jesus nos pede pela Palavra e não somos também católicos se não obedecemos a voz do Magistério da Igreja. Nós já estamos cansados de ouvir aquela ladainha: “Ai, eu sou católico. Mas, eu não concordo com o que o Papa fala sobre a camisinha…” ou, se não, “Ah, aquele papa não tem cara de papa e é muito radical”. É melhor dizer que não é católico. Eu prefiro dizer que eu não sou católico do que ficar falando que sou e não cumprir o que a Igreja manda. Ser católico é seguir a Igreja Católica, é cumprir o que Ela manda. Se não estamos fazendo isso, não estamos sendo católicos, mas mentirosos, que é o que bem designa São João sobre esses ditos cristãos que não querem compromisso com nada.
E não precisamos inventar a desculpa que somos muito pecadores e nunca vamos cumprir realmente o que Ele nos pede à risca. Ora, esse pensamento ‘conformista’ gera em nós um comodismo. Isso afeta a nossa cristandade. Aí, não se vê mais esforço algum em praticar o PHN – Por Hoje Não Vou Mais Pecar. Ora, São João Evangelista afirma claramente: “… não pequeis” (1 Jo 2,1). Ou seja, ele está ordenando que façamos de tudo para não pecar, para fugirmos do mal. No entanto – diz ele – se alguém pecar, temos junto do Pai um defensor: Jesus Cristo o justo. E precisamos de mais alguém como advogado nosso? Jesus está conosco! Não há necessidade de temer. Esforcemo-nos para não pecarmos. Se cairmos, levantemo-nos e ergamos a cabeça para recomeçar.
É um exercício que todo o cristão deve fazer para poder testemunhar, de fato, Jesus Cristo, morto e Ressuscitado. É preciso que ele pratique sem cessar o arrependimento e a conversão, pois são eles que vão nos encaminhar a Deus. Arrepender-se não é prometer não pecar novamente, mas saber que, como fomos fracos na oração, caímos. E, desse modo, imploramos a Deus que nos ajude a não mais fazer isso. Ele ajuda! Só que a carne é sempre fraca e, enquanto formos humanos, o pecado não afastar-se-á de nós. Todos somos pecadores, mas, ao mesmo tempo, temos um intercessor no Céu, que é Cristo, o Justo. Então, a pergunta de Jesus hoje soa em nosso ouvido sem parar: “Por que estais preocupados, e por que tendes dúvidas no coração?” (Lc 24,38).
Somos filhos de Deus! Não precisamos ficar tristes. Temos um intercessor junto a Deus. É ele o caminho, é Ele a verdade, é Ele a vida. Acheguemo-nos a Jesus, verdadeira fonte de amor. Que Ele nos ajude a testemunharmos sua Palavra em meio a um mundo tão corrompido pelas concupiscências enganadoras. Afinal, “estamos neste mundo, mas não somos dele”. Pelo contrário, somos cidadãos do Céu. Façamo-nos dignos de sermos chamados de tais.
Graça e paz.
Por Rogério Curtt (disponível em
[Obama continua mostrando para que veio. O "salvador do mundo", considerado como o homem que ia salvar o mundo da crise e ia trazer de volta as esperanças ao povo americano, mostra as garras e - pasmem! - classificou de "potenciais terroristas" todos aqueles que são contra o aborto. Quer dizer agora que aqueles que defendem a vida são terroristas? Quer dizer então que a Igreja é terrorista? Essa é mais uma prova de que quem quer ser realmente católico não pode dar nenhum apoio a esse inescrupuloso e anticristão presidente chamado Obama]