Domingo de Pentecostes

http://www.ecclesia.com.br/images/icones/festas/pentecostes3.jpgCelebramos o domingo de Pentecostes, o dia da vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos no Cenáculo. No contexto dessa festa, o próprio Jesus quer nos mandar o seu Espírito. E isso para que possamos ser fortes na evangelização e na luta contra o pecado. Nós, assim, como o mundo, precisamos dessa força transformadora do Paráclito do Pai, ela que naquele tempo inundava os apóstolos, agora quer nos encher.

Estavam todos reunidos

O primeiro princípio que a Liturgia quer ressaltar nesse Domingo de Pentecostes, mediante a ação do Espírito Santo que virá sobre os apóstolos, é a unidade. Diz a Escritura que “estavam todos reunidos no mesmo lugar” (At 2,1). Isso traz para nós primeiramente essa simbologia de ver que o Paráclito age no lugar onde se cultiva a união. O sentido do ecumenismo proposto já pelo Magistério dos papas antecessores ao Concílio Vaticano II é justamente esse: unir os cristãos em oração para que possam, de maneira genuína, receber o Espírito Santo.

Essa proposta que a Igreja iniciou cordialmente a partir da década de 60, quando o Vaticano II foi realizado e até mesmo recomendado pelo Papa Paulo VI, mostra o que Deus quer de nós não só para hoje, em Pentecostes, mas para toda nossa vida. Com efeito, os custos dessa unidade são grandes e precisamos de alguns requisitos muito importantes para promovê-la. “Bento XVI repetiu em várias ocasiões, e agora voltaram a fazê-lo, que o ecumenismo exige a conversão de todos – também da Igreja Católica – a Cristo” (Arquivo – 27/01/09).

Então, quando falamos de unidade, deve vir sempre à nossa mente conversão. E é somente pela conversão que a unidade poderá experimentar uma plena realização. Isso não significa, contudo, dizer que não enfrentaremos dificuldades. Elas estão presentes, como já afirmava na Mensagem de Pentecostes. E, aliás, foi o que os apóstolos estavam enfrentando. Eles já estavam há alguns dias sem a presença de Jesus, que havia se elevado ao céu. Desanimaram? Não. Desistiram? Não. Pelo contrário, “perseveravam unanimemente na oração” (At 1,14). Mal sabiam eles que a vinda do Espírito era próxima.

E essa vinda veio. Por quê? Justamente porque “todos eles perseveravam (…) na oração” (At 1,14). Mesmo que fosse difícil, estavam ali todos. E assim Jesus enfim pode agir. Vejo a vinda do Espírito Santo sobre eles não somente como um cumprimento da promessa de Jesus, ou uma consolação devido à sua ‘solidão’, mas sim como um fruto da unidade da qual eles gozavam naquela época. Ah! Que bom tempo aquele em que os cristãos estavam todos reunidos em um só Credo, em uma só fé. Foi por isso e pelo fato da própria oração que eles cultivavam – cuja importância o Papa inclusive ressaltou na Missa de hoje – que o Pentecostes se realizou de maneira inefável no meio deles.

Invocar a graça de um Novo Pentecostes não é, portanto, simplesmente estender as mãos pro alto e ‘orar em línguas’. É, antes de tudo, atender à vontade de Deus, orar incessantemente e principalmente promover a união, cuja solidez seja capaz de promover uma fé verdadeira, livre de relativismos e de preconceitos. Para que isso aconteça urgentemente, vem, Espírito Santo, vem!

Um mesmo é o Espírito

O mesmo Espírito que move o profeta, que inspira o Messias, que influencia as atitudes boas das pessoas, é o mesmo que agiu nos apóstolos naquele dia de Pentecostes. Pode parecer absurdo imaginar o que diz São Paulo na Segunda Leitura: “Há diversidade de dons, mas um mesmo é o Espírito. Há diversidade de ministérios, mas um mesmo é o Senhor. Há diferentes atividades, mas um mesmo Deus que realiza todas as coisas em todos” (1 Cor 12,4-6). Mas é de fato esse mistério que o Senhor quer nos fazer compreender.

O fato da fé, em si, já é um mistério. Deus, ser cuja profundeza nós nem ousamos imaginar, é o maior mistério que o homem crê. E, bem, ele crê com todas as suas forças. Uns até mesmo se dedicam inteiramente à vocação relacionada de modo sublime a Deus, como é o caso, por exemplo, de sacerdotes, religiosas e diáconos. No entanto, o termo “de modo sublime” mostra que todas as vocações, sem nenhuma exceção, podem fundamentar-se em Deus. É o que São Paulo quer nos fazer entender: existem diversas atividades, diversas profissões, muitos dons; no entanto, todos provém do Espírito Santo de Deus.

Essa graça que hoje cremos é a mesma que São Paulo usa para falar do Corpo de Cristo, o Corpus Christi. Diz ele que o corpo é um, embora tenha muitos membros: “corpus unum” (1 Cor 12,12). É, mais uma vez, o mistério da unidade retratado agora não mais no cristianismo como um todo, mas na própria Igreja. Desse modo, a unidade não é mais algo somente externo, mas que deve ser realizado internamente. Todos somos membros do mesmo Corpo. Permanecermos unidos não é uma missão difícil, pois, de fato, já estamos incorporados a Cristo. Para isso, precisamos nos dedicar a um ministério de luz.

Não importa o setor em que trabalhamos, mas sim o patrão a quem trabalhamos. É uma comparação tosca, mas é o que a Liturgia quer nos ensinar. Não nos preocupemos em saber qual dom é melhor ou qual dom é pior. Não importa o dom! O importante é trabalhar para o Espírito Santo. Saber usar isso a nosso favor é sinal também de motivação. Trabalhamos na vinha e somos pessoas de condição igual. Não há ninguém melhor que ninguém quando se fala de dons e ministérios. Cada um tem uma peculiaridade. Cada um tem sua função na construção do Reino dos céus.

Recebei o Espírito Santo

É o que Jesus fala quando sopra os apóstolos. De fato, o que Jesus queria dizer com essa frase? Só compreendemos isso se lermos toda a estrutura evangélica de hoje. Primeiro, o Cristo começa saudando seus discípulos: “A paz esteja convosco” (Jo 20,19). Receber a paz do Senhor Jesus e depois o Espírito Santo vem nos mostrar que, para que possamos estar aptos para a vinda do Espírito, além da unidade exterior e interior, da oração, precisamos da paz de Cristo. Vejamos a importância dessa paz. Não é a que o mundo nos dá. É a verdadeira paz, aquela que traz alegria.

Como o Pai me enviou, também eu vos envio. E Jesus finalmente confere a seus seguidores o mandato de perpetuar o Evangelho que aqui Jesus deixou. Essa ordem de Jesus se faz presente hoje na Igreja católica, cuja estrutura permaneceu fiel graças à sua tradição e a seu Magistério. É só assim, enfim, que podemos gozar do Espírito Santo de Deus. Recebê-lo em nossa vida é uma HONRA muito grande, que nos traz não somente paz, unidade, oração, alegria, mas FORÇAS PARA ENFRENTAR O PECADO. É o que Jesus quer que façamos sempre. Isso é possível.

Invoquemos a graça de Deus para que o Espírito Santo desça também sobre nós e possamos aproveitar da sua graça e adorar a sua glória. Peçamos a intercessão da Santíssima Virgem; ela nos ajuda nesse difícil caminho rumo ao Pai.

Graça e paz.

Profissão de risco

É assim que podemos qualificar o trabalho de quem dá aulas nas escolas públicas do país: arriscado. A situação a que a educação no Brasil chegou está insustentável. Os professores, além de terem que receber um salário muito baixo, têm que agüentar, dentro de sala de aula, a falta de atenção dos alunos, a violência deles e, pasmem, até mesmo ameaças de morte.

É por isso que ninguém quer ser professor nesse país. Quem vai querer uma profissão que, além de ser mal-remunerada, dá ao professor o direito de morrer assassinado pelos seus próprios estudantes? Nesse momento, não é hora de refletir nem de quem é a culpa mais. Já está no momento de buscar soluções para essa crise da educação brasileira. As condições dela são deploráveis. Vai depender das nossas famílias começar a educação em casa, uma educação que esteja baseada especialmente no RESPEITO, que é o que merecem não só os professores, mas todos os cidadãos do nosso país.

Profissão de risco

Istoé

Pesquisas revelam que professores sentem sua autoridade diminuir e um em cada quatro diz ter sofrido ameaça de agressão

”Vou mais um dia para a escola, desanimada e certa de que as aulas não serão dadas. Quando chego à porta da sala tenho vontade de sumir.” Este é um trecho da carta da professora mineira de ensino fundamental Áurea Damasceno endereçada à Secretaria de Educação de Belo Horizonte. O texto-desabafo circulou na internet e trouxe à tona, mais uma vez, o anacronismo do modelo pedagógico na rede pública e a crise de autoridade dos professores, que costumam acumular problemas nas cordas vocais de tanto gritar dentro das salas de aula. “Metade da turma passa o tempo todo conversando, pulando de cadeira em cadeira”, continua a professora Áurea, confessando que se sente dentro de “uma rebelião”.

Outro inimigo dos mestres é a violência dentro das classes. Uma professora foi torturada por um aluno em São Paulo, outra, no mesmo Estado, ameaçada de morte, vários são alvo de intimidações. Uma pesquisa sobre convivência escolar divulgada no início do mês pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla) e a Secretaria de Educação do Distrito Federal transforma o problema em um número desanimador: 67,6% dos educadores sentem que sua autoridade ficou mais fraca nos últimos anos. O levantamento ouviu 1,3 mil profissionais da capital federal. “O retrato sintetiza a situação da maioria das escolas públicas do País”, afirma a socióloga Miriam Abramovay, que coordenou o trabalho. “Os professores se sentem numa panela de pressão.”

A dificuldade começa ao entrar na sala. “Levo 20 minutos para chamar a atenção dos alunos”, diz Paulina Cordeiro, que ensina geografia no ensino fundamental das redes municipal e estadual do Rio de Janeiro. “Tenho que berrar. Estou perdendo a voz”, lamenta. À sua frente, jovens com celular e jogos eletrônicos – ou, até mesmo, dormindo. Esse desinteresse foi identificado na pesquisa da Ritla: 84,2% dos professores acham que os alunos prestam pouca atenção – ou nunca o fazem. Para Mírian Paura, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, isso se deve, em parte, às características atuais do sistema de ensino.

“As escolas não conseguiram se adequar à rapidez da informação e do conhecimento que os alunos encontram fora delas.” A violência é o que mais assusta. Segundo a pesquisa, 26,4% dos professores já foram ameaçados pelos alunos e 7,5% sofreram violência física. Rosângela Castrioto, de São José dos Campos, em São Paulo, que dá aula de matemática no ensino médio, é uma dessas vítimas. Enquanto respondia às perguntas de uma estudante, no dia 18, ela sentiu o cabelo pegando fogo. “Um aluno veio por trás e riscou um fósforo”, contou à ISTOÉ. Na delegacia, o garoto, de 16 anos, disse que “foi sem querer”. “O comportamento deles está cada vez pior”.

“Quando estive na delegacia encontrei outra professora que registrava queixa porque tinha apanhado de uma aluna.” Com Maria, professora do ensino médio, que pediu para não revelar seu sobrenome, aconteceu pior. Ela foi torturada durante 50 minutos em uma sala com 46 alunos, em São Paulo. “Amarraram minhas mãos, me amordaçaram e me jogaram no chão”, conta. “Com lápis e canetas com pontas bem finas me furaram o corpo.” Após o episódio, Maria teve síndrome do pânico, passou a receber ameaças e se mudou de casa.

Salários baixos e inadequação das escolas também complicam a situação. A professora de ensino fundamental Nilza Gomes dos Santos, do Distrito Federal, resume sua luta: “Só sendo muito idealista para suportar.” Dividida entre 18 turmas com até 60 estudantes de ensino médio e fundamental, nas redes estadual e municipal do Rio, Rosilene Almeida da Silva reclama de esgotamento físico e emocional por causa da jornada de trabalho multiplicada.

Além de problemas na voz, o trabalho lhe causou lesões na coluna e nos braços. Por fim, ela caiu em depressão. “Entro na sala de aula e me pergunto: o que estou fazendo aqui?” Ela não é a única a fazer esse tipo de questionamento. “Minha vocação é ensinar e não lidar com a bagunça total”, revolta-se Luiz Henrique da Costa, que leciona matemática no ensino fundamental na rede pública em São Paulo. Enquanto nada for feito, além dos mestres, a educação será a maior vítima desse sistema educacional falido.

O que falar da RCC?

Fui introduzido no meio católico desde pequeno, mas minha verdadeira experiência com Deus começou em março do ano passado, quando comecei a perseverar no grupo de oração da Renovação Carismática em minha cidade. Ou seja, o momento em que comecei a tornar-me de fato “católico” marcou o início desse BLOG. Faz muito tempo e já ocorreram vários progressos espirituais e ortográficos, perceptíveis em meus artigos e também em minha vida.

Não houve um marco específico que eu possa dizer: “Foi nesse momento que comecei a minha relação com Deus…” O que me fez experimentar Deus mesmo foi a minha constância no grupo de oração e na Santa Missa. Confesso que, antes de participar da RCC, não sabia o significado da Missa. Foi através das meditações da palavra que fui criando gosto pelo catolicismo e pela tradição. Primeiramente começou com a Palavra de Deus. E foi nesse período, mais ou menos um ano atrás que descobri o valor da Missa. Desde aí foram raras as vezes que faltei a ela. Depois, aprendi a amar o Magistério da Igreja e sua Tradição. Foram coisas sucessivas.

Bom, o que posso dizer da Renovação Carismática, se foi ela que me introduziu de fato na Igreja, como uma pessoa praticante e amante da Palavra? Ela é um ótimo movimento, que leva as pessoas para Deus. Isso é muito bom. A Igreja Católica precisa mesmo desses artifícios de evangelização. Não interpretamos isso como se a Igreja sem a RCC tivesse métodos ineficientes, mas digo isso no sentido de que “quanto mais formas de evangelizar o povo e trazê-lo para a fé católica tivermos melhor”. Eu, assim como tantas outras pessoas, fui ‘vítima’ do Espírito Santo através desse movimento. Tenho muito que agradecer a ele.

Com plena certeza, posso afirmar que a RCC é mais uma prova da ação viva do Espírito Santo na Igreja. Se pelos seus Sacramentos e ensinamentos, já vemos o Espírito Santo, pela RCC então essa ‘visão’ evidencia-se. Existem, contudo, coisas que devem ser mudadas nos grupos de oração para que possam ser totalmente fidedignos à Igreja. O que considero mais incômodo nos grupos de oração é o excesso de sentimentalismo que existe. Além disso, usa-se de forma abusiva algumas práticas como o batismo no Espírito Santo, a oração em línguas, entre outros “dons” do Espírito Santo que exigem um grande APROFUNDAMENTO para serem devidamente praticados.

Consideremos, no entanto, que tudo isso é uma questão de fé. Não devemos abusar dessas práticas, mas não podemos também nos esquecer que a Renovação veio trazer esse avivamento espiritual aos católicos, como forma de realização de curas, milagres, sinais e prodígios. A RCC não é perfeita, mas é um movimento – repito – muito bom, pois traz ao seio da Igreja muitas ovelhas que estavam perdidas nas falsas doutrinas. E Deus quer justamente isso: que todos sejamos um! Na busca da unidade, a Igreja vai à frente e leva, junto com ela, uma prova de que o ecumenismo está sendo verdadeiramente promovido no Brasil e no mundo todo: a Renovação Carismática Católica.

Graça e paz.

RCC missionária

A RCC, hoje, é João Batista em sua missão!

Fonte: Canção Nova

http://zonal5.zip.net/images/RCC2.jpgReinflama o carisma, pois o “dia do Senhor” está próximo! É a hora do Espírito! É a hora da Igreja! O Espírito e a Esposa [Igreja] dizem: Vem, Senhor Jesus!

Hoje o Senhor está investindo tudo. Ele está investindo Seu Espírito Santo para trazer de volta os Seus filhos. O que estamos presenciando é o que nos diz a profecia de Joel: “Publicai o jejum, convocai a assembleia, reuni os anciãos e toda a população no templo do Senhor, vosso Deus, e clamai ao Senhor: ‘Ai, que dia!’ O dia do Senhor está próximo. Tocai a trombeta em Sião, daí alarme no meu monte santo! Estremeceram todos os habitantes da terra, eis que se aproxima o dia do Senhor. Por isso, agora ainda – oráculo do Senhor –, voltai a mim de todo o vosso coração, com jejuns, lágrimas e gemidos de luto” (Joel 1,14-15a; 2-1.12).

Essa profecia é um grande apelo à conversão! O Senhor sabe que somos assim: ouvimos, nos emocionamos, ficamos até abalados, e depois tudo passa. Mas agora o apelo é urgente! O Senhor quer salvar os Seus filhos, quer trazê-los de volta! “Pois o dia dos Senhor está próximo!” Antes que Ele venha, antes que Ele seja obrigado a separar as águas, antes que venha para separar o joio do trigo, Ele quer trazer os Seus filhos de volta. Por essa razão Ele está derramando Seu Espírito Santo, Ele está fazendo com que os dons do Paráclito se realizem de maneira concreta! Palpável! Visível! Ele nos está levando à coragem apostólica. À ousadia na evangelização, conduzindo-nos ao dom da “profecia”.

João veio e pregou a conversão: “Convertei-vos, porque está próximo o Reino dos Céus” (Mateus 3, 2). Essa foi a profecia de João Batista, que preparou o povo para a primeira vinda de Jesus Cristo. A Renovação Carismática Católica, hoje, é João Batista em sua missão, preparando novamente o povo, trazendo-o de volta para Deus por causa da segunda vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo! Repito: Porque o Senhor está próximo, muito próximo!

Eis o que diz a profecia de Joel: “Vossos filhos e vossas filhas profetizarão; vossos anciãos terão sonhos, e vossos jovens terão visões” (Joel 3, 1-2ss).

Tudo isso está acontecendo! É um derramamento do Espírito Santo com prodígios, sinais e milagres! É um derramamento com abundância de prodígios: “Vossos filhos e vossas filhas profetizarão; vossos anciãos terão sonhos, e vossos jovens terão visões”.

Vem, Senhor Jesus!

Seu irmão,

Monsenhor Jonas Abib

A revolta dos católicos

Anteontem vos falava da revolta dos acatólicos no meio religioso mundial. São pessoas covardes, que só sabem atacar a Igreja pelo que Ela construiu em meio a nossa civilização ocidental. Mas, se pensávamos presenciar somente uma revolta de quem não ama a Igreja, estávamos muito enganados. Os seus próprios membros escarnecem dela. E isso é infelizmente muito comum. Apesar de não considerarmos tão católicos assim aqueles que da Igreja participam, mas só querem da mesma falar mal, faz-se necessário observar esse ‘ataque’ interno por um ângulo bíblico e ao mesmo tempo, social.

Os famosos lobos em pele de cordeiro (cf. Mt 7,15) podem ser interpretados nos dias de hoje não somente como os falsos profetas – que já são muitos – mas como os falsos católicos. Representam, na hierarquia da sociedade atual, toda a hipocrisia humana que diz ser o que na realidade não é. Esse tipo de católico na Igreja é muito grande. Muito grande mesmo! Pessoas que defendem o aborto, mas dizem “ser católicas”, quando, na verdade a Igreja proíbe totalmente essa prática; mulheres que já abortaram e, pasmem, se dizem católicas praticantes. Não. Não é esse o catolicismo que Deus quer que tenhamos. Ele quer um compromisso sério. Você quer ser católico? Então pelo menos esforce-se para cumprir as Santas Leis da Igreja!

São João, na profecia apocalíptica, dizia: “Conheço as tuas obras: não és nem frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! Mas, como és morno, vou vomitar-te” (3,15-16). Meus irmãos, isso é bíblico! Aqueles que não assumirem um sério compromisso de seguirem Deus em sua vida, serão vomitados. Tomemos cuidado para não sermos mornos, para não querermos ficar no meio demais, querendo agradar a Deus e ao mesmo tempo ao mundo.

Por alguma brecha a fumaça de Satanás entrou no templo de Deus: existe a dúvida, a incerteza, a problemática, a inquietação, o confronto. Não se tem mais confiança na Igreja; põe-se confiança no primeiro profeta profano que nos vem falar em algum jornal ou em algum movimento social, para recorrer a ele pedindo-lhe se ele tem a fórmula da verdadeira vida. E não advertimos, em vez disso, sermos nós os donos e os mestres [dessa fórmula]. Entrou a dúvida nas nossas consciências, e entrou pelas janelas que deviam em vez disso, serem abertas à luz (…) Na Igreja reina este estado de incerteza. Acreditava-se que, depois do Concílio, viria um dia de sol para a história da Igreja. Em vez disso, veio um dia de nuvens, de tempestade, de escuridão, de busca, de incerteza. Pregamos o ecumenismo, e nos distanciamos sempre mais dos outros. Procuramos cavar abismos em vez de aterrá-los. Como aconteceu isso? Confiamo-vos um Nosso Pensamento: houve a intervenção de um poder adverso. Seu nome é o Diabo” (Paulo VI, Discurso em 29 de Junho de 1972).

As palavras proferidas acima pelo Santo Papa Paulo VI, há quase 30 anos atrás, tem um significado muito especial ainda hoje. A famosa “fumaça de Satanás” da qual fala o Santo Padre nada mais é do que o falso catolicismo: “Não se tem mais confiança na Igreja; põe-se confiança no primeiro profeta profano que nos vem falar em algum jornal ou em algum movimento social, para recorrer a ele pedindo-lhe se ele tem a fórmula da verdadeira vida”. E é de fato isso o que acontece: o homem perdeu a noção da vida, do amor, dos valores cristãos. Ele quer viver não mais a liberdade, mas a libertinagem, esse desejo desenfreado pelas concupiscências da carne.

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"Católicas" pelo direito de decidir: exemplo muito atual do falso catolicismo

E o resultado disso é católicos que defendem o aborto, a camisinha, o “prazer”, apóiam movimentos feministas, gayzistas, marxistas, comunistas… Ser católico resume-se a comungar – indignamente, diga-se de passagem – todo domingo na Santa Missa. Ser católico resume-se a confessar-se uma vez na vida, na época da primeira Eucaristia. Ser católico significa desprezar o Papa, criticar o padre, esquecer-se dos desvalidos.

É necessário assumir um compromisso hoje de ser católico não somente em palavras, mas em atitudes concretas, que sejam capazes de afirmar que somos dignos pelo menos de sermos chamados filhos do Pai Eterno. Nós de fato o somos. Mas, será que estamos, como filhos de Deus, cumprindo o que Ele nos pede? Pensemos bem nisso.

Graça e paz.

Não vou desviar…

http://www.fraternidaderosacruz.org/jesus_getsemani.jpg…não vou desviar meu olhar de Ti, Senhor”. É assim que canta Márcio Todeschini, na música “Um lugar”. Esse ato tem, no contexto da vida cristã, um significado muito especial e que revela o verdadeiro sentido da nossa fé. A expressão não desviar, nesse caso, é mais do que simplesmente olhar para alguém ou algo fixamente; é sinônimo de seguir o exemplo de. O cristão tem essa missão, esse objetivo. Mediante a religião que ele segue, a pessoa divina que ele segue, a palavra “cristão” já deriva da palavra Cristo, mostrando que todos nós, seus seguidores, devemos ser imitadores de Jesus.

Imitai Cristo mesmo, que era totalmente submetido à vontade do Pai; imitai Jesus na sua oração, à qual Ele dedicava longas horas; imitai Jesus no seu amor ao homem. (João Paulo II, aos peregrinos de 10 de junho)

A exortação acima, dada pelo Papa João Paulo II, vem nos mostrar em que imitarmos Jesus. E ele cita três aspectos importantes: a obediência, a oração e o amor. São três virtudes que, em nossa vida, devemos pôr em prática para de fato assemelharmo-nos a Jesus Cristo. Primeiramente, a obediência, que levou não somente Jesus como exemplo, mas muitos outros personagens bíblicos, como Moisés, Davi, Samuel, Judas Macabeu, Isaías, Jeremias; sem falar de Maria, a “serva do Senhor”: “Faça-se em mim segundo a vossa palavra” (Lc 1,38). A obediência que o ser humano deve a Deus consiste nisso: em abandonar-se de si para dar lugar a Deus. É um exercício em que não fazemos as nossas vontades, mas cumprimos a vontade de Deus.

Diz São Paulo aos gálatas: “Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim” (2,20). Isso é sinal de submissão! Não somos nós que vivemos, não somos nós que ‘ditamos as regras’. Deus fala e nós, como servos, obedecemos à sua vontade. E é importante inclusive refletir o porque dessa subordinação: só seremos felizes de verdade quando darmos lugar a Deus em nossa vida. É preciso despojar-se de si e vestir-se de Deus: “Revesti-vos do homem novo, criado à imagem de Deus, em verdadeira justiça e santidade” (Ef 4,24).

Quando se fala de oração, lembramos novamente, a priori, de Maria, mãe de Jesus. Depois da ressurreição de seu filho, a Santa Virgem mostra que não ‘emprestou sua barriga’ para o nascimento de Jesus, mas doou-se completamente para a vontade de Deus. Essa conclusão, reflexo da sua obediência, agora permanece unida à oração: “Todos eles perseveravam unanimemente na oração, juntamente com as mulheres, entre elas Maria, mãe de Jesus” (At 1,14). Pode-se dizer que Jesus foi um reflexo muito grande de sua mãe. No horto das oliveiras, orou incessantemente (cf. Jo 17), mostrando a nós a importância de rezarmos e implorarmos a misericórdia de Deus especialmente nos momentos de angústia.

A oração é a apresentação de súplicas e agradecimentos a Deus. É algo essencial para que todo cristão viva bem sua fé. É um exercício que não deixa que a mesma ‘caia em extinção’. “Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos” (Ef 6,18). Jesus diversas vezes aconselhou-nos sobre essa necessidade e advertia-nos que, caso não nos mantivéssemos em constante oração, cairíamos em tentação. E, se começarmos a orar frequentemente, notaremos uma grande diferença em nossa vida espiritual. A oração nos dá mais força para suportarmos as dificuldades e as provações. Não existe outro meio para vencermos as tribulações.

E quando se fala de amor, não existe nem palavras para expressar quão grande é o amor de Cristo por cada um de nós, um amor capaz de doar-se. E é interessante verificar essa relação tanto de verticalidade e horizontalidade. Jesus se doava não somente a Deus, mas também aos homens, mesmo que esses fossem pecadores. Jesus nos amou não porque merecíamos, nem porque éramos muito bons. Pelo contrário, éramos pecadores! Mas, em Cristo, SOMOS MAIS QUE VENCEDORES! Ele nos amou para que pudéssemos desfrutar da salvação que ele quer conceder a cada um de nós.

Assim como Cristo nos amou, devemos amar-nos uns aos outros. E é esse o convite mais difícil de todo o cristianismo. E por quê? Simplesmente porque Jesus amou-nos entregando-se numa cruz. Isso é fácil, é moleza? Não, mas é a missão que o cristão deve ter projetada. E “amar na cruz” não significa ser crucificado literalmente e beber do cálice amargo do sofrimento, assim como Jesus sofreu. Amar na cruz significa aceitar o outro da maneira que ele é, renunciar às nossas próprias vontades, amar na dificuldade. É isso! É esse o Calvário que o cristão tem de enfrentar diariamente em sua caminhada.

Assim como Maria, é momento de proclamar que “a Deus nenhuma coisa é impossível” (Lc 1,37). Obedecer à Deus, orar sempre, amar sem cessar são atitudes que, apesar de difíceis, constroem uma verdadeira felicidade, solidificada na rocha da salvação. Sejamos imitadores de Jesus.

És meu tudo, és minha força, tu tens o poder de ressuscitar dentro de mim aquele primeiro amor; és meu tudo, sim eu te amo, não posso me esquecer, não vou desviar meu olhar de Ti, Senhor”.

Graça e paz.

A gincana da vida

Seguir a Jesus Cristo é um exercício que faz da vida um desafio grandioso. Em jogo está a nossa vida. Para buscá-la é necessário crer, fazer o bem e amar o outro. A vida em Cristo é uma ‘gincana’. Todos são chamados a participar dessa gincana da vida. Só que existem três grupos nessa gincana:

- Os que não participam: são aqueles que não querem confiar nem crer no amor de Deus. São no mundo de hoje os chamados ateus. Podem, no meio das provas, mudarem de idéia e entrarem na busca pela vida. Mas a maioria prefere ficar na morte. É, sem dúvida, um grande número o desses que não participam.

- Os que participam, mas perdem: são aqueles que vão à gincana, mas não participam dela com a disposição que lhes é exigida. Não cumprem as provas, prejudicam a si mesmos, fazem o errado, enfim, buscam a vida, mas não se doam completamente a ela, não se esforçam para cumprir os requisitos que as provas lhes pedem.

- Os que participam e ganham: são os que vão à gincana e se empenham com toda a garra e união para vencê-la, ajudam os companheiros, crêem que vão conseguir, não se desesperam e se esforçam de todo o coração.

A vida em Deus representa primeiramente uma escolha: quero ou não segui-lo? É uma decisão que, assim como todas as outras, tem conseqüências. Essas conseqüências serão boas ou ruins de acordo com a escolha que tomarmos. Boas se decidirmos praticar coisas boas; ruins, caso quisermos praticar ações ruins. As boas atitudes representam o sim a Deus. São elas as verdadeiras ‘chaves’ que nos encaminham para a salvação. Entre essas boas atitudes estão amar ao próximo, ajudar os necessitados, os que estão tristes, desamparados, promover a vida, perdoar, aceitar o outro como ele é, enfim, tudo aquilo que edifica a relação homem-Deus e homem-homem. É preciso que essa harmonia seja constante nos dois aspectos.

As más atitudes, no entanto, representam já o começo do inferno aqui na terra. É o ódio, a vingança, o rancor, os pré-julgamentos. Deus não quer isso de nós. Cumpramos a Sua Palavra, amemos os seus preceitos. Para vencermos essa gincana, necessitamos converter-nos verdadeiramente e mostrarmo-nos, apesar de nossas faltas, dignos da participar do banquete nupcial do Cordeiro.

Graça e paz.

[OFF] O drama celular

Mais um dia amanhece para a mitocôndria. Trabalhadora competente, só se lamenta de ser a única a trabalhar no meio em que vive. Se levanta e já começa a fazer o serviço de geração de energia. Sem ela, certamente todo o ambiente celular em que ela vive estaria sujeito à morte. Responsável pela respiração da célula, sem a mitocôndria nós – aglomerados de células – não viveríamos.

_Bom dia, lisossomo!

_Fala, mitocôndria… Tudo beleza?

_Só um pouco cansada, mas, enfim, é esse o meu trabalho, não é?

_É. Hora de pegar no batente. Lá vem substâncias aí para eu digerir.

_Cuidado, lisossomo, com uma tal de sílica. Diz que mês passado a bicha destruiu a cidade vizinha e não sobrou sequer um ribossomo pra contar história.

_Nossa! Sério mesmo?

_Eu estava perto da fronteira na hora que aconteceu. Fiquei com um medo de acontecer conosco também.

_Pode deixar, mitocôndria! Eu me cuido.

Ambas compareciam, enquanto servas, ao gabinete, no Núcleo da célula. Ainda não entendiam porque ele chamava DNA, mas sentiam medo de perguntar e serem despedidas. Sabiam que a demissão era o fim não só do emprego, mas da sua própria vida. O trabalho de hoje? O de sempre. Para a mitocôndria, era hora de oxidar a glicose e produzir energia; para o lisossomo, contudo, era hora de digerir alimentos.

_E seu pai, lisossomo? Vai trabalhar não?

_Hoje é o dia de descanso dele, sabe? Trabalhou muito últimos dias. O número dos meus irmãos quase se igualou ao dos ribossomos.

_Deus me livre! Quanta liberação de vesículas!

_É. Ninguém conseguia dormir à noite lá em casa. Era um barulhão: lisossomo atrás de lisossomo.

_Sorte a sua de ter muitos irmãos pra te ajudar. Eu sou sozinho nesse ofício.

_Pena que eu não posso te ajudar…

_É. O jeito é worká, como dizem os Mamonas Assassinas.

Foram cada um para o seu trabalho. Mas em meio a entrada de uma substância misteriosa, o lisossomo se assustou. O receio de que fosse sílica o fazia temer. Danava incessantemente com a membrana: “Como deixaste passar tal material?” O medo de que o DNA a ‘matasse’ literalmente a obrigava a digerir aquele alimento.

Englobou-o. Suicidou-se. Liberou-se. O fim da célula estava próximo. O complexo golgiense que dormia acordava ao som do desesperador barulho do fim dos tempos. Não havia mais esperança para ninguém. A mitocôndria, que acabava de realizar um trabalho difícil, não pôde nem contar a sua alegria ao chefe. Os ribossomos iam pouco a pouco morrendo. Não havia mais vida. Uma tragédia se sucedeu. Bem que a mitocôndria o havia avisado. Mas ali os avisos de subordinados são de serventia nenhuma. Quem manda mesmo é o DNA. Seu autoritarismo parou de representar respeito; passou a ser medo. Medo esse que culminou no fim daquela célula.

Choros de tristeza se ouviam por todo o pulmão. Tudo culpa do maldito trabalho de José. Ser mineiro de fato não é uma boa idéia.

A revolta dos acatólicos

Os professores do nosso tempo, seja de escolas públicas, particulares ou universidades, cultivam um grande ódio pela Igreja Católica. São muitos que cultivam uma cultura atéia ou “acatólica”. Ensinam seus alunos, assim como eles, a terem uma visão deturpada e errada da Santa Igreja de Deus, o Corpo de Cristo. Falam da Idade Média como uma “idade das Trevas”, um tempo onde o homem estava totalmente ligado a Deus, o que o tornava atrasado (bendito atraso!). Fala-se que a Igreja, detentora de todo poder financeiro, político e educacional da época, exercia forte controle sobre a mente das pessoas, dominando-as.

http://storage.msn.com/x1pgliP38XxBL3rEQd4DYihQBqFFWcvyCGnrATJSa1_uOwErp_zXfkUtCSbfJfXLIbNOy4YEwVIpCtJ5qzqgfNrrCYUSz6V2WnhFLFKR0eqzsr1m8P_r76C122hEGuwaZI2TrZuH5sTYPnRxx33MeleegA Igreja é a corrupta, a assassina, a malvada, a perversa, aquela que esconde a verdade de seus fiéis, que promove o atraso na ciência, na física, na evolução, nas artes, enfim, a Igreja representa tudo o que é atraso e corrupção. Mas, o que a história de fato mostra não tem NADA a ver com essa visão que as pessoas têm da Igreja.

“A Idade Média não foi um período de desorganização política, econômica e cultural; não foi um período de desprezo da razão e morte do saber e da ciência. Essas mentiras absurdas e anti-históricas, foram inventadas pelos filósofos iluministas, que, acreditando serem eles os “iluminados” pela “Deusa da Razão” que entronizaram na Catedral de Notre Dame em Paris, na época da Revolução Francesa (1789), odiavam a Idade Média por ser este o período em que a Igreja Católica mais exerceu a sua boa influência no mundo” (AQUINO, Felipe. Uma história que não é contada. 2008, Cleofas).

Mas, ao contrário do que mostra a própria HISTÓRIA, os acatólicos promovem no mundo de hoje uma cultura de morte, que mata não só a Igreja e Deus, mas a vida de muitos seres humanos. Defendem o direito à escolha da mulher, que fica livre para matar seu filho quando não o quer mais ter, defendem o assassinato dos mais desfavorecidos, defendem tudo o que há de mais perverso no mundo atual. E a Igreja, bem, é a culpada do regresso do mundo, do atraso social e econômico, enfim, põe-se a culpa de tudo o que acontece na Igreja Católica.

“A luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz, pois as suas obras eram más” (Mt 3,19). O processo de “liberdade” que o mundo sofreu a partir do século XV, início da Idade Moderna, foi o começo da perdição na humanidade. E por quê? Antes o homem estava diretamente apegado a Deus. A partir do modernismo, ele começou a apegar-se em si mesmo, formando o antropocentrismo. Na Idade Média, o homem não buscava lucro, praticava a “economia de subsistência”, consumia-se somente o necessário. A partir do fim da idade medieval, o homem começou a buscar incessantemente o lucro, o dinheiro, a fama. Começou aqui o banditismo social. Começou aqui a violência urbana.

A inveja foi entrando no mundo. E de pouco a pouco o homem ia se distanciando de Deus e se afastando, consequentemente, do progresso e do amor. Em 1789, o drama da Revolução Francesa. Igualdade, fraternidade, justiça? Que nada! Foi um verdadeiro genocídio de religiosos e religiosas! Foi um verdadeiro holocausto. No século XX, o que temos? O comunismo, o nazismo, o capitalismo e o fim definitivo de um mundo sob os desígnios de Deus. Castidade, vida, amor, matrimônio, missa, Eucaristia, Deus, Igreja? Foram todos esquecidos. O homem acha que pode fazer tudo sem Deus, que pode se libertar de Deus e fazer o que bem entender da sua vida e ainda fugir das conseqüências que a sua escolha lhe acarreta. Não é bem assim!

Mortes, violências, estupros, abusos sexuais, escândalos, pais matando filhos, filhos matando pais, terroristas ameaçando povos… Tudo aquilo que o homem temia veio à tona. E a culpa é de quem? Da Igreja? De Deus? NÃO! Do homem, esse ser sem escrúpulos e sem moral, covarde, animal, sem controles, irracional, sem fé. Será que se a Igreja ainda exercesse grande influência sobre a mentalidade popular, o mundo não estaria diferente?

Graça e paz.