Fariseus da Nova Era

[POSTAGEM ORIGINAL: 25/08/2008]

Saudações a vós, irmãos e irmãs em Cristo Jesus, Nosso Senhor! “Ó abismo de riqueza, de sabedoria e de ciência em Deus! Quão impenetráveis são os seus juízos e inexploráveis os seus caminhos! Quem pode compreender o pensamento do Senhor? Quem jamais foi o seu conselheiro? Quem lhe deu primeiro, para que lhe seja retríbuido? Dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele a glória por toda a eternidade! Amém” (Rm 11,33-36)!

Que nós possamos, com o amor de Maria, alcançar a vida eterna que está escondida com Cristo em Deus. Eis o que vos digo: que não vos glorieis diante dos homens só porque tem boa conduta. Sois os hipócritas que nos fala Jesus: “Guardai-vos de fazer boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Do contrário, não tereis recompensa junto de vosso pai que está no céu” (Mt 6,1). Somos filhos de Deus e membros da Igreja, povo pecador que busca a santidade e a vida eterna. “Sois a luz do mundo” (Mt 5,14), porém, não vos deixeis apagar essa luz de amor e perdão, que se mantém acesa graças à eucaristia e a palavra hoje nos pregada por Cristo, que é a seguinte:

“Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Vós fechais aos homens o Reino dos céus. Vós mesmos não entrais e nem deixais que entrem os que querem entrar.
[Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Devorais as casas das viúvas, fingindo fazer longas orações. Por isso, sereis castigados com muito maior rigor.]
Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Percorreis mares e terras para fazer um prosélito e, quando o conseguis, fazeis dele um filho do inferno duas vezes pior que vós mesmos.

Ai de vós, guias cegos! Vós dizeis: Se alguém jura pelo templo, isto não é nada; mas se jura pelo tesouro do templo, é obrigado pelo seu juramento. Insensatos, cegos! Qual é o maior: o ouro ou o templo que santifica o ouro? E dizeis ainda: Se alguém jura pelo altar, não é nada; mas se jura pela oferta que está sobre ele, é obrigado. Cegos! Qual é o maior: a oferta ou o altar que santifica a oferta? Aquele que jura pelo altar, jura ao mesmo tempo por tudo o que está sobre ele. Aquele que jura pelo templo, jura ao mesmo tempo por aquele que nele habita. E aquele que jura pelo céu, jura ao mesmo tempo pelo trono de Deus, e por aquele que nele está sentado.”

(Evangelho de São Mateus, 23, 13-22).

Meus irmãos, Jesus hoje nos vem revelar uma palavra de muita intensidade e rigidez e um convite a sermos cristãos em verdadeira justiça e santidade: que não nos tornemos hipócritas! Nas sinagogas, oramos e bendizemos ao Senhor, mas, lá fora, somos os primeiros a falarem mal do irmão e a criticar o sacerdote e a própria Igreja.

E, caríssimos, quantos de nós somos fariseus da nova era? Que dizem amar o Evangelho, seguir os mandamentos de Deus, ser católico, mas na verdade somos sepulcros caiados: por fora belos e floridos, mas por dentro, cheios de imundície e podridão. Alegamos ser cristãos, vamos na missa, participamos de uma experiência de oração. Hora de ir embora é hora de namorar, hora de “fazer a festa”, cair na gandaia, se drogar, se prostituir, falar mal do outro.

A nossa sociedade está se tornando cada vez mais um povo fraco na fé e morto no pecado. Estamos sempre caindo nos desejos da carne e nos deixando seduzir pelo poder e pelo prazer. Mentindo para conseguir dinheiro, fama ou até mesmo prestígio social.

Está nos faltando muita humildade para alcançarmos o Reino dos Céus. Jesus disse que somos a luz do mundo, mas atualmente, infelizmente, essa luz está sendo sufocada pelas trevas do pecado e da iniqüidade. Não temos mais medo de Deus. Não tememos mais a Ele.

A mentalidade do século XXI é “Tudo pode”. Se seu Deus não está lhe agradando, troca, vai ao centro espírita, vai a Sal da Terra, a Pentecostal, a macumba. Se sua esposa não está lhe agradando, vai ao prostíbulo, procura outra, arruma uma amante e assim, vice-versa. Se seu irmão lhe maltrata, maltrate ele também. Se for possível, mate a ele e tudo fica bem.

Hoje em dia, nada é pecado. O aborto, a relação sexual fora do casamento, as drogas, as bebidas foram legalizadas pelo maior país católico do mundo.

E o Demônio arruma modos de você “minimizar” o pecado. Ele te dá várias opções de como se atirar na gandaia sem dar nenhum problema. Por exemplo, quando a AIDS e as DSTs entraram no mundo, o que o Maligno inventou? A camisinha. Quando você não queria mais seu filho, em caso de gravidez indesejada, o que ele legalizou? O aborto. E assim tantas outras coisas que ele vem fazendo para destruir cada vez mais o ser humano de maneira lenta.

Ele sabe que nós somos feitos a imagem e semelhança de Deus, então, a sua principal vontade é de destruir essa imagem que somos nós. E a gente está caindo na rede do encardido. Estamos deixando que ele nos seduza facilmente. Ora, nosso corpo é Templo do Espírito Santo!

Infelizmente, meus irmãos, essa mentalidade light, Tudo Pode, está seduzindo até as crianças do nosso mundo. Mas Jesus diz:“Se alguém fizer cair em pecado um destes pequenos que crêem em mim, melhor fora que lhe atassem ao pescoço a mó de um moinho e o lançassem no fundo do mar” (Mt 18,6). Estamos deixando que nossos filhos caiam no pecado e estamos condenando a nós mesmos! E tudo o que achamos que não tem nada a ver, influencia e muito no pensamento das nossas crianças. As novelas, as conversas de comadre, as danças e as músicas pecaminosas e os livros anti-cristãos são a porta principal de entrada do mal em nossas famílias e crianças.
Isso tem que mudar! A nossa sociedade tem que voltar novamente seus olhos para Deus e admitir a sua pobreza e sua fraqueza… A misericórdia do Senhor nos salvará se formos fiéis até o fim a sua palavra, se formos perseverantes em sua palavra insistentemente. O mundo não está perdido não, minha gente! Se cada um fizer a sua parte, construíremos um mundo novo, dotado do Espírito Santo que nos é derramado por Cristo.

Portanto, que possamos, impulsionados por essa grande força que vem do alto, seguir e aclamar ao Senhor Jesus, obedecendo seus mandamentos e alcançando a verdadeira felicidade que está em Deus. Amém.

A Paz de Cristo!

Importa que Ele cresça e que eu diminua

Tentaram pôr, no coração de João Batista, o sentimento da inveja. Durante o ministério de Jesus, enquanto o povo o seguia, os discípulos de João o questionavam. No entanto, o profeta, negando a possibilidade do ódio, respondeu:

Ninguém pode atribuir-se a si mesmo senão o que lhe foi dado do céu. Vós mesmos me sois testemunhas de que disse: Eu não sou o Cristo, mas fui enviado diante Dele. Aquele que tem a esposa é o esposo. O amigo do esposo, porém, que está presente e o ouve, regozija-se sobremodo com a voz do esposo. Nisso consiste a minha alegria, que agora se completa. Importa que ele cresça e que eu diminua.

Evangelho de São João, 3, 27-30.

A humildade representada nas palavras de São João Batista mostrava para quê aquele profeta viria. A finalidade da missão de João Batista não era a de dar glória a si mesmo, mas a de anunciar a Jesus Cristo. E essa missão, o próprio Jesus nos ensinou, exige a renúncia. “Se alguém quer vir após mim, renegue-se a si mesmo” (Lc 9,23). Aquele que quer seguir a Jesus Cristo não pode fazer a própria vontade, tem que sofrer assim como ele o fez, tem que começar a buscar a perfeição em suas atitudes relacionando essa qualidade com a Lei de Cristo e não com a sua consciência. São Luís de Montfort, assumindo a voz de Cristo, proclama:

“Se alguém, portanto, quiser me seguir tão humilhado e crucificado, deve se gloriar, como eu, somente na pobreza, humilhações e sofrimentos de minha Cruz. Renuncie a si mesmo. Excluídos estão da companhia dos Amigos da Cruz o sábio mundano, os intelectuais e os céticos vinculados a suas próprias idéias e inflados com seus próprios talentos” (Carta aos Amigos da Cruz, 17).

Ninguém pode atribuir-se a si mesmo senão o que lhe foi dado do céu. São João Batista quer dizer: ninguém fique procurando aumentar suas glórias ou suas qualidades; ninguém queira ser o que não é. Não fiquemos procurando aumentar a nossa imagem diante do mundo. Isso é inútil. Não gera recompensa alguma. É possível inclusive fazer uma analogia com um ensinamento do Mestre: Ele assinalava que, quando formos realizar boas atitudes, não precisamos fazê-las na frente dos homens para que todos vejam. “O Pai, que vê o escondido, recompensar-te-á” (Mt 6,4). João veio ao mundo para anunciar Jesus Cristo. Nada mais que isso. Ele não buscou fazer de si uma imagem superior àquela que lhe foi dada. Obedecendo a exortação paulina (cf. 1 Cor 7,17), permaneceu no estado em que o Pai o chamou. Ele ia falar. Mas as palavras não eram dele. Eram de Cristo.

A beleza do profeta está nisso. Ele não anuncia, não promove a si mesmo, mas ao próprio Deus porque Este o chamou para aquela missão. E interessante é que aquele não busca mais missões. Pelo contrário, busca exercer com qualidade o chamado de Deus. Não quer fazer muitas coisas ao mesmo tempo, pois sabe que ninguém pode atribuir-se a si mesmo senão a missão que lhe é confiada. Por isso São João diz: Eu não sou o Cristo. O profeta fiel não pode mentir. Não importa se o seu sucesso é grande e se ele é seguido por muitos. Ele precisa assumir o compromisso com a verdade da missão que Deus lhe deu. E ele não era o Cristo. Por isso, quando os seus seguidores vêm lhe dizer que Jesus está batizando muitos e coisas mais, São João sabiamente proclama: “Importa que ele cresça e que eu diminua”.

Veja: João Batista veio justamente para proclamar Jesus Cristo. Ele não podia exaltar a si mesmo. A sua missão era a mesma que São Paulo exercia: “Eu vivo, mas já não sou eu” (Gl 2,20). João Batista vive, mas não é ele. Nós vivemos, mas não somos nós. A beleza do cristianismo é justamente essa: eu preciso renunciar a mim mesmo, como Cristo, para que ele possa crescer em mim: “É Cristo que vive em mim” (Gl 2,20). Se eu vivo em mim e Cristo também, então existe uma batalha entre a minha vontade e a de Deus. O que eu preciso? Fazer crescer Jesus e esquecer-me de mim. Importa que Jesus cresça. É essa aquela batalha que São Paulo tanto falava em suas cartas: a carne contra o espírito. O meu espírito pode até estar pronto, mas a carne é fraca. É preciso orar para que Jesus cresça, ou seja, meu espírito, que está sob o domínio do Senhor, tenha vontade maior sobre as minhas atividades. E que a minha carne se mortifique e sua vontade em mim diminua.

Aprendendo com São João, em nossa vida travamos essa mesma luta. Mas queremos sempre dizer com São Paulo: é Cristo que vive em mim. Porém isso é difícil. Seremos provados. Temos que ser fortes. Fortifiquemo-nos e façamos crescer em nós o espírito de Cristo. Esqueçamo-nos de nós mesmos. Esse corpo, no qual vivemos, experimentará corrupção. Preocupemo-nos, acima de tudo isso, com a nossa alma. Essa irá ou para o céu ou para o inferno. Se Cristo em mim for maior, desfrutarei da vida. Se não, desfrutarei da morte, da morte eterna.

Cuidemo-nos.

A Igreja não pode fazer calar o Espírito de Verdade

Trecho de homilia do Santo Papa Bento XVI em Varsóvia. Importantíssimo. A indicação é do Rafael Queiroz que, ainda na discussão sobre a carta do Pe. Fábio de Melo – no blog do Gustavo -, lembrou essas ótimas palavras do nosso Sumo Pontífice. Leitura recomendada.

Ele vos dará outro Paráclito o Espírito da Verdade“. A fé, como conhecimento e profissão da verdade sobre Deus e sobre o homem, “surge da pregação, e a pregação surge pela palavra de Cristo”, afirma São Paulo (Rm 10, 17). Ao longo da história da Igreja, os Apóstolos anunciaram a palavra de Cristo, preocupando-se em transmiti-la intacta aos seus sucessores, que por sua vez a comunicaram às gerações sucessivas, até aos nossos dias. Muitos pregadores do Evangelho deram a vida precisamente em virtude da fidelidade à verdade da palavra de Cristo. E assim, da atenção pela verdade nasceu a Tradição da Igreja. Como nos séculos passados, também hoje há pessoas ou ambientes que, ignorando esta Tradição plurissecular, gostariam de falsificar a palavra de Cristo e tirar do Evangelho as verdades que, na sua opinião, são demasiado incômodas para o homem moderno. Procura-se criar a impressão de que tudo é relativo: também as verdades da fé dependeriam da situação histórica e da avaliação humana.

Porém, a Igreja não pode fazer calar o Espírito de Verdade. Os Sucessores dos Apóstolos, juntamente com o Papa, são responsáveis pela verdade do Evangelho, e também todos os cristãos são chamados a compartilhar esta responsabilidade, aceitando as autorizadas indicações nele contidas. Cada cristão é chamado a confrontar incessantemente as suas convicções pessoais com os preceitos do Evangelho e da Tradição da Igreja no compromisso de permanecer fiel à palavra de Cristo, mesmo quando ela é exigente e humanamente difícil de ser compreendida. Não devemos cair na tentação do relativismo ou da interpretação subjetivista e seletiva das Sagradas Escrituras. Somente a verdade íntegra nos pode abrir à adesão a Cristo morto e ressuscitado pela nossa salvação.

Santa Missa em Varsóvia, 26 de maio de 2006.

RESPOSTA ESCLARECEDORA

A revista ISTOÉ de 1º de julho de 2009 pulblicou um artigo, na página 95, intitulado O LADO ESCURO DO VATICANO, onde dizia que a Igreja, AJUDOU o nazismo. E que o Papa calou-se diante disso. A todos recomendo a leitura do artigo abaixo, para que estes inimigos da Igreja e ignorantes, não voltem a escrever tanta besteira:

13 Declarações de líderes judeus em defesa do Papa Pio XII

O site forumlibertas.com, publicou em 16 de abril de 2007, declarações 13 grandes líderes judeus em defesa do grande Papa Pio XII, acusado injustamente por muitos de ter sido omisso na defesa dos judeus diante de Hitler. Na verdade a Igreja, por orientação do Papa, agindo de maneira diplomática, conseguiu salvar cerca de 800 mil judeus de serem mortos pelos nazistas. Segundo o site citado, essas declarações desmentem esta calúnia que foi fortemente propagada pelos adversários da Igreja católica. Elas começaram com a propaganda comunista nos anos 60 e se transmitiram pela “nova esquerda” por toda a Europa , junto com a obra financiada pela União Soviética “O Vigário”, de Huchhoth. Nela se baseia o filme “Amém”, de Costa-Gavras.
As declarações a seguir (tradução nossa para o português), são testemunhos desde 1940, desde Einstein até os grandes rabinos de Bucarest, Palestina e Roma. Os historiadores judeus afirmam que Pio XII salvou a vida de muitos judeus.

As declarações dos líderes judeus: 1 – Albert Einstein:
“Quando aconteceu a revolução na Alemanha, olhei com confiança as universidades, pois sabia que sempre se orgulharam de sua devoção por causa da verdade. Mas as universidades foram amordaçadas. Então, confiei nos grandes editores dos diários que proclamavam seu amor pela liberdade. Mas, do mesmo modo que as universidades, também eles tiveram que se calar, sufocados em poucas semanas. Somente a Igreja permaneceu firme, em pé, para fechar o caminho às campanhas de Hitler que pretendiam suprimir a verdade. Antes eu nunca havia experimentado um interesse particular pela Igreja, mas agora sinto por ela um grande afeto e admiração, porque a Igreja foi a única que teve a valentia e a constância para defender a verdade intelectual e a liberdade moral.”

[Albert Einstein, judeu alemão, Prêmio Nobel de Física, na Revista norte-americana TIME, em 23 de dezembro de 1940. Einstein teve que fugir da Alemanha nazista e foi acolhido nos EUA na universidade de Princeton]

2 – Isaac Herzog “O povo de Israel nunca se esquecerá o que Sua Santidade [Pio XII] e seus ilustres delegados, inspirados pelos princípios eternos da religião que formam os fundamentos mesmos da civilização verdadeira, estão fazendo por nossos desafortunados irmãos e irmãs nesta hora , a mais trágica de nossa história, que é a prova viva da divina Providência neste mundo.” [Isaac Herzog, Gran Rabino da Palestina, em 28 de fevereiro de 1944; “Actes et documents du Saint Siege relatifs ala Seconde Guerre Mondiale”, X, p. 292.]

3 – Alexander Shafran
“Não é fácil para nós encontrar as palavras adequadas para expressar o calor e consolo que experimentamos pela preocupação do Sumo Pontífice [Pio XII], que ofereceu uma grande soma para aliviar os sofrimentos dos judeus deportados; os judeus da Romênia nunca esqueceremos estes fatos de importância histórica.”
[Alexander Shafran, Gran Rabino de Bucarest, em 7 de abril de 1944; “Actes et documents du Saint Siege relatifs ala Seconde Guerre Mondiale”, X, p. 291-292]

4 – Juez Joseph Proskauer
“Temos ouvido em muitas partes que o Santo Padre [Pio XII] foi omisso na salvação dos refugiados na Itália, e sabemos de fontes que merecem confiança que este grande Papa estendeu suas mãos poderosas e acolhedoras para ajudar aos oprimidos na Hungria”.
[Juez Joseph Proskauer, presidente do “American Jewish Committee”, na Marcha de Conscientização de 31 de julho de 1944em Nova York]

5 – Giuseppe Nathan
“Dirigimos uma reverente homenagem de reconhecimento ao Sumo Pontífice [Pio XII], aos religiosos e religiosas que puseram em prática as diretrizes do Santo Padre, somente viram nos perseguidos a irmãos, e com arrojo e abnegação atuaram de forma inteligente e eficaz para socorrer-nos, sem pensar nos gravíssimos perigos a que se expunham.”
[Giuseppe Nathan, Comissário da União de Comunidades Israelitas Italianas, 07-09-1945]

6. A. Leo Kubowitzki
“Ao Santo Padre [Pio XII], em nome da União das Comunidades Israelitas, o mais sentido agradecimento pela obra levada a cabo pela Igreja Católica em favor do povo judeu em toda a Europa durante a Guerra”.
[ A.Leo Kubowitzki, Secretario Geral do “World Jewish Congress” (Congresso Judeu Mundial ), ao ser recebido pelo Papa em 21-09-1945]

7. William Rosenwald
“Desejaria aproveitar esta oportunidade para render homenagem ao Papa Pio XII por seu esforço em favor das vítimas da Guerra e da opressão. Proveu ajuda aos judeus na Itália e interveio a favor dos refugiados para aliviar sua carga”.
[William Rosenwald, presidente de “United Jewish Appeal for Refugees”, 17 de março de 1946, citado em 18 de março no “New York Times”.

8 – Eugenio Zolli
“Podem ser escritos volumes sobre as multiformes obras de socorro de Pio XII. As regras da severa clausura cairam, todas e cada uma das coisas estão a serviço da caridade. Escolas, oficinas administrativas, igrejas, conventos, todos têm seus hóspedes. Como uma sentinela diante da sagrada herança da dor humana, surge o Pastor Angélico, Pio XII. Ele viu o abismo de desgraça ao qual a humanidade se dirige. Ele mediu e prognosticou a imensidão da tragédia. Ele fez de si mesmo o arauto da voz da justiça e o defensor da verdadeira paz”.
[Eugenio Zolli, em seu livro “Before the Dawn” (Antes da Aurora), 1954; seu nome original era Israel Zoller, Gran Rabino de Roma; durante a Segunda Guerra Mundial; convertido ao cristianismo em 1945, foi batizado como "Eugenio" em honra de Eugenio Pacelli, Pío XII]

9 – Golda Meir “Choramos a um grande servidor da paz que levantou sua voz pelas vítimas quando o terrível martírio se abateu sobre nosso povo”.
[Golda Meier, ministra do Exterior de Israel, outubro de 1958, ao morrer Pío XII]

10 – Pinchas E. Lapide
“Em um tempo em que a força armada dominava de forma indiscriminada e o sentido moral havia caído ao nível mais baixo, Pio XII não dispunha de força alguma semelhante e pôde apelar somente à moral; se viu obrigado a contrastar a violência do mal com as mãos desnudas. Poderia ter elevado vibrantes protestos, que pareceriam inclusive insensatos, ou melhor proceder passo a passo,em silêncio. Palavras gritadas ou atos silenciosos. Pio XII escolheu os atos silenciosos e tratou de salvar o que poderia ser salvo.”
[Pinchas E. Lapide, historiador hebreu e consul de Israel em Milão, em sua obra "Three Popes and Jews" (Três Papas e os Judeus), Londres 1967; ele calcula que Pío XII e a Igreja salvaram com suas intervenções 850.000 vidas].

11 – Sir Martin Gilbert
“O mesmo Papa foi denunciado por Joseph Goebbels – ministro de Propagando do governo nazista – por haver tomado a defesa dos judeus na mensagem de Natal de 1942, onde criticou o racismo. Desempenhou também um papel, que descrevo com alguns detalhes, no resgate das três quartas partes dos judeus de Roma”.
[Sir Martin Gilbert, historiador judeu inglês, especialista no Holocausto e a Segunda Guerra Mundial, em uma entrevista em 02-02-2003 no programa "In Depth", do canal de televisão C-Span]

12 – Paolo Mieri
“O linchamento contra Pio XII? Um absurdo. Venho de uma família de origem judia e tenho parentes que morreram nos campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. Esse Papa [Pio XII] e a Igreja que tanto dependia dele, fizeram muitíssimo pelos judeus. Seis milhões de judeus assassinados pelos nazistas e quase um milhão de judeus salvos graças à estrutura da Igreja e deste Pontífice. Se recrimina a Pio XII por não ter dado um grito diante das deportações do gueto de Roma, mas outros historiadores têm observado que nunca viram os antifacistas correndo à estação para tratar de deter o trem dos deportados. Um dos motivos por que este importante Papa foi crucificado se deve ao fato de que tomou parte contra o universo comunista de maneira dura, forte e decidida.”
[Paolo Mieri, periodista judeu italiano, ex-diretor do “Corriere della Será”, apresentando o livro “Pio XII; Il Papa degli ebrei” (Pio XII; O Papa dos hebreus), de Andrea Tornielli, a 6 de junho de 2001. ]

13 – David G. Dalin
“Pio XII não foi o Papa de Hitler, mas o defensor maior que já tiveram os judeus, e precisamente no momento em que o necessitávamos. O Papa Pacelli foi um justo entre as nações a quem há de reconhecer haver protegido e salvado a centenas de milhares de judeus. É difícil imaginar que tantos líderes mundiais do judaísmo, em continentes tão diferentes, tenham se equivocado ou confundido a hora de louvar a conduta do Papa durante a Guerra. Sua gratidão a Pio XII permaneceu durante muito tempo, e era genuína e profunda.
[David G. Dalin, rabino de Nova York e historiador, 22 de agosto de 2004, entrevistado em Rímini, Itália]

Contra essas declarações inequívocas de ilustres judeus, é impossível alguém mais sustentar as antigas calúnias contra o Papa Pio XII; se assim o fizer, será por ignorância histórica ou maldade consumada.

E AGORA? AINDA VÃO DEIXAR-SE ILUDIR PELO MALIGNO, E VÃO CONTINUAR A OFENDER A IGREJA?

SE ALGUEM QUER ALGUMA RESPOSTA MAIS COMPLETA ENVIE PARA MEU E-MAIL: IANFARIAS1@HOTMAIL.COM.

Vaticano preparado para enfrentar a Gripe A

O diretor dos serviços de saúde e higiene do Estado do Vaticano, Giovanni Rocchi, revelou que estão a ser tomadas as medidas consideradas necessárias para fazer face à pandemia da Gripe A-H1N1, mas recusou qualquer tipo de “alarmismo”.

De momento, diz este responsável, não está previsto qualquer procedimento para evitar ajuntamentos de pessoas, como acontece com as habituais audiências gerais de quarta-feira ou nas celebrações litúrgicas.

Segundo Giovanni Rocchi, isto não significa “olhar com ligeireza para a pandemia” nem exclui, em absoluto, que o Vaticano possa “decidir em consciência suspender provisoriamente acontecimentos de massa”, se chegarem indicações da OMS nesse sentido e forem adotados na Itália “determinados procedimentos” face às mesmas.

Em declarações à edição deste sábado do jornal “L’Osservatore Romano”, Rocchi assegura que o Vaticano fará sempre uma “observação séria, atenta e equilibrada dos dados que chegarem da Organização Mundial de Saúde”, estando já a preparar o habitual plano de vacinação, para o outono.

Neste sentido, é excluída de momento qualquer forma particular de atuação imediata para além da observação de quantos chegam ao Vaticano, após viagens a países de risco, e apresentam sinais de gripe.

“Preparamo-nos, como há mais de uma década, para o habitual ciclo de vacinação previsto para o início da estação do inverno. Inclui todos os habitantes do Vaticano”, diz o diretor. O número de vacinados é de mais de mil pessoas, entre funcionários e seus familiares.

Rocchi assegura que “assim que estiver disponível a vacina específica para a Gripe A” será proposto à administração do Estado da Cidade do Vaticano um segundo ciclo de vacinação, que se poderia multiplicar.

O diretor dos serviços de saúde e higiene do Estado do Vaticano admite que conta com a chegada do H1N1 no outono, dada a “dimensão pandêmica” da gripe em causa, mas frisa que esta preocupação não pode levar a descurar a atenção às outras estirpes. “É nossa missão assegurar a saúde, para além do Papa e dos seus colaboradores mais diretos, a todos os que são indispensáveis para o funcionamento e a segurança do Estado”, indica.

Não acreditando que a vacina de Gripe A esteja disponível antes do fim do ano, Giovanni Rocchi adianta que o Vaticano se prepara para “eventuais procedimentos para cobrir, em segurança, o período de espera do fornecimento das vacinas pedidas”.

Fonte: http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=273456

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Mais uma palhaçada de Boff!

BRASÍLIA – O teólogo brasileiro Leonardo Boff afirmou que o papa Bento XVI deveria ler Karl Marx, já que sua última encíclica, em que aborda os efeitos da crise mundial, é um documento que concorda com os fundamentos da ordem econômica vigente.

“Que bem que faria ao atual Papa um pouco de marxismo!”, comentou Boff, precursor da Teologia da Libertação, dizendo que é esta a sensação que dá após ler a carta pontifícia publicada no último dia 7 com o título “Caritas in Veritate”.

Para o teólogo, o marxismo interpreta a realidade “a partir dos oprimidos, tem o mérito de desmascarar as oposições presentes no sistema atual, pôr à luz os conflitos de poder e denunciar a voracidade incontida da sociedade de mercado, competitiva, consumista, nada cooperativa e injusta”.

A nova encíclica de Bento XVI é uma tomada de posição da Igreja face à crise atual”, resumiu Boff, que deixou os hábitos religiosos na década de 1980, quando recebeu advertências canônicas pelo então cardeal Joseph Ratzinger, que se tornou Pontífice em 2005.

O teólogo explicou à ANSA que o ponto de vista da “Caritas in Veritate” é que “o sistema mundial se apresenta fundamentalmente correto. O que existe são disfunções e não contradições”.

Segundo Boff, tal teoria é parecida com a defendida pelo G20 (grupo formando pelos países ricos e pelos emergentes). “Retificações e não mudanças, melhorias e não troca de paradigma, reformas e não libertações”, pontuou.

“A crise que atinge a humanidade e que comporta ameaças severas a todo sistema da vida demandaria um texto profético, carregado de urgência. Mas não é isso que recebemos, senão uma longa e detalhada reflexão sobre a maioria dos problemas atuais que vão da crise econômica ao turismo, da biotecnologia à crise ambiental”, ressaltou o teólogo.

“Mas não é da natureza deste Papa ser profeta. Ele é um doutor e mestre, elabora o discurso oficial do Magistério, cuja perspectiva não é partir debaixo, mas de cima, da doutrina ortodoxa que esfuma as contradições e minimaliza os conflitos. A tônica dominante não é a da análise, mas da ética, do dever-ser”, afirmou Boff.

O teólogo ainda afirmou que “como não faz análise da realidade atual, extremamente complexa, o discurso magisterial permanece principista, equilibrista, e se define por sua indefinição. O subexto do texto, ou o não-dito no dito, remete a uma inocência teórica que inconscientemente assume a ideologia funcional da sociedade dominante”.

Doutorado em Teologia na Alemanha, o brasileiro foi influente na Igreja Católica do país entre os anos 70 e 80, quando a Conferência Episcopal Brasileira tinha como membros religiosos progressistas, como Paulo Evaristo, ex-cardeal de São Paulo.

A “Caritas in Veritate” foi publicada em coincidência com a realização da 35ª Cúpula do G8 (grupo formado por Estados Unidos, Canadá, França, Itália, Rússia, Japão, Reino Unido e Alemanha) na cidade italiana de L’Aquila.

Especialistas consideram esta carta papal como a primeira encíclica em que são abordados temas sociais, econômicos e éticos.

No documento, Bento XVI defendeu que o desenvolvimento econômico permite que milhões de pessoas deixem a miséria, mas alerta sobre as consequências que as ações de instituições financeiras podem exercem na sociedade. O Papa também ressaltou que toda atividade econômica deve ser regida por ética e responsabilidade.

Doutrina católica, CNBB e CEBs

A CNBB publicou em seu site um texto de caráter comunista intitulado: “Carta às Irmãs e aos Irmãos das CEBs e a todo Povo de Deus”. Quando vemos essa expressão – CEBs – presente em qualquer documento, seja ele da Igreja ou não, podemos saber que aí se mistura um incrível sincretismo religioso, que é severamente condenado pela Igreja Católica Apostólica Romana. Mas a CNBB insiste em publicar um texto exaltando a natureza e os bens naturais do povo da Amazônia e pondo tudo isso num contexto marxista, fazendo do que devia ser um encontro para a promoção dos bens da religião – e entre esses bens, é claro, a doutrina canônica da Igreja – um conselho cheio de expressões como “rios, igarapés e muitas matas” e coisas do tipo.

Enfim, eu nunca simpatizei muito com essa tal de CEB. Pra mim, é mais uma prova de que a fumaça de Satanás está de fato presente na em algumas comunidades – especificamente nesse caso no Brasil – que se dizem concordantes com a Igreja. E pra deixar claro que tudo isso que institui a CNBB como sendo genuinamente cristão não passa de conversa frívola, o Papa Pio XI publicou em 1928 a encíclica Mortalium Animos para falar justamente desses “congressos relativistas”. E bem falou sobre esses que desejam realizar encontros que nada promovem a fé cristã:

“…costumam realizar por si mesmos convenções, assembléias e pregações, com não medíocre frequência de ouvintes e para elas convocam, para debates, promiscuamente, a todos: pagãos de todas as espécies, fiéis de Cristo, os que infelizmente se afastaram de Cristo e os que obstinada e pertinazmente contradizem à sua natureza divina e à sua missão” (nº 2).

Não é esse o caráter das CEBs? Meu Deus! Isso é condenado pela Igreja.

Na carta, por exemplo, encontramos algumas expressões profundamente estranhas do tipo: “…deixando-nos guiar na celebração pelo som dos maracás, tambores e flautas e pela dança de louvor a Deus de nossos irmãos e irmãs indígenas”; “…fomos tocados por vários testemunhos (…) pela sentida oração dos Xerente do Tocantins que celebraram seu ritual pelos mortos, homenageando o amigo e missionário, Pe. Gunter Kroemer”; “Bebemos no manancial da fé que nos une a todos e todas, na única família humana, como filhos e filhas da mesma Mãe-Terra, a Pacha-Mama dos povos andinos, a Terra sem Males dos Povos Guarani, na busca, sonho e construção do Reino de Deus anunciado por Jesus”…

Vou resumir o que é uma CEB: uma tentativa de misturar as crenças cristãs com as indígenas, com as religiões afro-brasileiras, enfim, com toda a sorte de doutrinas severamente proibidas pela Igreja. Oportunas e atualíssimas são as palavras do Papa João Paulo II, aos bispos do Brasil, em visita ad Limina Apostolorum:

“Com o desenvolvimento da atividade industrial no Brasil, e com a consequente migração interna do campo para as cidades, se tornou mais fácil a influência das práticas espiritualistas, bem como a exploração folclórica, inclusive turística, dos símbolos, ritos e das festividades populares, em que esses novos cultos se mantêm e se desenvolvem. E o resultado é por demais conhecido: alguns aspetos míticos e demiúrgicos, provindos de crenças das mais diversas origens e sentidos, vieram a misturar-se confusamente com os mistérios fundamentais da fé cristã” (nº 3).

As CEBs desvirtuam todo aquele sentido do Evangelho de Jesus, que buscava não só praticar a caridade para com todos, mas, além disso e principalmente, anunciar a verdade aos povos, uma vez que um diálogo sem a exposição da doutrina cristã é totalmente vão. Do mesmo modo, quando se fala das religiões pagãs, é necessário pôr em evidência, em primeiro lugar, o anúncio do Evangelho de Jesus. Contudo – como bem já se observou -, o que acontece não é isso, mas uma adaptação do Jesus verdadeiro aos costumes naturais dos povos indígenas, africanos etc.

Estamos cansados de ver a doutrina de Cristo tão ferida por aqueles que deveriam ser seus fiéis seguidores. Que a CNBB abra os olhos para a realidade dessa tal de CEB. A Igreja precisa…

Bomba: frade ‘criador’ de Medjugorje reduzido ao estado laical pelo Papa Bento XVI.

[MEUS COMENTÁRIOS]

O Papa laicizou o padre no centro das alegações de que a Virgem Maria vem aparecendo na cidade bosniana de Medjugorje [NADA MAIS JUSTO PODERIA SI ESPERAR DA PARTE DO SUMO PONTÍFICE].

O Vaticano decidiu punir o Padre Tomislav Vlasic depois de uma investigação em crescentes preocupações sobre as supostas aparições.

Padre Vlasic é o antigo ‘diretor espiritual’ de seis videntes que afirmam que Nossa Senhora as visitou aproximadamente 40.000 vezes em 28 anos [SURPREENDENTE, NÃO?]. Ele também foi suspeito de inventar histórias das aparições da Virgem Maria [AINDA POR CIMA OUSOU MENTIR COM O NOME DA SANTA MÃE DE DEUS].

O local atrai milhares de visitantes ingleses [E TAMBÉM DE OUTRAS PARTES DO MUNDO, TODOS ILUDIDOS!] todo ano.

[Padre Vlasic] pediu para deixar o sacerdócio após o Vaticano também investigar acusações de que era culpado de imoralidade sexual ‘agravadas por motivações místicas’, depois de engravidar uma freira e então persuadi-la a silenciar o assunto [TODA ÁRVORE BOA TEM FRUTOS MAUS].

Padre Vlasic se negou a cooperar com a investigação [O QUE PROVA QUE ELE TEM CULPA] desde o princípio e foi exilado para um mosteiro em L’Aquila, Itália, onde foi proibido de se comunicar com qualquer pessoa, até mesmo seus advogados, sem a permissão de seu superior.

Veio à tona ontem que ele escolheu deixar o sacerdócio e sua ordem, uma mudança que levou a investigação a um fim abrupto.

A laicização de Padre Vlasic significa que ele está deposto de seu estado clerical [COMO DISSE: NADA MAIS JUSTO].

Ela foi secretamente finalizada pelo Papa em março e representa um forte golpe em milhões de seguidores de Medjugorje por todo o mundo que esperavam que o Vaticano um dia reconhecesse o controverso santuário [IMAGINE SE O VATICANO RECONHECESSE TAL FALSIDADE? NUNCA A IGREJA COMETERIA ESTE ABSURDO].

Padre Vlasic foi chamado de ‘criador’ do fenômeno, conforme Pavao Zanic, bispo local quando então as aparições começaram em 1981.

Mais cedo, em meio a uma discussão com o bispo local e o Vaticano, ele fez uma profecia [UM "JOÃO BATISTA" DO MUNDO HODIERNO] de que a Virgem Maria apareceria na Bósnia.

Meses depois, seis crianças da região – Mirjana Dragićević, Marija Pavlović, Vicka Ivanković, Ivan Dragićević, Ivanka Ivanković e Jakov Colo – disseram ter visto a Virgem numa montanha próxima à sua cidade.

Logo depois, Padre Vlasic anunciou que era ‘diretor espiritual’ [FUNÇÃO DA QUAL ELE NEM MESMO PODERIA PENSAR] delas e em 1984 até mesmo ostentou ao Papa João Paulo II que ele era aquele ‘por meio de quem a providência divina guia os videntes de Medjugorje’.

Mas o clérigo bosniano posteriormente tomou uma posição mais modesta quando se soube que ele seria pai de uma criança com uma freira chamada Irmã Rufina e que se negou a deixar sua ordem para se casar com ela.

Padre Vlasic então se mudou para Parma, Itália, onde fundou uma comunidade religiosa mista (masculina e feminina) chamada Rainha da Paz, que foi dedicada às aparições.

Ele foi suspenso no ano passado pela Congregação do Vaticano para a Doutrina da Fé em meio a uma investigação sobre sua conduta depois de três comissões eclesiásticas terem fracassado em encontrar evidências para sustentar as afirmações dos videntes.

Os bispos da antiga Iugoslávia finalmente declararam que “não pode ser afirmado que estas matérias digam respeito a aparições ou revelações sobrenaturais”.

O Cardeal Joseph Ratzinger – agora Papa Bento XVI – também tinha proscrito peregrinações ao local, mas isso foi amplamente ignorado.

Pelo contrário, os videntes se enriqueceram como resultado de suas alegações [OU SEJA QUISERAM APENAS FAZER FAMA NAS COSTAS DA VIRGEM MARIA] – assim como sua cidade, que sofreu um boom como conseqüência da “corrida pelo ouro da Madonna”.

Alguns hoje são proprietários de casas inteligentes com jardins refinados, garagens duplas e entradas de segurança, uma delas possuindo uma quadra de tênis.

Também possuem carros caros e um deles, Ivan Dragicevic, se casou com uma antiga miss americana [VEJA BEM! POR QUE ELES NÃO BUSCARAM VIVER A HIMILDADE COMO FEZ IRMÃ LÚCIA, SANTA BERNADETE E OUTROS QUE FORAM VERDADEIRAMENTE AGRACIADOS PELA MÃE DE DEUS?].

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OFÍCIO DO SUPERIOR GERAL DA ORDEM DOS FRADES MENORES

ORDO FRATRUM MINORUM
MINISTER GENERALIS

Prot. N. 098714

Aos Superiores Provinciais da Bósnia Herzegovina, Croácia e Itália.

Caro Irmão Superior,

O Santo Padre, aceitando a requisição do frade Tomislav Vlasic, O.F.M., membro da província dos frades menores de S. Bernardino de Siena (L’Aquila), responsável por conduta nociva à comunhão eclesial tanto na esfera doutrinal como disciplinar, e sob a censura de interdito, lhe concedeu o favor da redução ao estado laico (amissio status clericalis) e demissão da Ordem.

Além disso, o Santo Padre concedeu ao peticionário, motu proprio, a remissão da censura incorrida assim como o favor da dispensa dos votos religiosos e de todas as responsabilidades associadas às ordens sagradas, inclusive celibato.

Como um preceito penal salutar – sob pena de excomunhão que a Santa Sé declararia, e, se necessário, sem advertência canônica prévia – as seguintes ordens são impostas ao Sr. Tomislav Vlasic:

a) Absoluta proibição de exercer qualquer forma de apostolado (por exemplo, promover devoções públicas ou privadas, ensinar doutrina Cristã, direção espiritual, participação em associações leigas, etc) assim como aquisição e administração de bens destinados a propósitos religiosos;

b) Absoluta proibição de publicar declarações sobre matérias religiosas, especialmente a respeito do “fenômeno de Medjugorje”;

c) Absoluta proibição de residir em casas da Ordem dos Frades Menores.

Para a execução das medidas sérias impostas pela Santa Sé com respeito ao Sr. Tomislav Vlasic, a mesma Sé Apostólica comunica diretamente aos Superiores de Ordem.

Portanto, volto-me a vós para que sejais vigilantes e informeis aos Guardiães e superiores das casas filhas, respeitosamente, a respeito de Tomislav Vlasic, das medidas pontifícias a ele concernentes, em particular a respeito da proibição de residir em qualquer causa pertencente à Ordem dos Frades menores, sob pena de remoção do cargo.

Confiando em vossa plena compreensão e pronta cooperação, cumprimento-vos fraternalmente.

Roma, 10 de março de 2009.

Fr. José Rodriguez Carballo, OFM
Superior Geral

Fonte: Catholic Light

A ponte para um mundo melhor

Um mundo melhor: é o que idealizam os meios de comunicação, em parceria com instituições de caridade, responsáveis pelo crescimento psicológico do ser humano. Dão as dicas e indicam os caminhos, contudo, nada disso funciona. Buscam o porquê; mas o buscam nos lugares errados, assim como são errados os caminhos indicados. Talvez porque não adianta querer fazer coisas grandes sem ter passado por etapas mais simples. É impossível mudar o mundo sem passar pela experiência de primeiramente mudar a mim mesmo. Além disso, se quisermos de fato construir uma sociedade melhor, não é necessário que façamos várias coisas. Podemos trabalhar em apenas uma área, desde que esse trabalho seja bem realizado.

Deste modo, observamos que, para que possamos nós mesmos mudar, necessitamos desempenhar nossas atividades com qualidade. A quantidade é inútil pois de nada adianta fazer mil coisas se essas não são bem feitas. Por isso, uma coisa de cada vez. Busquemos fazer primeiro o que está ao nosso alcance. Depois, com o tempo, vamos aprendendo a fazer mais e mais atividades sem prejudicar a qualidade das mesmas. Desse modo será possível mudar o ambiente onde eu vivo. A expansão dessa mudança vai depender especialmente da mudança que eu realizo na vida do que está ao meu lado. Se ele é capaz de, junto comigo, mudar suas atitudes e melhorar a qualidade de seus pensamentos e de suas ações, então a mudança que eu experimentei não é somente minha; é coletiva. E vai depender somente de mim realizá-la, uma vez que faz-se necessária uma mudança verdadeira, pois só assim ela será capaz de arrastar mais pessoas à esse modo de vida.

Acontecendo isso, a sociedade ao meu redor muda. E isso já é o sinal prefigurativo de que o mundo pode continuar mudando. Mas, continua dependendo de mim. A mudança que eu começo, na medida em que ela cresce e se expande, não sai da minha responsabilidade. Pelo contrário, cresce mais em mim a necessidade de perseverar nessa mudança, pois se o idealizador desse projeto pára de mudar – ou seja, se o criador pára de pôr a máquina para funcionar – então não existe mais mudança. Veremos, caso pararmos de melhorar, uma mudança de transição. Não haverá mais expansão. Desse modo, o projeto fracassa.

Agora, que caminho seguir para construir de fato esse projeto? O primeiro passo é a reconstrução moral da minha mentalidade (digo minha, uma vez que a mudança começa em mim e não nos outros). Muitas vezes cultivamos no mundo sementes que se já não vão fertilizar, quando o fizerem farão crescer frutos ruins. Então, é preciso separar o bem do mal: será que os valores que estou promovendo são bons ou ruins? Assim será possível realizar uma avaliação de mim mesmo e tirar da minha vida aquilo que literalmente não presta.

Mas nesse contexto surge outro questionamento: o que é bom? O que é ruim?

Aqui entra a religião. Com o papel de definir a qualidade do bem e do mal, estabelecendo o discernimento necessário para que possamos, enfim, construir uma sociedade melhor, a religião busca ser essa ponte que liga o homem à Sabedoria que tudo pode discernir: Deus. No estabelecimento dessa conexão, ela busca, ao mesmo tempo, uniformizar as nossas atitudes com as que Deus quer que tenhamos. Contudo, necessitamos escolher a ponte certa. De nada adianta ter uma religião que não estabelece a verdadeira conexão com Deus e sua vontade. Quantas pontes quebradas pelos ventos de doutrina falsa! De fato, só existe uma ponte sólida, capaz de levar o homem de fato a Deus. Embora todas as religiões busquem levar o homem a Deus, nem todas alcançam esse objetivo porque se esquecem que, para chegar a Deus, é preciso trilhar o caminho da verdade. E a verdade está apenas em uma religião.

Essa religião deriva, de algum modo, da tradição do povo judeu, que experimentou do amor divino de eleição, que os encaminhou à Terra Prometida. Sendo o povo de Deus, experimentou também a vinda magnífica do Messias, Jesus Cristo, que cumpriu todas as profecias que foram proferidas a seu respeito nos livros inspirados pelo Espírito Santo, como Isaías, Jeremias, Ezequiel, Amós etc. Esse mesmo Jesus, que se encarnou no ventre da Santíssima Virgem Maria, foi crucificado e morto; mas três dias após a sua morte, ressuscitou, mostrando que era de fato “filho de Deus”. Seus seguidores – os apóstolos – consolidaram a criação de uma nova Igreja, chamada por Santo Inácio de Antioquia de católica. Desse modo, estabelecia ali, naquela Igreja, a sua verdade, sendo Aquela detentora da mesma para sempre.

Assim, só é possível estabelecer uma perfeita conexão com Deus na Igreja Católica. Não se trata de hipocrisia, nem de egoísmo. É a verdade que Jesus revelou nas Sagradas Escrituras e encaminhou aos seus discípulos por meio da Tradição Apostólica. No meio de tantas pontes, resplandece como ponte única para a salvação, Jesus Cristo, “caminho, verdade e vida” (Jo 14,6), que fundou Sua Igreja, entregando-a nas mãos de Pedro, que, segundo a Tradição da história, foi o primeiro papa (cf. Mt 16,18; Jo 21,17). Desse modo, cresce em nós a certeza de que, para mudarmos a nós, necessitamos construir uma moral em nossa mentalidade. Isso só é possível com a graça da ponte que é feita entre Deus e o homem, cuja plenitude está em Jesus, que com a Sua Igreja, forma uma só carne (cf. Ef 5,23). Desse modo, expandida a mudança que ocorre em mim, ocorre a mudança do mundo.

O papel da Igreja no mundo é, portanto, fundamental. É só por meio dela e dos seus ensinamentos que seremos capazes de reestruturar a moral esfacelada da nossa sociedade, que clama por Deus. Somos nós os anunciadores da Igreja no mundo contemporâneo. Não podemos vacilar, deixar que a nossa voz se cale. Afinal, se isso acontecer, como ocorrerá uma mudança autêntica do mundo? Como o ser humano conhecerá Jesus Cristo, que vem para libertar os povos e conduzi-los à vida eterna? Talvez não tenha ressaltado isso, mas agora vejo essa necessidade: não preocupemo-nos somente com os valores materiais. Afinal, “que servirá a um homem ganhar o mundo inteiro, se vem a prejudicar a sua vida?” (Mt 16,26)

Graça e paz.