Perdão pela falta de atualizações, mas é que essa semana está sendo muito conturbada. Estou em tempo de provas na escola. Mas, em breve as atualizações voltarão ao seu andamento normal. Queria hoje falar rapidamente sobre aquela célebre frase de São Paulo na Carta aos Romanos: “Não vos conformeis com este mundo” (12,2). Sim. O que é conformar-se? É aceitar livremente o que é proposto. Muitas vezes, contudo, esse conformismo nem sempre é símbolo da aceitação. Ocorre, contudo, uma desistência por parte da pessoa, uma falta de vontade de lutar pela sua causa ou porque esta pensa que já está perdido mesmo e por isso não tem mais jeito ou porque a nossa fé ainda é muito fraca.
Contudo, o apóstolo Paulo, aquele mesmo que perseguiu tantos cristãos antes de se converter ao cristianismo, vem nos lembrar que não podemos deixar de combater a nossa fé. Com entusiasmo de cruzados – e é assim que o papa Pio XII conclama os católicos a agirem – e cheios da força do Espírito Santo, precisamos de muita disposição para enfrentar a batalha que é travada entre a fé e o mundo das trevas. A vitória nessa batalha só se dá se caso realmente buscarmos defender nossas ideologias e a nossa fé. Não podemos temer a morte, não podemos temer a perseguição. Cristo está conosco! Até a morte Ele venceu. Não existe impossível.
Seremos, sem dúvida, apedrejados, maltratados, pisados por causa da fé. Mas isso é para nós motivo de tristeza? Não. Porque quanto maiores são as perseguições que sofremos por Jesus Cristo, maior é a nossa glória. Como diz a segunda leitura da Missa de ontem, me gloriarei nas minhas fraquezas, pois – bem se sabe – é na fraqueza que se revela a força de todo cristão.
Avante, irmãos, rumo à batalha da fé!

“…é necessária coragem para aderir à fé da Igreja, não obstante ela contradiga o “esquema” do mundo contemporâneo. Este é o não-conformismo da fé ao qual Paulo chama uma “fé adulta”. É a fé que ele quer. Por outro lado, qualifica como infantil o correr atrás dos ventos e das correntes do tempo. Assim faz parte da fé adulta, por exemplo, empenhar-se pela inviolabilidade da vida humana desde o primeiro momento, opondo-se assim de forma radical ao princípio da violência, precisamente também na defesa das criaturas humanas mais inermes. Faz parte da fé adulta reconhecer o matrimônio entre um homem e uma mulher para toda a vida, como ordenamento do Criador, restabelecido novamente por Cristo. A fé adulta não se deixa transportar aqui e ali por qualquer corrente. Ela opõe-se aos ventos da moda. Sabe que estes ventos não constituem o sopro do Espírito Santo; sabe que o Espírito de Deus se expressa e se manifesta na comunhão com Jesus Cristo” (Papa Bento XVI, Homilia na Véspera do Encerramento do Ano Paulino, 28/06/09).

“29. O preceito da hora presente não é lamento, mas ação; não lamento sobre o que foi ou o que é, mas reconstrução do que surgirá e deve surgir para o bem da sociedade. Pertence aos membros melhores e mais escolhidos da cristandade, penetrados por um entusiasmo de cruzados, reunirem-se em espírito de verdade, de justiça e de amor, ao grito de “Deus o quer”, prontos a servir, a sacrificar-se, como os antigos cruzados. Se então se tratava da libertação da terra santificada pela vida do Verbo de Deus encarnado, hoje trata-se, se assim podemos falar, de uma nova travessia, superando o mar dos erros do dia e do tempo, para libertar a terra santa espiritual, destinada a ser a base e o fundamento das normas e leis imutáveis para as construções sociais de interna e sólida consistência.”
“57. (…) Vós, cruzados voluntários de uma nova e nobre sociedade, erguei o novo lábaro da redenção moral e cristã, declarai luta às trevas da apostasia de Deus, à frialdade da discórdia fraterna; lutai em nome de uma humanidade gravemente enferma e que é preciso curar em nome da consciência levantada pelo cristianismo” (Papa Pio XII, Radiomensagem do Natal de 1942).

“(…) Às vezes diz-se: “estamos numa sociedade toda estragada, toda sem moral”. Mas tal afirmação não é verdade. Há ainda tanta gente boa, tanta gente honesta. Pergunte-se antes: Que fazer para melhorar a sociedade? Eu responderia: Procure cada um de nós ser bom e contagiar os outros com uma bondade toda penetrada pela mansidão e pelo amor ensinado por Cristo. A regra de ouro de Cristo foi: “Não fazeres aos outros aquilo que não queres te seja feito a ti. Fazeres aos outros o que queres te seja feito a ti. Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração”. E Ele deu sempre. Colocado na cruz, não só perdoou aos que o crucificaram, mas desculpou-os. Disse: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”. Isto é cristianismo, são sentimentos que, se fossem postos em prática tanto ajudariam a sociedade!” (Papa João Paulo I, Ângelus, 24/09/78).
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Autor: Everth Queiroz Oliveira

