Não basta a fé – São João Crisóstomo

Não basta a fé, se não for acompanhada de uma boa vida


São João Crisóstomo

http://2.bp.blogspot.com/_-DO8ynliStA/R0XQTSbFf5I/AAAAAAAAAFA/dXStOuIBcRM/s400/Sao_joao_crisostomo1.jpg6. Tudo isto e coisas ainda mais duras haveriam de sofrer os judeus, não só porque crucificaram Cristo, mas porque, depois disto, trataram também de impedir aos apóstolos de pregarem a doutrina de nossa salvação. Isso lhes jogava na cara o bem-aventurado Paulo, que também lhes profetizou estes males, dizendo: “Sobre eles cairá a ira até o fim” (1 Ts 2, 16).

- Mas o que tem a ver – dirá alguém – tudo isto conosco? Porque nós não afastamos ninguém da fé e nem impedimos que se pregasse.

E para que vale – dizei-me – a fé, se a vida não é pura? Mas talvez vós ignorais também esta verdade, já que não escutais nenhuma doutrina nossa. Pois eu vos vou enumerar as sentenças de Cristo e observai vós se não se condenou de algum modo a vida e só se estabeleceram castigos acerca da fé e da doutrina. E, de fato, tendo subido ao monte, vendo aquela grande multidão que o rodeava, depois de outras muitas exortações, disse: “Nem todo o que me disser: Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus, senão aquele que fizer a vontade do meu Pai” (Mt 7, 21). E também: “Muitos me dirão naquele dia: Não profetizamos em teu nome e em teu nome expulsamos demônios e em teu nome realizamos muitos prodígios? E eu então lhes direi: Afastai-vos de mim, obreiros da iniquidade: Não vos conheço” (Mt 7, 22-23).

E o que ouve suas palavras mas não as põe em prática, disse ser semelhante a um homem tolo que edifica sua casa sobre a areia, fazendo-a presa fácil de rios, chuvas e ventos (cf. Mt 7, 24-27). E em outra ocasião, falando ao povo: “Da maneira como os pescadores, quando puxam a rede, separam os peixes ruins; assim será naquele dia, quando os anjos lançarão na fornalha ardente todos os que houverem cometido pecados.” (Mt 13, 47)

E falando dos homens dissolutos e impuros, dizia: “Irão onde está o verme que não morre e o fogo que não se apaga” (Mc 9, 44). E outra vez: “Um rei”, disse, “celebrou um banquete de bodas para seu filho e tendo visto um homem que estava vestido com roupas sujas, lhe disse: Amigo, como entraste aqui sem estar vestido com a veste nupcial? E o outro emudeceu. Então disse a seus servos: Atai-os de pés e mãos e lançai-o nas trevas exteriores” (Mt 22, 11-13).

Ameaça com que apontava a intemperantes e dissolutos. E as virgens imprudentes foram excluídas da sala nupcial pela sua crueldade e desumanidade. E pela mesma causa irão outros para o fogo eterno, preparado para satanás e seus anjos. (cf. Mt 25, 31ss). E condenados serão também os que falam sem razão nem motivo. “Porque pelas tuas palavras”, disse, “serás justificado e pelas tuas palavras serás condenado” (Mt 12, 37).

Logo parece-te que sem motivo andamos tão temerosos pela nossa vida e colocamos tanto afinco na parte moral da filosofia? Não penso desta maneira, certamente, a não ser que digas que tampouco Cristo teve motivo para dizer tudo isso e muito mais do que isso, pois não iremos transcrever aqui todo o Evangelho. E se não temesse alongar meu discurso, pelos profetas, pelo bem-aventurado Paulo e os outros apóstolos poderia mostrar-te quanto empenho o próprio Deus pôs nesta parte. Mas creio que basta o que disse; ou, melhor, não só basta o que disse, mas a menor coisa que dissemos. Porque quando é Deus que afirma algo, ainda que o dissesse uma só vez, temos que recebê-lo como se mil vezes houvesse repetido.

São João Crisóstomo

Contra os impugnadores da vida
monástica
”, disc. I, cap. 8, p. 6

A pena de morte na Inquisição – Prof. João B. Gonzaga

XII. O sistema penal da Inquisição

4. Pena de Morte

Prof. João Bernardino Gonzaga

http://files.blog-city.com/files/aa/48142/p/f/giordano_bruno.jpg4. As sanções até aqui mencionadas foram as únicas a cargo da Inquisição, aplicando-se aos hereges em geral, ou seja, aos “crentes”, aos “suspeitos”, aos “faltosos”, desde que se revelassem penitentes. A questão da pena capital constitui um dos “cabos das tormentas” do nosso tema, acarretando infindáveis debates. Ela não se continha no Direito Canônico, por isso nunca a impôs a Igreja, fiel ao princípio de que lhe repugna verter sangue (“Ecclesia abhorret sanguine“). O que sucedia é que, em certas situações, os inquisidores abdicavam de cuidar do caso e transmitiam o réu às autoridades civis, “relaxavam-no ao braço secular”, para que deste recebesse a sanção máxima.

Isso terá sido menos freqüente do que se assoalha. E o parecer de H.-C. Lea, sempre crivei quando condescende com o catolicismo. A despeito da extensão teórica da pena de morte, escreve ele, “eu estou convencido de que o número de vítimas que pereceram na fogueira é bem menor do que normalmente se imagina. O fato de queimar viva, deliberadamente, uma criatura humana, tão-só porque ela crê diferentemente de nós, é de uma atrocidade tão dramática e de um horror tão pungente que terminamos por aí ver o traço essencial da atividade da Inquisição. Torna-se pois necessário observar que, entre os modos de repressão empregados por força das suas sentenças, a fogueira foi relativamente o menos usado. Os documentos dessa época de misérias desapareceram em grande parte e não mais é possível hoje levantar estatísticas; mas, se elas existissem, creio que ficaríamos surpresos ao encontrar tão poucas execuções pelo fogo, em meio a tantas outras penas mais ou menos cruéis. É preciso, em tal matéria, saber acautelar-nos contra exageros que são familiares à maioria dos escritores” (op. cit., I, pgs. 622-3).

Quando cabia essa solução extrema? Em primeiro lugar, ela se destinava aos hereges impenitentes. Provada a heterodoxia, no curso do processo inquisitorial as autoridades religiosas tudo haviam tentado para obter a reconciliação; todos os recursos de persuasão empregados, todas as advertências e ameaças feitas, mas o acusado se mostrava irredutível, preferindo, até o fim, a morte a ceder.

Diante disso, a conclusão do caso era tecnicamente perfeita: essa pessoa deixara de pertencer ao corpo da cristandade, não integrava o seu rebanho, mas lhe era estranha e, pior, inimiga; portanto, a Igreja por ela se desinteressava, suspendendo-lhe a proteção. Declarava o réu “excomungado”, vale dizer, excluído da comunhão dos fiéis.

Cessada a competência eclesial para se ocupar de quem se lhe tornara estranho, o caso passava à alçada do Estado. Limitava-se o tribunal inquisitorial, encerrando seu processo, a proferir o veredicto de que o réu possuía esta dupla qualidade: “herege impenitente”; o que, na ótica das autoridades civis, o reduzia à condição de revolucionário, de criminoso nocivo à ordem pública, aos bons costumes, e merecedor, em conseqüência, de eliminação. As leis penais cominavam, para a hipótese, a sanção capital. Assaz elucidativo entretanto é que, até o último momento, a Igreja permanecia atenta, fiel à sua missão de salvar almas: se, mesmo na iminência de ser executado, o insubmisso se revelava afinal arrependido, a jurisdição eclesiástica recuperava sua força, voltando a dar-lhe amparo, e a pena secular de morte era comutada pela pena canônica de prisão.

Presente esse quadro, focalizemos, dentro dele, a posição de cada um dos três personagens envolvidos: a Igreja, o Estado e o réu — todos imersos na cultura, nas condições de vida, nos costumes, etc., em que haviam sido formados.

Começando pelo réu, o que nele encontramos é um homem irredutível, absolutamente aferrado às próprias convicções, a ponto de aceitar o tremendo suplício da fogueira, e repelindo todas as propostas apaziguadoras. Utilizando linguagem jurídica moderna, diremos que, para as autoridades, se tratava de indivíduo portador de periculosidade em grau máximo. Nada é mais temível do que alguém que, por causa de um ideal, prefere enfrentar a morte. Tão imensa tenacidade convencia ser por inteiro inútil qualquer esperança de entendimento. Na perspectiva das autoridades civis e religiosas, era um “fanático”, que se considerava porém um “mártir”.

Com muita freqüência, aliás, a idéia de morte ia ao encontro dos desejos do herege, que ambicionava o martírio como “solução libertadora”. Pensemos nos cátaros, a seita mais difundida, que desprezavam a vida terrena e que com tanta facilidade recorriam ao suicídio e aos sacrifícios humanos. Para eles, ser queimado em nome da crença que professavam aparecia como um fim apetecível, gerador de glória. Muitas vezes as autoridades, ao encaminhá-los à fogueira, precisavam impedi-los de falar, para que não fizessem propaganda ao povo ali reunido.

Quanto ao Estado, o problema se lhe apresentava de fácil deslinde. Como toda a ordem e unidade sociais, sob a égide do soberano, a moral e os bons costumes estavam fundados em bases religiosas, o herege impenitente era visto como um inimigo da sociedade, que cumpria destruir. A situação equivalia à de uma guerra: os hereges se disseminavam, se infiltravam por toda parte, ameaçando as instituições civis e religiosas, produzindo mortes e violências de toda espécie, encarniçados no objetivo de subverter a ordem estabelecida.

Assim sendo, dentro do sistema repressivo em vigor, não se podia imaginar outro remédio que não fosse o eliminatório. Nem faltou, para tanto, uma justificativa teórica. Como sabemos, o mais grave crime, que então se concebia, era o de lesa-majestade, punindo-se com especialíssimo rigor todo ato que, direta ou indiretamente, atentasse contra o soberano ou suas prerrogativas. Pois bem, os juristas medievais, para explicar a devida severidade contra os hereges, recuperaram, do Direito romano, o conceito de crime de “lesa-majestade divina”, que, dirigido contra o próprio Deus, se tornava merecedor de tratamento pelo menos equivalente ao de lesa-majestade na ordem temporal.

No momento enfim em que a heresia passava da jurisdição canônica para a secular, transformava-se em crime, cuja pena tinha de ser a capital, em regra consistente no envio à fogueira. (…) A execução seguia os mesmos ritos aplicáveis à delinqüência em geral, era procedida em praça pública e com grande alarde destinado a escarmentar o povo. Também do mesmo modo como se fazia com os demais criminosos, por vezes as autoridades se compadeciam do herege condenado e, pietatis causa, procuravam minorar-lhe o sofrimento: mediante a cláusula de retentum, o carrasco ficava autorizado a estrangulá-lo, para apressar a morte; ou, mais tarde, adotou-se também o expediente de atar, sob o queixo do paciente, uma bolsa com pólvora, que, ao ser atingida pelas chamas, lhe despedaçava a cabeça. Assim se fazia naqueles tempos….

Nas circunstâncias dadas, igualmente da Igreja era impossível exigir outra atitude. O herege fechara obstinadamente todos os caminhos de encontro, preferia a morte, recusava a paz e somente prometia mais luta. Se fosse deixado solto ou onde quer que o enviassem, continuaria a difundir seus erros. O Estado e a opinião pública exigiam fosse ele destruído, e a pena de morte constituía medida corriqueira, aplicando-se a grande número de infrações, inclusive de escassa gravidade. Dentro da formação cultural, da sensibilidade e dos padrões de comportamento então vigentes, não havia por que deixar a Igreja de aderir à indicada solução.

Do contrário, desmoronariam todas as estruturas em que estavam organizadas a paz e a vida social. A legislação penal laica previa crimes religiosos, para tratá-los com rigor. Poderia acaso a Igreja se opor a isso e, ante a renitência de um fanático herege, exigir que o Estado se mostrasse complacente? Veja-se como tal atitude, para os padrões da época, seria profundamente desconcertante. Representaria, por parte da Igreja, uma confissão de fraqueza nas convicções por ela apregoadas, o que levaria fatalmente à sua derrocada e, com esta, ao enfraquecimento da civilização cristã, que a tanto custo avançava. Não cedamos à tentação de querer aplicar, àqueles tempos, soluções que somente hoje se tornaram possíveis. O certo é que numa época em que até o autor de mero furto se sujeitava às mais atrozes punições será absurdo pretender que mereceria melhor sorte um herege, nas condições descritas.

Afigura-se totalmente inútil o debate consistente em indagar se a Igreja era ou não responsável por essas penas de morte. A evidência sim, dado que, ao transmitir o réu ao Poder secular, ela conhecia perfeitamente a sorte que o aguardava. Mais do que disso, é certo que a Igreja exigia das autoridades civis a sanção capital prevista nas leis, ameaçando-as até mesmo com a excomunhão se se mostrassem negligentes no cumprimento do dever. A entrega ao braço secular costumava aliás ser feita com a fórmula “debita animadversione puniendum“, “a fim de que ele seja punido como merece”. Nem é possível negar que a execução capital, in casu, conviesse à Igreja, não só porque erradicava um elemento perigoso ao seu rebanho, mas também porque a execução em praça pública possuía forte eficácia exemplar para os fiéis. Duas ressalvas entretanto cabe fazer. A primeira é que a Igreja, nos casos que lhe diziam respeito, proibia os tormentos preliminares que, para os criminosos comuns, costumavam anteceder a execução capital. Outra ressalva é apresentada por J.Guiraud: “A pena da fogueira, que revolta nossa sensibilidade, não foi inventada pela Igreja, mas pelo Poder civil. O imperador Frederico II, em sua constituição de 1224, foi o primeiro a editar que o herege, declarado como tal por um julgamento da autoridade religiosa, devia ser queimado em nome da autoridade civil” (op. cit., col. 878).

Consumada a morte, todos os restos do condenado, inclusive suas cinzas, deviam ser recolhidos e fazia-se com que desaparecessem, por temor de que os seguidores da heresia os transformassem em relíquias.

Outra categoria que suscitou enormes embaraços para a Igreja foi a dos hereges relapsos: aqueles que, já tendo sido convencidos do seu erro, a este retornavam depois. O tratamento a eles dispensado foi oscilante. Durante muito tempo, a Igreja os tratou com benevolência. Como assinala H.-C Lea, “é consolador poder dizer que, na grande maioria dos casos, os inquisidores tendiam à demência” (op. cit., I, pág. 617), impondo tão-só a pena de prisão ou mesmo outras medidas mais suaves. Aos poucos, todavia, a experiência foi aconselhando maior rigor. Verificou-se que muitas pessoas, após haverem solenemente abjurado a heresia, continuavam a cultivá-la sub-repticiamente, infiltradas entre os fiéis. Mesmo nas prisões os relapsos exerciam sua influência dissolvente, sendo difícil, se não impossível, coibi-los.

Prevaleceu diante disso a solução da entrega ao braço secular. Aquele que reincidira no crime não mais merecia confiança, devendo ser suprimido; e, agora, de nada valia eventual nova demonstração de remorso. O arrependimento do relapso não o eximia da morte, mas justificava tão-só a absolvição sacramental e a comunhão eucarística.

Cabe observar ainda que o fato de já haver falecido não poupava um herege à merecida punição. Se se suspeitava que alguém, já morto, fora herege, abria-se o processo inquisitorial, onde ele podia ser condenado às sanções cabíveis, inclusive à pena máxima. Desenterrado então o cadáver, ou o que deste restasse, realizava-se macabro cortejo pelas ruas, até o patíbulo, onde era procedida à incineração. Isso, que causa hoje profunda repulsa, não era privativo da Inquisição, mas prática usual entre os romanos e em todo o Direito subseqüente. Também no Direito Penal secular foram comuns a condenação e a execução post mortem. A medida, que se reputava de alto poder educativo, objetivava alertar o povo contra o mal do crime e mostrar-lhe a implacabilidade da Justiça.

Prof. João Bernardino Gonzaga

A Inquisição em seu mundo”, cap. XII, 4

Será que o cristianismo matou mais que o ateísmo?

[Será que o cristianismo matou mais que o ateísmo? Uma análise sucinta contida no vídeo abaixo propõe algumas reflexões: de um lado Cruzadas e Inquisição; do outro comunismo e nazismo. Períodos de tempo diferentes, números de mortes mais ainda... Assistam ao vídeo. Boa interação!]

por Dinesh D’Souza

O pagão ou o cristão

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 Do Blog Ecclesia Una

“A celebração do 31 de Outubro, muito possivelmente em virtude da sua origem como festa dos druidas [pagãos celtas], vem sendo ultimamente promovida por diversos grupos neo-pagãos, e em alguns casos assume o caráter de celebração ocultista.”
Wikipédia, Dia das Bruxas, Novos elementos do Halloween
Halloween é o nome de uma festa vinda dos Estados Unidos para o Brasil. O famoso dia das bruxas é comemorado amanhã, 31 de outubro. Para muitos essa é a semana do azar, das “bruxas”, do sincretismo, da superstição. Para a nossa sociedade cristã, contudo, existe outra festa celebrada essa semana que sucede esse dia supostamente negro. Falamos do dia de todos os santos e, logo após, do dia de Finados, onde lembramos as almas dos mortos que foram ao encontro de Deus na morada eterna.
Mas veja: não é possível comemorar as duas festas simultaneamente. Ou escolhemos uma – vinda do paganismo – ou a outra, que prega uma dimensão totalmente contrária a esse ideal. É preciso fazer uma escolha: ou eu comemoro o pagão ou eu celebro o cristão. A Bíblia vai nos instruir: “Não podeis participar ao mesmo tempo da mesa do Senhor e da mesa dos demônios” (1 Cor 10, 21). Essa mesa dos demônios que é proposta pelo Halloween visa justamente levar o nosso povo, que é cristão, a ir contra os conceitos e princípios estabelecidos por Jesus Cristo. O Catecismo da Igreja Católica condena severamente práticas de bruxaria, superstição, azar, entre outras que ferem a dignidade da onipotência divina.
2111. A superstição é um desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe. Também pode afetar o culto que prestamos ao verdadeiro Deus: por exemplo, quando atribuímos uma importância de algum modo mágica a certas práticas, aliás legítimas ou necessárias. Atribuir só à materialidade das orações ou aos sinais sacramentais a respectiva eficácia, independentemente das disposições interiores que exigem, é cair na superstição.
Essa Terra de Santa Cruz vem sendo constantemente assolada pelos males das religiões chamadas “afro”, que têm uma visão errada e verdadeiramente paganizada sobre Deus. Com o Halloween a ênfase que se dá a esse conceito pervertido e errado sobre a religião entra também em nossas famílias fazendo com que muitas delas, católicas, participem, mesmo que ilicitamente, da mesa do Senhor – quando comungam do Corpo de Cristo – e da mesa dos demônios – quando comungam dos ideais pagãos dessa festa -.
Deus não nos permite que pervertamos nossa alma com a idolatria, com a superstição, e muito menos com mascaradas práticas anticristãs. Pela boca do profeta Isaías Ele clama: “Eu te chamo pelo nome, és meu” (Is 43, 1). Nós somos inteiramente do Senhor e somente a Ele devemos de fato pertencer. Quando buscamos dividir a nossa adoração a Deus com outros deuses passamos a odiar a Deus e a amar o demônio: “Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará a outro, ou dedicar-se-á a um e desprezará o outro” (Mt 6, 24).
Mas, não seria radicalismo afirmar que a festa do dia das Bruxas é uma festa pagã – perguntar-se-á -, que incentiva a idolatria? De modo algum! São Paulo diz em outra passagem da Bíblia que “as coisas que os pagãos sacrificam, sacrificam-nas a demônios e não a Deus” (1 Cor 10, 20). Embora essa sociedade relativista defenda uma neutralidade nessas festas que se manifestam abertamente contra a divindade de Jesus Cristo, ela não existe. Não pode haver neutralidade em sacrifícios que não são oferecidos a Deus. Tudo o que não é bom, é mal! A condenação do Senhor a práticas como adivinhação, astrologia, feiticismo, magia, espiritismo, invocação aos mortos (cf. Dt 18, 11) é clara.
Sim, sim. Mas, insistirão e dirão que o Halloween não representa objetivamente nenhuma dessas práticas. Será que isso é mesmo verdade? Por que será então que nossos jovens se vestem de bruxos e bruxas para irem às festas-fantasia? Não é a bruxaria justamente uma ideologia de dominação de poderes ocultos, de poderes ‘sobrenaturais’? Não é o feiticismo – claramente presente nas nossas festas de dia das bruxas – uma revolta direta ao mandamento de Deus, que nos ordena a não praticarmos esses atos abomináveis?
A ideologia, o pensamento que está por trás do dia das Bruxas é muito sagaz: ele envolve a mente da criança e do adolescente. Ao primeiro olhar a festa parece inofensiva. As brincadeiras parecem divertidas e não demonstram nenhum perigo. Os pais não se preocupam com o que são filhos estão se entretendo. Essa cadeia leva-os a imaginar que comemorar o dia das Bruxas é algo muitíssimo normal… Daí passa-se a crer também na astrologia, feitiçaria e bruxaria. Daí para o abismo do inferno é só um passo, afinal a família já começou a aceitar que participar da mesa dos demônios não é problema nenhum; muito pelo contrário: é divertido, é animado, é festivo.
Admirado o pecado, o ‘sacrifício pagão’ e também a conotação que está por trás dessa festa, começamos a abandonar aquilo que a Santa Igreja Católica, através do Seu Sagrado Magistério, nos propõe porque – quer queiramos ou não – existe uma clara incompatibilidade entre as coisas de Deus e as infâmias do mundo. Ademais São Tiago exclama: “Adúlteros, não sabeis que o amor do mundo é abominado por Deus?”. E afirma que “todo aquele que quer ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tg 4, 4).
Se quisermos verdadeiramente uma nação cristã precisamos lutar por isso com todas as nossas forças, eliminando da nossa vida quotidiana tudo o que nos leva ao paganismo, à idolatria, à superstição e a práticas que são proibidas por Deus. Qualquer princípio de transgressão a Lei do Altíssimo leva-nos à perdição. Cuidemo-nos, pois, e não permitamos que essa infame festa do dia das bruxas se infiltre na cultura da sociedade brasileira. Celebremos todos os santos e as festividades cristãs. Essas sim agradam o coração de Deus.
Graça e paz.

PAPA CITA MÉTODO CIENTÍFICO USADO POR GALILEU

CIDADE DO VATICANO, 30 OUT (ANSA) – O papa Bento XVI agradeceu à realização de estudos que “esclareceram” o contexto histórico da condenação, pela Santa Inquisição da Igreja Católica, do físico e astrônomo italiano Galileu Galilei (1564-1642) e elogiou o método científico usado por ele.
    Ao receber hoje participantes de um encontro promovido pelo Observatório Astronômico da Santa Sé, em ocasião do Ano Internacional da Astronomia, o Pontífice disse que os tempos atuais, “posicionados no limite de cada vez mais grandes descobertas científicas”, trazem o sentimento de “maravilhado” e “da atenta observação, do juízo crítico e da paciência e disciplina do método científico”, que foram usados pelos pais da ciência moderna, como Galileu.
    “Quem pode negar que a responsabilidade pelo futuro da humanidade e também pelo respeito à natureza ao mundo requer, hoje mais que nunca, a atenta observação, o julgamento crítico, a paciência e a disciplina que são essenciais ao moderno método científico?”, questionou o Papa.
    Referindo-se à época de Galileu, Bento XVI comentou que, “os grandes cientistas do período das descobertas recordam que a verdadeira consciência é sempre direta à sensatez e, ao invés de restringir os olhos da mente, convida a alçar o olhar ao mais alto Reino dos Céus”.
    Bento XVI agradeceu, “não somente pelos estudos que esclarecem o preciso contexto histórico da condenação de Galileu, mas também pelos esforços de todos que são empenhados para continuar o diálogo sobre a reflexão da complementaridade da fé e da razão”.
    Galileu Galilei foi um dos principais pesquisadores italianos. Em 1633, foi condenado pela Santa Inquisição por sua teoria heliocentrista (segundo a qual o Sol é o centro do Sistema Solar), confirmada posteriormente.
    Também hoje o Pontífice recebeu, em audiência privada, o presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), cardeal Ângelo Bagnasco, que se reunirá em assembleia geral extraordinária com os bispos italianos de 9 a 12 de novembro.
    É tradição que antes de uma assembleia ou de um conselho da CEI o presidente do organismo se reúna com o Papa para analisar os temas que serão postos em discussão. (ANSA)

DELEGAÇÃO DE NAGASAKI SERÁ RECEBIDA PELO PAPA

TÓQUIO, 30 OUT (ANSA) – A diocese da cidade japonesa de Nagasaki irá realizar em 2010 uma peregrinação à Itália e à Espanha para recordar os 65 anos dos ataques atômicos que destruíram a localidade, cuja etapa mais importante será o encontro com o papa Bento XVI.
    “Nosso objetivo é renovar a mensagem de paz e criar um mundo pacífico”, disse à ANSA o porta-voz Dom Joseph Mitsuaki Takami.
    Segundo o religioso, cerca de 50 a 60 fiéis viajarão à Europa e entre eles há muitos ‘hibakusha’ (termo em japonês utilizado para designar as vítimas de bombas atômicas). Os peregrinos também levarão ao Vaticano a cabeça da estátua da Virgem Maria da igreja Uragami, a única parte da imagem que não foi destruída durante o bombardeio de 1945.
    A peça tem 26 centímetros e sairá pela terceira vez do Japão. Em 1985, a imagem já havia sido levada ao Vaticano e em 2000 a Belarus.
    A peregrinação, que acontecerá entre 20 de abril e 1º de maio de 2010, será uma oportunidade para lembrar os 65 anos dos atraques que destruíram duas cidades japonesas. Na ocasião dos ataques, 100 mil pessoas morreram em Hiroshima e 74 mil em Nagasaki.
    Atualmente, segundo dados do Ministério da Saúde japonês, os atingidos pelos ataques somam cerca de 274 mil.
    Antes de ir ao Vaticano, a delegação viajará à espanhola Guernica, onde assistirá a uma missa em honra das vítimas do bombardeiro de 1937.(ANSA)

Declaração de Praga – Conferência “Consciência Européia e Comunismo”

[O nazismo cometeu crimes terríveis contra a humanidade. Condenou milhares de pessoas a morrerem em câmaras de gás, padecendo da triste realidade do preconceito e do desrespeito aos direitos humanos. Contudo, essa não foi a única praga do século XX. E na cidade de Praga, onde ocorreram tanto o totalitarismo nazista quanto o comunista, surgiu o projeto da Declaração de Praga, que visa não deixar impunes todas as atrocidades cometidas pelo comunismo durante todo o seu tempo de existência.]

[Sim, o comunismo praticou também crimes terríveis contra a humanidade. Mas infelizmente – é preciso admitir – ela saiu quase que ilesa e impune de todos esses atos. Está na hora de mudar isso. Os integrantes da Conferência de Praga: Consciência Européia e Comunismo perceberam isso e organizaram um projeto que visa justamente essa meta: conscientizar o povo europeu sobre os males que o comunismo trouxe em todo o mundo, o que é uma atitude digna de aprovação e reconhecimento.]

[Oremos para que os frutos dessa “declaração” sejam colhidos abundantemente e o mundo possa conhecer a verdadeira face do comunismo.]

Declaração de Praga

Fonte: Notalatina

http://4.bp.blogspot.com/_UcUMEiO_IDE/Sl5sRQxu_KI/AAAAAAAAAAM/4TkYwaYS-XI/S220/comunismo-7486%5B1%5D.jpgTendo em conta o futuro digno e democrata de nossa comum pátria européia,

- Considerando que as sociedades que esquecem seu passado carecem de futuro;

- Considerando que a Europa não se unirá a menos que seja capaz de unificar sua história, de reconhecer o comunismo e o nacional-socialismo como um legado comum e de conseguir um debate sincero e profundo sobre todos os crimes totalitários do século passado;

- Considerando que a ideologia comunista é diretamente responsável por crimes contra a humanidade;

- Considerando que a má consciência que se deriva do passado comunista é uma pesada carga para o futuro da Europa e para nossos filhos;

- Considerando que diferentes valorações do passado comunista ainda podem dividir a Europa em Ocidente e Oriente;

- Considerando que a unidade européia foi uma resposta direta às guerras e à violência causada pelos sistemas totalitários no continente;

- Considerando que a consciência dos crimes de lesa-humanidade cometidos pelos regimes comunistas em todo o continente deve informar a todas as mentes européias, na mesma medida que os crimes do regime nacional-socialista;

- Considerando que existem similitudes entre o nacional-socialismo e o comunismo no que se refere a seus caráter horrível e espantoso, e a seus crimes contra a humanidade;

- Considerando que os crimes do comunismo ainda necessitam ser avaliados e julgados desde os pontos de vista jurídico, moral e político, assim como do ponto de vista histórico;

- Considerando que tais crimes foram justificados em nome da teoria da luta de classes e do princípio da ditadura do proletariado, que utilizam o terror como método para preservar o poder dos Governos que o aplicaram;

- Considerando que a ideologia comunista foi utilizada como uma ferramenta em mãos de imperialistas na Europa e na Ásia para alcançar seus planos expansionistas;

- Considerando que muitos dos autores que cometem e cometeram crimes em nome do comunismo ainda não foram levados ante a justiça, e suas vítimas ainda não foram indenizadas nem satisfeitas;

- Considerando que o objetivo de proporcionar informação completa sobre o passado totalitário comunista, que conduza a uma compreensão mais profunda e ao debate é uma condição necessária para a futura integração de todas as nações européias;

- Considerando que a reconciliação definitiva de todos os povos europeus não é possível sem um esforço potente para estabelecer a verdade e para restaurar a memória;

- Considerando que o passado comunista da Europa deve ser tratado a fundo, tanto na academia como ao público em geral, e as gerações futuras devem ter fácil acesso à informação sobre o comunismo;

- Considerando que em diferentes partes do mundo só uns poucos regimes totalitários comunistas sobrevivem, porém que, todavia, oprimem aproximadamente a um quinto da população mundial, e ainda se aferram ao poder cometendo delitos e impondo um alto custo para o bem-estar de seus povos;

- Considerando que em muitos países, apesar de que os partidos comunistas já não estão no poder, não se distanciaram publicamente dos crimes dos regimes comunistas nem os condenaram;

- Considerando que Praga é um dos lugares que sofreu tanto com o nazismo quanto com o comunismo,

Estando convencidos de que os milhões de vítimas do comunismo e suas famílias têm direito a desfrutar da justiça, da solidariedade, da compreensão e do reconhecimento de seus sofrimentos da mesma forma que as vítimas do nazismo foram moral e politicamente reconhecidos,

Nós, os participantes da Conferência de Praga Consciência européia e o comunismo,

- Ante a Resolução do Parlamento Europeu sobre o sexagésimo aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial na Europa, em 8 de maio de 1945, de 12 de maio de 2005,

- Ante a Resolução 1.481 da Assembléia Parlamentar do Conselho da Europa, de 26 de janeiro de 2006,

- Ante as resoluções sobre os crimes comunistas adotadas por vários Parlamentos nacionais,

- Ante a experiência da Comissão pela Verdade e a Reconciliação na África do Sul,

- Ante a experiência dos Institutos da Memória e os Memoriais na Polônia, Alemanha, Eslováquia, República Checa, Estados Unidos, o Instituto para a Investigação de Crimes Comunistas na Romênia, os museus da ocupação da Lituânia, Letônia e Estônia, assim como a Casa do Terror na Hungria,

- Ante as presidências atuais e futuras na UE e no Conselho da Europa.

- Ante o fato de que 2009 é o vigésimo aniversário da queda do comunismo na Europa Central e Oriental, assim como dos assassinatos em massa na Romênia e no massacre da Praça de Tianamen em Pekin,

Pedimos:

1. Chegar a um entendimento entre todos os europeus de que os regimes totalitários nazista e comunista devem ser julgados por seus próprios méritos terríveis, por ser destrutivo em suas políticas de maneira sistemática na aplicação das formas extremas de terror, da supressão de todos os direitos civis e das liberdades humanas, começando pelas guerras de agressão e, como uma parte inseparável de suas ideologias, o extermínio e a deportação de nações inteiras e grupos de população, e que como tais devem ser considerados os principais desastres que frustraram o século 20,

2. O reconhecimento de que muitos crimes cometidos em nome do comunismo devem ser qualificados como crimes de lesa-humanidade, de modo que constituam uma advertência para as gerações futuras da mesma maneira que os crimes nazistas foram julgados pelo Tribunal de Nüremberg,

3. A formulação de um enfoque comum a respeito dos crimes dos regimes totalitários, incluídos os regimes comunistas, e uma versão européia dos crimes comunistas, a fim de definir claramente uma atitude comum frente aos crimes dos regimes comunistas,

4. A introdução de uma legislação que permita aos tribunais de justiça julgar e condenar os culpados pelos crimes comunistas e compensar as vítimas do comunismo,

5. A garantia do princípio de igualdade de tratamento e não-discriminação entre as vítimas de todos os regimes totalitários,

6. A pressão européia e internacional para a condenação efetiva dos crimes do passado comunista e da luta eficaz contra os crimes comunistas em curso,

7. O reconhecimento do comunismo como parte integrante e horrível da história comum da Europa,

8. A aceitação por toda a Europa da responsabilidade pelos crimes cometidos pelo comunismo,

9. O estabelecimento de 23 de agosto, dia da assinatura do pacto Hitler-Stalin, conhecido como o Pacto Molotov-Ribbentrop, como um dia de lembrança das vítimas dos regimes totalitários nazista e comunista, do mesmo modo que a Europa recorda as vítimas do Holocausto em 27 de janeiro,

10. A reclamação aos Parlamentos nacionais para que reconheçam os crimes comunistas como crimes contra a humanidade, e modifiquem a legislação pertinente,

11. O debate público sobre o mal uso comercial e político dos símbolos comunistas,

12. A continuação das audiências da Comissão Européia com respeito às vítimas dos regimes totalitários, com vistas à elaboração de uma comunicação da Comissão,

13. O estabelecimento de comitês compostos por experts independentes nos Estados europeus que foram governados por regimes comunistas totalitários, com a tarefa de recolher informação sobre violações dos direitos humanos sob cada regime comunista totalitário em nível nacional, com o fim de colaborar estreitamente com o Conselho de Comitê de experts da Europa,

14. A elaboração de um claro marco jurídico internacional em relação a um acesso livre e irrestrito aos arquivos que contêm informação sobre os crimes do comunismo,

15. A fundação de um Instituto Europeu da Memória e da Consciência, que teria duas funções:

A) a de um instituto europeu dedicado à investigação dos estudos do totalitarismo, o desenvolvimento de projetos científicos e educacionais e o apoio à criação de redes de institutos de investigação nacionais especializados no tema da experiência totalitária,

B) e a de um museu memorial de âmbito europeu das vítimas de todos os regimes totalitários, com o objetivo de recordar as vítimas destes regimes e de dar a conhecer os crimes cometidos por eles,

16. A organização de uma conferência internacional sobre os crimes cometidos pelos regimes comunistas totalitários, com a participação de representantes de governos, parlamentares, acadêmicos, experts e associações, cujos resultados devem ser difundidos no mundo inteiro,

17. O ajuste e a revisão de livros de texto de história européia, para que as crianças possam aprender e ser advertidas sobre o comunismo e seus crimes, da mesma forma que se lhes ensinou a compreender os crimes nazistas,

18. A abertura de um amplo e profundo debate em toda a Europa sobre a história européia e a herança comunista,

19. A comemoração conjunta do 20º aniversário no próximo ano da queda do Muro de Berlim, do massacre da Praça Tianamen e da matança na Romênia.

Nós, os participantes da Conferência de Praga Consciência Européia e o Comunismo, nos dirigimos a todos os povos da Europa, a todas as instituições políticas européias, inclusive os Governos e os Parlamentos nacionais, o Parlamento Europeu, a Comissão Européia, o Conselho da Europa e outros órgãos internacionais pertinentes, e os exortamos a abraçar as idéias e as propostas enunciadas nesta Declaração de Praga, e a convertê-las em medidas práticas e políticas.

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Conferência de Praga “Consciência Européia e Comunismo”

Declaração de Praga

O pagão ou o cristão

“A celebração do 31 de Outubro, muito possivelmente em virtude da sua origem como festa dos druidas [pagãos celtas], vem sendo ultimamente promovida por diversos grupos neo-pagãos, e em alguns casos assume o caráter de celebração ocultista.”

Wikipédia, Dia das Bruxas, Novos elementos do Halloween

Halloween é o nome de uma festa vinda dos Estados Unidos para o Brasil. O famoso dia das bruxas é comemorado amanhã, 31 de outubro. Para muitos essa é a semana do azar, das “bruxas”, do sincretismo, da superstição. Para a nossa sociedade cristã, contudo, existe outra festa celebrada essa semana que sucede esse dia supostamente negro. Falamos do dia de todos os santos e, logo após, do dia de Finados, onde lembramos as almas dos mortos que foram ao encontro de Deus na morada eterna.

Mas veja: não é possível comemorar as duas festas simultaneamente. Ou escolhemos uma – vinda do paganismo – ou a outra, que prega uma dimensão totalmente contrária a esse ideal. É preciso fazer uma escolha: ou eu comemoro o pagão ou eu celebro o cristão. A Bíblia vai nos instruir: “Não podeis participar ao mesmo tempo da mesa do Senhor e da mesa dos demônios” (1 Cor 10, 21). Essa mesa dos demônios que é proposta pelo Halloween visa justamente levar o nosso povo, que é cristão, a ir contra os conceitos e princípios estabelecidos por Jesus Cristo. O Catecismo da Igreja Católica condena severamente práticas de bruxaria, superstição, azar, entre outras que ferem a dignidade da onipotência divina.

2111. A superstição é um desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe. Também pode afetar o culto que prestamos ao verdadeiro Deus: por exemplo, quando atribuímos uma importância de algum modo mágica a certas práticas, aliás legítimas ou necessárias. Atribuir só à materialidade das orações ou aos sinais sacramentais a respectiva eficácia, independentemente das disposições interiores que exigem, é cair na superstição.

Essa Terra de Santa Cruz vem sendo constantemente assolada pelos males das religiões chamadas “afro”, que têm uma visão errada e verdadeiramente paganizada sobre Deus. Com o Halloween a ênfase que se dá a esse conceito pervertido e errado sobre a religião entra também em nossas famílias fazendo com que muitas delas, católicas, participem, mesmo que ilicitamente, da mesa do Senhor – quando comungam do Corpo de Cristo – e da mesa dos demônios – quando comungam dos ideais pagãos dessa festa -.

Deus não nos permite que pervertamos nossa alma com a idolatria, com a superstição, e muito menos com mascaradas práticas anticristãs. Pela boca do profeta Isaías Ele clama: “Eu te chamo pelo nome, és meu” (Is 43, 1). Nós somos inteiramente do Senhor e somente a Ele devemos de fato pertencer. Quando buscamos dividir a nossa adoração a Deus com outros deuses passamos a odiar a Deus e a amar o demônio: “Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará a outro, ou dedicar-se-á a um e desprezará o outro” (Mt 6, 24).

Mas, não seria radicalismo afirmar que a festa do dia das Bruxas é uma festa pagã – perguntar-se-á -, que incentiva a idolatria? De modo algum! São Paulo diz em outra passagem da Bíblia que “as coisas que os pagãos sacrificam, sacrificam-nas a demônios e não a Deus” (1 Cor 10, 20). Embora essa sociedade relativista defenda uma neutralidade nessas festas que se manifestam abertamente contra a divindade de Jesus Cristo, ela não existe. Não pode haver neutralidade em sacrifícios que não são oferecidos a Deus. Tudo o que não é bom, é mal! A condenação do Senhor a práticas como adivinhação, astrologia, feiticismo, magia, espiritismo, invocação aos mortos (cf. Dt 18, 11) é clara.

Sim, sim. Mas, insistirão e dirão que o Halloween não representa objetivamente nenhuma dessas práticas. Será que isso é mesmo verdade? Por que será então que nossos jovens se vestem de bruxos e bruxas para irem às festas-fantasia? Não é a bruxaria justamente uma ideologia de dominação de poderes ocultos, de poderes ‘sobrenaturais’? Não é o feiticismo – claramente presente nas nossas festas de dia das bruxas – uma revolta direta ao mandamento de Deus, que nos ordena a não praticarmos esses atos abomináveis?

A ideologia, o pensamento que está por trás do dia das Bruxas é muito sagaz: ele envolve a mente da criança e do adolescente. Ao primeiro olhar a festa parece inofensiva. As brincadeiras parecem divertidas e não demonstram nenhum perigo. Os pais não se preocupam com o que são filhos estão se entretendo. Essa cadeia leva-os a imaginar que comemorar o dia das Bruxas é algo muitíssimo normal… Daí passa-se a crer também na astrologia, feitiçaria e bruxaria. Daí para o abismo do inferno é só um passo, afinal a família já começou a aceitar que participar da mesa dos demônios não é problema nenhum; muito pelo contrário: é divertido, é animado, é festivo.

Admirado o pecado, o ‘sacrifício pagão’ e também a conotação que está por trás dessa festa, começamos a abandonar aquilo que a Santa Igreja Católica, através do Seu Sagrado Magistério, nos propõe porque – quer queiramos ou não – existe uma clara incompatibilidade entre as coisas de Deus e as infâmias do mundo. Ademais São Tiago exclama: “Adúlteros, não sabeis que o amor do mundo é abominado por Deus?”. E afirma que “todo aquele que quer ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tg 4, 4).

Se quisermos verdadeiramente uma nação cristã precisamos lutar por isso com todas as nossas forças, eliminando da nossa vida quotidiana tudo o que nos leva ao paganismo, à idolatria, à superstição e a práticas que são proibidas por Deus. Qualquer princípio de transgressão a Lei do Altíssimo leva-nos à perdição. Cuidemo-nos, pois, e não permitamos que essa infame festa do dia das bruxas se infiltre na cultura da sociedade brasileira. Celebremos todos os santos e as festividades cristãs. Essas sim agradam o coração de Deus.

Graça e paz.

Ser espelho de Deus

http://santosantosanto.files.wordpress.com/2009/05/espelho.jpg?w=260&h=374Quando a superfície seca e rude do nosso coração for tocada pela água purificadora que vem do amor do Altíssimo seremos também nós purificados e santificados. Então não viveremos mais no ódio porque Deus, que é amor, nos torna pessoas amorosas, cheias da sua graça. A partir do momento em que gozamos da ação do Espírito Santo então nos sentimos impelidos a, por nosso amor a Jesus, amarmos o próximo também. E o amor basta; todas as virtudes nada mais são do que desdobramentos do amor de Deus que vem ao nosso encontro.

Então, por que vivemos a castidade? Porque sabemos que se não praticarmos a temperança, controlando nossos impulsos, não poderemos amar verdadeiramente a Deus, sumo Bem, isento de todo e qualquer pecado. Por que praticamos a caridade? Porque amamos a Deus e Ele, suma Bondade, nos pede que não deixemos de ir ao encontro das necessidades dos mais fracos e miseráveis. Por que idealizamos em nosso coração a pobreza? Porque devemos almejar os bens eternos e só amar verdadeiramente a Deus quando nos desprendermos desse mundo para estarmos junto d’Ele.

Vês como todas as virtudes estão intimamente ligadas ao amor? Vês como não é possível desintegrá-las, sob o risco de se cometer um erro terrivelmente pernicioso? Sim, verdadeiramente o amor é tudo que necessitamos para entrarmos no Reino de Deus. Se Jesus nos dissesse simplesmente: Amai-vos uns aos outros como eu vos tenho amado, não precisaríamos de mais nada porque o amor visa a dignidade do ser humano. E que coisa mais bela pode haver em conservar a integridade das coisas que Deus criou, em especial o ser humano, criação na qual Deus depositou a sua imagem e semelhança?

É bem verdade que amamos o nosso semelhante porque esse é uma criação de Deus. Se não pudéssemos relacionar o amor aos irmãos ao amor a Deus então correríamos o risco de minimizar as criaturas divinas. Todos nós somos espelhos. Não, nós não somos meros objetos. Quando as pessoas olham para nós elas devem ver um sinal profundo de Deus, acima de qualquer coisa. Se em mim as pessoas só vêem eu então ou é porque elas estão amando os outros sem motivo convincente ou é porque eu estou deixando de conservar as riquezas naturais que Deus pôs em mim no dia em que me criou. “Ser espelho de Deus”: que coisa importante!

Mas também é uma grande e preocupante responsabilidade. Se somos verdadeiramente espelhos do Criador, devemos cada vez mais buscar nos assemelhar a Ele. Ora, não é Deus perfeito? Pois então. Devemos ser também perfeitos! Mas infelizmente existem em nós duas forças. Assim como quando estamos em uma superfície plana agem em nós força peso e força normal, na nossa vida espiritual agem outras duas forças: força mundana e força divina. A força mundana é semelhante à força peso: ela nos prende aos bens terrenos. É ela responsável por nos conduzir ao pecado e a possuímos desde o momento em que nascemos, o que a Igreja chama de pecado original.

A outra força – força divina –, que em nós se torna forte a partir da realidade vivificadora do Batismo, nos conduz a um plano maior, nos leva a aspirar e a buscar as coisas do alto. Ela é contrária à força mundana e é justamente a força que devemos alimentar para sermos espelhos de Deus.

Mas daí surge a pergunta: o que fazer para alimentar essa força? A resposta está no amor. Sem ele – conforme já expusemos – não é possível sequer ser digno de se chamar cristão. Que Nossa Senhora nos ajude a praticar o amor em nossa vida, fazendo com que esse alimento verdadeiro frutifique em nossas almas a vontade sempre constante de nos tornarmos espelhos de Jesus. Nós queremos, mas sozinhos não podemos. Invoquemos o Senhor. Só Ele pode nos dar a força que tanto precisamos para desprezarmos o pecado e darmos sempre mais graças ao Seu Santo Nome.

Graça e paz.

O Sonho de Dom Bosco

São João Bosco, muitas vezes,  recebia as mensagens e inspirações de Deus através de sonhos. Ainda pequeno,  recebeu de Nossa Senhora Auxiliadora, a indicação de sua vocação de trabalhar com os meninos  que viviam no vício e na delinquência. Já sacerdote, conduzindo a sua Congregação, fundada sob o patrocínio de São Francisco de Sales,  teve uma visão que marcou a sua vida e a da Igreja. 

Em sonho  viu uma grande embarcação  que navegava em um oceano agitado. As ondas do mar estavam encarpeladas pelo vento e batiam furiosas contra a embarcação que se agitava de um lado para o outro, no meio de uma batalha que se travava. Aproximando o olhar, D. Bosco percebeu que quem estava no timão, no comando da nau, era o Papa, com as suas vestes características, pilotando diligentemente para que a Barca seguisse o seu rumo. Mas o vento tornava-se mais forte e as ondas do mar agitavam-na furiosamente, a ponto de quase fazê-la naufragar. 

Quando o perigo aumentava,  D.Bosco percebeu que de cada lado da nau surgiu uma coluna, as quais impediam o naufrágio. Aproximando o olhar,  percebeu que em cima de uma das colunas estava a Hóstia num ostensório dourado, e na sua base estava escrito:“Salus Credentium” (Salvação dos que crêem); e  no alto da outra coluna, estava a imagem de Nossa Senhora. Na base da coluna estavam as palavras:“Auxilium Christianorum” (Auxiliadora dos Cristãos).

Ao acordar, D.Bosco  percebeu que Deus lhe havia mostrado a realidade da Igreja Católica neste mundo. Ela é a nau de Cristo, dirigida por Pedro, o Papa, para conduzir-nos ao Céu. O mar agitado pelos ventos são todas as dificuldades, ataques, heresias, perseguições, das quais a Igreja nunca esteve livre, de uma forma ou de outra. E como auxílios celestes, para ela poder seguir a sua caminhada nesta terra, sem naufragar nas ondas impetuosas do pecado, foi-lhe dada a Eucaristia,   Maria e o Papa. São suas salva-guardas.

Eis aí os sinais fortes da catolicidade : Jesus Eucarístico na Hóstia consagrada; Maria, “a Mãe do Meu Senhor”, como disse Isabel (Lc 1,43); e o Santo Padre, o Papa, Vigário do Senhor.
Foi o próprio Jesus quem deixou a Eucaristia, Maria e o Papa à Sua Igreja, a fim de cumprir a promessa feita a Pedro: “… e as portas do inferno jamais prevalecerão contra ela”(Mt 16,18).A primeira dádiva de Jesus para nós foi o Papa: Tú és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”.  “A minha Igreja…” A Igreja de Jesus é Única e Una, é a Igreja de Pedro, que hoje se chama Bento XVI. Só ele e seus sucessores ouviram essas palavras inefáveis:“Eu te darei as chaves do reino dos céus: Tudo o que ligares na Terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na Terra será desligado nos céus”(Mt 16,19).

Na pessoa  do Papa, Jesus guia a sua Igreja, com infalibidade, mantendo-a unida numa só fé, num só governo, numa só doutrina, numa só liturgia, num único Corpo.

Outra dádiva de salvação que Ele nos deixou foi a Eucaristia. Ele próprio presente nas espécies do pão e do vinho, para ser, “em Pessoa”, o remédio e o sustento da nossa vida. Nós ouvimos essas palavras: “Isto é o meu corpo”(Mc 14,22). “Este é o meu sangue”(Mc 14,24). Esta é a maior prova do amor de Jesus por nós; Ele próprio dado a nós. 

Por fim, pregado na cruz, com lábios de sangue, Jesus entregou-nos a última dádiva de Salvação, a Sua própria Mãe. Cada um de nós ouviu no Calvário esta palavra memorável, doce, inesquecível: “Eis  aí a tua Mãe”(Jo 19,27). Nenhum filho é feliz sem a sua mãe. Ele nos deu a sua própria Mãe! Que amor  por nós!

Quem rejeita o Papa, a Eucaristia e Maria, rejeita o próprio Senhor, pois rejeita as suas dádivas mais preciosas para a garantia da nossa salvação.Percebemos que hoje, mais do que nunca, o mundo e o seu príncipe diabólico investem furiosamente contra essas três “colunas”, porque sabem que são a grande força e proteção da Igreja. Mas todo esse ataque é inútil, pois sabemos que são Três colunas invencíveis. Todos os que se atirarem contra elas se verão despedaçados…Os inimigos da Igreja combatem furiosos essas santas dádivas, sem perceber que atiram pedras no próprio Senhor. Essas são as colunas inexpugnáveis.

Prof. Felipe Aquino