“No entanto, desde o começo da criação, Deus os fez homem e mulher. Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e os dois serão uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu o homem não separe!”
(Evangelho de São Marcos, 10, 6-9)
Por diversas vezes Jesus Cristo, através do Magistério da Igreja, reafirmou a sacralidade e a importância do sacramento do Matrimônio na vida do cristão. Nessa passagem bíblica, a realidade cristã do casamento fala da sua indissolubilidade. Depois que o homem e mulher se uniram, já não são dois, mas “uma só carne” (Gn 2, 24). E Jesus usa palavras duras para mostrar ao homem a verdade. Ressoa nos corações de muitas pessoas, que hoje vivem uma situação de segundo casamento ou até mesmo de fornicação, aquela pergunta tentadora que Cristo fez aos seus discípulos em momento crítico do seu ministério: “Quereis vós também retirar-vos?” (Jo 6, 67)
Em muitos de nós fica o receio, a dúvida, o questionamento: “Isto é muito duro! Quem o pode admitir?” (Jo 6, 60) Em outros, contudo, fica a certeza, a coragem, a vontade em servir. Nesses está a prontidão, aquela mesma que moveu Pedro a proclamar: “Tu tens as palavras da vida eterna” (Jo 6, 68). Sim, verdadeiramente as palavras de Cristo, que é a verdade (cf. Jo 14, 6), são palavras de vida eterna. Elas anunciam a vida. Mas muitas vezes preferimos a morte. Muitos não vêem mas nessa preferência está escondido um grave desejo pelo pecado, um grave desejo em continuar ofendendo a Deus e praticando o mal. Esse desejo é a semente de inferno brotada em nossas famílias. Por meio dessa semente surge a destruição: a separação, a contenda.
A Lei de Deus é imutavelmente clara: “O que Deus uniu o homem não separe!” (Mc 10,9). No Matrimônio, deu-se uma união consolidada por Deus. O padre, quando concede ao casal esse sublime sacramento, age in persona Christi. Portanto, quando tentamos quebrar a aliança matrimonial, queremos quebrar uma aliança feita não com homens, mas com o próprio Deus. Terrivelmente horrível e escandaloso é tentar desmanchar, por meio do adultério, o sumo bem que está escondido por trás do belo e sagrado ato matrimonial! Mais horrível ainda é observar pessoas em adultério aproximando-se sem nenhum remorso da Sagrada Comunhão, como se ela fosse simplesmente um pedaço de pão ou um pouquinho de vinho… Mas a Lei da Igreja é claríssima:
1650. Hoje em dia e em muitos países, são numerosos os católicos que recorrem ao divórcio, em conformidade com as leis civis, e que contraem civilmente uma nova união. A Igreja mantém, por fidelidade à palavra de Jesus Cristo («quem repudia a sua mulher e casa com outra comete adultério em relação à primeira; e se uma mulher repudia o seu marido e casa com outro, comete adultério»: Mc 10, 11-12), que não pode reconhecer como válida uma nova união, se o primeiro Matrimônio foi válido. Se os divorciados se casam civilmente, ficam numa situação objetivamente contrária à lei de Deus. Por isso, não podem aproximar-se da comunhão eucarística, enquanto persistir tal situação. Pelo mesmo motivo, ficam impedidos de exercer certas responsabilidades eclesiais. A reconciliação, por meio do sacramento da Penitência, só pode ser dada àqueles que se arrependerem de ter violado o sinal da Aliança e da fidelidade a Cristo e se comprometerem a viver em continência completa.
(Catecismo da Igreja Católica, § 1650)
“[N]ão podem aproximar-se da comunhão eucarística” porque “todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor” (1 Cor 11, 27). Mas infelizmente muitos, ainda cultivando em suas mentes aquela frívola idéia de que a Santa Missa é uma mera formalidade, comungam do Corpo e Sangue do Senhor como se fossem coisas banais. Quando falamos do Matrimônio pensamos em algo de dimensão muito maior. A família é o berço onde deveria habitar a graça de Deus!
Deveria… Oxalá por todos fosse observada a Lei que Deus prescreve aos quatro cantos do mundo. Mas é mais cômodo permanecer no pecado. É mais cômodo permanecer parado nessa vida imunda, que é cheia de uma falsa e efêmera felicidade. Mas quando nos encontrarmos com Ele – e aí estivermos face a face com Ele – não poderemos fugir. Não teremos desculpas. Ele de todos os modos tentou nos advertir e nos alertar. Mas insistimos, teimamos em continuar no mal. Se isso realmente tivermos feito e se não tivermos tomado um compromisso de mudar de vida então não haverá para nós outro lugar senão o inferno. A Lei de Deus é objetiva e clara. Suas palavras são duras, mas são verdadeiras.
A pergunta agora é mais forte em nosso coração: Quereis também vós retirar-vos? Escolhamos a vida, o caminho que conduz a salvação. Procuremos sair da nossa situação de adultério e mau comportamento sexual, afinal fora da pureza não há salvação.
Graça e paz.
“No entanto, desde o começo da criação, Deus os fez homem e mulher. Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e os dois serão uma só carne. Assim, 




Autor: Everth Queiroz Oliveira

Querido irmão Everth!
Quanta honra poder ler suas publicações!!! Reflexões, posicionamentos e acima de tudo, muito aprendizado! Sem sombra de dúvidas vc é instrumento de Jesus Cristo, pois, ao ler seus textos, sinto paz, segurança e colho muita sabedoria! Eles me enriquecem espiritualmente e materialmente! Quanto ao assunto em epígrafe, quero sintetizar meu posicionamento corroborado com o teu com a seguinte frase: “Cem homens podem formar um acampamento, mas é preciso uma mulher para se fazer um lar.”
Abraços fraternos,
Nayriston Souza.
Sobre nosso amigo que voltou a carga, sugiro que seria a hora de vc por um termo a isso. O que acha?
Carissimo Everth,
Pax et Gaudium!
Verdadeiramente o seu texto retrata aquilo que muitas famílias precisam ouvir hoje. Neste drástico cenário mundial, a família tem se submetido a pressões de grupos ou pessoas que tendem a destruí-la. Se nós cristãos não denunciarmos isto quem o fará? Os grupos abortistas e de distribuição de camisinha? Não! Esta é uma tarefa nova.
Parabéns pelo seu texto.
Que o amor de Cristo e de Maria esteja contigo.