As glórias de Nossa Senhora na Liturgia

http://www.santuario-fatima.pt/pic/_imaculada_conceicao_47444daa77a2b.jpg“Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso. A fim de preparar para vosso filho mãe que fosse digna dele, preservastes a Virgem Maria da mancha do pecado original, enriquecendo-a com a plenitude da vossa graça. Nela, nos destes as primícias da Igreja, esposa de Cristo, sem ruga e sem mancha, resplandecente de beleza. Puríssima, na verdade, devia ser a Virgem que nos daria o Salvador, o Cordeiro sem mancha que tira os nossos pecados. Escolhida, dentre todas as mulheres, modelo de santidade e advogada nossa, ela intervém constantemente em favor de vosso povo. Unidos à multidão dos anjos e dos santos, proclamamos a vossa bondade, dizendo a uma só voz…”

(Prefácio, Missal Romano, p. 678, apud Folheto “Deus conosco” de 12/out/2009 via Jornadas Espirituais)

Lex orandi; Lex credendi, lembrou o Ancião do Jornadas. Quantas vezes vemos orações que estão totalmente desvinculadas da doutrina da Igreja e associadas ao espírito marxista que inspira a Teologia da Libertação… Isso porque muitos bispos insistem em contrariar aquilo que impõe o Missal Romano para a correta celebração do culto eucarístico. Mutilar a Liturgia é feio; mutilar com palavras corruptas é horrível; mutilar com palavras corruptas e achar isso correto é abominável. Que os nossos bispos possam ter um encontro providencial com a instrução Redemptionis Sacramentum, da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos e com tantos outros documentos da Santa Sé que instruem corretamente os nossos sacerdotes como devem celebrar o Santíssimo Mistério da Eucaristia.

Voltando ao trecho do prefácio da missa de Domingo, de Nossa Senhora Aparecida, percebemos realmente quão belo é ver a doutrina da Santa Mãe Igreja sobre Nossa Senhora exposta aos fiéis de maneira tão clara e rápida. Maria, preservada de todo e qualquer tipo de pecado, é a mulher que foi escolhida por Deus para cooperar na obra da salvação da humanidade. Os Santos Padres da Igreja intitulam-na co-redentora. Chamam-na de Mãe Medianeira. Não é essa, pois, a função maternal de Maria em meio ao mundo? Já ao aceitar a encarnação do Cristo em seu ventre, se tornou ponte de salvação para todos os homens. Constantemente age a nosso favor intercedendo por seus devotos junto a Deus…

Que bênção é poder gozar dessa suave e doce intercessão maternal e saber que foi por Nossa Senhora que Deus quis começar a sua obra redentora! Diz São Luís de Montfort:

“Deus Pai só deu ao mundo seu Unigênito por Maria. Suspiraram os patriarcas, e pedidos insistentes fizeram os profetas e os santos da lei antiga, durante quatro milênios, mas só Maria o mereceu, e alcançou graça diante de Deus, pela força de suas orações e pela sublimidade de suas virtudes. Porque o mundo era indigno, diz Santo Agostinho, de receber o Filho de Deus diretamente das mãos do Pai, ele o deu a Maria a fim de que o mundo o recebesse por meio dela” (Tratado de Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, n. 16, via São Pio V).

Oremos para que aqueles que tanto ofendem e desonram a missão crucial da Virgem Santíssima na obra da redenção se convertam e se arrependam das heresias que proferiram contra a Mãe de Deus. Que compreendam quão grande é a riqueza que está escondida por trás do coração humilde e simples de Nossa Senhora!

Graça e paz.

O problema da camisinha – Pe. Fábio de Melo

[O vídeo é antigo, mas a mensagem que o Padre Fábio de Melo nos deixa é sempre atual. Fala sobre a questão da camisinha. Mas não tinha parado ainda pra pensar no assunto sob essa ótica que propõe o padre. Apesar de não gostar muito de algumas declarações que ele dá na mídia, achei interessantes algumas palavras suas nessa pregação. Ela aconteceu esse ano no Acampamento de Carnaval da Canção Nova. Vi no blog Vivo pela Vida. Indico a todos a leitura do texto, que está abaixo do vídeo. Boa interação!]

Fonte: Vivo pela Vida

(a partir de 1:40)

“Aqui ninguém vai colocar a mão no bolso e dizer pra você com uma camisinha na mão: “Proteja-se”. Nós não queremos revestir apenas uma pequena parte do seu corpo. A proteção que nós queremos dar para você é no todo da sua vida. A nós não importa proteger apenas a sua genitalidade, não…

Você sabe por que o governo está preocupado em proteger a genitalidade dos jovens? Porque não o encara como uma totalidade. Não o encara como um ser que merece respeito, dignidade…

Minha gente, eu sei que há momentos na vida em que o discurso é reduzido a um mal menor. Tá bom, a camisinha vai evitar os filhos indesejados, vai evitar a AIDS, vai evitar as doenças venéreas, eu sei tudo isso. Mas camisinha não impede ninguém de ser prostituta. Camisinha não protege ninguém da prostituição socializada. Camisinha não lhe protege da solidão, quando chega quarta-feira de cinzas, e você tem aquela certeza que você foi cinzas, mesmo: você foi tão queimado ao longo deste carnaval, que só restou cinzas…

O discurso tem que ser muito mais amplo. Mas nós também temos culpa disso, quando nós reduzimos o discurso religioso a um discurso moral. Quando nós começamos a pensar que seguir Jesus é cuidar apenas da sexualidade, e o resto está controlado. Não! Sexualidade é um detalhe da nossa vida que será integrado ou não à medida em que nós cuidarmos do todo. É no contexto das nossas escolhas que nós vamos encontrar o caminho para chegar a essa dignidade – a ponto de você adquirir tanta maturidade que ninguém vai precisar plastificar nenhuma parte do seu corpo…

E nem você vai precisar escutar as restrições: ‘proibido, proibido’, ‘proibido’… Não! Deus entra na nossa vida e nos coloca bom gosto. Em qualquer lugar que nós estivermos, nós teremos que ser capazes de fazer a triagem: ‘isto serve’, ‘isto não me serve’…”

Pe. Fábio de Melo

MUSEUS VATICANOS EXPÕEM INSTRUMENTOS DE 400 ANOS DE OBSERVAÇÃO DO CÉU

Cidade do Vaticano, 13 out (RV) – Foi apresentada esta manhã, na Sala de Imprensa da Santa Sé, a exposição “Astrum 2009: Astronomia e instrumentos. O patrimônio histórico italiano quatrocentos anos após Galileu”. Trata-se de uma exposição, nos Museus Vaticanos, dedicada a 400 anos de observação do céu, que se realizará a partir da próxima sexta-feira, dia 16, e se estenderá até 16 de janeiro de 2010.

Pela primeira vez se reunirá o patrimônio de todos os observatórios astronômicos italianos. A exposição é um percurso científico de grande valor histórico e cultural: o evento se insere no quadro de iniciativas comemorativas do “Ano Internacional da Astronomia”, declarado pela ONU para este 2009, para celebrar o 4º centenário das primeiras observações astronômicas feitas por Galileu Galilei.

Trata-se de uma iniciativa da União Internacional de Astronomia e da UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura. A abertura oficial deste “Ano Internacional da Astronomia” teve lugar nos dias 15 e 16 de janeiro passado, na sede da Unesco, em Paris.

A exposição, nos Museus Vaticanos, de certo modo, fotografa o homem que ao longo destes séculos olhou para o céu com curiosidade científica, mas também com impulso poético e espiritual, recordou o presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, Dom Gianfranco Ravasi, na apresentação do referido evento.

Ademais, a exposição contará com a contribuição do Observatório Astronômico Vaticano, também chamado “Specola Vaticana”. O seu diretor, o sacerdote jesuíta José Gabriel Funes, explicou aos jornalistas qual objeto da exposição pertence à “Specola Vaticana”:

Pe. José Gabriel Funes:- “Trata-se de um astrolábio do Séc. XVI, anterior à reforma do calendário. É um instrumento pré-galileano. Esse astrolábio foi presenteado ao Papa Leão XIII por ocasião do seu jubileu sacerdotal. A refundação do Observatório Astronômico Vaticano, em 1891, está de certo modo ligada a essa exposição. A exposição “Astrum 2009″ percorre a história da “Specola Vaticana”, que é a mesma história dos Observatórios italianos e dos outros Observatórios do mundo inteiro. Acabamos indo até o Arizona, EUA, com o telescópio vaticano, porque ali temos os céus escuros dos quais os astrônomos precisam. Pouco tempo atrás foi publicado pela Livraria Editora Vaticana e pela De Agostini o livro intitulado “Infinitamente grande – a astronomia e o Vaticano”. Conta a história da “Specola Vaticana” e trata também de alguns temas que estão relacionados à pesquisa da qual nós, astrônomos do papa, nos ocupamos. Esse livro, como de modo geral a história da Igreja, mostra o interesse que os papas sempre tiveram pela pesquisa astronômica. Nesse livro encontram-se diversos discursos dos papas sobre a astronomia e se ilustra o apoio que deram ao Observatório da Santa Sé. Recentemente, Bento XVI inaugurou a nova sede da “Specola Vaticana” que nos ajudará a desempenhar melhor as nossas atividades.” (RL)

Sobre o aborto de anencéfalos

“A gravidade moral do aborto provocado aparece em toda a sua verdade, quando se reconhece que se trata de um homicídio e, particularmente, quando se consideram as circunstâncias específicas que o qualificam. A pessoa eliminada é um ser humano que começa a desabrochar para a vida, isto é, o que de mais inocente, em absoluto, se possa imaginar: nunca poderia ser considerado um agressor, menos ainda um injusto agressor! É frágil, inerme, e numa medida tal que o deixa privado inclusive daquela forma mínima de defesa constituída pela força suplicante dos gemidos e do choro do recém-nascido. Está totalmente entregue à proteção e aos cuidados daquela que o traz no seio. E todavia, às vezes, é precisamente ela, a mãe, quem decide e pede a sua eliminação, ou até a provoca.”

(Papa João Paulo II, Evangelium Vitae, 58)

O aborto é gravemente imoral. É com a reafirmação dessa realidade que o Papa João Paulo II deixa claro que não é possível cometer esse ato abominável sem que antes haja uma total injustiça contra o ser humano em formação no ventre de sua mãe. Todos têm direito à vida. Disso ninguém tem dúvidas, afinal a legislação brasileira garante esse direito a todas as pessoas. E a vida – mostra-nos a embriologia – começa justamente na fecundação do óvulo pelo espermatozóide. Nesse ato magnífico começa o mistério da vida.

Mas, e os bebês anencéfalos?, perguntam os abortistas. A mãe tem ou não tem o direito de abortar nesses casos? Ao compreendermos, em primeiro lugar, que o anéncefalo também é uma vida, temos a certeza de que não podemos matá-lo. Afinal, a vida, ainda mais de um inocente bebê, deve ser preservada. O aborto de um anéncefalo continua sendo um assassinato, continua sendo um ato abominável, inescrupuloso. Desprezar a vida de um bebê menos favorecido não seria injusto, não seria discriminatório?

Vejamos. As condições externas – ou seja, aquelas que permeiam a vida da mãe e ameaçam a dignidade dela e do seu filho – não justificam o aborto, porque ele, como afirmou o Santo Papa, “se trata de um homicídio”. E um homicídio não pode ser legalizado! Não podemos legalizar o assassinato dessas pobres criaturas:

http://beinbetter.files.wordpress.com/2009/03/033.jpg?w=660

Quando falamos dos casos de anencefalia – que, como já expliquei, não justificam o aborto – tratamos, no entanto, de uma questão mais complicada. Para compreendermos esse assunto, precisamos, primeiramente, entender o que é a anencefalia. Segundo o Comitê de Bioética do Governo Italiano, “na realidade, define-se com este termo uma má-formação rara do tubo neural acontecida entre o 16° e o 26° dia de gestação, na qual se verifica ausência completa ou parcial da calota craniana e dos tecidos que a ela se sobrepõem e grau variado de má-formação e destruição dos esboços do cérebro exposto” (via Pró-Vida de Anápolis).

Considerando o problema acima especificado, a possibilidade de sobrevivência de um bebê anencéfalo é muitíssimo pequena. Se nascidos vivos, somente 8% sobrevivem mais de uma semana. Então o dilema em torno da tentativa de legalização do aborto de anencéfalos é justamente esse: a mãe deixa nascer o bebê ou o mata ainda em seu ventre?

Faz-se mister, antes de pensar em uma das alternativas, que, existe uma grande diferença em fazer um ou outro. Por meio do aborto, a mãe toma a decisão de matar. E ela o faz. Ao deixar o filho nascer, contudo, ela dá a ele a oportunidade de viver – mesmo que seja por pouco tempo – e não o mata. Então, qual das duas opções seria a conveniente? Ou melhor: qual das duas opções seria justa? Assassinar o filho ou deixá-lo morrer naturalmente?

http://palavrasapenas.files.wordpress.com/2008/08/marcela2.jpg?w=660A mãe de Marcela de Jesus Galante Ferreira não pensou duas vezes. Escreveu ela em seu diário, ao saber que sua filha tinha má-formação no cérebro:

“Fiquei triste mas aceitei de coração. Fui a outro médico e ele confirmou o diagnóstico de que meu amado bebê era anencéfalo (não tinha cérebro). Que ao nascer não sobreviveria. Ele me deu uma semana para pensar se iria continuar com a gravidez. Respondi que não precisava de tempo para [pensar se iria] praticar uma crueldade tão grande como a de matar aquela criaturinha tão pequenina e inocente.” (via Canção Nova Notícias)

Ao matar o filho em seu ventre, a mãe não dá nenhuma oportunidade à ação de Deus. Ela não dá nenhuma margem ao acontecimento de um milagre. No caso acima relatado – e que foi realmente um milagre de Deus – a menina Marcela, contrariando a todos os princípios da ciência e da medicina, sobreviveu 1 ano e 8 meses, derrubando a idéia de que após o nascimento, não pode existir possibilidade de vida para um anéncefalo. Diz ainda o Comitê Nacional para a Bioética, da Itália: “Apesar de uma expectativa de vida tão reduzida não é sempre possível definir a iminência do óbito e a duração da vida pode ser influenciada em muito pelos tratamentos intensivos” (via Pró-Vida de Anápolis).

Portanto, o aborto de anéncefalos, assim como o aborto das crianças normais, sem nenhuma má-formação, é um crime contra a vida e contra a dignidade do ser humano. A mulher não tem o direito de matar seu filho, pois, muito embora esteja no seu ventre, não é propriedade da mãe. Ele é uma vida independente e tem todo o direito de nascer e morrer naturalmente.

Reafirmamos sim o valor da vida. Mas ecoam em nossa mente as seguintes dúvidas: será que a legislação brasileira vai querer barrar esse direito dos menos favorecidos? Será que vai novamente se esconder por trás da máscara da hipocrisia e da incoerência para defender essa atrocidade desprezível? A resposta virá com o tempo, mas enquanto ela não vem, oremos pela vida dos anencéfalos oprimidos pelas leis injustas e maldosas desse mundo. Que possam ter a vida, e a vida em abundância (cf. Jo 10, 10), pois todos, sem nenhuma exceção, têm esse direito.

Graça e paz.