A árvore de morte possui sete galhos, inclinados para a terra, que produzem flores e folhas. São os sete vícios capitais, responsáveis por numerosos e diferentes pecados, todos eles enraizados no egoísmo e no orgulho. Os frutos são as más ações. Esses galhos – os vícios capitais – inclinam-se para a terra, enquanto tendem unicamente para a frágil e desordenada realidade deste mundo. Inclinam-se para nutrirem-se, incansavelmente, da terra. Os pecadores são insaciáveis e insuportáveis a si mesmos, sempre inquietos a procurar justamente o que não os pode saciar. O motivo por que são insaciáveis é o seguinte: Como pecadores, desejam só as realidades finitas, ao passo que eles, no que se refere ao ser, são infinitos, isto é, jamais deixarão de existir. No máximo perderão a vida da graça por causa do pecado mortal. O homem é maior que as realidades criadas, não vice-versa. Somente estará satisfeito, quando atingir um bem superior a si. Como somente eu sou maior que o homem, disto decorre que somente eu, Deus eterno, consigo saciá-lo. Separado de mim pelo pecado, o homem vive perenemente atormentado e sofredor.
Santa Catarina de Sena, O Diálogo
20.6.1, § 4











[...] O motivo é explicado pelo cristianismo, tão esquecido pelos homens e pela sociedade moderna. Diz Deus em revelação a Santa Catarina de Sena: “O homem é maior que as realidades criadas, não vice-versa. Somente estará satisfeito, quando atingir um bem superior a si. Como somente eu sou maior que o homem, disto decorre que somente eu, Deus eterno, consigo saciá-lo. Separado de mim pelo pecado, o homem vive perenemente atormentado e sofredor” (O Diálogo, 20.6.1, § 4 via Ecclesia Una). [...]