Mentiras médicas e manipulação em clínica de aborto

Não pude deixar de ver esse ótimo vídeo, que deixa bem claro o quanto é mentiroso e absurdo os discursos dos abortistas para defenderem essa ignomínia que é o assassinato de inocentes. As feministas defendem um direito à liberdade. Esquecem-se, contudo, que não é possível exercê-lo destituindo uma criança de um direito muito maior, que é o direito à vida. Durante o vídeo o médico afirma enfaticamente que o que está dentro da barriga da mulher, uma “coisa” nada mais é do que um feto, uma “massa de células”, mas não é um ser humano. Só passa a ser gente quando nasce. Ótimo critério para se estabelecer quando começa a vida. O problema é que não é ele quem determina isso, senão quem criou a vida: Deus. É a Ele – e não aos inescrupulosos – que devemos perguntar o que é bom e o que é justo.

Mas seguem de olhos fechados, com os ouvidos tapados pela desgraçada ignorância, aquela mesma que levou Hitler a matar mais de 500.000 judeus nos campos de concentração; aquela mesma ignorância que fez com que líderes políticos como Mao, Stalin ou outros déspotas vagabundos matassem todos aqueles que não comungavam com suas idéias. O grande problema é que essas crianças nem opinião têm. Estão fadadas a morrerem sem saber o motivo, sem saber a razão. Inocentes, não podem nem serem acusadas de cometerem algum crime, se é que tentar viver com dignidade agora é considerado algum crime… Elas só queriam nascer. Só isso.

Que Deus tenha piedade do mundo inteiro e também do Brasil, afinal, o Lula anda querendo descriminalizar o aborto. Rezemos.

Católicos de língua hebraica apoiam causa de Pio XII

Fonte: Zenit

Afirmam que só Deus pode saber se ele fez o suficiente para salvar os judeus

JERUSALÉM, terça-feira, 22 de dezembro de 2009 (ZENIT.org).- Ainda que os católicos de língua hebraica de Israel reconheçam que jamais será “humanamente possível” determinar se o Papa Pio XII fez o suficiente para salvar os judeus durante o Holocausto, afirmam também as muitas virtudes heroicas do pontífice da 2ª Guerra Mundial.

O Vicariato dos Católicos de Língua Hebraica de Israel (www.catholic.co.il) emitiu nesta segunda-feira uma declaração na qual expressa seu apoio à decisão de Bento XVI de aprovar um decreto que testemunha as virtudes heroicas de Pio XII, um gesto que deixa o pontífice defunto mais perto da beatificação.

Para que Pio XII seja declarado beato pela Igreja, deve ser aprovado um decreto que acredite um milagre atribuído à sua intercessão.

A nota, assinada pelo vigário da comunidade, o sacerdote jesuíta David Neuhaus, e pelos sacerdotes do Vicariato, lamenta que a decisão tenha produzido uma nova “tempestade nas relações entre os judeus e os católicos”.

Ronald Lauder, presidente do World Jewish Congress, afirmou em uma declaração que “existem sérias preocupações relativas ao papel político do Papa Pio XII durante a 2ª Guerra Mundial e não deveriam ser ignoradas”.

A declaração da comunidade católica de língua hebraica de Israel, por outro lado, sublinha as muitas conquistas de Pio XII, entre elas os esforços por promover uma investigação bíblica científica, que “une judeus e influencia notavelmente na definição da herança bíblica judaico-cristã”.

“O Papa, cujo pontificado durou de 1939 a 1958, foi ativo em muitos setores e deixou seu selo na Igreja do século XX – afirma a declaração. Os católicos o recordam e honram sua memória em um contexto eclesial muito mais amplo do que o que se refere somente aos anos obscuros da 2ª Guerra Mundial.”

As acusações

Referindo-se aos que criticam a direção da Igreja por parte de Pio XII durante a 2ª Guerra Mundial, a nota afirma que se “rejeita a difamação de Pio XII” e as acusações da sua “covardia e inclusive do seu antissemitismo e da colaboração com o inimigo nazista. Estas acusações são absolutamente infundadas”.

“Compreendemos o grito ‘não fez suficiente’ como um grito de profunda dor que deriva do senso de traição do povo judeu no momento da prova – explica a declaração. O mundo não fez suficiente, dado que é inegável que 6 milhões de membros do povo judeu foram assassinados.”

“Em definitivo, não pode haver nenhum ‘suficiente’ na tentativa de enfrentar uma tragédia das dimensões da Shoá”, declara a nota.

“O Papa teria podido fazer mais? – pergunta o texto. A pergunta é legítima e compreensível, mas talvez não tenha uma resposta humana.”

“Só Deus pode saber se ele fez verdadeiramente tudo o que poderia ter feito.”

O Pe. Neuhaus e os demais sacerdotes do Vicariato, contudo, indicam um amplo corpo de investigações históricas que documentam os esforços diplomáticos de Pio XII no final da 2ª Guerra Mundial e suas instruções a igrejas e mosteiros para que ajudassem os judeus que fugiam das perseguições, até o ponto de proporcionar-lhes documentos falsos e de retirá-los das áreas controladas pelos nazistas.

“Continuamos rezando – conclui a nota – para que, tanto na Igreja como no povo judeu, continuem buscando juntos a verdade histórica para poder educar nossos filhos no respeito recíproco e na fraternidade, e que se levem adiante os esforços para colaborar na ‘cura do mundo’ (tikkum olam).”

BENTO XVI: O HOMEM APRENDA NOVAMENTE RECONHECER CULPA SE QUISER PAZ NA TERRA

Cidade do Vaticano, 21 dez (RV) – Aprender novamente a capacidade de reconhecer a culpa e dar o primeiro passo em direção ao outro para construir a paz: foram os votos do Santo Padre no tradicional encontro de fim de ano com a Cúria Romana e os responsáveis pelo Governatorato para as felicitações natalinas, feitas esta manhã na Sala Clementina, no Vaticano.

Bento XVI repercorreu alguns importantes eventos eclesiais do ano: as suas viagens à África, à Terra Santa e à República Tcheca; o Sínodo para a África, a convocação do Ano Sacerdotal. A saudação ao pontífice foi dirigida pelo decano do Colégio cardinalício, Cardeal Angelo Sodano.

Para a Igreja, um ano em grande parte vivido no signo da África. O papa recorda assim 2009: de suas viagens a Camarões e Angola ao Sínodo para a África, onde se experimentou a eclesiologia do Concílio Vaticano II:

“Por ocasião da minha visita à África tornou-se evidente, em primeiro lugar, a força teológica e pastoral do Primado Pontifício como ponto de convergência para a unidade da Família de Deus. No Sínodo emergiu ainda mais fortemente a importância da colegialidade – da unidade dos bispos, que recebem o seu ministério justamente pelo fato que entram na comunidade dos Sucessores dos Apóstolos: cada um é bispo, Sucessor dos Apóstolos, somente enquanto partícipe da comunidade daqueles nos quais continua o Collegium Apostolorum na unidade com unidade com Pedro e com o seu Sucessor.”

O Sínodo abordou o tema da reconciliação, da justiça e da paz, que “podia ser confundido como um tema político” – disse o papa:

“Mas nisso não se devia ceder à tentação de tomar pessoalmente em mão a política, e de pastores se transformar em guias políticos. Efetivamente, a questão muito concreta diante da qual os pastores se encontram continuamente é justamente essa: como podemos ser realistas e práticos sem atribuir-nos uma competência política que não nos cabe? Podemos também dizer: tratava-se do problema de uma laicidade positiva, praticada e interpretada de modo justo.”

Em seguida, Bento XVI observou que os Padres sinodais conseguiram se manter numa dimensão pastoral reiterando, diante das tragédias do continente africano, que a paz pode realizar-se somente através de uma realidade pré-política que é a da reconciliação com Deus.

O papa afirmou que sem a reconciliação com Deus o homem não se reconcilia nem com o próximo nem consigo mesmo. É necessário fazer como Cristo, que deu o primeiro passo:

“Primeiro ir ao encontro do outro, oferecer-lhe a reconciliação e assumir o sofrimento que comporta a renúncia ao próprio ter razão”:

“Devemos hoje adquirir novamente a capacidade de reconhecer a culpa, devemos nos libertar da ilusão de que somos inocentes. Devemos adquirir a capacidade de fazer penitência, de deixar-nos transformar; de ir ao encontro do outro e de fazer-nos receber de Deus a coragem e a força para uma tal renovação. Neste nosso mundo de hoje devemos redescobrir o Sacramento da penitência e da reconciliação. O fato de eles terem em grande parte desaparecido dos hábitos existenciais dos cristãos é um sintoma de uma perda de veracidade em relação a nós mesmos e a Deus; uma perda que coloca em perigo a nossa humanidade e diminui a nossa capacidade de paz.”

Recordando a viagem à Jordânia e à Terra Santa, o papa falou dos sofrimentos e das esperanças do povo palestino. Em seguida, evocou a visita ao Memorial do Holocausto:

“A visita ao Yad Vashem significou um encontro desconcertante com a crueldade da culpa humana, com o ódio de uma ideologia turvada que, sem nenhuma justificação, entregou milhões de pessoas humanas à morte e que com isso, em última análise, quis expulsar também Deus do mundo, o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó e o Deus de Jesus Cristo. Assim, ele é em primeiro lugar um monumento comemorativo contra o ódio, uma veemente evocação à purificação e ao perdão, ao amor.”

Depois recordou os seus encontros nos lugares onde Jesus viveu, morreu e ressuscitou. “Foi como um tocar a história de Deus conosco, afirmou o papa reiterando com veemência que “a fé não é um mito”:

“É história real, cujos traços podemos tocar com as mãos. Esse realismo da fé nos faz particularmente bem nas dificuldades do presente. Deus mostrou-se verdadeiramente. Em Jesus Cristo Ele verdadeiramente se fez carne. Como Ressuscitado Ele permanece verdadeiro Homem, abre continuamente a nossa humanidade a Deus e é sempre a garantia do fato de que Deus é um Deus próximo. Sim, Deus vive e está em relação conosco. Em toda a sua grandeza é, todavia, o Deus próximo, o Deus conosco, que continuamente nos exorta: Deixem-se reconciliar comigo e entre vocês! Ele sempre dá em nossa vida pessoal e comunitária a tarefa da reconciliação.”

Por fim, o Santo Padre recordou o Ano Sacerdotal afirmando que os sacerdotes devem estar “a disposição de todos”: para aqueles que conhecem Deus de perto e para aqueles para os quais Ele é o Desconhecido”. Em seguida, dirigiu a todos os sacerdotes a seguinte felicitação para o Natal:

“Que nós nos tornemos sempre mais amigos de Cristo e, portanto, amigos de Deus e que deste modo possamos ser sal da terra e luz do mundo. Um santo Natal e um bom Ano Novo!” (RL)

Procurar a verdade e o bem – João Paulo II

Procurar a verdade e o bem

Fonte: Santa Sé

João Paulo II

http://sedna.no.sapo.pt/Karol_Wojtyla/img_memoria/papa02-Papa_Joao_Paulo_II.jpg62. A consciência, como juízo de um ato, não está isenta da possibilidade de erro. «Não raro porém acontece que a consciência erra, por ignorância invencível, sem por isso perder a própria dignidade. Outro tanto não se pode dizer quando o homem se descuida de procurar a verdade e o bem, e quando a consciência se vai progressivamente cegando, com o hábito do pecado». Com estas breves palavras, o Concílio oferece uma síntese da doutrina que a Igreja, ao longo dos séculos, elaborou sobre a consciência errônea.

Sem dúvida, o homem, para ter uma «boa consciência» (1 Tm 1, 5), deve procurar a verdade e julgar segundo esta mesma verdade. Como diz o apóstolo Paulo, a consciência deve ser iluminada pelo Espírito Santo (cf. Rm 9, 1), deve ser «pura» (2 Tim 1, 3), não deve com astúcia adulterar a palavra de Deus, mas manifestar claramente a verdade (cf. 2 Cor 4, 2). Por outro lado, o mesmo Apóstolo adverte os cristãos, dizendo: «Não vos conformeis com a mentalidade deste mundo mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, a fim de conhecerdes a vontade de Deus: o que é bom, o que Lhe é agradável e o que é perfeito» (Rm 12, 2).

O aviso de Paulo convida-nos à vigilância, advertindo-nos de que, nos juízos da nossa consciência, sempre se esconde a possibilidade do erro. Ela não é um juiz infalível: pode errar. Todavia o erro da consciência pode ser fruto de uma ignorância invencível, isto é, de uma ignorância de que o sujeito não é consciente e donde não pode sair sozinho.

Quando essa ignorância invencível não é culpável, lembra-nos o Concílio, a consciência não perde a sua dignidade, porque ela, mesmo orientando-nos efetivamente de um modo discordante com a ordem moral objetiva, não deixa de falar em nome daquela verdade do bem que o sujeito é chamado a procurar sinceramente.

63. De qualquer forma, é sempre da verdade que deriva a dignidade da consciência: no caso da consciência reta, trata-se da verdade objetiva acolhida pelo homem; no da consciência errônea, trata-se daquilo que o homem errando considera subjetivamente verdadeiro. Nunca é aceitável confundir um erro «subjetivo» acerca do bem moral com a verdade «objetiva», racionalmente proposta ao homem em virtude do seu fim, nem equiparar o valor moral do ato cumprido com uma consciência verdadeira e reta, àquele realizado seguindo o juízo de uma consciência errônea. O mal cometido por causa de uma ignorância invencível ou de um erro de juízo não culpável, pode não ser imputado à pessoa que o realiza; mas, também neste caso, aquele não deixa de ser um mal, uma desordem face à verdade do bem. Além disso, o bem não reconhecido não contribui para o crescimento moral da pessoa que o cumpre: não a aperfeiçoa nem serve para encaminhá-la ao supremo bem. Assim, antes de nos sentirmos facilmente justificados em nome da nossa consciência, deveríamos meditar nas palavras do Salmo: «Quem poderá discernir todos os erros? Purificai-me das faltas escondidas» (Sal 19, 13). Existem faltas que não conseguimos ver e que, não obstante, permanecem culpáveis, porque nos recusamos a caminhar para a luz (cf. Jo 9, 39-41).

A consciência, como juízo último concreto, compromete a sua dignidade quando é culpavelmente errônea, ou seja, «quando o homem não se preocupa de buscar a verdade e o bem, e quando a consciência se torna quase cega em consequência do hábito ao pecado». Jesus alude aos perigos da deformação da consciência, quando admoesta: «A lâmpada do corpo é o olho; se o teu olho estiver são, todo o teu corpo andará iluminado. Se, porém, o teu olho for mau, todo o teu corpo andará em trevas. Portanto, se a luz que há em ti são trevas, quão grandes serão essas trevas!» (Mt 6, 22-23).

64. Nas palavras de Jesus agora referidas, encontramos também o apelo para formar a consciência, fazendo-a objeto de contínua conversão à verdade e ao bem. Análoga é a exortação do Apóstolo a não se conformar com a mentalidade deste mundo, mas a transformar-se pela renovação da própria mente (cf. Rm 12, 2). Na verdade, o «coração» convertido ao Senhor e ao amor do bem é a fonte dos juízos verdadeiros da consciência. Com efeito, «para poder conhecer a vontade de Deus, o que é bom, o que Lhe é agradável e o que é perfeito» (Rm 12, 2), é necessário o conhecimento da lei de Deus em geral, mas aquele não é suficiente: é indispensável uma espécie de «conaturalidade» entre o homem e o verdadeiro bem. Esta conaturalidade fundamenta-se e desenvolve-se nos comportamentos virtuosos do mesmo homem: a prudência e as outras virtudes cardeais, e, antes ainda as virtudes teologais da fé, esperança e caridade. Neste sentido, disse Jesus: «Quem pratica a verdade aproxima-se da luz» (Jo 3, 21).

Uma grande ajuda para a formação da consciência têm-na os cristãos, na Igreja e no seu Magistério, como afirma o Concílio: «Os fiéis, por sua vez, para formarem a sua própria consciência, devem atender diligentemente à doutrina sagrada e certa da Igreja. Pois, por vontade de Cristo, a Igreja Católica é mestra da verdade, e tem por encargo dar a conhecer e ensinar autenticamente a Verdade que é Cristo, e ao mesmo tempo declara e confirma, com a sua autoridade, os princípios de ordem moral que dimanam da natureza humana». Portanto, a autoridade da Igreja, que se pronuncia sobre as questões morais, não lesa de modo algum a liberdade de consciência dos cristãos: não apenas porque a liberdade da consciência nunca é liberdade «da» verdade, mas sempre e só «na» verdade; mas também porque o Magistério não apresenta à consciência cristã verdades que lhe são estranhas, antes manifesta as verdades que deveria já possuir, desenvolvendo-as a partir do ato originário da fé. A Igreja põe-se sempre e só ao serviço da consciência, ajudando-a a não se deixar levar cá e lá por qualquer sopro de doutrina, ao sabor da maldade dos homens (cf. Ef 4, 14), a não se desviar da verdade sobre o bem do homem, mas, especialmente nas questões mais difíceis, a alcançar com segurança a verdade e a permanecer nela.

Papa João Paulo II

Veritatis Splendor”, 62-64