Lenda negra sobre Pio XII – falsa e maliciosa

Lenda Negra sobre Pio XII – Falsa e Maliciosa

 

Fonte: Boletim Mater Ecclesiae

Rabino afirma que Pio XII teve um papel importante na salvação de muitos judeus

A “falsa e maliciosa visão histórica” exposta num recente best-seller sobre o Papa Pio XII como colaborador de Adolf Hitler no extermínio de milhões de judeus durante o holocausto é refutada pelos fatos, afirmou um rabino que também é professor na Universidade Ave Maria em Naples na Flórida.

Falando em New Orleans em novembro, o rabino David Dalin, autor de “The Myth of Hitler’s Pope: How Pius XII Rescued Jews from the Nazis” (O Mito do Papa de Hitler: Como Pio XII Salvou os Judeus dos Nazistas, nt), afirmou que a caracterização de Pio XII “como o mais perigoso eclesiástico na história moderna, sem o qual Hitler provavelmente jamais conseguiria prosseguir com o holocausto”, feita pelo autor britânico John Cornwell, trai os fatos.

“Na verdade, nada poderia estar mais longe da verdade”, disse o Rabino Dalin numa leitura feita na Universidade de Tulane. “Uma pesquisa histórica precisa do papel de Pio XII durante o holocausto nos conduz ao exato oposto da conclusão falsa e maliciosa do livro de John Cornwell”. “Pio XII não foi o Papa de Hitler, mas sim um protetor e amigo do povo judeu no tempo em que isso mais importava”, acrescentou o rabino.

Mesmo concluindo que “ninguém fez o suficiente durante o holocausto”, ele disse que o Papa Pio usou sua experiência como Núncio Papal na Alemanha, na década de 1920, e como Secretário de Estado na de 1930 para salvar a vida de judeus durante a guerra.

Enquanto 80% dos judeus vivendo na Europa ocupada pelos nazistas foram mortos pelos nazistas durante o holocausto, o Rabino Dalin afirma que na Itália “quase 85% dos judeus sobreviveram”, incluindo 75% dos judeus da comunidade de Roma.

O professor declarou que judeus foram secretamente hospedados em 155 monastérios, conventos e igrejas na Itália durante todos os anos do holocausto, incluindo 3000 em Castel Gandolfo, a residência de verão do Papa fora de Roma. “Em nenhuma outra localidade da Europa ocupada tantos judeus foram escondidos por tanto tempo quanto em Castel Gandolfo”, concluiu o Rabino. “Isso não seria possível sem a aprovação pessoal e o envolvimento ativo de Pio XII”.

“De fato, comida kosher (comida típica judaica, nt) foi providenciada aos judeus mais religiosos que estavam escondidos em Castel Gandolfo durante a ocupação nazista de Roma”.

A conclusão que qualquer um pode tirar vendo a capa do livro de Cornwell é que Hitler e Pio XII eram “muito próximos”, disse o Rabino Dalin. A capa mostra o Papa sendo saudado por um soldado enquanto ele deixa o prédio. “O fato é que eles nunca se encontraram”. O Arcebispo Eugenio Pacelli, futuro Pio XII, era um diplomata do Vaticano na Alemanha durante a década de 20, mas deixou a Alemanha em 1929, “e nunca mais voltou”, disse o Rabino Dalin.

Em 1938, quando Hitler fez sua primeira visita de estado a Roma, ele disse, o então cardeal Pacelli, Secretário de Estado do Vaticano, e seu predecessor, Pio XI, “publicamente esnobaram Hitler”.

O Rabino Dalin concorda que o Papa Pio XII poderia ter feito mais, talvez até excomungando Hitler, que foi batizado como Católico, juntamente com outros membros do regime nazista.

O Papa Pio XII também é criticado por não ter se pronunciado publicamente contra Hitler e o horror do holocausto. O Rabino Dalin encontrou 55 situações, começando em 1920 quando ele era Núncio Papal na Alemanha, nas quais Pio XII “fez declarações atacando Hitler e os Nazistas”. Quando uma declaração papal foi lida em cada púlpito num domingo na Bélgica, durante a II Guerra, “as represálias nazistas foram violentas. Em nenhum outro país ocupado pelo regime um percentual tão alto de extermínio de judeus – e também católicos – foi alcançado como na Bélgica”. “Pio XII foi um diplomata”, conclui o rabino. “Muito do seu trabalho era de bastidores. Ele era reticente em fazer declarações públicas que poderiam ser contraproducentes”. Contudo, Hitler tinha um clérigo favorito, disse o Rabino Dalin: o Grã Mufti de Jerusalém, Muhammed Amin al-Husseini, um grande “anti-semita e igualmente um grande anticristão” que “criticava os oficiais nazistas por não fazerem o suficiente para exterminar os judeus”. O rabino afirma que a caracterização negativa do Papa começou com uma peça de teatro, “The Deputy”, escrita em 1963 por Rolf Hochhuth, um alemão. Ela apresentava o Papa como um anti-semita.

“Esta peça era uma ficção e se tornou a base para os ataques”. “Durante a sua vida e por anos após a sua morte, Pio XII foi considerado um amigo do povo judeu. Mais de 60 anos depois do Holocausto, é bom lembrar o verdadeiro papel de Pio XII”.

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Boletim Eletrônico Mater Ecclesiae, Ano I, Edição nº I, pg. 7
Janeiro de 2010

Estatísticas do Papa em 2009

Fonte: Oblatvs
Origem: Santa Sé
 
 

Mais de dois milhões e duzentos mil fiéis e peregrinos participaram de encontros públicos com

o Santo Padre Bento XVI no Vaticano ou em Castel Gandolfo em 2009. Não estão incluídos as visitas às paróquias romanas e a outras dioceses italianas, como também não se contam aqui os milhões que se encontraram com o Papa nos Camarões e em Angola, na Terra Santa e na República Tcheca.

Audiências gerais: 537.500
Audiências especiais: 115.600
Celebrações litúrgicas: 470.800
Angelus: 1.120.000
Total: 2.243.900

«Tomou, então, o pão e, depois de dar graças, partiu-o e distribuiu-o por eles, dizendo: 'Isto é o Meu corpo, que vai ser entregue por vós'» (Lc 22, 19)

 Fonte: Evangelho Quotidiano

 Para nos levar a amá-l’O mais ainda, Cristo deu-nos a Sua carne como alimento. Aproximemo-nos então d’Ele com muito amor e fervor. [...] Os magos adoraram-n’O, esse pequeno corpo deitado na manjedoura. [...] Ao verem o Menino, Cristo, numa manjedoura, debaixo de um pobre tecto, e não vendo nada  do que vós vedes, aproximaram-se d’Ele com grande respeito.

Já não O vereis numa manjedoura, mas no altar. Já não vereis uma mulher que em seus braços O segura, mas o padre que O oferece; e o Espírito de Deus, em toda a Sua generosidade, plana sobre as oferendas. Porém, não só é o mesmo corpo que os magos viram que agora vedes, como para além disso conheceis a Sua força e sabedoria, e nada ignorais do que Ele cumpriu. [...] Despertemos então, e despertemos em nós o temor a Deus. Tenhamos pois muito mais piedade do que esses estrangeiros, para podermos ser dignos de nos aproximarmos do altar [...].

Essa mesa fortifica-nos a alma, unifica-nos o pensamento, sustenta-nos a certeza, a segurança; é a nossa esperança, a salvação, a vida. Se deixarmos a terra depois deste sacrifício, entraremos com perfeita segurança nos átrios celestes, como se estivéssemos protegidos, por todos os lados, por uma armadura de ouro. Mas porquê falar do futuro ? Já aqui neste mundo, o sacramento transforma a terra em céu. Abri pois as portas do céu, e vede o que acabo de dizer. O que há de mais precioso no céu, mostrar-vo-lo-ei na terra. O que vos mostro, não são nem os anjos, nem os arcanjos, nem os céus dos céus, mas Aquele que é o seu Mestre. Vós vedes então de uma certa maneira, na terra, o que há de mais precioso. E não somente O vedes, como O tocais, O comeis. Purificai pois a alma, preparai o espírito para receber estes mistérios.

São João Crisóstomo

A disponibilidade para Deus

A disponibilidade para Deus abre à disponibilidade para os irmãos e para uma vida entendida como tarefa solidária e jubilosa. Pelo contrário, a reclusão ideológica a Deus e o ateísmo da indiferença, que esquecem o Criador e correm o risco de esquecer também os valores humanos, contam-se hoje entre os maiores obstáculos ao desenvolvimento. O humanismo que exclui Deus é um humanismo desumano. Só um humanismo aberto ao Absoluto pode guiar-nos na promoção e realização de formas de vida social e civil — no âmbito das estruturas, das instituições, da cultura, do ethos — preservando-nos do risco de cairmos prisioneiros das modas do momento. É a consciência do Amor indestrutível de Deus que nos sustenta no fadigoso e exaltante compromisso a favor da justiça, do desenvolvimento dos povos, por entre êxitos e fracassos, na busca incessante de ordenamentos rectos para as realidades humanas. O amor de Deus chama-nos a sair daquilo que é limitado e não definitivo, dá-nos coragem de agir continuando a procurar o bem de todos, ainda que não se realize imediatamente e aquilo que conseguimos actuar — nós e as autoridades políticas e os operadores económicos — seja sempre menos de quanto anelamos. Deus dá-nos a força de lutar e sofrer por amor do bem comum, porque Ele é o nosso Tudo, a nossa esperança maior.
(Papa Bento XVI, Carta Encíclica Caritas in Veritate)