Papa estaria preparando uma “surpresa” para a Semana Santa

Fonte: Fratres in Unum

SECTOR CATOLICO – 24/02/10 – Segundo foi informado Sector Catolico, o Papa Bento XVI poderia estar preparando uma enorme “surpresa” para o “mundo católico” que se conhecerá, presumidamente, na próxima Quinta-feira Santa, data em que a Igreja celebra a instituição da Eucaristia e da Ordem Sacerdotal.

Segundo apontaram estas fontes, que não souberam determinar com exatidão em que consistirá a medida, falam, no entanto, de dois possíveis marcos. Por um lado, a supressão do indulto universal para receber a Sagrada Comunhão na mão. A outra possibilidade é que, finalmente, o Papa se anime a celebrar a Santa Missa in cena Domini segundo a “forma extraordinária” do Rito Romano.

(…)

* * *

Ou não.

De qualquer modo, caindo a Quinta-Feira Santa no dia 1º de Abril, a decisão poderia não ser levada a sério.

Rezemos pelo Papa. Rezemos pela Igreja.

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

Padre Paulo Ricardo, sobre o PNDH-3

“Estamos vendo a instauração dos pressupostos de uma futura ditadura. (…) É necessário que a Igreja Católica erga a sua voz contra esta infâmia que clama aos céus. Se algum padre ou algum bispo pretende ser prudente e guardar o silêncio, eu não guardarei, porque não quero entrar para história como os bispos que covardemente não levantaram a voz quando Hitler começou a governar a Alemanha em 1933.”

- Pe. Paulo Ricardo, sobre o PNDH-3

Fonte: Christo Nihil Praeponere

A Rede Globo e a promoção da hipocrisia religiosa

Essa semana a novela da Rede Globo, de nome “Viver a Vida”, apresentou uma cena na qual relaciona, de maneira totalmente distorcida, a religião cristã católica com as crenças espíritas. Sem falar do abuso da palavra “ecumenismo”, que, segundo a trama, seria traço de hipocrisia e incoerência religiosa. Desinformação religiosa: é o que a Globo gosta de promover. Eis o vídeo:

“Cada um de nós aqui é um espírito que está evoluindo em nossa passagem pela vida”. Essa é uma doutrina do espiritismo de Allan Kardec, proposta totalmente contraditória à verdade cristã proclamada pela Igreja. Segundo o espiritismo, a nossa evolução se daria através de várias e sucessivas reencarnações; segundo o catolicismo, a nossa vida é única e, com nossas atitudes, ou seremos salvos ou condenados eternamente. Não discuto aqui a veracidade do dogma cristão, mas os contrastes existentes entre a fé espírita e a fé católica.

Mas, e por que não discutir a veracidade dessas afirmações? Afinal, a hipocrisia dos “católicos espíritas” é, de certo modo, semelhante à incoerência que permeia a doutrina kardecista, conforme podemos observar nas palavras do próprio Kardec. Segundo ele, a revelação espírita “nada ensina em contrário ao que ensinou o Cristo” (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. I, v. 7). Interessante essa afirmação. Mais interessante ainda é quando comprovamos que ela é totalmente enganadora. A doutrina de Cristo é absolutamente incompatível com a mensagem espírita.

Ora, podemos comprovar isso examinando as Sagradas Escrituras e os livros de Kardec. Atenho-me, somente para dar um simples exemplo, ao dogma da eternidade absoluta das penas, que o fundador do espiritismo considera “incompatível com o progresso das almas, ao qual opõe uma barreira insuperável” (O céu e o inferno, cap. VI, v. 21). Ora, vejamos o que diz Jesus sobre a “eternidade das penas”. Em uma passagem do Evangelho, ele alude ao inferno como um “castigo eterno” (Mt 25, 46); em outras, fala do fogo da Geena como “fogo inextinguível” (cf. Mt 3, 12; Mc 9, 43; Lc 3, 17), observando por diversas vezes a eternidade do castigo do inferno. Jesus diz que sim. Kardec, que não. Mas, não era a doutrina espírita “fiel” “ao que ensinou Cristo”? Definitivamente NÃO. O espiritismo é uma mentira.

Eis que desmascarada está a hipocrisia espírita. No entanto, pior que a hipocrisia do próprio espiritismo é a hipocrisia dos que dizem ser ao mesmo tempo católicos e espíritas. “Ninguém pode servir a dois senhores” (Mt 6, 24), diz Jesus. “Não podeis participar ao mesmo tempo da mesa do Senhor e da mesa dos demônios” (1 Cor 10, 21). Está clara a incompatibilidade existente entre a fé cristã e a mensagem espírita, mas mesmo assim os nossos brasileiros insistem teimosamente em se dizer “católicos praticantes” e frequentadores de centros espíritas.

E quem propaga essa ideologia profana? A Rede Globo; as novelas que não se cansam de fazer propaganda anticristã, visando a ruína de todas as formas de religião, em especial a Católica, que, como sendo a única verdadeira, não pode, sem grande injustiça, ser equiparada às demais religiões.

Além de prestar grande desserviço à Verdade, a Rede Globo também mostra um conceito errado de ecumenismo. Para a personagem da atriz Thaís Araújo, sua mãe é “ecumênica”. Mas, a verdade é que sua mãe não é ecumênica, pois não há ecumenismo com religiões não-cristãs. A verdade é que sua mãe, sendo católica e ao mesmo tempo participando ativamente de sessões espíritas, está caindo em heresia; nas palavras de outra personagem da novela, “está acendendo uma vela para Deus e outra para o diabo”.

Na novela – é verdade – a personagem que proferiu a frase posa de vilã. Claro. É vilão todo aquele que condena a hipocrisia religiosa. É vilão todo aquele que tenta expor a verdade nua e crua, deixando claro que é preciso se esforçar para ser católico não somente no nome, mas de fato.

Lamentável é a situação em que vivem muitos católicos em nosso país. Não. Nós não duvidamos de que muitos participam ao mesmo tempo “da mesa do Senhor e da mesa dos demônios”. Duvidamos, no entanto, que esses sejam verdadeiros católicos. Peçamos à Virgem Santíssima que se digne olhar para a Igreja no Brasil, tão assolada pela mentira e pela enganação. Que os meios de comunicação cessem de promover valores contrários à fé católica.

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

* * *

Leia também: Diálogo ecumênico com o espiritismo?, artigo extraído do livro Espiritismo – Orientação para Católicos, do Frei Boaventura Kloppenburg.

Jesus transfigura a humanidade – 2º Domingo da Quaresma

Neste segundo domingo da Quaresma as leituras traçam a Aliança feita por Deus com os homens. Em primeiro lugar avaliaremos a Aliança de Deus feita com Abraão. Depois veremos a carta de São Paulo e suas exortantes recomendações. E, por fim avaliaremos o Evangelho proposto para o dia.
Na primeira leitura Deus firma uma Aliança com Abraão (que ainda se chamava Abrão). E como Ele o faz? Assim nos narra o autor dos Gênesis: “Naquele dia o Senhor fez aliança com Abrão, dizendo: ‘Aos teus descendentes darei esta terra, desde o rio Egito até o grande rio, o Eufrates’” (v.18).
Esta aliança foi consumada única e verdadeiramente em Jesus Cristo, na sua última ceia. E em todas as missas revivemos este precioso fato. Não o repetimos, mas o renovamos, o fazemos presente também hoje. Antes de ser entregue Ele toma o cálice em suas mãos dá graças ao Pai e diz aos seus: “Isto é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos” (Mc 24).
Poderíamos dizer que esta aliança foi completamente selada na morte de Cristo, e por Ele todos podem, hoje, unir-se a Deus.
Na segunda leitura Paulo nos exorta: “Há muitos que se comportam como inimigos da cruz de Cristo. O fim deles é a perdição, o deus deles é o estômago, a glória deles está no que é vergonhoso e só pensam nas coisas terrenas” (Fl 3,18-19).
O mundo hoje está cheio dos “inimigos da cruz de Cristo”. Paulo os caracteriza de diversos modos e nós podemos conhecê-los. Além dos prazeres efêmeros dos bens terrenos, aos quais não quero me aprofundar aqui (já que dediquei dois artigos passados a este âmbito).
Precisamente o que Paulo designava com este termo “inimigos da cruz de Cristo”? O que ele queria dizer-nos ao falar dos pretensos inimigos.
Antes de tudo convém ressaltar que o apóstolo valoriza de modo substancial a cruz como símbolo do próprio Cristo. Ela representa o Cristo e ao mesmo tempo representa a Igreja. Ele não diz “há muitos que se comportam como inimigos de Cristo”, mas sim da “cruz de Cristo”. Quem se opõe a Igreja se opõe a Cristo, quem desvaloriza a cruz desvaloriza o próprio Cristo ou vice-versa. Eles estão unidos intrinsecamente entre si. Ninguém poderá separá-los, pois fazem parte um do outro.
Na sexta-feira Santa a Igreja eleva aos céus uma oração muito comum à este dia, quando, na Celebração da Paixão do Senhor, o Sacerdote faz a comum aclamação: “Ecce lignum crucis, in quo salus mundi pependit – Eis o lenho da cruz, do qual pendeu a Salvação do mundo”, ao que todos respondem: “Venite adoremus – Vinde e adoremos”. Sim, ali manifesta-se o sinal salvífico à humanidade. Não obstante os sofrimentos que expressam o Senhor morto, antes de tudo contemplamos a salvação que ali se realiza.
Os inimigos da cruz de Cristo são todos aqueles que não fazem a vontade de Deus, que tentam obstruir sua missão de cristãos, e, portanto, anunciadores da Boa Nova de Jesus e da sua salvação, são pessoas que fazem da barriga o seu deus. Que põe sua glória nas coisas do mundo e nas futilidade e superficialidades deste mundo. Que buscam limitar-se ao que é meramente finito. Pessoas que não querem escutar a voz da Igreja, apesar de saber de sua importância.
Por fim devemos debruçar-nos agora sobre o Evangelho de São Lucas que nos relata a Transfiguração do Senhor. Avaliemos não apenas o sentido teológico em si, mas mais ainda aprofundemo-nos em uma analogia sobre o que ela quer nos transmitir hoje.
Jesus leva consigo Pedro, Tiago e João ao Monte Tabor, e lá, segundo o evangelista narra-nos, “enquanto orava, seu rosto mudou de aparência e sua roupa ficou branca e brilhante. Dois homens conversavam com ele: Moisés e Elias. Apareceram revestidos de glória e conversavam sobre a saída deste mundo que Jesus iria consumar em Jerusalém… E da nuvem saiu uma voz: ‘Este é o meu Filho, o Eleito. Escutai-o!’” (Lc 9,29-31).
O Salmo 103 apresenta-nos um profundo paralelo com o Evangelho. Em outras palavras o evangelista faz uma analogia ao salmo, a apologia de Jesus na sua transfiguração ele nos diz: “Senhor, meu Deus, vós sois imensamente grande! De majestade e esplendor vos revestis, envolvido de luz como de um manto”.
São Marcos nos diz que “Suas vestes tornaram-se resplandecentes e de uma brancura tal, que nenhum lavadeiro sobre a terra as pode fazer assim tão brancas. (Mc 9,3)“. São Mateus associa esta brancura ao relâmpago: “Resplandecia como relâmpago e suas vestes eram brancas como a neve. (Mt 28,3)”. Daquela sua manifestante irradiação emanavam a divindade de Jesus e sua natureza divina. Sim, naquele momento paradoxal ao Getsemâni Jesus quis mostrar ao discípulo que sua glória se manifestaria na cruz, e de lá Ele iria conceder a verdadeira redenção à humanidade.
A voz do Pai mais uma vez faz-se presente e é ouvida pelos discípulos, que estavam envolvidos naquele mistério que ante seus olhos havia se manifestado. Depois do Batismo, também no Tabor, quer Deus que sua voz seja escutada, por meio do Filho que falava
-lhes, e Ele alerta aos discípulos: “Escutai-o!”. O Papa Bento XVI já nos recordava em seu livro Jesus de Nazaré: “A transfiguração é um acontecimento da oração; torna-se claro o que acontece no diálogo de Jesus com o Pai: a mais íntima penetração do seu ser com Deus, que se torna pura luz” (pag. 264).
“Por meio do batismo somos revestidos com Jesus na luz e tornamo-nos nós mesmo luz” (ibidem pag. 265). Infelizmente nem todos deixam-se revestir por esta luz; nem todos querem assumir o autêntico compromisso de serem “sal da terra e luz do mundo”, e por isso preferem esconder a luz debaixo da cama.
Peçamos que a luz de Cristo, que irradiou os apóstolos, irradie também o mundo que vive obscurecido nas trevas da ignorância. Ilumine, sobretudo, aqueles que não querem escutar os ensinamentos de Cristo para cada um de nós por meio da Igreja. Para que sejam iluminados aqueles que ignoram a Deus por se acharem autossuficientes; que sejam iluminados os que fazem dos bens terrenos o seu deus; que sejam iluminados os que deixam-se levar por ideologias contrárias ao verdadeiro ensinamento de Cristo.
Perguntemo-nos hoje: será que nós escutamos verdadeiramente a voz de Deus? Será que colocamo-la no centro da nossa existência? Ou será que escutamos mais a voz do mundo.
A cada um de nós cabe a resposta. Como eu tenho me colocado mediante o Cristo que fala hoje por meio de sua Igreja?

Deus deseja que todos os homens se salvem

http://lh3.ggpht.com/jbewiahn/SJSiQLaiIII/AAAAAAAAEk4/lznozp20EFk/Jesus_pastorx.gif“Se, no entanto, o mau renuncia a todos os seus erros para praticar as minhas leis e seguir a justiça e a equidade, então ele viverá de certo, e não há de perecer.
Não lhe será tomada em conta qualquer das faltas cometidas: ele há de viver por causa da justiça que praticou.
Terei eu prazer com a morte do malvado? – oráculo do Senhor Javé. Não desejo eu, antes, que ele mude de proceder e viva?

(Livro de Ezequiel, 18, 21-23)

Diz São Paulo a Timóteo: “Deus, nosso Salvador (…) deseja que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1 Tm 2, 3-4). São verdadeiras as palavras do Sacro Evangelho. Deus deseja a conversão do pecador, e não a sua ruína. “Não sinto prazer com a morte de quem quer que seja” (Ez 18, 32). O problema não está, então, na Misericórdia de Deus, que se compadece de todos os homens, mas na obstinação do pecador que, negando a reconhecer a autoridade divina, prefere satisfazer seus desejos carnais a praticar a vontade de Deus, escrita no coração de todos os homens. Em suma, se tem alguém que condena o homem é ele mesmo.

Deus é Misericórdia!”, clama constantemente o povo de Deus. É certo. Não negamo-lo. Aliás, a Bíblia, por diversas vezes, enfatiza passagens em que Deus, do alto de sua Bondade, se compadece da situação do homem. O livro do profeta Jonas é uma clara amostra da Misericórdia de Deus que socorre seu povo. Ele passou por Nínive, dizendo aos habitantes do lugar que a cidade seria destruída, caso eles não se arrependessem de seus pecados. E eis que o povo fez penitência, jejuou e se arrependeu. O que aconteceu, por fim? “Diante de uma tal atitude, vendo como renunciavam aos seus maus caminhos, Deus arrependeu-se do mal que resolvera fazer-lhes, e não o executou” (Jn 3, 10). Diante da conversão do pecador, a Misericórdia de Deus age.

O problema não está em falar que Deus é Misericórdia – o que é uma afirmação muito verdadeira -. O problema está em desconsiderar a Justiça Divina. Ou seja, é errado olharmos para a Misericórdia como uma forma de multiplicarmos as nossas faltas contra Deus. Diz ainda o profeta Ezequiel: “É segundo o vosso próprio proceder que julgarei cada um de vós” (Ez 18, 30). É, portanto, o homem, através do ato da sua vontade, que se salva ou se condena. Se se condena, é porque rejeita a graça de Deus; se se salva, é porque conta com ela. A graça a todos está disponível; mas nem todos se deixam guiar por ela. Como dizia Jesus, “muitos serão os chamados, mas poucos os escolhidos” (Mt 20, 16). Por isso, Deus deseja que todos os homens se salvem; mas nem todos Ele salva, porque nem todos buscam a salvação.

Misericórdia: é preciso que a compreendamos corretamente. Os espíritas amam negar a realidade do inferno se apoiando na ideia de Deus misericordioso. Como explicar um Deus bom e a existência do inferno? Voltamos à passagem do livro de Ezequiel: “Não desejo eu, antes, que ele [o pecador] mude de proceder e viva?” Deus não quer a morte do homem, mas se o homem insiste obstinadamente em trilhar os caminhos do pecado, cujos termos conduzem inevitavelmente à morte, então “ele perecerá”. Afinal, Deus não obriga ninguém a amá-Lo. Ele faz um convite ao homem. Expõe as consequências dos seus atos, mas deixa o homem entregue à própria decisão. É, portanto, o homem responsável por sua condenação, não Deus. De todas as formas se manifesta Deus ao homem para propor-lhe a conversão, mas a palavra final é nossa.

Por fim, há um comentário do livro do Apocalipse de São João que acho bastante oportuno para a ocasião. É o Senhor quem diz: “Eis que estou à porta e bato” (Ap 3, 20). Deus não arromba a porta do nosso coração. Ele bate. Cabe a nós abrirmo-la. “Se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei em sua casa…” Atenção, diz o Senhor a Ezequiel, “convertei-vos!” (Ez 18, 30).

Estamos no tempo da Quaresma, período propício para essa conversão que Deus nos propõe. Para os cristãos que são tentados a pecarem uma vez mais, no pretexto de depois se arrependerem e alcançarem o perdão, oportuna é a observação de Santo Afonso de Ligório: “Se esta hora, se este momento, em que me apartasse de Deus, fosse o último para mim, de modo que já não restasse tempo para reparar a falta, que seria de mim na eternidade?” Tenhamos esse sentimento sempre em nosso coração e dificilmente pecaremos. Estejamos sempre diante do Senhor, observando com vigilância seus mandamentos; dificilmente transgrediremos sua Lei. Peçamos, enfim, à Maria Santíssima, Mãe de Misericórdia, que interceda por nós junto a Deus, para que nosso arrependimento e nossa confiança em Deus nos conduzam à Pátria Celeste.

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

Aqui está quem é maior do que Jonas

“Esta geração adúltera e perversa pede um sinal, mas não lhe será dado outro sinal do aquele do profeta Jonas:
do mesmo modo que Jonas esteve três dias e três noites no ventre do peixe, assim o Filho do Homem ficará três dias e três noites no seio da terra.
No dia do juízo, os ninivitas se levantarão com esta raça e a condenarão, porque fizeram penitência à voz de Jonas. Ora, aqui está quem é maior do que Jonas.
No dia do juízo, a rainha do Sul se levantará com esta raça e a condenará, porque veio das extremidades da terra para ouvir a sabedoria de Salomão. Ora, aqui está quem é maior do que Salomão.”

(Evangelho de São Mateus, 12, 39-42)

Jesus veio para os seus, mas os seus não O receberam, já dizia São João da Cruz. Quem somos nós, senão essa “geração adúltera e perversa”? Quem somos nós senão esses escribas e fariseus que estamos constantemente a pedir “um sinal”? De fato, pior que a geração dos fariseus e dos escribas que condenaram a Jesus é a nossa raça, que, mesmo após o “sinal de Jonas”, a Ressurreição de Cristo, não crê na Divindade de Nosso Senhor.

Com efeito, atesta-o o Catecismo da Santa Igreja, o sinal de Jonas do qual Jesus falava no Evangelho representava, sem dúvida, a Sua Ressurreição: “Deste acontecimento único Ele fala como do sinal de Jonas” (§ 994). Quão incrédulos e perversos somos nós! Mesmo após o último sinal que Deus nos dá para crer, mesmo após essa grandiosa oportunidade que Jesus nos dá para nos salvar-nos, persistimos em estacionar no ateísmo e na incredulidade.

“O Filho do Homem – diz o Senhor – ficará três dias e três noites no seio da terra”. Dito e feito. Cristo morreu. Mas no terceiro dia ressuscitou, manifestando o sinal perene de sua Glória. E por que a comparação com Jonas? Na entrada no ventre do peixe, a desilusão. Após a morte de Cristo, de fato, muitos apóstolos se desesperam, frustrados. São Pedro negou Nosso Senhor. E mesmo quando o alívio e o conforto da Ressurreição bateram na porta do coração dos discípulos de Cristo, Tomé insistiu teimosamente em não acreditar.

A condenação para os incrédulos é severa; diante da voz do Filho do Homem, o ser humano não se emenda. Perante a voz de Deus, o homem se cala, se fecha à Sua vontade. Pobres de nós. Os ninivitas, ouvindo a voz do profeta Jonas, emendaram de vida. Mas, como? “Jonas foi pela cidade durante todo um dia, pregando: Daqui a quarenta dias Nínive será destruída” (Jn 3, 4). Eis que pela voz de um simples homem, um povo inteiro se converteu. Mas, pobres de nós! Não nos tornamos sensíveis aos apelos de Cristo Ressuscitado. Geração perversa a nossa! Diante do apelo de um profeta, um povo todo jejuou; mas a voz de Deus foi rejeitada.

Aqui está quem é maior do que Jonas”. Não duvidamos de que as palavras de Jonas eram palavras de Deus. Não duvidamos da veracidade do anúncio do profeta Jonas, enviado pelo Senhor à Nínive. O que consideramos loucura é a nossa atitude: de não se prostrar diante de Jesus. Não, ele não é mais um profeta; ele não é mais um personagem bíblico. Ele é o próprio Deus. Aquele que ouve a sabedoria de Salomão, vinda de Deus, e rejeita a voz do próprio Deus, de fato, só pode ser considerado insano.

Os ninivitas “fizeram penitência à voz de Jonas”. Nessa Quaresma, somos chamados a fazer quarenta dias de oração e jejum, assim como o povo de Nínive fez, pedindo que a Misericórdia de Deus atuasse sobre a miséria daqueles infelizes. Infelizes sim, mas menos que nós, raça de perversos incrédulos. Possamos, nesse tempo de Quaresma, reconhecer que somos pó; reconhecer que somos miseráveis; mas que, pela graça de Deus, podemos vencer a nossa natureza humana caída e alcançar a vida eterna.

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

“Deus existe?”

Mais um episódio do programa “Igreja Católica, Construtora da Civilização”, com Thomas Woods. Dessa vez ele discute como os filósofos da Idade Média utilizavam a razão para chegar à resposta da pergunta máxima: se Deus existe. Indispensável recomendar assistir, afinal, os nossos leitores, em outros episódios aqui publicados, certamente já notaram a perspicácia e inteligência do apresentador do programa e as suas ótimas colocações em defesa da fé católica. Boa interação!

O Papa poderia preparar uma surpresa para o “mundo católico” que se daria a conhecer na Quinta-feira Santa.

SECTOR CATOLICO – 24/02/10 – Segundo foi informado Sector Catolico, o Papa Bento XVI poderia estar preparando uma enorme “surpresa” para o “mundo católico” que se conhecerá, presumidamente, na próxima Quinta-feira Santa, data em que a Igreja celebra a instituição da Eucaristia e da Ordem Sacerdotal.
Segundo apontaram estas fontes, que não souberam determinar com exatidão em que consistirá a medida, falam, no entanto, de dois possíveis marcos. Por um lado, a supressão do indulto universal para receber a Sagrada Comunhão na mão. A outra possibilidade é que, finalmente, o Papa se anime a celebrar a Santa Missa in cena Domini segundo a “forma extraordinária” do Rito Romano.
Com qualquer uma delas ficaria nitidamente expressa a vontade do Papa para o conjunto da Igreja universal no que se refere à celebração sacramental, onde é necessário recuperar com urgência o caráter sagrado das celebrações, desde a urbe ao orbe, para expressar com maior dignidade o que celebramos os católicos, especialmente na Santa Missa, renovação incruenta do sacrifício de Jesus no Calvário e cume da redenção do gênero humano (“… por vós e por muitos homens para o perdão dos pecados”).
De fato, esse tipo de comentário está já nos corredores eclesiásticos de Roma e transcendeu as cúrias diocesanas de alguns lugares e países. Não sabemos ainda o que o Papa nos prepara, mas sem dúvida será uma surpresa e das boas! Longa vida ao Papa!

«Qual de vós, se o seu filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra?»

Se Deus quis que fosses pai [...], foi para que, dando também a vida, soubesses o que é a ternura paternal, de modo a experimentares em ti o amor do Teu criador na medida em que podes sentir em ti mesmo afeição para com teus próprios filhos. [...] Se, por conseguinte, crês em Deus, e confessas que é Pai, então crê que tudo quanto ordena, tudo quanto escolhe a teu respeito, é para tua salvação, é vida para ti. Não se podem anular os dons de uma mãe, não se podem recusar as advertências de um pai; ainda que as ordens paternas pareçam austeras, são na realidade salvadoras e vivificantes.

Assim, quando compreendeu que Deus era Pai, Abraão não se deteve na aparente dureza e aspereza dos mandamentos; mas glorificou o que o Pai dos céus ordenou [...]; logo que Deus ordena, ele entrega-se inteiramente ao Seu amor. [...] Quando se conhece Deus, para quê contestar os Seus dons de Pai, em vez de os acolher como coisas boas e vantajosas, tal como o pequeno e o inocente espera tudo de seu pai?

Examinai mais de perto a comparação que o Senhor emprega no Seu Evangelho: «Qual de vós, se o seu filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra?» Cristo veio para os filhos, ou seja, para o Seu povo eleito, mesmo que tenha tido pena de o ter gerado e tenha gritado: «Criei filhos e fi-los crescer mas eles revoltaram-se contra Mim» (Is 1, 2); por conseguinte, veio para os filhos, Ele, o verdadeiro pão do céu que dizia: «Eu sou o pão que desceu do céu» (Jo 6, 41). 

São Pedro Crisólogo, Bispo de Ravena, Doutor da Igreja
Sermão 55

Um padre tíbio mais desonra do que honra a Deus

“O empenho com que os demônios trabalham na nossa ruína, deve excitar o nosso zelo, em assegurarmos a salvação. Ó, como esses inimigos terríveis porfiam em perder um padre! Ambicionam com mais ardor a perda dum padre, que a de cem seculares, não só porque a vitória alcançada sobre um padre é para eles um triunfo mais brilhante, mas porque um padre na sua queda arrasta muitos outros desgraçados para o abismo.”

- Santo Afonso de Ligório, A Selva
O mal da tibieza no Padre, III

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O sacerdote não pode contentar-se com evitar os pecados graves

Santo Afonso de Ligório

Dirá talvez o padre tíbio: basta-me que não cometa pecados mortais e que me salve. — Basta que vos salveis? Não, responde Sto. Agostinho: visto que sois padre, estais obrigado a trilhar o caminho estreito da perfeição; se seguirdes pela via larga da tibieza, não vos salvareis. “Se dizeis: Basta, estais perdido”. Segundo S. Gregório, quem é chamado a salvar-se como santo, e quer salvar-se como imperfeito, não se salvará. Foi precisamente o que o Senhor fez ouvir um dia à bem-aventurada Angela de Foligno, falando-lhe assim: “Aqueles a quem dou luzes para caminharem na via da perfeição, e degradam a sua alma, querendo seguir pela via comum, serão abandonados em mim”.

Como vimos acima, é certo que o sacerdote é obrigado a tornar-se santo, quer pela sua qualidade de amigo e ministro de Deus, quer em razão das funções augustas que exerce, não só quando oferece o sacrifício da missa, mas quando se apresenta como mediador dos homens, diante da sua divina majestade, e quando santifica as almas mediante os sacramentos; porque é para o fazer caminhar na perfeição que o Senhor o cumula de graças e socorros especiais. Em presença disto, quando ele quer exercer com negligência o seu ministério, no meio de defeitos e faltas sem número, que não pensa em detestar, provoca a maldição de Deus: “Maldito o que faz a obra de Deus com negligência”. Esta maldição significa o abandono de Deus, diz Sto. Ambrósio. Costuma o Senhor abandonar essas almas que, depois de terem sido mais favorecidas com as suas graças, não cuidam de atingir a perfeição a que são chamadas. Quer Deus que os seus ministros o sirvam com o fervor dos serafins, escreve um autor; de contrário, há de retirar-lhes as suas graças e permitir que adormeçam na tibieza, para dali caírem primeiro no abismo do pecado, e depois no do inferno.

O padre tíbio, acabrunhado sob o peso de tantas faltas veniais e de tantas afeições desordenadas, permanece como que mergulhado num estado de insensibilidade. As graças recebidas e as obrigações do sacerdócio já o não tocam; por isso o Senhor na sua justiça o privará dos socorros abundantes, que lhe seriam moralmente necessários, para se desempenhar os deveres do seu estado. Assim irá de mal a pior; cada dia aumentarão os seus defeitos e também a sua cegueira. Havia Deus de prodigalizar as suas graças a quem se mostra avaro com ele? Não, diz o Apóstolo: “quem pouco semeia, pouco colhe”.

Declarou o Senhor que aumentará os seus favores aos que lhe testemunham reconhecimento e conservam as suas graças, mas tirará aos ingratos o que primeiro lhes tinha dado.

Noutra parte diz que, o senhor da vinha, quando não tira fruto dela, trata de a confiar a outros vinhateiros, e castiga os primeiros. Depois ajunta: “Por isso vos declaro que o reino de Deus vos será tirado, para ser dado a uma nação que colha fruto dele”. Significa que Deus tirará do mundo o padre tíbio, ao qual havia confiado o cuidado do seu reino, isto é, que tinha encarregado de trabalhar na sua glória, e que dará esse encargo a outros, que lhe sejam reconhecidos e fiéis.

Deve procurar-se na tibieza a razão por que muitos padres colhem pouco fruto, de tantos sacrifícios que oferecem a Deus, de tantas comunhões que fazem, e de tantas orações que recitam no Ofício e na Missa. “Semeastes muito e colhestes pouco… e o que tinha recebido o salário do seu trabalho, lançou-o num saco roto”. Tal é o padre tíbio: os seus exercícios espirituais lança-os ele todos num saco furado, quer dizer que não lhe resta nenhum merecimento; antes, ao fazê-los dum modo tão defeituoso se torna digno de castigo. Não, o padre que vive na tibieza não está longe da sua perda. Segundo Pedro de Blois, deve o coração do padre ser um altar em que não cesse de arder o fogo do amor divino. Mas que sinal de amor ardente dá a Deus esse padre, que se contenta com evitar os pecados mortais e não teme desagradar a Deus com as faltas veniais? Como observa o Pe. Alvarez de Paz, o sinal que dá é antes o de um amor bem tíbio.

Para fazer um bom padre não bastam apenas graças comuns e pouco numerosas; requerem-se graças muito especiais e abundantes. Ora, como quereria Deus prodigalizar os seus favores a quem se pôs a seu serviço, e depois o serve mal? Santo Inácio de Loyola chamou um dia um irmão leigo da sua Companhia, que passava uma vida muito tíbia, e falou-lhe assim: “Dize-me, irmão meu, que vieste fazer à religião?” Ele respondeu-lhe: “Vim para servir a Deus”. “Ah, meu irmão, replicou o Santo, que disseste? Se me tivesses respondido que foi para servir um cardeal, um príncipe da terra, terias mais desculpa; mas, visto que vistes para servir a Deus, — é assim que o serves?

Todo o sacerdote entra na corte, não dum príncipe da terra, mas noutra muito mais alta, — a dos amigos de Deus, onde se tratam continuamente e em confidência os negócios mais importantes para a glória da soberana Majestade. Donde procede que um padre tíbio mais desonra do que honra a Deus; porque dá a entender, pela sua conduta negligente e cheia de defeitos, que o Senhor não merece ser servido e amado com mais diligência; que, procurando agradar-lhe, não encontra prêmio que o faça bastante feliz; e que a sua divina Majestade não é digna dum amor tal, que nos obrigue a preferir a sua glória a todas as nossas satisfações.

Santo Afonso de Ligório, A Selva
O mal da tibieza no Padre, II