Arquivos diários:06/03/2010
Quem não produz bons frutos não é bom cristão – 3º domingo da Quaresma
Secularização e relativismo na Teologia da Libertação
“Sem se apoiar na Doutrina social da Igreja, quem se empenha pela justiça e pelos direitos humanos, pelo desenvolvimento e pela defesa dos pobres, corre constantemente o risco de perder de vista o “lugar teológico” pelo qual interpretar de maneira correta este seu empenho. Se me permitirdes esta rápida menção, parece-me exatamente esta a consequência gerada pela teologia da libertação, pelo menos nas suas versões mais radicais. Esta pretendia começar pela prática de libertação antes que de Cristo libertador mas, fazendo assim, enfraquecia a doutrina cristã e o ensinamento da Igreja, ou seja, o lugar teológico a partir do qual podia tornar-se cristãmente provocatória também a pobreza do continente latino-americano. Deste modo, essas correntes radicais da teologia da libertação tiveram um efeito secularizador, alimentando no final a cultura relativista. Assim, infelizmente, acontece para todas as formas de empenho social e de solidariedade, quando se concebe somente como obra de justiça e, não também e sobretudo, de caridade, da caridade que nos foi revelada por Cristo e que continua a ser-nos ensinada pela Igreja.”
Cardeal Renato Raffaele Martino, Assembléia da Caritas Internationalis
4 de junho de 2007
Um ano depois do aborto dos gêmeos de Alagoinhas…
“Meu irmão, se você diz que ama o bem, a moralidade, a ética, saiba que ninguém tem amor pelo bem, pela moralidade e pela ética que não tenha igualmente ódio mortal da injustiça, da imoralidade e da falta de ética. Se você ama o bem é porque você odeia o mal. Ninguém pode dizer que ama o bem e ficar indiferente com o mal.”
- Padre Paulo Ricardo, sobre o aborto dos gêmeos de Alagoinhas
Há um ano atrás, o Brasil inteiro se comovia com o estupro de uma menina de 9 anos. Ela engravidou. De gêmeos. Qual a solução? Amparo médico? Assistência psicológica? Não. A menina foi submetida à tortura do aborto. A menina, e as duas crianças no seu ventre.
O acontecimento foi marcado pela manipulação midiática, que demonstrou mais uma vez seu ódio contra a Igreja Católica, vomitando toda sua raiva contra o até então Arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho. Ele comunicou que o aborto acarreta a excomunhão. A pena é latae sententiae, diz o Código de Direito Canônico. Ou seja, a excomunhão não foi dada pelo bispo; ela é automática nesse caso.
Mesmo assim, a Igreja foi tachada de intolerante, retrógrada, sem misericórdia e autoritária. A visão que as pessoas têm da fé católica não mudou muito no decorrer desse ano que passou. O mundo está cego. Tapou os olhos à crueldade do aborto.
Meu Deus, o que é o aborto? Não é o assassinato de bebês? Se queremos salvar vidas, o aborto não pode ser opção NUNCA! Mas, eis que os médicos apareceram, como redentores, como heróis. De um lado, os médicos assassinos; do outro, o bispo retrógrada, defensor da vida.
A população brasileira – mais exatamente 73,5% dela – é contra o aborto. Naquele momento, ainda havia mais pessoas que eram contra essa infâmia. Mas, para nossa surpresa, quase todo o Brasil, naquele momento, estava a favor da morte, do lado dos médicos.
E por quê? Vivemos em um país de catolicismo pretensioso. Somos católicos, mas há um limite. Somos cristãos até onde o cristianismo nos impõe obrigações. A partir daí, sou católico, mas “não concordo com algumas coisas que o Papa fala”; sou católico, mas “tem algumas atitudes da Igreja com as quais eu realmente não compactuo”. Enfim, é hipócrita, mas é a triste e dura realidade que observamos no Brasil.
E quando um bispo católico emite uma declaração católica sobre determinado assunto, então, há a revolta. Valem, nesse sentido, as duras palavras do pe. Paulo Ricardo para os católicos self-service: “Se você ama o bem é porque você odeia o mal.”
Católicos que amam as máximas de Cristo mas rejeitam os “duros” dogmas da Igreja, acordem para a cruel e desumana realidade do aborto, acordem para a incoerente e repugnante situação de hipocrisia em que viveis!
Lembremo-nos, por fim, das palavras do venerável Papa João Paulo II sobre o crime abominável do aborto: “[à]s vezes, temem-se para o nascituro condições de existência tais que levam a pensar que seria melhor para ele não nascer. Mas estas e outras razões semelhantes, por mais graves e dramáticas que sejam, nunca podem justificar a supressão deliberada de um ser humano inocente” (Evangelium Vitae, n. 58).
Que Maria, Mãe Santíssima, se digne interceder junto ao Altíssimo por todas essas crianças que tiveram a sua dignidade à vida desrespeitada.
Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!
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Leia também: “Queremos Barrabás!”, do blog Contra o Aborto.
Leia mais: O certo e o errado, do arquivo do nosso blog.

“Meu irmão, se você diz que ama o bem, a moralidade, a ética, saiba que ninguém tem amor pelo bem, pela moralidade e pela ética que não tenha igualmente ódio mortal da injustiça, da imoralidade e da falta de ética. Se você ama o bem é porque você odeia o mal. Ninguém pode dizer que ama o bem e ficar indiferente com o mal.”