O estupro, a gravidez e o aborto


http://www.saiunojornal.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Abuso-sexual-contra-menores-pedofilia-fotos-imagem.jpgO estupro é um crime abominável. Definitivamente. E não há palavras suficientes que possam ser usadas para deplorar esse ato hediondo. “A violação ofende profundamente o direito de cada um ao respeito, à liberdade e à integridade física e moral” (Catecismo da Igreja Católica, § 2356). Quando o abuso acontece envolvendo uma pessoa adulta e uma criança, o crime se reveste de um caráter ainda mais ofensivo e indignante. As crianças são os seres humanos mais puros e inocentes, mais singelos e ingênuos… E são justamente elas as pessoas violentadas, abusadas, ofendidas. Não há – repito – palavras nem atos suficientes para mostrarmos nossa indignação com uma atitude tão depravada.

Ano passado, em Alagoinhas, aconteceu um caso de estupro, seguido de gravidez. O responsável pela criança a estuprou e essa, por sua vez, engravidou. De gêmeos. Sua idade? Nove anos. Situação dramática, que comoveu todo o Brasil. Qual a solução? Bom, todo ato que seja realizado deve ter em vista o bem seja da menina seja das crianças em sua barriga. No entanto, o que aconteceu foi totalmente o contrário disso. Sacrificaram duas vidas; realizaram o aborto. A menina sobreviveu ao procedimento assassino. Os gêmeos, não. O resultado? Foram punidos pelo crime do estupro não só o estuprador, mas também duas vítimas inocentes…

Semelhante situação é a que se sucede – novamente em Pernambuco – essa semana. Segundo informou o Jornal do Commercio, “[u]m homem foi preso nesta quinta-feira (8) por engravidar uma garota de 10 anos, em Jaboatão dos Guararapes, Grande Recife”; “[o]s abusos sexuais vinham ocorrendo desde que a menina tinha oito anos de idade”. Crime deplorável. É a violação da pureza de uma criança, da inocência de uma pessoa.

Mas, qual a solução encontrada pelos “humanistas” para a situação? “Como a menina foi vítima de violência, a legislação permite que seja realizado um aborto legal”, observou o conselheiro tutelar, segundo informa também o Jornal do Commercio. A pergunta que ecoava na mente de todos os pró-vida ano passado ecoa também na mente de todos os cidadãos de bom senso hoje: será que é tirando a vida de um inocente que vamos resolver uma situação tão dramática e dolorosa? O criminoso que estuprou a criança deve ser punido; mas deve também pagar por esse pecado que clama aos céus a criança que está na barriga dessa menina?

A resposta dos abortistas é imediata. E o trauma de estar grávida? E a responsabilidade de cuidar de uma criança? Ora, não duvidamos das dificuldades que enfrentam nesse momento a família da criança e a própria menina que foi violentada pelo padrasto. É preciso dar uma eficiente assistência médica e psicológica a todas as vítimas desse crime. Mas quem disse que é abortando que vamos resolver todos esses problemas? Há a vida de um ser humano em jogo, vida essa que não pode ser menosprezada. O aborto causa sequelas psicológicas gravíssimas na mãe, sequelas essas que podem perdurar por toda a vida.

Mas – poderão objetar os defensores do aborto -, e os riscos de essa criança morrer durante o parto? Nós poderíamos derrubar esse argumento simplesmente mostrando as estatísticas de bebês nascidos vivos no Brasil de mães de 10 a 14 anos (no período de 2006), número que ultrapassa os 25 mil. No entanto, bastaria demonstrar que o procedimento de parto envolve riscos; o de aborto, no entanto, nos dá certezas. A finalidade de uma cesariana é fazer sair com vida mãe e filho. A finalidade do aborto é matar o filho e deixar viva a mãe. E assassinar é crime! O argumento dos abortistas é fraco, fraco porque eles baseiam todo o seu discurso na concretização de um crime.

Ano passado, antes de o aborto ser realizado, Dom José Cardoso Sobrinho, até então Arcebispo de Olinda e Recife, havia alertado os médicos que o aborto acarreta em excomunhão automática da Igreja. Pois bem. A advertência do bispo é muito válida hoje. O aborto não só tira a dignidade da vítima, mas acaba com a sua própria vida. E é preciso que os católicos de nosso país se pronunciem contra essa covardia que poderá se realizar novamente em Pernambuco. Que a Virgem Santíssima possa cobrir, com seu manto de misericórdia, as duas crianças envolvidas nesse dramático episódio e que não se concretize mais uma vez o crime abominável do aborto.

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

* * *

Leia também: Outro assassinato em curso, do blog Deus lo Vult!

12 thoughts on “O estupro, a gravidez e o aborto

  1. É pena que não se use a cabeça em tantas situações…

    Porque ainda não se vê o óbvio na situação da menina que ficou grávida de gémeos?

    Seria possível em que planeta, que num útero de um corpo tão pequeno de 9 anos se pudessem desenvolver 2 crianças?
    As crianças (fetos) não sobreviveriam, e nem a mãe de 9 anos que iria literalmente se rebentar toda. Seria mais que uma gravidez de risco.
    Evitar o aborto, neste caso em particular, era condenar à morte 3 pessoas.

    • Crente,

      “Evitar o aborto, neste caso em particular, era condenar à morte 3 pessoas.”

      Baseado em que você me afirma isso? Nos discursos “humanistas” da mídia secular?

      Graça e paz.
      Salve Maria Santíssima!

  2. Vi no seu perfil, que é ainda muito jovem.
    Peço ao nosso Deus Bom que o deixe aprender o que é a vida, não da maneira mais difícil e dolorosa que é através de más experiências vividas na carne, mas que com a inteligência que certamente já possui, compaixão e respeito autêntico por toda a vida humana (não só a daqueles que ainda estão no útero materno… mas toda a vida humana) os saiba usar com correcto discernimento para bem de todos aqueles com quem se cruza. Pelo que vejo, muitas vezes, isto é coisa da qual se tem melhor noção com mais alguns anos de vida, caro jovem.

    A minha resposta acima, baseou-se no meu pensamento HUMANO, nada tem de humanista.

    Agora eu é que me pergunto, se a sua reacção se baseou em discursos “fundamentalistas”.
    E continuo a referir-me só e apenas ao caso dos gémeos (experimente perguntar a qualquer médico católico a opinião sobre o caso), em relação ao segundo caso eu não posso julgar ninguém. Pois é evangelho não julgar… quem sou eu para julgar quem quer que seja?
    Estaria a colocar-me no lugar de Deus se pretendesse julgar alguém.

  3. Eu acredito que para Deus não importa somente que a pessoa esteja viva, e sim que esta pessoa viva.
    Uma gravidez aos 9 anos pode não matar fisicamente, mas causar a morte psicologica.
    Se um aborto por violencia é crime, também é crime escomungar uma criança (cristã) que deveria ter apoio religioso além de tudo.

  4. “Uma gravidez aos 9 anos pode não matar fisicamente, mas causar a morte psicologica”

    E um aborto causa o que? A menina de Alagoinhas viu os bebês, eles já tinham quase 5 meses de gestação. Você acha que, com o aborto, essas crianças sumiram da cabeça dela?

    Pelo contrário, digo e repito, o que ela deve ter pensado foi o seguinte:

    Fui usada como lixo até hoje. Como poderia sair algo bom de mim?

    O mesmo vale para essa menina de Jaboatão.

    O aborto transforma uma situação dramática (que tem como reverter) em uma situação trágica (sem reversão). Não lembro onde li essa frase, mas é verdade.

    Punir o ESTUPRADOR, apoiar e assistir a essas meninas durante a gravidez, assegurar condições para que os bebês sejam encaminhados para os avós ou para quem se dispusesse a adotá-los, isso sim seria uma saída digna de uma sociedade séria.

    Mas, se no Brasil não se dá assistência nem às famílias que desejam adotar bebês “normais”…

  5. “Se o padrasto fosse apanhado (o que até hoje não aconteceu) sofreria no máximo 10 anos de reclusão (art. 213 do Código Penal). E isso só depois de um julgamento, e com amplo direito de defesa.

    Vítor, porém, sem a menor culpa, já estava condenado à morte por causa do crime de seu pai.”

    Este é um trecho do texto Vítor, o menino que venceu José Serra, disponível no sítio http://www.providaanapolis.org.br pelo link Aborto e Estupro.

  6. “Fui usada como lixo até hoje. Como poderia sair algo bom de mim?”

    “…assegurar condições para que os bebês sejam encaminhados para os avós ou para quem se dispusesse a adotá-los”

    Pergunto: Colocar para adoção não causaria a mesma sensação?…o assunto é infinitamente polêmico, existem prós e contras e isso será com certeza uma discução para o resto da vida.

    Não sou a favor do aborto, em todo caso, para a mãe, com aborto ou sem aborto, mata alguma parte importante de si.
    Acredito que antes de pensar em dicriminalização, deve-se (governo) pensar numa campanha eficaz contra a violência sexual.

    E essas pessoas, independente de sua escolha, são e serão sempre vítimas.

  7. Não, não, desde quando encaminhar para a adoção é a mesma coisa que matar???

    Colocar para adoção somente no caso de ninguém da família ter condições ou se dispuser a ficar com as crianças. Encaminhar para adoção significa que aquele bebê vai levar alegria para uma família.

  8. Para Católica:

    “O Código de Direito Canônico, ao tratar da excomunhão, afirma que quem pratica aborto incorre em excomunhão latae sententiae, ou seja, o fiel automaticamente incorre em excomunhão ao praticar conscientemente o ato condenado pela Igreja. Segundo D. Cardoso, para incorrer na penalidade é preciso maioridade, portanto a pena não se aplica à menina[3],[4].”

  9. Everth: vou ficar no seu pé, de agora em diante. Para de dar ibope para idiotas aqui no seu blog. Dê-lhes um pontapé bem dado porque com esse tipo de gente não dá pra conversar.

    Vai por mim, querido.

    Aquele abraço e paz de Cristo.

  10. Aborto sempre será um tema polemico,principalmente em dias atuais em que ocorre um distanciamento dos principios de Deus,e passamos a olhar mais os desejos humanos,é mais facil eu condenar o inocente do que concordar com a pena de morte para estrupadores,será que assim não estariamos responsabilizando a pessoa certa,ou vamos continuar com amesma tonica noBrasil os inocentes pagando pelos culpados (direitos humanos é para humanos direito, ou ao menos deveria)

  11. Esse ato de violencia nao compensa em nada só maltrata um vitima inocente.Como alguem pode sentir prazer com uma criança isso é imperdoavel…

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