Todos nascemos com a corda no pescoço e a cada passo que damos mais nos aproximamos da morte, diz sabiamente São Cipriano.
“Por muitos anos (…) que ainda tenhas de viver, há de chegar um dia, e nesse dia uma hora, que te será a última. Tanto para mim, que escrevo, como para ti, que lês este livro, está decretado o dia, o instante, em que nem eu poderei mais escrever nem tu ler. (…) Está proferida a sentença. Nunca existiu homem tão néscio que se julgasse isento da morte. O que sucedeu a teus antepassados, também sucederá a ti. De quantas pessoas, que, no princípio do século passado, viviam em tua pátria, nenhuma existe com vida. Até os príncipes e monarcas deixarão este mundo. Não subsistirá deles mais que um mausoléu de mármore com inscrição pomposa que somente serve para nos patentear que dos grandes deste mundo só resta um pouco de pó resguardado por aquelas lajes. São Bernardo pergunta: ‘Dize-me: onde estão os amadores do mundo? E responde: Nada deles resta, senão cinzas e vermes’.”
- Santo Afonso de Ligório
Preparação para a morte, edição em PDF, p. 36
Cinzas e vermes. O homem está preocupado em ajuntar tesouros nesse mundo. Conquista terras e bens materiais. Sujeita outros homens a seus desejos mesquinhos, maltrata seus empregados, desfruta de todos os prazeres carnais e, no fim de sua vida, não pode escapar da terrível realidade da morte. A morte põe fim à sua vida de prazeres e, agora, esse mesmo homem está diante de Deus, para prestar-Lhe contas. Estava tão obcecado pelos bens perecíveis desse mundo que se esqueceu de preparar seu lugar na eternidade. Para onde vai esse homem?
Assim como tantos outros, será certamente lançado no inferno. “Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, Isaac, Jacó e todos os profetas no Reino de Deus, e vós serdes lançados para fora” (Lc 13, 28). O Verbo Divino se fez carne e anunciou aos homens a boa nova da salvação. Somos predestinados e a graça é irresistível ou nós somos capazes, por nós mesmos, de entrar no Reino dos céus? Nem Jansênio, nem Pelágio. A salvação é fruto da colaboração entre a graça divina e a liberdade humana. Se o homem aceita a Deus, isso é obra de Sua graça. E se a graça de Deus o homem aceita, é porque esse abriu a Ele, pelo exercício da liberdade, as portas de seu coração. Se, pelo exercício de sua liberdade, o homem ignora a voz do Altíssimo e se obstina no erro, se lança às trevas exteriores, se condena, se afasta d’Aquele que é fonte de toda Bondade, de toda Verdade, de todo Amor.
E para sempre. Uma ofensa cometida contra um Deus eterno merece castigo eterno. E pelo pecado nos tornamos merecedores do inferno. Quão tola é a atitude daqueles que, ignorando que devem morrer, se esquecem de pôr em prática os meios para fugir das ocasiões de pecado! O inferno… é a eternidade longe de Deus. A eternidade! Não é nem um dia nem mil anos: é viver a imortalidade condenado ao fogo que não se apaga. Oh, se pelo menos fosse exterminada a alma daquele se condena. Mas, não! A alma está ali, padecendo sem morrer, sofrendo os mais terríveis tormentos…
O alerta de Cristo a todos nós hoje é fundamental: “Ajuntai para vós tesouros no céu, onde não os consomem nem as traças nem a ferrugem, e os ladrões não furtam nem roubam” (Mt 6, 20). Ajuntai tesouros no Céu! Ajuntar tesouros na terra é inútil. Tudo o que temos aqui vamos deixar. O nosso corpo é entregue às traças, aos vermes; se torna cinzas. A nossa alma, porém… Como devemos lutar para estar em estado de amizade com Deus! Só assim poderemos verdadeiramente nos salvar, só assim poderemos verdadeiramente ser felizes, esperando viver a eternidade ao lado do Altíssimo, louvando Sua Bondade para sempre.
Pensemos nisso. E mudemos de vida. Hoje. Porque, amanhã, o amanhã pode não chegar.
Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!
“Por muitos anos (…) que ainda tenhas de viver, há de chegar um dia, e nesse dia uma hora, que te será a última. Tanto para mim, que escrevo, como para ti, que lês este livro, está decretado o dia, o instante, em que nem eu poderei mais escrever nem tu ler. (…) Está proferida a sentença. Nunca existiu homem tão néscio que se julgasse isento da morte. O que sucedeu a teus antepassados, também sucederá a ti. De quantas pessoas, que, no princípio do século passado, viviam em tua pátria, nenhuma existe com vida. Até os príncipes e monarcas deixarão este mundo. Não subsistirá deles mais que um mausoléu de mármore com inscrição pomposa que somente serve para nos patentear que dos grandes deste mundo só resta um pouco de pó resguardado por aquelas lajes. São Bernardo pergunta: ‘Dize-me: onde estão os amadores do mundo? E responde: Nada deles resta, senão cinzas e vermes’.”
“[O] grande problema, bastante presente nesta situação pré-eleitoral, é o da duplicidade, da incoerência daqueles candidatos, que por um lado, fazem questão de se mostrarem “religiosos”, sensíveis à fé, mas que na prática ou estão inscritos em partidos que defendem valores anticristãos, ou apresentam um ideário programático político pessoal que contêm indicações absolutamente incoerentes com a fé que declaram professar ou respeitar. Dentro deste quadro, chegamos ao ponto de sermos obrigados a ouvir, de determinados candidatos e candidatas, certas declarações, por exemplo, em relação ao aborto, afirmando que “pessoalmente sou contra, mas quando no governo, garantirei o direito de quem quiser abortar, já que o aborto não é uma questão que envolva a fé, mas sim, a saúde pública”.”
As leituras deste domingo mais uma vez exortam-nos a uma virtude da humildade, indispensável na vida do cristão. É preciso que nossa vida esteja integralmente submetida a Deus, sem “porém”.
“Constituiu-nos em situação de produzirmos fruto, isto é, de nos amarmos mutuamente. Nunca poderíamos produzir este fruto sem a sua cooperação, assim como os ramos nada podem produzir sem a videira. A caridade, portanto, tal como a definiu o Apóstolo: ‘nascida de um coração puro, da boa consciência e da fé não fingida’ [1Tm 1,5] é o nosso fruto. É com ela que nos amamos uns aos outros e que amamos a Deus.
Não é nova para ninguém a estranha posição da igreja Universal do Reino de Deus acerca do aborto. Para Edir Macedo, seria melhor que o ser humano fosse abortado do que viesse ao mundo para sofrer e para se voltar contra a sociedade. O discurso determinista do fundador da igreja Universal é repugnante; e insistente. Explica o lobo que o aborto seria um verdadeiro benefício social, seja para a família (que teria melhor qualidade da vida, já que mais filhos representariam mais problemas), seja para a própria sociedade como um todo (já que um filho nascido sem planejamento familiar é um filho revoltado, pessoa que certamente se voltaria contra a sociedade).
O papa Bento XVI lembrou hoje a figura de Santo Agostinho, cuja memória a Liturgia celebra no próximo dia 28.

