Organismos de influência socialista se reuniram, no Nordeste, contra Dom Aldo Pagotto, arcebispo da Paraíba, segundo informou o Instituto Humanitas Unisinos. A carta foi enviada “à Sociedade da Paraíba, à CNBB, ao CONIC e às organizações que patrocinam e organizam o Plebiscito sobre o limite de propriedade da terra” e faz alusão ao movimento das Comunidades Intereclesiais de Base e ao Grito dos Excluídos.
“Não é a primeira nem a segunda vez que os pobres da Igreja Católica da Paraíba se sentem agredidos por quem tem o dever de ser seu pastor”, escreveram. Encerraram a carta com um brado de indignação bem típico de quem aderiu à mentalidade marxista da Teologia da Libertação: “Até porque cabe ao bispo mais do que ser chefe, pôr-se a serviço dos mais necessitados”.
Não é preciso pensar muito para perceber que toda essa manifestação tem forte caráter comunista. O serviço aos mais necessitados não pode contrariar o compromisso dos pastores da Igreja com o sagrado Magistério. Se esse “serviço” for sinônimo de rebeldia, dissensão, anarquia, de modo algum pode ser posto em prática, pois representa desobediência, palavra que não consta na “pedagogia de Jesus”, assim como não consta nos ensinamentos dos Papas que o socialismo deva ser ensinado pelos pastores do rebanho. E porque falar do ensinamento dos Papas? Ora, ora, é ao Pontífice Romano que os bispos devem obediência. E os sucessores de São Pedro sempre condenaram veementemente o comunismo e todo o seu pensamento materialista, pois este “propõe como fim peculiar revolucionar radicalmente a ordem social e subverter os próprios fundamentos da civilização cristã” (Divini Redemptoris, n. 3).
E a Teologia da Libertação já foi devidamente combatida pela Congregação para a Doutrina da Fé e em um discurso recente do papa Bento XVI aos bispos do Brasil.
As CEBs se revestem hoje de uma forma de pensamento muito peculiar: misturou-se ao eco-panteísmo uma forma nova de pensar as estruturas sociais: as relações entre os homens se manifestam através da “luta de classes”, e as palavras do papa Leão XIII – a quem os católicos deveriam verdadeiramente prestar obediência! – são deixadas de lado. Os teólogos da libertação e simpatizantes batem palmas ao ouvir frases de Karl Marx, mas se esquecem que o verdadeiro Cristianismo está na obediência. E “ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro socialista” (Quadragesimo Anno, III, 2). E Leão XIII chama a “luta de classes” de “aberração” na Rerum Novarum (cf. n. 9).
Mas, estão os marxistas preocupados com tudo isso?
E desde quando os socialistas têm respeito pela autoridade? “Uma vez que sustentam o princípio da igualdade absoluta, rejeitam toda a hierarquia e autoridade, que proceda de Deus, até mesmo a dos pais” (Divini Redemptoris, n. 10).
O Senhor fortaleça Dom Aldo Pagotto e lhe dê coragem, enquanto pastor, para defender suas ovelhas dos terríveis desvios presentes na doutrina socialista.
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Leia mais sobre o plebiscito sobre o limite da propriedade de terra, apoiado pela CNBB, no blog Deus lo Vult!.