Um defensor da Maçonaria e da Ordem DeMolay se apresentou recentemente neste blog dizendo querer um debate sério. Animou-me profundamente a proposta do garoto, mas a sua linha de raciocínio segue praticamente a mesma dos seus companheiros de Ordem. A priori, o rapaz conseguiu identificar o centro do debate: a incompatibilidade entre a doutrina católica e a filosofia maçônica. No entanto suas afirmações saem imediatamente do eixo da discussão. Ele não procura refutar os princípios apresentados para se afirmar que são incompatíveis Maçonaria e Igreja Católica. Ele procura – assim como os outros – afirmar que a culpa de toda a desavença é da Igreja, que, segundo ele diz, “intitula-se a dona da fé e a poderosa instituição que salvará todos os homens”.
Pois bem, não é a Igreja que se intitula “dona da fé”. É o próprio Cristo que assim o quer, quando confia a São Pedro, primeiro papa, as chaves do Reino dos céus (cf. Mt 16, 18). Fica difícil para os maçons ou simpatizantes de associações ligadas à Maçonaria reconhecer isso justamente porque a filosofia desta instituição está intimamente ligada ao deísmo iluminista, que nega qualquer ideia que faça menção à Revelação. E o Evangelho é justamente a narração do testemunho daqueles que contemplaram “a Palavra que se fez carne”, ou seja, o próprio Deus que assumiu a nossa humanidade para nos mostrar seus caminhos. Para os maçons, no entanto, a única maneira pela qual chegamos à verdade é através do uso da razão natural. Parece inconcebível a eles a ideia de Deus interferindo na história. Pois aqui está a incompatibilidade entre catolicismo e Maçonaria. “A Igreja editou bulas contendo instruções e conceitos” contra a referida instituição porque tem o dever de orientar seus fiéis, mostrando-lhes aquilo que é ou não coerente com a fé que dizem professar quando afirmam que são católicos.
O nosso debatedor confia cegamente na ideia de que a Maçonaria “nunca trabalhou secreta ou abertamente para destruir a Igreja”. Ora, como não?! Não é esse um dos principais objetivos da Maçonaria? A instituição se coloca abertamente do lado do livre-pensamento, definindo-o como “um protesto contra todas as religiões”. Em meados do século passado, boletim maçônico paulista afirmava que “o livre-pensamento não tem dogma: há verdades de ontem que não são verdades de hoje, e há verdades de hoje que não são verdades de amanhã. O pensamento não pode sofrer domínio algum…” Ora, ora, a Verdade é imutável, diz a doutrina católica. Mas os maçons fazem uma pregação contra este princípio, defendo o relativismo e exortando, aos quatro ventos, a promoção de um protesto ao dogma, à teologia, à Revelação.
O nosso valente guerreiro insiste: “Muitos Papas foram maçons e sabem que a Ordem trabalha para auxiliar quem necessita, o único conceito que talvez conflite com os da Igreja, que só pretende amealhar e jamais distribuir”.
Não vou nem comentar o absurdo da frase “muitos papas foram maçons”. Partamos imediatamente à incansável ladainha dos heróis demolays que salvam a humanidade das dores da miséria e da fome, enquanto a Igreja, perversa, está cercada de dinheiro e poder e não se preocupa com as necessidades dos outros. Quanta ingenuidade dos magnânimos exemplos de caridade da Ordem DeMolay! Será que até hoje eles não conhecem as obras de caridade criadas pela Igreja durante seus dois mil anos de existência? Será que até hoje não tomaram conhecimento da existência de inúmeros hospitais e casas de saúde fundados por santos ou pessoas inteiramente comprometidas com a Igreja? Não é só a Maçonaria que dá auxílio material não. Também a Igreja desempenha importante papel neste sentido. E vai além. Porque, enquanto a filantropia maçônica pára no material, a caridade cristã ensina aos miseráveis o caminho do Céu, que lhes dá a felicidade eterna.
O simpatizante da ideologia maçônica também comentou o fato de que pessoas de diferentes religiões participam da instituição. O problema da Igreja com isto é a transformação de qualquer acepção a respeito de Deus em verdade. O sujeito que não crê em Cristo estaria no caminho da verdade assim como o que n’Ele tem fé. Ora, é Leão XIII quem condena a perniciosa ideia de que todas as religiões podem ser elevadas ao mesmo nível. E a sua exortação deve ser prestigiada pelo menos por aqueles que dizem ser membros do Corpo Místico do Redentor. “Como todos que se oferecem [a entrar na Maçonaria] são recebidos qualquer que possa ser sua forma de religião, eles deste modo ensinam o grande erro desta época – que uma consideração por religião deveria ser tida como assunto indiferente, e que todas as religiões são semelhantes. Este modo de raciocinar é calculado para trazer a ruína de todas as formas de religião, e especialmente da religião Católica, que, como é a única que é verdadeira, não pode, sem grande injustiça, ser considerada como meramente igual às outras religiões” (Humanum Genus, n. 16).
O nosso corajoso comentarista finaliza de modo magistral: “Não adoramos nada além de Deus e nem acreditamos que algo como diabos e demônios possam existir.”
A existência de anjos maus, verdade contida na doutrina da Igreja Católica, negada por um membro ou admirador da Ordem DeMolay, não é algo que assusta. O que impressiona é o catolicismo self-service dos que ainda insistem em negar qualquer forma de incompatibilidade existente entre os princípios maçônicos e as palavras da Santa Madre Igreja. Estes arranjam mil e um subterfúgios para manter uma aparentemente agradável máscara de incoerência e hipocrisia.
Infelizmente muitos só acreditarão na existência de demônios quando estiverem padecendo com eles no inferno. Peçamos a Deus que nos livre a todos nós da insensatez e da condenação eterna. Amém.
Dando continuidade às meditações, detenhamo-nos hoje sobre o quarto capítulo, versículos de 1-8, da Carta de São Paulo à comunidade de Tessalônica, que transparece uma solícita preocupação do apóstolo, sobretudo, com a vinda definitiva do Senhor que terá reflexo nas ações da comunidade.
Após a Solene Celebração do Natal, e ainda nestas festividades, dado que estamos na Oitava (os oito dias que se seguem após a celebração do Natal, como sendo um único e mesmo dia), a Igreja nos convida a celebrar a Festa da Sagrada Família, protótipo para todas as famílias.
Entre estes apóstolos corajosos, resplandeceu o modelo de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, da diocese de Guarulhos. Tudo começou quando o bispo paulista escreveu um artigo condenando a adesão, na forma de voto, a candidatos que estivessem, de alguma forma, comprometidos com o aborto. “Denunciamos e condenamos como contrárias às leis de Deus todas as formas de atentado contra a vida, dom de Deus, como o suicídio, o homicídio, assim como o aborto pelo qual, criminosa e covardemente, tira-se a vida de um ser humano, completamente incapaz de se defender. A liberação do aborto que vem sendo discutida e aprovada por alguns políticos não pode ser aceita por quem se diz cristão ou católico”, 
A expressão facial eufórica dos ímpios é uma das melhores imagens a ser estampadas nos cartões natalinos. Não que o cerne da mensagem do Natal seja menos importante. Longe de nós ousarmos insinuar que a encarnação do Verbo é uma realidade de pouca importância. O que observamos, no entanto, é que a festa não está mais voltada para Aquele que realmente importa. O Natal da modernidade se converteu em uma reunião familiar profana, celebrada para comemorar a desunião que se disfarça por uma noite, a discórdia que se transforma subitamente, a precariedade dos relacionamentos que se fortalecem por um instante. Jesus Cristo deveria nascer em nossos corações, mas o único lugar da casa em que ele está é no presépio, e isso quando as famílias não estão mais preocupadas com a árvore natalina.
Celebramos a partir da noite santa de hoje a grande Solenidade do Natal do Senhor, a segunda maior da Igreja. Após a preparação meditativa proposta pelo tempo do Advento, hoje podemos experimentar e reviver a grande graça que vem a nós e rebaixa-se a nossa condição. Jesus faz-se homem! Eis a grande novidade. Como Deus pode humanizar-se? Como Ele pode assumir as nossas fraquezas? Por que Ele fez isso? Porventura somos dignos de tão grande maravilha?
“A Igreja ensina que a prostituição é imoral e deve ser combatida. Se alguém, apesar disso, pratica a prostituição mas, porque se encontra também infectado pelo HIV, esforça-se por diminuir o perigo de contágio inclusive mediante o recurso ao preservativo, isto pode constituir um primeiro passo no respeito pela vida dos outros, embora a malícia da prostituição permaneça em toda a sua gravidade”. A afirmação está contida ![[610x[3].jpg]](http://lh3.ggpht.com/_v2-J3h1LIuE/TQ-Osc62vuI/AAAAAAAABY0/fOY1MSfWseo/s1600/610x%5B3%5D.jpg)