Os primeiros cristãos eram católicos

Estou participando de uma discussão, em um fórum chamado Rede Sepal, sobre Igreja primitiva. Os protestantes utilizam frases feitas para tentar convencer católicos a arriscar uma corajosa tentativa de morte, incentivando-os a pularem do seguro barco de São Pedro e se aventurarem no vasto oceano das falsas doutrinas. “Porque a Igreja é coisa de homens, o Magistério é doutrina de pessoas, não vem de Deus…” A cilada está armada. E quem aceita um tipo de argumento desses, está bem perto de se revoltar contra a Igreja fundada pelo próprio Cristo, unindo-se a Lutero, Calvino e outros tantos hereges pós-Reforma.

O que eles não conseguem refutar, porém, é o fato da Igreja Católica Apostólica Romana ser uma continuidade daquela primeira comunidade cristã primitiva. Alguns pensam que o “catolicismo romano” é um cristianismo corrompido e caberia ao protestantismo restaurar a verdadeira fé de Cristo. A verdade é outra. Jesus afirmou que contra aquela Igreja por ele fundada as portas do inferno não prevaleceriam jamais (cf. Mt 16, 18). Afirmar que a comunidade cristã “se corrompeu” ou “entregou-se à idolatria” não faz, biblicamente falando, sentido nenhum. Jesus disse que permaneceria com os apóstolos até o fim dos tempos (cf. Mt 28, 20). Esta promessa sugere uma fidelidade ininterrupta aos ensinamentos de nosso Senhor Jesus Cristo, realidade que os protestantes insistem teimosamente em negar.

Como prova para defender a continuidade da pregação apostólica na Igreja Católica, apresentamos aos protestantes as preciosas cartas de Santo Inácio de Antioquia, mártir do século II. Diante da verdade, o oponente tem duas alternativas a seguir:

a) Aceitá-la e reconhecer que está errado;
b) Ignorá-la e persistir no erro no qual está imerso.

Os protestantes do debate do qual estou participando estão trilhando, pelo menos por enquanto, o segundo caminho. A aceitação da Verdade é um processo que exige humildade e é o Espírito Santo o responsável por convencer os homens. No entanto, o ser humano, dotado de vontade, pode rejeitar aquilo que lhe foi apresentado. Em suma, o poder de Deus só pode atuar no homem quando seu livre-arbítrio se orienta para ele.

Nesta postagem, desejo responder, utilizando as palavras de Santo Inácio, duas indagações especiais apresentadas no curso deste tópico.

Igreja, meu caro, não é uma organização hierarquicamente formada, que se reúne em concílios, faz despachos, inventa liturgias, cria dogmas, faz remendos e elabora novos rituais extra-bíblicos.

A Igreja é, sim, composta de hierarquia. “Na hora em que vos submeteis ao bispo como a Jesus Cristo, me dais a impressão de não viverdes segundo os homens, mas segundo Jesus Cristo, que morreu por nós para fugirdes à morte pela confiança na morte d’Ele. É mesmo necessário, como aliás é de vosso feitio, nada empreender sem o bispo, mas submeter-vos também ao presbitério como a apóstolos de Jesus Cristo nossa Esperança, no qual nos encontraremos se assim nos portarmos” [Epístola de Inácio aos tralianos, n. 2]. “Nem o presbítero, nem o diácono, nem o leigo deve fazer algo sem o bispo” [Epístola de Inácio aos magnésios, n. 7].

É inclusive por este motivo que diz-se que a Igreja é una. “Sejais submissos ao bispo e uns aos outros, como Cristo é com o Pai, para que haja unidade entre vós, de acordo com a vontade de Deus” [Epístola aos magnésios, n. 13]. E por que será que Santo Inácio enfatiza tanto a necessidade de obedecermos os bispos da Igreja? Ora, justamente porque eles são os sucessores dos Apóstolos. E foi o próprio Senhor quem declarou ao colégio apostólico que, “quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita” (Lc 10, 16). Quem rejeita a autoridade dos bispos católicos, autoridade firmada pelo próprio Cristo, chega a negar a base da fé nas Escrituras, porquanto foram os bispos cristãos que organizaram os livros que fariam parte do Cânon das Escrituras.

Então, que querem dizer os protestantes quando alegam “rejeitar obras de homens”? Eles simplesmente negam a assistência do Espírito Santo aos bispos católicos – referimo-nos aos bispos como “católicos”, pois é o próprio Inácio de Antioquia que denomina a Igreja primitiva de “católica” [cf. Epístola aos esmirnenses, n. 8] -, ignorando que rejeitá-la pode comprometer a própria veracidade das Escrituras sagradas. Isto significa que “sem Igreja não há Bíblia”. E é por isso que a sola scriptura não faz sentido.

Meu filho, me cite em qual verso está escrito na Bíblia a palavra Eucaristia. Se o sr. está tentando dizer a Ceia do Senhor, todas as igrejas ceiam.

Aqui é preciso prestar muita atenção à distinção entre o que os protestantes chamam de “Ceia” e o sacramento da Eucaristia. São duas coisas completamente diferentes.

De acordo com um artigo publicado no site protestante Estudos Bíblicos, na Ceia protestante, “o pão representa seu corpo” e “o cálice representa seu sangue”. Eles insistem em enfatizar o simbolismo: “Não encontramos transubstanciação nas Escrituras. Ao contrário, Jesus torna claro que os elementos meramente representam seu corpo e sangue”. Esta é a fé dos protestantes. É isso o que eles celebram.

Mas, as Escrituras – que os protestantes alegam defender tanto – dizem uma coisa muito diferente acerca do que aconteceu aquele dia na Última Ceia. É preciso entender, neste contexto, não só a noite da Quinta-Feira Santa, mas também o discurso de nosso Senhor Jesus Cristo sobre o Pão da vida, contido no capítulo 6 do Evangelho de São João. Em dado momento da discussão, o Cristo afirma:

“O meu corpo é verdadeiramente uma comida e o meu sangue é verdadeiramente uma bebida.”

- Evangelho segundo o apóstolo João, 6, 55

Entendamos aqui a mentira contada por Jim Robson, autor do artigo acima referido. Ele diz que “Jesus torna claro que os elementos meramente representam seu corpo e sangue”. Mas nosso Senhor deixa claro justamente o contrário. A Eucaristia é verdadeiramente Seu corpo e Seu sangue. Não são meras representações, mero simbolismo, como querem muitos hereges.

Ora, ora, e o termo “Eucaristia”? Quem o usa é justamente Inácio, bispo católico do século II. “Sede solícitos em tomar parte numa só Eucaristia, porquanto uma é a carne de Nosso Senhor Jesus Cristo, um o cálice para a união com Seu sangue; um o altar, assim como também um é o Bispo, junto com seu presbitério e diáconos, aliás meus colegas de serviço” [Epístola aos filadélfos, n. 4]. “A Eucaristia é a carne de nosso Salvador Jesus Cristo, carne que padeceu por nossos pecados e que o Pai, em Sua bondade, ressuscitou” [Epístola aos esmirnenses, n. 7].

Os primeiros cristãos também acreditavam na presença real de Jesus na Eucaristia. E utilizavam este termo para designar o sacramento instituído por Ele nas vésperas de Sua Paixão e Morte. São os protestantes que, trilhando o caminho dos falsos profetas, que sempre tentaram destruir a Igreja ao longo dos tempos, acabam por negar aquilo que está claro na Palavra de Deus.

Voltem para o templo do Altíssimo aqueles que de Sua Igreja se afastaram. Compreendam que, como já dizia Santo Atanásio de Alexandria, fora desta fé não pode haver salvação.

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

 

Importante discurso de Reagan sobre o aborto

Tradução: Julio Severo

http://beinbetter.files.wordpress.com/2011/01/ronald_reagan-2.jpg?w=210&h=304“Sei que o que estou para dizer é agora polêmico, mas tenho de dizer. Este país não pode continuar se fazendo de cego e surdo para a eliminação de quatro mil vidas de bebês em gestação a cada dia. É um bebê a cada vinte e um segundos.”

“Não podemos fingir que os Estados Unidos estão preservando seu primeiro e mais elevado ideal, a convicção de que cada vida é sagrada, quando temos permitido as mortes de 15 milhões de indefesos inocentes desde a decisão Roe vs. Wade. – 15 milhões de crianças que nunca rirão, nunca cantarão, nunca conhecerão a alegria do amor humano, nunca lutarão para curar os doentes ou alimentar os pobres ou fazer paz entre as nações. O aborto negou a elas o primeiro e mais fundamental dos direitos humanos. Somos todos infinitamente mais pobres com a perda delas.”

“Esta nação travou uma guerra horrível para que os americanos negros tivessem garantidos seus direitos dados por Deus. Abraham Lincoln reconheceu que não conseguiríamos sobreviver como uma terra livre quando alguns podiam decidir se outros deveriam ser livres ou escravos. Hoje outra pergunta tem de ser feita: como é que conseguiremos sobreviver como nação livre, quando alguns decidem que outros não são dignos de viver e deveriam ser destruídos?”

“Creio que não há desafio mais importante para o caráter dos EUA do que restaurar o direito à vida de todos os seres humanos. Sem esse direito, nenhum outro direito tem sentido. Deixai vir a mim as criancinhas, e não os impeçais; porque deles é o reino de Deus.”

“Penso que estamos fazendo progresso na defesa da santidade da vida dos bebês. Venho pedindo seu total compromisso e a grande força de suas orações, para que juntos consigamos convencer nossos compatriotas de que os EUA devem, podem e preservarão o maior presente de Deus.”

“Somos um governo do, pelo e para o povo. E o povo quer uma emenda constitucional para restaurar os direitos que nos foram tirados. Vamos incentivar aqueles entre nós que estão tentando fornecer alternativas positivas ao aborto. E com sua ajuda, poderemos vencer, e isso será uma grande vitória para nossas crianças.”

- Ronald Reagan em discurso proferido no ano de 1984

À procura de um debate sério – II

Anunciamos publicamente nova invasão de demolays e simpatizantes da Ordem ao nosso blog. E, como não poderia deixar de ser, novas bobagens. Abaixo:

- “Mitos tão antigos que as pessoas insistem em acreditar, tudo porque na época de Leão XIII, a Maçonaria tinha mais lucros proporcionais do que a própria Igreja” (João). Não sei o que o comentarista considera como mitos, mas certamente não pode ser a relação de incompatibilidade existente entre a Igreja e a Maçonaria, que é real.  Talvez ele esteja se referindo aos ensinamentos católicos, o que não nos surpreende vindo dos dedos de um simpatizante de uma associação abertamente inimiga da Revelação cristã, cujo depósito de fé é guardado pela Sé de Pedro. Eu gostaria realmente de saber sobre os “lucros” que a Maçonaria ganhava no início do século passado. Mas, para refutar o que diz João, não é necessário pesquisar isso. Basta afirmar que há embates existentes entre o catolicismo e a franco-maçonaria que são de caráter filosófico, o que já mostra que “nem tudo” [nem todos os conflitos] se devem a essa recém-inventada disputa de lucros entre as duas instituições.

- “E quem é você para afirmar que só a sua igreja é a certa? Liberdade religiosa sim… Ordem DeMolay ensina a amar Deus mais do que sua igreja de merda!” (Jacques DeMolay). A pregação do igualitarismo religioso feita por um admirador dos demolays… O que dizer sobre isso? Há realmente um abismo de contradições entre o que dizem os maçons e demolays e o que dizem doutos defensores da fé católica. Sobre o deus que a Maçonaria – e a Ordem DeMolay – supostamente ensinam a amar, que não é o Deus Trino, mas sim o Grande Arquiteto do Universo, não há necessidade de se fazer nenhuma nova colocação, pois já foi demonstrado que são pessoas diferentes.

- “Não quero te decepcionar, mas estamos em todos os lugares, até dentro deste blog, do seu lado na padaria, na farmácia, no Fórum, no Hospital, na sua missa, no seu Ministério, em todos os lugares. E quando olhar um homem fazendo as melhores das ações tenha certeza, ele é um de nós” (Anônimo). Assim como uma infestação de insetos, os membros dessas associações relativista-filantrópicas se proliferam, espalhando a arrogante idéia de que são membros de uma comunidade sacrossanta. E ainda desejam incutir a concepção de que representam, de modo magnânimo, a prática da caridade em nossa sociedade. Madre Teresa de Calcutá era muito generosa e praticava muita caridade, e nem por isso consta que era da Ordem DeMolay. Podemos fazer a mesma afirmação utilizando pessoas diferentes, como Padre Pio de Pietrelcina, São Vicente de Paulo etc. Mais que isso – sempre faço esta consideração -, estes santos homens não incentivavam a mera prática da filantropia. Lembra o Santo Papa Bento XVI que “as obras de caridade, sejam como atos pessoais ou serviços às pessoas vulneráveis oferecidos por grandes instituições, não podem nunca ser reduzidas a gesto filantrópico, mas devem sempre ser expressão tangível do amor providente de Deus”. Isso quer dizer que a preocupação de quem ajuda não deve ser apenas a satisfação do aspecto material da necessidade, mas também o auxílio espiritual, o caminho para que o outro sacie sua profunda sede de transcendência.

- “E não venham me dizer que não sou católico, sabe por quê? Por que não darei a mínima, pois eu amo a Deus acima de todas as coisas e não a religião. (…)” (Edjovaldo). Essa história de dizer que é possível desintegrar o amor a Deus da religião que nos ensina como amá-Lo de verdade não está de acordo com a doutrina da Igreja à qual ele diz pertencer. Estar incorporado ao Corpo Místico de Cristo é realmente amar a Deus, mas este mandamento só pode ser cumprido em sua plenitude quando buscamos a santificação e lutamos para freqüentar os meios de se chegar a esta santidade, que é a recepção assídua dos Sacramentos da Santa Igreja.

Enquanto contemplamos – com tristeza – a dificuldade que vários integrantes ou admiradores da Maçonaria e das associações a ela ligadas têm em reconhecer uma evidente incompatibilidade e discuti-la, continuamos abertos a comentários, esperando alguém que esteja realmente disposto a promover um debate sério.

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

O insistente apelo à conversão é genuína prova de amor

O Cristianismo é uma ilha cercada de ignorância por todos os lados. Essa ignorância é abraçada especialmente pelos formadores de opinião marxistas. Esses, por sua vez, transmitem este legado de ignorância às gerações vindouras e, pouco a pouco, é perpetuada uma corrente de anticlericalismo.

http://miguel-lima.com/wp-content/uploads/2010/03/quo_vadis.jpgNarra Henryk Sienkiewicz, em sua obra Quo Vadis, que tinham sido inventados vários mitos acerca do Cristianismo. Dizia-se que eles eram infames inimigos do gênero humano, seguidores de uma superstição nova e maléfica. Estas mentiras se espalharam pelo Império Romano, fazendo inclusive com que o odioso Nero usasse justamente os cristãos como bode expiatório do incêndio da Cidade Eterna.

O antigo Império Romano veio abaixo, mas as perseguições aos cristãos continuam. No Oriente Médio e em outros lugares do mundo, a situação reflete um atentado ao princípio da liberdade religiosa, já que cristãos são mortos por não aderirem ao culto islâmico. No mundo inteiro, porém, persiste aquela perseguição ideológica. Análises fantasiosas da Inquisição criadas ao longo do Iluminismo por inimigos da Igreja ajudam a enriquecer um pesado fardo de mentiras que ao longo dos séculos os cristãos do mundo inteiro carregam. Mentiras, sim, pois a história trata de mostrar que os seguidores de Cristo, longe de serem inimigos do gênero humano, contribuíram de modo crucial para o desenvolvimento da Civilização Ocidental e para o reconhecimento dos direitos humanos ao redor do mundo.

Mas, a ignorância persiste. Hoje, poderíamos falar de diversos modos pelos quais ela se evidencia, mas escolhemos, nesta ocasião específica, desconstruir aquela concepção – comumente aceita até por muitos católicos – de que “os homossexuais são perseguidos pelos cristãos” ou de que atos violentos praticados contra gays são conseqüência da mentalidade religiosa cristã, que condena os atos homossexuais.

* * *

http://www.portaldoenvelhecimento.org.br/artigos/artigo864_arquivos/image001.jpgO médico Dráuzio Varela, em recente artigo publicado em seu site e intitulado Violência contra homossexuais, abordou o tema da homossexualidade, criticando a forma como os religiosos vêem a prática. Da maneira como foi escrito, entende-se que a violência praticada contra gays está diretamente ligada à ideia de que o ato homossexual é imoral e contra a natureza. “Mais antiga do que a roda, a homossexualidade é tão legítima e inevitável quanto a heterossexualidade”, defende o médico. “Reprimi-la é ato de violência que deve ser punido de forma exemplar, como alguns países fazem com o racismo.”

Se alguém lê rapidamente essas linhas, pode deixar passar despercebido o fato de que Dráuzio Varela defende que deve ser punido não quem reprime os homossexuais, mas sim quem reprime a homossexualidade. Não se sabe se a intenção do autor foi outra, mas não é nossa tarefa investigar, em um texto, aquilo que o autor quer dizer, mas sim aquilo que ele de fato alegou. E o que ele defende é que aqueles que, de alguma forma, não concordam com o “legítimo” comportamento homossexual devem ser reprimidos. Está aberta a porta para o desrespeito à liberdade de expressão, para a manipulação. Em poucas linhas, dr. Varela legitima a prática homossexual e pede a punição de quem refreie ou coíba a sodomia. As sacrossantas práticas homossexuais agora não podem mais ser criticadas, deploradas ou condenadas. Se isso acontecer, seja anátema.

O doutor Dráuzio ainda defende, neste mesmo texto, o reconhecimento civil das uniões homossexuais, afirmando ser um absurdo “negar a pessoas do mesmo sexo permissão para viverem em uniões estáveis com os mesmos direitos das uniões heterossexuais”.

No artigo referido, o médico engana o leitor quando pretende que vai falar de “violência contra homossexuais”, quando, na verdade, vai apenas defender a suposta legitimidade do homossexualismo e até mesmo a necessidade de se equiparar a prática gay à relação heterossexual. Nas entrelinhas, o leitor pode entender que toda essa condenação da heteronormatividade é uma maneira de dizer que estão intimamente interligados os preceitos cristãos e atos violentos praticados contra homossexuais.

Mas, será que é isso mesmo? O Catecismo da Igreja Católica ensina que é preciso condenar o pecado. Assim, o Cristianismo continuará fiel na sua missão de denunciar os atos de homossexualidade, pois estes “são contrários à lei natural, fecham o ato sexual ao dom da vida, não procedem duma verdadeira complementaridade afetiva sexual, não podem, em caso algum, ser aprovados” (§ 2357). No entanto, isso não quer dizer que os cristãos agora sairão por aí perseguindo, torturando e matando homossexuais. O católico deve cumprir não só o sexto mandamento da lei de Deus, mas também o quinto, que nos pede respeitarmos a integridade física e a vida do próximo. Os homossexuais “devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza”, exorta o Catecismo (§ 2358). “Evitar-se-á, em relação a eles, qualquer sinal de discriminação injusta.

Ao contrário do que pensam Dráuzio Varela e outros tantos ideólogos anticlericais modernos, nós, cristãos, estamos convencidos de que é a Igreja uma das poucas instituições que se pode dizer que verdadeiramente ama aqueles que convivem com o drama da tendência homossexual. Ela vive, assim como Jesus, para curar aqueles que estão enfermos. Para isto, no entanto, não nega que a enfermidade exista, pois não aceita a solução dos materialistas para os mais profundos problemas existenciais do homem. Pelo contrário, reconhece que é sua missão salvar almas e, por este motivo, ora pelos pecadores e insiste em sua conversão.

O Altíssimo colocou no coração humano um anseio de felicidade, anseio esse que só pode ser plenamente saciado por Ele. O caminho para chegar até esta fonte incorruptível de felicidade foi revelado por Deus, na plenitude dos tempos. Ele é o caminho. E só Ele. Há caminhos que parecem retos ao homem e, contudo, o seu termo é a morte (Pr 16, 25). Jesus Cristo é o único caminho que verdadeiramente conduz à vida. É respeitando os mandamentos da sua Lei que poderemos ser de fato felizes. Os homossexuais não são perseguidos ou odiados pelos cristãos. São chamados a deixar o pecado, cujo salário é a morte, para vir à fonte da verdadeira vida. E é esta santa insistência da Igreja uma genuína prova de amor.

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

Uma formosa jóia de altíssimo valor lançada ao rio

Examinando a letra de uma música da banda Scorpions, de título Rock you like a hurricane, notei uma frase que gostaria de comentar à luz da teologia moral católica, pois é um pensamento que realmente arrasta um número considerável de pessoas à perdição eterna.


“It’s early morning; the sun comes out
Last night was shaking and pretty loud
My cat is purring and scratches my skin
So what is wrong with another sin?

A expressão grifada significa, traduzida para a língua portuguesa: “O que há de errado com outro pecado?” Às vezes somos assaltados por este pensamento de pecar, mesmo tendo plena consciência da malícia do pecado, pensando já em receber posteriormente o sacramento da Penitência. Às vezes de diz: pecarei, mas logo em seguida me confessarei. Mas será que recobrar a vida da alma é assim, tão fácil?

O Terceiro Catecismo da Doutrina Cristã, ao falar da dor que devemos ter por nossos pecados, dá um conselho para que possamos excitar em nosso coração um verdadeiro arrependimento por nossas faltas: “Para ter dor dos nossos pecados, devemos pedi-la de todo o coração a Deus e excitá-la em nós com a consideração do grande mal que fizemos, pecando” (n. 722). Ora, é certo que sem arrependimento não pode haver perdão. E, para que haja arrependimento, adverte o Catecismo de São Pio X, precisamos pedir de todo o coração a Deus que no-lo dê. Será que pecar deliberadamente, excitando a cólera deste mesmo Deus, é uma boa forma de começar a nos prepararmos para a recepção da Penitência?

http://mob15.photobucket.com/albums/a351/britishgrenadier/Saints/St%20Alphonsus%20Liguori/AlphonsusLiguori.jpg?t=1254432198Santo Afonso de Ligório alude, com mais propriedade, ao problema da mentalidade What’s wrong with another sin em seu livro “Preparação para a morte – considerações sobre as verdades eternas”. Na edição do livro em formato PDF o trecho abaixo destacado se encontra nas páginas 239 e 240. São considerações de um doutor da Igreja:

“Dize-me: se tivesses na mão uma formosa jóia de altíssimo valor, lançá-la-ias ao rio, dizendo: procurá-la-ei com cuidado, pois espero encontrá-la? Tens, entretanto, em tua mão, essa jóia riquíssima de tua alma, que Jesus Cristo resgatou com seu sangue. Voluntariamente a lanças no inferno, pois no ato de pecar cais condenado e dizes que a recobrarás pela confissão.”

“E se não a recobras? Para recuperá-la é mister verdadeiro arrependimento, que é um dom de Deus. E Deus pode não te conceder. E se a morte vier e te arrebatar o tempo para a confissão? Asseguras que não deixas passar uma semana sem confessar tuas culpas. E quem te prometeu essa semana? Dizes que te confessarás amanhã. E quem te promete esse dia? O dia de amanhã — diz Santo Agostinho — Deus não te prometeu; talvez te concederá, talvez não, como aconteceu a muitos, que se recolheram sadios à noite para dormir em suas camas e amanheceram mortos. A quantos o Senhor feriu de morte no próprio ato do pecado e os precipitou no inferno!”

“E se fizesse o mesmo contigo? Como conseguirias remediar tua eterna perdição? Persuade-te, pois, de que com o dizer “depois me confessarei” o demônio tem arrastado ao inferno milhares e milhares de almas. Porque raras vezes se encontrarão pecadores tão desesperados que queiram condenar-se a si mesmos. Todos, ao pecar, o fazem com esperança de reconciliar-se depois com Deus. É esta a causa por que tantos infelizes têm sido condenados, tornando-se irremediavelmente perdidos.”

Peçamos ao Altíssimo que não permita que sejamos levados por esta forma iníqua e desajustada de pensar e que, pela poderosíssima intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, sejamos conduzidos, um dia, à Pátria Celeste.

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

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Como o cristão deve formar sua consciência

Frei Boaventura Kloppenburg, OFM

Os moralistas católicos sempre consideraram a consciência individual como norma próxima subjetiva e obrigatória de ação. Quando a própria consciência manda ou proíbe fazer alguma coisa, é obrigação seguir fielmente seus ditames, mesmo quando for de fato e objetivamente – mas invencivelmente – errônea. Os moralistas católicos proclamam unanimemente ser ilícito e pecaminoso agir contra a consciência, ou, o que no fundo dá no mesmo, contra a própria razão, ainda que erroneamente formada. Bem outra, todavia, é a questão da formação da consciência: como, com que critérios ou normas deverá, cada um, formar ou orientar sua consciência? A doutrina maçônica ensina que cada qual deve formar sua consciência apenas “de acordo com o parecer de sua própria razão”, excluindo toda e qualquer intervenção alheia, mesmo divina. Isto pressupõe uma autonomia e soberania absolutas da razão humana.

Entretanto, poder-se-ia, com razão, perguntar se esta mil vezes reafirmada suficiência, autonomia e soberania de fato existe. Os maçons apenas afirmam, não provam. Fosse provada a infalibilidade da razão humana e a de cada cidadão, este princípio poderia, talvez, ser objeto de debate sério. Mas tendo em vista a falibilidade manifesta, diária, comum da razão humana, mesmo das inteligências mais possantes e geniais (…) não é possível tomá-la por norma suprema e única, fonte e juiz definitivo e inapelável da verdade. Já para resolver os negócios e problemas mais corriqueiros da vida costumamos recorrer aos conselhos e à experiência dos outros. E haveríamos de desprezar estes conselhos e esta experiência em questões de alta importância para a vida moral e espiritual? Mas, objetam, isso seria contra a dignidade e a soberania da razão! Sim; entretanto isto prova também que esta alardeada dignidade, autonomia e soberania não existem; são fantasias. A experiência cotidiana, os fatos na vida de todos nós, a própria razão e o bom-senso proclamam a falibilidade, os estreitos limites e a insuficiência da razão humana individual. A legítima autonomia da razão não consiste em não poder receber ensinamentos de outros ou de Deus, mas em não poder ser constrangido a admitir absurdos.

(…)

Para o cristão (…), a tese maçônica de “não reconhecer outro guia senão a razão”, no sentido exclusivo em que ela é apregoada (…), é simplesmente blasfema. O cristão é suficientemente humilde para reconhecer os acanhados limites de sua razão. Ele não tem nem o orgulho, nem a pretensão de querer ser infalível. Ele sabe que acima de sua razão falível e limitada está a inteligência infinita do misericordioso Deus. E ele sabe (com certeza científica) que este Deus infinitamente sábio e veraz, que não Se engana nem nos pode iludir, Se dignou de nos socorrer com Sua santa Palavra. “Muitas vezes e de modos diversos falou Deus, antigamente, aos nossos pais pelos profetas; nos últimos dias, porém, falou-nos por meio de seu Filho”, escreve São Paulo aos hebreus (Heb 1, 1). Por isso o cristão tem a obrigação de formar sua consciência não apenas segundo o parecer exclusivo de sua própria razão, mas também, e sobretudo e em primeiríssimo lugar, de acordo com a vontade de Deus que nos falou e que — agora sim! — não erra nem pode falir. Agir de modo contrário seria declarada e aberta rebelião contra Deus. Eis aí mais um motivo evidente por que o cristão não pode ser maçom, sob pena de deixar de ser cristão; o verdadeiro seguidor de Cristo de maneira alguma poderia pronunciar o iníquo juramento do 19° grau do Rito Escocês, o de “não reconhecer outro guia senão a Razão”, porquanto Cristo, “o Caminho, a Verdade e a Vida”, também é guia e guia incomparavelmente mais importante e superior.

[Retirado do livro A Maçonaria no Brasil, capítulo VII – Os Princípios do Liberalismo Religioso, pp. 164-165.168-169; Editora Vozes, Petrópolis, 1956]

Impossível ficar indiferente e continuar sendo bom católico

http://fratresinunum.files.wordpress.com/2009/01/leao-xiii1.jpg?w=210&h=329“Se aqueles que são admitidos como membros [da Maçonaria] não são ordenados a abjurar por quaisquer palavras as doutrinas Católicas, esta omissão, muito longe de ser adversa aos desígnios dos Maçons, é mais útil para os seus propósitos. Primeiro, deste modo eles facilmente enganam os ingênuos e os incautos, e podem induzir um número muito maior a se tornarem membros. Novamente, como todos que se oferecem são recebidos qualquer que possa ser sua forma de religião, eles deste modo ensinam o grande erro desta época – que uma consideração por religião deveria ser tida como assunto indiferente, e que todas as religiões são semelhantes. Este modo de raciocinar é calculado para trazer a ruína de todas as formas de religião, e especialmente da religião Católica, que, como é a única que é verdadeira, não pode, sem grande injustiça, ser considerada como meramente igual às outras religiões.”

- Leão XIII, Humanum Genus, n. 16
20 de abril de 1884

 

Recentemente postamos em nosso blog trecho de um livro do frei Boaventura Kloppenburg, OFM, sobre a indiferença da Maçonaria em relação à divindade de Jesus Cristo. Na ocasião, apenas transcrevemos o texto. Agora, desejamos também comentá-lo, explicando primeiramente o título da postagem: “O indiferentismo perante Cristo é impossível”.

A frase é de autoria do próprio sacerdote franciscano e está baseada num ensinamento pregado por nosso Senhor: “Quem não está comigo, está contra mim” (Mt 12, 30). As palavras de Cristo atravessam os séculos. Podemos imaginar Aquele que é manso e humilde de coração condenando, de maneira enfática, aquelas ideologias que, fazendo uma ou outra menção ao Criador do Universo e à importância da religião, se esquecem de lembrar a grandeza do mistério do Verbo Divino que se fez carne e morreu pelos pecados da humanidade. Hoje, no entanto, esta indiferença em relação ao Evangelho se tornou tão comum que passou para o indiferentismo. É o “não me importo” colocado como regra, é o relativismo posto como ideal.

Faz-se necessário lembrar, urgentemente, que esta indiferença – ou indiferentismo, como foi dito pelo frei Boaventura – é severamente condenada pelas leis de Deus. É preciso lembrar, porque parece que o homem moderno já se esqueceu. Coloca, com uma frieza assustadora, todas as religiões no mesmo nível e acha normal que hajam variadas maneiras de pensar e que todas elas sejam igualmente verdadeiras, justas e santas. O nosso Santo Padre, o Papa Bento XVI, é um dos principais inimigos desta mentalidade relativista que se alastra pelo mundo inteiro. Foi ele quem escreveu a instrução Dominus Iesus, que causou polêmica na época em que foi publicada, por afirmar de maneira clara e direta verdades essenciais da intolerante fé cristã. “A obediência da fé comporta a aceitação da verdade da revelação de Cristo, garantida por Deus, que é a própria Verdade” (n. 7).

O Altíssimo é a própria Verdade. Criados à imagem e semelhança d’Ele, somos capazes, pelo uso da nossa razão, de chegar ao conhecimento de sublimes verdades acerca da natureza, do funcionamento de numerosas coisas com as quais convivemos em nosso dia-a-dia… No entanto, não é a razão o único instrumento que Deus escolheu para que chegássemos ao conhecimento da verdade. Por isso Ele mesmo se revelou a nós. “O Deus dos cristãos não é apenas o Deus da razão e dos filósofos – escreve frei Kloppenburg -: Ele é, em primeiríssimo lugar, o próprio Deus da Revelação. O Deus dos cristãos não é apenas o Grande Arquiteto do Universo, mas é o Deus Uno e Trino tal como Se revelou por Nosso Senhor Jesus Cristo.” A contradição entre a fé cristã e os princípios da filosofia maçônica evidencia-se a partir deste momento. A concepção que a Maçonaria tem de Deus é uma síntese do deísmo iluminista. Para Voltaire – inimigo feroz da Igreja Católica – e tantos outros filósofos do século XVIII, haveria sim o que eles chamavam de relojoeiro, mas ele seria “um desconhecido que se retirou após o big bang”. A expressão “Grande Arquiteto do Universo” resume bem isso, pois coloca Deus apenas como “a Inteligência que planejou o mundo”, quando, nós sabemos, pelo anúncio dos apóstolos de Cristo, que o Altíssimo é bem mais que isso. Ele é o Amor transbordante que se faz carne; a Verdade que vem ao mundo e orienta os homens de maneira viva e presente.

Alguns maçons reclamam: mas as pessoas que ingressam na Maçonaria não estão impedidas de crer nisto! Ora, mas o culto que é prestado a Deus nas reuniões maçônicas restringe a fé em um deus totalmente diverso daquele que é concebido nos Evangelhos. Deus se fez Homem e ensinou aos homens o modo como eles deviam cultuá-Lo. Deve ser, obviamente, obedecido. Mas a Maçonaria, em seus cultos de louvor ao Grande Arquiteto do Universo, fazem, por acaso, alguma menção à Trindade, ao fato de que Deus é Pai, Filho e Espírito Santo? Se referem, pelo menos em algum momento, ao mistério de Amor que está refletido na Paixão e Morte de nosso Senhor Jesus Cristo na cruz? Como ficar indiferente a tudo isso e continuar sendo católico?

Não dá, reconhece frei Boaventura Kloppenburg. “O verdadeiro maçom, em virtude dos ‘imutáveis princípios’ que deve professar, não pode ‘estar com Cristo’ e seguir todos os seus ensinamentos e obedecer a todos os seus mandamentos. Ou abraçará o Deus Concreto do Cristianismo (e não poderá conformar-se com as positivas abstrações da Maçonaria), ou aceitará o abstrato “Grande Arquiteto do Universo” (e duvidará da veracidade das revelações do Unigênito Filho de Deus). Em outros termos: não é possível ser maçom verdadeiro e regular e ao mesmo tempo cristão autêntico e convicto.”

Não é possível ser maçom, obediente aos princípios filosóficos deístas de sua instituição, e ao mesmo tempo católico, crente na Revelação de nosso Senhor Jesus Cristo. E ponto final.

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

Igreja na Itália solidária à Igreja no Rio

http://diasimdiatambem.files.wordpress.com/2011/01/novafriburgo2.jpg?w=240&h=251Como todos sabem, a região serrana do estado do Rio de Janeiro foi recentemente devastada por uma catástrofe natural de proporções arrasadoras.

O que nem todos sabem é que o trabalho de assistência às famílias desabrigadas e desmembradas por ocasião da tragédia está sendo realizado de maneira especial por instituições e organismos ligados à Igreja Católica Apostólica Romana. A Conferência Episcopal Italiana doou um milhão de euros para a diocese de Petrópolis, quantia que será utilizada “para compra de material específico para as famílias, como roupa íntima e de higiene pessoal”, conforme noticiou o próprio site da diocese fluminense. Isso sem falar da ajuda da Cáritas Brasileira e de outras tantas pessoas que, movidas pelo espírito de caridade que brota do exemplo do Evangelho, se solidarizam com as vítimas do acontecido.

Por que mostrar às pessoas estes fatos? Porque a mídia ou está sobremaneira preocupada com o que ocorre na Alemanha ou decidiu omitir a notificação do ato de solidariedade praticado pela Igreja na Itália de propósito. A quantidade de dinheiro enviada pelos bispos da Itália à diocese de Petrópolis é cinco vezes maior que a quantia oferecida pelo governo alemão e, mesmo assim, O Globo preferiu noticiar apenas o segundo fato.

Também fazemos essa notificação para dar um alerta a alguns membros arrogantes da Ordem DeMolay que ousam dizer que “a Igreja está rodeada de riquezas, mas não faz nada para ajudar as pessoas” (sim, eles tem a cara de pau de falar isso). Por favor, o dia em que a Maçonaria, com seus princípios filosóficos contrários às máximas evangélicas e aos ensinamentos do Magistério e da Tradição, conseguir superar o trabalho da Santa Igreja em caridade (que deve ser entendida não só como “filantropia”, mas também como um serviço prestado às almas), certamente veremos, antes, o Papai Noel subindo as montanhas e dando gargalhadas.

Apenas uma nota rápida: o blog Contos do Átrio lembrou – e é bom comentar – que as doações da Cruz Vermelha – e também da Igreja – estão sendo aparentemente barradas em Teresópolis por caprichos políticos da prefeitura da cidade. “A prefeitura determinou que nada pode ser entregue sem sua autorização”, relatou um dos voluntários da Cruz Vermelha ao Estadão. Enquanto isso, há numerosas pessoas padecendo sem alimento e sem acesso a água tratada. Vergonhoso.

Pe. Lodi no combate ao crime mais absurdo da nossa época

Já há alguns dias tivemos a notícia do falecimento do bispo emérito da diocese de Anápolis, Dom Manoel Pestana, nobre defensor da doutrina católica em terras tupiniquins. Que este bravo homem, que foi em vida um valente e fiel ministro de Cristo, seja agora intercessor nosso junto de nosso Senhor Jesus Cristo e de sua Mãe, Maria Santíssima. Mais: que os bons exemplos de Dom Manoel sejam seguidos pelos católicos brasileiros, especialmente por aqueles aos quais foi confiada a missão de pastorear o rebanho do Senhor.

http://www.sacralidade.com/imagens_2010/imagens_0329/padre%20Lodi.jpgO padre Luiz Carlos Lodi da Cruz, em artigo sobre o falecimento do pastor, afirmou que “uma das coisas que deve ter acelerado sua morte foi sua angústia (…) pela situação política do Brasil”. “Ele se afligia sobremaneira ao ver nosso país ser invadido e dominado pelo terrorismo vermelho, que não poupa o respeito à vida nem à família”. A preocupação deste homem de Deus indica a terrível situação na qual está imersa a nossa nação, especialmente com o governo do Partido dos Trabalhadores, que, desde que chegou ao poder, investe de maneira pesada contra a família cristã e a vida humana.

O mesmo pe. Lodi fez, recentemente, um dossiê, mostrando os mais novos ataques do governo brasileiro ao Cristianismo: o investimento pesado na distribuição de material “contra a homofobia” nas escolas públicas, os benefícios previdenciários para duplas homossexuais, algumas afirmações insanas das diabólicas porta-vozes da presidente Dilma (me refiro às suas ministras) etc. A repercussão do artigo é realmente impressionante, como mostrou Wagner Moura, d’O Possível e O Extraordinário. A força que o movimento pró-vida ganha em nosso país após as últimas eleições é animadora (Deus seja louvado!).

http://beinbetter.files.wordpress.com/2011/01/dscn1831ab.jpg?w=180&h=268Para conservar na memória o espírito heroico e destemido de Dom Manoel Pestana, incansável defensor da vida humana, recomendamos a leitura de uma longa entrevista feita com o bispo há 15 anos atrás, disponível no blog do Demerval Júnior. Destacamos abaixo uma resposta do pastor a uma questão que, para a cultura de morte, é resolvida apenas com o assassinato de um ser humano. “O aborto – enfatiza Dom Manoel – é o crime mais frio, mais cruel, mais absurdo da nossa época.”

Uma adolescente, virgem, é estuprada violentamente. Ao cabo de um mês após o estupro, quando ainda não conseguiu se recuperar do trauma sofrido com a violência, ela descobre que está grávida do estuprador. Se ela optar pelo aborto, será condenado ao inferno?

Se ela, antes adolescente e virgem, optar pelo aborto, já está condenada ao inferno nesta vida, pelos remorsos da consciência, avivados a cada choro, a cada sorriso ou a cada passinho de criança que poderia ser a sua, se não a tivesse matado. Não é sem razão que 85 por cento das mulheres internadas em casas de saúde mental nos Estados Unidos, país tão liberal, têm na sua história pelo menos um aborto. Falo de opção. Mas mesmo quando apenas cede à pressão, à chantagem ou ao desespero, a angústia não é menor. O problema é que o aborto é assassinato frio de um inocente, que está vivo e não tem nada a ver com o que fizeram. Não se pode obrigá-la a ficar com o filho, mas não é possível simplesmente convidá-la a ser assassina. O aborto é o crime mais frio, mais cruel, mais absurdo da nossa época.

Comunicado

Como acabo de chegar de viagem – e vejo que há muita coisa a ser comentada -, estou organizando os tópicos para poder iniciar as postagens. Em breve começo a liberar os comentários postados nesta última semana. Peço a paciência e colaboração de todos os leitores. ;)

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

* Ia me esquecendo: o Ian Farias está em Salvador, tirando umas férias, contemplando as ondas do mar e tomando uma boa água de coco. Deixem nos comentários as suas mensagens de boas férias ao nosso seminarista. :)