A fumaça de Satanás na Igreja – um exemplo concreto

Reporto abaixo notícia que foi transcrita no site do Instituto Humanitas Unisinos, e que tinha sido originalmente publicada pelo vaticanista Andrea Tornielli no jornal italiano La Stampa. O texto faz menção a um problema moral terrível; dão mais sustentação à tese de que os casos de abusos sexuais cometidos por membros do clero católico são frutos da mentalidade que sucedeu a Revolução Sexual do século passado. Aqui no Brasil também há pessoas que consideram a pedofilia apenas uma prática sexual como qualquer outra. E os principais representantes deste pensamento são líderes do movimento gay. Eles defendem o “direito” que as crianças têm de expressar sua sexualidade e condenam a sociedade conservadora, que atua, neste sentido, como um órgão opressor, que coíbe manifestações “diferentes” de sexualidade.

O que dizer, então, de um sacerdote que tenta justificar a prática perversa da pedofilia? Ora, esta não é e nunca foi a palavra da doutrina da Igreja sobre o assunto. Basta dar uma rápida olhada no Catecismo para ouvir a voz de Cristo denunciando e reprimindo esta perversão: “Podem relacionar-se com o incesto os abusos sexuais cometidos por adultos em relação a crianças ou adolescentes confiados à sua guarda. Nesse caso a culpa é dupla por se tratar dum escandaloso atentado contra a integridade física e moral dos jovens, que assim ficarão marcados para toda a sua vida e duma violação da responsabilidade educativa” (§ 2389). Então – antes que um demente queira insinuar o contrário -, o problema moral aqui não está na Igreja, mas sim no pensamento ao qual o padre aderiu, pensamento fruto de uma funesta mentalidade revolucionária, coisa que é, vejam só, totalmente contrária à verdadeira doutrina moral católica.

Abaixo a notícia tal como foi publicada no IHU Online.

Casos individuais de padres envolvidos nos abusos de menores estiveram, nos últimos tempos, nas primeiras páginas dos jornais, mas até agora nunca se havia visto que um padre se tornasse membro ativo de uma associação para a descriminalização da pedofilia e sobretudo que o seu superior direto justificasse seus comportamentos. Isso aconteceu na Holanda, onde as autoridades eclesiásticas e os superiores salesianos estão investigando um caso levantado há dois dias pelo jornal Daily Mail e, na Itália, pelo blog Messainlatino.

A reportagem é de Andrea Tornielli, publicada no jornal La Stampa, 23-05-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O padre Van B. (conhece-se apenas a inicial do sobrenome), salesiano de 73 anos, é de fato um militante comprometido com o conselho diretivo de uma associação que pede a liberalização da pedofilia e a descriminalização das relações sexuais com menores de idade.

http://www3.lastampa.it/fileadmin/media/cronache/Spronk01g.jpgO sacerdote teve problemas judiciários por atos obscenos em lugares públicos, enquanto o presidente da associação foi denunciado por posse de material de pornografia infantil. Mas o que causa espanto, mais ainda do que a impressionante participação de um padre em uma associação pró-pedofilia em si mesma, foi a entrevista que o seu superior direto, o delegado salesiano para a Holanda, Pe. Herman Spronk (foto), concedeu à rede RTL Nieuws.

O sacerdote revelou que sabia há muito tempo da participação do coirmão na vida da associação e que não levou em consideração o fato de tomar providência contra o padre van B. Quando perguntado sobre o que pensava das relações sexuais entre adultos e crianças, Spronk respondeu que “essas relações não são necessariamente prejudiciais” e se questionou se as “normas sociais as quais todos deveriam se ater” não são “muito estreitas”.

Pressionado pelo jornalista, o sacerdote continuou a sua apologia às relações com menores dando um exemplo concreto: “Eu já fui abordado por um rapaz de 14 anos que tinha uma relação com um religioso mais idoso. A coisa já não era mais permitida, e o rapaz estava verdadeiramente comovido, até mesmo ferido. Ele dizia: ‘Padre Herman, mas por que vocês querem proibir isso?’. Bem, o que você diria a um rapaz assim?”.

Desconcertante também foi uma outra resposta do delegado salesiano para a Holanda: “Não devemos considerar a idade tão rigidamente. Jamais se deveria violar a esfera pessoal de uma criança se a criança não o deseja, mas isso tem a ver com a própria criança. Também existem crianças que, elas mesmas, indicam que se pode fazer. O contato sexual é, então, possível”.

Palavras que provocariam polêmicas se fossem pronunciadas por qualquer um, mas que, na boca de um padre, deixam-nos pasmos. O caso holandês parece confirmar as conclusões do documentado estudo encomendado pelos bispos norte-americanos ao John Jay College, da City University de Nova York. Do relatório, surge sobretudo o fato de que os abusos de menores tiveram o seu pico no início de anos 1980 e, desde então, estão em constante diminuição, mostrando que as novas e mais severas regras aplicadas na última década estão funcionando: hoje, são percentualmente inferiores, apesar do clamor midiático, em comparação ao início dos anos 1950.

Mas também fica clara a causa principal do fenômeno, ainda de acordo com o relatório: a crise moral geral que caracterizou os Estados Unidos nos anos 1960 e a Europa a partir de 1968 em diante.

Uma revolução no comportamento sexual que levou alguns à justificação teórica, ou pelo menos à busca de desculpas, para as relações sexuais com menores. Sobre a pedofilia e sobre as linhas diretrizes para combatê-la, promulgadas pela Santa Sé, também se pronunciará na tarde desta segunda-feira o cardeal Angelo Bagnasco, abrindo no Vaticano a assembleia geral da Conferência dos Bispos da Itália – CEI.

Conde denuncia totalitarismo de PL 122

Publicamos abaixo o vídeo do advogado Leonardo Bruno, escritor do blog Conde Loppeux de la Villanuevado qual, desde já, recomendo a leitura – falando sobre o totalitarismo maquiado no projeto de lei 122/06. Esta proposta autoritária iria, caso aprovada, penalizar qualquer manifestação divergente dos interesses dos líderes do movimento homossexual brasileiro e de seus simpatizantes – estes, representados por Marta Suplicy, de cuja militância gayzista já falamos aqui, Maria do Rosário, Marinor Britto, aquela que recentemente agrediu o deputado Jair Bolsonaro chamando-o de “homofóbico” e “criminoso”, Jean Wyllys et caterva. Nossa Senhora da Aparecida livre o Brasil da ditadura gay.

Padre Paulo Ricardo fala sobre a intercessão dos santos

Segue vídeo do padre Paulo Ricardo, que, respondendo perguntas de vários internautas, explica, utilizando fortes evidências na própria Sagrada Escritura, a intercessão dos santos. Recomendo que todos assistam, porque acredito que muitos católicos que visitam este site certamente já se depararam – e certamente vão se deparar de novo – com alguma discussão sobre o assunto. Sabe-se que a comunhão dos santos é um artigo de fé do Credo Apostólico, ao qual devemos assentimento de fé, portanto. Não deixem – mesmo – de assistir, pois, embora de longa duração, o vídeo possui conteúdo riquíssimo.

Marta Suplicy: “Eu tenho que proteger essa liberdade de eles falarem dentro de um templo.”

“Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.”

- Eduardo Alves da Costa
No caminho com Maiakóvski

Em tom de “infelizmente eu não posso fazer com que católicos e evangélicos calem a boca ou mudem de opinião”, a senadora Marta Suplicy – aquela mesma que recebeu, nas últimas eleições, o apoio do político católico Gabriel Chalita – concedeu uma entrevista à TV Senado, discorrendo sobre o projeto de lei 122/06, aquele que deseja impor uma mordaça a cristãos que discordem da legitimidade moral da sodomia. Não precisa nem ser muito perspicaz para notar o desejo da petista de restringir a liberdade dos religiosos – ela chega a insinuar uma censura até mesmo dentro dos templos, coisa que passa a rejeitar, depois de refletir um pouco (!).

Uma coisa Marta trata de esclarecer: Em mídia eletrônica não pode fazer isso. Ou seja, está proibido falar mal da prática homossexual em blogs, redes sociais, listas de discussão, programas de televisão etc. Os gayzistas estão prontos para “arrancar-nos a voz da garganta”. Abaixo, a transcrição do som do vídeo acima.

http://www.senado.gov.br/noticias/Especiais/eleicoes2010/upload/CANDIDATOS_SENADO/S%C3%A3o%20Paulo_OK/Marta%20Suplicy/OK_Marta_Suplicy_01.JPGMarta Suplicy: Eu fiz um adendo no projeto da senadora Fat… Tá aí? No projeto da senadora Fátima Cleide, que ele, eu espero que responda a essas…

Apresentador: Que restrinja a liberdade religiosa, digamos. Seria isso?

Marta: É, é. Não, é que ponha em risco a liberdade de expressão nos templos e igrejas. E eu fiquei pensando e achei, bom, talvez se eu tivesse do lado deles, pensando com a cabeça deles, talvez eu pudesse… é uma coisa de até, entre aspas, é de boa-fé achar que possa ocorrer isso. Eu tenho que também proteger essa liberdade d’eles falarem dentro de um templo. Então eu tomei o cuidado que… Em mídia eletrônica não pode fazer isso, né? Mas, dentro de um templo, se não incitar à violência, for alguma pregação religiosa, de culto, de dogma e de fé…

Apresentador: Não constitui crime, não é penalizado.

Marta: Não, não é.

Tive acesso ao vídeo pelo blog Contos do Átrio, que viu o material no blog do Wagner Moura.

O perigo está justamente em amar a prisão

Transcrevo aqui palavras do escritor cristão C. S. Lewis sobre a realidade dramática da masturbação. Tive acesso à reflexão pelo padre Demétrio, que viu o texto no blog Sentinela no escuro.

http://www.nndb.com/people/238/000044106/cs-lewis-sized.jpg“Para mim, o verdadeiro mal da masturbação consistiria em um apetite que – validamente utilizado – conduz o indivíduo para fora de si mesmo para completar (e corrigir) sua própria personalidade na de outra pessoa (e em último lugar nos filhos e netos). E devolvê-lo para si é o mesmo que mandar o homem para a prisão de si mesmo, para criar um harém de noivas imaginárias. Este harém, uma vez aceito, resiste em abandoná-lo para sair e unir-se verdadeiramente com uma mulher real. Porque tal harém se encontra sempre a mão, sempre dócil, não exige sacrifícios nem renúncias e pode ser adornado com atrações eróticas e psicológicas com as que nenhuma mulher real pode competir. Entre estas noivas sombrias ele sempre é adorado, é sempre o amante perfeito; Nenhuma exigência é feita à sua generosidade, nenhuma mortificação é imposta à sua vaidade. Ao fim de tudo, elas tornam-se um mero meio pelo qual ele gradualmente adora a si mesmo… depois disso, quase todo trabalho que teremos na vida será sairmos de nós mesmos, fora da pequena prisão escura na qual nós geramos. Masturbação deve ser evitada como tudo que leve a isto, o que retarda este processo. O perigo está justamente em amar a prisão.”

Padre Zezinho comenta entrevista de padre Marcelo Rossi à Veja

http://img.terra.com.br/i/2009/05/21/1206727-8856-atm17.jpgO padre Marcelo Rossi, muitíssimo conhecido em nosso país por sua atuação junto à Renovação Carismática Católica nos meios de comunicação, deu, já há algumas semanas, uma entrevista no mínimo curiosa à revista Veja. Já havia sido comentado, aqui neste espaço, um excerto particular da matéria, na qual o sacerdote falava da batina como a maior identidade sacerdotal. Na ocasião, considerou-se positiva a exaltação feita pelo clérigo à roupa que é característica do ministério ordenado. Foi deixado de lado, porém, um trecho da entrevista no qual o mesmo padre Marcelo Rossi se lamentava de ter sido “boicotado” durante a visita do Santo Padre, o Papa Bento XVI, ao Brasil. Na oportunidade, a notícia fora reportada pelo Fratres in Unum. “Senti-me como Cristo no Horto das Oliveiras, quando ele se achou abandonado e pediu para afastar de si o cálice de sangue”, disse o padre carismático.

Esta semana, uma resposta advinda do dehoniano padre Zezinho foi publicada em seu site. No texto, ele se mostra inconformado com o que chamou de “triste exemplo de imaturidade” por parte de padre Marcelo.

http://www.mensagensvirtuais.xpg.com.br/celebridades/Padre_Zezinho.jpg“É o tipo de entrevistas que deveria ser lida e analisada em todos os seminários e movimentos católicos para os futuros pregadores aprenderem como não ser nem fazer quando tiverem nas mãos um microfone.”

(…)

“Ficar deprimido porque não foi valorizado na vinda do Papa? Um pregador da fé? Não teria sido muito mais cristão manter a boca fechada, solicitar audiência, ir ao líder da diocese e ali derramar suas mágoas? Tinha que ir às páginas amarelas de uma revista que sabidamente não prima em elogiar a Igreja que o ordenou pregador?”

O sacerdote também criticou a afirmação de seu irmão acerca da batina. “Ora, padres e leigos sabem muito bem que o hábito não faz o monge.”

O artigo do padre Zezinho foi publicado no dia 16 de maio, um mês depois da entrevista concedida por padre Marcelo Rossi à Veja.

União gay, injustiça, homofobia et cetera

Ainda repercutindo a insidiosa decisão do Supremo, recomendamos aqui a leitura de alguns artigos que saíram na blogosfera católica, escritos por pessoas que obviamente repudiam o feito.

- Esquizofrenias supremas!, do blog Conde Loppeux de La Villanueva. O texto é grande, mas é de grande qualidade. “Se o Supremo conseguiu causar um estrago institucional com esse grave precedente formal, não menos grave foi o precedente moral e ético, com a destruição completa do direito de família. Neste interim, os juízes não se contentaram em rasgar ou transcrever a Constituição ao seu bel prazer. Eles quiseram, por decreto, modificar até o direito natural. (…) A consequência lógica da decisão do Supremo, além dos flagrantes ilegalidades constitucionais, é a lenta e gradual destruição da família e do patrimônio moral cristão incutido nela. De fato, a finalidade real mesma desta política é destruir quaisquer tipo[s] de patrimônio moral.”

- Grave equívoco do STF na questão homossexual, de autoria do professor Hermes Rodrigues Nery. “Na argumentação de todos os ministros que votaram a matéria, impera a mentalidade do positivismo jurídico, além do relativismo cultural, que também se tornou um imperativo ideológico. Diante desse novo contexto, não há ordem natural: a família se liberta de qualquer baliza moral, e o que deveria proteger a pessoa por inteiro, passa a situar o ser humano na areia movediça dos enganos, que visa não edificar, mas destruir a identidade, a vocação e a essência da pessoa humana, portanto, da sua própria dignidade.”

- Supremo absurdo, do padre Luiz Carlos Lodi da Cruz, presidente do Pró-Vida de Anápolis. “Com o golpe de 4 e 5 de maio de 2011, o Estado brasileiro perdeu toda a segurança jurídica. Se a Suprema Corte reserva a si o direito não só de legislar (o que já seria um abuso), mas até de reformar a Constituição, mudando o sentido óbvio de seu texto em favor de uma ideologia, todo o sistema jurídico passa a se fundar sobre a areia movediça. A vergonhosa decisão demonstrou que a clareza das palavras da Constituição não impede que os Ministros imponham a sua vontade, quando conflitante com o texto constitucional.”

Aproveitando o ensejo, recomendo também que assistam o vídeo [abaixo] no qual uma senadora do PSOL perde as estribeiras com a campanha “homofóbica” do deputado Jair Bolsonaro. Ela fica histérica e mostra – mais uma vez – que esta gente dos ditos “novos movimentos sociais”, pessoal que vive pedindo tolerância, é, na verdade, intolerante e fechada ao diálogo.

E o projeto de lei que criminaliza a “homofobia” será votado no início de Junho. Mês dedicado ao Sagrado Coração de Jesus!  Que Ele, paciente e de muita misericórdia, apiede-se de nossa nação e não permita que seja implantada aqui, em nome dos “direitos humanos”, uma ditadura homossexual. Ao Rosário! Peçamos à Santa Mãe de Deus, Maria, que livre o Brasil de mais injustiças.

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

Decisão do STF acolhida “com alegria” por pessoal da Teologia da Libertação

Realmente não estou com muito tempo para acompanhar a repercussão da decisão tomada pelo Supremo Tribunal de nosso país em legalizar a união dita “homoafetiva”. Mas há coisas que não podem passar despercebidas, sem que sequer façamos alguma nota. E um destes tristes elementos que são enfocados pela mídia no atual contexto que vivenciamos é a palavra da Teologia da Libertação acerca do casamento homossexual, tema de uma entrevista publicada ontem n’O Globo. O entrevistado é o frei Gilvander Moreira, assessor da Comissão Pastoral da Terra e – pasmem – entusiasta da decisão tomada pela Corte Brasileira.

A matéria publicada na mídia secular é um verdadeiro espetáculo de rebeldia e subversão, um endosso ao modernismo – já que os proscritos defensores desta desgraça parecem ter certeza que “o dogma evolui” – e, ao mesmo tempo, uma ocasião para refletirmos no quanto estamos rezando por nossos sacerdotes. Ter que ouvir – de um padre católico, meu Deus do céu! – coisas como “Por que não pode haver também famílias homossexuais?” ou “Feliz do povo que ouve os clamores dos que fazem outra opção sexual senão a hegemônica” é realmente lamentável. Separo abaixo algumas das pérolas da entrevista, seguidas ou precedidas de alguns comentários nos quais relaciono o que fala o nosso frade com aquilo que é de fato doutrina católica.

http://oglobo.globo.com/fotos/2011/05/12/12_MVG_padre_homofobia.jpg- Infelizmente estamos numa sociedade preconceituosa, intolerante, hipócrita e cínica. Ainda há muito moralismo, fundamentalismos e sectarismos em segmentos conservadores de igrejas e da sociedade, que ficaram irritados e questionam o acerto da decisão. (…) O movimento que defende os direitos dos homossexuais está crescendo, o que é muito bom. Na decisão do STF, não se pode deixar de destacar e parabenizar a luta deste movimento, que vem marchando pelas ruas e erguendo suas bandeiras.” Para começar, aquilo que frei Gilvander chama de “moralismo, fundamentalismo e sectarismo” é, na verdade, o pensamento dos Santos Padres da Igreja de Deus, que, em consonância com as Sagradas Escrituras, sempre e em todos os lugares condenaram a prática homossexual como abominável e imoral. Se ele não acredita na assistência do Espírito Santo ao sagrado Magistério e à Bíblia, não pode chamar ninguém de hipócrita, porque faz o mesmo ao se vestir de pastor sendo, na verdade, um lobo de ovelhas. O movimento homossexual não defende direito dos homossexuais; defende, ao invés, que privilégios – muitas vezes inconstitucionais e contrários à Justiça – sejam a eles garantidos. Assim, o casamento – que a Constituição reconhece legítimo ocorrendo entre um homem e uma mulher – passa a ser equiparado à união intrinsecamente estéril entre duas pessoas de mesmo sexo; e os religiosos que condenam o ato sexual “homoafetivo” – gostaria de usar a vírgula e dizer que todos os cristãos fazem isso, mas os fatos mostram que há exegetas desonestos e pastores gayzistas – agora deveriam calar-se, não podendo tratar mais o tema livremente, como em uma democracia. Os supostos “direitos” que essa gente quer são, na verdade, imposições ideológicas. O crescimento do movimento gay não é um fato “bom”, senão nocivo, perverso. E isto não é de modo algum intolerância e preconceito, porquanto é a mesma doutrina católica – à qual, DEVEMOS, como católicos, nos sujeitar – que diz que a necessidade de proscrevermos o pecado da sodomia não exclui a caridade que devemos ter para com aqueles que apresentam a tendência homossexual. Estes, diz o Catecismo, “[d]evem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á, em relação a eles, qualquer sinal de discriminação injusta” (§ 2358).

- Foi perguntado ao clérigo se ser homossexual é pecado. “Se o elo mais forte de uma corrente é justamente o elo mais fraco – respondeu-lhe -, só poderá ser mais justo e aplaudido por Deus o elo enfraquecido e discriminado. Feliz do povo que ouve os clamores dos que fazem outra opção sexual senão a hegemônica. Deus ouve os clamores de todas as pessoas oprimidas. Deus é amor e não discrimina e nem pune ninguém por opção ou orientação sexual. Deus acolhe a todos sem distinção.” Se por “opção ou orientação sexual” o frade se refere ao pecado da sodomia consumado deliberadamente, sabe-se que é mentira a afirmação que “Deus não pune ninguém por isto”. É claro que pune. Podemos dar o exemplo clássico de Sodoma, a cidade que foi destruída pelos pecados ali cometidos contra a natureza. É, sim, verdade, que Deus ouve os clamores dos oprimidos. É também verdade que Ele é amor. Isto na boca de qualquer teólogo da libertação, no entanto, acaba se tornando uma mensagem distorcida, já que ele dá cartão vermelho à dimensão transcendental do Evangelho e se esquece que “o salário do pecado é a morte” e que Deus quer, justamente por amor, a nossa mudança de vida. Esta última expressão, inclusive, no vocabulário TL, não passa nem pelo Decálogo nem pelos Sacramentos, mas sim pela leitura de algum livro do Karl Marx ou pela mobilização social revolucionária. Doa a quem doer, a moral não muda! A heterossexualidade não é “opção sexual hegemônica”, mas sim disposição da sexualidade tal como ela foi constituída pelo Altíssimo. É a união de um óvulo com um espermatozoide que promove a transmissão da vida. Fora desta abertura à concepção – é o que nos ensina o papa Paulo VI na Humanae Vitae (cf. n. 11) – dessacraliza-se o ato sexual. Isto é o que ensina a moral católica. É a estas palavras que devemos obediência.

- Diz o Cardeal Joseph Ratzinger, em documento publicado pela Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé ainda em 1986: “Ela [a Igreja] é consciente de que a opinião segundo a qual a atividade homossexual seria equivalente à expressão sexual do amor conjugal ou, pelo menos, igualmente aceitável, incide diretamente sobre a concepção que a sociedade tem da natureza e dos direitos da família, pondo-os seriamente em perigo.” Frei Gilvander, no entanto, perguntado se a união homossexual ameaçaria a família, responde o contrário: “Penso que não (…). Por que não pode haver também famílias homossexuais?

- “Devemos preservar a nossa vida, a do próximo e a de toda a biodiversidade. Para isso, são necessárias várias coisas, entre as quais o uso da camisinha nas relações sexuais. Por questão de saúde pública e respeito à sacralidade de cada um. Não podemos correr risco de contrair HIV e/ou doenças sexuais que matarão o outro aos poucos. Isso não tem o apoio do Deus da vida. Lendo uma resposta destas, eu fico aqui pensando comigo mesmo se o sacerdote já parou pra pensar se a castidade pode ser um remédio contra a AIDS e as outras doenças sexualmente transmissíveis. Porque é esta a exortação da Igreja. Realmente não tem o apoio do Deus da vida arriscar-se a contrair uma doença perigosa, mas por que não se fala da importância de guardar a pureza, de não praticar relações sexuais fora do sacramento do Matrimônio – o que é o perene ensinamento da Santa Igreja? Não é este – segundo constatou inclusive um renomado cientista há algum tempo atrás – o remédio mais eficaz no combate ao HIV? A propósito, o uso da camisinha no ato conjugal – como já foi dito anteriormente – não pode ser aprovado, posto que fecha o sexo à transmissão da vida. E Paulo VI é enfático – citei a Humanae Vitae e recomendo-a novamente – em relação a isto: “[C]hamando a atenção dos homens para a observância das normas da lei natural, interpretada pela sua doutrina constante, a Igreja ensina que qualquer ato matrimonial deve permanecer aberto à transmissão da vida” (n. 11). A proscrição vale para quem é solteiro, mas também é direcionada aos casais que receberam o sacramento do Matrimônio.

- Agora quem – ainda – não conseguiu identificar o elemento TL no discurso do frade carmelita vai ter uma defesa explícita da heresia. “Há muitos teólogos e teólogas, cristãos e cristãs, que partilham conosco essas posições. Todo o povo da Teologia da Libertação. Na Igreja, há membros que comungam conosco dessa visão mais compreensiva com os direitos das minorias. Há igrejas e não apenas uma igreja. Quando membros da Igreja instituição se posicionam de forma moralista, proselitista e autoritária, afugentam muitas pessoas. Mas quando membros da igreja ouvem, dialogam e, inspirados no evangelho de Jesus Cristo, testemunham o grande sonho do Deus, o da vida em liberdade e abundância, cativam muitas pessoas para se engajar em projetos humanizadores.” Cai a máscara! O “povo da Teologia da Libertação” é adepto desta infinidade de asneiras. Ou seja, a TL entregou-se definitivamente à dissolução, pois é desejosa de agradar não a Deus, mas aos homens. Não nos enganemos com o discurso aparentemente sedutor desta gente. “Visão mais compreensiva com os direitos das minorias” não pode ser abdicação da responsabilidade de condenar o pecado. Ouvir e dialogar – coisas que frei Gilvander acusa implicitamente os “moralistas” de não fazer – não significa aprovar uma conduta já reprovada pela Sagrada Escritura e pela Tradição da Igreja. E – deixem-me dizer – não é verdade que quem defende a moral e a autoridade da Sé Católica “afugenta” as pessoas da Igreja. Muito pelo contrário. Quem esvazia as nossas igrejas é justamente aquele que fica adaptando o Evangelho ao anseio de ouvir novidades de algumas pessoas… E mesmo que fosse verdade o que é dito pelo frade, “ser compreensivos com aquele que peca (…) não equivale a diminuir as exigências da norma moral”, como nos lembra o Bem-aventurado João Paulo II.

Se, no diálogo com as pessoas não-católicas, lançarmos mão do rico conteúdo da doutrina católica e buscarmos tão somente satisfazer a vontade de quem nos escuta, seremos como o sal insosso. “Vós sois o sal da terra. Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens” (Mt 5, 13).

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

Convite para Ordenação Diaconal

 

“Pela imposição das mãos, feita desde os Apóstolos, os Diáconos são ordenados para cumprirem eficazmente o seu ministério, por meio de graça sacramental. E, assim, a Igreja católica tem a sagrada Ordem do Diaconado em grande apreço já desde os inícios da era apostólica” (Pontifical Romano, 173).

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A Ideologia Gay, inimiga dos homossexuais

“Infelizmente existem os inimigos dos homossexuais. E quem é o grande inimigo do homossexual? A Ideologia Gay, a Ideologia Gay que foi a grande vencedora esta semana quando conseguiu que a Suprema Corte do nosso país aceitasse colocar uma união entre dois homens, entre duas mulheres, em igual status de dignidade [com] a união do Matrimônio, a união heterossexual, de um homem e de uma mulher, como ela foi querida e desejada por Deus.”

- Padre Paulo Ricardo em Homossexualismo e a Ideologia Gay

“Não pode constituir uma verdadeira família o vínculo entre dois homens ou duas mulheres, e muito menos se pode atribuir, a esta união, o direito de adotar crianças que são privadas de uma família.”

- Beato João Paulo II
Angelus em 20 de fevereiro de 1994

Por unanimidade (!), os ministros do Supremo Tribunal Federal votaram a favor do projeto de reconhecimento legal das uniões “homoafetivas”. A decisão deve ser recebida entre os cristãos de toda a Nação com grande tristeza, porquanto sabemos – e é o ensinamento divino da Igreja que o confirma – que a única união sexual querida por Deus acontece no sacramento do Matrimônio, que deve ser ministrado por um homem e por uma mulher. “Feliz a nação que tem o Senhor por seu Deus – canta o salmista -, e o povo que ele escolheu para sua herança” (Sl 32, 12). Analogamente, infeliz a nação que toma ídolos por deuses! Malditos aqueles que se acovardam diante da Verdade revelada, e, à semelhança de Pilatos, entregam os inocentes para serem condenados! – ou alguém duvida que a próxima batalha do movimento homossexual será lutar pela adoção de crianças por pares de homossexuais?

Infelizmente – e isso é muito para se lamentar – muitos católicos não colocaram ainda diante de si a dimensão do problema que este reconhecimento civil pode causar para nossos filhos e para a paganização da mentalidade da nossa sociedade, de uma maneira geral. Há inclusive muitos que dizem não haver problema, já que isto é apenas uma discussão acerca do casamento civil, e não do religioso. A estes responde a Congregação para a Doutrina da Fé: “[T]odos os fiéis são obrigados a opor-se ao reconhecimento legal das uniões homossexuais” (Considerações sobre os projetos de reconhecimento legal das uniões entre pessoas homossexuais, n. 10). E complementa: “O bem comum exige que as leis reconheçam, favoreçam e protejam a união matrimonial como base da família, célula primária da sociedade. Reconhecer legalmente as uniões homossexuais ou equipará-las ao matrimônio, significaria, não só aprovar um comportamento errado, com a consequência de convertê-lo num modelo para a sociedade atual, mas também ofuscar valores fundamentais que fazem parte do patrimônio comum da humanidade” (n. 11). Para maior conhecimento da posição da Igreja Católica acerca do tema, recomendo a leitura do texto completo deste documento publicado há oito anos pelo então prefeito da referida Congregação, Cardeal Joseph Ratzinger – hoje Papa Bento XVI.

E, como não poderia deixar de ser, recomendo também que assistam ao vídeo postado acima, de autoria do nosso amado padre Paulo Ricardo, no qual ele faz comentários aos problemas presentes no que ele chamou de Ideologia Gay, uma forma de pensamento que mata a alma de milhões de jovens ao redor do mundo. Sublinho algumas considerações feitas pelo zeloso sacerdote:

“Quando você une um pênis e uma vagina, nasce uma criança. Este é o mundo real. (…) [N]ão é uma teoria, não é uma ideologia do Vaticano. Isto qualquer um consegue enxergar, até as crianças que ainda não foram à escola. (…) Não adianta; você pode espernear, fazer passeata, encher a Avenida Paulista o quanto quiser, gastar milhões e milhões de nossos contribuintes – porque infelizmente o nosso governo desavergonhadamente apóia essa ideologia –, (…) a realidade continuará lá, gritando contra você e dizendo: Quando você se une a um homem sexualmente, não nasce nada, não nasce nada. Este é mundo real. Bem-vindo a ele. Bem-vindo à realidade.”

Afirmei, ainda no final de janeiro deste ano, que estava convencido “de que é a Igreja uma das poucas instituições [senão a única!, acrescento] que se pode dizer que verdadeiramente ama aqueles que convivem com o drama da tendência homossexual”. E insistia: “Os homossexuais não são perseguidos ou odiados pelos cristãos. São chamados a deixar o pecado, cujo salário é a morte, para vir à fonte da verdadeira vida. E é esta santa insistência da Igreja uma genuína prova de amor.” É preciso bater nesta tecla várias vezes; temos que tomar consciência da missão que nós, enquanto membros do Corpo Místico de nosso Senhor Jesus Cristo, devemos assumir; afinal, dizia o Divino Fundador da nossa Igreja, são os enfermos que precisam de médico. Aos homossexuais que querem ser respeitados mas nem por isso desejam equiparar as relações desordenadas que mantêm à comunhão matrimonial, fazemos aquele que é o apelo feito pelo próprio Deus à mulher adúltera: “Vai e não tornes a pecar” (Jo 8, 11).

Deixo, abaixo, para leitura, trecho da encíclica do Beato João Paulo II, Veritatis Splendor, no qual ele explica o dever irrenunciável de transmitir a verdade em toda sua integridade (santa intransigência!), a fim de colocar em prática a virtude da caridade:

http://beinbetter.files.wordpress.com/2011/05/pope-john-paul-ii-mahto-hogue.jpg?w=202&h=265“A doutrina da Igreja, e particularmente a sua firmeza em defender a validade universal e permanente dos preceitos que proibem os atos intrinsecamente maus, é julgada frequentemente como sinal de uma intransigência intolerável, sobretudo nas situações extremamente complexas e conflituosas da vida moral do homem e da sociedade de hoje: uma intransigência que estaria em contraste com o sentido materno da Igreja. Nesta, dizem, escasseiam a compreensão e a compaixão. Mas, na verdade, a maternidade da Igreja nunca pode ser separada da missão de ensinar que ela deve cumprir sempre como Esposa fiel de Cristo, a Verdade em pessoa. Como Mestra, ela não se cansa de proclamar a norma moral. De tal norma, a Igreja não é, certamente, nem a autora nem o juiz. Em obediência à verdade que é Cristo, cuja imagem se reflete na natureza e na dignidade da pessoa humana, a Igreja interpreta a norma moral e propõe-na a todos os homens de boa vontade, sem esconder as suas exigências de radicalidade e de perfeição.”

“Na realidade, a verdadeira compreensão e a genuína compaixão devem significar amor pela pessoa, pelo seu verdadeiro bem, pela sua liberdade autêntica. E isto, certamente, não acontece escondendo ou enfraquecendo a verdade moral, mas sim propondo-a no seu íntimo significado de irradiação da Sabedoria eterna de Deus, que nos veio por Cristo, e de serviço ao homem, ao crescimento da sua liberdade e à consecução da sua felicidade.”

“Ao mesmo tempo, a apresentação clara e vigorosa da verdade moral jamais pode prescindir de um profundo e sincero respeito, animado por um amor paciente e confiante, de que o homem sempre necessita na sua caminhada moral, tornada, com frequência, cansativa pelas dificuldades, debilidades e situações dolorosas. A Igreja, que jamais poderá renunciar ao princípio da verdade e da coerência, pelo qual não aceita chamar bem ao mal e mal ao bem, deve estar sempre atenta para não partir a cana já fendida e para não apagar a chama que ainda fumega (cf. Is 42, 3). Paulo VI escreveu: ‘Não diminuir em nada a doutrina salvadora de Cristo constitui eminente forma de caridade para com as almas. Esta, porém, deve ser sempre acompanhada da paciência e bondade, de que o próprio Senhor deu exemplo ao tratar com os homens. Tendo vindo não para julgar mas para salvar (cf. Jo 3, 17), Ele foi certamente intransigente com o mal, mas misericordioso com as pessoas’.”

- Veritatis Splendor, n. 95

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