O zelo pela ortodoxia contra o embuste socialista

Recomendo vivamente o vídeo do Padre Paulo Ricardo falando sobre o poder paralelo dentro da Igreja do Brasil. O sacerdote tece críticas ferrenhas à Teologia da Libertação e aos que infelizmente se aliaram às suas propostas. O vídeo é grande, mas realmente vale muito à pena conferir.

Aproveito o ensejo para indicar o jogo Filosofighters [o Wagner Moura foi quem jogou primeiro].  É uma imitação do famoso Street Fighter, só que as brigas são travadas entre filósofos. Quem correr, com Santo Agostinho, em direção a Marx terá a visão de um bispo zeloso, que não quer ver perecer suas ovelhas contaminadas por esta verdadeira praga atéia que é o socialismo.

Santo Agostinho contra Marx

Oxalá todos os bispos e sacerdotes brasileiros tivessem o zelo de um defensor da fé, como Santo Agostinho, de um martelo dos hereges, como Santo Antônio de Pádua, ou de um inimigo do modernismo, como foi São Pio X! Oxalá pudéssemos fechar nossos olhos ante a vergonha de um padre católico chegar a dizer que “sem exageros, a proposta socialista só edifica”, quando praticamente todos os Papas do último século condenaram com veemência o embuste do comunismo!

Sejam colocados debaixo dos pés de Cristo todos os Seus inimigos! Seja exaltada pelos séculos dos séculos a Igreja Católica, Mãe e Mestra de nossa Civilização!

Santo Agostinho contra Marx 2

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

Algumas pérolas de G. K. Chesterton

Estou começando a apreciar G. K. Chesterton e gostaria de compartilhar com vocês um trecho da sua obra sobre São Tomás de Aquino, excerto que foi transcrito no blog Suma Teológica e que faz uma clara referência ao são equilíbrio presente na sempre vivaz ortodoxia católica.

“Em verdade, isto ilustra vivamente a estupidez provinciana dos que fazem objeção ao que eles chamam ‘credos e dogmas’. Foi precisamente o credo e o dogma o que salvou a saúde moral do mundo. Essas pessoas propõem, em geral, uma religião alternativa de intuição e de sentimento. Se na era realmente das trevas tivesse havido uma religião de sentimento, teria sido de sentimento negro e suicida. Foi o credo rígido que resistiu ao ímpeto desse sentimento suicida. Os críticos do ascetismo têm talvez razão quando supõem que muitos eremitas ocidentais se sentiam muito semelhantes a faquires orientais. Mas o que não podiam era pensar como faquires orientais, por serem católicos ortodoxos. E só o dogma manteve o seu pensamento em contato com um pensamento mais saudável e humano. Não podiam negar que um Deus bom criara um mundo normal e natural; e não podiam dizer que o demônio fizera o mundo, porque não eram maniqueus.”

“Milhares de entusiastas do celibato, na era da grande corrida para o deserto ou para o claustro, poderiam ter chamado pecado ao casamento, se considerassem somente os seus ideais individuais, à moda moderna, e os seus sentimentos imediatos a respeito do casamento. Felizmente, tinham de aceitar a autoridade da Igreja, que definira não ser pecado o casamento. Uma religião moderna e emotiva poderia, em um momento, ter transformado o Catolicismo no maniqueísmo. Mas, ainda que o sentimento religioso tornasse os homens loucos, lá estava a teologia para os curar.”

“Neste sentido é que surge Santo Tomás como o grande teólogo ortodoxo, que recordou aos homens a doutrina da criação, quando muitos deles se inclinavam ainda para o pessimismo e a destruição. É ridículo que os críticos do medievalismo citem uma centena de frases medievais, que parecem tocadas de simples pessimismo, sem no entanto compreender o fato central: que os homens medievais não se importavam com ser antigos ou modernos e não aceitavam a autoridade de uma disposição por ela ser melancólica, mas importavam-se muitíssimo com a ortodoxia, que não é uma disposição ou inclinação.”

Abaixo – mais Chesterton! – há um vídeo ao qual tive acesso graças ao blog do prof. Angueth. Trata-se da dramatização de um debate que aconteceu de fato entre o ateu Robert Blatchford e Gilbert Chesterton. Quem já leu “Ortodoxia” vai encontrar, no vídeo, muitos dos argumentos utilizados pelo teólogo católico para a defesa da existência de milagres. Para quem está acostumado a ver debates entre neo-ateus e filósofos cristãos contemporâneos na Internet, a proposta é realmente muito interessante. Vale à pena assistir.

A propósito – e tomei conhecimento disto pelo blog do Fábio Luciano –, no último dia 14 completaram-se 75 anos da morte de Chesterton. Que os católicos de nosso país possam tomar mais conhecimento da rica obra deste grande escritor britânico.

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!