Teologia da Libertação – o caminho da perdição

Há, como já foi denunciado pelo querido padre Paulo Ricardo, um poder paralelo na Igreja do Brasil, isto é, tem alguns teólogos por aqui subestimando o Santo Padre e se enveredando por “novas formas de fazer teologia”, coisa de quem rejeita e vilipendia um dos preceitos religiosos mais importantes: a obediência. O problema é novamente a Teologia da Libertação. Hoje não adianta mais uma doutrina ser condenada pelo Papa pra ela deixar de ser propagada… Pelo contrário. Parece que é quando chega a desaprovação de Roma que se tem cada vez mais desejo de difundir a heresia. Trágico.

O folheto litúrgico-dominical “O Domingo”, da Editora Paulus, já há algum tempo tem sido promotor de confusão por muitas paróquias Brasil afora. Na última edição do guia, temos mais um exemplo de cretinice teológica. Foi publicado um texto extraído do livro Caminhos de existência, obra do pe. João Batista Libanio. No trecho referido, ele exalta o secularismo, cita Leonardo Boff e faz até um elogio à militância ateia. Segue uma fotografia do material, publicada pelo Thiago Carvalho no seu Facebook (clique na imagem para ampliar).

“Não poucos cristãos desencantaram-se da trajetória religiosa tradicional que levavam. Embarcaram de peito aberto no processo de secularização. Aprenderam a valorizar as realidades terrestres, a reconhecer-lhes a autonomia, a entusiasmar-se pelo compromisso social. Tiveram a graça de encontrar nesse novo caminho não a perda da fé, mas purificação e aprofundamento.” Definitivamente, o processo de secularização não é esta joia formosa que tenta descrever pe. Libânio. A tentativa de tirar Deus da esfera política, de impedir manifestações religiosas cristãs nos espaços públicos sob a alegação de que o Estado é laico, estas são manifestações verdadeiramente secularistas. E ao atentarmo-nos a examinar as suas conseqüências práticas, veremos não “purificação e aprofundamento”, mas sim “perda de fé”! Quando um católico começa a dizer que a discussão da descriminalização do aborto não pode abarcar os argumentos preciosos oferecidos pela bioética cristã, por exemplo, está trilhando justamente este caminho de rejeição prática da fé. Quando não se importa em ver símbolos religiosos sendo retirados de lugares públicos, quando se alegra com o fato de que os sacerdotes deixem de usar batina, igualmente. É deste “humanismo” pernicioso que estamos falando, do “humanismo” que tem vergonha de Deus? Então, definitivamente, não há nada de proveitoso nisto.

Libânio, no entanto, tem uma carta na manga. E esta consiste em defender o referido secularismo utilizando como base a Encarnação do Verbo (recorre-se inclusive ao herege e enganador Leonardo Boff). Funciona mais ou menos assim: ora, se Deus mesmo se fez homem, por que não o secularismo? É como se, ao se fazer Homem, Deus tivesse deixado de sê-Lo… Absurdo, não?! Pois é isto o que esta gente quer nos fazer acreditar: que é perfeitamente possível andar com Cristo sem precisar adorá-Lo, que é perfeitamente normal passar diante do Santíssimo e não fazer sequer uma genuflexão para reverenciar o Rei, que é perfeitamente possível ser “católico” mesmo não querendo obedecer à Igreja e curvar-se diante da autoridade do Papa e dos bispos em comunhão com Ele… Ora, Cristo chama a seus discípulos de amigos, sim, mas não os dispensa da necessidade de adorá-Lo, servi-Lo, temê-Lo e, sobretudo, obedecê-Lo. Ele é verdadeiramente Homem, padeceu por nossos pecados, e, neste sentido, realmente “trilhou aqui na terra trajetória humana até o extremo”; mas isto – por que têm tanta dificuldade em aceitar isto? – não lhe tirou a divindade. Ele continua sendo o Verbo, consubstancial ao Pai, gerado por este deste todos os séculos. Esta é a fé da Igreja.

No último parágrafo do texto, a coisa fica ainda mais escandalosa. Pe. Libânio se refere ao socialista ateu – o termo utilizando é “militante ateu”, e não “ateu militante” – como aquele “que dedica heroicamente (!) a vida à libertação dos pobres e à construção de sociedade justa e fraterna”. E, de acordo, com as normas da gramática, o uso da vírgula torna explicativa a oração subordinada adjetiva. Ou seja, ele quis dizer não que alguns militantes ateus são heróis – o que já seria escandaloso de se ler num texto católico -, mas que todos eles são modelos de luta social a serem seguidos. Não bastava humanizar o Cristo a ponto de secularizá-Lo, parte-se à divinização dos materialistas…

Esta é a Teologia da Libertação, filha mais nova do bolchevismo ateu, que é, segundo Pio XI, um “sistema cheio de erros e sofismas, igualmente oposto à revelação divina e à razão humana; sistema que, por destruir os fundamentos da sociedade, subverte a ordem social, que não reconhece a verdadeira origem, natureza e fim do Estado; que rejeita enfim e nega os direitos, a dignidade e a liberdade da pessoa humana” (Divini Redemptoris, n. 14).

Estamos com o Papa.

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

Abortos ocultos

O vídeo abaixo tem duração de quase meia hora, mas é indispensável que se assista. Nele o padre Paulo Ricardo explica como os promotores da pílula anticoncepcional, apoiando-se na tentativa de enganar os mais simples, estão transformando mulheres em assassinas.

Papa irá proclamar novo doutor da Igreja

Duas notas importantes merecem ser destacadas da última Jornada Mundial da Juventude.

A primeira, que todos praticamente já sabem, é que a próxima JMJ será realizada no Rio de Janeiro, em 2013. Segue abaixo o vídeo com o momento em que o Papa fez a “declaração oficial”, ontem, no Aeroporto de Cuatro Vientos.

A segunda, também de grande importância, é que o Santo Padre proclamará, em breve, doutor da Igreja, o presbítero espanhol São João de Ávila, contemporâneo de outros grandes santos da mesma Espanha, como Santa Teresa de Ávila, São João da Cruz e Santo Inácio de Loyola. A declaração foi feita durante a Santa Missa com os seminaristas na Catedral de Santa Maria la Real de la Almudena, no sábado.

[A partir de 1h57min15s.]

Queridos amigos,

Com grande alegria, no marco da santa igreja Catedral de Santa Maria a Real da Almudena, quero anunciar agora ao povo de Deus que, acolhendo os pedidos do Senhor Presidente da Conferência Episcopal Espanhola, o Eminentíssimo Cardeal António Maria Rouco Varela, Arcebispo de Madrid, dos outros Irmãos no Episcopado da Espanha, bem como de um grande número de Arcebispos e Bispos de outras partes do mundo, e de muitos fiéis, declararei, proximamente, São João de Ávila, presbítero, Doutor da Igreja Universal.

Ao fazer pública aqui esta notícia, desejo que a palavra e o exemplo deste exímio pastor possa iluminar os sacerdotes e aqueles que se preparam, com alegria e esperança, para receber um dia a Sagrada Ordenação.

Convido todos a dirigirem o olhar para ele, e confio à sua intercessão os Bispos da Espanha e de todo o mundo, bem como os presbíteros e seminaristas para que, perseverando na mesma fé que ele ensinou, possam modelar seu coração conforme os sentimentos de Jesus Cristo, o Bom Pastor, a quem seja dada toda glória e honra por todos os séculos dos séculos. Amém.

- Bento XVI, Santa Missa com os seminaristas
20 de agosto de 2011

Ao redor de Pedro – o sucesso da Jornada Mundial da Juventude

O que esta multidão de jovens estava fazendo reunida, ontem, no Aeroporto de Cuatro Vientos, na cidade de Madri?

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Não, não era nenhum concerto de rock, nenhuma manifestação política, nenhuma marcha pela legalização das drogas ou pelos direitos de minorias. O atração mais que especial era um senhor de 84 anos… o Papa. E o que estava prestes a acontecer era a celebração de um Memorial instituído pelo próprio Deus há quase dois mil anos… o Santo Sacrifício da Missa.

No dia anterior ao do acontecimento relatado, dois milhões de jovens tinham se unido ao Sumo Pontífice em uma vigília de oração diante do Santíssimo Sacramento.

Dois milhões de jovens, em profundo silêncio… Só mesmo uma pessoa poderia conseguir um feito tão extraordinário. E esta pessoa, que recebeu do próprio Senhor um poder verdadeiramente sobrenatural para guiar a Sua Igreja e conduzir o Seu rebanho, é o doce Cristo na Terra, o Santo Padre.

Nas várias ocasiões em que o Pontífice se reuniu com os jovens, os olhos destes e daquele brilhavam; e mesmo o visível cansaço de Sua Santidade era um sentimento capaz de transmitir uma paz inenarrável, uma alegria inexprimível, uma gratidão incomensurável. Mesmo quem não estava em Madri podia sentir, contemplando a expressão facial do Santo Padre, uma profunda demonstração de amor e de carinho aos jovens do mundo inteiro.

E as palavras daquele homem… Coisas tão desagradáveis de se ouvir, não? Um ataque ao individualismo religioso aqui“Quem cede à tentação de seguir ‘por conta sua’ ou de viver a fé segundo a mentalidade individualista, que predomina na sociedade, corre o risco de nunca encontrar Jesus Cristo, ou de acabar seguindo uma imagem falsa d’Ele.” -, uma reação ao relativismo ali“Precisamente agora, quando a cultura relativista dominante renuncia e menospreza a busca da verdade, que é a aspiração mais alta do espírito humano, devemos propor, com coragem e humildade, o valor universal de Cristo como Salvador de todos os homens e fonte de esperança para a nossa vida.” -, uma alfinetada no socialista e abortista Zapatero acolá“Há muitos que, julgando-se deuses, (…) desejariam decidir, por si sós (…) quem é digno de viver ou pode ser sacrificado nas aras de outras preferências.”

Nada disto, no entanto, faz com que se afastem os jovens. Estão, pelo contrário, ainda mais próximos do sucessor de Pedro. É que eles sabem que aquele homem não é um mero chefe de Estado ou apenas mais um líder religioso no mundo, assim como sabem que “a Igreja não é uma simples instituição humana, como outra qualquer”.

E, por mais que soem duras as palavras deste senhor, por mais que pareçam ultrapassadas ou retrógradas suas máximas, tudo o que ele fala parece ser muito novo e sedutor – não há como depreciar aquela beleza tão antiga e tão nova da qual fala Santo Agostinho. A juventude, que dá muito valor à bravura e ao heroísmo, sente um profundo amor pelo combate e pela aventura. E, por mais manso e pacífico que pareça a figura daquele senhor vestido de branco, o seu discurso os impulsiona a lutar e a desafiar o mundo.

É por isto que a juventude católica se reuniu em torno do Papa esta semana. Para ouvir as palavras de Cristo, que atravessam os séculos, as culturas e as distâncias; palavras que se tornam fecundas pela preciosidade do Seu Sangue derramado por todos nós no Calvário… Esta mensagem, querem que seja calada. Mas os valentes jovens católicos não temem as represálias do mundo, pois estão atentos ao apelo encorajador do Santo Padre: “Que nada e ninguém vos tire a paz; não vos envergonheis do Senhor.”

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

Ex-protestante: “Estava diante Daquela que tanto ataquei e combati”.

Não temos fontes suficientes para confirmar se a história abaixo relatada é verídica. Mas, ao menos é o que parece, não contém erros contra a Fé.
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Recebo por e-mail – mais um! – testemunho de conversão de um protestante. Quem é a responsável por encaminhar o indivíduo à verdadeira Igreja de nosso Senhor? Como sempre, Maria Santíssima, aquela pela qual nos advêm todas as graças, aquela que está dia e noite diante do trono de Deus, implorando a Sua benevolência por nós todos, que somos seus filhos…!

Sergio de Salles teve uma experiência verdadeiramente sobrenatural no ano de 2000, durante um congresso protestante de jovens que seria realizado em Goiânia, justamente no mês consagrado à devoção a Nossa Senhora, o mês de Maio.

Tendo preparado para fazer, durante aquele congresso, uma propaganda hostil à figura de Maria – na porta de templos católicos, frise-se -, viu seus planos serem subitamente mudados quando foi surpreendido, na madrugada do dia de Nossa Senhora de Fátima, por um aroma suave que encheu o lugar no qual estava hospedado. “Naquele momento percebi que havia mais alguém naquele lugar (estava só, pois deixei a família em casa), um perfume suave de rosas tomou conta daquele lugar”, relata Sérgio. “Senti uma paz que preencheu todo o meu ser.”

“Quando me virei deparei-me com uma mulher a minha frente”, conta o ex-pastor. “Mãos postas, olhava para o alto, dos olhos descia uma lágrima, vestido longo, branco, manto azul que se derramava pelo chão qual água transparente”. Sergio conta que ficou paralisado, mas continuava incrédulo. “Pensei: deve ser uma estátua dessas que os católicos gostam! Mas ela estava viva, ali na minha frente.”

Após perguntar quem era aquela Senhora que se apresentava diante dele, conta que ela dirigiu a ele, então, a sua atenção. “O seu olhar foi até o mais profundo de minha alma, desnudou-me e me senti um nada. Aquela luz que emanava Dela, fez desaparecer tudo: paredes, teto, chão. Entendi que estava diante Daquela que tanto ataquei e combati.

Depois disto, deu-lhe Nossa Senhora até mesmo a graça de contemplar o seu coração ferido pelas ofensas e injúrias que lhe infligem tantos que andam afastados de sua proteção. “Quando tudo terminou o sol estava nascendo; eu me vi totalmente outro, um homem novo, maravilhado e cheio de amor por essa Mãe que é de Deus e nossa.”

Para ler o testemunho completo desta belíssima conversão, basta acessar o portal católico Espaço James, que conta com o relato integral da experiência.

Bento XVI na Espanha: “Há muitos que, julgando-se deuses, pensam que não têm necessidade de outras raízes nem de outros alicerces para além de si mesmo”.

[A partir de 1h43m50s.]

“Edificando-a sobre a rocha firme, a vossa vida será não só segura e estável, mas contribuirá também para projetar a luz de Cristo sobre os vossos coetâneos e sobre toda a humanidade, mostrando uma alternativa válida a tantos que viram a sua vida desmoronar-se, porque os alicerces da sua existência eram inconsistentes: a tantos que se contentam com seguir as correntes da moda, se refugiam no interesse imediato, esquecendo a justiça verdadeira, ou se refugiam em opiniões pessoais em vez de procurar a verdade sem adjetivos.”

Sim, há muitos que, julgando-se deuses, pensam que não têm necessidade de outras raízes nem de outros alicerces para além de si mesmo. Desejariam decidir, por si sós, o que é verdade ou não, o que é bom ou mau, justo ou injusto; decidir quem é digno de viver ou pode ser sacrificado nas aras de outras preferências; em cada momento dar um passo à sorte, sem rumo fixo, deixando-se levar pelo impulso de cada instante. Estas tentações estão sempre à espreita. É importante não sucumbir a elas, porque na realidade conduzem a algo tão fútil como uma existência sem horizontes, uma liberdade sem Deus. Pelo contrário, sabemos bem que fomos criados livres, à imagem de Deus, precisamente para ser protagonistas da busca da verdade e do bem, responsáveis pelas nossas ações e não meros executores cegos, colaboradores criativos com a tarefa de cultivar e embelezar a obra da criação. Deus quer um interlocutor responsável, alguém que possa dialogar com Ele e amá-Lo. Por Cristo, podemos verdadeiramente consegui-lo e, radicados n’Ele, damos asas à nossa liberdade. Porventura não é este o grande motivo da nossa alegria? Não é este um terreno firme para construir a civilização do amor e da vida, capaz de humanizar todo homem?”

- Papa Bento XVI
Festa de acolhimento dos jovens na praça de Cibeles, em Madrid
18 de agosto de 2011

Os Santos – homofóbicos?

Vivemos tempos difíceis, tempos em que os homens, contaminados pelo infame desejo de ouvir novidades, criam as mais terríveis perversidades, transformando aquilo que já foi proscrito pelo Altíssimo em virtude, rejeitando aquilo que já foi recomendado pela Igreja de nosso Senhor como boa e santa coisa a se fazer. O homem seria – frase do sofista grego Protágoras – a medida de todas as coisas.

Abaixo transcrevemos as condenações de alguns Santos da Igreja à prática da homossexualidade. O leitor certamente poderá indagar que é uma prática antiga, e que não faria sentido dizer que é um mal exclusivo do nosso tempo. Ora, falar que a sodomia é uma coisa nova realmente não faz muito sentido; mas dar-lhe um tratamento especial, como manifestadamente fazem líderes do Gayzismo ao redor do mundo, é sim uma atitude muito típica do nosso século. Não contentes em abraçar a perversidade, ultimamente os homens andam querendo também dar-lhe legitimidade. Se há muito o pecado era praticado às escondidas e os pecadores tinham vergonha de manifestar em público seu proceder criminoso, hoje às claras milita-se a favor da devassidão e da promiscuidade. Nada como as palavras dos amigos de Deus para lembrar-nos algumas coisas que muitos indivíduos parecem ter esquecido…

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“Mas se tu aprendeste e ouviste falar do Inferno e acreditas que não é fogo, lembra-te de Sodoma. Pois vimos, e com certeza continuamos a ver até mesmo na vida presente, uma aparência do Inferno. Quando muitos negam totalmente as coisas que virão depois desta vida, negam ouvir falar do fogo inextinguível, Deus traz à mente as coisas presentes. Por isso foi calcinada Sodoma. Pensa em como é grande o pecado, para ter forçado o Inferno a aparecer mesmo antes do seu tempo! Onde a chuva era incomum, porque a relação sexual era contrária à natureza, ela inundou a terra, tal como a luxúria havia feito com as suas almas. Por isso também a chuva era o oposto da chuva habitual. Agora não só ela não mexe no ventre da terra para a produção de frutos, mas tornou ainda inútil para a recepção das sementes. Foi também assim a relação dos homens entre homens, fazendo um corpo desta espécie mais inútil do que a própria terra de Sodoma.”

- São João Crisóstomo

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http://www.guia.heu.nom.br/images/agostinho.jpgAs infrações contrárias à natureza são em toda parte e em todas as vezes que se realizaram foram punidas. Tais foram as dos sodomitas. Todos eles deverão ser culpados do mesmo crime pela Lei Divina. Pois a relação que deve haver entre Deus e nós, é violada, quando a natureza, da qual Ele é o autor, é poluída pela perversidade da luxúria.”

- Santo Agostinho

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http://beinbetter.files.wordpress.com/2011/08/gregorio-magno.jpg?w=100&h=135“A Sagrada Escritura confirma que o enxofre evoca o cheiro da carne, assim como fala da chuva de fogo e enxofre sobre Sodoma derramado pelo Senhor. Ele tinha decidido punir Sodoma por causa dos crimes da carne, e com o tipo de punição Ele enfatizou a vergonha do crime, pois quis que fedesse a enxofre, fogo e carne queimada. Foi exatamente por isso que os sodomitas, queimando com desejos perversos decorrentes da carne como fedor, devem perecer pelo fogo e enxofre para que através deste justo castigo percebam o mal que tinham cometido, comandados por um perverso desejo.”

- São Gregório Magno

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http://beinbetter.files.wordpress.com/2011/08/0430-santa-catalina-de-siena.jpg?w=100&h=161“Esses desgraçados não só são frágeis na sua natureza, mas pior, cometendo o pecado maldito contra a natureza e, como cegos e tolos, com a luz do seu intelecto escurecida, eles não sabem o mau cheiro e da miséria em que se encontram. Não só este pecado cheira mal diante de Mim, que sou o Supremo e Eterna Verdade, mas realmente desagrada-me muito. Não só a Mim, mas aos próprios demônios. Não é que o mal lhes desagrada, porque eles não gostam de nada que seja bom, mas porque a sua natureza foi originalmente angelical, e sua natureza angelical faz com que eles se afastem quando este grande pecado é cometido.”

- Santa Catarina de Sena

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http://www.massamarittima.info/san-bernardino-da-siena.jpg“Nenhum pecado no mundo amarra a alma como a maldita sodomia, o pecado que sempre foi detestado por todos aqueles que vivem segundo Deus. Uma paixão desordenada, próxima da loucura, que perturba o vice intelecto, destrói elevação e generosidade da alma, faz do preguiçoso uma pessoa irascível, teimoso e obstinado, servil e macio e incapaz de qualquer coisa. Além disso, agitada por um desejo insaciável por prazer, a pessoa sodomita não segue a razão, mas o instinto. Eles tornam-se cegos e, quando os seus pensamentos deve subir para coisas altas e grandes, eles são frívolos e reduzidos para as coisas vis, inúteis e podres, que nunca poderia fazê-los felizes. Assim como as pessoas participam da glória de Deus em diferentes graus, de igual modo também no Inferno alguns sofrem mais que outros. Quem vive com esse vício de sodomia sofre mais do que outra, porque este é maior pecado.”

- São Bernardino de Sena

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http://beinbetter.files.wordpress.com/2011/08/s25c325a3opedrocan25c325adsio.jpeg?w=100&h=140“Como diz a Sagrada Escritura, os sodomitas sempre foram extremamente perversos e pecaminosos. São Pedro e São Paulo condenaram sempre o pecado nefando e depravado. (…) Aqueles que deviam ter vergonha de violar a lei divina e a lei natural são escravos da mais perversa depravação.”

- São Pedro Canísio

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Estas e outras condenações dos Santos à prática da sodomia, você pode conferir no blog A Saúde da Alma.

O Papa e a oração IV

“Quando, depois da destruição do bezerro de ouro, Moisés voltar ao monte para pedir de novo a salvação de Israel, dirá ao Senhor: Rogo-te que lhes perdoes agora este pecado! Senão, apaga-me do livro que escreveste (Êx 32, 32). Com a oração, desejando a vontade de Deus, o intercessor entra cada vez mais profundamente no conhecimento do Senhor e da sua misericórdia, tornando-se capaz de um amor que chega até ao dom total de si mesmo. Em Moisés, que está no alto do monte face a face com Deus e que se faz intercessor para o seu povo e se oferece a si próprio — apaga-me — os Padres da Igreja viram uma prefiguração de Cristo que, no alto da cruz, realmente está diante de Deus, não apenas como amigo, mas como Filho. E não só se oferece — apaga-me — mas com o seu coração trespassado faz-se cancelar, torna-se como diz o próprio São Paulo, pecado, carrega sobre si os nossos pecados para nos salvar a todos; a sua intercessão é não só solidariedade, mas identificação conosco: traz todos nós no seu corpo. E assim toda a sua existência de homem e de Filho é um clamor ao Coração de Deus, é perdão, mas perdão que transforma e renova.”

“Penso que devemos meditar sobre estas realidades. Cristo está diante do Rosto de Deus e reza por mim. A sua oração na Cruz é contemporânea a todos os homens, contemporânea a mim: http://beinbetter.files.wordpress.com/2011/08/ogaaaj2-7chr1e4ww_w0ifqu8gamkvbxyd68mwwjiyns_4rdvbtmuktdoyamxhrusjabnrbgrdj_lyl5y6nxqmlhzsqam1t1uca5p3hvhsoiomv62mma6d2hzrti.jpg?w=213&h=307Ele reza por mim, sofreu e sofre por mim, identificou-se comigo, assumindo o nosso corpo e a nossa alma humana. E convida-nos a entrar nesta sua identidade, fazendo-nos um corpo, um só espírito com Ele, porque do alto da Cruz Ele não trouxe novas leis, tábuas de pedra, mas trouxe a si mesmo, o seu corpo e o seu sangue, como nova aliança. É assim que nos faz consanguíneos com Ele, um corpo com Ele, identificados com Ele. Convida-nos a entrar nesta identificação, a estar unidos com Ele no nosso desejo de ser um corpo, um só espírito com Ele. Oremos ao Senhor, para que esta identificação nos transforme, nos renove, porque o perdão é renovação, é transformação.”

- Papa Bento XVI, Audiência Geral
1º de junho de 2011

Assunção de Maria: Prefiguração da nossa ressurreição

Assumpta est Maria in caelum: gaudent Angeli, laudantes benedicunt Dominum.

Este, caríssimos, é o clamor que brota das entranhas da Igreja neste feliz e venturoso dia. Dia em que celebramos, com grande júbilo, a Solenidade da Assunção da Bem aventurada Virgem Maria aos Céus, a maior de todas as suas festas.Esta, juntamente com Santa Maria Mãe de Deus e a Imaculada Conceição, constituem as três Solenidades Marianas do ano litúrgico, e estas três juntamente com a Perpétua Virgindade constituem os quatro dogmas marianos.

Celebrar a Virgem, que hoje gloriosamente vai ao encontro de Seu Filho, é celebrar toda a humanidade que, fragilizada pelo pecado mas confiante na Misericórdia de Deus e em sua infinita bondade, ruma à eternidade esperada. Louvar a Deus pelos benefícios realizados em Maria é um dos motivos desta festa. Louvai, ó Igreja! Louvai, ó cristãos! Louvai, povos todos! Pois hoje não contemplamos apenas a gloriosa figura de Maria, no entanto a figura de todos os cristãos que haverão de ressuscitar um dia. “A Assunção da Santíssima Virgem constitui uma participação singular na Ressurreição do seu Filho e uma antecipação da Ressurreição dos demais cristãos” (Catecismo da Igreja Católica, n. 96). Hoje celebramos a “Páscoa” de Maria.

Ela durante toda a sua vida terrena, desempenhou um papel singular entre todas as criaturas humanas. Ela foi agraciada por Deus para ser a Mãe do Salvador, papel este que desempenhou com máxima humildade. Ela é exemplo a ser seguido por todos os homens e mulheres que se empenham com fidelidade ao anúncio do Evangelho. Em Maria a humanidade tem a certeza de que, somente se estiver unida a Cristo, poderá resplandecer e poderá triunfar sobre todo o mal e nisto consiste a nossa esperança, nossa tranquilidade e a nossa paz.

Na primeira leitura, retirada do livro do Apocalipse (Ap 11,19a; 12,1.3-6a.10ab), são-nos apresentadas duas figuras: de um lado o dragão, onde figura Satanás e toda a maldade; de outro “uma mulher vestida de sol, tendo a lua debaixo dos pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas” (v. 1). A mulher dá à luz um Filho, “para governar todas as nações com cetro de ferro” (v. 5). Sabemos que o filho representa a pessoa de Nosso Senhor, porém, quanto a mulher, muitas vezes confunde-se entre Maria e a Igreja. Diria que poderíamos nos referir as duas (apesar de referir-se a Igreja em primeiro plano), pois Maria, prefiguração da Igreja, concebe o Cristo humano, enquanto a Igreja concebe o Cristo eucarístico, que, deveras, só quis tornar-se tal por causa da sua concepção no ventre de Maria.

Satanás, autor e princípio do mal, treme ao ouvir pronunciar o nome da Santíssima Virgem, constatamo-lo sobretudo nos rituais de Exorcismo. Ele não se cansa de tentar atacar a Igreja, de fazê-la tentar curvar-se sobre o peso do fardo dos pecados de seus filhos que durante dois milênios carrega. Só que, apesar deste fardo, a Igreja leva algo muito mais confortador e forte: Jesus Cristo e a sua mensagem salvadora. E quem pode curvar-se ao cansaço quando sua força é o Salvador do mundo, a verdadeira fortaleza do homem?

Na segunda leitura (1Cor 15, 20-27a), o apóstolo escreve: “Como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos reviverão. Porém, cada qual segundo uma ordem determinada: Em primeiro lugar, Cristo, como primícias; depois os que pertencem a Cristo, por ocasião de sua vinda” (vv. 22-23). Sabemos que nenhuma criatura foi “mais” de Cristo do que Maria. Nela a luz de Deus nunca foi ofuscada, pois Ela não foi maculada pelo pecado.Ela é a criatura perfeita criada por Deus, que jamais conheceu a corrupção, e por isso teve o seu corpo santíssimo elevado pelo seu Filho à glória celeste.

Adão, primeiro homem, curvou-se ao pecado pela desobediência, persuadido pela sua companheira. Ora, Jesus, novo Adão, vem aniquilar o pecado, vem restaurar o laços do homem com Deus, rompidos outrora. Se a Jesus cabe a figura do “novo Adão”, a Maria cabe a figura da “nova Eva”, pois como por esta entrou o pecado e a desgraça, por aquela entrou a graça e a salvação. Daí compreendemos o que dirá São Luís Maria de Montfort em seu Tratado da Verdadeira Devoção a Maria, cujos 300 anos estamos para celebrar: “Como por Eva entrou o pecado no mundo, por Maria entrou a salvação”. E ainda: “Por meio de Maria a salvação entrou no mundo e é por meio dela que deverá consumar-se”. Compreende-se aqui o importante papel que Maria tem na história da salvação, e que toda a sua vida, para tal grandeza a que quis elevá-la o Salvador, não poderia ser ferida pelo pecado, para que desta forma ficasse patente a todos os homens: Maria também é parte singular da salvação.

Alguns Padres da Igreja afirmam que Maria não morreu, mas dormiu. Na Igreja Oriental chama-se esta festa Dormição de Maria, pois, de imediato, afirma-se que Ela, para assuntar ao céu, não precisou passar pela experiência da morte, mas apenas repousou em profundo sono. Ora, haveríamos então de indagar-nos, porque Cristo precisou passar pela morte e a Sua Mãe não o necessitou? Levemos em consideração primeiramente o fato de que, passando pela morte quis Ele redimir a humanidade e livrar todos os homens das pernas eternas, abrindo, em sua ascensão, as portas do Reino celeste. Maria já encontrara tais portas abertas, e Seu Filho, já ressuscitado e glorioso, eleva-a, não à sua condição trinitária, mas a uma condição acima de todas as criaturas, até mesmo dos anjos.

De muitos santos conservam-se relíquias; de Maria não há nada a conservar-se, a não ser o testemunho. E por que nada foi-nos deixado? Justamente porque nada era necessário deixar-se senão o exemplo e a fé, que são os maiores de todos os presentes. Ela aceita ser instrumento de Deus e submete-se aos seus salvífico desígnios.

No Santo Evangelho Maria entoa o seu belíssimo poema Magnificat. “Minha alma engrandece o Senhor”. Precisamente por esse engrandecimento foi também Maria engrandecida. Sua glória resplandece em todo o mundo e brilha, como luzeiro, indicando o caminho a ser trilhado: onde imperam as trevas e o cada vez mais constante afastamento de Deus. Esse engrandecimento da alma de Maria deve ser reflexo de cada homem. Todos são chamados a engrandecer o Senhor, a contemplar nEle a verdadeira felicidade. O coração do homem palpita Deus. A hodierna sociedade tem sede de Deus, e sabe que só Ele pode completá-la. O endurecimento do coração a Deus é o afastamento do homem da sua salvação.

Por fim, um último aspecto que gostaria de ressaltar é outro trecho do Evangelho onde Maria afirma: “Todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (Lc 1, 48). Infelizmente alguns de nossos irmãos que se dizem “cristãos” não reconhecem a veneração a Maria a ser prestada somente pelo fato de ser Mãe do Salvador. Se não reconhecem apenas por esse motivo que sobrepõe-se a todos os outros, não reconhecerão também sua assunção e suas aparições constantes no mundo. Certamente eles não escutaram este profético anúncio: “todas as gerações”. Não algumas, mas todas. A todos é dado a possibilidade da salvação!Ide a Maria, Mãe de Misericórdia e vereis se, com o coração convertido, não alcançareis a salvação. Reconheçam, pois, todos os povos a grande graça que Deus operou em Maria. Nela contemplamos a verdadeira “Arca da Aliança”, pois nela Deus oferece-nos Jesus, que veio instaurar a “nova e eterna Aliança”, firmada pelo seu sangue.

Hoje nós a invocamos e pedimos: Ó Mãe assunta ao Céu, interceda por nós a vosso Filho. Vós que sois mãe de eterna Misericórdia, onde não há ódio, entretanto só amor. Olhai pelo mundo que sofre e clama por Deus. Manifestai, Mãe santíssima, a ternura que vemos em vossos olhos, o afeto que sentimos nas vossas mãos, o amor que tens em vosso coração, e dai-nos a graça de caminharmos para a felicidade de contemplarmos a face de Cristo, Senhor e Juiz da História. Amém!

O Papa e a oração III

http://beinbetter.files.wordpress.com/2011/08/jacob_angel.jpg?w=210&h=265“A noite de Jacó no vau do Jaboc [cf. Gn 32, 24-32] torna-se para o fiel um ponto de referência para compreender a relação com Deus que, na oração, encontra a sua máxima expressão. A oração exige confiança, proximidade, quase num corpo a corpo simbólico não com um Deus adversário, inimigo, mas com o Senhor que abençoa, que permanece sempre misterioso, que parece inalcançável. Por isso, o autor sagrado utiliza o símbolo da luta, que implica força de espírito, perseverança e tenacidade para alcançar aquilo que se deseja. E se o objeto do desejo é a relação com Deus, a sua bênção e o seu amor, então a luta não poderá deixar de culminar no dom pessoal a Deus, no reconhecimento da própria debilidade, que vence precisamente quando consegue entregar-se nas mãos misericordiosas de Deus.”

“Caros irmãos e irmãs, toda a nossa vida é como esta longa noite de luta e de oração, que deve ser consumida no desejo e na busca de uma bênção de Deus, a qual não pode ser arrebatada nem vencida contando com as nossas forças, mas deve ser recebida d’Ele com humildade, como dom gratuito que enfim permite reconhecer o rosto do Senhor. E quando isto acontece, toda a nossa realidade muda, recebemos um nome novo e a bênção de Deus.”

(…)

“Aquele que se deixa abençoar por Deus abandona-se a Ele, deixa-se transformar por Ele e torna o mundo abençoado. Que o Senhor nos ajude a combater o bom combate da fé (cf. 1 Tm 6, 12; 2 Tm 4, 7) e a pedir, na nossa oração, a sua bênção para que nos renove na expectativa de ver a sua Face.”

- Papa Bento XVI, Audiência Geral
25 de maio de 2011