“Os bispos do Uruguai se manifestaram, não somente se manifestaram contra a aprovação do aborto, mas eles fizeram algo de único. Pela primeira vez na história, os bispos lançaram um documento em que eles mostram para os fiéis que todo este empenho de legalização do aborto não é uma coisa simplesmente de pessoas que estão preocupadas com a saúde pública, não são pessoas que estão preocupadas com algumas mulheres, não, trata-se de um esforço internacional bilionário – sim, é isso que vocês estão ouvindo. Esse negócio de legalização do aborto é abraçado por muitos dos nossos políticos, não porque eles estão preocupados com as mulheres ou com a saúde pública, como dizem, mas porque, por trás disso, existem bilhões de dólares.”
- Padre Paulo Ricardo em Manifestação de apoio aos bispos do Uruguai – Aborto Não!
QUANDO FALAMOS da tentativa que hoje é visível – não é possível não se mobilizar assistindo aos telejornais ou lendo periódicos e revistas – de se implantar, em nosso planeta, um modelo de civilização totalmente avesso aos princípios da moral judaico-cristã, não enunciamos simplesmente uma história da carochinha, uma mera teoria, um fato que mais se parece com teorias da conspiração que vez ou outra são divulgadas na Internet. Estamos falando do ensejo real de organizações internacionais que, preocupadas com seus próprios narizes, desejam fazer de tudo – tudo mesmo! – para impor seus projetos aos Estados nacionais ao redor do mundo.
Neste caso específico, falamos das arbitrárias intervenções destas referidas organizações em território latino-americano. O povo hegemonicamente católico deste continente vê ameaçada não somente a sua fé, mas o próprio direito de viver que todos os seres humanos possuem desde o momento em que são concebidos. Este direito é reconhecido não só pelas confissões religiosas abarcadas em nossa América Latina, como também pelo famoso Pacto internacional de San José da Costa Rica, que foi ratificado por praticamente todos os países de nosso vasto continente. “Toda pessoa – diz o tratado – tem o direito de que se respeite sua vida. Esse direito deve ser protegido pela lei e, em geral, desde o momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente.”
A Conferência Episcopal Uruguaia, fiel ao mandamento do Senhor e antevendo os debates que resultariam na aprovação da descriminalização do aborto pelo Senado do país, enviou à Comissão de Saúde Pública do Senado uma carta, cujo conteúdo pode ser apreciado aqui. No documento, mais do que pedir que fosse respeitada a Convenção Americana de Direitos Humanos, os bispos uruguaios bradaram, com voz forte, contra as organizações internacionais que “olham para o crescimento populacional como um problema de segurança”: “Não é segredo para ninguém que instituições internacionais, para difundir suas ideologias, invistam suntuosas quantias de dinheiro, que condicionam as ajudas ao desenvolvimento, caso os países se adaptem ou não a seus interesses.”
Para quem deseja compreender melhor o que está se passando – e porque o problema que afeta o Uruguai é, sim, também, coisa de nossa responsabilidade – vale à pena ler esta página no site do Olavo de Carvalho. Os governos de esquerda da América Latina estão aliados ao capital internacional… e não desistirão tão facilmente da ideia de legalizar o aborto. Por isto, urge darmos nossas gratificações aos corajosos bispos uruguaios que, em um gesto de bravura, ousaram ir contra a corrente e denunciar a “cultura de morte” que vem se instalando neste lado do mundo.
Para fazer isto, basta ir ao site do Padre Paulo Ricardo, copiar os endereços eletrônicos dos bispos uruguaios, e enviar já a sua manifestação de solidariedade a eles.














Declaro aos bispos do Uruguai, meu total apoio, em suas lutas contra a
legalização do aborto. Continuem firmes e estou do lado de vcs, que são fiéis
à DEUS, quando não se deixam abater pelas pressões internacional..Temos que continuarmos unidos em nosso continente, onde esta imoralidade não há
de fazer morada.
Mais do que nós, quem tem que manifestar um apoio público é a CNBB.
Mas parece que tem horas que a CNBB esta mais preocupada com interesse social do que religioso no Brasil. eu particularmente tenho apreço quando grupos religiosos nos orientam sobre política ou coisa parecida (Mt., 22, 15-22), mas não gosto quado se misturam com política
Como separar interesse social de interesse religioso, ou interesse político de interesse religioso ou social?
Ora, questões religiosas estão tão ligadas ao social quanto à política.
A questão pró-vida, contra o aborto, por exemplo: é uma questão religiosa, profundamente social e totalmente dependente da política.
Necessitamos de uma sociedade alicerçada nos valores morais, éticos e religiosos promovendo políticas em defesa da vida, pois do contrário acabará a sociedade, a ordem transformar-se-á em anarquia com consequências nefastas para todos.
Estamos a falar aqui da CNBB que é 100% católica, o pro-life é um movimento misto do tipo religioso, ideologista, moralistico, cientistico até um não cristão pode aderir-se a tal. Não estou falando de não interferir na politica que é um direito de todo cidadão, mas de tomar partido pra depois ter que ser omisso as atitudes marxistas e comunistas de certos governos, e para separar interesse religioso do interesse social sem diferencia-los é só priorizar o 1° (Mestre, qual é o maior mandamento da lei? respondeu Jesus: Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma e de todo teu espírito (Mt 22, 36-37. Dt 6,5)), para cumprir o 2° (Amarás teu próximo como a ti mesmo (Mt 22, 39. Lv 19,18)
Os dois mandamentos estão unidos por um laço tão forte que não poderá alguém dizer amo a Deus se não ama o seu irmão como a Deus e a si próprio. Se cumprir o primeiro sem executar o segundo será um mentiroso. I João 4, 20.
Quanto a questão religiosa e política, não posso concordar que a CNBB se preocupe mais com a questão política do que a religiosa. E não concordo que grupos religiosos não se envolvam com a política. A boa política, não a politicagem.
Como eu disse, não dá para separar totalmente assuntos religiosos de políticos e sociais. Seria danoso se a CNBB se envolvesse inteiramente com assuntos políticos enquecendo a religião. assim como seria danoso se somente se envolvesse com a religião esquecendo as questões políticas que nos garantem a paz, a concórdia e a liberdade de praticarmos a liturgia da vida com direitos e deveres sadios.
É como você disse agora, não dá pra separar totalmente, e esse totalmente eu não discordo de voce, todos temos que interferir na politica, aliás é isso que fazemos com mais força quando vamos às urnas, principalmente a Igreja que é sábia. quando falastes que mais de que nós era a CNBB que tinha que mostrar apoio aos bispos do Uruguai falastes com razão até porque é um assunto com égo mais religioso do que político, resta saber se a CNBB deseja nivelar os dois lados quando que o peso maior é só pra um.