Digite “abusos litúrgicos” no Google e se prepare… para sofrer um infarto! As fotos são horríveis… É coroinha levantando patena na hora da doxologia, é a Comunhão sendo oferecida aos fiéis em vasos de vidro, é indivíduo fantasiado de sei-lá-o-quê dançando em frente ao altar, é padre levantando a sagrada Hóstia enquanto, ao lado, tem um carinha segurando um espeto de churrasco (esta é particularmente escandalosa), enfim, enfim… É preciso confessar que, em muitos lugares de nosso país, o Santo Sacrifício do altar não vem sendo devidamente celebrado. E respeitado.
Por isto recomendo que assistam ao último “A Resposta Católica”, no qual padre Paulo Ricardo responde se as Missas ditas “inculturadas” são permitidas. Abaixo, transcrevi alguns trechos do vídeo, para maior conforto dos leitores. Aproveitem.
(…)
Inculturação é simplesmente tirar aqueles elementos que iriam perturbar a compreensão da Missa e do Santo Sacrifício naquela cultura específica, mas isso não se faz espontaneamente, não se faz a partir do alvitre do celebrante, e nem sequer de Bispos locais. É necessário que haja a aprovação da Santa Sé. As pessoas que celebram esse tipo de Missa estão violando um direito fundamental dos fiéis. O Código de Direito Canônico, quando coloca os direitos dos fiéis em geral, diz o seguinte, no cânon 214: “Os fiéis têm o direito de prestar culto a Deus segundo as determinações do próprio rito aprovado pelos legítimos Pastores da Igreja”.
É um direito do fiel. Ou seja, um fiel, quando vai à igreja, tem o direito de receber a Missa da Igreja, não a Missa do padre. Agora, é evidente que padres e celebrantes gemam diante deste cânon. Por quê? Porque está tirando deles a possibilidade de ser um tiranete. Ou seja, “eu sou o pequeno ditador que diz como a Missa será”… É evidente que equipes de Liturgia gemam diante deste cânon. Porque equipes de Liturgia, criativas, que querem começar a Missa com a bênção final e terminá-la com a procissão de entrada (…), essas pessoas que querem tudo de cabeça para baixo, irão protestar… Mas, que alívio para os fiéis! Que alívio para os fiéis saber que a Igreja os defende e defende seus direitos; que quando eu vou à Missa, eu não quero ser refém do celebrante e da equipe de Liturgia; quando eu vou à Missa, eu quero saber como ela começa, tem o seu prosseguimento, segundo os ritos, e como é que ela acaba… Que bom saber que a Missa pode e deve ser respeitada!
Uma outra realidade é o fato de que essas Missas “inculturadas” (…) são, na verdade, Missas dessacralizadas. Existe algo de profundamente errado, antropologicamente errado, nessas Missas, que é o seguinte: Quando você vai a um terreiro de macumba, as vestes que as pessoas estão oficiando o sacrifício são vestes diferentes, os ritmos, a música, são ritmos e músicas diferentes, existe naquela religião um sentido do sagrado. Ou seja, a pessoa que está realizando aquele culto afro-brasileiro, ela não está nem se vestindo e nem se comportando como ela faz no dia-a-dia. Porque existe um princípio antropológico básico de que o culto se presta com algo diferente do dia-a-dia. Ou seja, existe o sagrado, existe o secular, o profano, aquilo que eu faço no dia-a-dia. O culto a Deus é prestado com algo diferente do meu dia-a-dia. (…)
A Igreja sempre viveu dentro desta verdade antropológica. Nós tínhamos uma música sagrada – o gregoriano -, roupas sagradas – os paramentos litúrgicos -, textos sagrados, havia toda uma realidade sagrada… Eu estou usando “havia” não porque foi abolido, mas “havia” porque as pessoas jogaram fora, jogaram fora o patrimônio da Igreja! Tudo isto ainda existe, ainda está aí, e não foi o Vaticano II que acabou com isso… Essas pessoas que dizem isso (…) jamais le[ram] uma linha do Vaticano II. Eu desafio você a encontrar na Sacrosanctum Concilium qualquer tipo de aprovação deste tipo de maluquice litúrgica. Não há… E isso jamais passou pela antecâmara do cérebro dos padres conciliares.
(…)
Pois bem, aqui está a realidade. Estas Missas – assim chamadas “inculturadas” – deveriam se chamar Missas profanadas, dessacralizadas, Missas onde o sagrado agora já não existe, existe somente o profano. Você (…) usa a roupa profana, usa uma roupa que não foi pensada para o culto, colocam-se danças que não são danças sagradas, colocam-se ritmos que não são ritmos sagrados, tudo isto dentro da Missa. Ora, mesmo que fossem ritmos e danças sagradas, ninguém teria a autorização de inserir nada sem a licença da Santa Sé, porque é necessário apresentar à Santa Sé primeiro para que ela aprove qualquer modificação dentro do rito, porque a Santa Sé está aí para tutelar a Tradição ritual da Igreja, a validade dos Sacramentos, a retidão da fé, e, nesse caso, o direito dos fiéis. Então, vejam, este tipo de Missa não somente não tem cabimento, mas como não tem verdade antropológica.
Uma terceira coisa: este tipo de Missa não tem verdade teológica. Ou seja, se você for ver, todas estas inserções, estes tipos de rituais, foram feitos por pessoas que não entendem absolutamente o que é o verdadeiro rito da Missa. A Missa é a celebração da Paixão, Morte e Ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo, é o Santo Sacrifício Eucarístico. Todas essas inculturações sempre (…) vão na direção de “festosas” celebrações comunitárias, onde o Sacrifício de Cristo na Cruz fica encoberto, esquecido, quase que ausente. Por quê? Porque o que é importante é aquilo que você é, o importante é aquilo que nós temos no dia-a-dia, trazer o profano pra dentro da Igreja.
Chamar isto de profanação talvez seja literal demais. Mas é isto que está acontecendo.











. É lógico que o Concílio Vaticano II, em seus documentos, não escreve nada liberando que a Missa seja feita de qualquer jeito. Mas após este concílio é que a liberalidade geral começou, por meio de interpretações dúbias, havendo inclusive convite aos protestantes para darem suas sugestões quanto à elaboração da Missa Nova.
Paz e Bem.
Gostaria de parabenizar os integrantes deste blog, pelo excelente trabalho de defesa da fé Católica dos inúmeros ataques dessas seitinhas que insistem em teimar em sua cegueira. Se todo protestantes fossem bom mesmo, seriam todos católicos.
Estou fazendo minha preparação para o diaconato permanente depois de mais de 20 anos estudando e participando da minha Igreja. Estarei sempre que possível lendo seu blog e participando, é nossa responsabilidade impedir como Jesus fez que abutres abusem do nosso templo.
Graça e paz da parte Daquele que sempre nos chama em companhia com Ele.
In Cordi Jesus Semper.
Elcio
Apenas se esta cumprindo as profecias feitas por Nossa senhora em La salette :
Os sacerdotes, ministros de meu Filho, os sacerdotes, por causa da sua vida má, pelas suas irreverências e pela sua impiedade ao celebrar os santos mistérios, pelo amor ao dinheiro, o amor às honras e aos prazeres, os sacerdotes converteram-se em cloacas de impureza. Sim, os sacerdotes provocam a vingança e a vingança pende sobre suas cabeças.
Ai dos sacerdotes e pessoas consagradas a Deus que pelas suas infidelidades e más vidas crucificam meu Filho de novo! Os pecados das pessoas consagradas a Deus clamam ao Céu e atraem vingança, e eis que a vingança está às suas portas, porque já não se encontra ninguém para implorar misericórdia e perdão para o povo. Já não há almas generosas, já não há ninguém digno de oferecer a Vítima sem mancha ao Eterno, pelo mundo.
È uma realidade muito triste ver tudo isso acontecendo, muitos ja se apostataram e não esconde isso de ninguém!
Agora para colocar ordem em tudo isso , somente Deus e ele não demora podem acreditar!
Que a paz do Senhor esteja contigo!