O título pode parecer exagero, mas, é verdade: a proposta de reforma do Código Penal, apresentada ao Senado nesta quarta-feira (27), traz um texto que pede a detenção de quem maltrata animais domésticos, mas, ao mesmo tempo, defende que seja descriminalizado o aborto de fetos humanos “quando o médico ou psicólogo constatar que a mulher não apresenta condições psicológicas de arcar com a maternidade”.
Dizer que a proposta é absurda chega a ser eufemismo. Claro, está fora de questão que é terrível agredir animais domésticos; é um crime que provoca a indignação de toda a sociedade – e com razão. Só que a vida humana vale muito mais que a vida de um cão; vale muito mais que a vida de um gato; vale muito mais que a vida de uma tartaruga, de um coelho ou de qualquer outro animal irracional! E esta mesma humanidade se encontra ameaçada, porque agora, em nome das “condições psicológicas” da mãe, seu filho pode ser arbitrariamente exterminado. A lógica deste pessoal é a seguinte: se você agride uma vida animal – e, por exemplo, aborta os filhotinhos de um cachorro ou de um gato – deve ir pra cadeia, mas, se aborta um Homo sapiens sapiens, se assassina um homem, se tira a vida de um ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus, permanece impune!
E tudo em nome dos “direitos” da mulher! Ora, por acaso, agora, parafraseando Nietzsche, a mulher está “acima do bem e do mal”? Por acaso é uma supermulher? Sim, porque parece que as feministas não entendem – ou se entendem, se fazem de ignorantes – que o corpo do embrião que traz em seu ventre é um ser humano independente, com desenvolvimento próprio e autonomia genética. Assim, o aborto não é direito da mulher “sobre seu corpo”, mas intervenção direta na vida de outra criatura. E esta intervenção – que tem como consequência a morte do nascituro – deve ser punida, porque a nossa Civilização aprendeu com o Cristianismo a respeitar a vida humana, a criminalizar o homicídio, a respeitar o mandamento que diz “Não matarás” (Ex 20, 13).
Mais: desde quando fatos subjetivos – como, por exemplo, o de não apresentar “condições psicológicas de arcar com a maternidade” – são mais importantes que fatos concretos – no caso, a integridade de uma vida humana?
Àqueles que ainda não se inteiraram sobre o que está acontecendo em nosso país, que ainda não tomaram conhecimento da gravidade da situação, recomendo que façam leitura dos comentários que o jornalista Reinaldo Azevedo fez à proposta de reforma do Código Penal. “A vida é um direito protegido pela Constituição. O Código Penal não pode mudar um fundamento consagrado na Carta Magna. Mais: a aprovação de um código se faz por meio de projeto de lei, que requer maioria simples, em aprovação simbólica. A Constituição só pode ser alterada por emenda, com a concordância de três quintos da Câmara e do Senado, com duas votações em cada Casa.”
Recomendamos também que assistam, abaixo, ao Parresía desta semana, com o reverendíssimo padre Paulo Ricardo. O tema é justamente este: o nosso governo querendo legalizar a carnificina e o genocídio de indefesos, à revelia da população brasileira, que é majoritariamente contrária à descriminalização do aborto. Urge que manifestemo-nos contra esta palhaçada – e o padre Paulo explica, neste vídeo, como tomar atitudes concretas.
Rezemos. A fim de que Nossa Senhora da Conceição Aparecida livre nosso país da maldição do aborto, e desta moralidade repugnante, que “endeusa” animais irracionais e despreza a sacralidade da vida humana.
Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!
* * *
Leia também: Aborto e Reforma do Código Penal: comentarista opõe os anseios da população à democracia do Brasil (!), no Deus lo Vult!.
HOJE A VIDA DE UM ANIMAL TEM MUITO MAIS VALOR QUE A DE UM SER HUMANO,,OS VALORES FORAM TROCADOS,,ESTAMOS VIRANDO O PLANETA DOS MACACOS VAI SER MUITO MELHOR…
O que temos que fazer é como foi feito na Polonia:
1-) Fazer marchas, simposios e protestos públicos, como a ultima marcha feita na Polonia:
http://devotosdamisericordiadivina.blogspot.com.br/2012/06/marcha-contra-aborto-divorcio-e.html
2-) Levar uma vassoura tipo bruxa para o protesto (protesto este contra os padres e bispos comunas da CNBB e a Marta Suplici que é a sua “papisa”, como também para a católica Dilma que tem o costume de fazer promessa em Aparecida em épocas de campanhas eleitorais e usar de seus poderes constitucionais para dedender o ecologismo talibã do codigo florestal mas nada contra o aborto) com os dizeres “Passagem só de ida para o quinto dos infernos, que o diabo os carregue”:
http://devotosdamisericordiadivina.blogspot.com.br/2012/02/poloneses-protestam-contra-blasfemia.html
PS – no novo código penal não só o animal tem mais direitos e o que não foi dito nesta noticia é a permissão da eutanasia, dentre outras aberrações que vão contra o direito natural.
Depreende-se do texto que mulheres grávidas, afinal, não são humanas, não tem direitos e não valem nada. Coerente com a tradicional misoginia cristã.
Clóvis,
É isso que você consegue “depreender” deste texto?
Perdoai-lhe, Senhor, ele não sabe o que diz.
Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!
Todos os direitos são garantidos menos o de matar quem quer que seja.
Everth, e ainda me pergunto: ora, se pode-se dizer que uma mulher não tem “condições psicológicas para arcar com a maternidade” durante a gestação, que é o período em que o bebê não chora, não fica doente, não tem fome, não acorda de madrugada, não me surpreenderá esse mesmo povo, daqui uns dias, defendendo mulheres que matam seus filhos após o nascimento “por não estarem suportando psicologicamente a maternidade”.
Aliás, no México já existem feministas lutando pela soltura de mães que mataram seus filhos após o nascimento…
Senhor Jesus, tem misericórdia de nós.
Pingback: Regional Sul 1 da CNBB denuncia nova manobra abortista do governo Dilma « Ecclesia Una
bem onde moro existe caês soltos no bairro, eles todos tem donos, tomaram conta. fazem oque querem. existe lei para regulamentar isso? Note câes com dono solto por todo lugar.
Pingback: Do camiliano que prefere a bandeira feminista a São Camilo | Ecclesia Una