Dilma contra a parede. “Não há uma terceira alternativa”.

Quem abre o site www.cunhanfeminista.org.br dá de cara com um protesto contra o PL 487/2007, que pretende instituir, no Brasil, o Estatuto do Nascituro – do qual já falamos aqui, em outra ocasião. Também, não é para menos. O site é de uma organização abortista, cuja missão seria “defender a igualdade de gênero, tendo como referências (…) o feminismo, a justiça social e a democracia”.

Acontece que a organização Cunhã Coletiva Feminista recebe incentivo financeiro do governo federal, mais especificamente da Secretaria de Política para as Mulheres, da ministra Eleonora Menicucci.

Quem faz o alerta é o padre Paulo Ricardo. Além desta organização feminista, outras cinco recebem dinheiro do governo (em torno de 4,5 milhões de dólares!), para lutar pela descriminalização do aborto: são a CFEMEA (Centro Feminista de Estudos e Assessoria), o Instituto Patrícia Galvão, a Rede de Desenvolvimento Humano, o Coletivo Leila Diniz – que traz cobertura da Marcha das Vadias na capital do Rio Grande do Norte – e o Instituto Mulher Negra. Todas têm um compromisso em comum: defender os “direitos” reprodutivos da mulher.

O governo Dilma tem se mostrado indiferente à opinião majoritária da população brasileira sobre o aborto; juntamente com as organizações abortistas que vem descaradamente financiando, mostra o quanto é “democrática” a sua forma de atuar. São solenemente ignorados os anseios dos brasileiros – decididamente contrários ao assassínio de seres humanos nos ventres de suas mães. O governo Dilma está alinhado à Organização das Nações Unidas, que milita pela legalização do aborto no mundo inteiro.

Quem também encabeça a luta dos promotores da “cultura de morte” em nossa nação é o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Está a caminho uma “norma técnica que permitirá a liberação comercial do medicamento abortivo conhecido como CITOTEC”. O aborto não seria feito nos hospitais públicos, mas na própria casa da mulher, sem complicação penal nenhuma para a assassina. Em declarações recentes, o mesmo Padilha anunciou o desejo de credenciar, no país, até o final deste ano, mais 30 centros médicos para a realização do aborto “legal”.

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São mais de 4,5 milhões de dólares doados para organizações comprometidas com a despenalização do aborto no Brasil! E tudo arquitetado debaixo do olhar da presidente da República, a sra. Dilma Rousseff…

O que será feito? Quais providências serão tomadas? É este o questionamento do padre Paulo Ricardo. É este o questionamento dos cidadãos de bem deste país.

“Senhora Presidente da República, ou a senhora sabe o que está acontecendo na sua casa, o que a ministra Eleonora Menicucci está fazendo, e irá ficar muito irritada com esses atos terríveis, e irá demitir a ministra; ou a senhora irá ficar quieta no seu lugar, e demonstrar, com esta omissão, que a senhora aprova, está de acordo com tudo aquilo que está sendo feito. Não há uma terceira alternativa.

A Teologia da Libertação na Pastoral da Juventude II

Há pouco tempo escrevi um texto condenando a Teologia da Libertação infiltrada na Pastoral da Juventude. Mas não é a primeira vez que deploram o aspecto revolucionário e marxista das reuniões deste grupo. Na diocese de Nova Iguaçu – velha conhecida por dar lamentáveis demonstrações de heterodoxia e desrespeito à Liturgia -, podemos ver um exemplo clássico de como a luta de muitos movimentos na Igreja deixou de ser um combate espiritual para refletir tão somente a dimensão do materialismo, da “justiça social”, da preocupação com este mundo. Abaixo, a imagem de uma chamada no jornal “Caminhando”, sobre o 1º Encontro de Militantes (!) da Pastoral da Juventude do Meio Popular.

Os jovens desta pastoral católica se reuniram para fazer “uma análise crítica da realidade social, política e econômica do país hoje” e para “identificar os principais desafios postos atualmente para as lutas sociais”. Mas a pequena reportagem não menciona, em nenhum instante, a palavra “oração”, “silêncio”, “meditação”, “louvor”, “espiritualidade”… E sabe por quê? Porque a Teologia da Libertação, marxista, é ateia, não havendo espaço, portanto, para uma relação vertical (entre Deus e o homem), mas unicamente para a articulação revolucionária, para o engajamento social, para a discussão política. Não há dúvida: esta militância que exalta “Cristo Libertador”, mas fica presa nas coisas terrenas, não é católica. São Paulo pede que trabalhemos em nossa salvação “com temor e tremor” (Fp 2, 12). Mas como fazer isto se estamos mais preocupados com a “Ação Transformadora na Sociedade” do que com o nosso lugar no mundo vindouro? A Igreja pede que o apostolado desenvolvido em seu interior preze pela salvação das almas. Mas como fazer isto se estamos mais preocupados com a “realidade social, política e econômica do país” do que com a vida interior, com a oração e recepção dos Sacramentos?

Não. Esta Teologia materialista não pode ser aceita, sem que cause grande estrago. E o novo Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o Arcebispo alemão Gerhard Müller, é da mesma opinião. Em entrevista concedida a L’Osservatore Romano, o prelado foi categórico: “Uma mistura da doutrina de uma auto-redenção marxista e a salvação doada por Deus, deve ser rechaçada.” Dom Müller fez questão de mencionar ainda a importância da doutrina social católica na reestruturação da Europa, na segunda metade do último século. “Como cristãos devemos sublinhar que do cristianismo é que os valores de justiça, solidariedade e dignidade das pessoas foram introduzidos nas nossas Constituições.”

Para falar de justiça social, o Cristianismo não precisa recorrer nem a Karl Marx, nem a Che Guevara nem a nenhum líder revolucionário do nosso tempo. Temos o testemunho de Cristo, dos mártires, dos confessores, dos santos doutores e de inúmeros missionários que deram a própria vida em favor dos pobres e oprimidos. Ninguém duvida de que a bem-aventurada Madre Teresa de Calcutá fez muito mais pelos pobres do que qualquer fanático socialista. Portanto, que também ninguém duvide da força da graça que atua na Igreja, do poder que tem o apostolado católico, preocupado tanto com a espiritualidade quanto com as obras de misericórdia corporais.

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

Os 10 melhores filmes sobre a Virgem Maria

Fonte: Jesucristo en el cine | Tradução e adaptação: Ecclesia Una – Os meios de comunicação são muito úteis na evangelização. O cinema, por exemplo, tem nos prestigiado com ótimas obras, abordando a vida de Jesus Cristo, da Virgem Maria e dos Santos. Vamos recordar quais foram os grandes filmes que tiveram como protagonista a Mãe de Jesus Cristo. Dei prioridade aos filmes que podem ser encontrados com maior facilidade nas locadoras (por ser mais recentes ou mais populares) e distingui duas categorias: as que relatam sua vida e as que estão centradas em suas aparições. Porque ambos os aspectos têm interessado desde sempre os cineastas. Na primeira lista, indico que atriz faz o papel da Virgem (V) e que ator interpreta Jesus (J).

A) Filmes sobre a Virgem:

1. Maria de Nazaré (Jean Delannoy, França, 1995). V: Myriam Muller. J: Didier Bienaimé. Com um roteiro muito fiel aos textos bíblicos, dedica a maior parte da metragem à infância de Jesus: o noivado da Virgem, sua Anunciação e Visitação, o Nascimento de Cristo, a fuga para o Egito etc. Também apresenta Maria seguindo seu filho e atendendo às suas palavras e sua missão. Em uma cena significativa, a vemos ajudando as crianças a se aproximarem de Jesus.

2. Maria, Em Nome da Fé (Kevin Connor, Estados Unidos, 1999). V: Pernilla August. J: Christian Bale. Filme para televisão que foi exibido também nos cinemas. Conta a história de Jesus pelo olhar de Maria. O filme enfatiza a importância da Virgem no Senhor, sugerindo que algumas de suas parábolas foram inspiradas em histórias que Ela lhe contou. Também contém uma cena, baseada na Tradição, na qual Cristo Ressuscitado aparece privadamente a Sua Mãe.

3. Maria – Filha de Seu Filho (Fabrizio Costa, Itália, 2000). V: Yaël Abecassis. J: Nancho Novo. O roteiro é de Massimo De Rita. Segue os Evangelhos ao pé da letra, ainda que coloque na história passagens imaginadas e um par de cenas tiradas dos apócrifos. Conta a história de Maria, desde a concepção virginal de Jesus até a Assunção da Virgem ao Céu.

Maia Morgenstern, interpretando a Virgem Maria, em “A Paixão de Cristo”.

4. A Paixão de Cristo (Mel Gibson, Estados Unidos, 2004). V: Maia Morgenstern. J: James Caviezel. Incluo este filme sobre Jesus pela relevância dada à Virgem. Maria é coprotagonista e corredentora: unida a seu Filho, sofre em sua alma tudo o que seu Filho sofre na paixão. Só ela percebe a presença do diabo. Diferente das turbas enlouquecidas, a Virgem transmite sempre serenidade, amor maternal, aceitação da vontade divina.

5. Jesus – A História do Nascimento (Catherine Hardwicke, 2006). Bem documentada, recria com fidelidade os cenários, o vestuário e as ferramentas da época. Segue as principais cenas da vida de Maria (namoro, noivado e nascimento de Jesus), e desenha com ternura os detalhes de afeto entre José e Maria. Mas o seu retrato da Virgem é confuso: aparece com frequência tímida e assustadora. Seu retrato divino se desvanece: não a reconhecemos como a “cheia de graça”. E, além disso, o filme omite seu principal discurso, o Magnificat. Apesar disso, é um filme devocional, apropriado para as crianças e para o Natal.

B) Filmes sobre as aparições da Virgem:

Em Lourdes:

6. A Canção de Bernadette (Henry King, Estados Unidos, 1943). Bela recriação das aparições da Virgem em Lourdes, em 1858, à jovem Bernadette Soubirous. Uma das estreias mais aclamadas da história do cinema, é de uma jovem Jennifer Jones, que conseguiu um Oscar por este papel. Grande parte do mérito se deve à brilhante adaptação de George Seaton a partir do romance de Franz Werfel. Ainda que não apareça nos créditos, Linda Darnell fez uma excelente interpretação da Virgem.

7. Bernadette (França, 1988) e La passion de Bernadette (França, 1989), ambas de Jean Delannoy. Dois filmes que foram uma unidade: a vida da vidente de Lourdes, até as aparições e sua biografia posterior. Filmadas em continuidade, representam um belo exemplo de sensibilidade religiosa, sendo uma recriação histórica fiel. Foram elogiadas pelo Vaticano como “um retrato sensível de uma história muito comovedora, que merece um público mais amplo”. Outras fitas que recriaram estes sucessos são Il suffit d’aimer (1960), Aquella joven de blanco (1965), e a recente Lourdes (2009).

Em Fátima:

8. O Milagre de Fátima (John Brahm, Estados Unidos, 1952). Filme sobre as aparições da Virgem em Fátima aos três pastorzinhos: Lúcia, Francisco e Jacinta. Tem, além de um grande diretor, um roteiro muito fiel aos fatos, exceto na introdução de uma personagem fictícia, o desonesto Hugo, atrevido e um tanto cético, que será testemunha do sinal prometido por Nossa Senhora na Cova da Iria. Há passagens comovedoras, bem-sucedidas, como a do interrogatório das crianças pelo governador. E a solução para mostrar as aparições, como em transparência, é muito elegante. Outras fitas sobre estas aparições: Nossa Senhora de Fátima (1951), Aparição (1991) e O 13º Dia: Um Milagre em Fátima (2009).

Em Medjugorje:

9. Gospa (Jakov Sedlar, Croácia-EUA, 1995). Relata as aparições da Virgem a seis estudantes em Medjugorje, uma pequena vila da Bósnia. Eles afirmam que viram a “Gospa” (a Virgem Maria, em croata). O sacerdote do povo, interpretado por  Martin Sheen, conhecido ator católico, confia plenamente nos meninos, ainda que muitos se oponham e ele mesmo não consiga ver a Senhora. Depois de pregar um sermão fervoroso que perturba as autoridades comunistas, é encarcerado e torturado. Instado a desautorizar as aparições, o pároco se nega, e então os dirigentes decidem destruir a colina de Medjugorje.

Em Guadalupe:

10. Guadalupe (Santiago Parra, México-Espanha, 2006). Sua estreia coincidiu com o 475º aniversário das aparições. Conta a história de dois jovens cientistas, marcados por uma infância traumática, que decidem investigar os mistério do manto de Guadalupe. O que começa como um simples estudo científico acaba se transformando em uma descoberta pessoal que muda por completo suas vidas. Outro filme que recriou as aparições: 1531 (2011).

O que o deputado Gabriel Chalita e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, estão fazendo na Canção Nova?

Antes de qualquer coisa, é bom adiantar que este blog não é contrário ao apostolado desenvolvido pela comunidade Canção Nova. As postagens que já fizemos sobre as recentes manifestações de respeito à sacralidade na Liturgia são prova disso. Recentemente, inclusive, Cachoeira Paulista acolheu a Santa Missa na Forma Extraordinária do Rito Romano, atitude digna de numerosos elogios.

Só que o problema da vez é político, novamente. Ano passado, após forte protesto vindo do que Edinho Silva (PT-SP) chamou de “setores mais conservadores da Igreja”, o programa “Justiça e Paz”, que seria apresentado pelo político petista, foi tirado do ar. Junto com o deputado, quem deixou a grade de programação da TV Canção Nova foi o deputado Gabriel Chalita, do PMDB – e esta, nas atuais condições, deve ser considerada outra grande vitória alcançada graças à reação dos católicos “conservadores”. A atitude tomada pelos dirigentes da comunidade carismática tinha uma intenção clara: afastar apresentadores que estivessem envolvidos com a política eleitoral. Tanto é verdade que não só Edinho e Chalita foram embora, como os deputados Eros Biondini e Myriam Rios.

Acontece que a saída do deputado Gabriel Chalita foi também – como já dito – uma grande vitória. E por quê? Porque, nas eleições presidenciais de 2010, Chalita fez aliança política com o partido que mais trabalhou para legalizar o aborto em nosso país – o Partido dos Trabalhadores. Durante toda a campanha, afirmou que estes católicos que condenavam a candidata Marta Suplicy ou a até então presidenciável Dilma, por serem favoráveis ao gayzismo e ao aborto, não passavam de mentirosos, cidadãos dispostos a disseminar o que ele chamou de “boataria”. E mesmo sendo amplamente documentados todos os “boatos” defendidos pelos “conservadores caluniadores”, o discurso do político paulista não teve mudança. Mais: recentemente, depois de já eleito deputado federal, Chalita defendeu publicamente o reconhecimento civil das uniões homossexuaisassunto que também já abordamos aqui. Mais uma vez, desafiou descaradamente a doutrina católica, ignorando uma declaração fundamental da Congregação para a Doutrina da Fé, “dando de ombros” para a palavra da Igreja, palavra do até então cardeal Joseph Ratzinger – hoje Papa Bento XVI.

Bom, este homem, que, apesar dos fatos já explanados, “enche a boca” para dizer nos meios de comunicação que é “católico”, foi afastado da TV Canção Nova. Mas, aparentemente, seus laços de amizade com a comunidade carismática não foram totalmente desfeitos. Pelo menos, é esta a mensagem que passam as fotos abaixo, tiradas durante o Acampamento PHN, que aconteceu neste fim de semana, em Cachoeira Paulista.

Foto oficial divulgada pela própria Canção Nova.

Foto divulgada pela assessoria de Gabriel Chalita.

Foto divulgada pela assessoria de Gabriel Chalita.

Foto divulgada pela assessoria de Gabriel Chalita.

O candidato à Prefeitura da cidade de São Paulo aparece, nas imagens, ao lado de alguns membros da comunidade Canção Nova, durante o que parece ser um momento de oração. E, ao lado do cantor Dunga, uma personagem nova: o ministro da Saúde do governo Dilma, Alexandre Padilha, o mesmo que já fez a proposta – nojenta – de credenciar mais 30 centros para o aborto “legal” no Brasil, até o final deste ano.

A pergunta é: o que estes dois senhores – um “católico” amante das honrarias do mundo e um mundano amante dos ensejos feministas – estão fazendo no palco do Rincão da Canção Nova? Qual é o real sentido desta palhaçada?

Comemoramos muito a saída de Edinho Silva e de Gabriel Chalita da programação desta TV católica. E não nos calaremos diante desta que pode ser uma nova tentativa de infiltrar nessa comunidade – que tem um belo trabalho de evangelização – as sementes do socialismo, do petismo abortista e do laicismo agressivo, inimigos da religião católica. Por isso, os católicos do Brasil exigem satisfações… Os amigos da Canção Nova pedem – com urgência – uma explicação.

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Leia também: Quem andou com a rainha Jezebel, não procure a companhia de Elias, no blog do Frei Clemente Rojão.

Ainda a Missa Tridentina na Canção Nova

Ainda sobre a celebração da Missa na Forma Extraordinária do Rito Romano, na comunidade Canção Nova, em Cachoeira Paulista: foram divulgadas as fotos oficiais da celebração (que foram publicadas também no Salvem a Liturgia!), além de um excelente vídeo – que disponibilizamos acima -, contendo trechos da celebração, e um depoimento do reverendíssimo padre Demétrio Gomes, sobre este notável acontecimento.

Que a Canção Nova continue produzindo bons frutos, para a glória de Deus, edificação da Igreja, e salvação das almas. E que este ano político não gere frustrações nem eventos desagradáveis para os fiéis católicos desta Terra de Santa Cruz.

Comunidade Canção Nova acolhe Missa na Forma Extraordinária do Rito Romano

Recentemente a comunidade Canção Nova vem sendo palco de uma verdadeira reforma litúrgica. Como exemplos, poderíamos citar a piedade e sacralidade com que as festas da Semana Santa foram celebradas; e também o zelo com que foi conduzida a solenidade de Corpus Christi. E isto tudo ainda este ano.

Pois bem, no dia de ontem (15), a comunidade de Cachoeira Paulista acolheu a Santa Missa na Forma Extraordinária do Rito Romano – a Missa Tridentina! O Sacrifício foi celebrado pelo reverendíssimo padre Demétrio Gomes, da Arquidiocese de Niterói. O Salvem a Liturgia! havia divulgado de antemão esta feliz notícia, avisando que, embora fosse este um grande passo, desta vez a celebração não seria transmitida na televisão. Os que tinham acesso à Internet ontem à noite, porém, tiveram a oportunidade de participar ao vivo deste belíssimo momento de oração. Isto porque o Santo Sacrifício foi transmitido pela Twitcam (e aqueles que não tiveram a oportunidade de assistir ontem, podem assistir, hoje, ao vídeo gravado). Foram publicadas, também na Internet, fotos do evento (agradecimentos ao Rafael Cresci, que disponibilizou as imagens no Facebook), as quais compartilhamos abaixo.

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A Teologia da Libertação na Pastoral da Juventude

Nesta última semana, o blog Porta Fidei, do amigo Renan Cunha, foi alvo da ira de vários integrantes da Pastoral da Juventude. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil cf2013_cartazlançou o cartaz e o hino da próxima Campanha da Fraternidade, dando enfoque especial ao encontro da Jornada Mundial da Juventude. Ao lado, o cartaz da campanha. Apresenta a foto de uma jovem olhando para o alto. Segue o comentário – oportuno – do Renan: “A figura da moça olhando para o céu faz-nos recordar que nenhuma de nossas ações pode ser iniciada e concluída sem as bênçãos de Deus. Somos apenas instrumentos da Graça Divina. Estamos aqui a serviço de um Outro muito maior do que nós. Ele é o centro e o único protagonista: Jesus Cristo. O cartaz recorda-nos a vocação primordial de todo ser humano: a de ser santo!” Aparentemente, não foi esta a mensagem captada pelo pessoal da Pastoral da Juventude.

Em comentário à imagem, um membro da pastoral disse que o cartaz está “horrível”. “Sejamos sinceros, um verdadeiro marketing capitalista (!) voltado para o divino, mas se esquecendo do próximo.” Outro foi ainda mais longe: “Espero que não seja esse o lema da CF, porque uma bosta com tanto problema no mundo, só pensando em trazer gente para igreja (!), zuado e as bases como ficam?”. Uma criatura disse que não gostou, porque o “cartaz não reflete a realidade do jovem que sofre diariamente com o extermínio”. As pérolas são muitas… Só que não vale a pena encher este espaço com lixo, por isso limitamo-nos a estes exemplos.

Partamos aos comentários. Afinal, qual é a desse pessoal da Pastoral da Juventude? Todos esses comentários refletem uma realidade podre; chama-se Teologia da Libertação. É verdade: há lugares em que a PJ consegue ser fiel ao Santo Padre e à Doutrina Social da Igreja, mas – é o observamos em nossas igrejas -, na maioria esmagadora das vezes, não é o que presenciamos. A fidelidade ao Magistério e ao Papa é substituída pela leitura dos heterodoxos Leonardo Boff e Frei Betto; o culto aos mártires da “luta pela terra”, como Dorothy Stang e Chico Mendes, é colocado no lugar da celebração de um São Lourenço ou de um Santo Inácio de Antioquia; o Cristo crucificado, símbolo máximo de amor e heroísmo, é trocado por um revolucionário barato (o que não falta é povo da Pastoral da Juventude usando roupas com estampa do Che Guevara). Os símbolos são alterados. Ao invés de ostentar um terço e um crucifixo, o certo seria pegar na foice e no martelo, e lutar pela revolução.

Estas ideias marxistas que pululam nas expressões públicas da PJ são severamente condenadas pela Igreja Católica. Os documentos do Magistério condenando a luta de classes ou mesmo a transformação do Evangelho em um livro de conteúdo puramente social são inúmeros. A própria Teologia da Libertação foi recentemente julgada pela Congregação para a Doutrina da Fé como incompatível com a autêntica Doutrina Social da Igreja, por tentar inocular na pregação evangélica uma mensagem socialista, materialista e revolucionária.

Ora, mas e o povo? Ué, mas quem disse que é preciso se alinhar a Karl Marx para fazer justiça social e preocupar-se com o povo? Dom Eugênio Sales foi um exemplo gritante de como isto é perfeitamente possível. Unia um amor terno pelos mais pobres ao grande amor que tinha a Deus e à Igreja. Olhava, como a moça do cartaz da próxima CF, para o Céu; para, então, doar-se ao próximo. Por isso, não tolerava nem a omissão da caridade material, nem a agressão feita pela TL à doutrina católica. Este é o verdadeiro espírito da caridade cristã: não se pode solapar a Fé nem em nome da “justiça social”, nem da “opção preferencial pelos pobres”, nem de coisa nenhuma.

Mas, será que todos os pejoteiros entendem isto? Aparentemente não… E é esta a PJ que criticamos: a Pastoral da Juventude que se alinhou ao materialismo, às ideias revolucionárias e anticristãs do marxismo, à Teologia que tem destruído inúmeras vocações em toda a América Latina… Estas ideologias falsas são demasiado velhas e antiquadas; não combinam com o espírito da juventude.

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

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Leia também: Pastoral da Juventude mostra a sua cara… de herege, ainda no blog Porta Fidei.

Ortega e Unamuno, dois filósofos agnósticos contra o laicismo agressivo e intolerante

Fonte: Religión en Libertad | Tradução: Ecclesia Una“Não sou católico, mas não estou disposto a deixar-me impor as figuras de proa de um anticlericalismo arcaico”.

José Ortega y Gasset, importante filósofo espanhol do século XX, era crítico do anticlericalismo já predominante em seu tempo.

Assim falava o filósofo agnóstico José Ortega y Gasset em um discurso pronunciado em 6 de dezembro de 1931, no Cine de Ópera de Madri. O intelectual, apesar de declarar-se não católico, criticou neste dia o anticlericalismo que impregnava o ambiente da Segunda República.

Incêndio de igrejas, saque de propriedades eclesiásticas, legislação antirreligiosa… este proceder (que recrudesceria em pouco tempo) fez com que o filósofo, uma personalidade destaque no mundo republicano espanhol, considerasse desvirtuada a essência da república, ao ponto de exclamar: “Não é isto! Não é isto! A República é uma coisa. O radicalismo é outra. O tempo mostrará.”

Ortega era partidário do Estado laico, mas não dos métodos violentos contra a Igreja. Além disso, para o pensador, a República tinha se desviado para um caminho que não integrava todas as forças políticas a serviço da vontade popular; pelo contrário, tinha se transformado em um instrumento para benefício de poucos. Em um artigo da revista Crisol, Ortega assegurou que os republicanos tinham falsificado a República porque esta tinha perdido a originalidade pacífica com a qual tinha chegado.

Antes, por ocasião dos incêndios de igrejas e conventos, publicou em 14 de maio de 1931, no periódico El Sol, uma nota, como parlamentar, na qual denunciava tais feitos e os qualificava de “fetichismo primitivo e criminoso”. Pela primeira vez desde a proclamação da República, o filósofo criticava o radicalismo dos políticos republicanos, algo que começou a fazer com cada vez mais frequência, segundo explica o historiador Vicente Cárcel Ortí, especialista na Espanha dos anos 30, em um artigo da revista Ecclesia (19 de maio de 2012).

Miguel de Unamuno, outro agnóstico contrário ao laicismo radical.

O filósofo Miguel de Unamuno, agnóstico com profundas inquietudes espirituais, recriminou duramente o governo por suas medidas contra os jesuítas, e pela queima de igrejas e conventos, em maio de 1931. Em seu discurso de 28 de novembro do mesmo ano, no Ateneu de Madri, o filósofo declarou: “Agora dizem os políticos que se está fazendo uma revolução; mas é feita com atos verdadeiramente temerários, como foi a queima dos conventos e a dissolução da Companhia de Jesus, e a confiscação de seus bens pelo subterfúgio do quarto voto”. O quarto voto era a obediência especial da Companhia de Jesus à Santa Sé.

Impressionado por este discurso de Unamuno, o núncio Federico Tedeschini remeteu o discurso ao cardeal Pacelli – que viria a torna-se Papa Pio XII. Nele, Unamuno continuava: “Sim, podem crer; o dos jesuítas foi a maior iniquidade, o atropelo mais brutal que se poderia cometer”. Tedeschini informou a Pacelli que essas declarações, tão insólitas na República espanhola, animaram outros a pronunciar-se.

O mesmo Tedeschini também elevou sua queixa ao presidente do Governo Manuel Azaña, em 1932, quando se consumou a confiscação dos bens jesuítas e a dissolução da Ordem na Espanha.

Segundo o bispo que o assistiu em seus últimos momentos, monsenhor Pierre-Marie Théas, o mesmo Azaña que se fez de surdo diante da queima de conventos morreria buscando a Deus e solicitando assistência espiritual.

Dos radicais anticlericais dos anos 30, não fica nenhum legado, exceto a lembrança de igrejas queimando. Por outro lado, os dois filósofos agnósticos que manifestaram respeito à fé e à Igreja, são hoje considerados, por muitos, como os pensadores mais influentes da Espanha do século XX.

Imagem de João Paulo II é pichada em Mato Grosso

Vândalos picharam imagem do beato João Paulo II, no Memorial do Papa, em Cuiabá. O ato de intolerância foi praticado logo após o Bote Fé, que reuniu milhares de pessoas em torno da Cruz Peregrina e do Ícone de Nossa Senhora, da Jornada Mundial da Juventude. “Nenhum suspeito de danificar a imagem foi identificado ou detido.”

Marcha das Vadias: militando pela imodéstia e pela morte

Imagem de divulgação da Marcha das Vadias, em Curitiba, Paraná.

A Marcha das Vadias é, para mim, um tema penoso. É que as feministas são tão inconvenientes, que só de imaginar a repercussão que o texto vai dar, já dá uma preguiça enorme de escrever. Mas, vamos lá. Há mais de um mês escrevi um artigo sobre este evento descabido, aqui neste espaço mesmo, denunciando a intolerância das manifestantes feministas que, seminuas, invadiram um templo católico no Rio, durante uma Missa com crianças (!) – sem falar do escárnio e do tumulto que promoveram em frente da mesma igreja. A Marcha acontece em todo o Brasil, e também em vários países, e o novo palco do evento é a cidade de Curitiba.

O professor Carlos Ramalhete, colunista do jornal Gazeta do Povo, decidiu escrever sobre a Marcha. “Sábado teremos uma passeata de carcaças de gambá em Curitiba, quando a edição local da ‘Marcha das Vadias’ vai tentar desfazer o que resta de respeito à dignidade feminina, com direito a senhoras seminuas, com frases de efeito rabiscadas pelo corpo, berrando como almas penadas e assustando as crianças, os cachorros e mesmo algum gambá ou urubu perdido na cidade.” Talvez esta seja uma das melhores definições já dadas à Marcha das Vadias. É exatamente isso. Trata-se de “uma passeata de carcaças de gambá”. E as mulheres não precisam se sentir ofendidas com esta afirmação. Porque estas feministas que saem às ruas, trajadas de “vadias”, não representam, nem de longe, a mulher brasileira; representam, ao contrário, uma cultura descompromissada com o pudor, com o respeito e com a decência.

Não contentes em promover a manifestação nas ruas, as “vadias” decidiram invadir o mural do prof. Ramalhete no Facebook. Uma verdadeira ruaça. E, como de costume, tivemos um show de reações de péssimo nível: “você já bateu em sua mulher hoje?”, “minha sede e fome é de justiça contra essa sociedade porca comandada por homens ignorantes incapazes de ler, estudar ou o que seja e que estão prontos para criticar com sua moral fálica como se fossem os senhores da razão e os donos da verdade”, “O Estado é laico, portanto a Marcha é legítima, porque esse moralismo barato?”. Por fim, deram até para chamar o colunista de uma pessoa “amarga, encruada, triste” – usando de argumentos ad hominem para fugir do foco da discussão.

Só que o espetáculo de intolerância não para por aí. Na página oficial da comunidade da Marcha das Vadias de Curitiba, uma feminista postou a seguinte pérola, que reproduzo integralmente, abaixo. Este é o amor das feministas pela humanidade! Desprezam o valor não só da vida do nascituro – que seria, no linguajar delas, uma “extensão” do corpo da mulher -, como também da vida do homem – “um bicho que deveria ser atropelado”.

Este tumulto generalizado em reação ao brilhante artigo do prof. Carlos Ramalhete não tem razão de ser. Porque, como qualquer outro evento, este também é passível de crítica; afinal, vivemos em uma sociedade em que convivemos diariamente com o plural, com opiniões diferentes, com modos diversos de enxergar a realidade. Acontece que o pessoal desses novos movimentos sociais – e aqui a nossa crítica se estende aos grupos LGBT – não tolera ser contrariado, não suporta ver seus interesses ou anseios contestados. Quando alguém ousa abrir-lhes os olhos e observar que suas lutas são, muitas vezes, um atentado aos próprios direitos humanos – como é o caso da luta das feministas pela descriminalização do aborto -, eles destilam seu veneno e fulminam seus adversários com inúmeras expressões pejorativas, além de repetir ad nauseam que são intolerantes, misóginos, racistas etc.

O Deus lo Vult! alerta para uma histeria coletiva organizada pelas “vadias”. Elas vão enviar protestos ao jornal Gazeta do Povo, contra o artigo do prof. Ramalhete. Por isso, junto com o Jorge Ferraz, pedimos aos nossos leitores

1. que o artigo contra a Marcha das Vadias seja lido, comentado e divulgado; e

2. que sejam escritas mensagens de apoio, principalmente por mulheres, às ideias contidas no texto, a fim de que o ataque orquestrado das incendiárias de soutiens não ganhe a aparência de ser representativo dos leitores do jornal (e nem muito menos da sociedade como um todo). Isto é muito importante. É possível escrever (a) enviando email para leitor@gazetadopovo.com.br; e (b) por meio da página de “Fale Conosco” (http://www.gazetadopovo.com.br/faleconosco/) do jornal.

A Marcha das Vadias acontece em Curitiba neste sábado – dia de Nossa Senhora! Que a Santíssima Virgem interceda por todas as mulheres que “brincam” com a sua dignidade, vulgarizando seus corpos e pedindo a legalização do crime do aborto; a fim de que percebam cedo o quão ridículo e deprimente é militar pela imodéstia e pela morte.

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!