
Imagem de divulgação da Marcha das Vadias, em Curitiba, Paraná.
A Marcha das Vadias é, para mim, um tema penoso. É que as feministas são tão inconvenientes, que só de imaginar a repercussão que o texto vai dar, já dá uma preguiça enorme de escrever. Mas, vamos lá. Há mais de um mês escrevi um artigo sobre este evento descabido, aqui neste espaço mesmo, denunciando a intolerância das manifestantes feministas que, seminuas, invadiram um templo católico no Rio, durante uma Missa com crianças (!) – sem falar do escárnio e do tumulto que promoveram em frente da mesma igreja. A Marcha acontece em todo o Brasil, e também em vários países, e o novo palco do evento é a cidade de Curitiba.
O professor Carlos Ramalhete, colunista do jornal Gazeta do Povo, decidiu escrever sobre a Marcha. “Sábado teremos uma passeata de carcaças de gambá em Curitiba, quando a edição local da ‘Marcha das Vadias’ vai tentar desfazer o que resta de respeito à dignidade feminina, com direito a senhoras seminuas, com frases de efeito rabiscadas pelo corpo, berrando como almas penadas e assustando as crianças, os cachorros e mesmo algum gambá ou urubu perdido na cidade.” Talvez esta seja uma das melhores definições já dadas à Marcha das Vadias. É exatamente isso. Trata-se de “uma passeata de carcaças de gambá”. E as mulheres não precisam se sentir ofendidas com esta afirmação. Porque estas feministas que saem às ruas, trajadas de “vadias”, não representam, nem de longe, a mulher brasileira; representam, ao contrário, uma cultura descompromissada com o pudor, com o respeito e com a decência.
Não contentes em promover a manifestação nas ruas, as “vadias” decidiram invadir o mural do prof. Ramalhete no Facebook. Uma verdadeira ruaça. E, como de costume, tivemos um show de reações de péssimo nível: “você já bateu em sua mulher hoje?”, “minha sede e fome é de justiça contra essa sociedade porca comandada por homens ignorantes incapazes de ler, estudar ou o que seja e que estão prontos para criticar com sua moral fálica como se fossem os senhores da razão e os donos da verdade”, “O Estado é laico, portanto a Marcha é legítima, porque esse moralismo barato?”. Por fim, deram até para chamar o colunista de uma pessoa “amarga, encruada, triste” – usando de argumentos ad hominem para fugir do foco da discussão.
Só que o espetáculo de intolerância não para por aí. Na página oficial da comunidade da Marcha das Vadias de Curitiba, uma feminista postou a seguinte pérola, que reproduzo integralmente, abaixo. Este é o amor das feministas pela humanidade! Desprezam o valor não só da vida do nascituro – que seria, no linguajar delas, uma “extensão” do corpo da mulher -, como também da vida do homem – “um bicho que deveria ser atropelado”.

Este tumulto generalizado em reação ao brilhante artigo do prof. Carlos Ramalhete não tem razão de ser. Porque, como qualquer outro evento, este também é passível de crítica; afinal, vivemos em uma sociedade em que convivemos diariamente com o plural, com opiniões diferentes, com modos diversos de enxergar a realidade. Acontece que o pessoal desses novos movimentos sociais – e aqui a nossa crítica se estende aos grupos LGBT – não tolera ser contrariado, não suporta ver seus interesses ou anseios contestados. Quando alguém ousa abrir-lhes os olhos e observar que suas lutas são, muitas vezes, um atentado aos próprios direitos humanos – como é o caso da luta das feministas pela descriminalização do aborto -, eles destilam seu veneno e fulminam seus adversários com inúmeras expressões pejorativas, além de repetir ad nauseam que são intolerantes, misóginos, racistas etc.
O Deus lo Vult! alerta para uma histeria coletiva organizada pelas “vadias”. Elas vão enviar protestos ao jornal Gazeta do Povo, contra o artigo do prof. Ramalhete. Por isso, junto com o Jorge Ferraz, pedimos aos nossos leitores
1. que o artigo contra a Marcha das Vadias seja lido, comentado e divulgado; e
2. que sejam escritas mensagens de apoio, principalmente por mulheres, às ideias contidas no texto, a fim de que o ataque orquestrado das incendiárias de soutiens não ganhe a aparência de ser representativo dos leitores do jornal (e nem muito menos da sociedade como um todo). Isto é muito importante. É possível escrever (a) enviando email para leitor@gazetadopovo.com.br; e (b) por meio da página de “Fale Conosco” (http://www.gazetadopovo.com.br/faleconosco/) do jornal.
A Marcha das Vadias acontece em Curitiba neste sábado – dia de Nossa Senhora! Que a Santíssima Virgem interceda por todas as mulheres que “brincam” com a sua dignidade, vulgarizando seus corpos e pedindo a legalização do crime do aborto; a fim de que percebam cedo o quão ridículo e deprimente é militar pela imodéstia e pela morte.
Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!
Pingback: Ah, que é isso? Elas estão descontroladas! Feministas surtam e declaram guerra à Gazeta do Povo por artigo crítico à “Marcha das Vadias” « Porta Fidei
Pingback: Ainda a Marcha das Vadias e a histeria dos revolucionários: a repercussão | Deus lo Vult!
Creio não ser as vadias, aliás elas mostram do mesmo jeito que os homossexuais, seu orgulho por seguirem a estrada da perdição. O maio problema é a atual modestia católica, pois os grupos de jovens católicos ao contrário do que foram as filhas de Maria e as congregações Marianas também seguem a moda sensual. Os protestantes vão aos seus cultos de paletó e gravata. As mulheres utilizam saias com modestia. Pergunto: cade a modestia católica? E os sacerdotes que deveriam usar a batina e não utilizam seu hátibo. Diz o ditado que o habito faz o monge e, as vadias tem seu modo de se vestirem, mas cade o habito daqueles que deveriam dar o exemplo e não o dão.
Uma das bandeiras da Marcha das Vadias (embora eu nunca tenha levado a sério o discurso delas) seria a “luta contra a agressão” contra mulheres. Mas aí elas partem para a agressão contra alguém que não concorda com elas.
O feminismo é assim, pois é uma divisão do esquerdismo. E, com o esquerdismo, vem a ausência completa de freio moral para qualquer ato que seja cometido pelo grupo: tudo está a priori justificado, incluindo violência.
A paz em Cristo
Ai amei ser citada gente! Obrigada! Gosto quando meio cansada escrevo qualquer coisinha no face e a legião de santinhas e santinhos aprovam e colocam em seus blogues, obrigada!
Ah, obrigada pelas denúncias no facebook também pela fotinho da sereia com os seios nus, imagino como outro ser mitológico deve incomodar não se tratando de um de seus santos…
Um beijo!
Serão monitoradas pela polícia e pelos paroquianos, esperamos não acontecer o que ocorreu no Rio de Janeiro.
Fiquemos atentos.
O movimento não apareceu de repente foi construido. Primeiro foram sendo criados movimentos nos sindicatos e representações com a intenção de defender os direitos da mulher e agora este movimento quer ser uma continuidade.
Veja site da APP- Sindicato apoiando o movimento. Será que os educadores do Paraná foram consultados.
Quanta ignorância de vocês. Primeiro se infomem do que se trata a Marcha, depois critiquem. Nem feminismo vocês sabem o que é, tenho pena de vocês e mais ainda, da mãe, irmã, esposa e filhas do Sr. Carlos Ramalhete, que têm que aturá-lo com seu pensamento machista todos os dias. È por causa de pessoas ignorantes como vocês, que acham que as mulheres não tem nada para protestar, que muitas morrem, são estupradas e agredidas todas os dias. Se vocês não querem fazer nada para mudar essa realidade, pelo menos fiquem calados quando alguém está lutando por vocês e pelas mulheres da família de vocês.
kkkkkkkkkk… Engraçado não é Ana vc que é uma ignorante é que não sabe que de onde começou essa marcha, pois se soubesse saberia que eles estão filiadoS a esquerda que sempre causou holocaustos na sociedade como o Nazismo.
É exatamente isso o que tem acontecido com o movimento feminista, uma das subdivisões do pensamento de esquerda mais em voga atualmente (que tem conseguido até fazer homens mijarem sentados lá pela Suécia).
kkkkkkk…. isso é pq os conservadores não se pronunciam.
Mas vc é muito burrinha mesmo. E isso não é uma crítica as mulheres, mas às feministas radicais.
Muito fraco seu argumento!!
Queri saber qual o pocionamento feminista em relação á hiper-vulçgarização da mulher,promovida pelas mesmas,que tem gerado o amneto da exploração sexual e dos crimes sexuais,ou vcs são tão retardadas que ainda acreditam que não tem nada ver?Por que nunca fizeram marcha contra um carnaval cheio de mulheres nuas que fazem tantos estrangeiros nos classificarem como putas? E porque não imitaram a marcha contra a objetificação da mulher que ocorreu na Itália? Mas não,tinham que imitar uma marcha cheia de mulheres semi-nuas…tá certo…e depois dizem nos defender!!
burrice contagiosa mesmo dessas “senhoritas”….me perdoem, pelos erros gramaticais….
Caro Everth:-
Sou de Curitiba e no dia dessa tal de Marcha das Vadias, o ônibus que tomei para ir à Missa, na Catedral Basílica de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, passou pela Praça 19 de Dezembro, palco aonde se deu este miserável evento!!! Foi uma passagem rápida, mas vi que essa marcha ocupou só a metade da Praça 19 de Dezembro!!! Devia haver de duzentas a trezentas pessoas!!! Vi também representantes do movimento gay!!! Não vi nenhuma mulher de seios nus e/ou pintados, pelo breve momento em que ônibus onde eu estava passou pelo local!!! E creio que não havia nenhuma mulher despida, pelo simples fato de que estava frio naquele dia!!! Aqui em Curitiba é muito frio e se houvesse alguma louca que se atrevesse a se despir, certamente pegaria uma pneumonia, ou na pior das hipóteses uma gripe A (está havendo muitos casos de gripe A, aqui no Paraná)!!! Por isso eu lhe digo, não se preocupe com elas, aqui em Curitiba e também em todo o Paraná!!! O movimento feminista é muito fraco aqui!!! Não houve uma repercusão significativa na imprensa de Curitiba!!! Nós do Pró-Vida da Arquidiocese de Curitiba sabemos que aqui, elas não doem e nem fedem!!! Elas aqui são insignificantes!!! Qualquer hora eu irei postar no meu blog, como nós conseguimos sabotar a reunião da visita de uma dirigente das CDDs, aqui em Curitiba, em Junho 2008!!! Aqui elas jamais se atreveria a invadir uma Igreja, como ocorreu no Rio de Janeiro, pois correriam o sério risco de serem linchadas!!!
Um grande abraço:-
Alexandre Luiz Antonio da Luz
Ex-Presidente da Sociedade Protetora dos Nascituros Imaculada Conceição de Maria
Movimento de defesa da vida nascitura da Arquidiocese de Curitiba.
Elas correriam o risco de serem linchadas???Meu Deus, que que é isso??????? As vezes gostaria de saber o que Deus, em sua infinita sabedoria, pensa a respeito disso tudo!
Patrícia:-
Pelo que eu vejo, você não é de Curitiba, pois se fosse saberia que o povo aqui não aceitaria uma invasão de um templo!!! Curitiba é a capital estadual mais conservadora do Brasil!!! Tanto é verdade que a Prefeitura de Curitiba autorizou esta marcha infame apenas do Passeio Público à Praça 19 de Dezembro, cuja a distância é de menos de 100m!!! Não havendo nenhuma provocação à fé das pessoas, você pode ficar sossegada, pois ninguém aqui iria agredí-las, mas certamente as devem ter tratado com frieza e desprezo, que eu pessoalmente considero pior que uma agressão física ou moral!!!!
Eu acho que está na hora de levarmos isso mais á sério….a impressão que tenho é que este pessoal que se acha acima do bem e do mal tem mais força porque são mais organizados..e por que os eclesiásticos aqui do Rio não entraram na justiça?