A Teologia da Libertação na Pastoral da Juventude


Nesta última semana, o blog Porta Fidei, do amigo Renan Cunha, foi alvo da ira de vários integrantes da Pastoral da Juventude. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil cf2013_cartazlançou o cartaz e o hino da próxima Campanha da Fraternidade, dando enfoque especial ao encontro da Jornada Mundial da Juventude. Ao lado, o cartaz da campanha. Apresenta a foto de uma jovem olhando para o alto. Segue o comentário – oportuno – do Renan: “A figura da moça olhando para o céu faz-nos recordar que nenhuma de nossas ações pode ser iniciada e concluída sem as bênçãos de Deus. Somos apenas instrumentos da Graça Divina. Estamos aqui a serviço de um Outro muito maior do que nós. Ele é o centro e o único protagonista: Jesus Cristo. O cartaz recorda-nos a vocação primordial de todo ser humano: a de ser santo!” Aparentemente, não foi esta a mensagem captada pelo pessoal da Pastoral da Juventude.

Em comentário à imagem, um membro da pastoral disse que o cartaz está “horrível”. “Sejamos sinceros, um verdadeiro marketing capitalista (!) voltado para o divino, mas se esquecendo do próximo.” Outro foi ainda mais longe: “Espero que não seja esse o lema da CF, porque uma bosta com tanto problema no mundo, só pensando em trazer gente para igreja (!), zuado e as bases como ficam?”. Uma criatura disse que não gostou, porque o “cartaz não reflete a realidade do jovem que sofre diariamente com o extermínio”. As pérolas são muitas… Só que não vale a pena encher este espaço com lixo, por isso limitamo-nos a estes exemplos.

Partamos aos comentários. Afinal, qual é a desse pessoal da Pastoral da Juventude? Todos esses comentários refletem uma realidade podre; chama-se Teologia da Libertação. É verdade: há lugares em que a PJ consegue ser fiel ao Santo Padre e à Doutrina Social da Igreja, mas – é o observamos em nossas igrejas -, na maioria esmagadora das vezes, não é o que presenciamos. A fidelidade ao Magistério e ao Papa é substituída pela leitura dos heterodoxos Leonardo Boff e Frei Betto; o culto aos mártires da “luta pela terra”, como Dorothy Stang e Chico Mendes, é colocado no lugar da celebração de um São Lourenço ou de um Santo Inácio de Antioquia; o Cristo crucificado, símbolo máximo de amor e heroísmo, é trocado por um revolucionário barato (o que não falta é povo da Pastoral da Juventude usando roupas com estampa do Che Guevara). Os símbolos são alterados. Ao invés de ostentar um terço e um crucifixo, o certo seria pegar na foice e no martelo, e lutar pela revolução.

Estas ideias marxistas que pululam nas expressões públicas da PJ são severamente condenadas pela Igreja Católica. Os documentos do Magistério condenando a luta de classes ou mesmo a transformação do Evangelho em um livro de conteúdo puramente social são inúmeros. A própria Teologia da Libertação foi recentemente julgada pela Congregação para a Doutrina da Fé como incompatível com a autêntica Doutrina Social da Igreja, por tentar inocular na pregação evangélica uma mensagem socialista, materialista e revolucionária.

Ora, mas e o povo? Ué, mas quem disse que é preciso se alinhar a Karl Marx para fazer justiça social e preocupar-se com o povo? Dom Eugênio Sales foi um exemplo gritante de como isto é perfeitamente possível. Unia um amor terno pelos mais pobres ao grande amor que tinha a Deus e à Igreja. Olhava, como a moça do cartaz da próxima CF, para o Céu; para, então, doar-se ao próximo. Por isso, não tolerava nem a omissão da caridade material, nem a agressão feita pela TL à doutrina católica. Este é o verdadeiro espírito da caridade cristã: não se pode solapar a Fé nem em nome da “justiça social”, nem da “opção preferencial pelos pobres”, nem de coisa nenhuma.

Mas, será que todos os pejoteiros entendem isto? Aparentemente não… E é esta a PJ que criticamos: a Pastoral da Juventude que se alinhou ao materialismo, às ideias revolucionárias e anticristãs do marxismo, à Teologia que tem destruído inúmeras vocações em toda a América Latina… Estas ideologias falsas são demasiado velhas e antiquadas; não combinam com o espírito da juventude.

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

* * *

Leia também: Pastoral da Juventude mostra a sua cara… de herege, ainda no blog Porta Fidei.

21 comentários sobre “A Teologia da Libertação na Pastoral da Juventude

  1. Que absurdo! É como você disse: é um lixo tão grande que nem vale a pena ver tudo. Tem muita gente brincando de ser seguidor de Cristo… É brincadeira! :(

  2. Pingback: Ainda a polêmica com a Pastoral da Juventude: os frutos da Teologia da Libertação marxista « Porta Fidei

  3. Desculpa, mas é tanta coisa sem sentido que nem consegui ler o artigo inteiro. O texto é tipo de uma opinião sem real conhecimento algum do que é escrito.

  4. Todos q responderam são do PJ por isso q nao aceitaram!
    Everth Queiroz Oliveira vc esta mas q certo muito da PJ não estão em unidade com a igreja.

  5. Eis mais um texto baseado no achismo, reproduzindo esteriótipos que desconhecem a PJ. E como toda pastoral/igreja a PJ possui sua diversidade dentro da unidade, isto tanto internamente, quanto dentro da própria igreja. A verdade vós libertará!

  6. Flavio

    esse papinho de diversidade é muito bonito nas universidades, dentro da Igreja Apostólica Romana existe um magistério a ser seguido, quem não desejar seguir que seja feliz bem longe de nossas comunidades.

    Paz e Bem

    • Olá Cesar, tudo bem? Acredito que a diversidade de dons provoca a diversidade na igreja, principalmente no magistério. Talvez a diversidade na unidade seja a maior riqueza da igreja. Há diversidade entre os padres, bispos e acredito até mesmo entre os papas. E isto acontece desde da origem da igreja nas comunidades primitivas (na verdade em todas as religiões), veja Paulo e Pedro. Sem contar Marcos que até outra linha magisterial ocasionou. Não tenha medo! A verdade liberta… abraços

      Sobre a campanha da fraternidade e a Pastoral da Juventude recomendo o seguinte artigo:

      É hora de botar a CF 2013 na rua…
      http://pejotando.blogspot.com.br/2012/07/e-hora-de-botar-cf-2013-na-rua.html

      • Caro irmão Flavio,

        a confusão provém do fato de que cada uma dessas ideologias pretende encarnar de maneiras diversas a “civilização cristã”. Todavia quem pode sustentar que o Evangelho leve a algum sistema político determinado? Ao contrário, toda autêntica reconciliação deve apoiar-se sobre humildade, profundo respeito pela S. Escritura, grande sinceridade e ardente amor à verdade. A genuína Nova Evangelização preconizada por João Paulo II deve promover essa reconciliação. Em São Domingos, o S. Padre exprimiu votos de que haja “novo esforço criador”, uma “evangelização renovada”, mais dentro dos parâmetros da fidelidade à Igreja e aos textos do Magistério.

        A Nova Evangelização deve ocorrer sem perder de vista a opção (ou o amor) preferencial pelos pobres, que não é nem exclusiva nem excludente. Segundo a doutrina da Igreja, não é lícito identificar o mundo dos pobres e uma classe social em luta. O combate pela justiça em favor dos pobres há de ser travado sem que os pobres corram o risco de tornar-se escravos de um sistema que os prive da sua liberdade e que os submeta ao ateísmo sistemático, também se deve evitar que tal combate leve a um materialismo prático, apto a despojar os pobres da sua riqueza interior e do seu senso de transcendência.

        A primeira libertação que devemos propiciar a todo homem, é a do pecado, a do mal moral, que está em seu coração e que dá origem ao “pecado social” e às estruturas opressoras.

        A diversidade que vocês estão conduzindo aos jovens dentro da Igreja Una está equivoca.

  7. Eu sou um Catolico Traditcional e nao gosto desta foto. pra mim ela representa modernismo e e feia. Poe uma freira orando pelo o mundo e mostrando o sofrimento da Igreja. Essa foto e muito estranha pra mim. mas pode ser que represente exatamente a situacao da Igreja no Brasil. Nao tem nenhuma reverencia e respeito pelo o Deus Santo.

  8. Proponho formalizar denuncia as dioceses envolvidas e se for preciso levar a instâncias superiores.

    Não podemos mais admitir essa falta de unidade.

    Paz e Bem

  9. Caro Flávio,isso de “diversidade dentro da unidade” é um grande sofisma.

    Diversidade de dons em prol da UNIDADE,sempre foi a ação do Espírito Santo na História da Igreja.

    Já essa Babel teológica pós Concílio Vaticano II,na verdade,é a fumaça de Satanás que penetrou na Igreja.

    Os modernistas gostam,então ,de usar a expressão de “diversidade dentro da Unidade” para justificar suas heresias e poderem usar os meios que a Igreja oferece para espalharem suas pretensas teologias “católicas” aos incautos.

  10. Pingback: A Teologia da Libertação na Pastoral da Juventude II « Ecclesia Una

  11. Pura verdade, já participei da PJ, depois que comecei a estudar a sã doutrina doutrina da Igreja me dei conta do quão mal é a forma como a PJ trabalha com seus “seguidores”.

    Sem contar os inúmeros abusos litúrgicos e eucarísticos que alguns (padres inclusive) fazem, misturando a Santa Missa com celebrações de culto africanos, budistas, hindus, e “sabe-mais-lá-o-que”.

    A ideia que eles implantam na sua cabeça de que o mundo é uma eterna luta de classes e que hoje os jovens sofrem de extermínio puro marxismo cultural…

    E aqui em minha diocese o bispo tem apoiado claramente essas “atitudes”.

    Ora pro nobis Sancta Dei Genitrix.

    • Fui convidado uma vez para ir às comemorações dos 25 anos da PJ em Santa Catarina. Fiquei pasmado! O que havia de bandeiras de partidos como PT e PCdoB, PSTU, não está no gibi. Um dia inteiro de promoções comunistas, finalizada com um show de Zé Vicente. Bebedeira havia muita e jovens se agarrando no gramado. Sabe, tive a impressão de que era um novo woodstock. Houve distribuição de pão doce (comunhão eucarística na visão “pejoteira”?). O escândalo dessas pastorais já chegou ao limite. É hora de a Igreja impôr limites mais rigorosos, o brabo é que até alguns bispos andam apoiando isso. A Palavra da Igreja é clara quando condena o que essas pastorais vivem promovendo.

  12. PJ !!!
    Hipócritas !!! a mentalidade é distorcida do que realmente verdade!! eles falam … “Os coordenadores dos grupos de jovens já estão por dentro destas discussões? Estamos capacitando as lideranças? ” pelo amor de Deus isso não é o principal o principal é estar em equilíbrio com a verdade de Jesus cristo , na humildade e oração . Essa é para mim a verdadeira espiritualidade libertadora de Jesus. Se a mística da pj for essa militância religiosa fica confuso em relações com os ensinamentos e na obediência para coma igreja . tenho ciência até porque eu participo de movimentos estudantes na minha universidade pela qual não vejo diferença entre a PJ. Os próprios lideres da pj em minha realidade não tem espiritualidade e nem reconhecem a oração, cegos pela politica discursiva e que acha que através dela nos libertara. Mais de quem? Vcs não perceberem qual é o verdadeiro sentido do pastoreio, não me é indiferente perceber essa desvalorização da Patoral sabe por que ? por que infelizmente a PJ quer mudar na “tora” de for militante a formação e essência da nossa igreja. Concordo em discutir lutar pelo social mais acho que a PJ se esquece que isso sem embasamento pela verdade de cristo não é essencial e nunca vai diferir de outro movimentos politico social. E assim nunca conseguirão mudar a nossa igreja. O que querem provar?

  13. Parece que a maioria dos pjoteiros que comentam sofrem de analfabetismo funcional. Que parte do texto em que ele diz que a crítica é voltada para os liberteiros infiltrados na pj não entenderam?
    “…E é esta a PJ que criticamos: a Pastoral da Juventude que se alinhou ao materialismo, às ideias revolucionárias e anticristãs do marxismo, à Teologia que tem destruído inúmeras vocações em toda a América Latina…”
    A verdade é: Se você acredita que a libertação material é mais importante que libertar-se do pecado, então meu amigo você está na Igreja errada. E esse discurso não é lá muito diferente da “teologia da prosperidade”.

  14. Eu me pergunto se não concordam com a Igreja, porque não fazem como os protestantes criam uma nova “Igreja”. O que posso perceber é que muito coordenador da pastoral e jovem dos grupos ainda não perceberam o que é a PJ, assim como eu não tinha percebido. A PJ é apresentada como grupos de jovens – jovem evangelizando jovem (dando a entender que é para trazer o jovem para a Igreja) mais não é isso que acontece acusando e agredindo a Igreja desse jeito, afastando dela, criando heresias. Que jovem vai querer ser Sacerdote? Que jovem vai quere seguir a vida religiosa? Sendo que tudo aquilo que a Igreja fala eles tem uma explicação se me permite dizer satânica, sim satânica, pois aqueles que plantam a discórdia e ódio estão do lado dele. E o mais engraçado eles não acreditam na existência do Diabo, assim é muito fácil, tudo livre e tudo permitido já que não existe pecado. Tenho pena destas Almas!

  15. Pingback: A Teologia da Libertação na Pastoral da Juventude III | Ecclesia Una

  16. Olá! Sou coordenador de Pastoral da Juventude na minha Paróquia em Abreu e Lima/PE e posso dizer que concordo com o artigo do blog. É verdade que essa Ideologia da Libertação é um mal que se apropriou da Igreja para destruir a própria Igreja, o Cristianismo de um modo geral aqui na América latina, para implantação de um projeto social-revolucionario-politico. Inicialmente eu desconhecia desse lado da PJ no Brasil e por isso sofri algumas perseguições quando me apresentei como PASTORAL DA JUVENTUDE, pois as pessoas rapidamente me enquadravam neste modelo absurdo e inconsequente de ser igreja. Hoje tenho uma visão bem mais madura sobre este problema e busco com minha equipe pastoral fazer exatamente o contrario do que é proposto pela PJ nacional quando o assunto é baseado nos pressupostos da TL da depressão. Por isso, quero deixar registrado que há um movimento de renovação da Pastoral da Juventude no Brasil se iniciando e está crescendo. Resultados positivos vem por ai. Que Deus nos abençoe a todos.

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