O nosso Apostolado tem trabalhado bastante, nos últimos dias, por meio da rede social Facebook. Neste mês de agosto, nossa página de evangelização ultrapassou as duas mil opções “curtir”, e as mensagens que disponibilizamos em nosso espaço têm sido amplamente compartilhadas. E, como também o Facebook possibilita a postagem de comentários nas atualizações, temos acolhido algumas discussões de conteúdo bem interessante – como, p. ex., a conduta anticatólica do candidato à prefeitura de São Paulo, Gabriel Chalita, e o problema da adesão dos católicos paulistanos à sua campanha política. No entanto, o mais novo debate que temos travado é com os protestantes. Não cessam as acusações de que a honra que prestamos aos santos ícones seria idolatria.
Para contestar o uso descontextualizado que muitos protestantes fazem das Escrituras Sagradas, fiz uma montagem, com uma estátua do pai do protestantismo alemão, Martinho Lutero, que está na cidade de Wittenberg (imagem ao lado). Se, como eles dizem, é proibido esculpir imagens de qualquer coisa – mesmo de nosso Senhor! -, qual seria o sentido de uma escultura desta? Se Êxodo 20 serve para os católicos, deve servir também para os protestantes – dois pesos, duas medidas. As respostas foram diversas. Mas, uma coisa até alguns protestantes reconheceram: é claro que o problema não está na confecção das imagens, mas sim no uso que se faz delas! Tanto é verdade que o próprio Deus ordenou, em determinada ocasião, que fosse construída uma serpente de bronze (cf. Num 21, 9); quando, porém, os israelitas utilizaram a imagem para praticar idolatria, a mesma imagem foi destruída (cf. 2 Rs 18, 4), já que estava se tornando ocasião de perdição para o povo de Deus.
A “serpente de bronze” nos ensina muita coisa. Além de ser imagem de Cristo crucificado – segundo o próprio Jesus (cf. Jo 3, 14) -, ela vem indicar-nos o que o Catecismo da Igreja Católica chama de “nova economia das imagens” (cf. § 2131), realidade que nosso Senhor inaugura com sua encarnação. A proibição do Antigo Testamento a qualquer tipo de imagem esculpida (cf. Dt 4, 15-16), do que quer que seja, decorria do fato de o Deus de Israel ser absolutamente transcendente, e, em certo sentido, inatingível, posto que, como afirma o próprio São João, “ninguém jamais viu a Deus” (1 Jo 4, 12). Com a Encarnação do Verbo, porém, esta realidade sofreu uma reviravolta total. O próprio Deus quis se fazer visível, representável. Ele mesmo desceu até nós, veio habitar em nosso meio. É basicamente esta a linha de pensamento que segue São João Damasceno, doutor da Igreja, em sua argumentação contra os iconoclastas:
“Em outros tempos, Deus não havia sido representado nunca em imagem, sendo incorpóreo e sem rosto. Mas dado que agora Deus foi visto na carne e viveu entre os homens, eu represento o que é visível em Deus. Eu não venero a matéria, mas o Criador da matéria, que se fez matéria por mim e se dignou habitar na matéria e realizar minha salvação através da matéria. Nunca cessarei por isso de venerar a matéria através da qual me chegou a salvação. Mas não a venero em absoluto como Deus! Como poderia ser Deus aquilo que recebeu a existência a partir do não ser?… Mas eu venero e respeito também todo o resto da matéria que me procurou a salvação, enquanto que está cheia de energias e de graças santas. Não é talvez matéria o lenho da cruz três vezes bendita?… E a tinta e o livro santíssimo dos Evangelhos, não são matéria? O altar salvífico que nos dispensa o pão da vida não é matéria?… E antes que nada, não são matéria a carne e o sangue do meu Senhor? Ou se deve suprimir o caráter sagrado de tudo isso, ou se deve conceder à tradição da Igreja a veneração das imagens de Deus e a dos amigos de Deus que são santificados pelo nome que levam, e que por esta razão estão habitados pela graça do Espírito Santo. Não se ofenda portanto a matéria: esta não é desprezível, porque nada do que Deus fez é desprezível.”
Mas os iconoclastas protestantes são obstinados. Nada lhes tira da cabeça que prestamos culto de adoração à matéria – no caso, às esculturas da Virgem Maria e dos Santos católicos. Não adianta mostrar que, no Catecismo da Igreja Católica, há uma condenação expressa à prática da idolatria, absolutamente “incompatível com a comunhão divina” (§ 2113). Não adianta esclarecer que o culto prestado aos ícones dirige-se, na verdade, à pessoa que está ali representada; nem que a imagem serve apenas como uma forma de lembrar aqueles que enfeitaram suas almas com as mais belas virtudes do Céu. Não adianta falar que as imagens de Nossa Senhora nos andores são somente uma humilde sugestão da glória que orna a Mãe do Salvador na cidade celestial. Não adianta provar para eles que a comunhão dos Santos era doutrina comum dos primeiros cristãos; nem que a intercessão dos cristãos que já tinham morrido era prática recorrente na própria Liturgia primitiva.
Não adianta sequer oferecer-lhes a história bíblica da “serpente de bronze” – da obra que o próprio Deus ordenou que fosse esculpida, a fim de sarar as feridas de seu povo. Nada disto adianta. Os pastores de suas comunidades pentecostais já inocularam em suas mentes suas interpretações particulares da Escritura, relegando à condição de idólatras as práticas de piedade da religião que colonizou esta Terra de Santa Cruz. Uma pena. O diálogo com os protestantes continuará permeado pela ignorância e pela injustiça. Injustiça, sim, porque a Bíblia que foi, nos primeiros séculos, cuidadosamente moldada pelos bispos da Igreja Católica, é o mesmo instrumento do qual estes mentirosos se servem para acusar-nos de idolatria.
Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!
NÃO EXISTE PEOR CEGO QUE AQUEL QUE NÃO QUER ENCHERGAR,,NÃO PODEMOS ESQUECER AS PALAVRAS DE JESUS “TODO AQUEL QUE O PAI ME ENTREGAR EU NÃO VOU PERDER” O LIVRE ADBITRIO ESTA EM CADA UM DE NOS ” A UM CAMINHO DA LUZ E O CAMINHO DAS TREVAS”….
Com pentecostais e neopentecostais é bobagem discutir, porque eles não têm capacidade de discernimento para diferenciar ídolos de imagens. Nem eles nem seus pastores. Eles não têm culpa, meu caro Everth. Falta-lhes conhecimento. Eles decoram uns versículos da bíblia e já se acham mestres, acham que podem nos dar aulas sobre a bíblia. Como você sabe, Everth, esse pessoal é todo proveniente da Igreja Católica, cuja doutrina eles desconheciam totalmente, porque jamais se preocuparam em estudar a bíblia ou o Catecismo da Igreja Católica. Viram protestantes, e como os pastores são uma verdadeira abominação, uma tragédia em termos de formação religiosa, ensinam pra eles o que eles acham, porque o achismo é o que vale para o neopentecostalismo. São todos filhos de Lutero, cada um interpreta a seu modo, e eles, como não sabem coisa alguma, interpretam ao modo deles. Pra quem diz que foi Constantino quem fundou a Igreja Católica, quando Constantino foi batizado no leito de morte por um bispo ariano, o que esperar?
E muito cansativo discutir com as heresias. Eles inventam as coisas de acordo com a discussao. Eles nao tem em que se afirmar. Eu estou cansada desse negocio de Catolicos terem que se justificar diante dos hereges. Isso so dar a eles a grande imprressao de que eles realmente estao na autoridade de julgar os pobre Catolicos que tem que dar satisfacao a eles sobre a nossa Fe. isso e pra la de ridiculo. Temos que assumir a Nossa identidade e autoridade e parar de se explicar pra esses hereges que a unica intencao e destruir a Santa Igreja Catolica. A tatica deles e sempre nos colocar na defesa. Para quem quer crer, nenhuma palavra e necessaria. Para quem nao, milhoes de palavras vale nada. Nao joguemos a Perola aos porcos.
Eles deviam dar uma olhada no site do “caiafarsa”, lá tem inúmeras fotos de protestantes prostados diante de imagens, bem como várias igrejas protestantes estrangeiras, recheadas de imagens (inclusive com crucifixo). Será que só os protestantes do Brasil continuam na estupidez?