
“Russomacedo”. Ilustração de Eduardo Nunes.
Na terra do valente Padre Anchieta, e contrariando praticamente todas as pesquisas eleitorais, o candidato do PRB à Prefeitura, Celso Russomanno, não foi nem para o segundo turno. No início do mês de setembro, voltou a circular um texto polêmico, escrito pelo presidente do partido de Russomanno – e, não por acaso, pastor da Universal – que acusava a Igreja Católica de promover o “kit gay”. Dom Odilo Scherer condenou veementemente o artigo. O clima de tensão perdurou até o dia 22 de setembro, quando o arcebispo de São Paulo se reuniu com Russomanno.
Já era muito tarde. Estava evidente a forte ligação entre o PRB e o negócio dirigido por Edir Macedo, desde 1977, para enganar os incautos (e que alguns ousam chamar de “igreja”). Acredito que, aliado à pequena expressão política de Russomanno, este fato foi decisivo para a definição nas urnas. Há tempos a comunidade do bispo Macedo é conhecida por seus desrespeitos à religião católica, por seus atentados à bioética e – não poderíamos esquecer – por inúmeras acusações de envolvimento em esquemas de corrupção.
Vão disputar a corrida eleitoral, no segundo turno, os candidatos José Serra, do PSDB, e Fernando Haddad, do PT. Este último, conhecido por propor o “kit gay” enquanto ministro da Educação, vai contar com o apoio especial do filósofo Gabriel Chalita – que obteve 13,6% dos votos válidos na capital. Segundo notícia da Folha Online, “os petistas prometem abrir espaço para Chalita no comando da campanha”. Afinal, “ele deverá atuar como ponte entre o PT e a Igreja Católica”.
Gabriel Chalita vai militar pelo PT, mais uma vez. Pelo partido cujo histórico denuncia um compromisso escancarado com a “cultura de morte”; pelo partido que se identifica com a defesa de programas voltados à “diversidade” – o que, na verdade, não passa de eufemismo para indicar submissão aos interesses do movimento LGBT. Chalita, que chegou a apresentar programas na TV Canção Nova, se alia novamente ao partido que jogou no lixo a ética e o respeito pela vida dos mais indefesos. Os jornais erram, dizendo que ele “deverá atuar como ponte entre o PT e a Igreja Católica”. Entre um partido abortista e a Igreja nenhuma ponte pode ser construída, a não ser a da excomunhão.
Enquanto alguns católicos cantam uma música melosa, de mãos dadas com abortistas e gayzistas, o pastor Silas Malafaia se manifesta contrário à candidatura de Haddad, o “autor do kit gay”. Como diz o adágio popular, “mais macho que muito homem”.
O artigo está tão bem escrito que assino junto com o sr. Everth.
Mas uma coisa me surpreendeu é o poder da CNBB de derrubar um candidato como fez com o Russomano que iria ganhar sim as eleições. Foi a CNBB que fez a lei de ficha limpa coletando milhões de assinatura, em outras palavras, se os bispos quisessem derrubar várias leis que vão contra as Leis de Deus como o casamento homossexual e o divorcio aprovados no Brasil, e o aborto que irá sim ser aprovado no Brasil com a omissão da maioria absoluta do clero brasileiro, eles tudo poderiam eis que o poder vem de cima.
Como o PT nasceu da esquerda católica não me surpreenda que são os piores, com seu “cristianismo” bicha e abortista.
Quanto ao Chalita e o Haddad que são ligados a esquerda católica, esperamos que o caso do kit bicha para crianças de 8 anos exploda com a revolução homossexual, pois depois que o Chalita e o Edinho Silva perderam seus programas na Canção Nova, muitos católicos que apoiavam o casamento homossexual recuaram.
Que essa eleição seja mais um recuo na opinião dos católicos que estavam aceitando as maiores barbaridades como o casamento homossexual, o divorcio e o aborto.
Circula no meio poltico municipal o “boato” de que Chalita GAY, isso no de se estranhar.
Em 8 de outubro de 2012 18:44, Ecclesia Una escreveu:
> ** > Everth Queiroz Oliveira publicou: “ “Russomacedo”. Ilustrao de Eduardo > Nunes. Na terra do valente Padre Anchieta, e contrariando > praticamente todas as pesquisas eleitorais, o candidato do PRB > Prefeitura, Celso Ru”
Embora o Chalita se considere representante da Igreja Católica, que de fato não é, na qualidade de católico espera-se dele atitudes cristãs e, embora não morra de amores pelo Serra, ao menos retire-se da campanha não apoiando ninguém, muito menos um candidato que claramente promove campanhas contrárias a moral cristã.
A união de Haddad e Chalita já havia sido cogitada aqui no post antes das eleições. É importante que as comunidades católicas entendam os reais motivos dessa união.
A esquerda católica não existe, o que existe são pessoas que querem destruir a Igreja e confundir seus fiéis.
Concordo no que se diz respeito, a moral Cristã, acredito que a igreja tenha que se amnifestar contra tudo o que é contra a vida. Porém a fome, a injustiça social, a exclusão dos menos favorecidpo é um ato contra a vida também, e a igreja sempre terá a opção evangelica preferencial pelos pobres. Então ao votarmos temos que pensar que o veto pode ser dado a uma ação ou a uma cartilha porém ao programa de governo, que vai em desencontro com a necessidade do proximo. Não vejo muita saída em São Paulo.