Quando postamos, em nossa página no Facebook, uma imagem condenando o voto dos cidadãos cariocas no político Marcelo Freixo, do Partido Socialismo e Liberdade, houve um rebuliço generalizado. Os eleitores do então candidato à Prefeitura do Rio me acusavam de disseminar o ódio, de “condenar” o sujeito, e alegavam que um cristão de verdade não deveria fazer isso, afinal – interpretando equivocadamente uma frase da bem-aventurada Madre Teresa de Calcutá – “quem julga não tem tempo para amar”.
Chalitices à parte, a imagem foi apagada da rede social Facebook. E isto simplesmente porque anunciava que o candidato do PSOL é favorável à descriminalização do aborto, e milita abertamente por esta causa política.

Imagem publicada em nossa página no Facebook. E excluída semanas antes das eleições.
Não entendo porque tanta preocupação com a imagem publicada, se o que foi apresentado nada mais é que a verdade dos fatos. Sim, é verdade. Está no site da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, ambiente onde trabalha Freixo, como deputado. Na página citada, ele pede que seja revogada a lei nº 3847, de maio de 2002, que institui 25 de março como o Dia do Nascituro. E por quê?
“As motivações que trazem à tona projetos que estabelecem o dia do nascituro estão ligadas a uma convicção religiosa de que o feto já é um ser humano, e de que, portanto, a sua vida deve ser respeitada e valorizada como a de qualquer outro ser humano já nascido. (…) Considerando o caráter laico atribuído ao Estado Brasileiro, não há nenhuma justifica plausível à criação de um dia do nascituro. As preocupações daqueles que ocupam cargos públicos deve ser com a saúde pública, com a saúde da mulher, com o direito de opção. (…) O Brasil não pode seguir cultuando uma cultura de crueldade para com as mulheres que precisam e decidem abortar e que, diante da criminalização, recorrem a práticas inseguras que colocam em risco suas próprias vidas. É dever do Estado Brasileiro em geral, e do Estado do Rio de Janeiro em particular, apoiar as mulheres em suas decisões reprodutivas. Em respeito à democracia participativa, os governos deveriam acolher a diretriz aprovada na Conferência Nacional de Políticas para Mulheres: descriminalizar e legalizar o aborto.”
Marcelo Freixo não só é favorável à descriminalização do aborto, como milita publicamente por esta causa sanguinolenta – assim como o seu partido, de cujo núcleo Heloísa Helena se viu obrigada a sair, justamente por não concordar com a legalização da prática. Aliás, o PSOL já traz, em seu nome, uma contradição escabrosa: quando e onde o socialismo foi sinônimo de liberdade? Durante o século XX, por onde passou, o socialismo deixou um terrível rastro de morte e destruição. São muitos os países que experimentaram os frutos amargos de um discurso mentiroso e opressivo, que de libertador não tinha nada. Hoje, em nome de uma falsa noção de liberdade, defende-se a atrocidade do aborto. Não bastaram os horrores que a eugenia produziu em meados do último século; temos que ver o mesmo discurso reproduzido nos estatutos dos partidos brasileiros, que, entregues ao pensamento esquerdista, solapam os princípios mais elementares da dignidade e da boa convivência humanas.
E não é preciso – como defende Freixo – ser religioso para ser contrário à despenalização do aborto. Para o mundo científico, está tudo muito óbvio: a vida humana começa na concepção. Interrompê-la, portanto, como sugere o eufemismo utilizado não raras vezes pelos movimentos feministas, significa assassinar um ser humano. Ora, está fora de questão que não pode permanecer impune quem tira a vida de outra pessoa – especialmente a inocente, como é o caso do nascituro. Nisto se fundamenta a luta dos movimentos pró-vida: não em dogmas ou sugestões religiosas, mas na própria lei natural, na própria noção de justiça, em convicções que partem de conclusões científicas.
Como bem lembrou Bento XVI, os princípios que interessam aos cristãos na vida política “estão inscritos na natureza humana e, portanto, são comuns a toda a humanidade. A ação da Igreja de os promover não assume, por conseguinte, um caráter confessional, mas dirige-se a todas as pessoas, prescindindo da sua filiação religiosa.” Ficar repetindo ad nauseam que “o Estado é laico” não funciona. É um estratagema que já foi amplamente desmascarado pela doutrina social da Igreja.
Mesmo com os abortistas e socialistas denunciando nossas imagens no Facebook, o povo carioca foi inteligente e disse “não” a Marcelo Freixo. O candidato do PSOL foi vencido por Paes, do PMDB, ainda no primeiro turno.
“As motivações que trazem à tona projetos que estabelecem o dia do nascituro estão ligadas a uma convicção religiosa de que o feto já é um ser humano, e de que, portanto, a sua vida deve ser respeitada e valorizada como a de qualquer outro ser humano já nascido. (…) Considerando o caráter laico atribuído ao Estado Brasileiro, não há nenhuma justifica plausível à criação de um dia do nascituro. As preocupações daqueles que ocupam cargos públicos deve ser com a saúde pública, com a saúde da mulher, com o direito de opção. (…) O Brasil não pode seguir cultuando uma cultura de crueldade para com as mulheres que precisam e decidem abortar e que, diante da criminalização, recorrem a práticas inseguras que colocam em risco suas próprias vidas. É dever do Estado Brasileiro em geral, e do Estado do Rio de Janeiro em particular, apoiar as mulheres em suas decisões reprodutivas.
Como as pessoas falam as coisas sem saber. A educação brasileira está muito ruim mesmo. Everth, caso você não saiba, o prefeito não pode fazer nada para legalizar o aborto, mas ele pode investir em uma educação de qualidade que acarretará em menos meninas fazendo filhos sem planejamento, aliás, é essa a proposta de Marcelo Freixo. Além disso, falar que socialismo não combina com liberdade mostra realmente que seus conhecimentos estão fracos. Desculpe, não estou querendo ofender, mas o socialismo não é uma coisa cristalizada no tempo, assim como o capitalismo de hoje foi muito modificado. O socialismo de Marcelo Freixo é muito mais democrático que o capitalismo feito por Eduardo Paes. Marcelo iria implantar uma gestão transparente onde todos os gastos ficassem na internet para todos verem. Iria consultar a população para formular seu planejamento. Você mesmo pode fazer um teste, procure o Marcelo para colocar suas ideias e verá que ele a escutará e debatera com a você. Eu mesmo tenho algumas divergências de pensamentos, mas quando se sabe o que é especulação imobiliária (ignorada pelo Eduardo Paes), Cartel e favorecimento de algumas empresas, é difícil não fechar com Freixo. Espero que possa se informar mais sobre os programas municipais e que antes de criticar, entenda que o seu voto pode salvar a vida de várias pessoas. O aborto é um tema polêmico, mas que nada tem com o prefeito. Um grande abraço!
Anderson, no programa do Freixo não tinha a criação de postos especializados em aborto? Então o prefeito pode sim fazer algo..
E aproveitando, nessa eleição, foi tanta (na verdade poucas fazendo muito barulho) gente falando que ia ter segundo turno que até alguns quase que acreditaram que era mesmo um cenário possível. Típico comportamento de alguns regimes vermelhos que vemos por aí – ficam repetindo que nem mantra algumas mentiras que uma hora vira verdade.
E nesse eleição, 60% da população fechou com o Paes. E desses 60% quase ninguém tem parentesco com empresas de ônibus ou milícias.
Desculpa sair um pouco do tema do artigo…
Anderson, sou carioca não fechei com o Freixo e tão pouco com o Paes. O mal da esquerda é achar que só tem 2 caminhos… Ou você é comunista ou capitalista selvagem.
Freixo não encerrará a carreira dele na Prefeitura, ou vai? Certamente alçará vôos mais altos. Nós católicos não votamos nele, e em nenhum partido de esquerda, não só porque TODOS são favoráveis ao aborto e tem isso em seus programas, mas porque todo o programa deles é imoral e radicalmente contrário à DSI. Dizer que o Freixo não legalizaria o aborto sendo prefeito é de uma inocência ou uma ignorância tão grandes que não leva em conta o nº de ONGs sustentadas com o meu e o seu dinheiro pra incentivar, apoiar e realizar HOJE o assassínio de inocentes (mesmo sem ‘legalizar’).
E o que dizer dos católicos apoiando o candidato do kit-gay em São Paulo?
O católico carismático Gabriel Chalita vai mesmo apoiar o Haddad?
Parece que o anúncio oficial sai semana que vem: http://www.valor.com.br/eleicoes2012/2858858/chalita-nega-conversas-com-haddad-para-apoio-no-2
Boa Everth,
não tenho facebook ainda, e vi a imagem postada somente no e-mail.
Se tivesse acesso antes, enviava nos meus contatos de e-mail.
Ainda bem que ele perdeu !
Com comuna é isso ai, sempre a verdade, pois eles só sabem mentir. Dá mole não !
abs
MR
Ele fecha com a ideologia gay,apoia as leis “anti-homofobia”,e também é a favor da legalização da maconha.
Cartilha completa do Marxismo Cultural !!
Freixo faz apologia completa da estratégia Gramsciana/Escola de Frankfurt da década de 30 e o leitor Anderson vem falar que socialismo não é cristalizado !
Na página das eleições do globo,no quiz de respostas dos candidatos para os problemas essenciais da cidade,Paes e Freixo tinham as mesmas respostas.A diferença é a ética,e o povo,de maioria conservadora,quer ser representado.
O que nos aproxima mais do fim do mundo:$ para o F.Cavendish(da Delta)comprar uma mansão nova,ou $ para as ONG’s esquerdistas cumprirem a agenda do marxismo cultural ?
abrax,valeu Everth
Sou Católico e Ministro extraordinário da Eucaristia em Dom Cavati – MG. Entrei nesse sitio por acaso, devido algumas postagens de fundo preconceituoso que chegaram no meu face. Fiquei realmente preocupado com os fundamentos preconceituosos dos artigos. Nosso país é laico e alguns posts de fundo religioso podem levar o enfrentamento de grupos radicais. Se essa é a intenção suas, provavelmente conseguirão. Posicionamento contra o aborto e outros pecados mortais contra a vida é uma obrigação de todos os cristãos, mas meus caros jovens. Estou realmente preocupado com o radicalismo religioso dos posts. Chegam a classificar outros grupos católicos que pregam a fé em Cristo de “ratos esquerdistas”, isso não é a mensagem de amor e paz do Reino de Deus e apresenta uma diferença muito grande em relação aos ensinamentos de Cristo.