Sete bilhões de razões para cuidar do planeta


Não é novidade para ninguém que a visão do movimento ecológico moderno sobre a natureza e o meio ambiente está totalmente imersa em uma religiosidade panteísta e neopagã. Foi o próprio Papa Bento XVI quem alertou para o perigo desta forma de pensar, quando lembrou que:

“Uma visão correta da relação do homem com o ambiente impede de absolutizar a natureza ou de a considerar mais importante do que a pessoa. Se o magistério da Igreja exprime perplexidades acerca de uma concepção do ambiente inspirada no ecocentrismo e no biocentrismo, fá-lo porque tal concepção elimina a diferença ontológica e axiológica entre a pessoa humana e os outros seres vivos. Deste modo, chega-se realmente a eliminar a identidade e a função superior do homem, favorecendo uma visão igualitarista da ‘dignidade’ de todos os seres vivos. Assim se dá entrada a um novo panteísmo com acentos neopagãos que fazem derivar apenas da natureza, entendida em sentido puramente naturalista, a salvação para o homem.”

- Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2010
8 de dezembro de 2009

Neste sentido, é realmente desanimador ver como muitos grupos ou empresas – e até ações ou movimentos ligados à Igreja Católica! – têm tratado este tema tão desafiador para os nossos tempos: alinhando-se às grandes organizações globalistas, atendem às ideias sorrateiras dos gurus da “religião da nova era”.

Mas, nem tudo está perdido. Uma empresa espanhola – ligada ao desenvolvimento de estratégias sustentáveis para a produção de energia – veiculou uma peça publicitária interessante, de título 7.000 millones de razones para cuidar el planeta [“7.000 milhões de razões para cuidar do planeta”]. “7.000 milhões de razões”: justamente os sete bilhões de seres humanos que hoje cobrem a superfície terrestre; afinal, o centro de uma proposta ecológica sadia e equilibrada deve estar na vida humana, e na sua dignidade.

- É só uma peça publicitária, dirão. – Pode até ser uma ação isolada e destoante da realidade moderna. Mas é um sinal – alentador – de que ainda há juízo nas mentes dos profissionais de comunicação.

Um comentário sobre “Sete bilhões de razões para cuidar do planeta

  1. Sempre olhei com muita desconfiança esse movimentos ambientalista radicais, e por uma série de razões. A principal delas é o pouco conhecimento que temos da natureza, haja vista que os fenomenos El Niño e Laa Niña só há muitopouco tempo ficou conhecido. É claro e evidente que temos que temos que ter mais respeito pela natureza, com ações simples e absolutamente racionais, como evitar constyruir em encostas, desmatar as beiras dos rios, jogar lixo em rios e rib eirões, etc. Mas toda essa celeuma criada em torno do novo Código Florestal Brasileiro demonstra interesses escusos e que precisam ser combatidos com extremo rigor. . Tudo, no entanto, tem que ser visto sob o ponto de vista humano, o que é bom e o que não é bom para a humanidade. Açõies, como as promovidas pela antiga União Soviética na Asia Central, que fez secar o Mar de Aral dem9nstra o total desrepseito à natureza e ao próprio ser humano. Tem toda razão o Santo Padre.

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