por Everth Queiroz Oliveira
O Alexandro publicou em seu blog mais um artigo atacando a Igreja Católica. Dessa vez o título escolhido foi: “Os pecados abomináveis da Igreja Católica”. Como se a Igreja Católica, corpo de Cristo, realmente tivesse pecados; como se Ela não fosse santa, irrepreensível e imaculada; como se Ela se misturasse com as heréticas seitas protestantes. Enfim, mais uma vez lemos em todo o artigo mentiras e mais mentiras contra a Única Igreja de Cristo, a Santa e Una Sé Católica. E mais uma vez me sinto no dever de refutar, com a devida atenção, aos fúteis argumentos agora apresentados por nosso amigo adventista.
Peço, antes de interpelá-lo através da correção justa e fraterna proposta pelas Sagradas Escrituras, a intercessão de São Jerônimo, grande exegeta das Letras Sacras, homem fiel a interpretação verdadeira da Bíblia. Que possa pedir a Deus para que dê-nos sabedoria, a fim de que possamos, com paciência e muita força de vontade, defender a fé católica das tentativas dos hereges em derrubá-La.
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O Alexandro começa o artigo citando o primeiro ponto, em que afirma que a Igreja é culpada de interpretar erroneamente a Bíblia:
“O grande erro da Igreja Católica reside no fato de que a Bíblia é interpretada à luz das opiniões dos ‘pais’. Suas opiniões são consideradas infalíveis, e os dignitários da Igreja supõem ser sua prerrogativa obrigar os outros a crer como eles e usar a força para compelir a consciência. Os que não concordam com eles são declarados heréticos. Mas não é assim que deve ser interpretada a Palavra de Deus. Ela deve basear-se em seus próprios méritos eternos, ser lida como a Palavra de Deus, obedecida como a voz de Deus que revela Sua vontade para as pessoas. A vontade e a voz de homens finitos não devem ser interpretadas como sendo a voz de Deus”.
Foi a autoridade da Igreja Católica Apostólica Romana – queira Alexandro ou não – que “promulgou”, por assim dizer, e definiu quais seriam os livros que iriam para a Sagrada Escritura. Se não fosse a autoridade do Magistério da Igreja e da Tradição Apostólica, não haveria a Sagrada Escritura tal como a conhecemos hoje. Os livros que narravam a vida de Jesus ou instruíam regras acerca da doutrina cristã foram escritos por apóstolos da Igreja primitiva, que Santo Inácio de Antioquia chamou de católica. E os livros que foram para o Cânon bíblico foram todos definidos também pela autoridade da Igreja. No século IV eles já tinham definidos todos os livros que seriam por nós hoje considerados a Palavra de Deus – inclusive os deuterocanônicos -.
Muitos documentos históricos comprovam isso. A Epístola 39, de Santo Atanásio de Alexandria e o Decreto Gelasiano, do Papa Dâmaso, são uns desses documentos. Inclusive foi S. Atanásio quem proferiu, por meio de seu Credo, aquela bela frase: “Quem quiser salvar-se deve antes de tudo professar a fé católica” (1). Mas, enfim, não querendo mudar o foco do assunto, mas, pelo contrário, reafirmando ainda mais a verdade, faz-se mister observar que, sendo a Igreja aquela que estabeleceu os livros que iriam para a Bíblia, teria Ela o Espírito Santo, afinal a Sagrada Escritura é infalível. Se a Igreja Católica tem o Espírito Santo para determinar os livros que vão para a Bíblia, então Ela também tem capacidade – graças ao Espírito de Deus – de interpretar autenticamente a Bíblia Sagrada.
Ainda mais. O Catecismo da Sé Apostólica confessa que “[o] encargo de interpretar autenticamente a Palavra de Deus, escrita ou contida na Tradição, foi confiado só ao Magistério vivo da Igreja, cuja autoridade é exercida em nome de Jesus Cristo, isto é, aos bispos em comunhão com o sucessor de Pedro, o bispo de Roma” (CIC § 85). Uma vez que a Igreja Católica é a única fundada por Jesus Cristo (cf. Mt 16, 18), mais nenhuma, é também somente Ela que possui o encargo de interpretar de modo correto a Palavra de Deus. Interpretar a Bíblia todos nós podemos. A questão está em interpretar de maneira certa. Somente a Igreja o pode, pois somente essa Igreja possui o Espírito Santo. Além disso, escreve São Pedro Papa: “Nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal” (2 Pd 1, 20).
Alexandro acusa-nos falsamente de obrigarmos os outros a crer como a Igreja e usar a força para compelir a consciência. Na verdade, o que é a fé? Não é a livre aceitação e adesão à vontade de Deus? Pois então, fizemos essa escolha: de seguir a verdade. Ninguém nos impôs a crermos nessa fé. Nós cremos porque queremos exercer a nossa liberdade no caminho da verdade, e não nas frivolidades apresentadas por qualquer igrejinha de esquina. Agora, aqueles que não crêem são o quê? Crentes? Não?! Então, ora, faz-se necessidade destacar que eles são hereges; nada mais nada menos que isso. Aquele que não crê no que a Igreja propõe e apresenta como divinamente revelado é um herege. Isso é compelir a consciência? Ou será dizer a verdade?
Com doutrinas diferentes e estranhas, já dizia Cardeal Pio em Sermão da Catedral de Chartres, é preciso ser intolerante, afinal “[f]az parte da essência de toda a verdade não tolerar o princípio que a contradiz”. A igreja Adventista, assim como as seitas protestantes que se desintegraram da Verdade, é herética. Se é a Igreja que detém a verdadeira e única correta interpretação da Bíblia Sagrada, então todas as outras interpretações estão erradas, são falsas. Quem as segue nada mais são que hereges.
Por fim, segue Alexandro: “A vontade e a voz de homens finitos não devem ser interpretadas como sendo a voz de Deus”. Se isso de fato é verdade, então o que podemos dizer das palavras de São Paulo, grande pregador da Palavra? O que podemos dizer então das palavras infalíveis dos apóstolos que escreveram os livros que foram para a Bíblia? Incoerente ao extremo é essa conclusão do Alexandro. Mais incoerente ainda ela se torna quando observamos os livros em que ele se baseia para atacar a Igreja: inspira-se nos escritos de Elen Gould White que, segundo eles, é uma grande profetisa, que “não falhou”. Ora, se de fato a voz de homens finitos – como se a nossa alma morresse também junto com nosso corpo – não deve ser considerada voz de Deus, então o que dizer da atitude de crer nos escritos de uma humana?
Incoerente. E novamente a Bíblia o atesta, através da segunda carta de S. Pedro: “Homens inspirados pelo Espírito Santo falaram da parte de Deus” (1, 21). Muitos homens, inspirados pelo Paráclito, falaram da parte de Deus, ou seja, suas vozes se uniram à voz da Verdade, à voz de Cristo.
Mas Alexandro insiste em pregar desobediência à Igreja Católica. No item 2 fala novamente sobre a mudança da guarda do sábado para o domingo, assunto já debatido no artigo “Mentiras Adventistas”, insistindo em dizer até mesmo que essa mudança é um sinal da Besta. Já explicada está a questão, mas é sempre importante lembrar que o sábado foi substituído pelo domingo porque Jesus ressuscitou justamente neste dia. Diz São Paulo aos efésios: “Somos obra sua, criados em Jesus Cristo para as boas ações, que Deus de antemão preparou para que nós as praticássemos” (Ef 2, 10). Ora, se já havíamos sido criados antes, por Deus, então o que quer dizer essa expressão “criados em Jesus Cristo”? Justamente isso: por meio da ressurreição de Nso. Senhor Jesus Cristo fomos criados novamente. Se a primeira Criação foi manchada pelo pecado de Adão e pela queda de todo o gênero humano, a ressurreição de Cristo representou a reparação pelo pecado humano. E em que dia Cristo ressuscitou? Justamente no domingo. Por isso hoje o domingo é considerado o dia do Senhor.
A definição e estabelecimento do domingo como dia do Senhor aconteceram ainda nos tempos apostólicos. Os apóstolos começavam a se reunir nos domingos para a fração do pão (cf. 1 Cor 16, 2; At 20, 7; Ap 1, 10 vide Vulgata). É falsa aquela afirmação adventista que afirma que o domingo só começou a ser guardado depois do século IV… Imediatamente após Pentecostes os apóstolos viram a necessidade de se reunirem no domingo, dia que Jesus havia vencido a morte para nos dar a vida eterna. E depois disso muitos bispos confirmaram o domingo como dia a ser guardado, entre eles Santo Inácio de Antioquia, contemporâneo dos apóstolos.
No item 3, Alexandro acusa os bispos da Igreja de “viverem no Luxo e nos Prazeres Sensuais”. O ensinamento da Igreja sempre foi claro quanto ao desapego material e espiritual desse mundo. Se algum sacerdote ou bispo da Igreja de Deus – e é forçoso admitir que existem muitos que vivem uma vida totalmente desregrada – desobedece essa instrução, aí já partimos para um erro individual da pessoa, não da Igreja. O pecado, nesse caso, não é da Igreja Católica, que alertou os seus membros a permaneceram unidos à Palavra de Deus, mas sim dos próprios indivíduos, que decidiram pecar contra Deus e contra a instituição à qual pertencem.
Ora, a Bíblia mesmo cita passagens que exploram de modo profundo essa questão do pecado nos sacerdotes:
“Mas também estes titubeiam sob o efeito do vinho, alucinados pela bebida; sacerdotes e profetas cambaleiam na bebedeira. Estão afogados no vinho, desnorteados pela bebida, perturbados em sua visão, vacilando em seus juízos.” (Is 28, 7)
“Foi por causa dos pecados de seus profetas e das iniqüidades dos sacerdotes, que derramavam em seus muros o sangue dos justos.” (Lm 4, 13)
“Seus sacerdotes violam a minha lei, profanam o meu santuário, tratam indiferentemente o sagrado e o profano e não ensinam a distinguir o que é puro do que é impuro; (…) no meio deles a minha santidade é profanada. (Ez 22, 26)
“Os sacerdotes, porém, vendem essas ofertas em proveito próprio, e suas mulheres as preparam, sem nada repartir com os pobres e os infelizes.” (Bc 6, 27)
Não estamos tentando, ao citar algumas passagens da Bíblia que falam sobre o assunto, justificar os pecados dos sacerdotes. Não! Longe de nós fazermos isso! Mas não é certo afirmar – e foi isso que você fez – que a Igreja é culpada pelos pecados dos seus sacerdotes. A Igreja Católica sempre afirmou e reafirmou quão grande é a necessidade da santidade na vida dos sacerdotes e nunca deixou, por meio dos escritos de seus santos, de alertá-los para que tivessem uma vida mais pura e mais santa. Se os sacerdotes pecam, vivendo no luxo e nos prazeres, é por vontade deles de pecarem. E a Igreja, quanto à questão da culpa, não tem nada a ver com os pecados individuais de seus filhos.
Mas ele prossegue:
“Por toda parte se vê a insígnia da cruz. Por toda parte é ela exteriormente honrada e exaltada. Mas os ensinos de Cristo estão sepultados sob um montão de tradições destituídas de sentido, falsas interpretações e rigorosas exigências. As palavras do Salvador relativas aos fanáticos judeus aplicam-se com maior força ainda aos chefes da Igreja Católica Romana: ‘Atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo os querem mover’ (Mt 23, 4).”
Os ensinos de Cristo sepultados? Só se for pela igreja Adventista do Sétimo dia! A Igreja Católica nunca cansou de pregar a voz de Cristo em meio à sociedade. Aliás, lanço até mesmo um desafio: como ele me explica a Igreja haver resistido dois mil anos, desde Jesus até os dias de hoje? A resposta está na Bíblia: “Aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática é semelhante a um homem prudente, que edificou sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos e investiram contra aquela casa; ela, porém, não caiu, porque estava edificada na rocha” (Mt 7, 24-25). Não caiu: non praevalebunt (cf. Mt 16, 18). As portas do inferno não prevalecerão! A Igreja não caiu, não cai, não cairá, não vacilará, porque “edificou sua casa sobre a rocha”.
Mas ele continua insistindo e chega inclusive a afirmar que os sacerdotes “atam fardos pesados e difíceis”, mas nem com o dedo querem mover. Vejam que ele generaliza dizendo que “os” chefes da Igreja Católica fazem isso. A ignorância lhe subiu à cabeça. Sim, porque talvez não conheceu a história do Santo Cura d’Ars; porque talvez não conheceu a história de São Pio de Pietrelcina e de outros tantos santos sacerdotes que viveram dando a vida por Jesus Cristo e Sua Igreja. E hoje, no mundo contemporâneo, embora não sejam poucos os números de casos de escândalos envolvendo padres da Igreja, são inúmeros os exemplos que temos de sacerdotes santos, que são verdadeiros modelos da vida cristã e de castidade.
No entanto, é mais fácil falar dos erros individuais dos filhos da Igreja do que falar das honras e méritos dos santos e santos da Sé! Sim. O mundo busca derrubar a Igreja por meio dessa tática: alfineta o Corpo de Cristo mostrando às pessoas o lado humano e pecador dos membros da Igreja para poder dizer que a Igreja é pecadora… Mas a verdade é que a Igreja não é pecadora. Ela, enquanto Corpo de Cristo (cf. Ef 5, 27), é “santa e irrepreensível”; não pode se corromper. Agora, seus membros, enquanto humanos e dotados de imperfeição, não são santos, mas estão em processo de santificação pois Cristo, cabeça da Igreja, santifica os seus membros através do Seu Sangue Redentor.
Mas Alexandro chega a afirmar que a Igreja Católica misturou “o paganismo com o cristianismo”. Parece até que não conhece história… Não chegou a pensar no duro que a Igreja Católica construindo sobre alicerces cristãos a nossa civilização ocidental; o duro que Ela deu tentando “pôr a terra nos eixos” da verdade de Cristo. Foi Ela – e não a igreja adventista – que extinguiu senão tudo, boa parte do paganismo do Ocidente. Foi Ela que, em cima das cinzas do paganismo construiu uma moral cristã justa e santa. Foi Ela – e tão somente Ela – que apresentou Jesus ao mundo. O protestantismo, fruto da desobediência de Lutero e de outros rebeldes, surgiu no século XVI; não encaminhou ninguém à fé. Ela já existia antes dele, graças ao trabalho da Igreja Católica.
“Nos dias da supremacia de Roma – insiste Alexandro -, houve instrumentos de tortura para forçar o assentimento a suas doutrinas. Houve a fogueira para os que não queriam admitir suas exigências. Houve massacres em proporções que jamais serão conhecidos até que se revelem no dia do juízo. Os dignitários da igreja, dirigidos por seu chefe Satanás, dedicavam-se a inventar meios para produzir a maior tortura possível antes de pôr termo à vida das vítimas. Em muitos casos o processo infernal era repetido ao limite extremo da resistência humana, até que a natureza capitulava na luta e o sofredor saudava a morte como doce alívio.”
E novamente o assunto Inquisição entra em debate. Em primeiro lugar, sem que se ponha esse acontecimento histórico em seu contexto, não será possível haver uma reta compreensão do mesmo. Naquele tempo onde ocorreu a Inquisição, existia uma justiça pouco eficaz no combate ao crime. A tortura e a pena de morte eram quase que necessidades, uma vez que, em meio ao crescente número de crimes no campo e na cidade, não se via outra alternativa senão o rigor judicial. Para a moral daquela época, a pena de morte e a tortura não eram vistas como coisas ruins. Mas hoje, onde já observamos um sistema policial mais eficiente, a pena de morte quase não é mais vista… Então não podemos querer interpretar a Inquisição segundo a nossa visão ou segundo a ética do século XXI. A Inquisição é da Idade Moderna. Precisamos verificá-la no contexto daquele tempo.
São Tomás de Aquino vai escrever que “[é] muito mais grave corromper a fé, que é a vida da alma, do que falsificar a moeda, que é o meio de prover à vida temporal. Se, pois, os falsificadores de moedas e outros malfeitores são, a bom direito, condenados à morte pelos príncipes seculares, com muito mais razão os hereges, desde que sejam comprovados tais, podem não somente ser excomungados, mas também em toda justiça ser condenados à morte” (Suma Teológica II-Il, 11, 3c). Hoje, para nós, essa frase pode parecer absurda, mas naquele tempo, onde já notávamos um sistema judiciário ineficiente e fraco, a pena de morte era vista como uma solução para muitos crimes. E até um certo tempo foi. Mas com a evolução dos sistemas sociais e da própria tecnologia, foi possível punir os crimes sem a necessidade da pena de morte.
Esse assunto é bastante interessante de ser discutido. Aconselho os que querem saber mais sobre o assunto a lerem o livro “A Inquisição em seu mundo”, do Prof. João Bernardino Gonzaga, disponível para download no site São Pio V. Não podemos – repito – inserir a Inquisição num contexto diferente do qual aconteceu. Não podemos analisá-la segundo a visão simplista de uma pseudo-profetisa que se julga inspirada por Deus. A associação entre a Inquisição e a crueldade é feita justamente por essas pessoas que querem descontextualizar esse fato histórico. E definitivamente não é possível fazer isto sem que se cometa um grave erro contra a história e contra a fé.
No item 5, Alexandro continua:
“Se quisermos compreender a decidida crueldade de Satanás, manifestada no transcurso dos séculos, não entre os que jamais ouviram algo acerca de Deus, mas no próprio coração da cristandade e através da mesma em toda a sua extensão, temos apenas de olhar para a história do romanismo. Por meio deste gigantesco sistema de engano, o príncipe do mal leva a efeito seu propósito de acarretar a desonra a Deus e a desgraça ao homem.”
Não entendi bem o que ele quis dizer relacionando a culpa da Igreja Católica com o Império Romano. Talvez ele seja mais um daqueles ignorantes que ache que a relação entre a Roma pagã e a Igreja Católica cristã é quase que inseparável. Infelizmente a realidade não é essa; e nós católicos bem sabemos porque a Igreja é denominada “romana”. A autoridade maior da Igreja sempre foi o bispo de Roma. Haviam autoridades eclesiásticas como o bispo de Antioquia, de Alexandria, de Esmirna… Mas entre todos esses o maior era o representante de Roma. Por essa razão a Igreja Católica é chamada muitas vezes de romana (confira alguns trechos de escritos da época no Wikipedia).
Mas qual é a relação entre a Igreja e a Roma pagã? Foi Roma que paganizou a Igreja? Não! Foi Igreja que cristianizou o Império Romano! Tanto é verdade que após alguns anos de perseguição de Roma à religião cristã, finalmente um imperador – Constantino – viria a professar a religião cristã.
Agora afirmar que “toda a crueldade” de Satanás esteve concentrada somente no Império Romano e citar Roma como exemplo para toda a desgraça da humanidade é exemplo de uma ignorância absurda. Embora saibamos que a Roma pagã era escandalosa, pagã e anticristã, sabemos também que muitas coisas ruins de nossa cultura foram incorporadas graças às ações de outros impérios da Antiguidade. Não podemos culpar Roma pelos erros da humanidade moderna. Podemos, pelo contrário, citar a grande ação da Igreja Católica para que mudasse a ideologia social do mundo. Se em Roma o divórcio era feito descaradamente, a partir do começo da ação evangelizadora da Igreja Católica o homem passou a compreender que o que Deus uniu o homem definitivamente não separa (cf. Mt 19, 6); se em Roma o aborto e o abandono de filhos eram notados constantemente, a Igreja mudou esse conceito e ensinou que o aborto é um assassinato e que é um desrespeito à lei de Deus. Enfim, podemos citar muitas outras ações que foram feitas unicamente pela Igreja para cristianizar o mundo ocidental e, mais especificamente, no contexto da questão que analisamos, o Império Romano.
No item 6, Alexandro cita o que ele considera “erros doutrinários imperdoáveis”. Ele fala desses supostos erros – claro – segundo a ótica da infame autoridade da igreja adventista do sétimo dia e dos escritos da falsa profetisa Ellen Gould White. Na visão duma seita que prega não a Palavra de Deus, mas sim uma deturpação da mesma, aquilo que está certo obviamente estará errado. Ele diz:
“O culto das imagens e relíquias, a invocação dos santos e a exaltação do papa são ardis de Satanás para desviar de Deus e de Seu Filho a mente do povo. Para efetuar sua ruína, esforça-se por afastar sua atenção d’Aquele por meio de quem unicamente podem encontrar salvação.”
Primeiro o culto às imagens e relíquias. Se esse culto não for de adoração – já que a Bíblia só condena que usemos imagens se elas servirem para idolatria – não existe nenhum problema em prestar o que a Igreja chama de “veneração respeitosa” às imagens sacras e às santas relíquias. Venerar é diferente de adorar. Os protestantes – mais especificamente nesse caso os adventistas – não querem enxergar isso porque sabem muito bem que, se aceitarem essa diferenciação, então não terão mais argumentos para tentar destruir a fé católica. Não existe nenhum documento da Igreja que use a palavra “adorar” para designar o ato com o qual cultuamos os santos e a Virgem Maria. Existe, pelo contrário, documentos que usam a expressão “venerar”, “admirar”. E são verbos diferentes.
Comprovemo-lo biblicamente. Diz Jesus Cristo, citando Dt 6, 13: “Adorarás o Senhor teu Deus, e só a Ele servirás” (Mt 4, 10). Adoração devemos somente a Deus. Mas isso não nos impede, por exemplo, de admirarmos a vida de Maria e de dizer que ela é mulher “de grande virtude, dotad[a] de prudência” (Eclo 44, 3). Isso não nos impede de venerarmos a santa vida de Santo Agostinho, São João da Cruz, Santo Afonso de Ligório, Santa Teresinha do Menino Jesus, Santa Teresa d’Ávila etc., já que a devoção a eles só aumenta e aperfeiçoa a nossa fé em Cristo, uma vez que a oração que fazemos a eles chega a Jesus. Ora, se não pudéssemos venerar pessoas de vida santa e virtuosa, então como explicar aquela frase de Maria: “… me proclamarão bem-aventurada todas as gerações” (Lc 1, 48)?
Dirão: venerar a pessoa é uma coisa, venerar imagem é outra. Sim, mas o culto prestado a uma imagem remonta a seu modelo original, ou seja, quem venera uma imagem venera a pessoa que nela está representada (cf. DS, 601). A idolatria do povo de Israel, ao contrário disso, se caracteriza por prestar um culto de adoração diretamente à imagem como se ela fosse uma pessoa e pudesse fazer alguma coisa em favor dos homens. Daí a frase do salmista: “Têm boca, mas não falam, olhos e não podem ver, têm ouvidos, mas não ouvem, nariz e não podem cheirar. Têm mãos, mas não apalpam, pés e não podem andar, sua garganta não emite som algum.” (Sl 113, 13-15). Os santos estão no céu e ouvem as nossas orações, ao contrário das suas imagens, que são apenas representações físicas deles.
A exaltação do papa nada mais é do que o respeito que os católicos cultivam por aquele que pastoreia o rebanho de Cristo. Não há nada de errado nisso. Acreditar que por trás desse glorioso ato existe alguma vontade de tirar o foco da atenção de Nosso Senhor Jesus Cristo é simplesmente obsessão. Quando chamamos o bispo de Roma, doravante designado Papa, por exemplo, de “representante de Cristo na terra”, estamos falando especialmente da assistência que o Espírito Santo presta a ele. O Papa, quando ensina algo em matéria de fé e moral, não erra, pois o Espírito Santo de Deus não deixa. Esse é o dogma da infalibilidade papal, explicado pela Bíblia: “Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mt 16, 19).
Por fim, Alexandro busca “comprovar” as suas teses usando frases ideológicas de hereges e inimigos da Igreja. Não sabe ele que usar comentários tendenciosos e anticlericais para justificar uma idéia também anticristã é completamente irracional. Ora, qual será a opinião de Calvino, John Knox e Ellen White sobre a Igreja? Não precisa nem ser mágico para descobrir que será a pior possível, uma vez que eles são todos membros de igrejas separadas da Sé de Roma: um da calvinista, outro da adventista.
A pergunta é: que autoridade têm esses homens para definirem que a Igreja Católica seria a meretriz do Apocalipse? Que autoridade tem Pastor Alejandro Bullón ou Pr. Luís Gonçalves para falarem mal da Igreja Católica? Nenhuma! Afinal “[a] vontade e a voz de homens finitos não devem ser interpretadas como sendo a voz de Deus”, não é mesmo?
* * *
Contradições em cima de contradições: é o que lemos nesse novo texto publicado pelo mentiroso site do adventista Alexandro. Mas a máscara da mentira – mais cedo ou mais tarde – cai, afinal, Jesus põe todos os inimigos debaixo de seus pés. Que os membros da igreja adventista possam conhecer a verdade da doutrina de Jesus, que está na Igreja Católica, pois Deus se alegra mais com um pecador que se arrependeu do que com noventa e nove justos que não precisam de arrependimento.
Graça e paz.
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Autor: Everth Queiroz Oliveira


Eu fico pasma de ver a TEIMOSIA (com letra maiúscula mesmo)dos protestantes.Eles falam que seguem a Bíblia ,mas não seguem NADA ,pq se seguissem seriam católicos praticantes,aceitariam o primado de PEDRO e a presença de Cristo na EUCARISTIA.(POIS ELE FOI MUITO CLARO EM SUAS PALAVRAS:”ISTO É O MEU CORPO”,”SOBRE ESTA PEDRA EDIFICAREI MINHA IGREJA”"O QUE LIGAR NA TERRA SERÁ LIGADO NO CÉU”
EMBOTARAM A MENTE E O CORAÇÃO.
E AINDA SE ACHAM NO DEVER DE VIR AQUI NO FORUM NOS DOUTRINAR,PQ SOMOS IGNORANTES E IDÓLATRAS E NÃO LEMOS A BÍBLIA”(ELES DIZEM).
IGNORANTES SÃO ELES,QUE IGNORAM A VERDADE.
Caro Everth,
Gostaria de saber se as discussões em que participei, se foram apagadas, não vamos acessá-las. Como funciona?
Tem um limite?
Obrigado desde já
Fique com Deus.
“Ela deve basear-se em seus próprios méritos eternos, ser lida como a Palavra de Deus, obedecida como a voz de Deus que revela Sua vontade para as pessoas.”
Obedecida como a voz de Deus?
Ué, eles estão falando da Bíblia(escrita por homens por inspiração Divina) ou do Alcorão(ditado por Allah a Mohammand)?
Eu sempre achei que essa bibliolatria protestante era influência islâmica e cada dia fico mais convencido.
E, te corrigindo, a Santa Inquisição era da Idade Média mesmo. Na Idade Moderna o que encontramos são a Inquisição Espanhola e a Inquisição Protestante(a mais genocída).
Que venha uma Nova Cristandade, com uma Nova Inquisição e um Novo Index. Só quem estudou história sabe o bem que eles faziam à humanidade.