Virada Radical da juventude católica, em Mato Grosso

Aconteceu neste último fim de semana (dias 29 e 30 de junho e 1º de julho), na paróquia Cristo Rei, cidade de Várzea Grande, o retiro Virada Radical. O evento, promovido pela missão Enchei-vos, reuniu cerca de 300 jovens, e contou com a presença mais que especial do missionário Anderson Luis dos Reis, do apostolado Equipe de Escritores Rainha dos Apóstolos. Conhecido em todo o país, Anderson já pregou inclusive na comunidade Canção Nova, em Cachoeira Paulista. Várias de suas pregações estão disponíveis na Internet, dentre as quais destacamos uma sobre a Igreja, uma sobre a vida do Santo Padre Pio de Pietrelcina e outra de título “As três dimensões do amor”.

No primeiro dia de retiro, pouco tempo foi suficiente para revelar as maravilhas que Deus viria a manifestar durante todo o encontro. Isto porque ele começou com a bênção do padre Overland de Moraes, pároco da comunidade local – o mesmo que contou seu belíssimo testemunho de amor a Maria no último Consagra-te! Cuiabá. A seguir, o missionário Anderson dos Reis contou para os jovens ali reunidos o seu testemunho de vida. Para quem não conhece a sua história de conversão, vale a pena assistir à sua participação em uma edição antiga do programa PHN, na Canção Nova.

No sábado, o retiro teve continuidade com momentos de louvor e oração, que foram alternados com belas pregações. Cleide Costa, que, juntamente com seu esposo, Cristiano, é idealizadora da missão Enchei-vos aqui em Cuiabá, narrou a experiência milagrosa do amor na vida de sua família, restaurada pelo poder do Preciosíssimo Sangue de Cristo.

Sem dúvida, o dia mais especial de todo o encontro foi o domingo, dia do Senhor: pela manhã, uma pregação do Anderson sobre a Igreja, sobre a única Igreja fundada por nosso Senhor – una, santa, católica e apostólica, como professamos no Credo -; depois, outra pregação, esta abordando o tema do namoro santo, vivido na castidade, no sacrifício e na oração. Por fim, um momento maravilhoso de adoração ao Santíssimo Sacramento: a juventude prostrada diante de nosso Senhor! Diz-se que quem permanece de joelhos diante do Altíssimo fica de pé quando se depara com as tribulações quotidianas, com as cruzes do dia-a-dia… É verdade. Porque, fechado em si mesmo, esquecendo-se de reconhecer a majestade de Cristo e a Sua realeza, o homem nada pode. Ensina o Catecismo da Igreja Católica que “a adoração do Deus único liberta o homem de se fechar sobre si próprio, da escravidão do pecado e da idolatria do mundo” (§ 2097). Idolatria – ao contrário do que supõem muitos protestantes – não é simplesmente fazer uma imagem de barro, rendendo-lhe culto de latria (o que logicamente não é o ensinamento da Igreja Católica); adverte São Jerônimo que “o vício no coração é como um deus sobre o altar”, isto é, todas as vezes que, de alguma forma, pecamos, substituímos nosso Divino Redentor por um falso deus, por um “ídolo”. Todas as vezes que deixamos de amá-Lo “sobre todas as coisas” – como nos pede o primeiro mandamento -, estamos cometendo o pecado da idolatria, tentando servir a dois senhores – o que o Evangelho nos garante não ser possível (cf. Mt 6, 24).

Ainda no domingo, os jovens mostraram toda a sua força e vitalidade, em um momento de louvor conduzido pelo ministério de música da missão Enchei-vos.

Ah, e o mais importante: a Santa Missa! Após três dias de muito louvor e animação, uma hora de profundo recolhimento diante do altar do Senhor. Foi incrível. O Sacrifício foi celebrado com todo respeito e sacralidade: seis castiçais no altar, em arranjo beneditino; acólitos de batina e sobrepeliz; uso de turíbulo durante a celebração para incensar o altar, as ofertas, o padre, o povo e o Santíssimo; padre Overland usando uma bela casula romana vermelha; comunhão ministrada na boca e de joelhos; sem falar que o sinal-da-cruz e a doxologia foram rezadas pelo sacerdote na língua latina. Como se não bastasse, durante toda a celebração, o pe. Fábio Oliveira estava no confessionário atendendo confissões. Se pudesse existir algum lugar ou momento nesta terra que se assemelhasse ao ambiente celeste, este lugar era aquela igreja, este momento era aquela Missa.

Urge, agora, que mantenhamos crepitando em nosso coração a chama do Espírito Santo, que foi acesa durante este encontro fantástico. E que rezemos pela missão Enchei-vos, sempre mais, a fim de que insistam e persistam em seu árduo apostolado, buscando a glória de Deus, a edificação da Igreja e a salvação das almas.

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

Pornografia: o problema é sério, mas tem conserto

Eu quero aproveitar que o blog O Catequista está abordando o assunto para oferecer também uma humilde contribuição sobre este tema delicado que é a pornografia. É triste observar que os meios de comunicação social – em especial, a Internet – têm facilitado muito, e de maneira assustadora, o acesso dos indivíduos ao material pornográfico, disponível seja por meio de imagens, textos ou mesmo vídeos. O resultado desta verdadeira “pornografização” de nossa cultura é trágico. Isto porque, como lembrou a Viviane, “pessoas que consomem pornografia correm o sério risco de desenvolverem uma sexualidade pervertida”. E por sexualidade pervertida, leia-se zoofilia, pedofilia, sadomasoquismo, homossexualidade et caterva.

Já há muito tempo O Ancião recomendou, neste espaço, um livro de psicanálise que tratava justamente o efeito da pornografia no cérebro masculino. Neste ínterim, aceitei a sugestão dele e acabei adquirindo a obra. Infelizmente, o ótimo Wired for Intimacy: How Pornography Hijacks the Male Brain [“Ligado para a intimidade: como a pornografia sequestra o cérebro masculino”], de William Struthers, ainda não tem tradução para o português, mas, para aqueles que leem em inglês, vale muito a aquisição.

Neste livro, o autor, Ph.D. pela Universidade de Illinois, explica que o uso repetido da pornografia pode configurar um verdadeiro vício, comparável até à dependência de drogas ou a transtornos obsessivos-compulsivos. “O usuário é incapaz de parar de usar, apesar de tentativas sucessivas de limitar ou reduzir seu consumo de pornografia. Isso pode progredir para comportamentos de alto risco (vendo o material em público), e a quantidade de tempo e energias devotada à pornografia aumenta, mesmo que se sinta apenas um curto pedaço de tempo passando” (p. 81, The Consequences of Porn).

Como podemos ver, a situação pode ficar realmente desastrosa. Mas tudo isto nada mais é que consequência do pecado. São Paulo já dizia que a ofensa a Deus acarreta a morte (cf. Rm 6, 23); primeiro, a morte espiritual, a perda da graça. Quando deliberadamente decidimos abrir, na Internet, um site pornográfico, ou quando vamos a uma banca e compramos uma revista do mesmo teor, estamos decidindo por destronar do nosso espírito o Senhor Jesus Cristo, para dar lugar ao seu mais infame inimigo, o demônio. Depois disso, há também a morte física, e aqui cabem as consequências devastadoras do consumo da pornografia. Ele vai lentamente tornando-se um mau hábito, até que encontremo-nos em um verdadeiro poço sem fundo, escravizados pelo pecado da impureza, incapazes de submetermos as nossas paixões ao sadio uso da razão.

Mais importante que deplorar os funestos frutos da pornografia, porém, é alertar para como se livrar deste problema. Porque, sim, existem muitas pessoas, bons católicos até, que travam um combate difícil para vencer sua carne e deixar a pornografia. Uma vez neste mundo – e uma vez exposto a altas doses de vídeos adultos -, torna-se difícil eliminar instantaneamente a dependência deste material. Para isto, aconselhamos a leitura do Tratado da Castidade, de Santo Afonso de Ligório, doutor da Igreja. Ali, este grande santo católico mostra alguns passos para fugir do espírito da impureza. Segundo ele, são seis:

O primeiro é humilhar-se continuamente diante de Deus. O Senhor castiga muitas vezes os espíritos soberbos, permitindo que caiam em qualquer pecado impuro. Sê, pois, humilde, e não confies em tuas próprias forças. (…)

O segundo meio é recorrer imediatamente a Deus, sem entrar em diálogo com a tentação. Logo que se apresentar ao nosso espírito um pensamento impuro, devemos elevar a Deus imediatamente o nosso pensamento ou dirigi-lo a qualquer objeto indiferente. A coisa melhor será invocar imediatamente os Santíssimos Nomes de Jesus e Maria, e não cessar de repeti-los até desaparecer a tentação. (…)

O terceiro meio é a recepção assídua dos Santos Sacramentos da Confissão e da Comunhão. É de suma importância revelar quanto antes ao confessor as tentações impuras. (…)

O quarto meio é a devoção à Imaculada Mãe de Deus, que é chamada a Virgem das Virgens. Quantos jovens não se conservaram puros e castos como Anjos, devido à devoção à Santíssima Virgem!

O quinto meio é a fuga da ociosidade. (…) “Quem trabalha é tentado por um demônio só; quem vive ocioso, é atacado por uma multidão deles”, diz São Boaventura.

O sexto meio consiste no emprego de todas as precauções exigidas pela prudência, tais como a modéstia dos olhos, a vigilância sobre as inclinações do coração, a fugida das ocasiões perigosas, etc.

Então, é possível, sim, viver a castidade, muito embora o mundo lute, com todas as forças, para que vivamos a impureza e a devassidão. É importante lembrar, porém, que todo esforço humano, sem a graça de Deus, resulta em fracasso. Urge apegarmo-nos constantemente aos meios sobrenaturais, a fim de que sejamos vitoriosos nesta batalha pela pureza. E não temamos; o Senhor está conosco!

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

Homossexual convertido: “Quando experimentas a castidade, encontras uma paz que o egoísmo não pode dar.”

Fonte: Religión en Libertad | Tradução: Ecclesia Una Sofreu, e muito, por causa de sua homossexualidade. Mas, agora, compartilha com a revista Misión [“Missão”], sem tabus, as feridas da infância que originaram seu sofrimento, e fala com alegria da transformação que tem experimentado em sua vida desde que teve um encontro profundo com Deus.

Rubén García é hoje um homossexual que tem integrado sua sexualidade a uma vida plena na castidade.

Como aponta Misión, “por trás de uma pessoa com inclinações homossexuais se oculta uma história de profunda dor. Uma biografia de feridas afetivas que, pouco a pouco, o levou a refugiar-se em pessoas do mesmo sexo.”

Rubén assegura que a homossexualidade não é genética e que tampouco se escolhe por vontade própria, mas que “é uma desordem que surge por carências afetivas na infância ou na juventude, e por outros fatores comportamentais”.

“Por isso, sanar o coração ferido destas pessoas não é simples. Muito menos em uma sociedade como a nossa, onde reina a incompreensão tanto por parte daqueles que enaltecem a homossexualidade como um direito, como também por aqueles que os veem como depravados sem solução. A realidade não é uma coisa nem outra. A realidade é que são pessoas que necessitam ser amadas com autenticidade, sem reservas”, raciocina a revista familiar de maior difusão na Espanha.

Rubén García conta abertamente as batalhas que teve que enfrentar até que encontrar-se com a fonte do amor: Deus. Ele tem a esperança de que as pessoas aprendam a acolher aos gays e às lésbicas “incondicionalmente”, e consigam dar-lhes o amor e o carinho que necessitam para curar suas feridas e integrar sua sexualidade a uma vida de castidade.

- Desde quando começou a sentir inclinações homossexuais?

- Desde criança, a raiz da carência de afeto do meu padrasto, que me tratava com muita dureza, e tendi a proteger-me no mundo feminino. Desde então, inconscientemente, comecei a buscar o afeto que não tive do meu pai em outros homens. Comecei a ter relações sexuais com homens e, finalmente, trabalhei em um prostíbulo.

- Era feliz com esta forma de vida?

- Teria respondido então que sim, porque no meio homossexual está proibido que digas o contrário. Mas o certo é que, sozinho, sentia um vazio enorme, além de um rancor contra Deus, a Quem eu culpava.

- Como deu o passo da homossexualidade à transexualidade e à prostituição?

- É um processo gradual. Começas jogando com teu corpo, buscando o prazer a tudo custo, te colocas numa dinâmica de permanente insatisfação, confiando em que por aí encontrarás uma relação verdadeira. Mas isso é impossível, posto que acabas utilizando os outros egoisticamente, sem amá-los como pessoas.

- Como mudou de vida?

- Tudo começou quando assisti a um retiro espiritual, em que uma mulher disse que Deus amava a todos, independentemente do que tivéssemos feito. Eu senti que essas palavras eram só pra mim. Que Deus me ama? A mim? Apesar do que eu lhe fiz? Até então tinham me falado de um Deus castigador, um Deus que era uma ameaça para mim. Essa mulher nos apresentou um Deus compassivo, que quer conquistar os pecadores. Pouco depois me confessei e experimentei a paz como nunca. E hoje, depois de anos junto a Deus, frequentando a Penitência e a Eucaristia, posso afirmar que vivo com uma felicidade que não se compara com o estilo de vida que levava antes.

- Muita gente opina que é contraditório ser católico e homossexual…

- A Igreja Católica abre os braços a todas as pessoas, sem exceção. Todos somos pecadores, todos necessitamos da medicina que só Deus pode dar: confissão, oração, leitura da Bíblia, Missa. Nada disso é contraditório com nenhuma pessoa. O contraditório é querer ser feliz sem respeitar a lei que Deus colocou no coração humano.

- Como vive agora sua sexualidade?

Agora sei que meu corpo é templo do Espírito Santo, a menos que O expulse pelo pecado. Posso olhar, falar e abraçar a homens e mulheres, sem limitar-me a abraçar seu corpo. Vejo irmãos aos quais devo servir, não cliente de que devo servir-me.

- É possível ter uma vida plena na castidade?

- Quando uma pessoa experimenta a castidade, encontra uma felicidade que o egoísmo não pode dar. A dependência dos instintos físicos não te faz livre; te converte em um consumidor compulsivo de prazer físico passageiro. É um tópico falso dizer que a promiscuidade sexual te faz livre e a castidade te faz um deprimido. É justamente o contrário.

Rubén García pertence ao grupo Courage Latino [“Coragem Latina”], onde muitos homossexuais e lésbicas compartilham suas experiências de uma vida sacramental e na castidade plena.

O governo e a sua nova propaganda de Carnaval

O Carnaval está chegando e, com ele, muita coisa precisa – novamente – ser dita. A princípio, gostaria de parabenizar os católicos que, desejosos de imitar o modelo dos Santos, anseiam aproveitar a festa para participar de um retiro, reunir a família ou mesmo ir a uma festa mais moderada, com menos promiscuidade e mais responsabilidade.

O lembrete que faço é uma advertência do Catecismo:

2339. A castidade comporta uma aprendizagem do domínio de si, que é uma pedagogia da liberdade humana. A alternativa é clara: ou o homem comanda suas paixões e obtém a paz, ou se deixa subjugar por elas e se torna infeliz. A dignidade do homem exige que ele possa agir de acordo com uma opção consciente e livre, isto é, movido e levado por convicção pessoal e não por força de um impulso interno cego ou debaixo de mera coação externa. O homem consegue esta dignidade quando, libertado de todo cativeiro das paixões, caminha para o seu fim pela escolha livre do bem e procura eficazmente os meios aptos com diligente aplicação.”

É importante lembrar que esta “aprendizagem do domínio de si” é sempre coisa a se aperfeiçoar. Não podemos nos julgar suficientemente fortes, de modo que nos esqueçamos de procurar os meios de conservar viva em nós a virtude da castidade. “O domínio de si mesmo é um trabalho a longo prazo”, lembra o mesmo Catecismo. Regra importante quando o assunto é castidade: buscar as forças em nós mesmos é um erro. É certo que de nós parte a atitude de evitar as ocasiões de pecado e fugir da ociosidade; mas tudo isto sem uma assiduidade nos Sacramentos – e na oração – significa que estamos confiando demais em nós mesmos, esquecendo-nos que a castidade “é também um dom de Deus, uma graça, um fruto da obra espiritual”.

* * *

Agora, parênteses. Acho não ser nem preciso lembrar que esta luta pela castidade é um verdadeiro “ir contra a corrente”. Apreendemos muito bem o modelo perverso de vida que os meios de comunicação propagam e as próprias instituições federais incentivam. Chega ao nosso conhecimento, pelo blog do Reinaldo Azevedo, uma propaganda do Ministério da Saúde, fomentando o sexo irresponsável e o uso da camisinha. O lema da propaganda é “Na empolgação, rola de tudo, só não rola sem camisinha”; se parece com aquele slogan de dois carnavais passados [“Seja qual for sua fantasia, use camisinha”], que já tinha comentado aqui. Só que, desta vez, o governo conseguiu ir ainda mais longe: a campanha contava com um vídeo de conteúdo “homoafetivo” (ao lado, imagens retiradas do vídeo).

A propaganda já foi retirada do site do Ministério da Saúde. No site Agência Brasil: “De acordo com a assessoria de imprensa do ministério, o vídeo foi feito para ser exibido exclusivamente em locais fechados, que recebem público homossexual, e não deveria ter sido disponibilizado na internet. Segundo o ministério, a postagem do vídeo no portal foi ‘um equívoco’.”

Equívoco ou não, o governo vai continuar promovendo campanhas deste tipo, incentivando o sexo sem compromisso; a família cristã continuará sendo atacada despudoradamente pelos meios de comunicação em massa e os nossos cidadãos permanecerão sendo taxados de moralistas pelos defensores dos maus costumes. Mas, “não arredaremos o pé”. Concordamos com Reinaldo Azevedo: “A camisinha é só uma barreira física. O que realmente pode combater a doença [a AIDS] são as interdições morais.Uganda está aí para confirmar esta que também é a posição do Papa.

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

* * *

Leia também: Epidemia de AIDS: tem culpa eu?, do blog O Catequista.

Satanás e o PLC 122/06: Ele quer assinar!

Estamos às portas da votação do Projeto de Lei da Câmara 122/2006 que “criminaliza a homofobia”. Este projeto, repudiado pela maioria do povo brasileiro, é um retrocesso na constitucionalização do País, a insistência na votação e aprovação do mesmo, constitui um grave desrespeito ao povo, que já o repudiara de forma veemente. Outrora fora o Brasil edificado com a ajuda da Igreja esta ainda tem grande colaboração na vida do povo, desde o primeiro instante quando os portugueses aqui chegaram e celebraram a primeira Missa. O Brasil tem como berço a Cruz de Nosso Senhor, é um país eminentemente católico e cristão, e isto ninguém poderá erradicar, nem mesmo as forças de Satanás que tentam investir de forma desordenada contra ele. Este projeto, apoiado pela senadora Marta Suplicy, visa atacar a liberdade de expressão pela qual tanto se lutou.

Agora fico a pensar: do que adiantaram as lutas contra a ditadura militar se hoje esta senhora, junto com todos os seus comparsas, tentam mais uma vez destruir esta liberdade? Onde está a democracia e onde estão os tão propagados direitos se querem proibir de que se denuncie que a prática homossexual é pecado? É pecado e pecado mesmo. Pronto! Quem é a senhora Marta e seus companheiros para quererem proibir isso se as Sagradas Escrituras mesmo ordenam que não nos omitamos diante da verdade? Foi por essa verdade que os apóstolos e mártires entregaram sua vida e vocês querem silenciar tudo o que foi edificado em dois mil anos? São Paulo dirá: “prega a palavra, insiste oportuna e importunamente, repreende, ameaça, exorta com toda paciência e empenho de instruir” (II Tm 4, 2).

A Santa Mãe Igreja durante dois mil e onze anos vem anunciando o Evangelho de Jesus Cristo a todos os povos. Acolhe a todos e não renega a nenhum dos filhos que a ela vierem necessitando de sua ajuda. Também os homossexuais, filhos de Deus por graça em Cristo Jesus, como nós também o somos, são chamados a viverem em plena comunhão com a Igreja desde que vivam o que é pedido pelas Sagras Escrituras e pelo Sagrado Magistério. Vejamos o que diz o Catecismo da Igreja Católica:

§2358 Esta inclinação objetivamente desordenada constitui, para a maioria, uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus em sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa de sua condição.

§2359 As pessoas homossexuais são chamadas à castidade. Pelas virtudes de autodomínio, educadoras da liberdade interior, às vezes pelo apoio de uma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem se aproximar, gradual e resolutamente, da perfeição cristã.

Assim, ninguém é excluído do convite ao Reino de Deus, no entanto cabe a cada um, com o livro arbítrio que tem, escolher por ele ou pela perdição. A Igreja ama os homossexuais e não os trata como animais irracionais ou produtos de consumo, como fazem as mídias e o sistema político, cuja única finalidade é satisfação sexual e realização neste mundo. A Igreja vai além e olha para cada um deles como filhos e filhas de Deus, onde também há um sinal da manifestação da beleza divina e onde pode ser exercida uma vida de santidade. Quem tenta justificar os modismos de hoje como uma vontade de liberdade – ou deveria dizer de libertinagem – deve ouvir atentamente os conselhos de São Paulo e temer o dia do Santo Juízo: “Acaso não sabeis que os injustos não hão de possuir o Reino de Deus? Não vos enganeis: nem os impuros, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os devassos, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os difamadores, nem os assaltantes hão de possuir o Reino de Deus” (I Cor 6, 9-10).

Temei, caríssimos, esta advertência de São Paulo! Temam o fogo do inferno! Não irei enganar-vos como fazem tantos, mas faço aquilo que a Igreja nunca pode parar de fazer, como exorta-nos o Bem-aventurado Papa Pio IX, pregar sobre o inferno. Nossa Senhora em sua aparição em Fátima pede aos pastorinhos que anunciem ao mundo a necessidade de se pregar contra o inferno. Temamos todos!

Por isso a Igreja convida-nos a sempre trilharmos os caminhos da Palavra de Deus. Abandonem a vida de promiscuidade e vejam que o maior tesouro que vos é reservado é a eterna convivência com Deus.  Revestidos com “o capacete da salvação e a espada do Espírito, isto é, a palavra de Deus” (Ef. 6, 17), possamos lutar por uma sociedade justa, onde a liberdade de expressão seja dada a todos e onde todos possam ter espaço para tecer suas críticas ou expressar suas convicções religiosas, culturais e sociais. Convidar os homossexuais para a vivência da castidade não pode porque é descriminação, mas criticar a Igreja e ofender os santos católicos com tão grande desrespeito como vimos na Parada Gay deste ano é denominado liberdade. Ora, que liberdade é esta que reprime a manifestação religiosa e o anúncio da verdade? Liberdade, deveriam saber os políticos, é também o direito que o povo tem de votar e escolher candidatos que possam lutar pelo que o povo quer e não pelo que é forçado a querer para priorizar grupos particulares ou pessoas.

Rezemos para que no dia de Nossa Senhora da Conceição a Virgem Santíssima esmague a cabeça de Satanás, que quer imperar neste País mas que nunca conseguirá, e possam ecoar as palavras do Bem-aventurado Apóstolo: “Assim, pois, irmãos, ficai firmes e conservai os ensinamentos que de nós aprendestes, seja por palavras, seja por carta nossa (II Tes. 2, 15).

Esqueci de recordar isso: Dois homossexuais nunca poderão ser um casal e nem a Lei poderá mudar isso! Se vocês não estão satisfeitos perguntem a Deus o por quê.

Agradeço a Deus por termos cristãos de grande influência, ainda que não sejam católicos, que se manifestem contra isso publicamente, por exemplo o Pastor Silas Malafaia e os políticos evangélicos que tem feito grandes denúncias, mas também agradeço aos líderes católicos renomados (que podem serem contados a dedo) Padres e Bispos, que têm lutado contra esta absurdidade, como Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, Padre Paulo Ricardo e outros que não conheço. Abaixo segue o vídeo do Padre Paulo na sua aula de ontem sobre o PLC 122.

Satanás quer destruir a Igreja com projetos do inferno, a Igreja calará Satanás com a Cruz de Cristo!

Quem é limpo deve evitar o que ameace a sua pureza

http://beinbetter.files.wordpress.com/2011/03/cdgospel710.jpg?w=267&h=200O Evangelho da Santa Missa deste Domingo é assaz adequado para o tempo de festas em que estamos. “Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos Céus, mas o que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mt 7, 21). Para que nos salvemos, é preciso que estejamos em estado de graça, evitando aquilo que desagrada o Altíssimo e praticando, ao mesmo tempo, aquilo que Ele quer de nós. Com efeito, o que recebemos pelo sacramento do Batismo – a graça santificante – só conservar-se-á em nossa alma se formos prudentes, se estivermos sempre atentos a fugir do pecado, por amor a Deus e à nossa própria alma. Como disse o papa Bento XVI em colóquio com os seminaristas da Diocese de Roma, “o Batismo (…) não produz automaticamente uma vida coerente: essa é fruto da vontade e do compromisso perseverante de colaborar com o dom, com a Graça recebida”.

Comecemos nossa reflexão com um alerta de São João apóstolo: “Ó terra e mar, cuidado! Porque o Demônio desceu para vós, cheio de grande ira, sabendo que pouco tempo lhe resta” (Ap 12, 12). Nestes dias de Carnaval, essas palavras parecem fazer realmente muito sentido. O Demônio desceu para vós. É verdade. Toda a horda maligna parece povoar as praças, sambódromos e outros lugares de festejos carnavalescos nestes tempos. E ela desce cheia de grande ira. É possível observar a falta de modéstia nas roupas de mulheres que desfilam em escolas de samba, a falta de respeito nas músicas que são ouvidas pelos foliões, a falta de moderação na hora de ingerir bebidas alcoólicas. Todos parecem se esquecer dos mandamentos da Lei de Deus, dos preceitos evangélicos, das palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, dos alertas dos Santos da Igreja (dos quais inclusive falaremos mais adiante).

Quando falamos de prudência e vigilância – virtudes que estão em falta no mundo de hoje -, da necessidade de cuidar-se, falamos – é claro – da observância dos Mandamentos. Só se salva aquele que põe em prática a vontade de meu Pai. Nestes dias de Carnaval, queremos aludir, de um modo especial, ao sexto mandamento do Decálogo, que nos exorta a não pecar contra a castidade. Já foi dito – por São João Bosco e mais uma dezena de santos, se não me engano – que o pecado que mais leva almas para a perdição eterna é justamente a impureza. Que cuidado deviam os católicos tomar nestes dias, nos quais as pessoas geralmente se reúnem não para desfrutar de uma diversão sadia, mas sim para participar do adultério, da bebedeira, da prostituição! Que cuidado devíamos ter! Será que estamos realmente preocupados com a salvação de nossa alma?

Para que nos ajude a refletir melhor sobre nossos atos nesta festa de Carnaval, transcrevo trecho do livro “A Fé Explicada”, do sacerdote americano Leo Trese, no qual ele fala sobre a virtude da modéstia:

“A modéstia não é a castidade, mas é a sua guardiã, a sentinela que protege os acessos à fortaleza. A modéstia é uma virtude que nos leva a abster-nos de ações, palavras ou olhares que possam despertar o apetite sexual ilícito em nós mesmos ou em outros. As ações podem ser beijos, abraços ou carícias imprudentes; podem ser formas de vestir atrevidas ou leituras de escabrosos romances ‘modernos’. As palavras podem ser relatos sugestivos de cores fortes, canções obscenas ou de duplo sentido. Os olhares podem ser os que seguem banhistas de uma praia ou os que se concentram numa janela indiscreta, a contemplação mórbida de fotografias ou desenhos em revistas ou folhinhas. É certo que tudo é limpo para os limpos, mas também quem é limpo deve evitar tudo aquilo que ameace a sua pureza.”

- Pe. Leo Trese, A Fé Explicada
edição em PDF
, pg. 203

Os grifos são meus e foram feitos justamente para mostrar que aquilo que pede a modéstia está em evidente contradição com aquilo que se tornou a festa de carnaval hoje. “Beijos, abraços e carícias imprudentes” podem ser notados em qualquer festa mundana, seja ou não carnavalesca. “Formas de vestir atrevidas” são claras referências às mulheres seminuas que desfilam com os carros alegóricos no sambódromo do Rio. “Canções obscenas ou de duplo sentido” são aquelas malditas músicas que revelam desejos promíscuos de traição e incitam a movimentos sensuais e provocativos. Por exemplo, uma mulher revela, na letra de uma música, que o sujeito com o qual quer praticar o coito é casado. “Eu sei que você é casado / como é que eu vou te explicar…”, e o resto não pode ser mencionado aqui neste espaço para preservar o leitor de constrangimento.

Todas essas coisas ameaçam a nossa pureza. E – alerta o pe. Leo Trese – quem é limpo deve evitar tudo aquilo que ameace a sua pureza. Os conselhos para fugir das ocasiões de pecado partem também dos Santos católicos. Abaixo uma compilação de exortações destes virtuosos homens, falando sobre a terrível festa do Carnaval, pedindo aos cristãos também que busquem reparar os pecados cometidos nestes dias contra o Sagrado Coração de Jesus:

http://blog.cancaonova.com/america/files/2009/10/santa-faustina-grande.jpgSanta Faustina Kowalska: “Nestes dois últimos dias de carnaval, conheci um grande acúmulo de castigos e pecados. O Senhor deu-me a conhecer num instante os pecados do mundo inteiro cometidos nestes dias. Desfaleci de terror e, apesar de conhecer toda a profundeza da misericórdia divina, admirei-me que Deus permita que a humanidade exista”.

Santa Margarida Maria Alacoque: “Numa outra vez, no tempo de carnaval, apresentou-me, após a santa comunhão, sob a forma de Ecce Homo, carregando a cruz, todo coberto de chagas e ferimentos. O Sangue adorável corria de toda parte, dizendo com voz dolorosamente triste: Não haverá ninguém que tenha piedade de mim e queira compadecer-se e tomar parte na minha dor no lastimoso estado em que me põem os pecadores, sobretudo, agora?”.

São Vicente Ferrer: “O carnaval é um tempo infelicíssimo, no qual os cristãos cometem pecados sobre pecados, e correm à rédea solta para a perdição”.

http://beinbetter.files.wordpress.com/2011/03/alphonsus.jpg?w=185&h=232Santo Afonso Maria de Ligório: “Não é sem razão mística que a Igreja propõe hoje à nossa meditação, Jesus Cristo predizendo a sua dolorosa Paixão. Deseja a nossa boa Mãe que nós, seus filhos, nos unamos a ela na compaixão de seu divino Esposo, e o consolemos com os nossos obséquios; porquanto, os pecadores, nestes dias mais do que em outros tempos, lhe renovam os ultrajes descritos no Evangelho. Nestes tristes dias os cristãos, e quiçá entre eles alguns dos mais favorecidos, trairão, como Judas, o seu divino Mestre e o entregarão nas mãos do demônio. Eles o trairão já não às ocultas, senão nas praças e vias públicas, fazendo ostentação de sua traição! Eles o trairão, não por trinta dinheiros, mas por coisas mais vis ainda: pela satisfação de uma paixão, por um torpe prazer e por um divertimento momentâneo. Uma das baixezas mais infames que Jesus Cristo sofreu em sua Paixão, foi que os soldados lhe vendaram os olhos e, como se ele nada visse, o cobriram de escarros, e lhe deram bofetadas, dizendo: Profetiza agora, Cristo, quem te bateu? Ah, meu Senhor! Quantas vezes esses mesmos ignominiosos tormentos não Vos são de novo infligidos nestes dias de extravagância diabólica? Pessoas que se cobrem o rosto com uma máscara, como se Deus assim não pudesse reconhecê-las, não têm vergonha de vomitar em qualquer parte palavras obscenas, cantigas licenciosas, até blasfêmias execráveis contra o Santo Nome de Deus. Sim, pois se, segundo a palavra do Apóstolo, cada pecado é uma renovação da crucifixão do Filho de Deus, nestes dias Jesus será crucificado centenas e milhares de vezes”.

Extraído do blog Fazei o que Ele vos disser.

Recomendo, como fiz da última vez, a leitura de dois outros artigos sobre o assunto, vindos também da blogosfera católica. Um vem do Fábio Luciano e defende que devemos, mais do que condenar o puritanismo de negar a possibilidade de divertir-se, condenar a participação nas festas tais como elas se dão hoje. “Mais do que esclarecer os incautos dos perigos de uma posição puritana, creio que deveríamos esclarecê-los do perigo de uma atitude ingênua, em que nos fazemos de cegos para ostentar uma estranha prudência”. O outro texto vem do Jorge Ferraz e faz uma comparação entre o Carnaval moderno e o tradicional. “As pessoas que desejam simplesmente brincar o carnaval de uma maneira saudável encontram-se, durante os dias de folia, sem opções”. Além dos dois textos, indico o vídeo abaixo, que é o editorial de uma jornalista paraibana que se sente indignada ao pensar nos gastos do poder público com os que se detonam nas farras carnavalescas e também com a substituição da boa música brasileira pelas “canções obscenas ou de duplo sentido”.

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

Pe. Fábio: “A vida sacerdotal é uma ousada tentativa de antecipar (…) aquilo que já é eterno”

Pergunta da plateia: Por que o padre não pode casar se é a mesma Bíblia e o pastor casa?

Padre Fábio de Melo: Nós não podemos… Não é que a gente não pode. [Aplausos] Às vezes, quando a gente fala que o padre não pode casar, a gente restringe muito a resposta. Ela é muito mais ampla. Nós temos três motivos pelos quais nós não nos casamos, que são palavras muito complicadas: o motivo escatológico, eclesiológico e cristológico. (…) Quando eu não me caso, eu estou, num primeiro momento, assumindo o meu casamento com a Igreja – a dimensão eclesiológica; quando não me caso, estou assumindo uma dimensão escatológica, isto é, no futuro, na eternidade, não existe mais essa identificação do marido e mulher; na eternidade, somos todos iguais, então, a vida sacerdotal é uma ousada tentativa de antecipar no tempo aquilo que já é eterno. O terceiro motivo, cristológico: Jesus não se casou, a comunidade cristã segue a partir do testemunho que afirma isso, e, pra mim, no meu caso, eu não me caso – ninguém me obrigou (eu sou padre livremente) – porque, pra exercer a vida que eu exerço, para ter a liberdade que eu preciso ter, eu tenho consciência que a castidade é o melhor caminho que eu preciso seguir.

O vício de Gerson e a necessidade da cura interior

Quem convive comigo conhece a minha opinião acerca daqueles programas de televisão chamados “novelas”. São principalmente os valores inculcados às famílias por estas obras que me preocupam. Crianças assistindo e aprendendo desde cedo a banalizar o compromisso firmado por homem e mulher no Sacramento do Matrimônio, aprendendo a ver a relação sexual não mais como uma doação de amor, mas como uma forma de buscar apenas prazer e satisfação carnal, aprendendo a mentir e a escapar das consequências dos erros cometidos etc. Alguns ensinamentos podem até ser dignos de estima, mas boa parte dos valores por estes programas propagados é radicalmente contrária aos preceitos da lei de Deus.

Tomei conhecimento hoje do que estão chamando na internet de “O Segredo de Gerson”. A personagem Gerson é interpretada pelo ator global Marcelo Anthony e ele teria – pelo menos é o que os episódios da novela Passione demonstram – algum problema relacionado ao uso da internet. Recentemente, o suposto “segredo” da personagem foi revelado. E é o vício na pornografia.

O vício em material pornográfico é infelizmente um problema comum em nossa sociedade. O homem, desde cedo, é induzido a desobedecer ao sexto mandamento da lei de Deus, que nos pede “não pecar contra a castidade”. Os ataques da própria mídia a uma visão sadia de sexualidade já são uma verdadeira porta aberta para a infiltração de uma mentalidade hedonista, que reduz o sexo a um mero instrumento de prazer sexual. Diz o Catecismo da Igreja Católica que a pornografia “ofende a castidade, porque desnatura o ato conjugal, doação íntima dos esposos um ao outro”; explica ainda que “é um grave atentado contra a dignidade das pessoas intervenientes (atores, comerciantes, público), uma vez que cada um se torna para o outro objeto dum prazer vulgar e dum lucro ilícito”, além de fazer “mergulhar uns e outros na ilusão dum mundo fictício” (§ 2354).

http://www.portaldosevangelicos.com.br/wp-content/uploads/2008/11/escravopecado.jpgCom a transgressão da Lei, vêm também as trágicas consequências. São Paulo diz que “o salário do pecado é a morte” (Rm 6, 23). E ele está certo. O salário do pecado é a angústia, é a escravidão, é, de fato, a morte. Quantas pessoas têm se dedicado a estudar o celibato sacerdotal na Igreja! E quantos ignorantes não têm dito que esta sábia doutrina católica “reprimiria” sexualmente os clérigos e as pessoas que de livre e espontânea vontade se dedicam ao Reino vivendo na continência, quando, na verdade, o que aprisiona e escraviza o homem é a sexualidade vivida de modo distorcido, na pornografia, na masturbação, na fornicação, no adultério etc. Quando o homem moderno repele o compromisso ele de nada está se libertando. Ele pode tentar fugir da responsabilidade do Matrimônio, mas nem por isso está se libertando, porquanto uma vida impura torna o homem escravo de suas paixões. Quanto mais se exime a razão de tomar as rédeas da alma humana, esta se vê cada vez mais submetida ao império das paixões desordenadas.

Há, porém, solução para este terrível problema? É claro que sim! E é o próprio Jesus quem nos exorta: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação. Pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mc 14, 38). Vigilância, porque “o demônio anda ao redor de vós como um leão que ruge, buscando a quem devorar” (1 Pd 5, 8); oração, porque tudo aquilo que de coração pedimos ao Pai Ele prometeu nos conceder. Então, peçamos a força para combatermos as tentações, e, com Ele, venceremos.

Possamos, no entanto, entregar-nos totalmente ao Senhor. Um vício não pode ser vencido sem que haja também uma cura no interior de nosso coração. Também Jesus Cristo deixa claro que “não é aquilo que entra pela boca que mancha o homem, mas aquilo que sai dele” (Mt 15, 11).

O novelista Aguinaldo Silva, da Rede Globo, postou um comentário em seu Twitter que faz certa síntese do pensamento do homem moderno no que diz respeito às ofensas à castidade, pensamento que está em clara oposição com o ensinamento moral da Igreja Católica:

O verdadeiro problema de Gerson seria “falta de imaginação”; e atormentar-se por estar viciado em pornografia viria a ser atitude digna de compaixão, porquanto ver sexo na internet é algo que “todo mundo faz”. Ora, será que ignoramos as terríveis consequências que o vício de Gerson acarretou na própria novela? Especialmente em uma relação matrimonial, a presença de pornografia no ambiente familiar representa, além de uma traição àquela promessa de fidelidade firmada no dia do casamento, também o aprisionamento em uma ilusão que compromete a própria vida conjugal de marido e mulher. E mesmo que não houvesse Matrimônio nenhum, a ideia que a pornografia passa a quem assiste ou participa de alguma forma destes espetáculos demoníacos é que o homem e a mulher são simples objetos. O ser humano deixa de ser considerado em sua dignidade, deixa de ser respeitado, de ser amado como obra do Altíssimo. A prática da masturbação, da mesma maneira, faz com que o homem ignore que a relação sexual é uma verdadeira doação de amor, de compromisso. A pessoa se fecha em seu egoísmo e se corrompe a si mesmo, esquecendo que a transmissão da vida é um dos aspectos fundamentais a ser levados em conta na vida conjugal.

Aos que desejam se libertar do espírito da luxúria, novamente dirigimos um apelo de confiança: Vigiai e orai, fugi das ocasiões de pecado e confiai na poderosíssima intercessão de Maria, que é Mãe da Divina Graça. Recomendamos a leitura da obra Tratado da Castidade, de Santo Afonso de Ligório, para quem deseja obter um conhecimento mais detalhado acerca desta belíssima virtude que é a castidade.

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

Atualização em 3 de janeiro de 2011: Aparentemente o vício de Gerson não é em pornografia. Trata-se de um problema chamado riparofilia, que é a atração sexual por pessoas esteticamente feias ou de baixo padrão social e higiênico. As críticas ao vício da pornografia, no entanto, continuam sendo válidas, já que o fato de Gerson ser riparofílico não faz com que ele deixe de ver material obsceno na Internet.

Santo Alberto Hurtado é padroeiro deste blog

http://1.bp.blogspot.com/_vFGP-xhIlbY/SoQ4fGaS1QI/AAAAAAAAAEY/RB5tTi-6qMw/s400/Alberto+Hurtado+(1).jpgNo dia 18 de agosto celebramos a memória de um santo pouco conhecido. Seu nome é Alberto Hurtado. É um sacerdote chileno, da Companhia de Jesus, que, no último século, dedicou sua vida a Deus e ao serviço dos mais pobres. Baseou seus escritos na doutrina social da Igreja e combateu com veemência a corrente de pensamento marxista que tenta, hoje, de maneira disfarçada, se infiltrar em nossa sociedade.

A síntese de seu pensamento está na valorização que dava, em seus escritos, às encíclicas dos Papas acerca da questão social. É, primeiramente, um reconhecimento da autoridade das palavras do Pontífice Romano. Exaltando a nobreza das palavras do sucessor de Pedro: foi assim que o pe. Hurtado iniciou o seu livro A Ordem Social Cristã nos documentos da Igreja (El Orden Social Cristiano en documentos de la Jerarquia Católica): “Não há dúvidas de que as encíclicas, alocuções e documentos pontifícios se revestem de um grande interesse para todos os católicos! A palavra do Sumo Pontífice é sempre a do Pastor Universal dos fiéis e o seu ensinamento, não somente quando define dogmaticamente, mas também quando ensina de forma ordinária, tem a máxima autoridade na terra.”

É preciso dizer o quanto é importante esse amor à pessoa e aos ensinamentos do Papa. De fato, Deus se fez homem (cf. Jo 1, 14) e deu a São Pedro as chaves do Reino dos céus (cf. Mt 16, 19); confiou somente a ele – a ninguém mais – o dever de guiar e conduzir o rebanho de Cristo (cf. Jo 21, 17). Amamos o Santo Padre porque sabemos que ele foi escolhido pelo próprio Deus para ser fundamento visível da unidade dos fiéis e porque o Espírito Santo o assiste de modo admirável, não permitindo que erre quando se pronuncia sobre questões de fé e moral, emitindo juízo de Pastor Supremo da Igreja Universal. Amamos o Pontífice Romano porque é ele responsável por confirmar seus irmãos na fé (cf. Lc 22, 32) e a fidelidade aos seus ensinamentos mantém os demais pastores da Igreja congregados, reunidos, a fim de batalhar contra os ataques insidiosos da antiga Serpente e mostrar às suas ovelhas o Caminho que conduz à salvação, Jesus Cristo.

Por que valorizar tanto este aspecto dos ensinamentos de Santo Alberto Hurtado? Ora, é justamente da obediência que brota a santidade. O serviço prestado pelos santos sacerdotes à Igreja, a sua autoridade como pastores, brota justamente de uma atitude de submissão. Jesus e Maria são os exemplos máximos dessa obediência. Aquele foi obediente até a morte, e morte de Cruz. O Cordeiro sem mancha foi humilhado ao ponto de ser crucificado, Ele mesmo, por nossas faltas. A Virgem Maria, diante do anjo Gabriel, deu seu sim à vontade de Deus, fazendo-se serva do Senhor: “Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1, 38). Ora, os santos também viveram essa obediência à Palavra de Deus em suas vidas e foi justamente esse ato de submissão que fez brotar em seus corações a santidade, dom de Deus. A admiração que cultivamos de todos os santos é justamente essa entrega total a Deus, entrega que se faz visível nas práticas de caridade para com os homens, no cumprimento do mandamento “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mc 12, 31).

E Santo Alberto Hurtado viveu a caridade de modo profundo em sua vida. Criou, para ajudar as pessoas mais necessitadas, o Lar de Cristo (El Hogar de Cristo) e mostrou que a riqueza do trabalho filantrópico deve estar sempre acompanhada de um ardente desejo de salvar almas. Atitudes de amor para com os pobres desvinculadas do amor a Deus e aos ensinamentos da Igreja não levam em consideração um aspecto fundamental da vida humana: a busca da felicidade. De nada vale a cura física e material se não estiver acompanhada de um cuidado para com a alma humana, imperecível.

Por diversas vezes Santo Alberto mostrou-se preocupado com a necessidade que os jovens e os adultos tinham de um ensino religioso sólido. “É dez vezes maior o número de crianças educadas em escolas e liceus que nos estabelecimentos particulares, e não há dúvidas de que aqueles professores são, em sua maioria, antirreligiosos ou comunistas; muitos, talvez 80% deles, são esquerdistas. São eles que formarão a consciência cristã dos meninos do Chile?” (La crisis sacerdotal en Chile). E arremata o santo, puxando também a orelha dos sacerdotes: “O ensino religioso é impossível sem sacerdotes bem formados que vivam os dogmas de fé e que não se contentem com um conjunto de fórmulas mortas e incapazes de arrancar os sacrifícios exigidos pela vida cristã” (La crisis sacerdotal en Chile).

O trabalho do padre Alberto Hurtado na defesa da moral cristã é realmente muito bonito. Escreveu dois livros em defesa da castidade. Um mostra a possibilidade de se viver a continência e a importância de se preservar a pureza e outro fala do perigo moral que muitos filmes representam para os mais jovens:

http://beinbetter.files.wordpress.com/2010/08/zph056.jpg?w=230&h=347“Não falta quem pensa que o instinto sexual é avassalador e irresistível. Para este, a luta pela pureza é infrutuosa, pois a paixão é ineducável. E não faltam médicos que, com critério errado, aconselham aos jovens que lhes consultam por causa de sua insônia ou dores de cabeça a praticar o ato sexual; a alguns que lhes perguntam como poderão abandonar certos vícios degradantes, lhes dão como única resposta o ter relações com pessoas de outro sexo. Não passa por suas cabeças aconselhar-lhes a ter uma vida de continência, talvez por não crer ser possível vivê-la. E, apesar disso, as observações da medicina, da psicologia e a experiência são contestes em afirmar a possibilidade da continência, não só até o matrimônio, mas também durante toda a vida para o homem ou para a mulher psicológica e fisiologicamente normais”.

- Santo Alberto Hurtado
La crisis de la pubertad y la educación de la castidad

“Certamente é difícil que da maior parte dos espetáculos saia um jovem com maior amor à virtude, com um aumento da virilidade, decidido a ser melhor. Os filmes talvez mais perigosos são aqueles que sustentam uma tese condenável, que supõem uma falsa filosofia de vida: estaríamos neste mundo para aproveitar, para nos divertir. O adolescente precisa de muita força moral para não se deixar arrastar a essa vida deleitosa ou para não imitar os personagens, que, graças à sua riqueza, frequentemente mal adquirida, levam uma vida alegre e sem limites.”

- Santo Alberto Hurtado
Cine y moral

Escreveu outro falando sobre a crise do catolicismo no Chile, crise que se assemelha muito à situação de hipocrisia na qual vivem muitos cristãos brasileiros. “O comunismo, culto religioso à matéria, ateísmo absoluto, negação de todo valor espiritual, está dominando uma imensa região da Europa e, desde ali, penetra em todos os países, inclusive no nosso” (¿Es Chile un país católico?). Não, a queda do muro de Berlim não acabou com o socialismo. Corre no mundo inteiro uma ideologia de raízes marxistas, ateístas e anticristãs. Intentou-se realizar inclusive a fusão do pensamento religioso com a mentalidade comunista revolucionária e ateia. A Teologia da Libertação é mais um exemplo do fracasso dos mecanismos sociais ou políticos que querem deixar Deus de lado na vida da sociedade. E com razão dizia Santo Alberto que “mais destruidora que a guerra material é a guerra espiritual, o choque de ideologias”.

Ainda no livro É o Chile um país católico? (¿Es Chile un país católico?), o padre Alberto Hurtado mostra como se dá a volta da moral pagã à sociedade moderna e quantas filosofias anticristãs têm perturbado o Cristianismo no mundo inteiro. É, sem dúvida, uma de suas melhores obras.

Enfim, já está mais do que clara a beleza dos ensinamentos de Santo Alberto Hurtado, ensinamentos esses que esse blog deseja promover em nosso país. Para realizar com coragem essa missão, pedimos a intercessão da Santíssima Virgem Maria, Mãe da Igreja, e de Santo Alberto Hurtado, que, assim como tantos outros sacerdotes da Companhia de Jesus, é exemplo de fé e santidade para todos os católicos.

Fixado este sadio objetivo, proclamamos Santo Alberto Hurtado padroeiro deste blog. Reconhecemos publicamente a riqueza das lições morais presentes nos livros deste homem e louvamos imensamente a Deus pela santidade de sua vida.

Que o Senhor abençoe este difícil propósito e nos faça crescer sempre mais em fé, esperança e caridade. Assim como Santo Alberto Hurtado, sejamos modelos de  santidade em meio a esse mundo tão pagão e secularizado.

Santo Alberto Hurtado,
rogai por nós!

Os demônios se espantam e temem o nome de Maria

A castidade é uma virtude valiosíssima. Mas, assim como quem leva na mão uma vela acesa deve ter cuidado para que ela não venha a apagar, assim também aqueles que desejam preservar a castidade devem estar atentos e vigilantes para que não caiam em tentação. Na oração do Pai Nosso, pedimos a Deus que “não nos deixeis cair em tentação”. O pedido é uma amostra de humildade, pois devemos reconhecer que, por nós mesmos, não somos capazes de viver a pureza. É, ao mesmo tempo, um compromisso. Se não queremos cair em tentação, pedimos a Deus que nos ajude e também firmamos o propósito de evitar a ociosidade e as ocasiões de pecado.

Santo Afonso de Ligório dá várias orientações a quem deseja preservar a virtude da castidade. Ele fala da necessidade de recepção assídua dos sacramentos da Eucaristia e da Penitência, “da modéstia dos olhos, da vigilância sobre as inclinações do coração e da fuga das ocasiões perigosas”. O doutor da Igreja também fala da devoção à Santíssima Virgem Maria. “Quantos jovens não se conservaram puros e castos como Anjos, devido à devoção à Santíssima Virgem!” Quer essa boa Mãe que todos aqueles que desejam ser puros a ela recorram; Maria, que foi exemplo de pudor e pureza nesse mundo.

A Liturgia nos propõe, no dia de hoje, a memória de Santa Brígida da Suécia. O Senhor por diversas vezes lha revelou, através de mensagens, a Sua Palavra. Sua Mãe, Maria Santíssima, por diversas vezes se comunicou com ela. Abaixo uma pequena mensagem de Nossa Senhora a essa gigante da Igreja:

Os demônios todos se espantam e temem meu nome. Ao som do nome de Maria, soltam imediatamente a presa que tenham em suas garras. Da mesma forma que uma ave de rapina com a presa em suas garras, a deixa quando escuta um ruído e volta depois quando vê que não era nada, igualmente os demônios deixam a alma, assustados, ao ouvir meu nome, mas voltam de novo rápidos como uma flecha a menos que vejam que depois se produziu uma emenda.”

- Revelação de Nossa Senhora a Santa Brígida da Suécia
Profecias e Revelações, livro 1, capítulo 9

A Ladainha de Nossa Senhora invoca Maria como Refúgio dos Pecadores. Quer Maria que todos os pecadores, quando estiverem tentados a pecar contra o Seu Divino Filho, recorram a ela.

Diz o Senhor à serpente: “Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela” (Gn 3, 15). São Luís de Montfort comenta: “Uma única inimizade Deus promoveu e estabeleceu, inimizade irreconciliável, que não só há de durar, mas aumentar até ao fim: a inimizade entre Maria, sua digna Mãe, e o demônio; entre os filhos e servos da Santíssima Virgem e os filhos e sequazes de Lúcifer; de modo que Maria é a mais terrível inimiga que Deus armou contra o demônio.” Sendo essa uma sublime verdade, é verdade também que todos os pecadores, quando assaltados pelo demônio, devem invocar instantaneamente a proteção dessa santa Mãe.

Os demônios todos se espantam e temem o nome da excelsa Mãe de Deus. Que belíssimo tesouro é para os cristãos a devoção a Nossa Senhora! “Em certo modo – diz o Venerável Pio XII -, essa devoção encerra em si todos os outros meios [para preservar a castidade]: quem a cultiva sincera e profundamente é levado a vigiar e a orar, a aproximar-se do tribunal da penitência e da sagrada mesa” (Sacra Virginitas, n. 62).

Exulte, por isso, a nossa alma, ao ouvir o nome de Maria! Glorifique ao Senhor os nossos lábios ao contemplar a riqueza que está escondida na devoção a Nossa Senhora! Tremam os infernos diante desse maravilhoso nome! Proclamem os pecadores, quando lhes sobrevier as tentações, as maravilhas que o Altíssimo fez na vida da Mãe de Deus! Sejam todos confortados pela humildade dessa doce, pia e clemente Virgem.

Santa Brígida, que experimentou uma relação íntima de amor com Maria e seu Divino Filho, interceda por todos nós junto a Deus, para que sejamos sempre livres do pecado. Confiando na intercessão da Santíssima Virgem Maria, possamos todos nós ser consolados nos momentos de aflição.

Santa Brígida,
rogai por nós!

Maria, Mãe da Divina Graça,
rogai por nós!