Por que o papa Francisco não dá a comunhão

Por Sandro Magister – Tradução: Ecclesia Una | Há uma particularidade, nas Missas celebradas pelo papa Francisco, que suscita questões que até agora têm permanecido sem resposta.

Papa Francisco, durante Missa de inauguração de seu pontificado, 19 de abril de 2013.

Papa Francisco, durante Missa de inauguração de seu pontificado, 19 de abril de 2013.

No momento da comunhão, o papa Jorge Mario Bergoglio não a administra pessoalmente, mas deixa que sejam outros a dar aos fiéis a Hóstia consagrada. Ele se senta e espera que termine a distribuição do sacramento.

As exceções são pouquíssimas. Nas Missas solenes, antes de se sentar, o Papa dá a comunhão a quem o assiste no altar. E na Missa da Quinta-Feira Santa passada, no cárcere para menores Casal del Marmo, ele quis dar a comunhão aos jovens detentos que se aproximaram para recebê-la.

Desde que foi eleito Papa, Bergoglio não deu uma explicação deste comportamento seu.

Mas há uma página de um de seus livros do ano de 2010 que nos permite intuir os motivos que estão na origem do gesto.

O livro é aquele que traz suas conversas com o rabino de Buenos Aires, Abraham Skorka.

No final do capítulo dedicado à oração, o então arcebispo diz:

“Em seu tempo, Davi foi adúltero e assassino intelectual e, no entanto, o veneramos como um santo porque teve a coragem de dizer ‘eu pequei’. Humilhou-se diante de Deus. A pessoa pode fazer um desastre, mas também pode reconhecê-lo, mudar de vida e reparar o que fez. É verdade que entre os fiéis há pessoas que não só mataram intelectual ou fisicamente, mas mataram indiretamente pelo mau uso do dinheiro, pagando salários injustos. Fazem parte de sociedades de beneficência, mas não pagam a seus empregados o que lhes corresponde, ou os escravizam. (…) De alguns conhecemos o currículo, sabemos que se fazem católicos, mas têm estas atitudes indecentes das quais não se arrependem. Por essa razão, em certas situações não dou a comunhão, fico atrás e a dão os ajudantes, porque não quero que estas pessoas se aproximem de mim para a foto. A pessoa poderia negar a comunhão a um pecador público que não se arrependeu, mas é muito difícil comprovar essas coisas. Receber a comunhão significa receber o corpo do Senhor, com a consciência de que formamos uma comunidade. Mas se um homem, mais que se unir ao povo de Deus, enviesa a vida de muitíssimas pessoas, não pode comungar: seria uma contradição total. Esses casos de hipocrisia espiritual se dão em muita gente que se refugia na Igreja e não vive segundo a justiça que prega o Senhor. Tampouco demonstram arrependimento. É o que vulgarmente dizemos que levam vida dupla”.

Como se pode notar, Bergoglio explicava em 2010 seu abster-se de dar pessoalmente a comunhão com um raciocínio muito prático: “Não quero que estas pessoas se aproximem de mim para a foto”.

Como pastor experiente e bom jesuíta, ele sabia que entre os que se aproximavam para receber a comunhão podia haver pecadores públicos não arrependidos, que por outro lado se proclamavam católicos. Sabia que, a esse ponto, teria sido difícil negar-lhes o sacramento. E sabia dos efeitos públicos que poderia ter essa comunhão, se fosse recebida das mãos do arcebispo da capital argentina.

Pode-se argumentar que Bergoglio percebe o mesmo perigo como Papa, até mais, inclusive. E por isso adota o mesmo comportamento prudencial: “não dou a comunhão, fico atrás e a dão os ajudantes”.

Os pecados públicos que Bergoglio apresentou como exemplo, em sua conversa com o rabino, são a opressão do pobre e a negação do justo salário ao trabalhador. Dois pecados tradicionalmente mencionados entre os quatro que “clamam aos céus a vingança de Deus”.

Mas o raciocínio é o mesmo que nos últimos anos tem sido aplicado por outros bispos a outro pecado: o apoio público às leis pró-aborto por parte de políticos que se proclamam católicos.

Esta última controvérsia tem seu epicentro nos Estados Unidos.

No ano de 2004, o então cardeal Joseph Ratzinger, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, transmitiu à Conferência Episcopal norte-americana uma nota com os “princípios gerais” sobre a questão.

A Conferência Episcopal decidiu “aplicar” uma e outra vez os princípios recordados por Ratzinger, exortando “a cada um dos bispos que expressem juízos pastorais prudentes nas circunstâncias próprias de cada caso”.

De Roma, o cardeal Ratzinger aceitou esta solução e definiu-a “em harmonia” com os princípios gerais de sua nota.

Na verdade, os bispos dos Estados Unidos não têm uma postura unânime. Alguns, também entre os conservadores, como os cardeais Francis George e Patrick O’Malley, são resistentes a “fazer da eucaristia um campo de batalha política”. Outros são mais intransigentes. Quando o católico Joe Biden foi eleito vice-presidente de Barack Obama, o então bispo de Denver, Charles J. Chaput, hoje na Filadélfia, disse que o apoio dado por Biden ao chamado “direito” ao aborto é uma culpa pública grave e “em consequência, por coerência ele não deveria se apresentar para receber a comunhão”.

É um fato que no último dia 19 de março, na Missa de inauguração do pontificado de Francisco, o vice-presidente Biden e a presidente do Partido Democrata, Nancy Pelosi, também ela católica pró-aborto, fizeram parte da representação oficial dos Estados Unidos.

E ambos receberam a comunhão. Mas não das mãos do papa Bergoglio, que estava sentado atrás do altar.

Debate político em São Paulo: coragem de uns e, de outros, nem tanto…

Reta final das eleições em vários municípios do país. E, novamente, vamos falar sobre São Paulo. Nos últimos dias, o debate político entre Fernando Haddad, do PT, e José Serra, do PSDB, contou com uma troca constante de farpas – como era de se esperar. Tudo começou com o apoio público dado pelo pastor Silas Malafaia, da comunidade protestante Assembleia de Deus, à candidatura de Serra. Haddad parece não ter gostado. Fez uma declaração, acusando seu adversário de “instrumentalizar” religiões: “O Serra instrumentaliza as religiões. Fez isso para atacar a Dilma, e eu entendo que ele fará o mesmo para me atacar. A minha família está muito indignada em relação a esses ataques, com a atitude do Serra de instrumentalizar pastores para me atacar na honra.”

Malafaia entendeu o recado de Haddad e publicou uma resposta, em forma de vídeo, fazendo críticas ferrenhas ao ex-ministro da Educação.

Apesar de ser pastor protestante – e, portanto, pregar uma Fé mutilada pelos erros da reforma luterana e do subjetivismo pentecostal -, Malafaia é uma personalidade que merece respeito, por sua coragem e valentia em defender seus princípios. Além de denunciar abertamente as obras destruidoras propaladas pelos inimigos do Cristianismo, criticando com veemência o discurso totalitário de muitos dos novos movimentos sociais – como o LGBT, feminista, ambientalista etc. -, não tem vergonha de dizer a verdade, nua e crua, mesmo que isto lhe custe a fama de “fundamentalista” ou “radical”: “Não tenho medo de dar minha cara a tapa, não estou nem aí se alguém não está gostando. Não estou em concurso de beleza.”

Bem diferente do discurso do líder da Assembleia de Deus foi a entrevista concedida por Dom Fernando Figueiredo à Folha de São Paulo, no começo desta semana.

Perguntado sobre o “kit gay” produzido por Haddad enquanto ministro da Educação, e sobre um programa similar – porém, mais genérico, não visando especificamente a abordagem de “preconceito sexual” – produzido por Serra, durante seu mandato no governo do estado, Dom Fernando “tirou o corpo fora”: “Elaborar esse material pode ser considerado algo que desabone um candidato? Creio que essa questão é muito delicada. (…) Não colocaria essas questões num período eleitoral.”

Questionado se a posição de Malafaia em condenar a campanha de Haddad foi preconceituosa, limitou-se a dizer que “não gostaria de julgar”.

Quando indagado sobre como as lideranças religiosas deveriam participar no debate político, afirmou que “ninguém deveria dizer quem é o candidato” no qual vai votar, pois “é um abuso do contato e da credibilidade que os fiéis nos dão”.

Por fim, perguntaram-lhe sua opinião sobre a atual ministra da Cultura, Marta Suplicy, famosa por sua militância frenética frente ao movimento LGBT, e também por ostentar a bandeira da descriminalização do aborto no Brasil. Dom Fernando falou pouco, e não disse nada: “Marta, Marta, Marta… O que eu poderia falar da Marta? Aqui na região sul… Ela tinha uma preocupação pela saúde. Vemos postos de saúde que ela incentivou. Isso foi importante.

A entrevista toda é reflexo de uma pusilanimidade aterradora. Dom Fernando chega ao ponto de afirmar que “há uma lei na igreja que, se a pessoa se aproxima para a comunhão, você não pode negá-la”, quando o Código de Direito Canônico pede justamente o contrário: que “não sejam admitidos à sagrada comunhão os excomungados e os interditos, depois da aplicação ou declaração da pena, e outros que obstinadamente perseverem em pecado grave manifesto” (cân. 915).

O teor desta entrevista infeliz é digno de lástima, mas é a imagem exata de como andam muitos mitrados na América Latina: se não estão entregues ao demônio do socialismo e da esquerda laicista e anticristã, estão nas redes sufocantes do bom-mocismo ou da cumplicidade silenciosa… com os maus, com os abortistas, com os inimigos da família. São poucas as estrelas que brilham no escuro céu latino-americano, mas são elas, insufladas pela intercessão sempre eficaz da Virgem de Guadalupe, a verdadeira Igreja de Cristo. Porque, como já dizia Santo Atanásio de Alexandria, “ainda que os católicos fiéis à Tradição se reduzam a um punhado, são eles a verdadeira Igreja de Jesus”.

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

Novo bispo de Xangai rompe publicamente com Associação Patriótica Chinesa e… desaparece.

Fonte: Religión en Libertad | Tradução: Ecclesia UnaO monsenhor Thaddeus Ma Daqin, bispo auxiliar de Xangai (sagrado sábado passado, 7 de julho, com a aprovação papal) não tem aparecido publicamente.

O bispo Ma, de Xangai, durante celebração do Santo Sacrifício.

Mostrando sua valentia e liderança, o bispo Ma disse diante de mais de 1200 pessoas que estavam presentes durante a cerimônia (incluindo oficiais do governo) que não sustentaria nenhuma das posturas da Associação Patriótica dos católicos chineses (APC). Durante a sua ordenação, era vice-presidente da APC de Xangai e membro do comitê nacional da Associação.

Este organismo foi criado pelo governo de Pequim no final dos anos 50, a fim de controlar a Igreja Católica, mas Bento XVI deixou muito claro, em sua carta de 2007 aos católicos da China, que esta associação era “incompatível” com a doutrina católica.

“Depois da ordenação de hoje, dedicarei cada esforço ao ministério episcopal. Não é conveniente que eu sirva mais à APC”, declarou o bispo Ma.

Os mais de 1000 católicos que se encontravam reunidos na catedral irromperam em um aplauso diante deste anúncio, segundo reportou UCA News. É a primeira vez (na história moderna e, talvez, de todos os tempos) que um bispo da comunidade da Igreja “aberta” faz uma declaração tão audaz durante sua ordenação.

O bispo jesuíta de 96 anos, Aloysius Jin Luxian, que guia a comunidade da Igreja “aberta” na megalópole de 23 milhões de pessoas, e que está em comunhão com o Papa, celebrou esta solene cerimônia na catedral de Santo Inácio; além dele, participaram outros cinco bispos (quatro deles reconhecidos pela Santa Sé).

Com a ordenação do bispo Thaddeus Ma Daqin, a Igreja Católica em Xangai, que é composta por duas comunidades (uma “aberta” e reconhecida pelo governo, e outra “subterrânea” e sem este reconhecimento, que somam mais de 100 sacerdotes e 150 mil católicos), conta com quatro bispos: Aloysius Jin Luxian, Thaddeus Ma Daqin, Joseph Xing Wenzhi e Joseph Fan Zhongliang. Todos em comunhão com a Santa Sé. O bispo Fan, de 94 anos, é líder da Igreja “subterrânea”; está enfermo e teve que viver sob vigilância durante muitos anos.

A Santa Sé considera Fan como o Ordinário da diocese, e Jan como ajudante. Consciente desta situação delicada e complexa, Ma declarou em seu discurso que sua ordenação era como bispo “auxiliar”, ainda que o governo e a Igreja “aberta” lhe considerem como ajudante. Com isso, muitos em Roma pensam que Ma será o que substituirá Jin.

Segundo a UCA News, o bispo Ma estaria em Sheshan, o santuário mariano que se encontra perto de Xangai, mas as autoridades chinesas teriam lhe impedido de exercer seu ministério. Domingo passado, ele não pôde celebrar sua primeira Missa como bispo na catedral de Santo Inácio, como havia anunciado.

Segundo algumas fontes, a declaração que pronunciou durante sua ordenação não foi bem acolhida pelas autoridades chinesas, que teriam sequestrado o bispo desde sábado depois da cerimônia, deixando vazio seu lugar no banquete previsto depois de sua consagração episcopal.

Sacerdotes, religiosas e religiosos da diocese de Xangai receberam, domingo, uma mensagem do celular do bispo Ma (a sua é a primeira ordenação “aberta” já há muito tempo), na qual ele pedia desculpas por sua ausência e se declarava cansado física e mentalmente pela cerimônia do sábado. Nos ambientes católicos da China, fiéis têm publicado petições de oração e jejum pelo bispo Ma.

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Leia também: Bispo católico crítico a sistema chinês desaparece, no Estadão.

Leia mais: Rezemos pela China. Novas sagrações episcopais ilícitas e Bispo Católico preso, no Fratres in Unum.

Quer acabar para sempre com sua fé? Um convertido apresenta dez formas infalíveis de fazê-lo.

Fonte: Religión en Libertad | Tradução: Ecclesia UnaO autor destas recomendações é um blogueiro. Não há muito mais o que dizer, a rede tem estas coisas. Chama-se Jason L. – sendo conhecido também como The Idler (“O Preguiçoso”) -, tem 28 anos, estuda Teologia, ama a cerveja Guinness (o esboço de imagem mostra ele com uma boa caneca* nas mãos) e é periodista freelancer. E, o mais importante: está “orgulhoso” de ter se convertido à fé católica.

Em uma recente postagem de seu blog Subida ao Monte Carmelo, ele fez um interessante elenco de As dez melhores formas de matar sua fé, com reflexões de índole espiritual que servem de guia ao leitor. Ele considera serem elas “as dez formas mais efetivas de arruinar por completo sua vida espiritual até uma sequidão absoluta, ou ao menos até fazer nela um buraco considerável”. Recomenda, portanto, a que sejam evitadas, caso queira crescer na vida espiritual.

Vejamo-las, então, seguindo o conselho de Tomás de Kempis, na Imitação de Cristo (I, 5, 1): “Não procures saber quem o disse; mas considera o que se diz”.

1. Admita que a Igreja está acabada. Escute àqueles que atacam a fé, sem a certeza que sua fé é forte o suficiente para sustentá-la. Assim você começará a sentir-se isolado, a enfadar-se e sentir-se longe de uma fé que um dia lhe pareceu bela, e a assumir que a maioria dos católicos de hoje estão completamente omissos com relação à sua fé.

2. Seja o mais escrupuloso possível. Diante da imponente realidade da Presença Real [de Jesus na Eucaristia] e da Santa Comunhão, ao invés de fazer um bom exame de consciência e confessar-se, se quer chegar a um estado de loucura como o de Nietzsche, prenda-se a cada uma de suas ações e considere que todos os pecados são mortais. Viva atemorizado. Garanto-lhe que sua fé arderá nessas chamas.

3. Esqueça da Misericórdia Divina. Dê atenção à Sua Justiça. Você tem que chegar à conclusão que Deus não é misericordioso, de que está desejoso de ver-lhe gritar no inferno. Com isso, você não somente matará sua fé e seu amor a Deus, mas também chegará facilmente ao mundo oposto dos anticristãos.

4. Preste atenção na vida espiritual de todo mundo, menos na sua. Faça uma análise minuciosa dos demais, mas você mesmo não trabalhe na sua própria salvação com temor e tremor.

5. Não mantenha discussões inteligentes sobre religião. Sobretudo, discuta muito. Cada vez que alguém te desafiar a sua fé de alguma forma, comece a manifestar indisposição, ignore o que diz o seu adversário e faça o possível para evitar conversar.

6. Faça o mínimo do mínimo que lhe seja exigido; converta-se em um católico vago. Comece por ir à Missa só aos domingos, logo procure faltar uma semana, e, antes de que perceba estará indo à igreja somente no Natal e na Páscoa.

7. Ignore sua fé. A melhor forma para abandoná-la é não buscar conhecê-la jamais. Não leia as Escrituras, nem os Santos Padres, não leia livros de teologia nem estude história. Assim, quando alguém duvidar ou atacar a sua fé, imediatamente você cederá.

8. Procure não comungar com frequência, porque isso seria o que mais poderia ajudar sua vida cristã. Se você realmente quer crescer fraco, procure não comungar, porque, se não, cada vez que fizer isto, se sentirá limpo e rejuvenescido.

9. Assuste-se cada vez que ver um desafio contra a fé: minta, esconda-se, fuja. Isto é fundamental: cada vez que alguém objetar a sua fé, dê meia-volta e corra. Ou ainda melhor, peça desculpas e fique envergonhado. Isto fará você se sentir falso em sua fé, desleal, indigno de comungar, covarde. Se realmente quer perder a fé, aconselho a que se acovarde diante dela.

10. Acima de tudo: não reze nunca! Não rezar te afasta da conversa com Deus. Se quer matar sua fé de verdade, esta é a via. A oração é a água que mantém viva a árvore: esquece da água, e verá como se seca.

Leia o artigo completo em inglês.

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* Nota do tradutor: No artigo em espanhol, o termo usado não pode ser traduzido como caneca. É a expressão pinta, que é uma unidade de volume anglo-saxônica, equivalente a 0,568 litros.

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Aproveitamos a oportunidade para indicar um ótimo vídeo de São Josemaría Escrivá, explicando o que devemos fazer quando não estamos com vontade de rezar.

Fernando Haddad vai à igreja

Nas eleições de 2010, o que não faltou foi político indo à igreja para pedir o voto do eleitorado católico. Digo, sem medo de errar, que maior parte dos sujeitos mal sabe o que significam os termos essenciais da nossa Fé, tais como “batismo”, “salvação”, “graça”, “pecado”, “Eucaristia”, “sacrifício” et cetera. Ficou bastante claro que os indivíduos compareceram no templo por puro interesse político. Vamos além: até candidatos cuja fé católica parecia inquestionável – como era o caso do hoje pré-candidato à prefeitura de São Paulo, Gabriel Chalita – se renderam ao mesquinho jogo de interesses eleitoral e traíram de modo vil a sua Fé. Hoje, Chalita defende o Partido dos Trabalhadores, se cala com relação à descriminalização do aborto e ainda defende a união civil de homossexuais. Coisas realmente incompreensíveis para um “católico praticante”.

Este ano, mais uma vez os católicos vão às urnas. E, novamente, os políticos vão às igrejas “para rezar”. O safado da vez é o ex-ministro da Educação – e hoje concorrente de Chalita na corrida pela prefeitura de São Paulo -, Fernando Haddad. Mas o petista não se contentou em ficar sentado no banco não! Conforme reportou a Folha Online, o idealizador do projeto “Brasil sem Homofobia” – popularmente conhecido como “kit gay” – “fez uma leitura no microfone (…) e recebeu a hóstia”.

Não vou nem falar da recepção indigna da Sagrada Comunhão – todo bom católico tem consciência de que “aquele que comer do pão ou beber do cálice do Senhor indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor” (1 Cor 11, 27). Inquieta igualmente ver um homem cuja vida não é nenhum modelo de catolicidade auxiliando na celebração da Santa Missa – o que pressupõe o consentimento das autoridades eclesiásticas!

Permanece válida, neste sentido, a instrução da Redemptionis Sacramentum (mais clara que isso, impossível!):

46. O fiel leigo que é chamado para prestar uma ajuda nas Celebrações litúrgicas e deve estar devidamente preparado e ser recomendado por suu vida cristã, fé, costumes e sua fidelidade para o Magistério da Igreja. Convém que haja recebido a formação litúrgica correspondente a sua idade, condição, gênero de vida e cultura religiosa. Não se eleja a nenhum cuja designação possa suscitar o escândalo dos fiéis.”

Ah, mas ninguém é suficientemente santo para ajudar dignamente no Sacrifício da Cruz…! Verdade. Mas que pelo menos se escolha algum pecador que queira conduzir a sua vida como pede a doutrina católica! Este senhor jamais demonstrou simpatia alguma ou pelo Papa ou por qualquer devoção católica que seja. Muito pelo contrário! Haddad declara abertamente que é um socialista! Só ignora este fato quem não conhece os interesses do Partido dos Trabalhadores e dos promotores disto que conhecemos hoje como “marxismo cultural”.

Sim, Haddad não é nem o primeiro nem o último homem a ir à igreja pra aparecer e fazer campanha política. Não vamos – nem queremos – impedi-lo de usar seu direito de ir e vir. A única coisa que pedimos é respeito. Respeito à comunidade católica de São Paulo, respeito a Jesus Eucarístico, respeito ao Santo Sacrifício da Missa. E isto não é pedir demais.

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

Padre Zezinho, a “dissidência calculada” e a Comunhão na boca

Em artigo recente, publicado em seu site e intitulado Cátedra de Pedro ou câmera do padre?, o padre Zezinho redigiu algumas considerações com as quais definitivamente não posso concordar. Ele começa tentando definir a expressão “dissidência calculada”; para isto, faz referência a um “neoconservadorismo que adota modernidade em alguns quesitos e volta ao passado no quesito que lhe interessa voltar”. No entanto, mais adiante, os ditos “dissidentes”, segundo o sacerdote, são aqueles que “teimam em receber a eucaristia só na boca, nunca nas mãos”!

Da maneira como redige o reverendíssimo sacerdote, aquelas pessoas que desejam receber Jesus Eucarístico na boca e de joelhos seriam rebeldes e desobedientes. “São dissidentes calculados. Desobedecem sem desobedecer. E dão um jeito de chamar de desobedientes os que não se regem pelos mesmos textos que eles.”

Sobre este tema, vários são os pontos a serem considerados. Para o padre dehoniano, “temos católicos que sistematicamente desafiam as normas das dioceses e paróquias, alegando que os líderes dos seus movimentos estão acima da diocese e da paróquia”. Mas, o que observamos na prática não é isto. Os argumentos que muitos católicos usam para defender a comunhão na boca – e de joelhos – estão, pelo contrário, em consonância com a Tradição da Igreja, com o Magistério da Igreja e com as palavras do atual Pontífice Romano, o Papa Bento XVI.

Primeiro, é visível o apelo de inúmeros Santos católicos – especialmente dos Padres da Igreja – a fim de que nenhum fragmento da Hóstia consagrada se perca. Assim se manifestam São Cirilo de Jerusalém, São Jerônimo, Santo Efrém, Santo Hipólito, São Cesário de Arles e São João Crisóstomo. Lembra ainda o Papa Pio XI que “ao administrar o sacramento eucarístico deve-se mostrar um particular zelo a fim de que não se percam os fragmentos das hóstias consagradas, dado que em cada um deles está presente o Corpo inteiro de Cristo” 1. Ora, está evidente que receber a Comunhão na boca representa, neste sentido, um risco muito menor do que comungar na mão.

Mais: em notificação emitida em 1985 pela Sagrada Congregação para o Culto Divino, a Igreja deixou clara uma coisa da qual talvez o pe. Zezinho tenha se esquecido:

Os fiéis jamais serão obrigados a adotar a prática da comunhão na mão; ao contrário, ficarão plenamente livres para comungar de um ou de outro modo. Essas normas e as que foram recomendadas pelos documentos da Sé Apostólica atrás citados, têm por finalidade lembrar o dever do respeito para com a Eucaristia independentemente do modo como se recebe a Comunhão.  Insistam os pastores de almas não só sobre as disposições necessárias para a recepção frutuosa da Comunhão, que, em certos casos, exige o recurso ao Sacramento da Penitência; recomendem também a atitude exterior de respeito que, em seu conjunto, deve exprimir a fé do cristão na Eucaristia.”

E, em 1999, no boletim Notitiae, a mesma Congregação fez um esclarecimento ainda mais incisivo: “Aqueles que obrigam os comungantes a receber a santa Comunhão unicamente nas mãos como também aqueles que recusam aos fiéis a Comunhão nas mãos nas dioceses que utilizam tal indulto, procedem contrariamente às normas estabelecidas. (…) Em todo caso, é para desejar que todos tenham presente que a tradição secular consiste em receber a Comunhão sobre a língua. O sacerdote celebrante, caso exista perigo de sacrilégio, não dê a Comunhão nas mãos dos fiéis e exponha-lhes as razões porque assim procede.” (Os trechos acima compilados também foram extraídos do site Cleofas)

Por fim, quem fala é o Papa Bento XVI. Em entrevista concedida em 2010 ao jornalista alemão Peter Seewald, ele explicou porque, muitas vezes, em seu pontificado, administrou a Sagrada Comunhão na boca e de joelhos.

“Não sou contra a Comunhão na mão por princípio: eu mesmo a administrei assim e a recebi também desta maneira. Fazendo com que a Comunhão seja recebida de joelhos e que seja administrada na boca, quis dar um sinal do temor e colocar um ponto de exclamação acerca da Presença real. Não por último, porque justamente nas celebrações de massa, como aquelas na Basílica de São Pedro ou na Praça, o perigo da banalização é grande. Ouvi falar de pessoas que colocam a Comunhão na bolsa, levando-a quase como se fosse um souvenir qualquer. Num contexto semelhante, no qual se pensa que é óbvio receber a Comunhão – da série: todos vão lá na frente, então também faço o mesmo -, queria apresentar um sinal forte, isto deve ficar claro: ‘É algo particular! Aqui está ele, diante dele é que caímos de joelhos. Prestem atenção! Não se trata de um rito social qualquer, do qual se pode participar ou não’.”

- Luz do Mundo: O Papa, a Igreja e os sinais dos tempos
III Parte, Capítulo 15, Como acontece a renovação?
pp. 190-191; Ed. Paulinas, 1ª edição. São Paulo, 2011.

As recomendações da Igreja são bem claras. Comungar diretamente na boca não se trata de mera opinião de lideres de movimento, ou de campanhas solitárias de sacerdotes tradicionais aqui ou acolá. Não se trata, como quer padre Zezinho, de “dissidência calculada”. É, pelo contrário, “tradição secular” católica.

Sobre o mesmo assunto, recomendo a leitura do livro de Dom Athanasius Schneider, o famoso “Dominus Est! – É o Senhor!”, sobre “o dom inestimável da Sagrada Comunhão”. Está disponível para leitura no Scribd. Para quem, entretanto, não tem tempo para fazer a leitura, urge ler o artigo da série “Mitos Litúrgicos comentados”, escrita pelo Francisco Dockhorn e revisada por Dom Antônio Rossi Keller, sobre a comunhão de joelhos e na boca.

Sim, há muitos bons textos escritos pelo padre Zezinho. Há alguns meses, chamou-me a atenção um em que ele diferenciava a Santa Missa de um reles concerto. Neste último artigo, porém, o reverendíssimo sacerdote definitivamente não foi feliz.

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

* * *

Também é recomendada a leitura da instrução Memoriale Domini, sobre a maneira de distribuição da Sagrada Comunhão.

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1. Instrução da Sagrada Congregação da disciplina dos sacramentos, de 26 de março de 1929: AAS 21 (1929) 635.

Não às palmas durante a celebração da Santa Missa

Abaixo artigo de Dom Roberto, bispo auxiliar de Niterói, sobre o “bater palmas” na santa celebração da Missa. Nossa Senhora e São João ao pé da cruz no Calvário certamente não estavam batendo palmas. Não deixem de ler. ;)

Fonte: site da Arquidiocese de Niterói

Dom Roberto Francisco Ferrería Paz

http://www.arquidioceseniteroi.org.br/spic/bco_arq/foto%20dom%20roberto.jpgPrimeiramente porque não existe o gesto litúrgico de bater palmas, a única referência que a CNBB autoriza como facultativo é no rito de ordenação depois de ser aceito o candidato, que como podemos apreciar não é um contexto celebrativo.

Porque não se adequa à teologia da Missa que, conforme a Carta Apostólica Dominicae Cenae de João Paulo II do 24/02/1980, exige respeito a sacralidade e sacrificialidade do mistério eucarístico: “O mistério eucarístico disjunto da própria natureza sacrifical e sacramental deixa simplesmente de ser tal”. Superando as visões secularistas que reduzem a eucaristia a uma ceia fraterna ou uma festa profana. Nossa Senhora e São João ao pé da cruz no Calvário, certamente não estavam batendo palmas.

Porque bater palmas é um gesto que dispersa e distrai das finalidades da missa gerando um clima emocional que faz passar a assembleia de povo sacerdotal orante a massa de torcedores, inviabilizando o recolhimento interior.

Porque o gesto de bater palmas olvida e esquece duas importantes observações do então Cardeal Joseph Ratzinger sobre os desvios da Liturgia: “A liturgia não é um show, um espetáculo que necessite de diretores geniais e de atores de talento. A liturgia não vive de surpresas simpáticas, de invenções cativantes, mas de repetições solenes. Não deve exprimir a atualidade e o seu efêmero, mas o mistério do Sagrado. Muitos pensaram e disseram que a Liturgia deve ser feita por toda comunidade para ser realmente sua. É um modo de ver que levou a avaliar o seu sucesso em termos de eficácia espetacular, de entretenimento. Desse modo, porém, terminou por dispersar o propium litúrgico que não deriva daquilo que nós fazemos, mas, do fato que acontece. Algo que nós todos juntos não podemos, de modo algum, fazer. Na liturgia age uma força, um poder que nem mesmo à Igreja inteira pode atribuir-se: o que nela se manifesta é o absolutamente Outro que, através da comunidade, chega até nós. Isto é, surgiu a impressão de que só haveria uma participação ativa onde houvesse uma atividade externa verificável: discursos, palavras, cantos, homilias, leituras, apertos de mão… Mas ficou no esquecimento que o Concílio inclui na actuosa participatio também o silêncio, que permite uma participação realmente profunda, pessoal, possibilitando a escuta interior da Palavra do Senhor. Ora desse silêncio, em certos ritos, não sobrou nenhum vestígio”.

Finalmente porque sendo a Liturgia um Bem de todos, temos o direito a encontrarmos a Deus nela, o direito a uma celebração harmoniosa, equilibrada e sóbria que nos revele a beleza eterna do Deus Santo, superando tentativas de reduzi-la à banalidade e a mediocridade de eventos de auditório.

Disposições para receber a Sagrada Comunhão

http://www.passeiweb.com/saiba_mais/biografias/t/imagens/tomas_de_aquino.jpg“Quem está em pecado mortal comete sacrilégio ao receber a Eucaristia, porque há duas coisas sacramentais na Eucaristia. A primeira, significada e contida, é o próprio Cristo; a segunda, significada mas não contida, é o Corpo Místico de Cristo, isto é, a sociedade dos santos. Quem quer que, pois, receba este Sacramento, só por isto significa estar unido a Cristo e aos seus membros. Ora, isto se realiza pela fé formada pela caridade, que ninguém pode possuir juntamente com o pecado mortal. E por isto é manifesto que quem quer que receba este Sacramento em pecado mortal comete nele falsidade. Incorre, por este motivo, em sacrilégio, como violador do Sacramento. Peca, por causa disto, mortalmente.”

(…)

“O pecador que recebe o Corpo de Cristo pode ser comparado, quanto à semelhança do crime, a Judas que beijou Cristo, porque ambos ofendem a Cristo sob um sinal de caridade. Esta semelhança compete a todos os pecadores em geral, porque por todos os pecados mortais age-se contra a caridade de Cristo, de que é sinal este Sacramento, e tanto mais quanto os pecados são mais graves. Mas sob um aspecto especial os pecados contra o sexto mandamento tornam o homem mais inepto para o recebimento deste Sacramento, na medida em que, a saber, por este pecado o espírito é maximamente submetido à carne, e desta maneira é impedido o fervor do amor que é requerido neste Sacramento.”

“Que ninguém, pois, se aproxime desta Mesa sem reverente devoção e fervente amor, sem verdadeiro arrependimento, ou sem lembrar-se de sua Redenção.”

(São Tomás de Aquino, sermão sobre o Corpo do Senhor, n. 25. 27-28; extraído do site Cristianismo)

A exortação de São Tomás de Aquino é oportuna para esse dia de Corpus Christi. Muitas pessoas, devido à condição de pecado em que vivem, não podem se aproximar da Sagrada Comunhão. Algumas, mesmo tendo consciência de que vivem em pecado mortal e de que, por isso, não devem comungar, ousam receber o Corpo do Senhor. Atentemo-nos às palavras do Doutor Angélico: “Quem está em pecado mortal comete sacrilégio ao receber a Eucaristia”. E é doutrina retirada das Sagradas Escrituras, pois São Paulo mesmo já dizia que aquele que come desse pão e bebe desse cálice sem distinguir o corpo do Senhor, “come e bebe a sua própria condenação” (1 Cor 11, 29). A afirmação do apóstolo é severa: come e bebe a própria condenação. Não nos atrevamos a participar do Banquete Eucarístico tendo consciência de que estamos em pecado grave.

Por que essa exortação é tão importante? No dia de Corpus Christi as igrejas costumam estar cheias. Nem todos que participam da Santa Missa nesse dia estão unidos à Igreja de alma e coração. Quero dizer: muitos estão na igreja, fisicamente falando, mas não estão na Igreja, em estado de graça. E, mesmo assim, a fila da comunhão está cheia.

Não desejamos criar uma segregação dentro de nossas igrejas. Não queremos voltar ao discurso do puro e do impuro presente na antiga Lei judaica. Mas, há uma grande diferença entre a história bíblica da mulher adúltera que recorreu à Misericórdia de Jesus e a história de um pecador que comungou indignamente dos Santos Mistérios. São Tomás de Aquino explica que “o Cristo, aparecendo sob a sua espécie própria, não se exibia para ser tocado pelos homens em sinal de união espiritual com Ele, como é o caso quando se oferece para ser recebido neste Sacramento” (Sobre os efeitos da Eucaristia, n. 26). “Foi por isso – continua – que os pecadores que o tocavam em sua própria espécie não incorriam no crime de falsidade contra a divindade, como o fazem os pecadores que recebem este Sacramento.”

S. Tomás compara a atitude dos sacrílegos à atitude de traição do próprio Judas. Ambos ofendem a Cristo sob um sinal de caridade. E fala que são os pecados contra o sexto mandamento os mais graves e que tornam os cristãos ainda mais ineptos a receber o Santíssimo Sacramento. Ora, o sexto mandamento nos pede não pecar contra a castidade. E quais são os pecados que ofendem a castidade? São justamente aqueles que contradizem a finalidade do sexo proposta pelo Evangelho. Nos referimos aqui à masturbação, à pornografia, à fornicação (relações sexuais fora do sacramento do Matrimônio), à prostituição e às relações homossexuais. Por esses pecados, diz S. Tomás, o espírito é maximamente submetido à carne.

E será que o nosso povo cristão tem consciência dessas realidades? Será que as aulas de Catequese para jovens ensinam a eles a importância de conservarem a castidade para participarem dignamente dos Santos Mistérios? Será que os nossos católicos estão aprendendo a se aproximar devotamente do santo Sacramento?

Que ninguém se aproxime desta Mesa sem reverente devoção e fervente amor. E aqueles que estão em pecado mortal possam procurar um sacerdote para se confessarem. Se não for possível receber a absolvição dos pecados, receba, pelo menos, a graça de olhar para Jesus sacramentado e comungar espiritualmente. Sobre a comunhão espiritual, ensina-nos São Leonardo de Porto-Maurício:

http://www.cleofas.com.br/virtual/santodia/scd0330_leonardo_porto.jpg“Aqueles que não podem receber sacramentalmente o Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo, o recebem espiritualmente realizando atos de fé viva e fervorosa caridade, com um ardente desejo de unir-se ao soberano Bem, e por esse meio se dispõem a participar dos frutos desse Divino Sacramento.”

(…)

“Quando o sacerdote for comungar, estando com grande recolhimento interior e exterior, com modéstia e compostura, acende em teu coração um verdadeiro arrependimento dos pecados, e bate em teu peito para mostrar que te reconheces indigno da graça de unir-te a Jesus Cristo. Depois exercita os atos de amor, de oferecimento, de humildade e os outros que estás acostumado a fazer ao acercar-te da Mesa Sagrada, acrescentando a isso o mais ardente e fervoroso desejo de receber a Jesus Cristo, que, por teu amor, está real e verdadeiramente presente no Santíssimo Sacramento. Para avivar mais e mais sua devoção, pensa que a Santíssima Virgem, ou o teu santo padroeiro, te apresenta a Hóstia consagrada e que tu a recebes de verdade, e como se abraçasse estreitamente a Jesus em teu coração, repete uma e muitas vezes no teu interior essa palavras: “Vem, meu Jesus, minha vida e meu amor; vem ao meu pobre coração; vem e santifica a minha alma; vem a mim, dulcíssimo Jesus! Vem.” Permanece depois no silêncio, contempla a Deus dentro de ti mesmo e, como se houvesse comungado de verdade, adora-O, dá-Lhe graças e faz tudo aquilo que se costuma fazer após a Comunhão. Tem por certo, amado leitor, que essa Comunhão Espiritual, tão descuidada pelos cristãos dos nossos dias, é, sem dúvida, um verdadeiro e riquíssimo tesouro que enche a alma de bens infinitos.”

(São Leonardo de Porto-Maurício, O tesouro escondido na Santa Missa (em espanhol), capítulo II, § 4)

Graças e louvores se dêem a todo momento ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

Papa estaria preparando uma “surpresa” para a Semana Santa

Fonte: Fratres in Unum

SECTOR CATOLICO – 24/02/10 – Segundo foi informado Sector Catolico, o Papa Bento XVI poderia estar preparando uma enorme “surpresa” para o “mundo católico” que se conhecerá, presumidamente, na próxima Quinta-feira Santa, data em que a Igreja celebra a instituição da Eucaristia e da Ordem Sacerdotal.

Segundo apontaram estas fontes, que não souberam determinar com exatidão em que consistirá a medida, falam, no entanto, de dois possíveis marcos. Por um lado, a supressão do indulto universal para receber a Sagrada Comunhão na mão. A outra possibilidade é que, finalmente, o Papa se anime a celebrar a Santa Missa in cena Domini segundo a “forma extraordinária” do Rito Romano.

(…)

* * *

Ou não.

De qualquer modo, caindo a Quinta-Feira Santa no dia 1º de Abril, a decisão poderia não ser levada a sério.

Rezemos pelo Papa. Rezemos pela Igreja.

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!