O relativismo moral de mãos dadas com a pedofilia

http://www.fatima.org/port/crusader/cr35/cr35pg12_image001.jpgJá por diversas vezes temos falado, neste espaço, sobre os males do relativismo moral, esta ideia de que a verdade está submetida a parâmetros e configurações subjetivas, isto é, a verdade seria apenas um produto da ação individual. A Verdade não deveria ser buscada, mas sim, inventada. O texto que exerce mais influência nas análises que muitas vezes se faz acerca deste problema é certamente a homilia proferida pelo cardeal Joseph Ratzinger – hoje Papa Bento XVI – na Missa Pro Eligendo Romano Pontifice, no ano de 2005.

Na ocasião, Ratzinger se referiu a uma “ditadura do relativismo”, uma linha de pensamento que estabelece, em meio ao mar de verdades relativas propostas, apenas um princípio absoluto: tudo é relativo. Não haveria problema algum se estivéssemos convivendo com um relativismo que, ao choramingar pelos cantos, se sentisse excluído por sua falta de apoio na sociedade (seria extremamente forçoso pensar semelhante situação). O problema é justamente o termo “ditadura”. Isto pressupõe que o sujeito defensor dessa doutrina pestilenta não deseja guardar a mentira só para si. Ele quer distribuir a sua mais nova heresia com os que estão ao lado.

O relativismo se espalha? Aparentemente o princípio utilizado pelo homem do século XXI para lidar com assuntos que dizem respeito à Fé não é o mesmo utilizado para lidar com aquilo que o outro afirma sem dar nenhum respaldo racional consistente àquilo que diz. Assim, diante do dogma de fé católico, o professor diz aos seus alunos: “É preciso questionar, estudantes! Não podemos deixar que a Igreja Católica imponha as suas ideias a nós, assim, tão facilmente…” Diante de Marx e Nietzsche ou de outros tantos pensadores modernos inimigos da religião e da moralidade objetiva, no entanto, o professor fica endiabrado, incita os estudantes a amá-los e, se possível, até mesmo prestar-lhes culto de latria. E pouquíssimos parecem ser capazes de enxergar que está se constituindo uma verdadeira ditadura.

Como derrubar este tirânico relativismo que parece devorar os nossos colégios e universidades e se infiltrar até mesmo nos púlpitos de nossas igrejas? Certamente precisamos convencer-nos a nós mesmos de que o relativismo não faz sentido nenhum e nos conduz inevitavelmente a uma forma de pensamento permissivista, onde aquilo que está claramente errado – lembrar que o Altíssimo inscreve as suas leis no coração humano – começa a ser aceito como legítimo. Aludimos a pecados que a sociedade moderna incorporou, mas também àquelas faltas que certamente serão enaltecidas, para a estupefação dos que hoje pensam ser possível conciliar uma sólida moralidade com a mentalidade relativista.

Daqui há alguns anos certamente veremos uma horda de parlamentares, jornalistas, psicólogos e outros tantos profissionais, defendendo o escabroso crime da pedofilia. Os argumentos fraudulentos utilizados hoje para defender descriminalização do aborto e legitimação de união homossexual serão complementados e muitos vão aceitar a ideia de que “as crianças não devam ter seus desejos sexuais reprimidos”. Porque a verdade, sendo relativa, é passível de mudança no decorrer dos tempos. “Aquilo que era errado hoje será nobre, justo e bom amanhã…” Graças a essa mentalidade demoníaca, muitos de nossa geração deixarão para seus netos, bisnetos ou tataranetos, uma repulsiva cultura de depravação sexual.

Se eu acredito mesmo que isso acontecerá…?* Do fundo do meu coração, repugna-me pensar que o homem possa chegar a esse ponto. Mas os frutos do relativismo são venenosos. Se continuarmos colocando a subjetividade humana ou mesmo o Estado acima dos mandamentos de Deus, o nosso fim será certamente a morte – este é o inevitável fim do pecado (cf. Rm 6, 23).

Tenhamos esperança! É que não devemos desanimar no trabalho de salvar almas, de conquistar pessoas para Cristo. Estudemos a palavra de Deus e, ao mesmo tempo, as palavras do nosso amado Santo Padre, pois só assim poderemos combater o bom combate, mostrando àqueles que caminham por trilhas estranhas a Verdade do Evangelho, do Verbo que se faz carne por amor ao ser humano.

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

* É que essa campanha de enaltecimento da pedofilia, para a nossa infelicidade, já está acontecendo. Luiz Mott, líder do movimento homossexual brasileiro, por exemplo, já escreveu textos fazendo apologia à pedofilia (o link dá acesso a um texto com mensagem altamente obscena, que ofende de modo terrível a moral católica). Um filósofo defensor do homossexualismo chamado Paulo Ghiraldelli já defendeu a aceitação da pedofilia em um texto repleto de elementos relativistas. Como estão todos cegos pela sacrossanta luta dos homossexuais “para se libertar dos ataques homofóbicos de nossa sociedade fundamentalista”, ninguém toca no assunto. E a ditadura do relativismo vai se fortalecendo.

Leia também: Papa denuncia perversão de ativismo pró-pedofilia, do arquivo do nosso blog.

Ainda sobre homossexualidade e pedofilia

Ainda sobre a polêmica das declarações do Cardeal Tarcisio Bertone, o diretor da sala de imprensa da Santa Sé emitiu uma declaração na qual fazia alusão a dados estatísticos relatados pelo Monsenhor Scicluna sobre os casos de abusos sexuais presentes no clero. Segundo essas estatísticas, 10% representariam casos de pedofilia, em sentido estrito e 90% seriam casos de efebofilia (ou seja, “abusos” praticados contra adolescentes). Desses 90%, 60 diziam respeito a indivíduos do mesmo sexo e apenas 30 possuíam caráter heterossexual.

um ótimo artigo na Agência Zenit, onde há declarações de especialistas e também amostra de mais dados estatísticos sobre o assunto. Destaco:

“Ao analisar as denúncias de abusos sexuais apresentadas contra clérigos entre 1950 e 2002, nas diferentes dioceses dos Estados Unidos, o informe constatava que a maioria das vítimas – 81% – era constituída por homens.”

“Este estudo documentava que a pedofilia, a atração por crianças antes da puberdade, diagnosticada como doença psiquiátrica, foi um fenômeno menor nos casos de abusos sexuais de sacerdotes. A maior parte das vítimas era composta por adolescentes que já passaram a fase da puberdade.”

- Zenit, Homossexualidade e pedofilia de clérigos

As estatísticas continuam apontando para uma forte relação existente entre a depravação moral da pedofilia e a desordem moral do homossexualismo. No entanto, não há estatística nenhuma que comprove a ideia às vezes abertamente propagada pela mídia de que o celibato está relacionado com a existência de casos de pedofilia. Com essa ideia absurda, no entanto, a mídia é conivente. Quando um cardeal da Igreja – e porque é representante da instituição que a mídia tanto calunia – se pronuncia sobre algo que tem base em estudos sérios, a Gaystapo se escandaliza e, como domina ideologicamente praticamente todos os meios de comunicação, faz um auê incompreensível.

Você está pronto, católico? Está pronto para chegar à sala de aula da faculdade ou da escola mesmo e encarar a indignação dos gayzistas anticlericais? Está pronto para ir ao trabalho e ter que ouvir alguém comentando, ali perto, que “as declarações do número 2 do Vaticano são homofóbicas”?

Se não estiver pronto, prepare-se. Você vai precisar.

* * *

Leia mais: Se falei mal, provai-o…, do blog Inter-Esse.

Leia também: Tarcisio Bertone fala a verdade, e os subversivos esperneiam, do blog Neo-Ateísmo, Um Delírio.

Cardeal Bertone, a pederastia e o homossexualismo

http://blog.cancaonova.com/accao/files/2008/10/bertone.jpgEm coletiva à imprensa chilena, o Cardeal Tarcisio Bertone emitiu uma declaração que foi motivo de polêmica e indignação. Ele afirmou: “Diversos psicólogos e psiquiatras já declararam que não há relação entre o celibato e a pedofilia, enquanto muitos outros disseram, pelo que fui recentemente informado, que há a relação entre pedofilia e homossexualismo.” Completou dizendo que “[o] comportamento desses padres, nesses casos, é muito sério, é escandaloso”.

Como já era de se esperar, o movimento gay no mundo inteiro se indignou. Na Itália, conforme noticiou a Veja Online, um presidente de um movimento de defesa dos homossexuais classificou o argumento do cardeal como “fora de moda”. No Chile, conforme noticiou o G1, um deputado comunista afirmou que “[a] Igreja deveria ser mais bondosa e caridosa com os homossexuais, em vez de ficar atribuindo pecados a eles”; uma professora da Universidade do Chile descartou a possibilidade de se relacionar homossexualidade com pedofilia; enfim, os humanistas e os membros da Gaystapo no mundo inteiro correram para se pronunciar contra as palavras do Cardeal Bertone, que mais uma vez representam a “intolerância” da Igreja com os homossexuais.

Infelizmente, as palavras do cardeal católico serão valorizadas dessa maneira. Como há um lobby gayzista na mídia e também uma tendência anticlerical que, se já era evidente, esse ano foi devidamente desmascarada, não mostrarão os sérios argumentos existentes em defesa dessa afirmação. As estatísticas são a primeira observação a ser feita. O escritor Julio Severo, no livro “As ilusões do Movimento Gay”, realizou uma pesquisa, a qual apontava para a conclusão de que cada pederasta homossexual havia violentado em média 150 meninos, enquanto cada pedófilo heterossexual tinha abusado em média de 20 meninas num período semelhante de tempo.

Poderá argumentar-se que a pedofilia é um problema psíquico; não está relacionado com orientação sexual. É uma afirmação válida, mas que infelizmente perde sua consistência quando observamos que nem todos os casos de abusos sexuais cometidos contra a dignidade das crianças estão relacionados com o problema psíquico da pedofilia – ou seja, a atração por jovens e adolescentes -, mas sim com a necessidade de obter prazer sexual. Nesse sentido, a pedofilia está sim relacionada com o homossexualismo e principalmente com ele, afinal, como já foi demonstrado, há um número muito maior de homoafetivos que praticaram abusos sexuais em relação ao número de abusos praticado pelos heterossexuais.

A verdade demonstrada pelas estatísticas e pela observação lógica também é uma afirmação baseada na filosofia cristã. A prática homossexual é pecaminosa e gera no ser humano o que Santo Agostinho chamou de “reinado das paixões”. É verdade que não é só a homossexualidade que se manifesta como um pecado desse gênero, mas, observa São Pedro Damião, “[e]ste vício não é absolutamente comparável a nenhum outro, porque supera a todos em enormidade”. A Sagrada Escritura chama a relação entre pessoas do mesmo sexo de abominação e a sábia doutrina da Igreja conserva intactas as palavras de São Pedro, que condenam a homossexualidade e a chama de torpeza. Entregue a esse vício degradante, já submetida ao império das paixões, fácil é que ela caia em outro enorme precipício. Já dominada pelas paixões; já submetida a razão aos seus instintos sexuais, esse homem está entregue aos prazeres desordenados.

Mas, eis que a condenação da Igreja ao homossexualismo não significa que ela esteja assinando a carta de condenação dos homossexuais. Significa, no entanto, que ela, detestando o pecado e amando os pecadores, prega a verdade e é rígida na pregação da doutrina, mas deseja também que todos se salvem. Significa que a Igreja deve ensinar a verdade, mas não pode cuidar do seu ministério de salvar as almas. A Igreja não é homofóbica; ela mantém um compromisso com a doutrina bíblica e deve ser fiel ao seu Senhor, amando-O e preservando Suas palavras. Ela deve sim buscar acolher os pecadores, mas não pode de modo algum descuidar da pregação do Evangelho.

É preciso que os “humanistas” defensores da tolerância entendam isso: o espírito da Igreja, a base das suas leis não é deste mundo. A Santa Sé é obediente a Cristo. É preciso salvar almas, mas se não tivermos os olhos fixos em Nosso Senhor, pereceremos todos, enganosos e enganados.

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

* * *

Leia também: A coragem de Tarcisio Bertone, do blog Perspectivas.

Adolescente estuprada depois de pulseira arrancada

http://www.goionews.com.br/v2/arquivos/nova%20pasta/pulseiras%20do%20sexo%202.jpgQuando os meios de comunicação noticiaram, no fim do ano passado, a existência das chamadas “pulseiras do sexo”, muitos se escandalizaram; outros, no entanto, defendiam o jogo como uma brincadeira “sadia” de adolescentes que estavam somente descobrindo sua sexualidade. Pois bem; eis que a verdade vem desmascarar a opinião dos defensores da libertinagem: Após ter ‘pulseira do sexo’ arrancada, adolescente é estuprada em Londrina.

Segundo o G1, “[a] vítima foi abordada por um grupo composto por quatro jovens depois de sair da escola, na região central da cidade”. A Polícia Civil afirmou que “[o] crime teria sido motivado pelo uso da ‘pulseira do sexo’”. “A menina disse que foi abordada pelo grupo e um deles arrancou a dita ‘pulseira do sexo’ que ela usava. Pela cor do adereço, ela teria de pagar uma prenda aos jovens. Ela se mostrou constrangida com o fato e acompanhou o grupo até a casa do rapaz de 18 anos.” O delegado afirmou que, como “[a] vítima e os envolvidos não se conheciam”, o crime só podia ter sido motivado pelo uso da pulseira.

Toda árvore má dá maus frutos” (Mt 7, 17). As palavras são de Nosso Senhor. Essas pulseiras, enquanto simples acessórios, não representam perigo nenhum; mas, a partir do momento em que adquirem conotação sexual, passam a ser sinônimo de prostituição, de depravação sexual. Já havia alertado aqui no blog, ainda no fim do ano passado, sobre esse problema e também sobre a necessidade da atuação dos pais principalmente no diálogo com os filhos, explicando-lhes o quanto é importante conservar o tesouro inestimável da castidade e o zelo com o qual devemos agir para que nossas atitudes e nossos comportamentos não sejam contrários ao espírito de pureza tão ensinado pela Igreja.

O que se pode esperar, pois, de uma pulseira cuja finalidade é fazer com que as pessoas paguem “prendas”, dando-se, como objetos sexuais, aos que a romperem? A pulseira do sexo é instrumento de prostituição, infelizmente. Notícias como essas são conseqüências da mentalidade embutida por trás desses acessórios e da própria ideologia propagada pela mídia, que contribui, de maneira não menos expressiva, para a desconstrução da moralidade tradicional e do princípio cristão de família. Os meios de comunicação modernos pregam total desobediência e rebeldia aos preceitos que por tantos anos mantiveram a nossa sociedade estável, contrariando não só a moral cristã, que edificou a nossa civilização, mas também afetando negativamente as nossas famílias e influenciando de modo irresponsável a educação dos jovens.

Vamos a um exemplo básico: as novelas da Rede Globo, assim como os demais programas do mesmo canal de televisão, propagam uma ideologia de permissivismo sexual, ideologia essa que foi severamente condenada pela Igreja. “No contexto de uma cultura que deforma gravemente ou chega até a perder o verdadeiro significado da sexualidade humana, porque a desenraíza da sua referência essencial à pessoa, a Igreja sente como mais urgente e insubstituível a sua missão de apresentar a sexualidade como valor e tarefa de toda a pessoa criada, homem e mulher, à imagem de Deus.” (Familiaris Consortio, n. 32). Esses são os contrastes: de um lado, a mídia, defensora duma visão pervertida de sexualidade; do outro lado, a Igreja, defensora da valorização da dignidade humana e opositora ferrenha da degradação do homem tomado pela sociedade como mero objeto sexual.

O estupro… É fruto de quê? Justamente dessa visão que promove abertamente a promiscuidade sexual. O homem dominado pelas suas paixões está totalmente submetido aos mais primitivos e degradantes instintos, que o rebaixam à condição de selvagem. Os meios de comunicação pedem que “você não se controle”, viva os instintos, sinta o amor “subjetivo”. Quem estiver influenciado por todas essas propostas facilmente cairá.

Quem estiver, no entanto, apoiado na doutrina da Igreja, que deixa bem claro que “o homem não poderá encontrar a verdadeira felicidade, à qual aspira com todo o seu ser, senão no respeito pelas leis inscritas por Deus na sua natureza e que ele deve observar com inteligência e com amor” (Humanae Vitae, n. 31); quem estiver firmemente convicto de que a castidade é o único meio pelo qual podemos viver uma reta sexualidade e que a prostituição é um abismo que só leva o homem à tristeza e à solidão, esse, certamente, prevalecerá.

No entanto, para que a lei de Deus seja observada e para que as palavras da Igreja sejam ouvidas, é preciso que os pais eduquem seus filhos na santa fé cristã. E isso significa, sobretudo, renunciar àquilo que pode contaminar o nosso lar e as nossas crianças, puras criaturas do Altíssimo, e levá-las a se perderem. Os pais estão encarregados de cuidar de seus filhos. “Se alguém fizer cair em pecado um destes pequenos que crêem em mim, melhor fora que lhe atassem ao pescoço a mó de um moinho e o lançassem no fundo do mar” (Mt 18, 6). Que a Virgem Santíssima, modelo de castidade, interceda por nossos jovens e por nossas famílias.

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

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Leia mais: Justiça proíbe venda e uso de ‘pulseira do sexo’ em Londrina.

Leia também: Pulseiras do sexo: o tesouro da pureza por um fio, do blog Igreja Doméstica.



A camisinha e a promiscuidade sexual

E continua a campanha de promoção de promiscuidade no mundo. Saiu na ACI Digital: Denunciam campanha para promover preservativo em escolas espanholas. Ramón Novella, presidente do grupo Profissionais pela Ética (PPE), observou que o programa é “um novo meio para doutrinar os jovens e, no caso dos menores, quer suplantar o papel educativo fundamental da família, na mesma linha de outras iniciativas, como são a implantação da Educação para a Cidadania ou as medidas educativas previstas na nova Lei do aborto”. Enfim, é mais uma daquelas iniciativas dos governos laicistas europeus em incentivar os nossos jovens a viver uma vida irresponsável. A tática é simples: formar uma mentalidade de permissivismo sexual, incentivando o uso da camisinha.

Às vezes nós, católicos, somos interpelados pelos “humanistas” que, indignados, nos perguntam se é certo que a Igreja Católica seja contra o uso de preservativos e outros tantos métodos contraceptivos. Será – perguntam alguns anticlericais – que a Igreja quer que as pessoas morram de AIDS e de outras DSTs? A resposta é tanto quanto absurda e demonstra uma ignorância típica dos inimigos da Santa Sé.

A Igreja é contra a camisinha porque ela é contra essa ideologia que se arrasta pelo Ocidente e que incentiva a nossa juventude a buscar o prazer de modo desordenado. A Igreja combate primeiro o permissivismo hedonista e, por causa disso, ela é contra o uso de preservativos, pois é justamente essa a ideia embutida na camisinha e em tantos outros métodos para se “prevenir” doenças sexualmente transmissíveis e a gravidez indesejada. Em suma, a Igreja não quer que as pessoas padeçam de AIDS – afirmação mais absurda é bem difícil de se achar -, mas ela sabe que entregar-se ao prazer não é a melhor forma de combater a doença.

Além disso, o ensinamento perene da Igreja é que “qualquer ato matrimonial deve permanecer aberto à transmissão da vida” (Humanae Vitae, n. 11). O preservativo, na medida em que torna a relação sexual um ato egoísta, que se fecha somente aos interesses do casal; na medida em que é sinônimo de boa situação econômica devido à ausência de preocupação com a educação, saúde e lazer de filhos, é completamente prejudicial ao sacramento do Matrimônio. Afinal, o chamado de Deus para o casal é justamente que se multipliquem, gerando descendentes (cf. Gn 1, 28).

Como se não bastasse tudo isso, é penoso observar quão lamentável e degradante é a situação daqueles que se entregam aos prazeres sem limites. E o governo – não só da Espanha, mas a situação é semelhante em nosso país – está promovendo essa mentalidade “Seja qual for a sua fantasia, use camisinha”. Sem dúvida uma das piores coisas que vemos no mundo moderno é a total perda de noção do senso de moralidade. Quem não refreia suas paixões e não as submete à razão está fadado a buscar o prazer até a hora da morte, sem o encontrar verdadeiramente.

“Infelizmente, depois do pecado de Adão, as faculdades e as paixões do corpo, estando alteradas, não só procuram dominar os sentidos mas até o espírito, obscurecendo a razão e enfraquecendo a vontade. Mas é-nos dada a graça de Cristo, especialmente nos sacramentos, para nos ajudar a manter o nosso corpo em servidão e a viver do espírito (cf. Gl 5, 25; 1 Cor 9, 27). A virtude da castidade não exige de nós que nos tornemos insensíveis ao estímulo da concupiscência, mas que o subordinemos à razão e à lei da graça, esforçando-nos, segundo as próprias forças, por seguir o que é mais perfeito na vida humana e cristã.”

- Pio XII, Sacra Virginitas, n. 34

A virtude da castidade tem sido muito mal interpretada pelo mundo moderno. O Ocidente, contaminado pela cultura de hedonismo, a vê como sinônimo de repressão, de aprisionamento. Mas, aqui está o maior engano do homem. “Conhecereis a verdade e a verdade vos livrará” (Jo 8, 32): para que o homem se torne de fato livre não deve sair por aí procurando prazer e fazendo o que bem entender. Caia a máscara da hipocrisia do homem. Quem não consegue nem dominar a si mesmo, não pode ser considerado livre. A distribuição de camisinhas definitivamente não pode saciar o anseio do homem pela liberdade e pela felicidade.

Que Maria Santíssima, mãe de pureza e santidade, ajude os nossos governantes a entenderem que o homem merece ter respeitada a sua dignidade. A nossa cultura reduz o homem à figura de um objeto sexual. Nós, porém, somos bem mais que isso. Não merecemos ser jogados nesse lixo no qual tentam nos empurrar.

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

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Leia também: “A política laicista do governo espanhol é evidente, agressiva e beligerante”, da Agência Zenit.

Dourado na mira da Gaystapo

http://www.primeiraedicao.com.br/fck_upload/Image/Entretenimento/2010/Marco/cqoz3calcv85pcahzqobycau7ke1dca948scecaxc48chcamgpa19ca1kz02ncaxv9979cazlf341caatwigjca4k0w7vca2erwl5calcdzxkcac00jifcaoqcxpzcawe9wzccad6gam7carf66ov.jpgO Big Brother Brasil certamente é mais um dos lixos que a TV brasileira costuma produzir. No programa, são visíveis cenas de sexo, de injúrias, calúnias etc. Não dá para “dar uma espiadinha” e não ficar revoltado com o que se vê.

Há alguns dias, uma notícia saiu no blog do Julio Severo: Gaystapo quer intervenção estatal no BBB da TV Globo. Explico a situação, apesar de ter quase certeza de que mesmo aqueles que não assistem ao programa já se familiarizaram com o terrível assunto em grupos de discussão e em rodas de conversa entre amigos. Nessa edição do Reality Show – já é a décima – foram para a casa três participantes homossexuais. Segundo a revista Veja, estava tudo programado para esse BBB ser uma “festa colorida”.

Mas, eis que surge um participante que não compactua com o espírito de gayzismo da casa: Marcelo Dourado. Inicia aqui não mais uma briga restrita aos telespectadores do Big Brother, mas uma discussão que se expande a todas as pessoas formadoras de opinião em nossa sociedade, seja àquelas que vêem em toda e qualquer crítica ao movimento gay e ao homossexualismo um ato de homofobia, seja para aquelas que pensam que os desejos e planos do movimento homossexual brasileiros são verdadeiramente exagerados. A questão: Dourado é homofóbico?

Ora, em que contexto essa pergunta é feita? Em uma conversa na casa, o participante emitiu um palpite precipitado sobre como se dá a transmissão da AIDS. Disse: “Um homem transmite para outro homem, mas uma mulher não passa para o homem.”

Só por essa atitude Dourado não pode ser considerado homofóbico. A declaração dele não demonstra preconceito contra os homossexuais; demonstra simplesmente ignorância, como já afirmei no Twitter. É bem verdade que o índice de casos de AIDS entre os homossexuais é maior que o número de casos entre casais heterossexuais, mas isso não significa que somente através de relacionamentos homossexuais se contrai o vírus HIV.

Em outro momento, enquanto alguns participantes na mesa de jantar falam de “boates gay”, Dourado diz que perdeu o apetite e sai da mesa.

Por essa atitude Dourado também não pode ser considerado homofóbico. São apenas assuntos que ele sinceramente não gostaria de ouvir.

Enfim, toda essa discussão em cima da suposta “homofobia” de Dourado é inútil, porque não há nenhuma prova de que ele seja verdadeiramente preconceituoso.

O que acontece é que o movimento gay está propondo um conceito diferente de homofobia, que beira a tentativa de se censurar a opinião daqueles que não concordam com os projetos homossexuais. Homofobia não seria mais o ódio contra homossexuais, que chegasse a comportamentos ofensivos à sua dignidade. A definição gayzista desse princípio visa impor a todas as pessoas uma cultura gay, em que todas as pessoas devem aceitar, caladas, que esse novo comportamento seja imposto inclusive em nossas escolas. Toda essa discussão que vemos acerca do que está acontecendo no Big Brother é projeto que está em Brasília, para ser aprovado. O projeto de lei é o infame PL 122/06, do qual já falei aqui no blog.

Então, o que é toda essa movimentação da ABGLT para que haja uma intervenção estatal no BBB, da Rede Globo? Nada mais é do que mais uma clara tentativa de chamar de “homofobia” aquilo que é simples opinião, nada mais é do que criminalizar um ato que, na verdade, não ofende a dignidade de ninguém. Essa tentativa de impor uma uniformidade de pensamento às pessoas, essa proposta de se colocar uma mordaça gay na população é autoritária e lamentável e não pode deixar de ser deplorada por todos os defensores dos direitos humanos.

Mais contrastes: o mundo no avesso

http://jornale.com.br/zebeto/wp-content/uploads/2009/11/tiao-carreiro-e-pardinho.jpgJá tem criança nascendo, cobre enfermeira no tapa
Onde e que nós estamos? Tentaram matar o Papa
A cruz foge do diabo, cachorro foge do gato
Tem queijo treinado boxe pra quebrar a cara do rato
É mulher virando homem, homem virando mulher
Do jeito que o diabo gosta, tá do jeito que o diabo quer

(Tião Carreiro e Pardinho, O mundo no avesso)

Há alguns anos atrás Tião Carreiro e Pardinho se admiravam dos contrastes que notavam entre a moralidade tradicional e o mundo moderno. A música “O mundo no avesso” retrata bem esse espanto do compositor. No fim de todas as estrofes da música, os versos diziam: É mulher virando homem, homem virando mulher; do jeito que o diabo gosta, tá do jeito que o diabo quer. Sinto falta da moralidade tradicional inspirando a música sertaneja moderna. A condenação da hipocrisia e da indecência humana em letras muito bem organizadas e orquestradas.

Gostaria de me ater de modo especial ao trecho em que o compositor se refere duramente ao homossexualismo. A libertinagem, no mundo moderno, anda se tornando bastante comum e normal, algo bastante preocupante. Mas, por quê? Será que é “só” porque está “do jeito que o diabo quer”? Também, mas principalmente porque isso é amostra clara da degradação moral dos nossos tempos. O que verdadeiramente preocupa não é “a mulher virando homem” ou o “homem virando mulher”; é o que causa isso, ou seja, os valores que moldam a sociedade contemporânea e fazem com que atitudes como essas sejam tão bem aceitas.

A resposta para esse questionamento é claramente visível. Quantas vezes o Papa Bento XVI falou de um relativismo, que nada considera como certo, ou de um subjetivismo, que se esquece da verdade objetiva constantemente pregada por Nosso Senhor! Descobrimos, olhando para o panorama internacional, que o Papa estava certo. Cada um criou sua própria moralidade. O orgulho e o egoísmo agora superam todo e qualquer resquício de bom senso. A concupiscência prevalece sobre toda tentativa de superação e mortificação. Enfim, os homens, para satisfazerem seus desejos carnais, passam a desconsiderar o uso da razão. As pessoas, para se “divertirem” e terem a alegria que lhes convém, esquecem-se de si mesmas, esquecem-se dos limites, daquela frase que muitas mães repetem aos seus filhos antes que vão curtir o carnaval: Juízo!

Juízo: mas para que juízo, se o mundo quer cada vez mais indecência, prevaricação e perversão sexual? Há um ano atrás falava dum outdoor escandaloso que proclamava escancaradamente: “Seja qual for a sua fantasia, use camisinha”. Quer dizer: não há mais limites! Satisfaça suas fantasias da maneira que quiser. Não há mais moralidade! Realize sua fantasia, seja ela qual for. A libertinagem é tão absurda que chega ao ponto de “moralizar” a pedofilia… Luiz Mott, decano do movimento homossexual brasileiro, escreveu certa vez um texto fazendo clara apologia à pedofilia. E o que as nossas autoridades fizeram? Exatamente nada, uma vez que o que é importante hoje não são a moralidade ou os limites; o importante é satisfazer o desejo, independentemente do que ele representa.

O mundo, então, vai ficando “no avesso”, como cantava há alguns anos a saudosa dupla sertaneja Tião Carreiro e Pardinho. Nessa época de carnaval os contrastes se evidenciam. As praças se enchem de devassidão e impureza. As músicas cantam a beleza superficial e a alegria libertina. As danças insinuantes são imodestas e totalmente fora dos padrões propostos pela lei de Deus. Enfim, está realmente “do jeito que o diabo gosta”, “do jeito que o diabo quer”.

O nosso povo insensato, no entanto, perdeu totalmente a confiança em Deus. Não teme mais a Justiça Divina, não vê problema em agradar ao diabo, já que perdeu totalmente as noções de moralidade.

Nesse carnaval, rezemos. Mas, rezemos muito. Primeiro, em desagravo às ofensas que o Sagrado Coração de Jesus recebe durante essa festa. Segundo, para que as pessoas que cometem todos esses pecados possam se converter, para a maior glória de Deus. Que a Virgem Santíssima guie os pecadores no caminho da pureza e da castidade.

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

Contrastes

http://www.basilicadocarmocampinas.org.br/imagens/bento16.jpgEste carnaval tenho sentido muita consolação. É a gratidão de ver-me num outro mundo tão feliz e diferente do pobre mundo esfaimado de prazer, sempre vomitando para poder sempre comer de novo, e afinal de contas nunca satisfeito. Quando eu estava no noviciado, onde passei perto de seis anos, nesses dias ouvia muito o barulho da cidade; agora só ouço o da ladeira, que em certas noites é bastante turbulenta. Sinto-me tão longe de tudo, neste jardim fechado, nesta fonte selada, neste santuário vedado aos olhares profanos! Lá fora tudo é barulho, prazer, liberdade criminosa, pecado, esquecimento de Deus; aqui dentro tudo silêncio, oração, sacrifício, penitência, sujeição, desejo de honrar e desagravar a esse mesmo Deus tão esquecido e ofendido… Lá fora os olhares todos erguidos para os carros carnavalescos; aqui os olhos fechados ou postos no Santíssimo Sacramento…

Quem é mais feliz? Quem escolheu a melhor parte? As loucas alegrias do carnaval passam como os confetti, que no dia seguinte são varridos com a lama das ruas ou arrebatados pelo vento. Se alguns dias depois ainda se encontra algum, como está descorado e enlameado! “Os que confiam no Senhor, pelo contrário, são como a montanha de Sião, diz o salmo; não serão abalados eternamente os que habitam em Jerusalém. Quando eles iam choravam, lançando à terra sua semente; à volta, porém, vinham cheios de alegria carregando feixes de douradas espigas.” Se os mais refinados amadores do prazer soubessem que sem cansaço, sem despesa, sem prejuízo algum futuro, podiam achar no amor divino aquela felicidade que eles tão laboriosamente procuram no carnaval e não acham, deixariam seus frívolos divertimentos e viriam ajoelhar-se em nossa Igreja. Por que essa felicidade? Será sentimentalismo, misticismo falso? Sto. Agostinho nos responde: “O coração do homem foi criado para Vós, ó meu Deus, e vive inquieto e descontente enquanto não encontra em Vós seu descanso”.

(Madre Maria José de Jesus, Carmelita Descalça, A Voz do Silêncio, para João Capistrano de Abreu, 11 de fevereiro de 1918 via Adversus Haereses)

O carnaval, nas condições em que se dá atualmente, é uma festa anticristã. As palavras acima são de Madre Maria José de Jesus, carmelita descalça. Nessa carta ela dá ênfase à necessidade que temos de estar em constante oração e silêncio; de estar sempre com os olhos fixos em Nosso Senhor. “Lá fora – diz ela – os olhares todos erguidos para os carros carnavalescos; aqui os olhos fechados ou postos no Santíssimo Sacramento…”

O Santíssimo Sacramento, tão esquecido em nome de uma falsa alegria que, misturada com prazer e libertinagem, encaminha as pessoas cada vez mais ao abismo da perdição e da amargura. Não, nós não desprezamos rostos sorridentes e alegria. Nós desprezamos os motivos pelos quais o mundo se alegra. “Alegrai-vos sempre no Senhor” (Fp 4, 4), diz o apóstolo. Alegrai-vos no silêncio, na oração, na penitência, no jejum. Esses devem ser os motivos de alegria do cristão.

Que nesse Carnaval as pessoas possam se lembrar do selo que receberam no Batismo e possam conservá-lo, confiando sempre na intercessão da bem-aventurada Virgem Maria e na proteção de São José. Lembremo-nos sempre: Deus ama a nossa liberdade. Só espera que a utilizemos para o Bem. Não, nós não queremos misturas; não queremos missas com “transição entre o religioso e o profano”. Queremos sim, viver um carnaval santo e casto. Confiemos em Deus. Confiemos na Sua infinita Bondade.

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

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Leia também: Somos cristãos também durante o Carnaval, do blog Borboletas ao Luar.

Leia mais: Santa Faustina sobre o Carnaval, do blog Grupo de Resgate Anjos de Adoração.

A hediondez do homossexualismo

Fonte: Blog São Pio V

São Pedro Damião

Este vício não é absolutamente comparável a nenhum outro, porque supera a todos em enormidade. Este vício produz, com efeito, a morte dos corpos e a destruição das almas. Polui a carne, extingue a luz da inteligência, expulsa o Espírito Santo do templo do coração do homem, nele introduzindo o diabo que é o instigador da luxúria, conduz ao erro, subtrai totalmente a verdade da alma enganada, prepara armadilhas para os que nele incorrem, obstrui o poço para que daí não saiam os que nele caem, abre-lhes o inferno, fecha-lhes a porta do Céu, torna herdeiro da infernal Babilônia aquele que era cidadão da celeste Jerusalém, transformando-o de estrela do céu em palha para o fogo eterno, arranca o membro da Igreja e o lança no voraz incêndio da geena ardente.

Tal vício busca destruir as muralhas da pátria celeste e tornar redivivos os muros da Sodoma calcinada. Ele, com efeito, viola a temperança, mata a pureza, jugula a castidade, trucida a virgindade, que é irrecuperável, com a espada da mais infame união. Tudo infecta, tudo macula, tudo polui, e tanto quanto está em si, nada deixa puro, nada alheio à imundície, nada limpo. Para os puros, como diz o Apóstolo, todas as coisas são puras; para os impuros e infiéis, nada é puro, mas estão contaminados o seu espírito e a sua consciência (Tit 1, 15).

Esse vício expulsa do coro da assembléia eclesiástica e obriga a unir-se com os energúmenos e com os que trabalham com o diabo, separa a alma de Deus para ligá-la aos demônios. Essa pestilentíssima rainha dos sodomitas torna os que obedecem as leis de sua tirania torpes aos homens e odiáveis a Deus, impõe nefanda guerra contra Deus e obriga a alistar-se na milícia do espírito perverso, separa do consórcio dos Anjos e, privando-a de sua nobreza, impinge à alma infeliz o jugo do seu próprio domínio. Despoja seus sequazes das armas das virtudes e os expõe, para que sejam transpassados, aos dardos de todos os vícios. Humilha na Igreja, condena no fórum, conspurca secretamente, desonra em público, rói a consciência como um verme, queima a carne como o fogo.

Arde a mísera carne com o furor da luxúria, treme a fria inteligência com o rancor da suspeita, e no peito do homem infeliz agita-se um caos como que infernal, sendo ele atormentado por tantos aguilhões da consciência quanto é torturado pelos suplícios das penas. Sim, tão logo a venenosíssima serpente tiver cravado os dentes na alma infeliz, imediatamente fica ela privada de sentidos, desprovida de memória, embota-se o gume de sua inteligência, esquece-se de Deus e até mesmo de si.

Com efeito, essa peste destrói os fundamentos da fé, desfibra as forças da esperança, dissipa os vínculos da caridade, aniquila a justiça, solapa a fortaleza, elimina a esperança, embota o gume da prudência.

E que mais direi, uma vez que ela expulsa do templo do coração humano toda a força das virtudes e aí introduz, como que arrancando as trancas das portas, toda a barbárie dos vícios?

Com efeito, aquele a quem essa atrocíssima besta tenha engolido, entre suas fauces cruentas, impede-lhe, com o peso de suas correntes, a prática de todas as boas obras, precipitando-a em todos os despenhadeiros de sua péssima maldade. Assim, tão logo alguém tenha caído nesse abismo de extrema perdição, torna-se um desterrado da pátria celeste, separa-se do Corpo de Cristo, é confundido pela autoridade de toda a Igreja, condenado pelo juízo de todos os Santos Padres, desprezado entre os homens na terra, reprovado pela sociedade dos cidadãos do Céu, cria para si uma terra de ferro e um céu de bronze. De um lado, não consegue levantar-se, agravado que está pelo peso do seu crime; de outro, não consegue mais ocultar seu mal no esconderijo da ignorância, não pode ser feliz enquanto vive, nem ter esperança quando morre, porque, agora, é obrigado a sofrer o opróbrio da derrisão dos homens e, depois, o tormento da condenação eterna.

São Pedro Damião
Liber Gomorrhianus, c. XVI via blog São Pio V

Modéstia e castidade: virtudes desprezadas pelo mundo

“Ninguém pode ser ignorante do fato que, especialmente durante a estação de Verão, aqui e ali se têm visões que não podem senão ofender os olhos e almas dos que não consideram de importância secundária, ou que não menosprezam completamente, a virtude cristã e a decência humana. Não só nas praias e em locais de recreação no feriado, mas quase em todos os lugares, até mesmo nas ruas das cidades, nos lugares públicos e privados, e quase até mesmo dentro das igrejas, está sendo difundido um modo de vestuário indigno e inadequado. Para a alma da mocidade, tão inclinada ao mal, há o grande perigo de que este abuso entregue a sua inocência, o mais precioso e mais belo ornamento da alma e do corpo, ao sopro da morte. Os adornos da mulher, se é que pode ser chamado de vestuário o que não protege nem o corpo nem a modéstia, às vezes são tais que parecem encorajar a lascívia em vez da modéstia.”

(Carta da Igreja Católica aos bispos, 15 de agosto de 1954)

Modéstia e castidade são valores dos quais pouco se fala. A modéstia, que faz com que a castidade seja mais bem executada, se tornou sinônimo de atraso e as pessoas vão cada vez mais promovendo uma cultura de permissivismo sexual.

Todas essas atitudes de rejeição para com a castidade são apenas conseqüências do desprezo que o mundo moderno passou a cultivar para com a Igreja Católica, principal promotora da modéstia e de outros conceitos tão importantes da moralidade tradicional. Afinal, é bem verdade que se todos seguissem os conselhos dos Santos Padres, dos bispos e dos padres em comunhão com a Igreja certamente não veríamos tantas ofensas à pureza e à dignidade humana. Se todos ouvissem as palavras da Igreja acima expostas, certamente os meios de comunicação não se esforçariam para propagar ideologias tão perversas contra a família e as demais instituições da nossa sociedade.

De fato, o que vemos hoje nos meios de comunicação, as idéias que hoje são defendidas pela televisão, estão em total contradição com o Evangelho de Cristo e com as Palavras da Igreja. Mas por quê? Porque o homem se acha independente, pensa que pode viver feliz sem renunciar aos bens terrenos passageiros; vai deixando de ser racional e deixa que as paixões dominem seu ser. Chegou um tempo em que o homem começou a se “libertar” de Deus e da moral da religião. Esse processo atingiu seu cume com o comunismo, que se rebelou de maneira autoritária com a moralidade religiosa tradicional, perseguindo e matando aqueles que defendiam a fé católica e pregavam um mundo baseado nos valores cristãos.

Esse processo comunista de rompimento com a Igreja continua ocorrendo. E o principal meio do qual Satanás se usa para levar as pessoas à perdição é a mídia.

Há mais de cinqüenta anos atrás, os bispos bradavam: “[E]stá sendo difundido um modo de vestuário indigno e inadequado”! Hoje vemos completamente difundido esse jeito imodesto de se vestir. E o principal meio de propagação dessa ideologia é a televisão! Quando ligamos os nossos aparelhos e assistimos à Rede Globo no horário nobre, a única coisa que se vê é baixaria e depravação. Assista um dia [ou melhor: NÃO assista] ao Big Brother Brasil, ou às novelas, e você vai ver o que eu estou falando. As festas, as danças, os vestuários dos atores, tudo isso contribui para que esses programas sejam grandes propagadores da impureza e da perversão sexual. Mulheres que se insinuam para homens, homens que se insinuam para mulheres; mulheres que se insinuam para mulheres, homens que se insinuam para homens…

http://www.esoterikha.com/grandes-misterios/fim-mundo-profecias/img/papa-pio-xii.jpg“Bem melhor fariam os educadores da juventude clerical, inculcando-lhe as normas do pudor cristão, que tanto contribui para manter incólume a virgindade, e bem pode chamar-se a prudência da castidade. O pudor adivinha o perigo, obsta a que se afronte, e leva a evitar aquelas mesmas ocasiões de que não se acautelam os menos prudentes. Ao pudor não agradam as palavras torpes ou menos honestas, e aborrece-lhe a mais leve imodéstia. Ele afasta-se da familiaridade suspeita com pessoas do outro sexo, porque enche a alma de profundo respeito pelo corpo, membro de Cristo (cf. l Cor 6, 15), e templo do Espírito Santo (l Cor 6, 19). A alma cristãmente pudica tem horror de qualquer pecado de impureza e retira-se ao primeiro assomo da sedução.”

(Papa Pio XII, Sacra Virginitas, n. 56; 25 de março de 1954)

Quão horrenda é a atitude daquelas mulheres que, sem nenhum pudor, se vestem imodestamente e anunciam publicamente, em seu modo de vestir, que “que são infames instrumentos de que o inferno se serve para perder as almas” (Santo Cura d’Ars). Mas, no mundo moderno, tudo isso – observem a contradição – é louvado e apreciado. É por isso que lemos no Santo Evangelho que “o amor do mundo é abominado por Deus” (Tg 4, 4). Sim. Tudo aquilo que o mundo aprecia é desprezado e rejeitado pelo Altíssimo. Aquele que ser cristão ouça bem: está fazendo uma escolha difícil. Aquele que quer seguir a castidade terá que tomar a Cruz do sofrimento e terá de estar sempre em constante vigilância e oração.

Nesse sentido, recomendo a todos a leitura da encíclica Sacra Virginitas, do Papa Pio XII, onde ele fala da virgindade e da castidade. Fala também da modéstia, esse valor tão importante para que a castidade possa ser verdadeiramente amada e preservada. Outra recomendação é a leitura freqüente do apostolado Moda e Modéstia, da Julie Maria. São conselhos fundamentais para todos que não compactuam com a mentalidade suja desse mundo. No mais, rezemos e peçamos à Santíssima Virgem Maria, modelo perfeito de pureza e de virgindade, para que nos ajude a trilhar o caminho da castidade na humildade obediência a Nosso Senhor.

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

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Leia mais: A imprensa e a internet, do blog Deus lo Vult!