Os 10 melhores filmes sobre a Virgem Maria

Fonte: Jesucristo en el cine | Tradução e adaptação: Ecclesia Una – Os meios de comunicação são muito úteis na evangelização. O cinema, por exemplo, tem nos prestigiado com ótimas obras, abordando a vida de Jesus Cristo, da Virgem Maria e dos Santos. Vamos recordar quais foram os grandes filmes que tiveram como protagonista a Mãe de Jesus Cristo. Dei prioridade aos filmes que podem ser encontrados com maior facilidade nas locadoras (por ser mais recentes ou mais populares) e distingui duas categorias: as que relatam sua vida e as que estão centradas em suas aparições. Porque ambos os aspectos têm interessado desde sempre os cineastas. Na primeira lista, indico que atriz faz o papel da Virgem (V) e que ator interpreta Jesus (J).

A) Filmes sobre a Virgem:

1. Maria de Nazaré (Jean Delannoy, França, 1995). V: Myriam Muller. J: Didier Bienaimé. Com um roteiro muito fiel aos textos bíblicos, dedica a maior parte da metragem à infância de Jesus: o noivado da Virgem, sua Anunciação e Visitação, o Nascimento de Cristo, a fuga para o Egito etc. Também apresenta Maria seguindo seu filho e atendendo às suas palavras e sua missão. Em uma cena significativa, a vemos ajudando as crianças a se aproximarem de Jesus.

2. Maria, Em Nome da Fé (Kevin Connor, Estados Unidos, 1999). V: Pernilla August. J: Christian Bale. Filme para televisão que foi exibido também nos cinemas. Conta a história de Jesus pelo olhar de Maria. O filme enfatiza a importância da Virgem no Senhor, sugerindo que algumas de suas parábolas foram inspiradas em histórias que Ela lhe contou. Também contém uma cena, baseada na Tradição, na qual Cristo Ressuscitado aparece privadamente a Sua Mãe.

3. Maria – Filha de Seu Filho (Fabrizio Costa, Itália, 2000). V: Yaël Abecassis. J: Nancho Novo. O roteiro é de Massimo De Rita. Segue os Evangelhos ao pé da letra, ainda que coloque na história passagens imaginadas e um par de cenas tiradas dos apócrifos. Conta a história de Maria, desde a concepção virginal de Jesus até a Assunção da Virgem ao Céu.

Maia Morgenstern, interpretando a Virgem Maria, em “A Paixão de Cristo”.

4. A Paixão de Cristo (Mel Gibson, Estados Unidos, 2004). V: Maia Morgenstern. J: James Caviezel. Incluo este filme sobre Jesus pela relevância dada à Virgem. Maria é coprotagonista e corredentora: unida a seu Filho, sofre em sua alma tudo o que seu Filho sofre na paixão. Só ela percebe a presença do diabo. Diferente das turbas enlouquecidas, a Virgem transmite sempre serenidade, amor maternal, aceitação da vontade divina.

5. Jesus – A História do Nascimento (Catherine Hardwicke, 2006). Bem documentada, recria com fidelidade os cenários, o vestuário e as ferramentas da época. Segue as principais cenas da vida de Maria (namoro, noivado e nascimento de Jesus), e desenha com ternura os detalhes de afeto entre José e Maria. Mas o seu retrato da Virgem é confuso: aparece com frequência tímida e assustadora. Seu retrato divino se desvanece: não a reconhecemos como a “cheia de graça”. E, além disso, o filme omite seu principal discurso, o Magnificat. Apesar disso, é um filme devocional, apropriado para as crianças e para o Natal.

B) Filmes sobre as aparições da Virgem:

Em Lourdes:

6. A Canção de Bernadette (Henry King, Estados Unidos, 1943). Bela recriação das aparições da Virgem em Lourdes, em 1858, à jovem Bernadette Soubirous. Uma das estreias mais aclamadas da história do cinema, é de uma jovem Jennifer Jones, que conseguiu um Oscar por este papel. Grande parte do mérito se deve à brilhante adaptação de George Seaton a partir do romance de Franz Werfel. Ainda que não apareça nos créditos, Linda Darnell fez uma excelente interpretação da Virgem.

7. Bernadette (França, 1988) e La passion de Bernadette (França, 1989), ambas de Jean Delannoy. Dois filmes que foram uma unidade: a vida da vidente de Lourdes, até as aparições e sua biografia posterior. Filmadas em continuidade, representam um belo exemplo de sensibilidade religiosa, sendo uma recriação histórica fiel. Foram elogiadas pelo Vaticano como “um retrato sensível de uma história muito comovedora, que merece um público mais amplo”. Outras fitas que recriaram estes sucessos são Il suffit d’aimer (1960), Aquella joven de blanco (1965), e a recente Lourdes (2009).

Em Fátima:

8. O Milagre de Fátima (John Brahm, Estados Unidos, 1952). Filme sobre as aparições da Virgem em Fátima aos três pastorzinhos: Lúcia, Francisco e Jacinta. Tem, além de um grande diretor, um roteiro muito fiel aos fatos, exceto na introdução de uma personagem fictícia, o desonesto Hugo, atrevido e um tanto cético, que será testemunha do sinal prometido por Nossa Senhora na Cova da Iria. Há passagens comovedoras, bem-sucedidas, como a do interrogatório das crianças pelo governador. E a solução para mostrar as aparições, como em transparência, é muito elegante. Outras fitas sobre estas aparições: Nossa Senhora de Fátima (1951), Aparição (1991) e O 13º Dia: Um Milagre em Fátima (2009).

Em Medjugorje:

9. Gospa (Jakov Sedlar, Croácia-EUA, 1995). Relata as aparições da Virgem a seis estudantes em Medjugorje, uma pequena vila da Bósnia. Eles afirmam que viram a “Gospa” (a Virgem Maria, em croata). O sacerdote do povo, interpretado por  Martin Sheen, conhecido ator católico, confia plenamente nos meninos, ainda que muitos se oponham e ele mesmo não consiga ver a Senhora. Depois de pregar um sermão fervoroso que perturba as autoridades comunistas, é encarcerado e torturado. Instado a desautorizar as aparições, o pároco se nega, e então os dirigentes decidem destruir a colina de Medjugorje.

Em Guadalupe:

10. Guadalupe (Santiago Parra, México-Espanha, 2006). Sua estreia coincidiu com o 475º aniversário das aparições. Conta a história de dois jovens cientistas, marcados por uma infância traumática, que decidem investigar os mistério do manto de Guadalupe. O que começa como um simples estudo científico acaba se transformando em uma descoberta pessoal que muda por completo suas vidas. Outro filme que recriou as aparições: 1531 (2011).

Erros relativos a certas ciências positivas – Papa Pio XII

Fonte: Santa Sé

Papa Pio XII

http://4.bp.blogspot.com/_-B263RVOeyw/SbVu1kZ-2iI/AAAAAAAACRA/-iRfeQ0e_wY/s400/Capranica_Pio_XII_i.JPGResta-nos agora dizer algo acerca de algumas questões que, embora pertençam às disciplinas a que é costume chamar positivas, entretanto, se entrelaçam mais ou menos com as verdades da fé cristã. Não poucos rogam insistentemente que a religião católica tenha em máxima conta a tais ciências; o que é certamente digno de louvor quando se trata de fatos na realidade demonstrados, mas que hão de admitir-se com cautela quando se trata de hipóteses, ainda que de algum modo apoiadas na ciência humana, que tocam a doutrina contida na sagrada Escritura ou na tradição. Se tais conjecturas opináveis se opõem direta ou indiretamente à doutrina que Deus revelou, então esses postulados não se podem admitir de modo algum.

Por isso o magistério da Igreja não proíbe que nas investigações e disputas entre homens doutos de ambos os campos se trate da doutrina do evolucionismo, que busca a origem do corpo humano em matéria viva preexistente (pois a fé nos obriga a reter que as almas são diretamente criadas por Deus), segundo o estágio atual das ciências humanas e da sagrada teologia, de modo que as razões de uma e outra opinião, isto é, dos que defendem ou impugnam tal doutrina, sejam ponderadas e julgadas com a devida gravidade, moderação e comedimento, contanto que todos estejam dispostos a obedecer ao ditame da Igreja, a quem Cristo conferiu o encargo de interpretar autenticamente as Sagradas Escrituras e de defender os dogmas da fé. Porém, certas pessoas ultrapassam com temerária audácia essa liberdade de discussão, agindo como se a própria origem do corpo humano a partir de matéria viva preexistente fosse já certa e absolutamente demonstrada pelos indícios até agora achados e pelos raciocínios neles baseados, e como se nada houvesse nas fontes da revelação que exigisse a máxima moderação e cautela nessa matéria.

Mas, tratando-se de outra hipótese, isto é, a do poligenismo, os filhos da Igreja não gozam da mesma liberdade, pois os fiéis cristãos não podem abraçar a teoria de que depois de Adão tenha havido na terra verdadeiros homens não procedentes do mesmo protoparente por geração natural, ou, ainda, que Adão signifique o conjunto dos primeiros pais; já que não se vê claro de que modo tal afirmação pode harmonizar-se com o que as fontes da verdade revelada e os documentos do magistério da Igreja ensinam acerca do pecado original, que procede do pecado verdadeiramente cometido por um só Adão e que, transmitindo-se a todos os homens pela geração, é próprio de cada um deles.

Da mesma forma que nas ciências biológicas e antropológicas, há alguns que também nas históricas ultrapassam audazmente os limites e cautelas estabelecidos pela Igreja. De modo particular, é deplorável a maneira extraordinariamente livre de interpretar os livros históricos do Antigo Testamento. Os fautores dessa tendência, para defender a sua causa, invocam indevidamente a carta que há não muito tempo a Comissão Pontifícia para os estudos bíblicos enviou ao arcebispo de Paris. Essa carta adverte claramente que os onze primeiros capítulos do Gênesis, embora não concordem propriamente com o método histórico usado pelos exímios historiadores greco-latinos e modernos, não obstante, pertencem ao gênero histórico em sentido verdadeiro, que os exegetas hão de investigar e precisar; e que os mesmos capítulos, com estilo singelo e figurado, acomodado à mente do povo pouco culto, contêm as verdades principais e fundamentais em que se apóia a nossa própria salvação, bem como uma descrição popular da origem do gênero humano e do povo escolhido. Mas, se os antigos hagiógrafos tomaram alguma coisa das tradições populares (o que se pode certamente conceder), nunca se deve esquecer que eles assim agiram ajudados pelo sopro da divina inspiração, a qual os tornava imunes de todo erro ao escolher e julgar aqueles documentos.

Todavia, o que se inseriu na Sagrada Escritura tirado das narrações populares, de modo algum deve comparar-se com as mitologias e outras narrações de tal gênero, as quais procedem mais de uma ilimitada imaginação do que daquele amor à simplicidade e à verdade que tanto resplandece nos livros do Antigo Testamento, a tal ponto que os nossos hagiógrafos devem ser tidos neste particular como claramente superiores aos antigos escritores profanos.

Papa Pio XII, Humani Generis, 35-39
12 de agosto de 1950

“Só a Igreja pode interpretar autenticamente a Bíblia”

Fonte: ACI Digital

http://www.verboeterno.com.br/assets/img/images/%7B59640CF9-B0AC-408E-8FD3-27F3A91AAE13%7D_biblia.gifVATICANO, 26 Out. 09 / 12:40 pm (ACI).- Ao receber aos membros do Pontifício Instituto Bíblico, com motivo do centenário de sua fundação, o Papa Bento XVI recordou que “à Igreja está confiada a tarefa de interpretar autenticamente a palavra de Deus” e pediu que “a Sagrada Escritura seja neste mundo secularizado não só a alma da teologia, mas também a fonte da espiritualidade e do vigor da fé de todos os crentes de Cristo”.

O Santo Padre saudou o Cardeal Zenon Grocholewski, Prefeito da Congregação para a Educação Católica, e manifestou sua gratidão ao Padre Adolfo Nicolás Pachón, superior geral da Companhia do Jesus “que, com notável esforço desdobra investimentos financeiros e recursos humanos na gestão da Faculdade de Antigo Oriente, da Faculdade Bíblica de Roma e da sede do Instituto em Jerusalém”. Também fez extensiva sua saudação ao reitor, professores e alunos do Instituto Bíblico.

Referindo-se ao centenário da fundação do Instituto por vontade do Papa Pio X, o Pontífice explicou que a data “constitui um ponto de chegada e ao mesmo tempo um ponto de partida. Enriquecidos com a experiência do passado, prossigam seu caminho com uma entrega renovada, conscientes do serviço que lhes pede a Igreja: aproximar a Bíblia à vida do Povo de Deus para que confronte adequadamente as provocações que os tempos modernos expõem à nova evangelização”.

“O desejo comum é que a Sagrada Escritura seja neste mundo secularizado não só a alma da teologia, mas também a fonte da espiritualidade e do vigor da fé de todos os fiéis de Cristo”, indicou.

Bento XVI recordou que a constituição dogmática “Dei Verbum“, do Concílio Vaticano II sublinhou no estudo bíblico “a legitimidade e a necessidade do método histórico crítico e de seus três elementos essenciais: a atenção ao gênero literário, o estudo do contexto histórico e o exame do que se costuma chamar Sitz im Lebem (a situação vital n.d.r.), (…) acrescentando outra indicação metodológica: Já que a Escritura é uma só coisa a partir do único povo de Deus, que foi seu portador através da história”.

“Portanto, ler a Escritura como uma unidade significa lê-la a partir da Igreja como seu lugar vital e considerar a fé da Igreja como a verdadeira chave de interpretação“, explicou.

“Se a exegese quiser também ser teologia deve reconhecer que a fé da Igreja é essa forma de simpatia sem a qual a Bíblia é um livro fechado; a Tradição não fecha o acesso à Escritura, ao contrário a abre. Por outra parte, é a Igreja, com seus organismos institucionais, a que tem a palavra decisiva na interpretação da Escritura. À Igreja, efetivamente, está confiada a tarefa de interpretar autenticamente a palavra de Deus, escrita e transmitida, exercendo sua autoridade em nome de Jesus Cristo“, concluiu.