Ministra do aborto elogia Marcha das Vadias

A ministra da Secretaria de Políticas para Mulheres, Eleonora Menicucci, que já havia declarado sua posição favorável à descriminalização do aborto, elogiou, nesta quinta-feira (31), a Marcha das Vadias – como reportou o blog do Reinaldo Azevedo. O evento aconteceu no dia 26 de maio e reuniu centenas de pessoas ao redor do mundo. No Brasil, a manifestação foi palco para um show de escárnio religioso. Uma mulher invadiu o pátio de um templo católico carioca e exibiu seus seios durante a celebração de uma Missa com crianças. Porém, nada disto foi mencionado pela ministra do governo Dilma. “O bonito dela [da Marcha das Vadias] é que é feita por jovens. Homens e mulheres jovens que despertaram para questionar a violência contra a mulher, no corpo da mulher. Eu acho importantíssimo e acho que ela merece a divulgação que está tendo.”

Eleonora Menicucci se limitou a analisar a proposta da manifestação – que seria a luta contra a violência praticada contra a mulher. Porém, o que a Marcha das Vadias realizou, na prática, foi uma revolta contra a liberdade religiosa. E a invasão da igreja Nossa Senhora de Copacabana, do Rio, foi amplamente reportada pelos meios de comunicação, sendo estranho que a ministra não tenha tomado conhecimento do fato.

Mesmo se soubesse do desrespeito, certamente a opinião de Menicucci sobre a manifestação permaneceria a mesma. Porque a simpatia da ministra com esta marcha passa por uma luta antiga: a da legalização do aborto. E, para esta gente, os interesses do movimento feminista estão acima da inocência infantil, da liberdade de culto e da própria dignidade da vida humana.

A avó do aborto, o New York Times e a manifestação na PUC

Saiu ontem no Terra: Ministra critica médicos que se recusam a fazer aborto legal. A declaração de Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para Mulheres, é mais uma amostra de como o nosso governo petista está preocupado com a dignidade da vida humana e as liberdades individuais. Para Eleonora, aqueles profissionais da saúde que, alegando objeção de consciência, se recusam a realizar o procedimento do aborto, devem ser substituídos por outrem.

De onde já se viu, não é? Uma pessoa se negar a realizar tão nobre procedimento…! Para a nova ministra, a prática é uma coisa corriqueira, daí a importância de empregar médicos e enfermeiros comprometidos, não com seus princípios humanísticos ou religiosos, mas com a agenda de morte do governo.

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No blog do Reinaldo Azevedo: New York Times publica anuncio anticatólico, mas se nega a publicar anúncio anti-islâmico. O jornal norte-americano publicou recentemente uma propaganda incentivando os católicos a deixarem sua religião. O fundamento das críticas passa pelas “duas décadas de escândalos sexuais envolvendo padres, cumplicidade da Igreja, conluio e acobertamento, da base ao topo da hierarquia”. Pago para publicar um anúncio no mesmo estilo, só que, desta vez, contra a religião muçulmana, o New York Times simplesmente acovardou-se. A blogueira e autora da proposta, Pamela Geller, comentou: “Isso mostra a hipocrisia do New York Times, a excelência do seu jornalismo e sua disposição de se ajoelhar diante da pregação islâmica”.

Pregar contra a religião cristã, imputando a ela a culpa dos maiores males da humanidade, é perfeitamente aceitável. Taxar os sacerdotes católicos de pedófilos, zombar da Cruz de nosso Senhor e até pedir para que ela seja retirada de repartições públicas e de pescoços humanos, tudo isto é bastante normal… Agora, criticar o islamismo, apontando a verdadeira guerra que a ala radical desta religião tem travado contra a liberdade, bom, isto pode trazer problemas. Eis a hipocrisia e a parcialidade com que atuam os veículos de comunicação ao redor do mundo.

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Agora, reportagem do Estadão: Alunos da PUC-SP protestam contra declarações de bispo.

No começo do mês, o Leão de Guarulhos, Dom Luiz Bergonzini, trouxe às claras algo bastante óbvio: que as universidades católicas não deveriam aceitar professores que desrespeitem a doutrina católica. “Se a PUC é da Igreja Católica, deve seguir o Evangelho e a Moral Cristã. Não pode ter em seu corpo docente professores contrariando os ensinamentos da Igreja Católica, dentro ou fora da sala de aula. É um direito de cada pessoa ter e defender as ideias que quiser. Porém, as escolas e universidades católicas não são obrigadas a admitir empregados com posições contrárias aos seus ensinamentos.”

Como reação às palavras do bispo, alguns estudantes da PUC fizeram, no dia 15, uma manifestação. Cartazes foram estendidos no chão com frases como “Sou gay”, “Se o Papa fosse mulher, o aborto seria legal e seguro”, “Pela legalização do aborto” e “Sou comunista”.

O que estes estudantes não entenderam é que a universidade na qual estudam traz em seu nome uma herança cultural avessa aos seus anseios individuais. A doutrina cristã não se coaduna nem com a ideologia gay, nem com a legalização do aborto, nem com o comunismo. A PUC é católica e deve honrar este título, queiram ou não os alunos da instituição. O que Dom Luiz Bergonzini está fazendo é simplesmente defender aquilo que a PUC de fato é – e deve lutar para ser: uma universidade comprometida com o “Evangelho”, a “Moral Cristã” e os “ensinamentos da Igreja Católica”.

Nova ministra, velho problema

Quando as ministras da presidente Dilma Rousseff revelaram – a maioria – ser a favor da descriminalização do aborto, não houve muito estardalhaço. Passadas as eleições, não era mais necessário mascarar a luta do Partido dos Trabalhadores e de seus aliados pela conquista dos “direitos reprodutivos da mulher”. Recentemente, porém, uma das ministras deixou o cargo, a fim de disputar eleições municipais este ano. O nome da mulher é Iriny Lopes. Segundo ela, “ninguém defende o aborto, trata-se de respeitar uma decisão que, individualmente, a mulher venha a tomar”.

A posição dela é problemática. Sim, mas a da nova ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres também – o que significa que a situação lá na Esplanada dos Ministérios não mudou muito de figura. Eleonora Menicucci é mais uma das que consideram o aborto “uma questão de saúde pública”.

http://www.overbo.com.br/wp-content/uploads/2012/02/eleonora_menicucci.jpgAqui, neste vídeo, a prática é comparada às drogas, à dengue, à AIDS e a todas as doenças infecto-contagiosas. No fim do vídeo, a ministra fala das estatísticas de mulheres que morrem todos os dias por não terem o serviço do aborto oferecido com higiene (hoje nós sabemos que esta coisa de “milhares morrendo em clínicas de aborto clandestino” não passa de exagero de números)… E é esta a “questão de saúde pública” da qual ela está a tratar. A vida do feto, porém, que é o que sempre vai encontrar o fim na prática de um aborto bem-sucedido, não é objeto de discussão, porque, afinal, estão todos muito preocupados com as mulheres, com a dignidade das mulheres, com a saúde das mulheres, com o corpo das mulheres…

Como lembrou Reinaldo Azevedo, “uma das características principais, se não for a principal, dos defensores da legalização do aborto é a DESUMANIZAÇÃO DO FETO, a transformação da VIDA que está no ventre da mulher em COISA, para que ele possa ser então, sugado, curetado”. Parece ser esta a visão alimentada pela nova ministra do governo Dilma. Ela sequer sente vergonha de comparar um crime de homicídio ao combate do mosquito Aedes Aegypti.

Permaneçamos em oração pelo Brasil. Que a Virgem de Aparecida livre nossa nação da maldição do aborto.

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

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Leia também: Secretaria para promoção do aborto tem nova ministra, do blog Contra o Aborto.

Leia mais: Eleonora Menicucci, mais uma militante pró-aborto no Governo Dilma, do blog O Possível e O Extraordinário.

Dez feministas, nenhum segredo

Quando ministros ordenados da Igreja Católica e pastores das comunidades evangélicas se manifestaram contrários à candidatura de Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores, foram acusados de retrógrados, fanáticos, fundamentalistas e mais um número infindável de adjetivos pejorativos. O resultado das eleições veio e, com ele, a comemoração dos acusadores. O projeto político do presidente Lula teria continuidade em Dilma. A defesa da descriminalização do aborto continuaria tendo o apoio do Presidente da República. O nome mudou, é certo, mas a proposta totalitária de permitir o assassinato de inocentes sem que haja punição para quem cometa tamanha crueldade, essa ideia continua a imperar; e não só na cabeça da “Presidenta”, mas também na mente daquelas que são suas ministras.

Ao todo, são nove as mulheres sinis… quero dizer: ministras. Da esquerda para a direita, na foto, estão Helena Chagas, ministra da Comunicação Social, Luiza Bairros, da Igualdade Racial, Tereza Campello, do Desenvolvimento Social, Ideli Salvatti, da Pesca, Miriam Belchior, do Planejamento, Maria do Rosário, dos Direitos Humanos, Ana de Hollanda, do ministério da Cultura, Izabella Teixeira, do Meio Ambiente e, enfim, Iriny Lopes, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, da qual já falamos aqui neste espaço.

Nenhuma das mulheres da foto se manifesta contrária à legalização do aborto. A observação parte da leitura da revista Marie Claire, que conversou com as ministras. Algumas não deixaram sua posição clara, é verdade (afinal, o assunto é polêmico e, depois da onda pró-vida que comoveu os brasileiros nas eleições do ano passado, muitas abortistas ainda não tiveram coragem para sair do buraco): das nove ministras, apenas uma (Luiza Bairros) não quis falar do tema, enquanto seis defenderam explicitamente a despenalização da prática. Outras duas mantiveram um discurso ambíguo, mas que dá ampla margem à mesma interpretação (o discurso delas é algo do tipo: “o Estado brasileiro deve tomar alguma providência” ou “sou a favor da vida dos fetos, mas também das mulheres”… coisa que se assemelha muito ao famoso – e já detonado – argumento “há mulheres fazendo abortos clandestinos e elas não devem ser penalizadas por isso”). De uma maneira geral, podemos sim dizer que o Brasil está sendo chefiado por uma comissão abortista – colocada no poder pelos eleitores do “maior país católico do mundo”.

Compilamos abaixo as respostas completas das ministras à questão da legalização do aborto.

Ana de Hollanda: Sou [a favor da legalização].

Iriny Lopes: As mulheres têm de ter o direito de decidir e o estado deve ampará-las nesta decisão. Nenhuma mulher gosta de passar por uma situação dessas.

Maria do Rosário: É um tema que precisa ser trabalhado pela sociedade e as mulheres brasileiras precisam ser escutadas. O que é um tema de saúde pública foi transformado num tema eleitoral nos últimos tempos. Não foi justo o que tentou se fazer com a presidenta Dilma como mulher, colocá-la em uma situação difícil. Foi muito adequado quando ela respondeu que essas circunstâncias não devem ser tratadas como um caso de polícia, mas sim de saúde pública. Sou favor de que no Brasil se cumpra a legislação, que diz respeito à questão do estupro, da violência de um modo geral. Acho que nós devemos avançar na questão do risco de vida da mãe, assegurando a agilização desses procedimentos. Concordo também nos casos de anencefalia, que não tenhamos essa dor perpetuada para as mulheres durante a gravidez. Essa é a minha posição institucional. Minha posição pessoal é contrária de que as mulheres sejam penalizadas.

Tereza Campello: A questão do aborto é uma questão que o estado brasileiro não pode se omitir. Decidi ser mãe e tive que batalhar bastante para poder engravidar. Não fiz tratamento. Engravidei com 43 anos. Se tivesse a oportunidade, seria mãe de novo.

Miriam Belchior: (…) Sou a favor de que as mulheres que tomam esta difícil decisão recebam tratamento adequado e não sejam criminalizadas por isso.

Ideli Salvatti: Sou a favor da vida. Não só dos fetos, mas também das mulheres que correm riscos ao fazer abortos em clínicas clandestinas.

Helena Chagas: O aborto é uma questão de foro íntimo, da mulher. Não se pode impor do ponto de vista pública. Ninguém deve impor isso a ninguém. É uma escolha pessoal.

Izabella Teixeira: Acho que não faria, mas sou a favor de que sociedade tenha o direito de exercer opções. Sou completamente a favor que a mulher decida sobre qualquer assunto que lhe compete. Ninguém tem que carregar a culpa de ninguém.

Luiza Bairros: Essa coisa de opinião pessoal de ministro causa problema…

Rezemos mais do que nunca pelo Brasil. Para que Nossa Senhora da Conceição Aparecida livre nossa nação do flagelo do aborto.

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

A propósito, só tivemos acesso à entrevista dada pelas ministras à revista Marie Claire graças ao blog O Possível e O Extraordinário. ;)