Recentemente a blogosfera católica se inquietou com mais uma ocorrência lastimável de abuso litúrgico. A paróquia da vez é brasileira e está situada na cidade de Maringá, no sul do país. O vídeo abaixo, que faz um resumo da situação, alude a uma missa pré-balada, celebrada de maneira dita “jovem”.
Poucos comentários precisariam ser feitos. O Jorge Ferraz já trouxe considerações oportunas sobre o que aconteceu e transcreveu inclusive um trecho importantíssimo da instrução Redemptionis Sacramentum: “O Mistério da Eucaristia é demasiado grande para que alguém possa permitir tratá-lo ao seu arbítrio pessoal, pois não respeitaria nem seu caráter sagrado, nem sua dimensão universal” (n. 11). O documento é de 2004 mas sua exortação é, de fato, muito atual. Assaz adequada para a ocasião é também a observação de São Leonardo de Porto-Maurício: “Lemos no Antigo Testamento que, quando os israelitas ofereciam seus sacrifícios, nos que somente se imolavam touros, cordeiros e outros animais, admirava ver a atenção, o silêncio e veneração com que assistiam àquelas solenidades. Mesmo que o número de assistentes fosse imenso e os ministros e sacrificadores chegassem a setecentos, parecia, no entanto, que o templo estava vazio, tanto era o cuidado com que cada um procurava não fazer o menor ruído. Pois bem; se tanta era a veneração com que se celebravam esses sacrifícios que, no fim, não eram mais que uma sombra, uma simples imagem do nosso, com que respeito, com que devoção e silêncio não devemos assistir à celebração da Santa Missa, onde o Cordeiro sem mancha, o Verbo Divino se imola por todos nós?”
Respeito, devoção, silêncio… Quanta coisa nossa época precisa aprender dos Santos! Os tempos mudaram, mas os remédios para os velhos males que buscam afetar nossa alma são os mesmos. E trazer a agitação deste mundo tão conturbado para dentro de nossas igrejas certamente não é a melhor forma de demonstrar a riqueza de nossa fé ou o respeito às prescrições litúrgicas. Seria realmente interessante se os jovens ouvissem o apelo do Papa, dos santos, do próprio Cristo, portanto. Que o Sacrifício no qual o Verbo é imolado por todos nós seja celebrado com piedade, com respeito. E que o conselho de São Pio de Pietrelcina – que assistamos à Santa Missa como assistiram Maria Santíssima e São João às dores de Cristo no Calvário – seja atendido pela juventude de nosso tempo.
Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!