“…jamais chegareis a honrá-la tanto, como chamando-lhe Mãe de Deus.”

Our Lady of Fatima 2

“Necessário seria compreender quão sublime é a grandeza de Deus, para também se compreender a altura a que Maria foi elevada. Bastará, pois, somente dizer que Deus fez desta Virgem sua Mãe, para entender com isso que não lhe era possível exaltá-la mais do que a exaltou. Apropriadamente afirma Arnoldo de Chartres que, em se fazendo Filho da Virgem, Deus a colocou numa altura superior a todos os santos e anjos. Exceto Deus, ela é sem comparação mais elevada do que todos os espíritos celestes, como dizem S. Efrém e S. André de Creta. Vulgato Anselmo escreve: Senhora, vós não tendes quem vos seja igual, porque qualquer outro ou está acima, ou está abaixo de vós; só Deus vos é superior, e todos os outros vos são inferiores. É tão grande, em suma, a grandeza da Virgem, conclui S. Bernardino, que só Deus pode e sabe compreendê-la.”

“‘Por isso ninguém se maravilhe, adverte S. Tomás de Vilanova, se os santos evangelistas, tão prontos em registrar os louvores de São João Batista, de Madalena, foram tão parcos em descrever as prerrogativas de Maria. Contentam-se em dizer que dela nasceu Jesus. Baste-nos isso. Com tais palavras dizem tudo, resumem-lhe todas as excelências, sendo por isso desnecessário que as fossem descrevendo uma a uma’. E descrevê-las por que? Maria é Mãe de Deus, e já não excede com isso a toda grandeza e dignidade que se pode exprimir ou imaginar depois de Deus? pergunta Eádmero. Igualmente conclui Pedro Celense: Dai-lhe o nome que quiserdes, de Rainha do céu, de Senhora dos anjos, ou qualquer outro título de honra, jamais chegareis a honrá-la tanto, como chamando-lhe Mãe de Deus.”

Santo Afonso Maria de Ligório,
Glórias de Maria
3. ed. – Aparecida, SP: Editora Santuário, 1989
p. 291-292

Seduz-nos o provisório.

Oração do Rosário“Uma mãe ajuda os filhos a crescer e quer que cresçam bem; por isso os educa a não ceder à preguiça – que provêm de também um certo bem estar -, a não se acomodar em uma vida que se satisfaz só com coisas. A mãe cuida dos filhos para que cresçam sempre mais, cresçam fortes, capazes de assumirem responsabilidades, de se comprometerem na vida, de terem grandes ideais. O Evangelho de São Lucas diz que, na família de Nazaré, Jesus ‘crescia e se fortificava, pleno de sabedoria, e a graça de Deus estava com ele’ (Lc 2, 40). Nossa Senhora faz isso conosco, nos ajuda a crescer humanamente e na fé, para sermos fortes e não cedermos à tentação de sermos homens e cristãos superficiais, mas em viver com responsabilidade, a irmos sempre para mais.

“Uma mãe pensa na saúde dos filhos educando-os também para enfrentar as dificuldades da vida. Não se educa, não se cuida da saúde evitando os problemas, como se a vida fosse uma auto estrada sem obstáculos. A mãe ajuda os filhos a olhar com realismo os problemas da vida e a não se perderem neles, mas em enfrentá-los com coragem, a não serem fracos, e a saberem superá-los, em um equilíbrio sadio que uma mãe ‘percebe’ entre os âmbitos de segurança e a zona de risco. Uma vida sem desafio não existe e um rapaz ou uma moça que não sabe enfrentá-lo colocando-se em jogo, não possui espinha dorsal! Recordemos a parábola do bom samaritano: Jesus não propõe o comportamento do sacerdote e do levita, que evitam socorrer aquele que se feriu na luta, mas o samaritano que vê a situação daquele homem e a enfrentou de maneira concreta.

(…)

“Um último aspecto: uma boa mãe não só acompanha os filhos no crescimento, não evitando problemas, desafios da vida: uma boa mãe ajuda também a tomar decisões definitivas com liberdade. Mas o que significa liberdade? Não é certo fazer tudo o que se quer, deixar-se dominar pelas paixões, passar de uma experiência a outra sem discernimento, seguir a moda; liberdade não significa, por assim dizer, jogar tudo que não agrada pela janela. A liberdade nos é dada para que saibamos fazer boas escolhas na vida! Maria como boa mãe nos educa para ser como Ela, capaz de fazer escolhas definitivas, com aquela liberdade plena com que respondeu ‘sim’ ao plano de Deus sobre sua vida (cf. Lc 1, 38).”

“Queridos irmãos e irmãs, quanto é difícil, em nosso tempo, tomar decisões definitivas! Seduz-nos o provisório. Somos vítimas de uma tendência que nos leva ao provisório… como se desejássemos permanecer adolescentes por toda vida! Não tenhamos medo dos compromissos definitivos, dos compromissos que envolvem e interessam toda vida! Deste modo nossa vida será fecunda! E isto é a liberdade: ter a coragem de tomar essas decisões com grandeza.”

Palavras do Santo Padre, o Papa Francisco, durante a oração do Santo Rosário, na Basílica de Santa Maria Maior, 4 de maio de 2013

Dom Aquino de fibra: “Combater a serpente, eis a missão da mulher!”

Segue excerto de discurso de Dom Francisco de Aquino Corrêa, servindo de paraninfo a Professoras diplomadas pela Escola Normal Dom Bosco, de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. O tema do texto é a elevação da mulher.

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Adão e EvaO elevadíssimo conceito, que da mulher nos inculca o cristianismo, podemos entrever desde os primeiros capítulos da Bíblia, nesse estupendo livro do Gênesis, assim chamado, como sabeis, porque nele se contém a gênese ou origem do mundo e de todos os seres.

Pasmosa é a superficialidade satisfeita, com que olham para esse e outros livros santos, alguns espíritos contagiados pela escola de Voltaire, onde o cânone fundamental da exegese consistia em lançar, sobre tão sagradas cartas, o descrédito e o ridículo. Não leem, não estudam, não meditam, e por isso desprezam e blasfemam. Os maiores sábios, ao contrário, aí se lhes depararam as mais supremas e castas delícias. Nesses estudos consumiram o viço da juventude e neles se lhes cobriram de cãs as frontes venerandas. Já não podiam viver sem essas lucubrações profundas, por onde sentiam reverberarem clarões de eternidade e do infinito. E, deveras, se depois de folhear alguns dos primores das letras profanas, abrimos essas páginas veneráveis, experimentamos a mesma impressão que nos empolga, quando, depois de contemplar um monumento da arte humana, por grandioso que seja, repousamos a vista e o pensamento na majestade dos montes ou na imensidade dos mares.

Pois nesse livro divino, e com a simplicidade adorável dum Deus falando a linguagem dos homens, é que se nos revela a história da criação do primeiro homem e da primeira mulher, com a tremenda catástrofe da queda original e do paraíso perdido. Bem conheceis tudo isso, e quero apenas pedir a vossa atenção para algumas circunstâncias que, em geral, por minúsculas e rápidas, passam despercebidas, e nas quais, entretanto, vejo prefigurada, de alguma forma, a grandeza primitiva da mulher e dos seus destinos.

Aí se nos diz que a mulher foi a última obra, que saiu das mãos de Deus. Diz-se-nos mais, que o homem foi formado do limo da terra, mas a mulher, não; Eva foi tirada do corpo de Adão, adormecido como num profundo êxtase. Assim é que também ela, por certo, vem do pó, mas indiretamente, através dos ossos e da carne do homem, mais do que este, portanto, distanciada e desapegada da terra. Não vedes nisso, não sei que predestinação da mulher a ser menos terra e menos material do que o homem? Não descobris aí, desde logo, a sua vocação a uma espiritualidade maior, que há de ser todo o segredo da sua beleza e da sua glória?

Ouvi agora o que nos ensinam os santos doutores, comentando lindamente tão singelos versículos. A primeira mulher, dizem eles, foi extraída do corpo de Adão, mas não dos pés, nem da cabeça, senão de junto do coração. E por quê? Para indicar-nos que a mulher não é uma escrava do homem, posta a seus pés, nem tampouco sua senhora pela autoridade da razão, que reside no cérebro, mas só pela autoridade do amor, que tem por sede ou símbolo o coração. Tão grande, porém, é esta força e ascendência do coração, que o mais astuto dos animais, a infernal serpente, dela se valeu, como sabeis, recorrendo, desde logo, à mediação de Eva, para abater a santidade do caráter de Adão, o qual desobedece a Deus, para satisfazer à sua esposa. Experiência foi essa tristíssima e fatal, mas bem prova que a mulher não precisa de outros poderes, para firmar no mundo o império da sua fraqueza.

Onde, porém, o futuro da mulher, através dos séculos, refulge com os esplendores dum íris avassalando os céus, é na sentença que, aí mesmo, fulmina o Eterno contra o príncipe do mal, transfigurado na serpe: “Porei inimizades entre ti e a mulher… ela há de esmagar-te a cabeça!” (Gen. III, 15)

Não sei de página literária, em que a aparição da mulher sobre a terra, nos entremostre em tanta beleza, como nesses versetos de ouro, cuja simplicidade escandaliza as vaidades da crítica. As filhas de Eva não precisam buscar fora da Bíblia os pergaminhos da sua nobreza, nem o poema das suas glórias. A própria fantasia grega não se lhe avantaja, nem mesmo com a criação das suas deusas a florirem dentre a espuma dos mares, ou a surdirem, armadas de ponto em branco, do crânio de Júpiter Olímpio. São poéticas fábulas, que não vencem aqui a poesia da verdade. Esta tem a grandiosidade simples do sublime. Vede: Deus prepara todas as suas maravilhas do universo para receber a mulher, a última das suas obras-primas. E ela nasce dum sono do primeiro homem, como um sonho, uma visão, uma flor sagrada do céu, brotando-lhe das mãos de Deus. Não surge como Minerva, armada em guerreira, mas em pacífica dominadora. Deus a coroa, desde logo, com a auréola do sofrimento e da paciência: multiplicabo aerumnas tuas, da submissão e da doçura: sub viri potestate eris (Gen. III, 16). Mas ao mesmo tempo, transformando essa coroa de espinhos em rosas de triunfo, traça-lhe o mais luminoso dos fadários: ela há de ser inimiga irreconciliável da serpente do mal, cuja cabeça esmagará: inimicitias ponam… ipsa conteret! Não importa que o texto se refira propriamente à maior das mulheres: todas devem imitá-la. Resumamos, pois: combater a serpente, eis a missão da mulher; esmagar-lhe a cabeça, eis a sua vitória! Aflora ela assim, no mundo, feita aliada natural de Deus para a guerra do bem contra o mal: que grandeza! que elevação! e que glória!

[Dom Aquino Corrêa, 9 de dezembro de 1934. Discursos, vol. II, tomo II. Elevação da mulher. pp. 133-135. Brasília, 1985.]

A consagração a Nossa Senhora e os dogmas marianos dos últimos séculos

Começa a III Campanha Nacional de Consagrações à Virgem Maria.

Nesta última quarta-feira (15), a Igreja celebrou a solenidade da Assunção da bem-aventurada Virgem Maria ao Céu. Patrimônio de fé dos cristãos desde os primeiros séculos da Igreja, a plena participação de Nossa Senhora no mistério da ressurreição foi proclamada dogma pelo venerável Papa Pio XII, há mais de 60 anos.

Uma proclamação de dogma não é uma definição arbitrária, ou, como os protestantes comumente se referem ao Magistério e à Tradição católica, uma “decisão humana”. Uma definição dogmática é, sobretudo, como já dito, um “patrimônio”. Aquilo que os Papas estabelecem, com a inspiração do Espírito Santo, em declarações solenes, não passa a ser verdade a partir da proclamação dogmática. O Pontífice Romano apenas sublinha um ponto de fé no qual os cristãos de todos os tempos já acreditavam. Assim, a Assunção de Nossa Senhora, bem como sua Imaculada Conceição, ou a sua maternidade divina, já eram verdades da Igreja bem antes de serem proclamadas como dogmas. Por exemplo, bem antes do Concílio Vaticano I, Santo Afonso de Ligório já fazia menção ao fato de que Maria fora preservada do pecado original. Antes de o Papa estabelecer como dogma a virgindade perpétua de Nossa Senhora, São Jerônimo já a defendera diante dos questionamentos de um herege de seu tempo. Ou seja, todas estas verdades sobre Nossa Senhora sempre foram crença comum dos fiéis, mas o Espírito Santo escolheu momentos específicos da história para contemplar a Igreja com uma maior promoção e defesa destes artigos de nossa Fé.

Depois da redação do famoso Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, de São Luís de Montfort, vieram à Igreja dois dogmas marianos. Alguns anos após o início da promoção da consagração a Nossa Senhora pelo método montfortiano, o Papa Pio IX, com a bula Ineffabilis Deus, deu à Igreja um presente de valor incomensurável: o dogma da Imaculada Conceição da Virgem. Considerando o poder que traz esta decisão de ser escravo de Nossa Senhora, considerando a força que a Virgem – que esmaga a cabeça da serpente – concede aos seus servos, para que lutem em defesa da Igreja e das virtudes, considerando o auxílio sempre providencial da Santíssima Mãe de Deus, especialmente nos momentos mais tenebrosos da história, destruindo as heresias, derrotando o demônio e fortalecendo seus filhos, não podemos deixar de ver uma ligação muito forte entre estes fatos, a saber: a prodigiosa propagação da consagração à Virgem pelo método de São Luís de Montfort, e a proclamação dos dogmas marianos da Imaculada Conceição, e da gloriosa Assunção de Nossa Senhora aos céus. Não resta dúvidas de que, pela agradável oferenda total de si mesmos a Jesus Cristo, os escravos da Imaculada deram à Igreja estas pérolas que enfeitam nossa doutrina, nossa Liturgia e nossos altares.

Se é tão poderosa assim esta forma de consagração, e se tantos Santos e bem-aventurados não hesitaram em doar-se inteiramente a Deus pelas mãos da Mãe da Providência, está mais do que clara a necessidade que todos nós temos de consagrar-nos a Ela.

Está começando a III Campanha Nacional de Consagrações à Virgem Maria. É tempo de ler e estudar o Tratado, de reunir os grupos de fiéis que desejam fazer a consagração, de promover esta bela devoção entre os católicos de nossa nação. A consagração em massa deve acontecer em 8 de dezembro, dia da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, ocasião oportuna também para os já consagrados renovarem sua aliança de amor com a Virgem.

Que neste ano de 2012, durante o qual festejamos 300 anos do Tratado de São Luís, sigamos com perseverança na estrada rumo ao triunfo… Ao triunfo do Imaculado Coração de Maria. É Ela mesmo que caminha conosco, trazendo-nos a presença amorosa de nosso Senhor, e a esperança de um dia gozarmos eternamente de Sua glória no Céu. Sigamos, pois, animados por esta doce verdade, e também pela afável proteção desta bela Senhora.

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

Os 10 melhores filmes sobre a Virgem Maria

Fonte: Jesucristo en el cine | Tradução e adaptação: Ecclesia Una – Os meios de comunicação são muito úteis na evangelização. O cinema, por exemplo, tem nos prestigiado com ótimas obras, abordando a vida de Jesus Cristo, da Virgem Maria e dos Santos. Vamos recordar quais foram os grandes filmes que tiveram como protagonista a Mãe de Jesus Cristo. Dei prioridade aos filmes que podem ser encontrados com maior facilidade nas locadoras (por ser mais recentes ou mais populares) e distingui duas categorias: as que relatam sua vida e as que estão centradas em suas aparições. Porque ambos os aspectos têm interessado desde sempre os cineastas. Na primeira lista, indico que atriz faz o papel da Virgem (V) e que ator interpreta Jesus (J).

A) Filmes sobre a Virgem:

1. Maria de Nazaré (Jean Delannoy, França, 1995). V: Myriam Muller. J: Didier Bienaimé. Com um roteiro muito fiel aos textos bíblicos, dedica a maior parte da metragem à infância de Jesus: o noivado da Virgem, sua Anunciação e Visitação, o Nascimento de Cristo, a fuga para o Egito etc. Também apresenta Maria seguindo seu filho e atendendo às suas palavras e sua missão. Em uma cena significativa, a vemos ajudando as crianças a se aproximarem de Jesus.

2. Maria, Em Nome da Fé (Kevin Connor, Estados Unidos, 1999). V: Pernilla August. J: Christian Bale. Filme para televisão que foi exibido também nos cinemas. Conta a história de Jesus pelo olhar de Maria. O filme enfatiza a importância da Virgem no Senhor, sugerindo que algumas de suas parábolas foram inspiradas em histórias que Ela lhe contou. Também contém uma cena, baseada na Tradição, na qual Cristo Ressuscitado aparece privadamente a Sua Mãe.

3. Maria – Filha de Seu Filho (Fabrizio Costa, Itália, 2000). V: Yaël Abecassis. J: Nancho Novo. O roteiro é de Massimo De Rita. Segue os Evangelhos ao pé da letra, ainda que coloque na história passagens imaginadas e um par de cenas tiradas dos apócrifos. Conta a história de Maria, desde a concepção virginal de Jesus até a Assunção da Virgem ao Céu.

Maia Morgenstern, interpretando a Virgem Maria, em “A Paixão de Cristo”.

4. A Paixão de Cristo (Mel Gibson, Estados Unidos, 2004). V: Maia Morgenstern. J: James Caviezel. Incluo este filme sobre Jesus pela relevância dada à Virgem. Maria é coprotagonista e corredentora: unida a seu Filho, sofre em sua alma tudo o que seu Filho sofre na paixão. Só ela percebe a presença do diabo. Diferente das turbas enlouquecidas, a Virgem transmite sempre serenidade, amor maternal, aceitação da vontade divina.

5. Jesus – A História do Nascimento (Catherine Hardwicke, 2006). Bem documentada, recria com fidelidade os cenários, o vestuário e as ferramentas da época. Segue as principais cenas da vida de Maria (namoro, noivado e nascimento de Jesus), e desenha com ternura os detalhes de afeto entre José e Maria. Mas o seu retrato da Virgem é confuso: aparece com frequência tímida e assustadora. Seu retrato divino se desvanece: não a reconhecemos como a “cheia de graça”. E, além disso, o filme omite seu principal discurso, o Magnificat. Apesar disso, é um filme devocional, apropriado para as crianças e para o Natal.

B) Filmes sobre as aparições da Virgem:

Em Lourdes:

6. A Canção de Bernadette (Henry King, Estados Unidos, 1943). Bela recriação das aparições da Virgem em Lourdes, em 1858, à jovem Bernadette Soubirous. Uma das estreias mais aclamadas da história do cinema, é de uma jovem Jennifer Jones, que conseguiu um Oscar por este papel. Grande parte do mérito se deve à brilhante adaptação de George Seaton a partir do romance de Franz Werfel. Ainda que não apareça nos créditos, Linda Darnell fez uma excelente interpretação da Virgem.

7. Bernadette (França, 1988) e La passion de Bernadette (França, 1989), ambas de Jean Delannoy. Dois filmes que foram uma unidade: a vida da vidente de Lourdes, até as aparições e sua biografia posterior. Filmadas em continuidade, representam um belo exemplo de sensibilidade religiosa, sendo uma recriação histórica fiel. Foram elogiadas pelo Vaticano como “um retrato sensível de uma história muito comovedora, que merece um público mais amplo”. Outras fitas que recriaram estes sucessos são Il suffit d’aimer (1960), Aquella joven de blanco (1965), e a recente Lourdes (2009).

Em Fátima:

8. O Milagre de Fátima (John Brahm, Estados Unidos, 1952). Filme sobre as aparições da Virgem em Fátima aos três pastorzinhos: Lúcia, Francisco e Jacinta. Tem, além de um grande diretor, um roteiro muito fiel aos fatos, exceto na introdução de uma personagem fictícia, o desonesto Hugo, atrevido e um tanto cético, que será testemunha do sinal prometido por Nossa Senhora na Cova da Iria. Há passagens comovedoras, bem-sucedidas, como a do interrogatório das crianças pelo governador. E a solução para mostrar as aparições, como em transparência, é muito elegante. Outras fitas sobre estas aparições: Nossa Senhora de Fátima (1951), Aparição (1991) e O 13º Dia: Um Milagre em Fátima (2009).

Em Medjugorje:

9. Gospa (Jakov Sedlar, Croácia-EUA, 1995). Relata as aparições da Virgem a seis estudantes em Medjugorje, uma pequena vila da Bósnia. Eles afirmam que viram a “Gospa” (a Virgem Maria, em croata). O sacerdote do povo, interpretado por  Martin Sheen, conhecido ator católico, confia plenamente nos meninos, ainda que muitos se oponham e ele mesmo não consiga ver a Senhora. Depois de pregar um sermão fervoroso que perturba as autoridades comunistas, é encarcerado e torturado. Instado a desautorizar as aparições, o pároco se nega, e então os dirigentes decidem destruir a colina de Medjugorje.

Em Guadalupe:

10. Guadalupe (Santiago Parra, México-Espanha, 2006). Sua estreia coincidiu com o 475º aniversário das aparições. Conta a história de dois jovens cientistas, marcados por uma infância traumática, que decidem investigar os mistério do manto de Guadalupe. O que começa como um simples estudo científico acaba se transformando em uma descoberta pessoal que muda por completo suas vidas. Outro filme que recriou as aparições: 1531 (2011).

Confira como foi o II Consagra-te! Cuiabá

Neste domingo (17), aconteceu, em Várzea Grande, o II encontro Consagra-te!, evento que tem como fim explicar em que consiste a consagração a Nossa Senhora pelo método de São Luís de Montfort. Na ocasião, o “Rincão do Meu Senhor”, da comunidade Canção Nova de Cuiabá, acolheu cerca de 2.500 fiéis, além da presença especial do padre Paulo Ricardo e do padre Overland de Moraes, sacerdotes arquidiocesanos.

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Depois de um momento de oração diante da imagem de Nossa Senhora de Fátima, o padre Paulo Ricardo fez uma bela pregação sobre o amor do bem-aventurado João Paulo II à Virgem Maria. O João de Deus foi consagrado à diletíssima Mãe pelo mesmo método de São Luís, e o “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem” era seu livro de cabeceira. Mais: como lema de seu pontificado, Wojtyla escolheu justamente uma frase extraída da obra: Totus tuus (“Todo teu”). O seu amor a Nossa Senhora o motivou a escrever uma encíclica em Sua honra – a carta Redemptoris Mater – sem falar das inúmeras catequeses dedicadas a refletir sobre a humildade, a obediência e a solicitude desta santa Mãe.

Podemos dizer que este foi um Consagra-te! de números. Neste ano, celebramos 300 anos do Tratado de São Luís. E na última semana, de um modo especial, o padre Paulo completou 20 anos de ordenação sacerdotal (mais especificamente dia 14 de junho). No fim da primeira pregação, os fiéis fizeram sua homenagem – com direito a bolo de chocolate!

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A segunda pregação foi feita pelo padre Overland, que contou o seu testemunho de consagrado à Virgem – uma história maravilhosa, que valeu todo o encontro, sem dúvida. O sacerdote relatou fatos de sua infância e juventude, contou como aconteceu seu processo de conversão e, por fim, como decidiu que iria se tornar padre. E, em toda a sua vida, como pano de fundo, estava o manto da Virgem.

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Logo depois do almoço, padre Paulo voltou a pregar. Desta vez, o tema da reflexão era as palavras que Cristo tinha dito à Sua Mãe e a São João, quando pendia no madeiro da cruz. “Junto à cruz de Jesus, estavam de pé sua mãe e a irmã de sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: ‘Mulher, eis o teu filho!’ Depois disse ao discípulo: ‘Eis a tua mãe!’ A partir daquela hora, o discípulo a acolheu no que era seu” (Jo 19, 25-27). Aqui, as palavras do Senhor têm um sentido claro, explicou o sacerdote. Em São João, agora filho de Maria, estamos todos nós. Toda a Igreja foi entregue a Nossa Senhora, à sua maternal intercessão.

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Após esta pregação, o Santíssimo Sacramento foi exposto e os fiéis rezaram o Santo Terço. E o evento, então, foi encerrado com a Santa Missa. O Sacrifício – nem precisava dizer – foi celebrado com sacralidade e respeito às rubricas. No altar, a cruz e o arranjo beneditino dos castiçais; os acólitos usando batina e sobrepeliz; o uso do turíbulo para incensar o altar, as oferendas, o celebrante, o povo e o Santíssimo; a procissão do Evangeliário na aclamação ao Evangelho; e, por fim, a Comunhão sendo distribuída de joelhos e na boca dos fiéis.

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Tremei, ó exército do demônio! Tremei, ó homens perversos! O Exército da Imaculada está recrutando escravos. Este ano, outro grande número de almas vai se entregar totalmente ao Cristo pelas mãos da clemente, piedosa e doce Virgem Maria. Outro grande número de almas está a caminho da salvação. A consagração “em massa” acontece no dia da Imaculada Conceição, 8 de dezembro. Até lá, preparemo-nos. E tenhamos a certeza de que, no fim, o Imaculado Coração de Maria triunfará.

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

* * *

Visite o site oficial da Campanha Nacional de Consagrações a Santíssima Virgem: www.consagrate.com.

“Procuremos a graça, mas procuremo-la por meio de Maria.”

“Sim, Mãe e esperança nossa, bem sabemos – assim lhe fala Nicolau, monge – que todos os tesouros das divinas misericórdias estão em vossas mãos. Atribuída a S. Ildefonso há uma obra que exprime com mais energia esse pensamento: Senhora, as graças que Deus determinou fazer aos homens, determinou fazê-las todas por vossas mãos, e confiou-vos por isso todos os tesouros das graças. De modo que, ó Maria, conclui S. Germano, não há graça que não tenha sido dispensada por vossas mãos.”

Não temas, Maria, disse-lhe o anho, pois achaste graça diante de Deus (Lc 1, 30). Sobre o texto acrescenta com elegante reflexão S. Alberto Magno: Ó Maria, não roubastes a graça como a queria roubar Lúcifer; não a perdestes como a perdeu Adão; não a comprastes, como a queria comprar Simão, o mago. Achastes a graça, porque a desejastes e buscastes. Achastes a graça, incriada, que é o próprio Deus feito vosso Filho. E juntamente com ele possuístes todos os bens criados. Esse pensamento é confirmado por S. Pedro Crisólogo, dizendo: A excelsa Mãe achou essa graça para dar a salvação a todos os homens. Em outro lugar o mesmo Santo acrescenta que Maria recebeu uma graça plena, bastante para salvar a todos, destinada a cair como chuva sobre todas as criaturas. Para iluminar a terra, criou Deus o sol, observa Ricardo de S. Lourenço. Assim também fez a Maria para que por seu intermédio se dispensem ao mundo todas as divinas misericórdias. Aqui anota S. Bernardo, muito a propósito, que a Virgem, desde que se tornou Mãe do Redentor, adquiriu uma quase jurisdição sobre todas as graças, e deste modo criatura alguma delas recebe, a não ser pelas mãos desta amável Mãe.”

“Concluamos este ponto com as palavras de Ricardo de S. Lourenço: Queremos obter alguma graça? Recorramos então a Maria, que nunca deixou de alcançar a seus servos o que lhes impetra; pois achou e sempre acha a graça divina. E este pensamento extraiu-o de São Bernardo, cujas palavras dizem assim: Procuremos a graça, mas procuremo-la por meio de Maria que a acha com certeza. Se, pois, desejamos graças, é necessário que recorramos a esta tesoureira e dispenseira das graças, já que a vontade suprema do Doador de todo o bem, como no-lo assegura o mesmo Santo, é que todas as graças por mão de Maria se dispensem. O Santo não excetua graça alguma porque quem diz tudo nada exclui.”

[Santo Afonso de Ligório, Glórias de Maria, p. 2, tratado I, capítulo V, ponto primeiro, Dirija-se a Maria quem deseja graças, pp. 302-304; Editora Santuário, 20ª edição, Aparecida, 1989]

Dirija-se a Maria quem deseja graças

“Do Arcanjo São Gabriel ouviu a Santíssima Virgem que Isabel, sua prima, estava grávida de seis meses. Iluminada interiormente pelo Espírito Santo, conheceu que o Verbo humanado, e já feito seu Filho, queria começar a manifestar ao mundo as riquezas de sua misericórdia. E era resolução dele começá-lo pela distribuição das primícias àquela família de Isabel. Por isso sem demora e com pressa partiu a Virgem para as montanhas (cf. Lc 1, 39). Levantando-se da tranquilidade de sua contemplação, a que estava sempre aplicada, e deixando a sua cara solidão, com grande pressa partiu para a casa de Isabel. E porque a caridade tudo suporta (cf. 1 Cor 1, 37), e não sabe sofrer demoras (como sobre o texto diz S. Ambrósio), pôs-se a tenra e delicada donzela a caminho, sem se atemorizar com as fadigas da viagem. Chegada que foi àquela casa, saudou sua prima.”

“Como reflete S. Ambrósio, foi Maria a primeira a saudar Isabel. Mas não foi a visita de Nossa Senhora como são as visitas dos mundanos, que pela maior parte se reduzem a cerimônias e falsas exibições. Sua visita trouxe àquela casa um cúmulo de graças. Com efeito, mal entrara e saudara seus habitantes, ficou já Isabel cheia do Espírito Santo, e João livre da culpa e santificado. Por isso deu aquele sinal de júbilo, exultando no ventre de sua mãe. Queria com isso manifestar as graças recebidas por meio de Maria, como declarou a mesma Isabel: Porque assim que chegou a voz da tua saudação aos meus ouvidos, logo o menino exultou de prazer em minhas entranhas (Lc 1, 44). Em virtude desta saudação, observa Bernardino de Busti, recebeu João a graça do Divino Espírito Santo, que o santificou.”

Os primeiros frutos da redenção passaram, pois, pelas mãos de Maria. Foi ela o canal pelo qual foi comunicada a graça ao Batista, e o Espírito Santo a Isabel, o dom de profecia a Zacarias, e tantas outras bênçãos àquela casa. Foram estas as primeiras graças que sabemos terem sido distribuídas na terra pelo Verbo, depois que se encarnou. É muito justo e razoável crer que, desde então, Deus constituiu Maria o aqueduto universal, como a chama S. Bernardo, pelo qual, depois daquele tempo, passassem todas as outras graças que o Senhor quer dispensar-nos (…).”

“Acertadamente, portanto, chamam esta divina Mãe de tesouro, de tesoureira e de dispensadora das divinas mercês. Lembremos aqui Raimundo Jordão, Abade de Celes, S. Pedro Damião, S. Alberto Magno, S. Bernardino e Crisipo de Jerusalém, escritor grego que é citado por Petávio. O mesmo lemos nas Homilias sobre Maria, entre os escritos de S. Gregório Taumaturgo: É a Virgem chamada cheia de graça porque nela está oculto todo o tesouro das graças. Segundo Ricardo de S. Lourenço, Deus depositou em Maria, como num erário de misericórdia, todos os dons da graça e desse tesouro enriquece aos que o servem.”

“Conrado de Saxônia compara Maria ao campo em que está escondido um tesouro, que deve comprar-se por qualquer preço, como disse Jesus Cristo. Esse campo é Maria, diz ele, porque nela está o tesouro de Deus, isto é, Jesus Cristo, e em Cristo, a origem e fonte de todas as graças. Já antes afirmara S. Bernardo que o Senhor depositou nas mãos de Maria todos os tesouros que nos quer dispensar, a fim de que saibamos que quanto bem recebemos, todo é das mãos de Maria. O mesmo nos assegura também a Senhora, dizendo: Em mim está toda a graça do caminho e da verdade (Eclo 24, 25). Isto é: em mim estão, ó homens, todas as graças dos verdadeiros bens que em vossa vida podeis desejar.”

[Santo Afonso de Ligório, Glórias de Maria, p. 2, tratado I, capítulo V, ponto primeiro, Dirija-se a Maria quem deseja graças, pp. 300-302; Editora Santuário, 20ª edição, Aparecida, 1989]

“Seguindo a Maria, não errarás o caminho da salvação.”

“Homem, quem quer que sejas, já sabes que nesta vida vais flutuando mais entre perigos e tempestades, do que caminhando sobre a terra. Se não queres ser submergido, não aparte os olhos dos resplendores desta estrela. Olha para a estrela, chama por Maria. Nos perigos de pecar, nas moléstias das tentações, nas dúvidas do que deves resolver, considera que Maria pode te ajudar, chama logo por ela para que te socorra. O seu poderoso nome nunca se aparte do teu coração pela confiança, nem de tua boca para o entoares. Seguindo a Maria, não errarás o caminho da salvação. Quando te encomendares a ela, não desconfie; sustendo-te ela, não cairás. Protegendo-te ela, não temas perder-te; sendo tua guia, sem fadiga te salvarás. Em suma, pretendendo Maria defender-te, certamente chegarás ao reino dos bem-aventurados.”

- São Bernardo de Claraval
citação extraída do livro “Glórias de Maria”

Não há Pentecostes sem a Virgem Santíssima

Diz São Luís de Montfort que “podemos (…), segundo o parecer dos santos e de vários homens ilustres, dizer-nos e fazer-nos escravos amorosos da Santíssima Virgem, para deste modo sermos mais perfeitamente escravos de Jesus Cristo”. O Santo explica que “a Virgem é o meio de que nosso Senhor se serviu para vir a nós e é também o meio de que nos devemos servir para ir a Ele”, já que “ela não é como as outras criaturas que, se a elas nos prendêssemos, nos poderiam afastar de Deus em lugar de nos aproximar d’Ele”.

Esta bela reflexão, contida no Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, é a inspiração da mensagem de Pentecostes que produzimos neste ano de 2012. Abaixo, o resultado deste humilde projeto. ;)