Esta é da série “Absurdos da modernidade”: sexólogos holandeses pedem ao governo a legalização da pornografia infantil (!). A ideia aberrativa apresentada por Erik van Beek e Rik van Lunsen, do Hospital Universitário de Amsterdã, pretende “oferecer aos pederastas uma forma de regular suas tensões sexuais”. E, embora a opinião pública tenha reagido negativamente aos tarados sexuais – ainda há bom senso entre os holandeses -, especialistas em psicologia já estudam colocar a pedofilia na categoria de orientação sexual, ao lado da homossexualidade ou heterossexualidade.
As pessoas ficam escandalizadas quando notícias como essas são veiculadas. E devem ficar mesmo, afinal, o fato de haver verdadeiro ódio pelo pecado, verdadeiro horror ao mal, é sinal de que o povo ainda traz consigo valores morais, e os levam bem a sério. Mas, estas informações não são novas, e a ideia de tratar a pedofilia com leniência ou mesmo bons olhos já é considerada por um ou outro antropólogo e filósofo aqui no Brasil mesmo. E seus artigos fazendo apologia escancarada da pederastia circulam livremente na Internet, sem nenhum impedimento ou sequer preocupação da Justiça… Os autores dos textos são os mesmos histéricos que, do alto escalão do movimento LGBT, pedem a “criminalização da homofobia”, mostrando que há, sim, relação íntima entre a homossexualidade e a pedofilia.
O Papa Bento XVI já falou sobre este insidioso ataque à dignidade e à liberdade da criança e do adolescente, em um discurso à Cúria Romana, por ocasião das felicitações de Natal:
“Existe um mercado da pornografia que envolve as crianças, e que de algum modo parece ser considerado cada vez mais pela sociedade como algo normal. A devastação psicológica de crianças, na qual pessoas humanas são reduzidas a um artigo de mercado, é um terrível sinal dos tempos. (…) Para nos opormos a estas forças, devemos lançar um olhar sobre os seus alicerces ideológicos. Nos anos Setenta, teorizou-se sobre a pedofilia como sendo algo totalmente consentâneo ao homem e também à criança. Mas isto fazia parte duma perversão fundamental do conceito de vida moral. Defendia-se – mesmo no âmbito da teologia católica – que o mal em si e o bem em si não existiriam. Haveria apenas um ‘melhor que’ e um ‘pior que’. Nada seria em si mesmo bem ou mal; tudo dependeria das circunstâncias e do fim pretendido. Segundo os fins e as circunstâncias, tudo poderia ser bem ou então mal. A moral é substituída por um cálculo das consequências, e assim deixa de existir. Os efeitos de tais teorias são, hoje, evidentes.”
“A moral é substituída por um cálculo de consequências”. É este o alicerce ideológico sobre o qual estão construídas as mais asquerosas perversidades pretendidas pela modernidade. Abolem-se o bem e o mal, e o homem se faz “a medida de todas as coisas”, tendo inclusive poder de decisão sobre a vida de outrem. Aqui cabe o exemplo da “legalização da pedofilia”, que fere de maneira especial o santuário da sexualidade humana. Mas, cabe, de modo especial, o do aborto e do infanticídio.

Imagem do Daily Mail Online.
Nos EUA, por exemplo, crianças doentes, já nascidas, estão sendo cruelmente “descartadas” – por seus próprios pais -, como uma forma de eutanásia. Desumanidades como estas, pouco denunciadas e insuficientemente deploradas, nos atonizam. Qual é o valor da vida humana, afinal? Será que o homem perdeu a noção de humanidade e de justiça? O que mais falta para chegarmos ao fundo do poço?
Pior do que existir o crime é haver quem o relativize, ou mesmo defenda. Mais triste ainda é constatar quão poucas – e débeis – são as vozes que se levantam contra tanta desgraça e podridão. Só mesmo a intervenção de Deus para resgatar o homem de tanta sujeira.

Já há muito tempo
O primeiro é humilhar-se continuamente diante de Deus. O Senhor castiga muitas vezes os espíritos soberbos, permitindo que caiam em qualquer pecado impuro. Sê, pois, humilde, e não confies em tuas próprias forças. (…)
Com a transgressão da Lei, vêm também as trágicas consequências. São Paulo diz que “o salário do pecado é a morte” (Rm 6, 23). E ele está certo. O salário do pecado é a angústia, é a escravidão, é, de fato, a morte. Quantas pessoas têm se dedicado a estudar o celibato sacerdotal na Igreja! E quantos ignorantes não têm dito que esta sábia doutrina católica “reprimiria” sexualmente os clérigos e as pessoas que de livre e espontânea vontade se dedicam ao Reino vivendo na continência, quando, na verdade, o que aprisiona e escraviza o homem é a sexualidade vivida de modo distorcido, na pornografia, na masturbação, na fornicação, no adultério etc. Quando o homem moderno repele o compromisso ele de nada está se libertando. Ele pode tentar fugir da responsabilidade do Matrimônio, mas nem por isso está se libertando, porquanto uma vida impura torna o homem escravo de suas paixões. Quanto mais se exime a razão de tomar as rédeas da alma humana, esta se vê cada vez mais submetida ao império das paixões desordenadas.
Se fores, pois, molestada por tais tentações, alma cristã, não deves perder a coragem, antes, animosamente combater, empregando os meios que te vou indicar, e não sucumbirás: