R. I. P., Cardeal Sales

Como todos sabem, faleceu no dia de ontem (9), Dom Eugênio Sales, o mais velho cardeal brasileiro – que presenciou o Concílio Vaticano II e participou do conclave dos últimos três Pontífices Romanos. Sua história é marcada por um profundo amor a Jesus Cristo e à Sua Igreja, cuja doutrina foi sempre ardorosa e valentemente defendida por Sua Eminência.

Dom Eugênio partiu para o Pai, enquanto dormia, em sua residência, no Rio de Janeiro. Não há dúvidas de que o Brasil perdeu um grande homem, um bravo guerreiro; mas, ao mesmo tempo, ganhou um nobre intercessor. Agora, unido a Dom Luiz Bergonzini – que faleceu há pouco menos de um mês -, os dois apresentarão a causa de nossa nação diante da bem-aventurada Virgem Maria, e de seu santíssimo Filho. Porque a Igreja é uma realidade que transcende este mundo físico, material. A Igreja é também celeste. E a seiva que alimenta o amor dos Santos que já gozam da visão beatífica é uma herança espiritual comunicada a todos os fiéis, especialmente aos que militam pela vida e pela justiça, nesta terra.

Convidamos todos os nossos leitores para assistir uma aula ao vivo que o reverendíssimo padre Paulo Ricardo dará, no dia de hoje, a partir das 21h (horário de Brasília), com o título “Dom Eugênio Sales, uma escola de fidelidade”. A aula é aberta a todos; logo, não há desculpa para não participar. ;)

Peçamos à santíssima Virgem que acolha no Reino celeste este filho dileto, e que, por suas caras orações, o Brasil seja livre da maldição do aborto e do flagelo do comunismo.

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Leia mais: Dom Eugenio Sales entra na glória eterna, nota oficial de falecimento no site da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro.

Leia também: Dom Eugenio Sales, um cardeal que se impôs e fez História, no Jornal do Brasil.

O paraíso é o complexo de todas as alegrias imagináveis

“Oh! que delícias gozarão as almas no paraíso! Segundo o testemunho de S. Paulo são elas inenarráveis: O olho não viu, nem o ouvido ouviu, nem jamais experimentou o coração do homem o que preparou Deus àqueles que O amam (1 Cor 2, 9). Deverei dizer-vos alguma coisa do céu?, pergunta São Bernardo, e responde: Lá nada existe que desagrade, mas tudo que pode satisfazer.”

“Tendo a alma entrado na bem-aventurança de Deus, nada mais encontrará que a desgoste, nada mais que a possa afligir. E Deus enxugará todas as lágrimas de seus olhos e não haverá mais nem morte, nem luto, nem dor alguma, porque as primeiras coisas passaram (Ap 21, 4). No céu não há doença alguma, nem pobreza, nem adversidade de espécie alguma. Lá não haverá mudança de dias e noites, de frio e calor; lá existirá uma primavera eterna e a todos os respeitos deliciosa. Não haverá perseguição e inveja, já que aí todos amar-se-ão ternamente; cada um se alegrará tanto com a felicidade do outro como com a própria. Lá não haverá mais temores, pois a alma confirmada em graça não poderá mais perder a Deus. Eis que faço novas todas as coisas. Tudo é novo, tudo nos alegra e satisfaz. Os olhos regozijar-se-ão com a vista dessa cidade de incomparável beleza. Que admiração não se apoderaria de nós, se víssemos uma cidade calçada de cristal, com palácios de pura prata forrados de ouro e ornados da maneira mais aprazível com jarros das mais esquisitas flores! Oh! quanto não fica acima disso a Jerusalém celeste. Que encanto ver os habitantes do céu vestidos com pompa real, pois lá haverá tantos reis quantos os moradores, segundo S. Agostinho. Que delícia ver a Santíssima Virgem, mais bela que todo o céu. http://beinbetter.files.wordpress.com/2011/07/00energia5b15d.jpg?w=202&h=248Que prazer então ver o Cordeiro de Deus, Jesus, o esposo das almas. S. Teresa teve uma vez a dita de ver uma mão do Salvador glorificado, sendo tão grande sua beleza que a santa entrou em êxtase. Perfumes esquisitos e fragrâncias paradisíacas nos deleitarão nos céus. Deliciarão nossos ouvidos harmonias sobrenaturais. Um anjo fez S. Francisco ouvir uma só melodia celeste, sentindo-se o santo desfalecer de gozo. Que será então quando se ouvir cantar os coros dos anjos e santos? Que será então ouvir a Santíssima Virgem louvar a Deus? A voz de Maria no céu assemelha-se à do rouxinol, que sobrepuja À de todos os outros pássaros, nota S. Francisco de Sales. Numa palavra: o paraíso é o complexo de todas as alegrias imagináveis.”

“E contudo essas alegrias todas são os menores bens do céu. O que constitui propriamente o céu é o Sumo Bem, é Deus. ‘Tudo o que esperamos está contido em duas sílabas, Deus’, diz S. Agostinho (In Jo X, tract. 4). A recompensa que Deus promete não consiste propriamente em belezas, harmonias e alegrias para os sentidos; a recompensa principal que nos espera é Deus mesmo; ela consiste, em especial, na visão e amor de Deus. Eu sou tua recompensa excessivamente grande, disse Deus a Abraão (Gn 15, 1). Se Deus se mostrasse aos condenados, no mesmo instante o inferno tornar-se-ia um paraíso, diz S. Agostinho.”

- Santo Afonso de Ligório
(Excerto extraído do livro Escola da Perfeição Cristã,
capítulo segundo, da felicidade que nos procura a perfeição)

Reflexões do Papa acerca da Assunção

“Os biógrafos atestam que São João Maria Vianney falava da Virgem com devoção e, ao mesmo tempo, com confiança e retidão. ‘A Santíssima Virgem Maria – costumava repetir – é imaculada, ornada com todas as virtudes que a tornam tão bela e agradável para a Santíssima Trindade” (B. Nodet, Il pensiero e l’anima del Curato d’Ars, Torino 1967, p. 303). E também: ‘O coração desta boa Mãe é só amor e misericórdia, não deseja mais que nos ver felizes. Basta recorrer a ela para ser ouvido’ (ibid., 307). Transparece nessas expressões o zelo do sacerdote, que, movido pelo anseio apostólico, alegra-se em falar de Maria para os fiéis, e não se cansa de fazê-lo. Ainda que um mistério difícil como o da Assunção, ele sabia como apresentá-lo com imagens eficazes, tais como: ‘O homem foi criado para o céu. O diabo quebrou a escada que o conduzia. Nosso Senhor, com sua Paixão, fez uma outra… A Santíssima Virgem está no topo da escada, e a tem a duas mãos’ (ibid.)” (Angelus do Papa Bento XVI, 16-08-09).

“Queridos irmãos e irmãs, o que aconteceu a Maria, vale, de outras maneiras, mas realmente, para cada homem e cada mulher, porque a cada um de nós Deus pede acolhê-Lo, colocar à disposição o nosso coração e o nosso corpo, a nossa inteira existência, para que Ele possa habitar no mundo. Convida a unir-nos a Ele no sacramento da Eucaristia, Pão repartido pela vida do mundo, para formar juntos a Igreja, seu corpo histórico. E se dissermos sim, como Maria, na mesma medida desse nosso sim, ocorre também para nós e em nós aquele misterioso intercâmbio: somos admitidos na divindade d’Aquele que assumiu a nossa humanidade. A Eucaristia é o meio, o instrumento desse recíproco transformar-se, que tem sempre Deus como fim e como ator principal: Ele é a Cabeça e nós os membros, Ele é a Videira, nós os ramos. Quem come deste Pão e vive em comunhão com Jesus, deixando-se transformar por Ele e n’Ele, é salvo da morte eterna: certamente morre, como todos, participando também do mistério da Paixão e da Cruz de Cristo, mas não é mais escravo da morte, e ressuscitará no último dia, para desfrutar da festa eterna com Maria e com todos os Santos” (Angelus do Papa Bento XVI, 17-08-09).

Papa confia os sacerdotes à proteção de Maria

Fonte: Rádio Vaticano

Castel Gandolfo, 15 ago (RV) – Bento XVI confia “os sacerdotes do mundo inteiro” à proteção de Maria elevada aos céus, dedicando-lhes o Angelus na solenidade de Nossa Senhora da Assunção rezado no pátio interno da residência apostólica de Castel Gandolfo.

“No coração do mês de agosto, – disse o papa – tempo de férias para muitas famílias, e também para mim, a Igreja celebra a solenidade da Assunção de Nossa Senhora. Esta é uma ocasião privilegiada para meditar sobre o sentido último da existência humana, ajudados pela celebração litúrgica de hoje que nos convida a viver neste mundo sempre orientados aos bens eternos, para compartilhar a mesma glória de Maria, nossa Mãe”.

O pontífice convidou todos os fiéis a “dirigirem o olhar” para Maria, Estrela da esperança que ilumina o nosso caminho, mas em particular os sacerdotes, convidados, além de “reavivar o amor e a veneração por Nossa Senhora”, a seguirem os ensinamentos de São João Maria Vianney, o Cura d’ Ars, “santo pároco de aldeia”, como o definiu o papa, capaz de profundos ensinamentos.

De João Maria Vianney o papa citou algumas frases, entre as quais uma que se refere à Assunção:

O homem foi criado para o céu. O demônio quebrou a escada que o conduzia. Nosso Senhor, com a sua Paixão, construiu outra escada. A Santíssima Virgem está do outro lado da escada e a mantém com as duas mãos”.

“Transparece dessas expressões – observou o papa – o zelo do sacerdote, que, movido pelo desejo apostólico, alegra-se ao falar de Maria aos fiéis, e não se cansa jamais de fazê-lo.” Vianney – recordou enfim o pontífice – “consagrou várias vezes a sua paróquia a Nossa Senhora, recomendando especialmente às mães que fizessem o mesmo todas as manhãs com os seus filhos”.

Em seguida o papa rezou a oração mariana do Angelus e concedeu a todos a sua Benção Apostólica. Antes de concluir o encontro em Castel Ganfolfo Bento XVI saudou os diversos grupos de fiéis presentes em suas respectivas línguas, entre as quais o português.

“Saúdo os peregrinos de língua portuguesa, a quem agradeço a presença e a união na oração do Angelus, neste dia de Nossa Senhora da Assunção. Ela aponta-nos a meta do Céu, ensinando-nos que o destino do homem não se esgota no tempo, mas completa-se na Vida Eterna, junto de Deus. Esta mensagem encha os vossos corações de alegria e de esperança que vos desejo com a minha Bênção Apostólica.” (SP)