5 DE AGOSTO: Basílica de Santa Maria Maior

A Basílica de Santa Maria Maior (do italiano Basilica di Santa Maria Maggiore), ou Basílica de Nossa Senhora das Neves, ou Basílica Liberiana, é uma das basílicas patriarcais de Roma.

Foi construída entre 432 e 440, durante o pontificado do Papa Sisto III, e dedicada ao culto de Maria, Mãe de Deus, cujo dogma da Divina Maternidade acabara de ser declarado pelo Concílio de Éfeso (431). Entretanto, a data da fundação da basílica remete ao pontificado do Papa Libério (352-366).

Lá encontra-se o ícone “Maria Salvação do Povo Romano”, segundo tradição, pintado por São Lucas Evangelista.

REPETE-SE HOJE A NEVADA DE VERÃO EM ROMA

Rádio Vaticano

Roma, 05 ago (RV) – Hoje, 5 de agosto, pleno verão italiano, nevará no centro de Roma. Como tradição manda, Praça Santa Maria Maior será palco da evocação do milagre com o qual, em 5 de agosto de 358 d.C., Nossa Senhora indicou ao então pontífice, Libério, o local onde deveria ser construída uma basílica em sua memória, naquele bairro (Esquilino).

Tudo nasce de uma antiga lenda segundo a qual um casal romano, que pedia à Virgem luzes para saber como empregar a sua fortuna, recebeu em sonhos a mensagem de que Maria desejava que lhe fosse erigido um templo precisamente num lugar do monte Esquilino que aparecesse coberto de neve, o que teria se verificado na noite de 4 para 5 de agosto. Até hoje, Santa Maria Maior é invocada também como Nossa Senhora das Neves.

Para ressaltar a recorrência, 26 anos atrás, o arquiteto italiano Cesare Espósito idealizou a nevada. Às 21h, flocos de neve artificial são lançados de canhões especiais (como os usados no cinema), do alto da igreja, embranquecendo a praça e a fonte diante do templo. Embelezando ainda mais o cenário, notas de música clássica, efeitos de luz e raios laser, e shows de música lírica completam o ambiente.

A nevada de agosto, evento tradicional do verão da capital, é patrocinada pelo Ministério dos Bens Culturais e pela Prefeitura de Roma. “A festa que inventei em 1983 – explica o arquiteto Espósito – quer defender as antigas raízes de nossa cultura, e ao mesmo tempo, apresentar a arquitetura dos Santuários de Nossa Senhora das Neves”.

Santa Maria Maior foi a primeira igreja dedicada a Virgem Maria no Ocidente, e uma das mais belas e adornadas de Roma. Abriga, entre outras coisas, um relicário com um pedaço da manjedoura do menino Jesus. (CM)

PAPA: SÃO JOÃO MARIA VIANNEY, EXEMPLO PARA OS JOVENS

Rádio Vaticano

Castel Gandolfo, 05 ago (RV) – Esta manhã, no pátio interno da residência de Castel Gandolfo, o papa concedeu a primeira audiência geral aos peregrinos depois do retorno dos dias de descanso passados entre as montanhas, em Les Combes.

Como o faz habitualmente, Bento XVI fez sua catequese em italiano, resumindo-a, em seguida, em várias línguas, entre elas, o português. Inspirando-se na festa litúrgica de ontem, Dia de São João Maria Vianney, o pontífice acolheu os fiéis franceses com a seguinte exortação:

“Convido todos a rezarem para que seu testemunho seja para os padres de hoje um ensinamento que os encoraje a viver seu ministério com fé e generosidade. Que, com a intercessão do Cura d’Ars, o Senhor doe à sua Igreja padres santos, que encontrem em seus fiéis sustento e colaboração em sua missão de anunciar o Evangelho”.

Após descrever brevemente a vida do Santo, sua força profética e vivência catequética, o papa disse que a vida de João Maria Vianney, 150 anos depois, ainda é hoje um exemplo para os jovens. Em português, proferiu as seguintes palavras:

“Amados peregrinos de língua portuguesa, sede bem-vindos! A todos saúdo com grande afeto e alegria, nomeadamente aos grupos que vieram de Palhaça e do Brasil com o desejo de encontrar o Sucessor de Pedro. Com votos de que vossas existências sejam uma catequese vivente como foi a vida do santo Cura d’Ars, desça sobre vós, vossas famílias e comunidades a minha Bênção”.

Para as 4 mil pessoas presentes, (entre as quais um numeroso grupo de brasileiros), o papa falou também em inglês, espanhol, polonês, húngaro e tcheco. No fim do encontro, Bento XVI recordou a memória litúrgica da Dedicação da Basílica de Santa Maria Maior, que nos convida a imitarmos fielmente o desejo divino, e recomendou:

“Recorram a Ela com confiança, queridos enfermos, para provar, no momento da dificuldade, a eficácia de sua proteção; confiem a Ela, queridos noivos, sua família, para que seja sempre amparada pela sua materna intercessão”.

Enfim, o pontífice concedeu a todos a sua benção apostólica.
(CM)

Papa diz que mundo vive "ditadura do relativismo, que mortifica razão"

Castel Gandolfo (Itália), 5 ago (EFE).- O papa Bento XVI disse hoje que o mundo atual vive uma “espécie de ditadura do relativismo, que mortifica a razão, porque afirma que o ser humano não pode conhecer com segurança nada além do campo científico”.

O pontífice fez as declarações diante de centenas de fiéis que assistiram no pátio da residência dos papas em Castel Gandolfo, a 30 quilômetros ao sul de Roma, em sua audiência pública das quartas-feiras, a primeira após suas férias, passadas em Les Combes, no Vale de Aosta.

Bento XVI dedicou a audiência para falar sobre São João Maria Vianney, o Cura d’Ars, por ocasião do 150º aniversário de seu nascimento, completado ontem, e afirmou que o sacerdote viveu em uma França “pós-revolucionária, na qual se experimentava uma espécie de ditadura do racionalismo”.

“Os desafios da sociedade atual não são menos complexos que os daquele tempo. Se então havia uma ditadura do racionalismo, agora há em muitos ambientes uma espécie de ditadura do relativismo. Ambas aparecem como respostas inapropriadas às justas perguntas do homem de usar a razão como elemento distintivo e constitutivo de sua própria identidade”, afirmou.

Bento XVI acrescentou que o racionalismo se tornou inadequado, porque não levou em conta os limites humanos e quis somente elevar a razão sobre todas as coisas, “transformando-a em uma deusa”.

O papa ressaltou que hoje, como ontem, o homem “faminto de razões busca constantemente respostas exaustivas às perguntas que não para de se fazer”.

Como é habitual, o papa cumprimentou os presentes em vários idiomas e convidou os fiéis a acompanharem os sacerdotes com a oração, com a solidariedade espiritual e com a colaboração, durante o Ano Sacerdotal, “para que sejam fiéis a sua vocação e que aproveitem sua missão na Igreja”.

A audiência foi realizada do balcão do pátio central do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo e, no final, Bento XVI se dirigiu para a sacada de frente para a praça e saudou as centenas de fiéis reunidos, que não puderam entrar no pátio da residência papal por falta de espaço. EFE jl/pd