ONDE OS MUÇULMANOS PRETENDEM CHEGAR?


Muçulmanos mataram seis cristãos e feriram outros dez acusados de blasfêmia, após queimarem uma igreja e cerca de 40 casas na cidade de Gojra, no oeste do Paquistão, informaram fontes oficiais.


Seis cristãos, incluindo uma criança, foram mortos queimados vivos, e cerca de dez ficaram feridos neste triste incidente.

Nos últimos dias assistimos com grande tristeza a este incidente. Cristãos mortos no Paquistão, Irã, Iraque, Índia, China, Nepal e etc. Tudo isto por professarem sua fé em Cristo. Intolerância? Defesa à religião? Que nome podemos atribuir a essa atitude ignominiosa? Os muçulmanos perecem irracionalmente diante de tais atitudes, sem escrúpulos. Perseguição besta.
Quando os muçulmanos migram para o ocidente, são bem aceitos, ninguém vê ou ouve se falar que muçulmanos foram mortos por europeus, americanos, africanos, por professarem sua fé em Maomé. Será que não podem também eles serem receptivos. Será que sua religião se traduz em atirar aviões em torres, em lançar carros bombas, ou em destruir igrejas e matar cristãos? Que religião é essa?
Brigam porque se profana o Alcorão. Ora quantas vezes a Bíblia foi profanada, e ainda é, e por isso a Igreja mata, ou queima estes infelizes que praticam tais ações? Não. A Igreja acolhe como mãe e impõe medidas que eduquem.
Se os muçulmanos buscam derrubar o cristianismo se enganam. Se buscam derrubar o catolicismo também não conseguirão. Lutero também tentou. Nero também tentou; Diocleciano também tentou; Domiciano também tentou; Trajano também tentou, e tantos outros impossíveis de se enumerar aqui, mas não conseguiram. Buscam derrubar a Igreja cortando as raízes humanas, nunca vão conseguir. A Igreja não nasce do povo, ela vem do alto; ela vem de Cristo. Mais vistos os fatos, perplexos ainda nos encontramos, e não poderia ser de outra forma.
No ano de 2006 um pronunciamento mal interpretado do nosso Papa Bento causou grandes conflitos entre muçulmanos e cristãos. Não achei o porquê de tanta raiva se o Papa falou a mais plena verdade. Abaixo um trecho do discurso:
«Mostra-me também o que trouxe de novo Maomé, e encontrarás apenas coisas más e desumanas tais como a sua norma de propagar, através da espada, a fé que pregava» (Controvérsia VII 2c: Khoury, pp. 142-143; Förstel, vol. I, VII Dialog 1.5, pp. 240-241. Infelizmente, esta citação foi tomada, no mundo muçulmano, como expressão da minha posição pessoal, suscitando assim uma indignação compreensível. Espero que o leitor do meu texto possa depreender imediatamente que esta frase não exprime a minha apreciação pessoal face ao Alcorão, pelo qual nutro o respeito que se deve ao livro sagrado duma grande religião. Eu, ao citar o texto do imperador Manuel II, pretendia unicamente evidenciar a relação essencial entre fé e razão. Neste ponto, estou de acordo com Manuel II, sem contudo fazer minha a sua polêmica). O imperador, depois de se ter pronunciado de modo tão ríspido, passa a explicar minuciosamente os motivos pelos quais não é razoável a difusão da fé mediante a violência. Esta está em contraste com a natureza de Deus e a natureza da alma. Diz ele: «Deus não se compraz com o sangue; não agir segundo a razão – «σὺν λόγω» – é contrário à natureza de Deus. A fé é fruto da alma, não do corpo. Por conseguinte, quem desejar conduzir alguém à fé tem necessidade da capacidade de falar bem e de raciocinar correctamente, e não da violência nem da ameaça… Para convencer uma alma racional não é necessário dispor do próprio braço, nem de instrumentos para ferir ou de qualquer outro meio com que se possa ameaçar de morte uma pessoa…» (Controvérsia VII 3b-c: Khoury, pp. 144-145; Förstel, vol. I, VII Dialog 1.6, pp. 240-243).
Estaria porventura o Santo Padre a mentir? Creio que não e sabêmo-lo muito bem disso. Fiquei indignado com os protestos dos muçulmanos, logo pensei: “Meu Deus, será que vão querer jogar um avião no Vaticano?” Então o Santo Padre teve que voltar a explicar-se, na Audiência Geral de 20 de setembro do mesmo ano: “Esta citação, infelizmente, pude prestar-se a ser equivocada. Mas, ao leitor atento do meu texto, é claro que eu não pretendi de modo algum fazer minhas as palavras negativas pronunciadas pelo imperador medieval neste diálogo e que o seu conteúdo polêmico não expressava a minha convicção pessoal. A minha intenção era muito diferente: partindo de quanto Manuel II diz sucessivamente de modo positivo, com uma palavra muito bela, sobre a racionalidade que deve guiar na transmissão da fé, eu quis explicar que não é a religião e a violência que caminham juntas, mas sim, religião e razão.”
Após o incidente estava a olhar o site do Pe. Paulo Ricardo, que admiro muito por seu amor a Tradição e a Doutrina da Igreja, e no artigo O Papa, o Islã e a covardia, ainda mediante os conflitos li algo que me foi muito aprazível, escreve ele: “Disse [o Papa] o que muitos enxergam, mas poucos têm coragem de dizer: usar Deus e a religião para justificar a violência é contrário à natureza de Deus e da própria religião. O Islamismo é uma religião que merece respeito. Mas, em alguns lugares, não se pode negar que esta religião foi raptada por uma ideologia de irracionalidade e violência. Esta ideologia política abusa do nome de Alá e da religião Islâmica para justificar uma carnificina de inocentes. Apesar das explicações do Papa, o que se vê? Protestos de governantes islâmicos, queixumes de líderes religiosos, bombas incendiárias, ameaças de ataques terroristas ao Vaticano e passeatas, várias passeatas, aos gritos de que o Papa seja enforcado e os inimigos do Islã massacrados. Tudo isto, ironicamente, demonstra apenas uma coisa: o Papa tinha razão. A irracionalidade e a violência não podem seqüestrar uma religião desta forma!”

Hoje na Encíclica Caritas in Veritate o Papa volta a condenar o terrorismo e a negação ao direito da liberdade religiosa.
Parágrafo 29:
“Outro aspecto da vida atual, intimamente relacionado com o desenvolvimento, é a negação do direito à liberdade religiosa. Não me refiro só às lutas e conflitos que ainda se disputam no mundo por motivações religiosas, embora estas às vezes sejam apenas a cobertura para razões de outro género, tais como a sede de domínio e de riqueza. Na realidade, com frequência hoje se faz apelo ao santo nome de Deus para matar, como diversas vezes foi sublinhado e deplorado publicamente pelo meu predecessor João Paulo II e por mim próprio (Cf. João Paulo II, Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2002, 4-7.12-15: AAS 94 (2002), 134-136.138-140; Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2004, 8: AAS 96 (2004), 119; Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2005, 4: AAS 97 (2005), 177-178; Bento XVI, Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2006, 9-10: AAS 98 (2006), 60-61; Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2007, 5.14: Insegnamenti II/2 (2006), 778.782-783.). As violências refreiam o desenvolvimento autêntico e impedem a evolução dos povos para um bem-estar socioeconômico e espiritual maior. Isto aplica-se de modo especial ao terrorismo de índole fundamentalista, (Cf. João Paulo II, Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2002, 6: AAS 94 (2002), 135; Bento XVI, Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2006, 9-10: AAS 98 (2006), 60-6
1.) que gera sofrimento, devastação e morte, bloqueia o diálogo entre as nações e desvia grandes recursos do seu uso pacífico e civil. Mas há que acrescentar que, se o fanatismo religioso impede em alguns contextos o exercício do direito de liberdade de religião, também a promoção programada da indiferença religiosa ou do ateísmo prático por parte de muitos países contrasta com as necessidades do desenvolvimento dos povos, subtraindo-lhes recursos espirituais e humanos”.

Portanto o que podemos e devemos fazer é rezar. Rezemos para que eles sejam tocados por Deus. Para que vejam que não é perseguindo que se consegue a glória, basta olharmos Jesus e a Igreja. Ao contrário de perseguir, foram perseguidos.
Quantos aos Cristãos (e escrevo com “C” maiúsculo porque estes que sofrem por amor a Cristo e a Igreja devem assim ser chamados, enquanto muitos cristãos com “c” minúsculo só observam, ou até mesmo defendem os muçulmanos) digo-lhes a mesma palavra de Jesus: “NO MUNDO TEREIS TRIBULAÇÕES. MAS TENDE CORAGEM! EU VENCI O MUNDO” (Jo 16,33).

DE MANEIRA ALGUMA ESTE MEU TEXTO QUER CONSTITUIR CONFLITOS CRISTÃOS X MUÇULMANOS. APENAS EXPRESSEI MEU PENSAMENTO RELATIVO AO ASSUNTO. ADMIRO OS MUÇULMANOS POR SUA FIDELIDADE A ORAÇÃO, MAS DEVEMOS CONDENAR ATITUDES ERRADAS QUE ACONTECEM.